Desde 1971. (1971)

2 Capítulo 2 - O grande salão, o chapéu e o castelo


Final do dia 1 de setembro de 1971

A viagem foi tranquila em si. Em algum momento dela as risadas e conversas acalmaram, e era possível ver James com a cabeça jogada para trás esparramado no banco, com a boca aberta, dormindo em seus mais profundos sonhos; Remus encostado com os olhos fechados, em perfeita paz, na janela da cabine; e Sirius, entediado por ter dificuldade para conseguir dormir, buscava maneiras para se divertir à beira dos novos amigos.
Sua primeira tentativa, seria com Remus. Se aproximou do garoto, planejando deixá-lo com um bigode temporário desenhado, e então, para Potter, uma monocelha que os deixariam combinando durante todo o tempo. Sirius riu baixo sobre sua brilhante ideia e levantou-se até o lado do menino mais alto, este que abriu os olhos rapidamente ao amigo.
‘’Alguma dúvida, Sirius?’’ Lupin dizia com os olhos apertados e sorrindo de lado.
‘’Não, com certeza não, Remus… Eu só… hm…’’ Sirius dizia olhando para o teto, seguindo para a janela, e terminando o olhar em Remus, percebendo que o garoto era cheio de cicatrizes em seu rosto e pescoço.
‘’Ia me pregar uma peça, certo?’’
‘’Não, claro que não! Sinto-me ofendido, senhor Lupin. Sabe, eu venho aqui, sentar ao lado de meu mais novo amigo para conhecê-lo melhor e me divertir um pouco durante essa tediosa viagem, e é assim que sou recebido! Me sinto desrespeitado, na verdade!’’
‘’Sirius, está querendo me dizer que sabia que eu estava acordado e não veio com sua varinha na mão pronta para me pregar uma peça?’’ O garoto mais novo havia se ajeitado e virado de frente para Black, apoiando-se na janela com os braços cruzados. ‘’Está, sem mentiras e com toda a sua honestidade, afirmando que não planejava me deixar com algum desenho fajuto no rosto?’’
‘’FAJUTO? Olhe, Remus Lupin, eu posso ser muitas coisas, mas sou um ÓTIMO artista, principalmente na minha arte de pregar pegadinhas! E, sim, eu sabia, sou um garoto muito inteligente, sabe? Eu vim te chamar para pregarmos algo em Potter, isso sim!’’
‘’Hm… Se esse é o caso-’’ Sirius olhava com os olhos brilhando esperando receber um sim, pois, embora seus planos tivessem saído um pouco dos conformes, poderia usar Remus a seu favor já que este tinha cara de ser muito inteligente. ‘’A resposta é: não. Não acho certo fazer isso, sou contra a violência e James está desacordado.’’
‘’Oh, Rem..’’ O de cabelos negros começa a dizer balançando a cabeça negativamente.
‘’Não me chame assim..’’
‘’Oh, Rem, Rem, Rem, doce e querido e inocente, Remus. James irá adorar essa brincadeira, sabe? Viramos irmãos instantaneamente, e já, desde agora, sei do que ele gosta e desgosta e te garanto, ele irá rir demais. Mas já que é assim, me coloco nessa posição de amigo divertido sozinho.’’ Sirius esperava ter colocado uma pressão em cima do amigo, que apenas revirou os olhos e voltou a sua posição com a cabeça encostada na janela e os olhos fechados.
Tanto faz, pensou Sirius. James e ele realmente tinham tido uma conexão instantânea, tal como tiveram com Remus, mas com James, pareciam irmãos que nunca haviam se separado, e por esta razão sabia que, por mais que Potter se sentisse — bravo — por alguns momentos quando descobrisse, não demoraria muito.
O menino Black se preparou para lançar um feitiço de bigode e sobrancelha, já que o garoto destinado ao bigode não foi pego, fez o feitiço que aprendeu por lançar tantas vezes em alguns familiares e conhecidos que iam a sua casa, e ficou orgulhoso de sua perfeita obra de arte.
‘’É isso que você chama de, como é mesmo? Suas obras de arte?’’ Remus dizia, em pé olhando para o rosto de James e ao lado de Sirius, com um tom de ironia e um sorriso nos lábios.
‘’Não me ajuda, duvida de minha honestidade e integridade, e agora caçoa de meus feitiços, o que é Remus? Ou está caidinho por mim e me maltratar é a forma que achou para dizer isso, ou realmente me acha péssimo. Prefiro acreditar na primeira opção pois ninguém me acha péssimo, e acabaria com minha autoestima…’’
Remus revira os olhos — talvez essa seja sua marca registrada — e pega a varinha.
‘’Vou arrumar isso e mostrar como realmente se faz.’’
Remus fala alguma palavras, balança a varinha e o rosto de James Potter transforma-se totalmente, e, ao mesmo tempo em que o garoto sente-se culpado em fazer isso com o menino que foi tão gentil com ele, não pôde deixar de dar um riso por sua ação, pois — odiava admitir — estava muito engraçado.
‘’UAU, REM! VOCÊ É UM GÊNIO DO CRIME, VAMOS SER PARCEIROS EM TUDO, TE QUERO AO MEU LADO E GANHAREMOS O MUNDO.’’
‘’Fale baixo, por Merlin! Vai acordá-lo! Bom, já que meus serviços não são mais necessários por agora, vou ir colocar minhas roupas…’’
Oh, vou com você, e acordar James também! Um minuto!’’ Sirius sorri e dá um riso abafado do rosto do amigo, se recompondo o chama ‘’ei, James… Jaaaaames…. POTTER ACORDA!’’
James dá um pulo e olha atordoado em sua volta e fixa-se no de cabelos compridos. Demora um tempo até recobrar a consciência, e enquanto isso vai ouvindo as conversas dos dois, e ambos pareciam bem risonhos e sorridentes, ficava feliz por isso, sentia ali, com aqueles dois, uma amizade verdadeira, e esperava que isso se concretizasse.
‘’O que foi?’’ Diz um James sonolento esfregando os olhos.
‘’Ora, estamos chegando em Azkaban…’’ Diz Sirius com um olhar profundo e sério ‘’O que? Não te contaram que aqui é um trem para delinquentes juvenis?’’
‘’Mas-Mas-estavámos há pouco falando de nossas casas, e da escola…’’ O de óculos expressa com um olhar confuso.
‘’Ah! Isso, sim, estávamos te enganando, sabe? Eu, na verdade, sou apenas um peão desse de trás’’ Sirius aponta para Remus que está revirando tanto os olhos, que suas orbes podem parar a qualquer momento. ‘’Ele é o verdadeiro mestre do crime e assassinatos, eu só sou um instrumento no grande plano de dominação mundial dele, fui preso por ser usado como isca em uma de suas operações… uma grande bagunça.’’
‘’Sirius, pare de graça! James, é claro que estamos indo para Hogwarts nem faz sentido o que ele está te dizendo. Desculpe por levantar o tom, mas vocês dois são dois bobos!’’ Remus fala apreensivo, nunca havia tido amigos, e nas primeiras horas já estava dando sermões? Grande passo, Remus, por que não bate nos dois após isso? Lupin pensa nervoso e começa a morder o lábio inferior, mania comum de quando estava inquieto, ou ansioso, ou animado, ou sentindo qualquer coisa.
Os dois amigos sentados se entreolham, e explodem na risada, o que alivia o coração de Lupin… eles eram bem legais de se ter por perto.
‘’Vamos colocar as vestes, Potter, pegue as suas e vamos ter uma confraternização no banheiro.’’ Sirius se coloca em pé e pega a roupa amassada de sua mala pequena.
‘’Que desastre, Sirius! Graças a minha mãe, as minhas roupas estão com um cheiro bom e bem dobradas!’’ James agradece por ter sua mãe ao seu lado e um medo por ficar sem vê-la por tanto tempo bate em seu coração.
‘’Então, no próximo ano, você leva minhas roupas até a sua casa e traz elas para mim no início das aulas de novo, assim não teremos nenhum problema… além disso, vamos ver quanto tempo suas cheirosas roupas duram, ninho de pássaros.’’ Bagunçando assim mais ainda o cabelo de James.
Os três meninos saem no corredor que está razoavelmente parado. Alguns alunos colocavam a cabeça para fora das cabines para ver o que estava acontecendo, quando um aluno, da altura de James, com um cabelo castanho para em frente a eles com uma bola colorida.
‘’Pode nos dar licença, por favor?’’ Pede Remus dando um sorriso tranquilo ao garoto.
‘’Oh, sinto muito! É que, minha mãe me deu esse negócio, sabe? E serve para lembrarmos que esquecemos algo, mas… não sei o que foi.’’ O garoto tenta explicar usando de bastante gestos de mãos e feições bem expressivas.
‘’Um lembrol, certo? Deve ser horrível.’’ Lupin diz.
‘’Ei, você está sem a capa, talvez seja isso?’’ Sirius diz apontando para o pescoço do menino.
‘’EI! É ISSO! Ah não, mamãe vai me matar! Ela é um doce, mas quando está irritada, bom, é como um bicho papão. Muito obrigada por me mostrar, sou meio distraído! Meu nome é Frank Longbotton, prazer.’’ O menino diz com um grande sorriso.
‘’Prazer, Frank! Sou Remus Lupin, este é Sirius Black e James Potter, estamos indo nos trocar, mas espero que nos vejamos novamente!’’
‘’Eu também.’’ O colega se despede e continua olhando confuso para baixo.
Com o caminhar pelo corredor continuam vendo alunos mais velhos e mais novos, alguns perdidos, alguns chorando, muitos rindo e conversando, James vê de relance a menina ruiva da estação, que o olho confusa, o mesmo olhar que notou receber de Frank, e que tem recebido de todos. O que será que aconteceu? Pensa ele.
Ao chegarem nos banheiro, ambos se trocam, e se olham no espelho e então…
‘’O QUE É ISSO?’’ James dá um grito enquanto Sirius treme de tanto rir e Lupin dá apenas um sorriso de lado, se segurando.
‘’Oras, James, seus pais nunca conversaram com você sobre a puberdade? Pois vou te explicar tudo o que aprendi em um livro trouxa uma vez: a puberdade é quando-’’ Sirius começa a explicar.
‘’EU SEI O QUE É A PUBERDADE, BLACK! QUERO SABER O QUE É ISSO EM MEU ROSTO!’’
‘’James, relaxe, é só uma brincadeira.’’
‘’VOCÊ ESTÁ ENVOLVIDO NISSO, LUPIN? BLACK TE FEZ VIRAR A CABEÇA CONTRA MIM?’’
‘’Ei! Foi ele quem teve a ideia do melhoramento, e relaxe, o feitiço só duram 8 horas, faltam apenas 7 para tudo sumir.’’ Sirius dá de ombros com a reação do amigo.
‘’VOCÊS ME PAGAM!’’
‘’James, eu sinto muito mesmo, não queria te deixar magoado ou mal, me perdoe…’’ Remus começa a mexer nos dedos nervoso, aquilo estava fora de controle, só queria se divertir mas ultrapassou os limites.
James Potter pode não ser o mais ágil sempre, mas percebe quando há algo errado com as pessoas, e esse foi um momento, estava percebendo que Remus estava cada vez mais nervoso a cada passo. Ele estava sim irritado, mas não pôde de deixar engraçada a situação toda, e não queria causar culpa em seu mais novo amigo que parecia bem sensível.
‘’Remus, relaxe… Sabe, adoro pegadinhas, e a única coisa que digo é: vocês irão pagar quando menos esperarem. Não estou bravo, só declarando guerra.’’ Diz com um olhar divertido, deixando claro que está brincando e vendo o olhar do mais alto tranquilizar e as mãos aquietarem, embora perceba que o rosto ainda está franzido e — com cicatrizes?
‘’Guerra terá, Potter! Eu tenho um ótimo aliado aqui.’’ Sirius joga os braços em volta do ombro de Remus.
‘’Isso é injusto!’’ James diz indignado mas rindo, e arrumando as coisas para saírem. ‘’Vou tentar trazer Remus para o meu lado e você se arrependerá, Black, guarde minhas palavras, nada será o mesmo, saiba disso.’’
Os três riam muito. Era um sentimento indescritível, digo isso baseado no coração e pensamentos do trio. Era uma conexão engraçada e verdadeira que crescia, e tão natural… Sirius nunca havia tido demonstrações de afeto considerando de onde vinha, tinha apenas uma prima da qual gostava muito, mas que estava proibido de ver por enquanto, mesmo sem saber o porque, e um irmão mais novo com o qual ensinava suas pegadinhas, mas o mesmo era superprotegido por seus familiares, então não conseguia ter total liberdade com ele, essa amizade, com pessoas diferentes dos sangues-puros de sempre e as conversas de interesse entre dinheiro e casamentos, era algo novo e animador, mal esperava por mais.
Remus se via em uma posição do medo de confiar e machucar alguém, pois não era merecedor de atenção alguma tendo a condição que tinha, mas não podia evitar rir e sentir seu coração aquecido perto de seus novos — e primeiros — amigos, e mal esperava para contar aos seus pais sobre a novidade e agradecer imensamente ao diretor Dumbledore pela oportunidade de se sentir… normal.
James, por outro lado, queria convidá-los a morarem em sua casa durante o verão. Ele se apegava rápido demais as pessoas e adorava fazer isso, as risadas, as conversas, as brincadeiras, esses meninos conseguiram sua total lealdade em poucas horas, e isso o fazia bem.
Sentaram-se novamente nos bancos e avistaram hogwarts de longe. O castelo estava iluminado com suas luzes internas, e algumas lanternas externas, e ele era grande, maior do que as fotos nos livros, e por mais que nelas possa ter o vislumbre dele tremeluzindo, nada é maior do que na vida real, em cores na frente de todos. Quanto mais perto chegavam, melhor ficava, e mais nervoso ia crescendo em todos os novatos, Remus recomeçou os movimentos das mãos, Sirius não deixava seu cabelo parado, e James tentava dizer para si todos os apanhadores famosos de Quadribol.
Quando chegaram ao ponto de descer, o mutirão de 11 anos se juntou e ouviram um grande homem barbudo gritar.
‘’Aluno do primeiro ano, aqui comigo! Alunos novatos, aqui à minha frente, por favor! Sou Rúbeo Hagrid e ajudarei a todos a se encontrarem, mas se reúnam aqui, por Merlin!’’
Todos se juntaram, e conversaram entre eles, em certo momento, James percebeu que a ruiva e o garoto com cabelos pretos estavam atrás de si, foi quando acordou e percebeu que Sirius o cutucava.
‘’Grifinória está pronta para nós será, meu amigo?’’
‘’Com certeza, meu caro!’’ James apertava sua mão e dava um sorriso.
A ruiva atrás se interessa e pergunta ‘’Grifinória? Gostei dela quando li em ‘Hogwarts: uma história’ Ela é muito legal e interessante!’’ e vê o garoto ao seu lado medir de cima a baixo os amigos.
‘’Ela é a melhor, não me leve a mal, gosto muito da Corvinal e Lufa Lufa, da Sonserina, nem um pouco, mas a Grifinória é onde pertenço e sinto em meu coração que lá será o meu lugar…’’ James diz empoderado e sorridentes.
‘’Claro, se prefere músculos a cérebro, o que parece ser o caso…’’ O garoto finalmente se pronuncia entortando o nariz.
‘’Pelo menos James prefere se cuidar, melhor do que você que parece que está sem um banho a dias.’’ Sirius diz invocado.
Remus, que até então estava alheio conversando com algumas garotas que conheceu, vira com a cara brava ao ouvir isso chamando atenção do amigo.
‘’Sirius!’’
‘’Você viu como ele falou com James? Eu não poderia deixar por isso.’’
‘’Também não precisava incentivar!’’ Dando uma cotovelada no cabelo cacheado, enquanto a ruiva dava uma risadinha do que ocorreu. James havia sentido uma pontada estranha, mas não soube bem dizer o que era.
Quando estavam prontos a debater novamente, Hagrid começou a andar, e se encaminharam a barcos para chegarem até o castelo, tudo era mágico: o céu, as estrelas, as luzes, a imensidão de tudo aquilo, nenhum dos mais novos imaginou a grandiosidade que tudo aquilo representava e as bocas abertas e olhos brilhando de cada um confirmavam isso.
Lily Evans, até então perdida se era o certo ou não o que estava fazendo, uma menina chamada trouxa, indo para uma escola de bruxaria por saber fazer o que sabe fazer, sentiu em seu coração que aquela ali era sua verdadeira casa, aqueles ao seu lado seriam seus amigos — quem sabe para toda a vida — e que até seu cabelo ruivo não apreciado normalmente já havia recebido mais elogios do que nunca de alunos mais velhos e da sua idade, principalmente de duas meninas engraçadas que conheceu no banheiro e que também queriam a grifinória.
O incidente com aqueles três garotos não a fez perder o ânimo, mesmo agora em que sentia o garoto com cabelo bagunçado a olhar sem nem ao menos disfarçar… e Severo parecia tão distante, ele era um bom amigo mas as vezes a magoava. Mas nada iria estragar a sua nova vida, não agora. Sentiria falta de casa e de sua família, mas tinha que entender que ali, naquele momento, sob as estrelas e em frente a um grandioso castelo, seria Lily Evans, a bruxa.
Ao chegarem em terra e se aprontarem para entrar no castelo, uma mulher com um chapéu pontudo e vestes pretas e verde escuras os esperam, ela tem um óculos na ponta de seu nariz e uma cara séria. Quando Hagrid chegou perto, ela deu um sorriso amistoso e agradeceu pelo ótimo trabalho, permitindo que ele entrasse.
‘’Boa noite a todos, sou a professora Minerva Mcgonagal! Serei professora de vocês durante o ano letivo e diretora da casa da Grifinória. Iremos entrar no Salão Principal onde vocês normalmente realizarão suas refeições e festividades, e, mais a frente, suas provas para aprovações de feitiço.’’ Limpou a garganta e continuou ‘’Quando estivermos lá, iremos até a frente onde chamarei o nome de cada um de vocês para sentarem-se em um banco a postos e experimentarmos o chapéu seletor para a seleção de suas casa, e desde já desejo sorte a todos e que seus caminhos sejam traçados com muita perseverança e conhecimento em Hogwarts.’’
Os alunos se animam, muitos caiam em si apenas agora do que estava prestes a acontecer. Ao verem a professora abrir uma grande porta com quatro mesas em um enorme salão, as emoções aumentaram, e conforme seguiam, viam alunos sentados cochichando, as bandeiras das casas em cima de cada mesa correspondente e chegando mais perto podiam ver os professores em um mesa na parte mais alta, lado a lado, com Hagrid na ponta e no centro um homem com roupa azulada e estrelada, um óculos meia lua, e uma barba mediana.
A professora Mcgonagal invoca um banco pequeno, traz um chapéu seletor, e pede silêncio, e então o chapéu canta. Lily não acreditava no que via, muito menos Remus mesmo com todos os livros, Sirius segurava-se para rir, James pensava no que a ruiva pensava, e alguns alunos mais velhos cantarolavam.
Após o show, vários aplausos, e a professora começa a chamar por nomes
‘’Frank Longbotton!’’
O menino magro vai até o banco, o chapéu é colocado em sua cabeça e logo recebe um:
‘’Grifinória!’’
E uma onde de aplausos acontecem.
Os nomes vão rolando e várias palmas são ouvidas.
Marlene Mcckinon, Dorcas Meadowes, Mary Mccdonald, até que foi chamado Remus John Lupin.
James olhou para o amigo mais alto que começou a mexer mais rápido nas mãos e viu Sirius colocando a mão em seus ombros.
‘’Vai lá, lobo, nos vemos na mesa da Grifinória. Contamos com você.’’
Remus caminhou devagar em direção ao banco, sentou-se enquanto ainda mexia em suas mãos e mordia os lábios, quando o chapéu foi colocado em sua cabeça houve um início de monólogo.
‘’Hm… vejo uma mente criativa, sim, com certeza. Vejo que deseja amigos, e agradar, tem um coração bondoso mas pensamento destrutivos que podem te ajudar em enigmas e artes…’’ Remus via onde isso estava dando, ele ia para a Corvinal, seguindo as descrições, mas gostou tanto de seus amigos, que desejara de todo o coração a Grifinória. ‘’E, apesar de tudo isso, uma coragem imensa e lealdade genuína, reinam em você me levando a considerar… difícil, bem difícil, mas acho que seu caminho é a Grifinória.’’
Os dois amigos vibravam por Remus que estava tremendo e sorrindo quando passou por eles dizendo um boa sorte e indo para a mesa, onde foi muito bem recebido.
‘’Sirius Órion Black!’’
A sonserina iniciou murmúrios e o amigo de Lily também prestou atenção quando o nome foi falado.
‘’Oh, mais um Black então? Vejamos isso é novo para mim, quebrando uma tradição longa? Será que está certo? Tento ver disponibilidade para a sua tradicional casa mas tudo que vejo é honestidade, lealdade, será possível que te mandarei para a Grifinória? Creio que sim… Grifinória.’’ O clima tornou-se pesado na mesa a direita do salão, o garoto deu um pulo de vitória, abraçou James e foi correndo até Lupin, o abraçando também.
‘’Severo Snape!’’
Nem bem o chapéu parou em sua cabeça, Severo logo foi chamado para a sonserina, dando um sorriso largo e olhando para Lily dizendo que a esperava. James foi o próximo, e como aconteceu com Snape, logo foi decidido para a Grifinória. Era a vez de Lily. Ela tremia dos pés a cabeça, igual o menino alto fez. Sentou-se na cadeira, e começou a ouvir.
‘’Nervosa, garota? Não tem necessidade, sei de suas aflições e te garanto que será grandiosa, tem ambição mas além disso tem a pureza que todos deveriam ter em seu coração. Seu lugar é aonde pertencem os honestos e leais, e é lá onde encontrará os companheiros para toda a vida! Grifinória será!’’
Gritos e gritos romperam e Lily parecia assustada, animada e lançou um olhar de pesar a Severo, que fechou a cara a partir disso.
A ruiva correu onde encontrou o despenteado, chamado James e de frente a Remus que a deu os parabéns e segurou sua mão através da longa mesa. Cumprimentou James e Sirius e virou-se para as duas meninas que havia encontrado no trem, Marlene e Dorcas, que sorriam animadas.
O último menino a ser chamado era um garoto rechonchudo e baixo, Peter Pettigrew, este que foi colocado para a Grifinória pois, segundo o chapéu, seu futuro demonstrava um grande ato de coragem.
O menino sentou-se ao lado de James, que o cumprimentou e interou na conversa, pouco antes de Albus Dumbledore iniciar sua fala.
‘’Sejam bem-vindo e bem-vindas a todos novamente! E aos novatos: aproveitem ao máximo essa escola, lembrem-se que os monitores estão para ajudar a vocês assim como todos os professores. Senhor Filch pede para lembra-los que não se deve perambular pelos corredores a noite, e todos devem ter cuidado com a Madame Nora. Além disso, comam sempre que puderem e preparados para as atividades, e para finalizar: Catapimbas, catapumbas, comidas.’’ Termina com um sorriso e os pratos se enchendo dos mais variados alimentos.
‘’UOU!’’ Sirius exclama ‘’ISSO É MÁGICA!’’
‘’Sim, você está em uma escola de magia, o que esperava? Por mais que os elfos domésticos estejam fazendo tudo isso, elas chegam aqui através de mágica…’’ Remus explica.
‘’ELFOS DOMÉSTICOS? ELES QUE FAZEM?’’ Sirius cospe boa parte da comida que está em sua boca.
‘’Pra que está gritando?’’ Remus retruca com cara de bravo, fazendo com que os dois entrem em uma discussão e James e Peter — já entrosado — riam de ambos.
Ao final do jantar, os monitores da grifinória se apresentam e os guiam até a torre, os mostram a Mulher Gorda, que guarda a sala restrita apenas aos estudantes com um senha específica, e os levam aos dormitórios onde — destino ou coincidência — os quatro novos amigos acabam juntos, e com um sorriso no rosto de cada um e os olhares se entendendo, eles vão dormir com a consciência de que amanhã seria um novo dia.