Desejo Mortal
1 O inicio
POV Jessica.
Faz tempo que pensava em tornar-me dependente. Queria deixar o meu pai sozinho com a sua mulher e queria ter a minha própria vida, então decidi inscrever-me na Universidade e começar uma vida nova lá. Tinha arranjado emprego a meio termo, em casa de uma família, a família mais antiga da cidade, e iria arrumar a casa, fazer limpeza e comer, como pagamento eles iriam pagar-me a universidade e davam-me sitio para dormir e comer. Não pensei duas vezes e aceitei. Agora ia a caminho da universidade fazer a inscrição no curso de ciências. A escola era enorme e moderna, como quis achar a secretaria sozinha nem perguntei a ninguém, acabando-me por me perder, num corredor completamente sozinho. Aguardei até que vi uma rapariga a passar por mim. "Boa Tarde! Chamo-me Jessica e estava á procura da secretaria. Sou nova e não sei onde ficam as coisas... podes me indicar o caminho?" perguntei eu. Ela sorriu e apontou o caminho.
"Olá sou a Melissa, prazer. A secretaria fica já ao fundo do corredor. Viras á esquerda e é a ultima porta. eu levo-te lá." Eu agradeci, desejando que as pessoas todas fossem assim, como ela, simpáticas. "Então estás em que curso?"
"Teatro e tu?"
"Ciencias." Disse ela, sempre a sorrir. Parou em frente á secretaria e virou-se para mim. "Então e já arranjaste quarto? se quiseres podemos ser colegas de quarto, tenho uma cama livre." Disse ela, entusiasmada.
"Desculpa... já arranjei... como vou trabalhar em casa de uma família da cidade eles oferecem a estadia..." disse eu, sorrindo.
"Não há mal! Então e vais trabalhar para que família?"
"Jackson, Família Jackson, uma das famílias mais antigas da cidade." Disse eu com um sorriso, mas deixei de sorris, quando vi a cara dela assustada, embora tentasse disfarçar depois. "Qual é o problema?" perguntei eu.
"Nada, Jessica... bem eu tenho que ir... tenho que ir fazer umas coisas... a gente se vê em quatro dias. Fica bem!" disse ela, afastando-se com um sorriso forçado. Bem aquilo tinha sido realmente esquisito... tentei desviar esse pensamento e entrei na secretaria, que estava a abarrotar de gente, devia despachar-me daqui a uma hora ou duas, o que vale é que ainda poderia chamar um táxi para me levar até á casa onde iria trabalhar.
No fim de sair da secretaria chamei um táxi e fumei um cigarro enquanto esperava. Passado dez minutos ele veio, já se fazia de noite. Passado uns dez minutos ele parou em frente a uma mansão onde dizia no portão Jackson. De certeza que ao estava enganada. Eu paguei ao condutor e olhei para as paredes, não havia campainhas que anunciassem a minha chegada, por isso entrei pelo portão aberto, atravessando um longo jardim até a porta. notei barulhos estranhos vindo dos arbustos e, mesmo estado um pouco alerta, fui em frente, tentando não ligar ao barulho. Cheguei á porta e não havia campainha, só havia uma maçaneta para se bater na porta, tentei uma e duas mas ninguém me abria a porta, tentei a terceira e esperei um segundo, quando ia ligar para o homem que me tinha contratado a porta abriu-se. Eu olhei para cima e fiquei fascinada pela beleza do rapaz que estava á minha frente, loiro, cabelo media, batendo da sua sobrancelha, de olhos cor de avelã e musculado, olhava para mim de forma sedutora, encostado com o cotovelo á porta sem dizer uma única palavra. Eu limpei a garganta e falei. "Boa noite. Recebi o contacto do senhor Sandrez para trabalhar nesta casa. Eu tentei tocar á campainha mas não a achei." Disse eu, ele continua especado a olhar para mim, com aquele olhar sedutor, penetrante, sem dizer uma única palavra, sem mexer um centímetro do seu corpo. "Ele está? Faltava falar de algumas coisa por isso ele me mandou vir hoje." Disse eu, tentando arrancar dele algo. Ele continuava a olhar para mim daquela maneira. Eu comecei a enervar-me com a sua atitude e iria pedir para falar outra vez com o Sr. Sandrez.
"Tu falas muito..." disse ele, com um sorriso provocador, estudando-me. eu mantive a calma e respirei fundo. "E nervosinha também." Disse ele rindo-se.
"O senhor Sandrez está?" perguntei eu, calmamente. Ele podia ser lindo mas tinha uma atitude de merda... ele desencostou-se da porta e virou-me costas, deixando a porta aberta, eu vi isso como um convite para entrar, por isso dei dois passos para dentro da mansão enorme. Observei as escadas largas em frente á entrada e todos os detalhes luxuosos da sua casa. Realmente eles tinham dinheiro para poder ter tudo o que queriam.
"Tá ali uma coisa pequena á procura do pai." Disse o rapaz de longe. Mas quem é que ele pensa que é?! Coisa pequena?! Quem pensa ele que é?! Mantive a calma e esperei, um rapaz mais velho, moreno e pálido, musculado também e de olhos azuis. Ele veio até á entrada e curvou-se, cumprimentando-me. eu sorri.
"Peço desculpas pelo meu irmão... ele não lida bem com estranho... sou o Diego e ele é o Jensen. O meu pai não estará presente por um tempo, por isso deixou-me encarregue de a acomodar e lhe dar indicações. Pergunto se podemos perder as formalidades e tratar-nos por tu?" eu acenei que sim e ele continuou. "Bem, como sabes foste contratada para tomar conta da casa, tens direito a um dia e uma noite de folga á tua escolha.
"Sim, se não se importar, poderei ficar com sábado á noite e o outro dia poderá ser um qualquer."
"Óptimo, pode ser ao domingo, para ficar seguido. Vamos mostra-te o teu quarto e o resto da casa?" eu acenei e ele prosseguiu. Seguimos para a cozinha, era espaçosa e tinha muitos electrodomésticos, tinha uma ilha no meio e era moderna, digamos que é uma cozinha de sonho. Veio uma rapariga da minha idade á cozinha e eu cumprimentei-a educadamente. Era loira como o Jensen e tinha olhos avelã também. Parecidíssima e linda como o irmão. "Esta é a Erica, a minha única irmã, ela é meio esquiva e fecha-se no quarto, é normal que ouças piano, já que ela passa o dia a tocá-lo. Mas é boa rapariga." Ela fez uma careta ao irmão e aproximou-se de mim, cumprimentando-me um dois beijos na cara. Sorriu e com uma voz fina disse.
"Olá, deves ser a Jessica. Bem-vinda!" disse ela, mordendo uma maça, piscou-me o olho e foi embora, antes que pudesse agradecer. Do outro lado da sala estava a sala, grande e acolhedora, moderna e com um grande LCD. Ele encaminhou-me para cima e mostrou-me a casa de banho e depois virou-se para mim.
"Estes três quartos são os dos meus irmãos e meu, cada um tem uma casa de banho, tens tempo para os conheceres amanha e o teu é deste lado." Disse ele, abrindo a porta. o quarto era enorme e tinha um armário enorme que fazia o dobro das minhas roupas, a cama era King Size e tinha uma casa de banho privada. "Fica á vontade arruma as coisas e ás oito desce para comeres o jantar, não te preocupes que já está a ser feito." E acenei que sim e ele fechou a porta atrás de mim. Arrumei os meus livros e a minha pouca roupa, que ele carregara para cima e fui lavar a cara. Quando eu sai da casa de banho o Jensen estava parado á porta com a mão nos ombros.
"Desejas algo?" perguntei eu. Ele entrou, sem pedir permissão e chegou-se ao pé de mim, bem perto mesmo.
"Sim, estou com vontade em te morder esse pescoço." Disse ele, olhando para mim, sedutoramente. Ele avançou para mim e eu retrocedi, olhei para ele e vi que os seu olhos estavam vermelhos! Como é que isto era possível?! Ele encostou-me á parede, não deixando escapatória e meteu a mão dele no meu pescoço, forçando o rosto para cima, virando-me a cara para o lado, reparei que a mão dele estava ao lado da minha cara, ele baixou a cabeça e cheirou-me o pescoço, nesse momento reparei que ele, alem de alto, tinha bastante força. Eu tentei afastá-lo com a mão mas ele agarrou-me no pulso, retirando a mão apoiada na parede e elevou-me o pulso, encostando-o á parede. Eu fechei os olhos, esperando aquilo acabar, senti a respiração dele no meu pescoço e a mão dele saiu do meu pescoço. Eu arrepiei-me quando ele passou a mão nas minhas costas, dentro da camisola, pousou a mão na anca e voltou a cheirar o meu pescoço, não sei o porquê mas não fiz nada, pelo contrário todos os músculos da minha barriga se remexeram e o meu corpo deixou-se cair, como se me rendesse. Ele despertava um desejo esquisito em mim. Sentia-me atraída por ele, mesmo sabendo que ele era um otário, mas por outro lado, eu temia-o. Estava tão confusa pelo que o meu corpo estava a sentir, como ele me fez ceder só com um toque, como ele fez o meu corpo estremecer só pelo facto do seu corpo bem definido estar encostado ao meu. Eu senti a mão dele a voltar para o meu pescoço e a minha espinha arrepiou-se toda, não sabia como lhe negar o toque, por muito que quisesse não podia negar, e o pior de tudo é que, alem de estar á sua mercê, eu deixava-me consumir por um desejo que nunca sentira por ninguém, sentia que estava a brincar com o fogo, em não o afastar naquele momento, mas o meu corpo queria-o. Cerrei mais os olhos, tentando voltar a mim, já que esse não era o tipo de comportamento que teria, eu não me reconhecia, eu não faço isto, não me deixo seduzir por um desconhecido, ainda mais quando sei que ele só está a brincar comigo. O meu corpo pedia, por favor, para que ele não parasse, não percebo como ele consegue fazer algo que mais ninguém consegue, me fazer perder o controlo assim. A minha respiração estava descontrolada e o meu coração estava em uma velocidade extraordinária.
"Podes abrir os olhos, eu não te vou comer viva." Disse ele, abri e ele olhava para mim, com um sorriso malévolo. Ele aproximou a sua cara da minha, devagar, com um olhar intenso, sorrindo sedutoramente. Ouvi um barulho de galhos lá fora e o Jensen olhou para a janela, nesse momento foi como se caísse em mim, como se tivesse sob hipnose e olhei para ele, sobre mim, a minha respiração aumentou ainda mais e eu comecei a ter dificuldades em respirar, o Jensen, olhava-me surpreso e sem saber o que fazer.
"Larga-me!" gritei eu, empurrando-o. Ele olhava para mim, surpreendido. "O que me fizeste?!" perguntei eu, em choque, irritada e com medo, andando de um lado para o outro. O Diego entra no quarto, olhando de forma ameaçadora para o irmão.
"O que fizeste tu?!" pergunta ele, furioso. "Sai agora do quarto dela." Disse ele.
"Porquê? Quem te pôs no comando?" perguntou o Jensen, desafiando-o.
"O pai, agora sair... nós vamos conversar lá fora!" disse ele para o Jensen, ele irritado e nada satisfeito sai. Ele dirige-se até mim e mete-me a mão no ombro. "Calma, Jessica, respira..."
"Eu tenho asma..." disse eu, não conseguindo respirar. A voz quase que não saia.
"Por isso mesmo. Respira fundo." Disse ele, não sei como mas senti-me mais calma, a presença dele me deixava mais calma e o meu coração já batia mais lentamente. Ele passou a bomba que estava na cómoda e eu inalei até que a minha respiração voltou ao normal. "Desculpa, ele tem problemas de controlo, eu vou falar com ele e ele nunca mais irá fazer isto, prometo..." disse eu, eu acreditei nele e sentei-me na cama. "Vou trazer-te o comer aqui ok?" eu acenei e ele saiu. Ouvi ele a discutir com o irmão mas não consegui perceber, ouvi passos a subir e a minha mão, inexplicavelmente, começou a tremer. Eu agarrei nela, tentando controlá-la e ouvi a lâmpada do candeeiro a estalar, acendi a luz de cima e o Diego entrou no quarto. "Está tudo bem?" ele trazia um tabuleiro com bacalhau com natas nele e um copo de sumo de laranja. Ele pousou em cima da cómoda.
"Sim, a lâmpada arrebentou." Disse eu, tentando desviar a minha cabeça para a estranha coincidência que acaba de acontecer.
"Eu vou buscar outra." Disse ele, com um sorriso pequeno, a primeira vez que lhe vi um sorriso. Ele foi num instante ao quarto e trouxe outra lâmpada, apanhando os cacos da outra e pondo aquela no candeeiro. "Tem uma boa noite e dorme bem." Disse ele, fechando a porta atrás dele. comi rápido e deitei-me debaixo dos cobertores, tentando perceber o que me fez agir daquela maneira, deixando ele tomar as rédeas e depois lembrei-me dos seus olhos vermelhos. Eu tinha que perceber o que raios se estava a passar e pensei que iria tentar falar com a Melissa, ela parecia saber de alguma coisa e ficou estranha quando lhe disse onde iria trabalhar, bem agora percebo um pouco, o Jensen é maluco! Algo nele é muito negro, mas mesmo assim ele me atrai... eu tenho que me afastar dele o máximo que poder e vou começar por tentar dormir e não pensar nele.
Fim do POV da Jessica.
De manha ela toma um banho e veste-se, descendo para fazer o pequeno almoço, e quando ele aparece ela fica nervosa, quase que se esquecia que ele morava lá, ele continua a olhar para ela daquela maneira, provocadora, e antes de se ir embora ele chega-se ao pé dela, mesmo ao seu ouvido, o que a arrepia, e diz "Calma coisa pequena, eu não mordo" sorria, estudando-me. " Ás vezes!" Embaraçada, resmunga quando ele lhe assoprar o pescoço, dando um pequeno gemido.
"Para que foi isso?!"
"Para que eu possa ver essa expressão." Diz ele, sorrindo e depois deita a língua de fora, fazendo ate barulho. Ele só pode ser retardado... pensa ela. Ele vira costas e vai-se embora.
O dia passou devagar, tinha pouca coisa ainda para fazer e a casa estava vazia, sem ninguém a não ser ela. Durante esse tempo todo sentiu-se muito incomodada, relembrando o momento que ele lhe assopra para o pescoço. Fica vermelha e abana a cabeça. Tentando esquecer o quanto o Jensen a irrita. Perto da noite chegam todos, á excepção do Jensen, que chega mais tarde, sorridente.
"Então, coisa pequena, como correu o dia?" diz ele, provocado-a.
"Bem, correu bem dado ao facto que não tive o desprazer da tua companhia." Diz ela irritada. Ele chegasse perto dela e vira-a, para que ela deixe de limpar a cómoda e olhe para ela, puxando-lhe o queixo com a sua mão, enquanto se inclinava, com o braço apoiado na parede, encostando-a ao móvel.
"Um dia terás prazer em ficares só comigo." Disse ele, numa expressão provocadora. Nesse momento somos interrompidos pela porta. alguém batera nela e a Jéssica dirige-se a ela e abra-a. Á sua frente está um homem, bonito, nos seus vinte e poucos anos, loiro, parecido com o Jensen. Ele sorri e a Jéssica arrepia-se ao sentir a sua aura negra, andando uns centímetros para trás. Ele segue pela porta e aproxima-se dele, pegando numa mecha do seu cabelo, sorrindo maliciosamente.
"Então a nova empregada não me convida a entrar? Que desgraça..." disse ele, continuando com a mesma expressão. O Jensen, interrompe-o, agarrando no pulso do homem, com força, fazendo-o ter uma expressão incomodada.
"Não tens que tocar nela com essas mãos imundas, Daryl." Disse ele, olhando ameaçadoramente para ele, a Jéssica estava surpresa por o ver assim. O Daryl sacudiu a mão do Jensen do pulso e empurrou-o com uma força tão bruta que o fez rachar a parede, ele olhou de volta para ele, com os olhos vermelhos que ela tinha visto da outra vez. A Jéssica abriu a boca, aterrorizada, e o Jensen estava, com visíveis dores, tentando se por em pé. O Dyril fez um gesto com a mão e o Jensen contorceu-se de dores, enquanto a Jéssica olhava petrificada para tudo. Onde me fui meter? Pensou ela. Então começou a ficar nervosa quando ele se dirigia a ela, ele também com os olhos vermelhos. Ele agarrou-lhe no braço, com força o suficiente para que ela gritasse. "Pára!" gritou o Jensen, contorcendo-se ainda de dores. Ela sentiu uma dor de cabeça tão grande que a fez rebaixar em frente a ele. Ela fervia e estava realmente irritada com tudo, com a dor, com o comportamento dele e com a impotência dela, todo o seu interior gritava e ela soltou uma onda de raiva, olhando para ele com ódio. Dela saiu um vácuo de ar que lançou o Daryl até a outra ponta da sala, deixando ele de ter contanto metal com qualquer um dele, da sala, disparados, saem os familiares dele e agarram no Daryl.
"Eu disse para não voltares a por os pés aqui!" disse o Diego. Ele levanta-o e põe-o fora de casa, fechando a casa e o Jensen disse algumas palavras que a Jéssica não percebeu. Ela estava no chão, exausta e sem perceber o que tinha acontecido. O Jensen levantou-se com a ajuda da Erica e olhou para mim, já com os seus olhos verdes. O resto da família olhou para ela, com um ar preocupado. E o Jensen foi o único que se aproximou dela. Afagou-lhe a cara com a mão, preocupado.
"Estás bem?" perguntou ele. Ela acenou a cara e retirou a mão dele da sua cara, tentando manter-se calma.
"Que raios se passou aqui? Como é que eu fiz aquilo?" perguntei ela, em choque.
"Eu explico-lhe, podem ir." Disse o Jensen, sem tirar os olhos dela. Passou por ela, subindo as escadas e dirigiu-se para o quarto dela, ela foi atrás, sem dizer uma única palavra. Ele sentou-se na cama e ela sentou-se junto. Ele respirou fundo e virou-se para ela. "A primeira coisa que tens que saber é que és bruxa... és a bruxa da família. Nós não somos uma família normal..." disse ele.
"Isso já eu vi! Mas eu sou bruxa? Como assim? E vocês são o quê?" perguntou ela, agitada.
"A tua mãe era bruxa e assim também tu... nós somos vampiros..." disse ele, ela fica pensativa, desviando o seu olhar para o chão. "Aquele era o nosso irmão, que seguiu um caminho diferente de nós..."
"Diferente como?" perguntou ela, sem perceber.
"Nós alimentamo-nos de um banco de sangue, com quem nós temos um acordo. Ele bebe directamente das pessoas, mantando-as..." ela olha para ele, chocada. "Ele foi expulso da família á gerações, mas não podemos matá-lo, ou aprisiona-lo. Ele lançou uma maldição em que tudo o que lhe acontecer, irá nos acontecer e ai entras tu... tu és a bruxa escolhida para acabar com a maldição..."
"Ok, estou a perceber... por muito que me custe engolir isto tudo, estou a perceber... mas eu não consigo ajudá-los... eu não sei nada de magia..."
"Eu sei, é ai que eu entro... eu vou-te ensinar... não sou como eles... sou meio vampiro, meio bruxo... tenho metade da força dos meus irmão. A minha mãe era humana, bruxa... enquanto os meus irmão são filhos de vampiros originais, o Daryil é meu irmão directo, mas ali ele me apanhou desprevenido, nós temos a mesma força e o mesmo poder. Sei que isto é tudo muito complicado mas foi por isso que não lhe consegui fazer frente... tu por outro lado és cem por cento bruxa, embora o teu pai seja humano, puxaste ao lado todo da tua mãe, e á sua linhagem, a linhagem mais forte até hoje. Tens um poder maior que eu imaginei, conseguiste derrotar num só golpe o Daryl... e sim aleijou a nós todos também... estamos conectados..." disse ele, serio, uma expressão dele que ela nunca tinha visto... "Só te peço uma oportunidade, não te vás embora. Sei que os mitos sobre os vampiros são maus, mas nós não magoamos nenhum humano... eu ensino-te tudo o que quiseres saber."
"Mas se os teus pais são humanos como é que vocês são meios-vampiros?" perguntou Jessica, sem entender.
"O nosso padrasto nos transformou quando formamos 25 anos. deu-nos a escolher entre pertencer á família e partilhar o sangue vampiresco ou sair da mansão e deixar de ter contacto com eles... Nós escolhemos ficar." disse ele, serio.
"hmm... ok, compreendi. Então, o que posso esperar dele, do Daryl?"
"Que ele venha a tentar prejudicar-te, mas eu irei sempre te defender... ele não me apanha desprevenido outra vez. De qualquer maneira lançai uma protecção á casa e terreno contra ele, logo aqui não entrará."
"Ok, tudo bem... eu fico... por enquanto."
"Ok, amanha terá descanso, mas no dia a seguir iremos começar a praticar, tenho os dois dias de folga do trabalho mas depois iremos treinar uma hora, ou assim, por dia. E desculpa, não poder ter feito mais..." disse ele, irritado.
"Espera ai!! Amanha e depois estás em casa?! Sozinho comigo?!" disse ela, preocupada e irritada. Ele riu-se.
"Eu não te mordo, nem vou abusar tanto como da outra vez, relaxa. Mas sim, não pretendo sair amanha." Disse ele, olhando para ela, provocadoramente. E já está, o seu antigo eu voltou... pensou ela. "Não precisas de fazer nada cá em casa, era apenas uma desculpa para te manter por perto..." disse ele.
"Certo, mas amanha vou dar uma limpeza na sala, que é o que falta. A única coisa que não me agrada é ficar em casa sem fazer nada... mesmo as aulas só ocupam meio dia..."
"Eu trabalho num café depois das aulas e como sou gerente posso te lá por..." disse ele, sorrindo.
"Mesmo? Então aceito!" disse ela, sorrindo, ele olhou desprevenido para ela, o seu sorriso apanhou-o desacautelado, reflectindo no seu olhar esbugalhado. Ele olhou para o chão, disfarçando e sorriu, olhando para ela de novo e inclinou-se para ela, agarrando-lhe numa mecha de cabelo, mantendo o seu olhar fixo nela, de forma galanteadora.
"Ok, começas daqui a dois dias." E aproximou-se do seu ouvido. "Não pretendo pegar leve..." disse ele, com um sorriso malandro. Ela corou e ficou sem reacção por uns segundos, acabando por o empurrado, irritada.
"És mesmo um idiota." Disse ela, fazendo uma expressão de embaraço e irritação. Ele sorriu e levantou-se, dirigindo-se á porta, ai virou-se e chamou-a. "Coisa pequena?" ela olhou e ele sorriu, mantendo os olhos nos dela. Ela esperou uns segundos, sem reacção dele, e regalou os olhos esperando que ele dissesse o que queria. Ele deitou a língua de fora, como fazem as crianças, fazendo até o som da língua a bater nos lábios e foi-se embora... ela ficou sem palavras. Que retardado, cada vez mais acho isso... pensou ela. Ele fechou a porta e encostou-se á parede, apoiando-se com as costas e levantou a cabeça para o tecto, sorrindo pacificamente. Afastou-se olhando para a porta do quarto dela e andou para o dele, com as mãos no bolso.
De manha quando o Jensen se levantou, ela estava já a limpar o pó da sala. Ele sentou-se no sofá sem tirar os olhos dela, ignorando a televisão. Ela olhou para ele e respirou fundo. "Bom dia para ti também." Disse ela.
"Boa dia, pequena." Disse ele, sorrindo.
"Bem, já passou de coisa pequena para pequena... já estamos a evoluir." Disse ela de forma irónica. Ele sorriu e levantou-se, e chegou-se perto das suas costas, enquanto ela limpava a mesa de estar, espreitando por cima. "Sim? Que queres?" pergunta ela, dando um pequeno empurrão com o ombro no peito dele. ele sorriu, sedutoramente e assoprou-lhe para o pescoço, fazendo-a soltar um gemido tenebroso e arrepiando-se toda. Ela vira-se para ele, enervada. "Para com isso! Isso arrepia! Faz-me impressão." Ele, que estava a conter o riso, explodiu em gargalhadas, ao ver a sua expressão vermelha e irritada. Ela olhou mais vermelha ainda para ele, não esperando vê-lo a fazer aquela expressão, e olhou para o lado, irritada, ainda vermelha. Ele tentar parar de rir e puxou-lhe o queixo, fazendo-a encará-lo de frente.
"Fica tão fofa com essa expressão... fazes cada uma expressão que me faz sentir felizardo por poder as ver." Disse ele, sorrindo ternamente, bastante próximo dela.
"O que estás para ia a dizer? Deixa de falar essas coisas!" diz ela, afastando-o, agora mais vermelha que um tomate. Afasta-se, tentando disfarçar, enquanto ele sorri, achando-lhe piada. Ela nunca vira aquela expressão terna, nele. Aliás nunca esperava que ele tivesse aquela expressão e isso apanhou-a de surpresa, não a tirando da cabeça durante horas.
A hora de almoço ela estava a acabar de fazer o resto do almoço e ele chega á cozinha, sentasse na mesa, perseguindo-a com os olhos.
"Então pequena, o que gostas de fazer nos dias que não estas a limpar ou a cozinhar?" disse ele, num ar de gozão.
"Hmm, vamos ver..." disse ela, pausando com um ar irónico. "gosto de estar longe de perseguidores como tu..." e dá um sorriso falso, olhando directamente para ele.
"Que pena, já que o que gosto mais de fazer é ser o teu perseguidor." Disse ele, aproximando-se dela, sorrindo de forma atractiva., ficando a poucos centímetros dela, para e aproxima a sua cara da dela, ela cora e fica tremula, sem jeito, com o coração a bater a 20 a hora. Olha para os seus lábios e deixa-a desconcertada, andando de encontro á bancada. Ele sorri, sedutoramente, e começa a inquinar-se para os seus lábios. Ela começa a ficar mais nervosa, com o formigueiro na barriga, sentia o seu perfume junto dela, um perfume forte e doce, um perfume que ela adorava e então ele aproximasse, repentinamente, do seu pescoço e assopra para ele, sentindo ela o ar quente, que saíra da sua boca, arrepiando-se e dando um breve gemido, alto. "Já sei o teu ponto fraco, pequena!" disse ele, no meio de risos e lágrimas de diversão. Ela cora e fica atrapalhada, tentando disfarçar o seu embaraço e, por fim, fica irritada com ele.
"Idiota! Alien!" disse ela, dando-lhe um encontrão, e faz com que ele se ria ainda mais.
"Alien?! Ai, não posso!!! Porquê alien? Já a parte do pervertido percebo." diz ele, desfazendo-se em gargalhadas. Ela amua e ao se virar de costas faz um suspirar sonoro, ao qual o Jensen acha piada. Ela, no fim de preparar o almoço foi sentar-se á mesa e ele sentou-se ao seu lado, olhando para ela, divertido.
"Porque tu és muito estranho, só podes ser de outro mundo... só isso explicaria o teu comportamento..." disse ela, ele começou novamente a rir e ela irritou-se. "Porque estás aqui?! Nem a comer tenho descanso?"
"Porque o meu hobbie é persegui-te e quero te ver comer!" disse ele, sorrindo, para a provocar.
"Sabes que isso é um bocado creepy*, não sabes?" perguntou ela, fazendo um expressão de desagrado. Ele riu-se e apoiou o cotovelo na mesa, pousando o queixo na mão, sempre de olho nela.
*esquisito.
"Sim, sei. Visto que sou um alien, é normal!" disse ele, provocante. " Bem, coisas serias... amanha levo-te a conhecer o sitio onde vais trabalhar, falei á pouco com o boss (Era assim que ele tratava o seu patrão) e ele aprovou. Estás 3 meses á experiencia e, se correr bem, ficas lá."
"A serio?! Que bom!" disse ela, feliz por ter esta oportunidade, mesmo que significasse que teria que trabalhar com ele. Sorriu, alegre e corou quando viu o sorriso, sereno e feliz, do Jensen.
"Tens um sorriso lindo, pequena." Ela corou mais, ficando completamente vermelha e desorientou-se, começando a ficar irritada e, como não o levou a serio, deu-lhe uma chapada no braço.
"Seu alien pervertido! Pára com essas coisas!" disse ela exaltada. Ele ficou entretido a ver a sua reacção, com um sorriso enorme, enquanto ela lhe esmurrava o peito. Ele agarra um dos pulsos dela e ela pára, olhando para ele, tentando acalmar-se e ele passa a mão pelo seu cabelo, deslizando os dedos por alguns fios de cabelo dela, acabando por segurar numa mecha, algo que já era um gesto repetitivo dele. ela sentiu que a intenção dele era diferente, sentia-o mais intenso e as suas veias começaram a pulsar forte, junto com o formigueiro que se tinha formado no estômago. Ele aproximou-se da sua cara, com um sorriso e um olhar sedutor e sussurrou-lhe ao ouvido.
"Eu sei que tu, no fundo, queres que eu seja o teu alien pervertido e isso, mais tarde ou mais cedo, irá vir ao de cima e irás dizer que gostas de mim, irás dizê-lo só a mim, pequena." Afastasse, não dando tempo para ela responder e segue para a sala. Ela espera uns minutos e vai também, sentando-se no sofá em frente do dele. Ele faz aquela pose natural dele, pousando o cotovelo num dos braços do sofá, olhando para ela, desviando a sua atenção da televisão. A Jéssica tenta ignorá-lo, mas acaba por se irritar. Olhou para ele e conteve-se um pouco ao ver o seu característico sorriso sereno, que a domina. O que é certo é que sente-se mais calma quando o vê a sorrir assim, mas sente-se a corar e aquela sensação na barriga volta para a atormentar, mas sem duvida era essa faceta que ela mais gostava nele, a serenidade dele, a alegria dele, aquele sorriso simples e sincero que ele deixa escapar quando está com ela.
"Tu fazes de propósito, não fazes? Para me irritar?" pergunta ela, tentando ser suave.
"Não sei do que estás a falar." Diz ele, um pouco rosado, a primeira vez que ela o vira assim. "Bem, nós á tarde iremos treinar. Por isso aproveita agora para descansar. Vou apanhar um pouco de sol. Até já." Disse ele com aquele sorriso genuíno que a derretia. Já que ele se foi embora para o jardim, aproveitou para ver a sua serie, vendo o episódio que estava a passar na televisão. No fim, andou até a porta do jardim, espreitando para ver o que ele estava a falar e viu-o deitado na espreguiçadeira, em tronco nu, apanhando banhos de sol. Isso a fez, logo, corar. "Eu não mordo, podes vir para aqui!" disse ele, sorrindo, sem se mexer. Ele apanhou-a desprevenida mas logo se lembrou que era normal ele saber que ela estava ali, visto que é vampiro. Jéssica andou até ao seu lado e sentou-se na espreguiçadeira ao seu lado, admirando, sem dar nas vistas, o belo abdominal do Jensen. "Gosto de estar aqui. É um dos lugares onde me sinto calmo. Todos os dias venho aqui, pelo menos uma hora, já faz parte do dia a dia..." disse ele, sorrindo, sereno e sincero. O sorriso que fazia a Jéssica sentir-se bem, junto dele. o sorriso que mostrava a outra faceta do Jensen.
"Disseste que este era um dos lugares. Qual é o outro?"
"Perto do lago. Um dia deste levo-te lá, sem maldade acredita." Disse ele, com um sorriso mais aberto. Ela sorriu também.
"Está bem. Iremos lá um dia." Disse ela, sorrindo, feliz. Ele olhou-a, esbugalhando os olhos, espantado com a sua resposta, não esperando que ela aceitasse e corou e desviou o olhar para ela não notar.
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