Notas iniciais
Hey pessoal voltei, com um novo capítulo para vocês, espero que gostem não se esqueçam de dizer o que acharam

"Mas as vezes, encontrar a luz, significa passar por uma grande escuridão"

Caroline Forbes

–Eu não entendo, por que você esta mentindo para mim? O que nos impede de ficar juntos?-Disse ele impaciente passando as mãos pelo cabelo.

–Dean...-Eu tinha vontade de gritar que eu era uma vampira, um monstro que o colocaria em perigo, mas eu não podia.

De repente gritos histéricos surgiram, sem pensar duas vezes Dean saiu correndo e eu o segui temendo que algo lhe acontecesse, ao chegarmos uma mulher cambaleava com a mão no pescoço tentando estancar o ferimento ensanguentado, ela deu alguns passos antes de cair nos braços de Dean, eu sabia que meu sangue poderia cura-la mas eu não podia fazer aquilo na frente dele afinal ele ainda usava o colar de verbena que eu lhe dei quando começamos a namorar impedindo que eu pudesse hipnotiza-lo.

–Monstro...-Sussurrou a mulher antes de falecer.

Isso só podia ter sido feito por um vampiro e infelizmente eu já tinha certeza de quem era, Julliet imediatamente veio até o local sendo seguida por dois homens, um deles caminhou até Dean pegando a mulher de seus braços enquanto Julliet me dava um olhar confusa, provavelmente sem entender porque estávamos juntos por sorte ela não reconhecia Dean.

–Ela disse algo antes de morrer?-Perguntou Julliet adotando sua postura de sheriff.

–Ela sussurrou monstro.-Disse ele com um olhar pensativo como se deduzisse quem fez aquilo.

–Bom, talvez seja outro animal.-Suspirou Julliet me olhando preocupada.

–Deveriam fazer um zoológico para prender esses animais.-Disse ele sarcástico.

–Então vamos descobrir o que esta acontecendo agente.-Disse ela olhando em minha direção e sussurrando.-Vá para nossa casa precisamos conversar.

Assenti a vendo dar alguns passos em direção a delegacia, ela havia chamado Dean de agente, talvez ele tivesse se tornado policial e isso só fazia com que as coisas piorassem, após observar atentamente a floresta da qual a mulher havia saído ele voltou a atenção para mim caminhando em minha direção.

–Eu me lembro que antes de sermos interrompidos você ia dizer algo, o que era?-Perguntou ele praticamente me hipnotizando com seus belos e perigosos olhos verdes.

–O que aconteceu entre nós já acabou.-Disse tentando parecer o mais fria possível.

–Ok, mas quando quiser dizer a verdade você sabe onde me encontrar.-Disse ele se afastando e caminhando com Julliet para a delegacia.

✵

Caminhei vagarosamente pelo jardim me aproximando da grande mansão, mesmo que não tivesse vontade alguma de estar ali se tratava da minha família e eu prometi apoia-los, toquei a campainha e em meio segundo foi aberta por Julliet que imediatamente me puxou para dentro.

–O que esta acontecendo?-Perguntei sem entender o nervosismo dela.

–Aquilo.-Ela apontou para o escritório de onde era possível ouvir uma gritaria feroz, entramos no escritório e pude logo ver do que se tratava, meus pais estavam brigando com Enzo.

–Vocês acham que eu sou idiota a ponto de deixar uma vitima correndo por ai?-Gritou ele enfurecido com a acusação, ate então eu tinha certeza de que havia sido ele, mas ele jamais deixaria uma vitima escapar.

–Não se finja de inocente, nós sabemos que você é um irresponsável assassino.-Disse meu pai num tom tão alto e severo quanto o de Enzo.

–Eu não matei ninguém.-Disse ele decidido.

–Talvez ele esteja dizendo a verdade.-Disse minha mãe na esperança de acabar com a briga, mas Victor estava irremediável.

–Eu sei que foi você, e não vou permitir que te salvem como da última vez.-Disse Victor o olhando friamente.

–Eu não matei ninguém, essa é a verdade, se vocês não acreditam podem ir pro inferno.-Disse Enzo se virando e saindo da sala, seus olhos pareciam queimar de puro ódio, e eu infelizmente estava presa nesta família por toda a eternidade.

–Isto está errado, não foi ele.-Disse me afastando juntamente com Julliet do escritório para que meus pais começassem uma nova discussão.

–É claro que foi, você sabe bem que ele nunca assume o que faz, assim como você.-Disse me dando um olhar irritado.

–Do que esta falando?-Perguntei confusa.

–Você e o Dorfman.

–Quem?-Perguntei, eu não fazia a menor ideia de quem ela estava falando.

–O cara alto, loiro e lindo, o meu par no baile de ontem que a propósito você fez questão de ficar sozinha com ele, assim como hoje de manhã.-Disse ela cruzando os braços.

–Por que o Dean mudou de nome?-Sussurrei a mim mesma me esquecendo que estava diante de uma vampira capaz de ouvir qualquer coisa.

–Dean? Dean Winchester? O seu namoradinho humano, é mesmo assim que o conheci ele disse que se chamava Dean, mas depois só comecei a chama-lo pelo sobrenome e esqueci seu primeiro nome.-Disse ela surpresa levando uma das mãos a boca.

–Isso foi há muito tempo.-Disse me odiando por ter dito o nome dele.

–Então ele veio atrás de você? Que lindinho, ele ainda deve te amar, e você já contou o que você realmente é?-Disse ela dando um sorriso sarcástico.

–É claro que não, tudo o que aconteceu entre nós está definitivamente acabado.-Disse indiferente me virando para sair mas suas palavras seguintes me tiraram do sério.

–Bom, então já que você me roubou o Daniel, eu vou ficar com o Dean.-Me virei imediatamente caminhando até ela enfurecida.

–Não ouse se aproximar dele.-Disse sem conseguir fingir desinteresse.

–Eu com certeza vou me aproximar muito daquele gato, e depois que me cansar dele vou secar suas veias.-Ao ouvi-la eu simplesmente perdi por completo o controle e dei um soco em seu rosto seguido de um chute no estômago a jogando contra a parede que se rachou com o impacto.

–Desgraçada.-Gritou ela limpando o sangue no canto da boca, ouvimos passos vindo em direção a nós provavelmente era Victor, Julliet andou até mim com um sorriso perverso.-Eu vou contar tudo para ele, vamos ver o que ele ira fazer com o seu querido humano.

–O que esta acontecendo?-Perguntou Victor parando diante de nós.

–Pai...-Antes que Julliet pudesse continuar quebrei seu pescoço deixando-a cair na frente dele.

–Precisamos conversar.-Disse vendo o olhar surpreso dele diante do que havia acabado de fazer.

✵

A cada palavra dita por mim, ele caminhava mais impaciente pelo escritório, eu não queria que ele soubesse sobre Dean, mas eu não tinha escolha, uma hora ou outra Julliet iria contar e Victor ou Daniel acabariam matando cruelmente o homem que tanto amo, contar eu mesma era sem dúvida a melhor opção, quando finalmente terminei de contar tudo o que aconteceu entre nós dois, ele parou diante de mim me olhando seriamente.

–Você o ama?-Perguntou ele, seus olhos estavam fixos aos meus, ele tinha o poder de me hipnotizar e me fazer dizer a verdade, mas ele não o fez, e eu simplesmente não queria mentir para ele.

–Amo.-Disse finalmente assumindo a mim mesma a mais pura verdade.

–Eu já imaginava, você pode não acreditar mas antes de conhecer sua mãe eu me apaixonei por uma humana.-Disse ele com uma certa tristeza em seu tom de voz.

–Já se apaixonou por uma humana?!-Indaguei surpresa com sua confissão.

–Sim, ela era tão linda, era muito parecida com você, eu a amei muito e ela me amava, mas quando descobriram que nos amávamos, eles me enfraqueceram com verbena, me prenderam e ela foi morta diante dos meus olhos, pela própria espécie dela, humanos.-Disse ele deixando que pela primeira vez em minha vida visse lágrimas caírem de seus olhos.

–Por que nunca nos contou isto?-Perguntei me aproximando dele.

–Um líder apaixonado, é um líder fraco, desde aquele dia eu passei a odiar com todas as forças a humanidade, eles nos chamam de monstros, mas são eles que matam sua própria espécie sem hesitar, eu não quero que você sofra o que eu sofri Caroline.-Disse ele secando as lágrimas e me olhando preocupado.

–Então, o que você vai fazer com ele?-Perguntei me entristecendo ao pensar no que ele havia sofrido e temendo sua resposta.

–Eu não irei fazer nada, você irá hipnotiza-lo e o mandara para longe desta cidade, onde ele poderá ter uma vida normal.-Disse ele retomando sua postura de sempre.

–Obrigado, pai.-O abracei repentinamente, sentindo um imenso alivio por não ter que mata-lo e uma gigantesca surpresa ao sentir os braços de meu pai ao meu redor me abraçando.

Dean Winchester

Andava de um lado para o outro naquela delegacia que havia passado praticamente o dia inteiro investigando o que estava acontecendo, sentei na cadeira e peguei novamente o arquivo do caso, os ferimentos das primeiras vitimas pareciam ser causados por um violento animal, sendo assim o causador daquilo foi o animal capturado, mas as outras eram feridas completamente diferentes, pareciam marcas feitas por presas de vampiros mas não haviam bebido seu sangue.

–Vampiros não mordem por esporte, talvez seja outra coisa...-Murmurei comigo mesmo.- que quer por a culpa nos vampiros.

Isso era sem dúvida um caso estranho, me levantei imediatamente apanhando minha jaqueta da cadeira e saindo da delegacia caminhando até o Impala, abri o porta malas e peguei algumas seringas com sangue de homem morto, coloquei meu revolver na cintura e uma arma com balas de prata, e passei a andar em direção a floresta de onde a mulher havia saído mais cedo, a floresta era realmente sinistra com certeza o lar perfeito para um monstro assassino.

Andei cuidadosamente pelo lugar mantendo minha arma apontada para qualquer coisa que surgisse diante de mim, um barulho me chamou atenção me virei imediatamente procurando o que ou quem o havia causado, repentinamente senti algo atingir fortemente minha cabeça me fazendo cair, ao abrir meus olhos dei de cara com uma menina loira me apontando uma arma.

–Dean?!-Disse ela surpresa abaixando a arma.

–Jo é você?

Notas finais
Então quem se lembra da nossa querida Jo Harvelle? :)