Desconhecido
12 Capítulo 11 - Não Tenha Medo Do Escuro
Lá estão eles. Layla, Chelsea e Jensen. Em pé, ao lado da cama de Frank, esperando o médico lhe dar alta. Os pais dele também estão presentes, e sua mãe, segurando sua mão. Finalmente o médico chega, acompanhado de uma bela enfermeira, eles fazem todo o procedimento e então o médico assina em uma prancheta e o libera. Sua mãe o entrega uma roupa limpa e ele se dirige ao banheiro, saindo vestido logo após. Na saída, Frank está acompanhado de seus pais e os amigos.
- Vamos pra minha casa, precisamos conversar – Jensen diz.
- Tá, mas preciso convencer meus pais – Ele diz, e os três se afastam e chamam um táxi.
Depois de algum tempo tentando convencer sua mãe, que não quer deixa-lo ir, ele consegue fazê-la ceder e então vai até o táxi, onde Layla, Chelsea e Jensen o esperam.
- Vamos – Ele diz, quando entra no carro.
Na interestadual, Vanessa dirige em alta velocidade.
- Eu não acredito, não acredito! – Francine diz, enquanto Vanessa pisa fundo no acelerador.
- Calma Fran! – Vanessa tenta acalmá-la.
- É o filho, não o pai, que droga, porque ele está fazendo isso?
- Vamos pensar um pouco – Vanessa começa – Natasha disse que quando o conheceu o pai dele, ele estava entrando na faculdade, ou seja, ele tinha uns 16 anos, considerando que eles estavam noivos, se conheceram um ou dois anos antes, talvez, ou seja, na época do crime, ele tinha uns 17 anos, e agora, seis anos depois, ele pode ter em torno de 23 anos ou em torno de 30, dependendo da idade dele no ano em que ele entrou na faculdade.
- Será muito difícil encontrá-lo, se ele voltou pra me matar mesmo, deve ter mudado o nome, não há possibilidade de achá-lo. Que droga! – Francine lamenta.
- É verdade.
Frank, Layla e Jensen descem do carro, enquanto Chelsea acerta o pagamento com o motorista desta vez. Jensen abre a porta e eles entram, sentando no sofá logo em seguida.
- E agora? – Layla pergunta, com a mão sob o queixo.
- Nós vamos pegar esse desgraçado! – Frank completa.
- É muito perigoso! – Chelsea grita.
- Se não agirmos rápido, ele vai continuar matando, e eu não vou deixar vocês morrerem! – Frank retruca.
- Ele tem razão Chelsea – Jensen diz, acalmando-a.
- Que inferno! – Layla grita, enquanto desarruma o próprio cabelo com raiva.
- Agora precisamos mais do que nunca ficarmos juntos – Jensen diz – Alguém tem notícias do Chuck?
- Não, a última vez que o vi foi no dia do acidente – Frank abaixa a cabeça.
- Vou ligar pra ele – Chelsea diz, enquanto pega o celular e disca o número dele, depois de um tempo, ele atende – Alô? Chuck?
Chelsea demora algum tempo falando com ele, e enquanto isso, Jensen e Frank conversam.
- Como vamos matá-lo? – Frank pergunta, se afastando de Layla, para que ela não ouça.
- Eu tenho um plano! – Jensen responde – Amanhã à noite, vamos até o colégio e fazer de tudo para que ele nos siga. Você ainda tem a pistola?
- Tenho – Frank responde, levantando um pouco a camisa e mostrando a arma.
- Que bom, eu acho que tenho algo que vai servir.
- Eu vou atrair ele até o colégio ok? – Frank pergunta.
- Tá, quando você chegar lá, me manda um sms.
- Combinado.
- Do que estão falando? – Layla interrompe.
- Nada – Frank responde – E então Chelsea, onde ele está? – E muda de assunto, deixando Layla desconfiada.
- Bem, ele disse que está em casa, assistindo TV e comendo porcaria – Ela responde.
- Como assim? – Jensen pergunta – Ele não está preocupado?
- Eu perguntei e ele me respondeu que o assassino não iria atrás dele se ele estivesse trancado dentro de casa e longe de todo mundo.
- Otário! – Jensen se revolta.
- Ele só está com medo – Layla tenta amenizar a situação.
- Todos nós estamos – Ele retruca – Ele não podia ter feito isso!
- Aconteça o que acontecer, vocês não vão enfrenta-lo, nós vamos chamar a policia ok? – Layla pede. Jensen e Frank ficam em silêncio – Ok?
- Por favor, entenda, nós não podemos colocar mais pessoas em perigo! – Frank tenta convencê-la.
- Prometam que não vão tentar fazer nada! – Ela pede e Jensen apenas confirma de leve com a cabeça, então se joga no sofá, passando a mão sobre o rosto e pensando, O que vamos fazer agora?
Algumas horas depois, anoitece e às oito horas da noite, Francine e Vanessa estão cada vez mais próximas de Nova Iorque.
- Acelera esse carro, precisamos chegar logo! – Francine diz.
- Isso não é um carro de corrida – Vanessa retruca – Não vai mais rápido que isso. Ela tinha razão, o antigo carro de Vanessa que ganhara de presente aniversário no ano em que foi internada mal conseguia passar de 120 – E tem muitos carros na frente, não dá pra ir mais rápido.
Francine olha pela janela, a lua está brilhando como nunca, então ela encosta a cabeça no vidro e espera a hora de chegar.
Chelsea está dormindo, mas Layla não consegue fechar os olhos, então ouve uma batida na porta.
- Pode entrar – Ela diz, e logo após a porta se abre e Jensen aparece.
- Está tudo bem? – Ele pergunta.
- Sim, só estou meio sem sono – Ela responde.
- Tente dormir, lá ninguém vai poder te alcançar.
- De onde tirou essa frase? – Layla brinca e ambos sorriem.
- Boa noite – Jensen diz e então fecha a porta.
Layla sente seus olhos se fecharem lentamente, até finalmente conseguir cair no sono.
Vanessa e Francine estão exaustam, mas finalmente chegam em casa. Vanessa estaciona o carro.
- Não sei se devo ir falar com Jensen – Francine diz, ao descer do carro.
- Não, eles estão bem, amanhã você fala – Vanessa sugere – Vamos entrar, estou exausta.
Francine saca a chave da bolsa e abre a porta, as luzes estão desligas, exceto a do corredor de cima. Elas entram em silêncio para não acordar Lorna, então sobem para o quarto, onde tomam um banho e dormem.
Layla acorda com facilidade, está renovada depois do descanso de ontem. Ela se levanta e vai até abrir as cortinas da janela, e quando as abre, tem uma surpresa, vê o carro de Vanessa parado na frente da casa da frente.
- Ela chegou – Sussurra para si mesma, sorrindo, e então se arruma, veste uma roupa, penteia os cabelos, escova os dentes e desce as escadas – Bom dia Chel – Ela diz para Chelsea, quando a encontra sentada no sofá, pintando as unhas de azul turquesa, enquanto Jensen está na cozinha preparando o café – Bom dia Jensen!
- Bom dia – Os dois respondem.
- Você já viu quem chegou? – Layla pergunta, abrindo a cortina da janela da sala. Chelsea vai até lá e vê o carro de Vanessa.
- Francine e Vanessa chegaram? – Jensen pergunta, indo até elas.
- Sim, vou falar com elas! – Layla diz, quando abre a porta e percebe o calor que está fazendo.
Ela atravessa a rua e ao chegar à casa, toca a campainha, demora alguns segundos e então Vanessa abre a porta.
- Oi! – Ela diz, abraçando Layla.
- Oi – Layla retribui.
- Quem é? – Francine pergunta, descendo as escadas e correndo para um abraço ao perceber que é Layla – Que bom que você está bem!
- Então, o que descobriram? – Ela pergunta, colocando uma expressão mais séria no rosto.
- Bem, é uma longa história – Ela abaixa a cabeça.
- Vamos à casa do Jensen, vocês precisam nos contar o que acharam.
- Vamos – Francine diz e as três saem de casa e se dirigem até a casa em frente.
Quando entram na casa, Chelsea abraça Francine e Vanessa.
- Que bom que voltaram – Ela diz.
- Oi gente – Jensen cumprimenta, segurando uma frigideira com ovos e bacon – Vamos comer?
- Não, já tomamos café, obrigada – Vanessa responde.
- Então tá, vamos lá garotas – Ele diz, direcionando o olhar para Layla e Chelsea.
Após terminarem de tomar café todos se sentam.
- E então, o que aconteceu lá? – Jensen pergunta, e ninguém mais está sorrindo.
- Bem, eu descobri que o assassino realmente foi morto – Francine começa – E eu descobri que ele tinha um filho, que se mudou pra cá há um mês.
- Na mesma época que você – Layla fica chocada.
- Você acha que pode ser ele? – Chelsea pergunta.
- Tudo indica que sim – Ela responde.
Todos ficam em silêncio por um tempo, processando a informação até que Francine quebra o gelo.
- E o que aconteceu por aqui? – Ela sorri, mas logo retira o sorriso do rosto ao perceber que ninguém mais está feliz. Layla abaixa a cabeça.
- Bem, eu não sei como começar – Jensen respira fundo, enquanto Layla começa a lacrimejar – A Dana – Ele continua – Ela morreu.
Francine fica sem palavras, apenas cobre a boca com as mãos e segura suas lágrimas, dando espaço para apenas três palavras. Oh meu deus.
- Aconteceu no dia em que você viajou – Ele começa – À noite, o Frank a encontrou no carro dela e então ele explodiu – Ele continua cabisbaixo.
- Oh meu deus, e o Frank está bem? – Ela pergunta.
- Felizmente sim – Ele responde.
- Eu não vou aguentar perder mais alguém, temos que dar um basta nisso!
- Temos que mata-lo! – Jensen fala.
- Não! É muito perigoso, além de difícil.
- Se ele é um humano, ele não é imortal, serão dois contra um.
- Serão? – Layla pergunta.
- Seriam – Ele corrige, revirando os olhos.
- Vocês prometeram.
- Então tá, eu desisto, façam o que quiserem! – Ele faz um gesto de rendição com as mãos e se joga no sofá, ligando a TV logo em seguida.
- Bem, precisamos ir agora, minha avó nem sabe que eu cheguei ainda – Ela solta um sorriso fraco – Tchau, amanhã decidimos o que fazer.
- Tchau – Layla a abraça.
- Tchau – Jensen e Chelsea respondem logo em seguida.
Francine e Vanessa se dirigem até em casa, e ao chegar, se jogam no sofá.
- E agora? – Francine pergunta.
- Não sei, mas temos que fazer algo rápido, Frank e Jensen não vão demorar muito pra agir – Vanessa responde.
- Eu sei, e por um lado eles têm razão, não podemos colocar mais pessoas em perigo, mas também não podemos deixa-los correr mais risco do que já estão – Ela pausa, colocando a mão no rosto – Droga, isso tudo é culpa minha, eles não têm nada a ver com essa história.
- Você não tem culpa de nada Francine, a culpa é toda desse psicopata, como você adivinharia que ele ainda estaria vivo, ou melhor, que o filho dele ainda estaria vivo e querendo vingança?
- Oh meu deus, Francine, Vanessa, vocês voltaram! – Lorna desce a escada, pronta para trabalhar.
- Oi vó! – Ela corre para abraçar a avó.
- Oi amor, oi Vanessa.
- Oi Lorna – Vanessa responde.
- Gostaram da viagem? – Ela pergunta.
- Sim, apesar das circunstâncias, consegui descobrir algumas coisas, o assassino está morto, quem está matando é o filho dele.
Lorna engole em seco.
- O que? Você tem certeza? – Ela começa a ficar nervosa.
- Sim, você sabe de alguma coisa que eu não sei?
- Eu já te disse querida, não.
- Então, tá, desculpa – Ela fica desconfiada – Ocorreu tudo bem por aqui?
- Sim, eu fiquei com medo, mas os policiais me protegeram.
- Por falar nisso, cadê eles? – Vanessa pergunta, olhando pela janela, não há ninguém na frente da casa.
- Eles não ficaram aqui durante a manhã, não havia ninguém em casa – Lorna explica – Estou indo trabalhar ok? Vocês ficarão bem?
- Vamos – Francine responde.
- Então tchau, ela se despede, pegando uma chave no móvel da sala e indo embora.
- Que carinha triste, sabe do que você precisa?
- O que?
- Você precisa relaxar, vamos! – Vanessa estende a mão – Vamos levantar sua autoestima denovo!
- Só você mesmo pra me fazer rir mesmo – Elas segura a mão de Vanessa e as duas sobem para o quarto.
- Vamos ver o que você tem aqui – Vanessa diz, enquanto remexe uma pequena caixa cheia de esmaltes de unha – Eu amo esse verde, e vai ficar ótimo em você!
Francine senta no tapete de frente pra Vanessa, que pega sua mão começa a cortar suas unhas e depois pintá-las de leve.
- Ai! – Francine grita, quando Vanessa machuca sua unha – Cuidado.
- Desculpa – Vanessa nunca foi uma boa manicure, uma vez, fez a unha de Francine sangrar quando usava ela como cobaia para os seus testes de habilidades de manicure.
- E então, o que você acha que o Jensen e o Frank querem fazer? – Francine pergunta e Vanessa logo tira o sorriso do rosto.
- Você tinha que quebrar o estado de calma do ambiente né? – Ela brinca.
- É sério.
- Bem, eu não sei, mas de qualquer forma, é perigoso, eles podem se machucar, ou pior...
Vanessa não precisou terminar a frase para ela entender o que significava, e a ideia de Frank e Jensen sozinhos lutando contra o assassino não a deixava confortável.
- Ninguém vai poder impedi-los, temos que tomar uma decisão rápido. Vanessa não responde, e elas ficam em silêncio por algum tempo.
- Terminei, ficou lindo! – Ela sorri e mostra o resultado a Francine.
- É, ficou legal – Ela analisa.
- Ficou perfeito, eu deveria ser manicure!
- Tem certeza? – Francine levanta a mão e mostra a unha ferida para ela – Rsrs.
- Ficou quase perfeito, mas enfim, vamos cuidar dos seus cabelos agora! – Ela se levanta e pega sua bolsa, de onde tira uma chapinha e algumas presilhas.
- Você trouxe um salão de beleza dentro da bolsa? – Francine pergunta, brincando.
- Nunca se sabe – Ela dá de ombros.
Após uma tarde inteira de tentativa, Vanessa consegue fazer Francine esquecer os problemas.
- Estamos parecendo duas crianças, se maquiando – Francine brinca, enquanto termina de arrumar o cabelo de Vanessa.
- Precisamos de mais tardes assim – Vanessa sugere.
- Quando tudo isso acabar, nós teremos mais tardes assim – Francine responde – Prontinho!
- Ficou lindo – Vanessa analisa o resultado – Você é quase melhor que eu! – Ela brinca e ambas sorriem.
- Estou faminta – Francine reclama – Vamos comer!
Elas descem as escadas na mesma hora que Lorna chega em casa.
- Oi vó – Francine diz.
- Oi querida – Ela responde – Que dia cansativo, preciso descansar, vocês ficam bem?
- Sim – Francine responde – Não vai comer nada?
- Não, já comi.
- Então tá.
Lorna sobe para o quarto e elas se dirigem a cozinha, onde procuram, mas não acham nada que lhes agrade.
- Que droga, não tem nada, e estou com preguiça de fazer comida – Francine diz.
- Então vamos pedir comida chinesa – Vanessa sugere.
- Boa ideia! – Ela vai pegar o telefone e pede o jantar.
- Olha! Cisne Negro, eu amo esse filme, vamos assistir! – Vanessa sugere.
- Vamos – Francine diz, desligando o telefone.
Elas ficam assistindo TV até ficarem exaustas e irem dormir.
Um pouco mais de meia noite, Frank está caminhando pela rua escura, então ouve um barulho estranho, na mesma hora se prepara para pegar a pistola e olha pra trás. Um cachorro procurando um lugar pra dormir. Ele continua, é uma caminhada longa até a escola. Após alguns minutos, ele está chegando à escola, quando ouve outro barulho, ao olhar para trás, não percebe nada. Analisa a rua por algum tempo, demora um pouco pra perceber. Há alguns metros dali, um homem o observa, um homem não, um fantasma, talvez, pelo menos é o que a assustadora máscara faz parecer. Frank não pensa duas vezes e começa a correr para a escola, para atrai-lo, mas quando chega e novamente olha para trás, felizmente – Ou infelizmente – O homem some, rapidamente ele pega o celular e começa a digitar uma mensagem de texto.
Estou aqui, e o plano deu certo, eu já o vi, mas o filho de uma mãe sumiu!!!
Alguns minutos depois, Layla e Chelsea ainda estão dormindo, a casa está mergulhada em um profundo silêncio, não há ninguém na rua. Layla acorda com uma sede incontrolável e então sai do quarto, para ir beber água, ao andar pelo corredor vazio, percebe a porta do quarto de Jensen entreaberta, pelo espaço aberto dela, ela não pode deixar de notar. Ele não está na cama.
- Jensen? – Ela pergunta, batendo na porta, mas após não obter resposta, resolve entrar no quarto. Analisa-o de cima a baixo, não há ninguém ali, então percebe o celular dele, com a tela acesa, piscando, ele tem uma mensagem não lida. Ela se segura para não ler e até consegue se contar, mas ao perceber que a mensagem vem do celular de Frank, ela pega rapidamente e lê.
Onde está você, eu já estou aqui no colégio!!!
Venha logo
- Droga! – Ela grita – Mentirosos!
Ela joga o celular na cama e corre para o quarto.
- Chelsea! Chelsea! – Ela diz, acordando-a.
- O que aconteceu? – Ela pergunta, confusa.
- Frank e Jensen mentiram, eles vão atrás do assassino sozinhos, temos que impedir!
- Oh meu deus – Ela diz, enquanto se levanta e veste uma roupa depressa e logo depois joga uma pra Layla.
Após se vestirem, Layla pega o celular e disca o número de Chuck. Enquanto isso, as duas descem as escadas e quando Chelsea se prepara pra sair, Layla grita algo:
- Pegue uma faca!
Chelsea corre até a cozinha enquanto ela fala com Chuck.
- Alô, Chuck? – Ela pergunta.
- O que aconteceu? – Ele pergunta, sonolento.
- Frank e Jensen estão em perigo, por favor, a gente precisa de ajuda! – Ela grita – Eu sei que você está com medo, mas, por favor, a gente precisa de ajuda.
- Não estou conseguindo te ouvir, a ligação está muito ruim!
- Frank e Jensen estão em perigo, eles vão tentar matar o assassino, precisamos de ajuda! Por favor!
- Que droga! Olha, não sai daí, chego em 5 minutos!
- Tá – Ela diz e desliga o telefone.
- Estou com a faca! Ligue pra policia! – Chelsea manda e Layla pega o telefone, discando o número da policia logo em seguida, mas está ocupado, provavelmente, o policial está falando com sua esposa ou uma de suas namoradas, nesse momento, Layla queria mata-los – Droga! Está ocupado!
- Vamos ter que agir sozinhos!
Layla começa a discar um número no celular.
- Pra quem você vai ligar? – Chelsea pergunta.
- Pra Francine! – Ela responde, com o celular no ouvido – Fran? – Ela pergunta.
- Oi Layla, o que está acontecendo?
- Eles mentiram, é isso que está acontecendo, Frank e Jensen estão indo enfrentar o assassino! – Ela diz, exaltada.
- Oh meu deus, espera um pouco, estamos indo pra ai agora! – Ela desliga.
Francine se levanta a começa a colocar uma roupa. Vanessa acorda e pergunta:
- O que está havendo?
- Jensen e Frank começaram a agir – Francine responde.
- Droga! – Ela diz, levantando-se da cama e vestindo uma blusa que estava ao lado da cama.
- Você pode ficar se quiser!
- O que? É claro que não, eu prometi cuidar de você! Nós vamos juntas.
Sem fazer barulho para não acordar Lorna, elas descem as escadas e Francine abre a porta, e ao abrir, sente o vento gelado da madrugada, então novamente fecha e tranca a porta, indo até a casa de Jensen logo após. Ao chegar, bate na porta e Layla atende, surpreendendo-as com um abraço.
- Que bom que vieram!
- Você disse que Frank e Jensen foram atrás do assassino?
- Sim, quando eu acordei, vi uma mensagem no celular do Jensen, era do Frank, dizendo que já havia chegado lá no colégio.
- Droga, então ele já está lá, precisamos ir agora! – Vanessa diz e na mesma hora, um sedan vermelho para na frente da casa. Chuck.
- Vamos! – Chelsea diz, segurando a faca e entrando no carro. Layla tranca a porta e depois, junto com Francine e Vanessa, ela entra atrás.
- Oh meu deus! O que é isso? – Layla pergunta, ao percebe no banco de trás um rifle de caçador.
- Isso é um rifle – Chuck responde. Peguei nas coisas do meu pai – Se é pra morrer, vamos morrer atirando, literalmente – Ele brinca, mesmo diante das circunstâncias agoniantes, ele tinha senso de humor – Onde eles estão?
- Na Shivers – Layla responde.
Chuck arranca o carro e eles vão embora. Ao chegar ao colégio, está tudo em silêncio, nenhum sinal de ter havido qualquer luta, está tudo normal... Na parte de fora.
- Vamos – Francine diz, descendo do carro.
- Ei ei ei, calma ai – Chuck diz – Não podemos entrar assim, e se o assassino estiver nos observando, lembra da última vez?
- É claro.
Eles caminham lentamente pelo estacionamento, prestando atenção em cada movimento que possam perceber, Chuck está com o rifle do pai dele na mão e Chelsea com uma faca de cozinha.
- Vamos entrar – Ele diz, pegando no trinco e girando a maçaneta, está aberta.
- Droga, Frank já chegou aqui – Chelsea diz.
Ao entrar, eles continuam silenciosamente andando pela escola, e quando estão em uma das esquinas dos corredores, esbarram com um homem alto. Frank.
- O que está fazendo aqui? – Ele pergunta, assustado.
Layla respira fundo.
- Ah que bom que você está bem! – Francine sorri.
- A pergunta certa é o que você está fazendo aqui! – Layla fica furiosa – Vocês me prometeram que não iriam fazer essa loucura.
- Calma Layla! Eu estou bem não estou? – Frank tenta amenizar a situação – Cadê o Jensen?
- Como assim, ele não está com você? – Francine pergunta.
- Não, eu mandei umas três mensagens, mas ele não respondeu, e nem chegou aqui.
- Que droga! – Layla diz – Eu sabia que isso não ia dar certo!
- Calma, vamos acha-lo! – Chelsea tenta acalmá-la.
Após andarem um pouco pelo corredor, eles ouvem um barulho alto de vidro se quebrando.
- O que foi isso? – Frank pergunta.
- Eu não sei, mas veio lá de cima, foi um som abafado – Chelsea responde.
- Jensen! – Layla diz e começa a correr até as escadas.
- Layla! – Frank quase grita – Cuidado!
Ao chegar lá em cima, eles não encontram nada, então ouvem novamente o som, e dessa vez, vem acompanhado de outro, objetos de ferro se chocando com o chão, mas não há nada lá.
- Vocês ouviram denovo? – Chelsea pergunta.
- Sim, mas não há nada aqui – Francine responde.
- É porque não está vindo daqui de cima – Frank desce as escadas – Está vindo debaixo!
- Eu não sabia que tinha um porão nessa escola! – Francine diz.
- E não tem! – Frank diz.
- Então como pode haver algo aqui embaixo? – Chuck pergunta.
Eles pensam um pouco.
- Eu não sei, mas acho que sei a quem perguntar – Chelsea diz – O zelador!
- Talvez – Chuck diz – Vamos tentar.
Frank segura no seu braço.
- Tenham cuidado! – Ele alerta.
- Pode deixar! – Ele diz, levantando o rifle.
Chelsea e Chuck seguem até a porta dos fundos do colégio. Está frio lá fora.
- Cuidado, ele pode estar em qualquer lugar por aqui – Chuck analisa o local – Vamos.
Eles se dirigem até a casa do zelador, que fica há alguns metros da escola. Chelsea sente algo, uma sensação de estar sendo observada, e ao olhar pra trás, confirma o pressentimento ao ver um homem, segurando um machado, os observando, saindo da porta dos fundos do colégio.
- Droga! – Ela diz – Corre!
Chuck olha pra trás e logo vê o homem, atirando logo em seguida, mas o tiro não o atinge e ele continua andando em direção a eles. Ao chegar à casa do zelador, Chelsea começa a bater na porta.
- Por favor, precisamos de ajuda! – Ela grita, então decide tentar abrir, e se surpreende ao perceber que a porta está aberta.
- Está aberta – Chelsea diz – Vamos!
Os dois entram na casa, está totalmente bagunçada e não há ninguém lá dentro. Eles fecham a porta, não há nenhuma janela na parte da frente. O assassino começa a bater na porta, mais forte, mais forte e mais forte.
- Droga! – Chelsea diz, enquanto procura o zelador pela casa.
Chuck finalmente dá um tiro e faz um buraco na porta, o assassino para de bater. Ele sorri, pensando ter atirado no homem, mas logo tira o sorriso do rosto ao perceber que não atingiu ninguém, não há ninguém na frente da casa.
- As janelas de trás! – Chelsea grita e vai correndo fechá-las, mas quando chega lá, encontra uma delas aberta. Ela se desespera e saca a faca, olhando pros lados, até que é surpreendida pelo assassino, que joga ela contra a parede e vai até a sala, onde Chuck está. Ao vê-lo, ele aponta o rifle para o meio da cara do homem.
- Hasta la vista, desgraçado! – Ele diz, mas o homem segura a arma e aponta pra cima, Chuck dispara e a bala atinge o teto, logo sem seguida o homem puxa o rifle dele e segura, jogando seu machado no chão e pegando a arma. Chelsea aparece correndo em direção ao homem, com a faca na mão, mas ele segura o braço dela e a joga no chão, perto de Chuck. Lá estão eles, deitados, imobilizados e com medo. O homem passa a mão no rosto de Chelsea e ela começa a chorar, apavorada. Quando ele aponta o rifle para a cara de Chuck, o assassino cai no chão, junto com uma enorme barra de ferro. Chuck e Chelsea ficam surpresos, o que aconteceu? De repente, eles avistam uma figura saindo da escuridão da casa, uma garota loira e bonita. Julia.
Fale com o autor