Desconhecido

9 Capítulo 8 - Adivinha Quem Vem Para Jantar


Layla entrou correndo no quarto de hospital onde Frank estava.

- Você está bem? – Ela disse, enquanto passava a mão em seus cabelos.

- Estou sim – Ele respondeu, sorrindo.

Francine, Dana e Jensen entram logo em seguida.

- Como você está? – Francine pergunta.

- Tá se sentindo bem? – Dana também pergunta.

- Eu estou bem gente, foi só um corte. – Frank diz, acalmando-os.

- Encontraram o Liam? – Ele pergunta, e seu sorriso desaparece.

- Sim – Jensen responde, cabisbaixo.

- Ainda estão procurando Julia – Dana diz.

- Eu não acredito nisso, quem é esse cara? Porque ele está fazendo isso? – Frank pergunta, irritado.

Francine e Layla se entreolham, Francine não sabia se deveria contar a verdade, seria um choque, mas por outro lado, eles precisavam saber por que e o que estavam enfrentando, eles precisavam se defender, Francine resolveu contar.

- Olha, é uma situação complicada, vocês precisam ter cuidado – Francine explica.

- Como assim? – Dana pergunta.

- Bom, esse homem está atrás de mim, ele assassinou minha família quando eu tinha 11 anos de idade e desde então eu estava internada em um sanatório por conta do choque que tive., e agora, ele voltou e quer a mim.

- Dessa parte do sanatório eu não sabia – Layla interrompe.

- Pois é – Continua Francine. – Vocês precisam ficar longe de mim, ele quer a mim e se vocês ficarem por perto, estarão correndo grave perigo. Eu preciso ir embora.

- Escuta – Frank diz, pegando na mão de Francine – Nós não vamos te abandonar.

- É, se é pra lutar, vamos lutar juntos – Jensen completa logo em seguida.

- Isso aí, precisamos chamar toda ajuda possível – Layla diz, segurando sua mão – Eu não vou te deixar.

- É verdade, se estivermos juntos e com a ajuda da polícia, vamos acabar com esse desgraçado. – Dana diz logo em seguida.

Francine sorri, aliviada por eles terem entendido a situação.

No dia seguinte, pela tarde, é o funeral de Liam, todos estão presentes na cerimônia, o segundo funeral em uma semana, e Francine se sente extremamente culpada por isso, já que o assassino está atrás dela. Primeiro Trevor, que não tinha nada a ver com a história de Francine e agora Liam, um garoto inocente que pagou o preço da fúria daquele homem com sua vida, quando na verdade, era para ser Francine no lugar dele.

Após terminar a cerimônia, os garotos se reúnem na entrada do cemitério.

- Tudo isso é culpa minha – Francine revela, quase chorando.

- Nada disso é sua culpa Fran – Layla tenta consolá-la.

- Layla está certa, você não tem culpa – Frank diz, ao segurar em seus ombros.

- Isso Fran, não pense que é sua culpa porque não é – Vanessa diz, logo em seguida.

- Obrigada por tudo gente – Francine começa a chorar – Sem vocês, eu acho que já teria desistido.

- Não pense nisso nunca – Jensen fala, abraçando-a.

- Preciso descansar um pouco – Francine diz – Vamos Vanessa?

- Vamos – Vanessa responde.

- Tchau gente – As duas se despedem.

Ao chegarem em casa, Francine desaba em lágrimas.

- Você podem dizer o que quiserem, mas eu sei, é culpa minha – Ela chora no ombro da amiga.

- Não é! – Vanessa diz, levantando o rosto de Francine e olhando em seus olhos – Não é e nunca foi sua culpa! Você precisa descansar agora.

- Tá bom – Francine concorda e sobe para o quarto, onde cai em um sono profundo.

Quando acorda, já anoiteceu, encontra um bilhete ao lado de sua cama, é a letra de Vanessa.

Eu e sua avó fomos ao supermercado, mas voltamos logo, bjs, Vanessa!

Ela joga o bilhete no chão e deita-se na cama, preocupada. Está sozinha em casa, isso não é bom, será que sua avó ainda não havia percebido que ele voltou? Preocupada, Francine desce as escadas e se senta no sofá para assistir TV, até que as luzes se apagam. Em toda a casa. A energia foi cortada? Francine olha pela janela, foi apenas na sua casa. O telefone da casa toca e ela vai atender.

- Alô? – Francine pergunta.

- Olá Francine, que bom falar com você denovo! – A voz do outro lado da linha diz, é a mesma do celular de Julia.

- Me deixa em paz seu desgraçado! – Ela grita.

Francine percebe uma pequena luz verde piscando no telefone, ao seu lado, está escrito Incoming Call. Francine fica paralisada por um instante. A ligação está sendo feita de dentro da casa. Ela se levanta e corre para a porta da frente, que está trancada.

- Droga! – Ela grita, e então cuidadosamente vai até a cozinha e pega uma faca.

Ao chegar na sala escura novamente, ouve o assassino dizer:

- O que foi? Não gosta da brincadeira? – Ele diz, num tom ironicamente assustador.

- Porque você está fazendo isso? – Ela pergunta, chorando.

- Por quê? Você não sabe por quê? Eu só vim terminar meu trabalho, e em breve você vai descobrir o porquê.

Ele desliga o telefone e ela entra em pânico, olha de um lado pro outro, enxergando pouco então resolve ligar para Jensen e manda-lo chamar a polícia, mas não sabe seu número memorizado e então precisa subir até seu quarto para pegar seu celular, onde tem o número gravado.

Francine sobe as escadas cuidadosamente. Está escuro. Ela tropeça algumas vezes passando pelo corredor até chegar ao seu quarto, onde procura o celular, mas não consegue achar, resolve procurar dentro do armário, até perceber, por entre as brechas, alguém lá dentro, dois olhos negros e vazios a observando. Uma máscara. O assassino quebra as portas do armário e corre em direção a Francine, que consegue se defender fazendo, com a faca, um corte no braço direito do assassino.

Jensen ouve o barulho e olha pela janela, a casa de Francine escura. Ele resolve ir ver se ela está bem, mas ao sair de casa, ouve um grito vindo de lá e então confirma que ela não está bem.

O assassino derruba Francine pela escada e ao perceber Jensen chegando, ele sobe as escadas.

Jensen tenta entrar, mas a porta está trancada, então ele arromba, encontrando Francine logo depois, machucada e chorando.

- Você está bem? – Ele pergunta.

- Um pouco – Ela responde, colocando a mão sobre a perna. – Você precisa pegá-lo! – Ela diz, e coloca a faca na mão de Jensen.

- Por onde ele foi? – Ele pergunta, segurando a faca com força.

- Ele subiu.

Jensen sobe as escadas, e procura cuidadosamente em cada quarto, não obtendo resultados, ele volta.

- Onde posso ligar a energia? – Ele pergunta.

- No porão, fica perto da cozinha – Ela aponta.

Ele vai até lá e liga a energia, chamando a polícia logo em seguida. Quando ela chega, recebe cuidados médicos – porque havia deslocado um osso do pé direito – e um policial a faz uma série de perguntas.

- Você viu o rosto do homem? – O policial pergunta.

- Não, ele usava uma máscara – Francine responde.

- Uma máscara? Como era ela?

- Era de pano, e tinha dois buracos pretos nos olhos e um sorriso desenhado no lugar da boca.

Ela percebeu o policial anotando tudo o que ela dizia.

- E você sabe por quais motivos esse homem tentaria matar você?

- Não, só sei que ele é o homem que matou minha família há seis anos.

- Você tem certeza disso?

- Claro, ele praticamente confessou.

- O que ele disse?

- Disse que veio terminar o que havia começado.

- Tá, muito obrigado – O policial disse, fechando o bloco de notas – Nós vamos achá-lo, e enquanto não achamos, você vai ficar sob a guarda de dois policiais que serão encarregados de te proteger, tá?

- Tá – Ela responde aliviada.

Após a saída dos policiais, Lorna e Vanessa chegam correndo.

- O que aconteceu? – Lorna pergunta preocupada.

- Ele me atacou – Ela responde.

- Oh meu deus – Finalmente Lorna percebe que elas estão em perigo.

- Você está bem? – Vanessa pergunta.

- Estou – Ela responde, sorrindo.

- Você quer jantar? – Lorna pergunta.

- Não, eu vou tomar banho e depois dormir.

- Tá, então boa noite.

Francine subiu para o quarto e olhou pela janela, uma viatura parada em frente a sua casa, e dois policiais dentro, rindo, provavelmente conversando sobre mulheres. Um era loiro e magro e o outro era moreno e mais forte. Francine ficou aliviada com a presença dos dois lá e então conseguiu dormir.

Acordou meia hora antes de o despertador tocar, Vanessa ainda estava dormindo, então ela o desligou e começou a se vestir para a escola, sem entusiasmo algum, pois o que ela mais queria naquele momento, era encontrar aquele homem e o matar com as próprias mãos. Quando já estava pronta, olhou para Vanessa e pensou em seus amigos, eles estavam em perigo por causa dela, mas pelo menos entenderam a situação e ainda melhor, queriam lutar junto com ela. Isso a conforta. Enfim ficou pronta e desceu as escadas. A casa estava mergulhada em um silencio profundo, então se sentou e esperou a hora de ir pra escola. Pensou em Jensen, o modo com ele estava sendo um amigo e tanto para ela. Pensou em Frank, ele quase morreu para salvá-la. Pensou em Layla e Dana, que nunca abandonaram Francine, que prometeram lutar junto com ela, pensou até em Chuck, o modo como ele conseguiu fazer de tudo, uma piada. Depois de algum tempo, Lorna desceu as escadas.

- Acordou cedo hoje – Ela disse.

- É, estava aqui pensando.

- Vou fazer o café – Ela disse, indo até a cozinha.

- Faça para vocês duas apenas, não estou com fome.

- Como assim não está? Você precisa se alimentar.

- Depois eu como algo, agora estou sem fome.

- Bem, então tá.

Na hora de ir embora, vestiu seu casaco e foi para a escola, foi a primeira a chegar ao ponto de ônibus. Esperou alguns minutos e então chegaram Layla e Chelsea. Layla veio correndo a abraçou Francine.

- Eu soube do que aconteceu ontem, você tá legal? – Ela perguntou.

- Estou sim, só machuquei a perna um pouco – Ela respondeu.

- Oi Francine – Chelsea disse.

- Oi Chelsea – Ela disse, sorrindo.

Logo em seguida viu Dana e Chuck chegando.

- Bom dia gente, oi Fran, tá tudo bem? Layla me contou sobre ontem – Ela disse, abraçando-a.

- O que aconteceu ontem? – Chuck perguntou.

- Nada não – Francine disse, tentando amenizar a situação.

- Ele tentou matá-la ontem – Layla disse.

- Oh meu deus – Chuck disse – Tenha cuidado.

- Se não fosse pelo Jensen, eu não estaria aqui.

- Aliás, cadê o nosso herói Frank? – Chuck pergunta.

- Ali! – Layla responde, apontando para ele que está vindo em direção a eles.

- Bom dia – Ele diz.

- Oi – Francine responde, e Layla e os outros também.

Jensen chega e cumprimenta todo mundo e logo após o ônibus chega.

Ao chegar ao colégio e os alunos são surpreendidos por dois carros de polícia parados em frente à escola.

- O que eles estão fazendo aqui? – Frank pergunta e eles se entreolham.

- Eu não sei, mas vamos saber – Jensen responde.

Todos descem do ônibus, Francine fica assustada, não aguentaria mais uma morte. Eles entram no colégio e percebem um aglomerado de alunos na porta do laboratório.

- O que aconteceu? – Frank pergunta, enquanto se espreme no meio das pessoas.

- Uma bagunça, tudo quebrado e sangue por toda a parte. – Um garoto loiro e magricela responde.

Frank fica assustado ao ver o estado que ficou o laboratório, vidros quebrados, mesas viradas e muito sangue. Layla se espreme na multidão e chega até Frank.

- O que foi? – Ela diz e logo em seguida vê a bagunça, então cobre a mão com a boca. – Oh meu deus, o que aconteceu por aqui?

Ela analisa o local e percebe um policial recolhendo do chão um colar, de ouro, mais especificamente um lírio.

- É o colar da Julia – Layla diz, cobrindo a boca com as mãos e saindo logo em seguida.

- Layla! – Frank vai atrás dela.

- Oh meu deus, Julia está morta – Ela diz, tentando não acreditar nisso.

- Fique calma, eu estou aqui – Frank diz, enquanto Layla encosta cabeça no seu peito, chorando.

- Porque isso tá acontecendo? – Ela diz, aos prantos.

- O que aconteceu? – Francine pergunta.

- Julia está morta – Frank responde, quase chorando.

Francine cobre a mão com a boca, então confirma, Julia estava morta.

- Mas encontraram o corpo? – Ela pergunta.

- Ainda não, mas eu acho que isso não vai demorar – Frank responde, com uma voz fraca. – Eu vou levar Layla pra casa tá?

- Pode ir – Francine responde.

Quando os policiais vão embora, deixam o laboratório interditado e todos os alunos são liberados.

- Chelsea, você vai pra casa agora? Vamos com a Dana – Francine convida.

- Estou de carro, vou resolver umas coisas antes de ir pra casa, pode ir – Ela responde.

- Tá, tchau então – Francine se despede e se junta a Chuck, Dana e Jensen.

Chelsea vai até o banheiro, passando mal, e então vomita em um dos sanitários, ao terminar, ela lava seu rosto se assusta com um barulho alto. A porta do banheiro se fechou. Estranho, pois não há corrente de ar dentro colégio, a única possibilidade é que alguém tenha fechado. Ela sai do banheiro, o corredor está vazio.

- Tem alguém aí? – Ela pergunta, sem obter resposta. – Que droga!

Ela anda pelo corredor, apressada, com medo de que tenha ficado sozinha na escola. Quando chega perto do final do corredor, percebe uma figura sinistra a encarando, é um homem alto e usa uma máscara assustadora feita de pano, ela apressa seus passos até chegar na porta principal, que está trancada.

- Droga! – Ela grita.

Ele percebe o diretor entrando em seu carro no estacionamento e tenta chamá-lo.

- Ei! – Ela grita, enquanto bate no vidro da porta, mas o diretor não a ouve e vai embora.

- Droga, droga, droga! – Ela diz, enquanto pensa em algo. – Já sei! – Ela lembra que tem alguns documentos anexados dentro da bolsa e procura, retirando o clipe de papel logo em seguida.

Ela transforma objeto em um pedaço de ferro e tenta abrir a porta, mas é difícil. Sente que tem alguém se aproximando por trás e se vira, mas não há ninguém. Desesperada por estar presa ali, ela joga o clipe no chão, com raiva.

- Merda! – Ela grita, furiosa, então lembra que há um zelador no colégio e ele mora numa casa atrás do colégio. Ela resolve ir até lá. Andando pelos corredores vazios do colégio, ela fica com medo, pois está anoitecendo. Chelsea está quase chegando lá quando avista novamente o homem com a máscara, desta vez e começa a se aproximar lentamente. Ela tem o pressentimento de que ele não é amigável e então começa a fugir, correndo. Olha para trás e não vê mais ninguém, quando está perto de chegar, ela leva um susto e se depara com um homem. O zelador.

- Ai, graças a deus! – Ela diz, respirando fundo.

- O que foi moça? – Ele pergunta.

- Eu fiquei presa aqui, você poderia abrir a porta pra mim?

- É claro.

Eles percorrem o corredor vazio e então chegam a porta da saída, o zelador abre-a.

- Ah, você sabe me dizer se há mais alguém aqui dentro? – Chelsea pergunta.

- Não moça, só eu e meu filho, além de você, por quê?

- Nada não... Obrigada tá, tchau. – Ela responde, pensando que o homem que havia visto era apenas o filho dele.

- Tchau.

Ele volta para sua casa e ela faz o mesmo, abre seu carro e entra, respira fundo ao pensar no susto que teve e então começa a rir.

- Ai Chelsea, como você é medrosa! – Ela diz para si mesma, sorrindo.

Chelsea liga o carro e vai embora, sem perceber que o porta-malas do seu carro não estava fechado como ela havia deixando antes.

Já está tarde para resolver os seus negócios então ela decide ir pra casa. No caminho, como sempre ela passa pela rodovia 56 que fica entre uma grande floresta de pinheiros, ela liga o rádio, está tocando AC/DC, ela canta alto junto com a música, até que o seu porta-malas se abre completamente.

- Droga! – Ela diz e para o carro para fechar.

Ela desce do carro e vai até o porta-malas. Acha estranho, pois lembra de ter deixado ele bem fechado. Está vazio. Então ela fecha e entra no carro novamente, dá partida no carro e continua seu trajeto, no meio do caminho, percebe algo no banco de trás, bem escondido, é uma máscara, é um homem. Ela fica em choque. É o homem que ela vira no colégio, ele pega uma faca e faz o corte no braço de Chelsea, que grita de dor e perde o controle do carro, o fazendo capotar algumas vezes até parar de ponta cabeça. Ela desmaia. Ao acordar, ela sente uma dor de cabeça enorme, deve ter batido durante o acidente, ela se desespera ao pensar que o assassino ainda está no carro e trata de sair, está extremamente machucada, com várias escoriações e quebrou o braço esquerdo.

Ela olha ao redor, os pedaços da lataria e vidro do carro espalhados por toda a pista, ela olha dentro do carro, talvez o assassino estivesse desmaiado, mas infelizmente, não há ninguém lá. Com medo, ela olha ao redor para garantir que ele não estivesse a observando e se preparando pra atacar, mas ele sumiu completamente. Ela pega seu celular no bolso e liga rapidamente para uma ambulância, informando sua localização. Ao desligar o telefone, ela senta-se no chão e olha a gravidade dos ferimentos, nada demais, só o braço fraturado que estava começando a doer muito. Depois de 10 minutos, a ambulância chega e Chelsea é levada ao hospital para receber os cuidados médicos com o seu braço, enquanto o guincho retirava o carro do meio da pista, por sorte, ela tinha seguro.

Uma ambulância para em frente à casa de Layla e Chelsea desce com o braço enfaixado.

- O que aconteceu? – Pergunta Layla, preocupada.

- Eu sofri um acidente – Ela responde.

- Se machucou muito?

- Não, estou bem, mas eu preciso falar com a Francine, vamos a casa dela?

- Vamos, deixa eu pegar meu casaco.

A ambulância vai embora e Layla veste seu casaco.

- Vamos! – Ela diz.

Ao chegar, tocam a campainha. Francine vem atender, junto com Bree, que pula em cima de Layla.

- Oi garota! – Ela diz, enquanto passa as mãos no seu pelo.

- Preciso falar com você! – Chelsea fala, preocupada.

- O que aconteceu? – Francine pergunta.

- Um acidente, e é disso que eu vim falar.

- Entrem, por favor!

Elas entram e sentam-se no sofá.

- O que aconteceu? – Francine pergunta.

- Olha, há alguns dias, eu ouvi você falando sobre um homem, um assassino, você disse que ele tinha voltado. – Chelsea começa.

- É, sim, ele matou minha família – Francine abaixa a cabeça.

- Bem, ele tentou me matar hoje! – Chelsea fala, seus olhos começaram a lacrimejar.

- Oh meu deus – Layla diz – Você não me contou isso.

- Pois é, ele estava no meu carro, cortou meu braço, eu perdi o controle e desmaiei.

- E porque ele não te matou enquanto você estava desmaiada? – Francine pergunta.

- Eu não sei – Chelsea suspira. – E nem sei se foi ele mesmo, pode ter sido outro ladrão qualquer.

- Não, com certeza é ele – Francine diz.

- Então, nós estamos oficialmente em perigo? – Layla pergunta.

- Infelizmente sim, eu disse que eu precisava me afastar.

- Não, escuta, nós não vamos te abandonar, coloque isso na sua cabecinha!

- Então tá, mas ele é uma ameaça muito grande, nós temos que acabar com ele – Francine diz.

- Isso não vai ser nada fácil – Chelsea lamenta – Ele é muito perigoso!

- Mas ele não vai conseguir vencer! – Francine se exalta. – Olha, vão pra casa e quando forem dormir, guardem embaixo do travesseiro uma faca, assim poderão se defender. Vocês podem fazer isso?

Chelsea balança a cabeça, afirmando.

- Tá – Ela diz, quase caindo em lágrimas – Obrigada pela força.

- Vamos Chel? – Layla pergunta.

- Vamos.

- Tchau Fran, se cuida – Layla diz.

- Tchau.

Elas vão embora.

- O que aconteceu? – Vanessa pergunta, enquanto desce as escadas.

- Ele está agindo denovo, tentou matar a Chelsea – Ela responde, preocupada.

- Oh meu deus.

O silêncio predomina na sala por alguns segundos, até que Vanessa anda até a cozinha.

Francine se joga no sofá. Precisa pensar em uma maneira de acabar com ele, ou então mais pessoas inocentes vão morrer.