Desenterrando passados...
15 Meu instinto assassino foi ativado...
Eu não consegui compreender o porquê de meu coração ter disparado com aquele simples toque, não podia acreditar que ele estava fazendo o mesmo jogo comigo e eu estava perdendo. Eu jamais poderia deixar que isso acontecesse, quem começou dando as cartas nessa droga foi eu, e continuarei dando até o fim, se ele acha que irá me passar a perna fazendo-me apaixonar por ele, está extremamente enganado, manterei ele sobre meus dominós até conseguir o que eu quero, depois disso ele não passará de mais um corpo para enterrarmos:
— Espere... – Ele se aproximou de mim, beijei delicadamente sua bochecha. – Obrigada... boa noite. – Ele percorreu os dedos sobre o local em que meus lábios rosados o tocarão e o mancharão de batom, em seguida fechei a porta com um sorriso e sussurrei: “vejo você amanhã”.
Acordei na manhã seguinte com o raiar do sol entrando pelas persianas de minhas janelas. Levantei-me e preparei um forte café, precisaria para aguentar o tranco de mais um dia de trabalho, desta vez eu teria de chegar mais cedo ao laboratório, esse seria meu segundo dia e já me parecia que ia ser dureza. Vesti uma causa jeans e uma regata apertada vermelha, em seguida fui até a oficina para apanhar meu carro. No meio do caminho, meu telefone toca:
— Onde você se meteu? Estou tentando falar com você a horas.
— Sinto muito titio, estive ocupada o dia inteiro, mas e então, o que queria comigo?
— Já viu o noticiário de hoje?
— Não, sabe que eu não sou adepta de assistir tv.
— Eu sei, mas deveria ter ligado a tv para esperar sair a notícia de mais um de seus ataques.
— Espere ai o que? Como assim mas um ataque meu?
— Não se faça de tola Mugs, você pegou uma executiva da LV Company e deixou a mesma taça de vinho e a rosa no local do crime. O que é isso, está escolhendo suas próprias vítimas agora? Virou uma serial killer?
— O que? Eu não peguei ninguém, passei o dia inteiro no laboratório e fui para casa acompanhada de meu supervisor, como eu poderia matar alguém se eu estava com um investigador em minha cola, se não acredita em mim, pergunte ao Frederick, ele lhe dirá que passei o dia inteiro no laboratório. Ele também passou o dia inteiro no Necrotério.
— Espero que isso seja realmente verdade Mugs. – Disse desligando o celular abruptamente. Meu tio estava começando a me irritar, nunca gostei que alguém se sentisse superior a mim, e não seria agora que eu iria deixar isso acontecer. Segui para o laboratório e me direcionei até a sala de descanso, todos estavam estáticos olhando para a tv.
—... Está noite O Fantasma voltou a atacar, sua próxima vítima foi a executiva Melanie Dagget, Melanie foi vista pela última vez por seu chefe em sua sala particular, ao voltar esta manhã para o escritório, ele encontrou a sala da funcionaria aberta e ao adentra-la encontrou a mesma taça de vinho no chão e uma rosa vermelha, igual a das cenas de crime anteriores.
— Oi pessoal. – Cumprimentei.
— Oi ruiva.
— Bom dia pessoal, temos alguns casos, Nick, Warrick e Greg duplo assassinato no Bellagio.
— Mas o Fantasma atacou novamente.
— Todos nós sabemos Warrick, mas o mundo não pode girar apenas ao redor do caso do fantasma, assim como nosso Departamento também não pode, ainda há outros criminosos a solta. Por isso designei Sara e Catherine para o caso, quero que as duas vão até a nova cena de crime do fantasma.
— Hei e você aonde vai? – Sara perguntou indignada.
— Tenho uma reunião inadiável com o xerife ao respeito do novo ataque do Fantasma. –Sara não parecia estar nem um pouco satisfeita pela decisão de Grissom ao ter me colocado com ela, mesmo assim eu não pude deixar de notar a queda que ela tinha por nosso supervisor. Confesso que eu estava nervosa, nunca havia estado em uma cena de crime antes além das que eu mesma projetei. Não demoramos muito para chegar até o local, mostramos nossas identificações e subimos até o terceiro andar. Pus em pratica tudo aquilo que o instrutor que meu tio contratara para me ensinar, acho que não estava me saindo tão mal assim.
— E então Sara, como anda seu relacionamento com o Grissom? – Ela pareceu surpresa.
— Não é de sua conta.
— Tudo bem, então se eu sair com ele para jantar esta noite você não irá se importar não é?
— O que? Escute aqui Catherine, eu não a conheço e você também não me conhece, então não ouse cruzar meu caminho, não sabe de que eu sou capaz. – Disse ficando de pé bem ao meu lado, soltei um sorriso de lado e em seguida pousei a máquina fotográfica no chão, ergui-me e ficamos cara a cara.
— Pelo contrário querida, assim como você mesma mencionou, a senhorita não me conhece, então eu sugiro que VOCÊ não ouse cruzar meu caminho! – Disse olhando firmemente em seus olhos. Meu instinto assassino havia sido acionado.
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