Notas iniciais
Não genti, eu não morri :3. Aqui estou eu com mais um cap. da fic PS: Pra quem não entendeu as carinhas (¬¬), são tipo as expressões que o personagem está fazendo no momento.

– Que profecia? – Alguém com uma voz bem familiar disse isso confuso.

– Não acredito... – Me virei, minha intuição estava certa, era Azin – O que você estava fazendo idiota? Pulando corda enquanto comia um sanduíche de atum?

– Cale a boca Lupus! Mas você ainda não me respondeu, o que é essa profecia?

– Então o seu amiguinho não sabe? – Ela deu um sorriso maligno. – Já era de se esperar de alguém como você!

– Do que ela está falando? — Azin me encarou confuso.

– CALE A BOCA SUA IMBECIL! O QUE VOCÊ SABE SOBRE MIM? – Apontei minhas Skarlet para ela. – NADA! – Eu ia atirar, mas me contive. Ela ainda era a Lin, apesar de tudo.

– Haha! – Ela moveu os dedos e um redemoinho começou a se formar. – Gracinha. — O redemoinho aumentou e veio na minha direção e na de Azin. – Acho que agora você... ARGH!

Ela caiu no chão e desmaiou, atrás dela estava Edel segurando sua pistola.

– O que você fez? – Azin perguntou antes de mim.

– Apaguei ela. – Ela respondeu séria. – Acho que é o único jeito de fazê-la parar... Olhe! Ela já está voltando. – Ela apontou para Lin, ela voltou a sua forma normal.

– Lin! – Azin A colocou em seus braços (¬¬) e a levou para uma árvore. No final olhou pra mim e sorriu perversamente.

– O que aconteceu? – Perguntei tentando evitar olhar para Azin. – Ela ficou possuída de repente, sem nenhum motivo?

– Ela provavelmente entrou em conflito com seu outro lado. Mas porque isso não aconteceu antes eu não tenho idéia. – Ficamos em silêncio por um tempo. – Talvez ela deve ter batido a cabeça, ou algo assim, aí então seu outro lado se manifestou.

Encarei Azin, ele estava com a mão na cabeça e olhando para os lados, tentando não olhar pra mim. Não pude conter minha raiva, e lhe dei um soco que fez com que ele caísse.

– VIU O QUE VOCÊ FEZ SEU MERDA?! POR SUA CULPA ELA FICOU ASSIM! ESTÁ FELIZ? – Ele se levantou e me empurrou.

– CULPA MINHA? VOCÊ É QUE FOI GROSSO COM ELA! EU SÓ TENTEI ALEGRÁ-LA UM POUCO!

– ENTÃO VOCÊS FORAM FAZER NÃO SEI LÁ O QUE, E ELA BATEU A CABEÇA!

– ORA SEU...

– Por que estão brigando? – Azin foi interrompido, Lin tinha acordado e estava fraca.

– Lin, não faça esforço. – Edel sentou-se ao lado dela. – Você já deveria estar acostumada com esses dois brigando!

Lin encarou Edel por um tempo, mas depois concordou.

– É verdade, eles vão sempre se irritar um com o outro.

– Claro que não Lin! – Azin foi pra perto dela e se ajoelhou. – Só queremos sua proteção! Bom... Pelo menos eu quero. – Azin sorriu e Lin ficou vermelha (¬¬). – Mas ainda estou curioso pra saber, o que é essa profecia?

Lin me olhou sem entender nada, eu queria matar Azin, Edel me encarou e eu fiquei com as pernas bambas.

– Aff... Lin, isso é sobre você! Então não se assuste, ok? – Ela estranhou mas fez sim com a cabeça. – Bom... (tosse) Então vamos lá...

“Há muito tempo, quando as criadoras ainda habitavam este mundo, existiram quatro deusas: Ernasis, a deusa da guerra e da coragem; Lisnar, a deusa da afeição e dos espíritos; Armenias, a deusa da sabedoria e da harmonia; e finalmente, Agnecia, a deusa da vida e da pureza. Agnecia, contudo, acabou sendo esquecida pelos mortais, pois abdicou da sua posição como divindade. Isso aconteceu porque a deusa, em uma viagem para o leste, se deparou com uma terrível criatura mágica, feita de pura maldade. Longe dos olhos das demais deusas, a criatura crescia e seu mal ameaçava destruir tudo o que era bom em Ernas, caso conseguisse se espalhar. Assim, Agnecia usou todos os seus poderes para selar a criatura dentro do seu próprio corpo e salvar o mundo. Mas para isso usou uma magia proibida, que drenou quase todos os seus poderes divinos, levando-a a beira da morte. Assim que Agnecia morresse, o mal em seu corpo seria libertado e o mundo estaria uma vez mais condenado.

Nos seus últimos suspiros e gastando a última centelha do seu poder divino, Agnecia conjurou uma magia de ressurreição eterna. Através das eras, ela estaria fadada a continuar renascendo para manter o selo intacto. O grande Mal sempre conseguiria retornar quando as trevas cobrissem tudo, mas seria novamente aprisionado pelo selo, reativado então em uma nova garota. Ela seria a própria reencarnação da antiga deusa. Tudo ficaria bem, exceto se a garota morresse enquanto o mundo estivesse coberta pela escuridão. Isso libertaria as trevas e traria o fim de tudo. Para a sorte de todos, justo quando o Mal retornou mais forte do que nunca, a nova garota que está carregando o selo é...”

– Sou eu. – Lin me interrompeu, ela estava suando, e com a cabeça baixa. – Eu sou a escolhida.

– A Lin? – Azin estava confuso. – Agora eu entendi tudo, o por que da Lin estar assim. É o mal dentro dela que estava agindo.

– SÓ AGORA QUE VOCÊ ENTENDEU? É IDIOTA MESMO!

– UÉ, ME INSPIREI EM VOCÊ! – Ele se levantou e me empurrou.

– ORA SEU...

–PAREM JÁÁÁÁ!!! – Lin gritou tão auto que meus tímpanos, por um milagre não estouraram. Ela se levantou com dificuldade. Aproximou-se de mim e... Me deu um tapa! – LUPUS! CHEGA!

– O-O QUÊ? MAS EU NÃO FIZ NADA!

–LUPUS! – Edel gritou (pela primeira vez)

– Está bem. – Lin estava chorando, fiz esforço pra me acalmar.

– Haha viu o que você fez Lu... – Azin estava zoando de mim quando levou um soco da Lin.

– E VOCÊ CALE A BOCA! – Me aguentei pra não soltar um riso.

Lin sentou-se embaixo da árvore e começou a chorar de medo, raiva e insegurança.

– EU NÃO QUERO FAZER ISSO! E MESMO SE QUISESSE, NÃO PODERIA!

– Você pode Lin, por isso foi escolhida para esta missão! – Edel disse com a intenção de acalmá-la.

– NÃO! NÃO DÁ! EU MAL CONSIGO ME DEFENDER! COMO É QUE EU VOU PROTEGER O MUNDO SE EU NEM MESMO SEI LUTAR DIREITO?

– JÁ CHEGA ALBINA! – Me aproximei dela. – SERÁ QUE VOCÊ AINDA NÃO ENTENDEU? VAMOS TE PROTEGER! NÃO IMPORTA O QUE ACONTEÇA, ESTAREMOS COM VOCÊ! ENTENDEU TUDO AGORA?

Ela ficou quieta, depois sorriu (de um jeito muito fofo ^^).

– Obrigada...

Corei, antes que alguém percebesse, saí de perto. E então BUM!

– O QUE FOI ISSO? – Azin gritou ainda no chão.

– TEMOS QUE IR EMBORA. AGORA! – Edel começou a correr até a cabana, que agora eatva em cinzas. – POR AQUI!

Peguei Lin no colo e saí correndo, atrás de nós estava Azin. Quando entramos Edel começou a tirar alguns pedaços de madeira do chão.

– TRANQUE A PORTA AZIN! – Ela gritou (se bem que só a porta estava inteira).

– O que você está fazendo? Acho que não temos muito tempo para limpezas Edel – Poisé, eu não me aguentei.

– CALE A BOCA E ME AJUDE! AQUI TEM UMA PASSAGEM E VAMOS USÁ-LA PARA ESCAPAR!

Uma fumaça negra começou a entrar por baixo da porta.

– RÁPIDO VOCÊS DOIS! AJUDEM-ME!

Pus a Lin no chão começamos a tirar as madeiras, foi quando vimos um alçapão.

– ENTREM RÁPIDO! – Peguei a Lin e corri para dentro do alçapão, depois que todos entraram Edel trancou a porta.

– Me sigam! – Ela nos levou por um corredor escuro até chegarmos a um portal.

– Para onde isso vai nos levar? – Azin perguntou.

– Para Elyos.

Ela pulou no portal, seguida por Azin.

– Pronta Albina?

– Pronta!

Pulamos pra dentro dele e fomos parar em um lugar deserto, com um céu escuro e meio arroxeado.

– Aqui é Elyos? – Azin perguntou

– Sim.

– Eu sempre achei que Elyos fosse mais... Feliz. – Lin disse decepcionada.

– Você conhecia Elyos?

– Sim, sempre ouvi falar. Por isso que eu não estranhei quando conheci... – Lágrimas caíram de seus olhos. – A Rey e o Dio.

Ficou tudo silencioso, até Edel começar a falar.

– Temos que tomar cuidado, os guardiões do portal podem aparecer, e se aparecerem, não vai ser muito legal. – Ela se levantou, quando se virou, tinha alguém encapuzado atrás dela, que lhe deu um choque.

Outra pessoa encapuzada apareceu atrás de mim e me derrubou. Lin caiu do meu colo e esse alguém a segurou pelo pescoço. Uma magia nos cercou e não podíamos fazer nada.

– Por que estão aqui? – A voz ecoava, não dava pra saber se era homem ou mulher.

– N-Nós estávamos tentando fugir. – Lin disse ofegante. – E-Estão nos perseguindo!

– Quem está te perseguindo?

Lin demorou para responder, mas uma hora finalmente falou.

– C-Cazeaje.

A pessoa parecia confusa.

– Espere aí... Lin? – Ela tirou o capuz, era...

– Rey?

Notas finais
Vou tentar postar toda terça-feira a partir de agora S2 S2