Desenterrando passados...
16 As evidencias do impostor
Um calafrio avassalador percorreu todo meu corpo, enquanto meus punhos serrarão. Eu podia sentir... sentir meu instinto assassino falando mais auto dentro de mim. Mas eu não podia, precisava me controlar, eu não poderia considerar aquela mulher como uma inimiga, mas poderia considera-la como uma adversária, já que estávamos disputando o mesmo homem, ela talvez por motivos amorosos, já eu o queria por interesses matérias. Minhas mãos ainda tremiam, elas estavam acionadas para estrangular aquela maldita morena, meu corpo inteiro queria sentir o poder novamente de ter a vida de uma pessoa se esvaindo em minhas mãos.
— Atrapalho? – Brass disse após pigarrear. Salva pelo gongo, não podia errar e estragar tudo.
— Ah não Jim.
— Já terminei de colher os depoimentos dos funcionários e vocês?
— Estamos quase acabando por aqui.
Terminamos de recolher as provas depois de duas longas horas, em seguida seguimos para o laboratório, entregamos todas as amostras para serem analisadas e em seguida eu me direcionei até a sala de descanso. Era obvio que aquele era o trabalho de um farsante amador, mas eu teria de mostra-lhes que aquela cena de crime não era do fantasma. Passei horas a fio estudando as fotos tiradas na cena para comprovar todos os argumentos que estava montando para convencer-lhes.
— Catherine, sala de analises agora, leve todas as fotos que retirarão da cena.
— É pra já. – Recolhi todas a fotos e acompanhei Grissom, eu não fazia ideia de onde ficava essa sala de analises, quando entramos em uma sala bem iluminada, deparei-me com toda a equipe, até mesmo Sara já estava lá. Ao entrar, Greg me deu um sorriso irônico, cheio de segundas intenções e eu lhe retribui com um pequeno piscar de olho.
— Muito bem, já que estamos todos aqui, agora eu gostaria que vocês nos relatassem o que foi encontrado na cena do crime. – Sara se prontificou e pôs-se a falar.
— Está cena de crime parece diferente de todas as outras relatadas nos relatórios dos diurnos, encontramos fibras amarelas no tapete da sala, junto de alguns fios de cabelos cumpridos. Em todas as cenas de crime, apenas uma taça de vinho foi encontrada, e está mesma estava despedaçada no chão. Já nesta cena em que Catherine e eu analisamos, além de termos encontrado a dita taça despedaçada no chão, encontramos uma segunda taça intacta sobre a mesa na sala da vítima.
— Espere ai o que está tentando dizer com isso Sara?
— O que Sara quer dizer Nick, é que estamos lidando com um impostor.
— O que? – Todos me olharão aturdidos, quer dizer, quase todos, Grissom permanecia me fitando de braços cruzados como se esperasse que eu mostrar tudo aquilo que eu sabia, então... era hora do show.
— Vejam bem, além de termos encontrada todas essas provas, encontramos também sêmen no tapete, além do mais, eu gostaria que reparassem na posição dessa rosa sobre a poça de vinho. Em todas as outras cenas, ela estava na transversal, como se fosse posicionada cuidadosamente, já nesta cena, ela está ao contrário, com o cabo virado para a parte superior da poça, é como se estivesse sido apenas jogada lá, sem um mínimo de cuidado. E acham mesmo que o Fantasma foi cuidadoso esse tempo todo só para errar feio neste caso? – Argumentei mostrando todas as fotos anteriores das cenas de crime, para compararem com a que foi tirada por nós duas.
— Além do mais, Melanie foge dos padrões de suas vítimas anteriores, todas elas eram da polícia e pelo que Brass descobriu, a senhorita Dagget não tem nenhuma relação com a polícia. Então por que mudar o padrão agora? – Inquiriu Sara.
— Talvez Melanie tenha pisado em lugar errado! – Greg sugeriu.
— Pessoal, tenho os resultados da analises de Wendy, Henry e a minha, sobre as amostras que Sara e Catherine nos entregaram mais cedo. – Hodges nos interrompeu.
— O que encontraram?
— Bem, Henry analisou o vinho e ele está completamente limpo, sem nenhum sinal de veneno ou droga!
— Está brincando não é?
— Não Nick, e o melhor ainda está por vim, Wendy comparou o DNA do sêmen e da taça que estava inteira e deu compatível, nosso sujeito não está no Codes, o que não era de se esperar. Ainda existe um segundo doador, XX, certamente é de nossa vitima desaparecida. E as fibras amarelas que foram coletadas por Sara e Catherine, são de origem chinesa, uma legitima e fina ceda chinesa, tingida com pigmentos naturais de rosas amarelas coletadas nas mais altas montanhas ao norte. – Disse Hodges com um ar de gabação.
— Espere, o chefe de Melanie estava usando uma gravata amarela que me parecia ser muito fina. – Exclamou Sara.
— Então vá com Brass e traga esse cara até o Departamento, testaremos as fibras de sua gravata. – Pediu Grissom, e Sara se retirou.
— Então quer dizer que nossa vítima foi estuprada e pode ainda estar viva? – Indagou Warrick.
— É, talvez.
— Mas ainda não temos o DNA da vítima para saber se ela é a segunda doadora dos fluidos corporais.
— Não se preocupe Nick, Catherine e eu cuidaremos disso agora, iremos até a casa da vítima e coletaremos seu DNA. A vítima tem algum parente que morasse com ela Catherine?
— De acordo com as anotações de Brass, o parente mais próximo de nossa vítima é sua mãe que mora na Califórnia.
— Então pegaremos um mandato e traremos todos os objetos pessoais da vítima que possa conter seu DNA, ou algo que possa nos levar ao Fantasma. Vamos Catherine. – Esse maldito farsante já estava me dando nos nervos.
Fale com o autor