Descobrindo O Verdadeiro Amor.
14 Capítulo 14 - Como Um Casal Feliz.
Notas iniciais
-- Gostaria de agradecer aos reviews de:
> Daniella Kelly
> Sweet Potter
> allison
> Hina
> KaoriChan
> Rê Lovegood
> Anachan
> JFerraz
> Haruka Lina
> Isabelle *-*
> Gabii(Obrigada pela recomendação!)
> BelleCat
...
Hope You Like It~*
Capítulo Catorze – Como Um Casal Feliz.
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- Isabelle? Isabelle?! Mon Dieu! O que aconteceu com ela?!
A voz desesperada da marquesa foi alta e estridente. Cheia de preocupação. Mal Alexander havia adentrado na casa e uma figura jovial e bonita se aproximou dele e de sua esposa – adormecida em seu colo. Era uma mulher de cabelos loiros e olhos verdes. Deveria ter quase quarenta, mas Alexander arriscava os trinta e nove anos.
Alexander não respondeu às perguntas da mãe de Isabelle, apenas abaixou o olhar para a sua esposa. Sentindo um aperto apertado de culpa no peito, e se dirigiu para as escadas. Deixaria que os dois homens que salvaram a vida da duquesa – que ele acreditava serem o pai e o irmão da francesa – explicassem o que havia acontecido.
Alheio a tudo, sua mente e seu corpo estavam desesperadamente cansados. Ele não disse nada a todos e foi para o quarto que fora de Isabelle assim que ela chegou, enquanto Edgar lhe dizia que chamara um bom médico.
- Não quero “um bom médico”, quero o melhor. – Era a ordem do duque.
Deitou-a com muito cuidado sobre a cama macia.
Observou sua doce dama por um tempo e caiu de joelhos ao lado de seu leito quando percebeu, com alívio, que ela estava de volta. Estava, mais uma vez, na segurança da sua casa. E agora ele poderia se dar ao luxo de descansar, mas não queria. Gostaria de passar a noite e a madrugada toda... Apenas admirando a bela adormecida que muito sofreu por sua culpa.
...S2...
- Posso entrar?
Alexander desviou o olhar de sua mulher por um breve momento para olhar para a mãe dela. Cogitou que poderia ser algum gene de família que as mulheres fossem tão compreensivas e delicadas, enquanto os homens fossem impulsivos e violentos. Isabelle havia herdado bem os traços de Mary Jane Webber-Rêveur e de Jean Paul Rêveur.
Ele não entendia o porquê parecia que a família de Isabelle parecia temê-lo. Recusavam-se a ficar no mesmo cômodo que ele sem pedir permissão antes de entrar. Por isso, mesmo ele achando ser desnecessário, consentiu que ela entrasse.
- Sua graça descansou bem? – ela perguntou com sua voz suave.
Ele concordou com a cabeça.
- Você chegou tão cansado que quando o médico chegou você havia desmaiado ao lado da cama – ela comentou como se fosse engraçado. – Lembre-se de que você é apenas um simples mortal. Não deveria se esforçar tanto.
Ele voltou a erguer o olhar para ela e havia algo de sério ali.
- Sou um homem determinado, quando quero uma coisa, vou atrás e não gosto de perder tempo com minhas necessidades. Se eu houvesse demorado mais, ela poderia estar morta agora – ele disse.
Lady Rêveur postou-se ao lado dele e ficou observando Isabelle dormir.
O médico havia feito ótimos curativos, mas estava um pouco preocupado com o estado dela. De acordo com o profissional, seu irmão havia “pintado e bordado” com a sobrinha. Para começar, ele fizera alguns cortes profundos – mas não letais – com uma faca. Lentamente como se apenas para “começar”. E depois, jogou sal e limão sobre seus ferimentos, para que ardessem e doessem.
- E como se isso não bastasse – havia continuado o médico com pesar na voz. – Ele obrigou a pobrezinha a ingerir cantárida.
- Cantárida? – perguntara Jean sem saber o que era.
- É um remédio utilizado na Grécia Antiga, à base de um inseto do mesmo nome. Era usado para fins diuréticos ou “afrodisíacos”. No entanto, há quem conteste essa tese. Existem sérios perigos de comprometimento da boa saúde associados ao uso deste produto. Só nos resta rezar para que ela não tenha ingerido uma quantidade muito danosa.
Lady Rêveur não conseguia nem imaginar o quê Isabelle passou nas mãos do tio. Para começar, tentou pensar em como seria ser violentada com cortes espalhados pelo corpo que ardiam e que ainda roçavam na pele de outro alguém. O desconforto para ela deveria ter sido extremo. E depois, não consegue nem pensar qual haveria sido o efeito que cantárida teve sobre ela.
- Era para eu protegê-la – ele murmurou como se lesse os pensamentos de Mary Jane. Quando ela olhou para ele, viu a culpa expressa nos seus olhos: — Era para eu ter cuidado dela. Para eu tê-la ouvido...
A mulher sentiu pena do rapaz e acabou pousando a mão no ombro dele.
- Todo mundo comete erros às vezes. Sei que Isabelle é compreensiva e vai entender se você explicar o que houve... Só não garanto que ela irá perdoá-lo – respondeu a mulher.
Ele voltou a fitar Isabelle com ar cansado. Ele havia comido e dormido muito pouco, comparado ao que ele precisava, e ainda havia tido que preparar um enterro descente à Bobley, seu pai. Mas não conseguia ficar muito longe dela, mesmo que seu “sogro” deixasse bem claro que ele não gostava de tê-lo como marido de sua filha.
Ele deixou bem claro isso quando ambos conversaram.
- Como vocês souberam que ela estava na casa do tio? – o Duque quis saber.
- Bem... Descobrimos por acaso, quando viemos para a sua casa e percebemos que ela não estava aqui. Cogitamos que vocês ainda não tinham se casado e que, provavelmente, ela ainda estava na casa do meu irmão – explicou a mãe dela.
Ele concordou com a cabeça e se recostou na parede de seu corredor.
- Bem, já que vocês ainda não se casaram, eu ordeno que vocês não se casem! –Jean-Paul se manifestou.
- Já é tarde. Casamos-nos há uma semana – replicou Alexander indiferente.
- Então anularei esse casamento!
O Duque de Knightley sentiu seus músculos ficarem tenso. Ele olhou para o homem com nervosismo e raiva no olhar. Ele não poderia anular seu casamento com Isabelle. Ele não deixaria! Aquele homem não poderia tirar a sua mulher.
- Acho melhor que você não faça nada sem pensar, Jean – pediu Mary como se percebesse a raiva que o duque sentira com isso. – Talvez Isabelle esteja feliz com isso.
O duque duvidava disso, mas não se manifestou.
- Como alguém pode ser feliz em um casamento por conveniência? – inquiriu o pai.
Alexander pensou em responder que ele havia sido feliz naquele casamento, mas uma empregada disse a Alexander que serviria um jantar para ele e prepararia um banho. Ele se surpreendeu ao ver que realmente precisava. Ele ficou o dia todo procurando por Isabelle em Knightley que nem tomou banho e foi embora sem poder comer.
Depois ele conversaria sobre isso com o Marquês de Bordeaux.
- Você parece diferente do homem que minha filha descreve em sua carta – ela comentou sorrindo. – Quando ela falou sobre você, parecia um terrível monstro de sete cabeças. Quer que eu leia para você?
Ele olhou para a Marquesa que se sentou na poltrona ao lado da cama da filha e puxou um papel do seu decote. Um lugar um tanto inusitado para se guardar coisas...
- Não se estou pronto para saber o que sua filha pensa de mim – ele respondeu com um leve tremor na voz, voltando a encarar o rosto sereno de Isabelle.
- Oh, você vai gostar. Eu ri muito do jeito que ela te dramatizou na carta – respondeu a marquesa rindo desde já. Limpou a garganta e leu:
Ah, dir-te-ei mamãe, todas as minhas aflições.
Se eu lhe contar provavelmente vais pensar que estou mentindo, dramatizando ou tentando enganá-la para voltar urgentemente para França. Talvez não seja algo tão mentiroso assim. Foram tantas as minhas desventuras em Londres, que me pergunto se uma folha de papel dará espaço para tudo o que tenho a lhe dizer.
- Bem... Vou pular a parte desinteressante e ir ao que interessa – ela disse, pulando algumas linhas e indo para a parte que falava dele:
Lembra-se do conto “A Bela e a Fera”? Pois bem, acredito que encontrei a “Fera”.
Como eu estava desamparada e fui parar em um bordel porque meu tio me vendeu para lá, um homem me comprou... Sua aparência é a de um homem distinto, mamãe. Roupas da moda, cabelos em perfeito alinho, ostenta grande luxo... Quem diria que no fundo ele fosse um ser esnobe, entediado e arrogante?!
Tens que conhecê-lo! Ele age como se o chão em que ele pisa devesse dar graças por ser digno da sola de seus caros sapatos! Como se sua ilustre presença merecesse comparecer somente às festas mais requintadas e indispensáveis. Ele é tão arrogante! E parece gostar de brincar com a vida dos outros – principalmente a vida das mulheres! – como se fosse algo descartável. Suponho que ele se ache tão poderoso quanto Deus.
Acredito que isso seja resultado dos danos que Otella lhe causou.
E o que torna tudo mais desesperador?! Eu irei me casar com ele!
- Pode parar, por favor – ele pediu tentando absorver aquilo. – Tenho medo de saber o que mais ela pode ter dito.
- Bem, talvez ela tenha exagerado um pouquinho...
- Não. Ela não exagerou – ele respondeu olhando para ela. – É um jeito um tanto fantasioso, mas totalmente verdadeiro de me ver. É certo que eu não me importava com os sentimentos dela e que eu era muito amargurado a ponto de me achar dono da vida dela só porque eu a havia “comprado”... Mas ela me mudou... Sem que eu percebesse.
- E mudou para melhor, ao que parece! – concordou Jane Mary. – Escute... Meu marido não gosta de casamentos “por conveniência”, porque ele não foi feliz com a primeira mulher dele. Mas, para mim, desde que a minha Isabelle esteja feliz ao seu lado... Não tenho nada contra. E sei que Timothy pensa o mesmo. – Ela pausou e então se afastou. – Bem, é cedo, e vou tomar um café da manhã. Os dois devem estar dormindo. Ontem eles ficaram até tarde de olho na nossa garota.
Ela se despediu dele e o deixou sozinho com sua filha.
Alexander levantou-se da outra poltrona que mandara colocar perto da cama de Isabelle e se sentou na beira da cama dela. Pegando sua mão quente e pequena. Desde que ela fora trazida, ela ainda não acordara. Às vezes se mexia e falava – quando em um sono inquieto – mas não parecia muito lúcida.
Por isso ele só se surpreendeu um pouco quando, ainda segurando a mão dele, ela se virou na cama ficando de lado. Ele se deitou ao lado dela e a abraçou com delicadeza, mesmo que suspeitasse que não fosse recomendável.
Os ferimentos dela estavam todos tratados e envoltos com gaze. Quase todo o corpo dela estava ferido, alguns eram os cortes finos e superficiais do chicote, outros, eram os profundos cortes de uma faca.
Ela se remexeu mais uma vez, inquieta.
E Alexander cogitou que ela estava acordada.
- Isabelle? Está acordada? – chamou-a em seu ouvido.
Ela se remexeu na cama de novo, mas não respondeu. “Deve ser só um pesadelo” cogitou voltando a abraçá-la com delicadeza.
- Alexander... – ela murmurou.
Tudo bem. Ela estava tendo um sonho inquieto – muito provavelmente um pesadelo – e ele estava envolvido.
- Eu compreendo... Compreendo que nunca vais a me amar como amas a minha prima... Mas isso é... O cúmulo da crueldade... – murmurava pausadamente, chorando. – Por que você está rindo?... Você armou com ela?... Claro, você quer se casar com ela... O que eu fui para você?... Somente aquela prostituta que você comprou em um bordel...
Ao perceber que ela estava falando enquanto dormia, ele temeu de que isso não fosse muito saudável, mas o médico disse que seria normal. Mesmo assim, ao se sentar, o duque teve que morder os lábios para não chorar. Homens não choram, mas os olhos de Alexander ficaram irritados.
As palavras, as perguntas, as lágrimas e os soluços, eram como adagas afiadas em seu coração. Pontiagudas, dolorosas, mas verdadeiras. Ferinas.
- Não. Você não é somente aquela prostituta que eu comprei em um bordel, Isabelle – ele murmurou deixando-se soltar uma lágrima. – Você é a mulher que eu...
Ele não disse, pois via as pálpebras dela se mexendo como se ela fizesse um esforço para acordar. Chegou mais perto dela, encostando sua testa em sua testa quente e lisa.
- Eu te amo, meu amor. Minha vida, meu tudo! — Beijou-lhe as faces coradas. – Eu te amo! Deus sabe o quanto eu te amo! Meu amor por ti é tão infinito e grande que poderia encher o céu e os mares! Desculpe por perceber isso tão tarde... Quando as pessoas falam em “amor”, acreditamos ser um sentimento que vem só... Mas eu estive enganado. Amor é tudo junto: compreensão, companheirismo, amizade, paixão, harmonia... Eu fui tão feliz ao teu lado! Perdoe-me! Perdoe-me, Isabelle!
Ele acariciou aquela mão macia e quente. Seus dedos acariciavam aqueles dedos finos e longos que eram tão graciosos quanto à dona. E deitou sua cabeça sobre o peito dela. Mesmo que ele estivesse enfaixado por conta de ferimentos ali, Alexander não se importava. Desde que ele pudesse ouvir os batimentos de seu coração, dava-se por satisfeito.
- Fui um tolo! Um miserável! Um calhorda! – xingou a si mesmo.
- Agradeço que... Reconheças seus próprios erros... Mas prefiro que os xingamentos fiquem à minha parte – pediu a suave voz que ele tanto ansiara em ouvir.
Alexander ergueu a cabeça e olhou para sua esposa.
Seus olhos azuis estavam da cor do céu da primavera. Tão azuis, mais tão azuis, que pareciam violeta! Incrivelmente belos. Ele não sabia se só agora ele percebia a beleza daqueles olhos magníficos... Não havia nada no mundo que se comparasse àquilo.
- Oh, Alexander... Rezei tanto para que você descobrisse antes que fosse muito tarde – ela murmurou com a voz embargada por lágrimas. – Eu rezei tanto... Para que você deixasse Otella por um instante e percebesse o que ela armara para mim...
- Esqueça-se de Otella! Esqueça-se de tudo! – pediu ele acariciando-lhe o rosto. – Pelo menos te encontramos e agora você está salva. E tenho a plena segurança de que seu tio não lhe irá afligir mal algum!
Ela ergueu o braço para tocá-lo, mas gemeu de dor.
- Todo o meu corpo dói... – chorou.
- Prometo que vai passar – ele murmurou rezando internamente para que ela estivesse tão mal que não pudesse ver as lágrimas que lavavam o seu rosto. Beijou-lhe a mão com delicadeza. – Você está viva agora...
- Para o seu azar – ela murmurou com mágoa.
- Desculpe?
Foi com dor que Isabelle olhou para Alexander e disse:
- Sei que seria mais cômodo para você se eu estivesse morta. Sou a única coisa que te impede de ser feliz com Otella... – Ele a interrompeu com um beijo cálido.
- Não diga isso. Eu jamais seria feliz com Otella.
- Mas você a ama – ela murmurou com os lábios formigando de prazer.
- Se eu quisesse me ver longe de você e esperar por Otella feito um tolo, jamais a teria pedido em casamento. E mesmo que eu o fizesse, eu já teria pedido ao seu pai para que anulasse o nosso casamento!
- Père?! Ele está aqui?! – ela perguntou com os olhos brilhantes.
- Toda a sua família está, minha vida! Seu pai e seu irmão corajosamente mataram Lorde Webber quando ele sacou a arma para atirar em você. Sua mãe esteve aqui ainda pouco, creio que voltará daqui à uma hora como sempre – ele disse.
Então, o brilho de fascinação e saudade que tinham nos olhos dela, se ofuscaram quando olharam para ele.
- E mesmo assim você não pediu para que ele anulasse o nosso casamento? – perguntou confusa. – Não entendo. Pensei que você quisesse se livrar de mim! Por isso que eu... Nem resisti quando Will me amarrou e me levou para a casa do meu tio.
- Como eu poderia querer me livrar do maior motivo para felicidade que eu já tive? – perguntou beijando a mão dela. – Você é a única pessoa que me faz feliz, Isabelle. A única que consegue aturar o meu ser exigente, dominador e arrogante!
Ela ficou emocionada.
- Mas você beijou Otella! — Afirmou com mágoa.
- Ela me beijou, mas você tem toda a razão de ficar magoada e com raiva de mim. Eu... Deveria tê-la empurrado, eu deveria tê-la colocado em seu devido lugar. Realmente, mulher nenhuma deve suportar ter a ex-noiva de seu marido sob o mesmo teto e peço muito arrependidamente que me perdoe por minha insensibilidade. Por isso, agora a questão de anular nosso casamento ou não, será uma decisão sua, minha querida.
Ela olhou para ele e desviou o olhar.
- Tens mesmo certeza de que vai querer continuar comigo, mesmo sabendo que outro homem me tocou? – perguntou com a voz amarga e chorosa.
- Esqueça-se disso, eu...
- Como eu posso me esquecer, Alexander?! – ela perguntou chorando. – Como eu posso me esquecer das atrocidades que ele fez comigo?! Foi tão sádico e cruel! Gostaria que ele estivesse vivo só para eu o matá-lo!
Alexander a abraçou com força. Isabelle chorou ruidosamente e socava o colchão em que estava deitada.
- Eu quero matá-lo, Alexander! Eu o queria vivo somente para matá-lo! – ela gritava entre soluços e lágrimas de raiva. – Como alguém pode sentir prazer em ferir alguém que nunca lhe fez mal?! Por que justo eu, Alexander?! Por que eu?!
Ele acariciou os longos e encaracolados cabelos enquanto pensava em uma resposta. Realmente, tendo a malvada da Otella sob o mesmo teto, porque machucar alguém que nunca fez mal a uma mosca? Por que machucar alguém tão delicada e quieta? Alexander acreditou que não entenderia jamais.
- Eu não sei, minha paixão. Mas prometo que ele pagou com a vida pelo o que ele fez com você e nem depois de morto ele poderá voltar a repeti-lo. Sua família estava tão certa que ele era um demônio que jogou sal grosso antes de sepultá-lo – murmurou Alexander.
- Eu tive tanto medo... Senti tanto medo por nós dois! – ela murmurou entre lágrimas. – Pensei no que ele faria com você caso se casasse com Otella! Ai de ti! Oh, Alexander, nem no mundo espiritual eu ficaria em paz sabendo que você estava com minha prima e meu tio! Juro que vagaria durante a eternidade sem conseguir dormir em paz.
- Ainda bem que você não morreu, e mesmo que você morresse, Otella teria uma grande surpresa ao esperar uma proposta de casamento que não viria nunca – ele respondeu acariciando-a. – Jamais me casaria com ela. Jamais!
- Jamais se casaria com Otella? Mas você a ama!
- Eu não amo Otella. O que eu sentia por ela, não é nem de longe o que eu sinto por você! – ele respondeu beijando-lhe a testa.
Isabelle sentiu seu coração dar uma cambalhota em seu peito. Pulando em expectativa e rezando para que ele não tenha interpretado mal as palavras dele.
- Você quer dizer que... Amas-me?!
- Céus mulher, você não ouviu minha declaração?! – exasperou-se impaciente. Não queria ter que voltar a repetir as mesmas palavras. – Algo sobre meu amor por você ser tão grande e infinito que seria capaz de encher o céu e os mares?! Quando eu pedi desculpa por ter percebido isso tão tarde, você não ouviu?
- Você disse isso? – ela pareceu encantada e começou a chorar.
Seu choro desesperou Alexander que por um instante pensou que havia dito algo de ruim para ela. Mas Isabelle sabia que chorava e sorria de felicidade. Suas lágrimas agora não doíam e nem lhe davam dor de cabeça, mas seu coração dava voltas no peito e as batidas festejavam apenas uma coisa: “Ele me ama! Ele me ama! Ele me ama!”.
- Desculpe... Eu nunca... Pensei que você pudesse dizer que me amava! – admitiu abraçando o seu pescoço. – Obrigada por me amar! Por você, sou disposta a me esquecer de tudo o que meu tio me fez. Por você, estou disposta a me recolher no belo ducado de Knightley!
Alexander a abraçou, mesmo que estivesse preocupado com os cortes. Mas ela não parecia sentir muita dor.
- Eu te amo! – ela gritou de felicidade. – Eu te amo também Alexander! Desde que você me tomou como sua esposa eu te amo! Eu te amo!
Ele sorriu, acariciou seu rosto e a beijou com delicadeza e exigência.
Ambos felizes, a família Rêveur assistia àquilo sem compreender exatamente muita coisa. O marquês, que antes estava preocupado com a filha, deixou-se relaxar, mesmo que não acreditasse que um casamento por conveniência houvesse dado tão certo. Mary Jane não precisou dizer nada, só pegou na mão do marido e sorriu. Como se houvesse ganhado um jogo.
- Eu não entendo... – ele murmurou confuso. – Isso é... Tão raro que chega a ser impossível!
Mary Jane Webber-Rêveur acariciou o braço tenso do marido e disse sorrindo:
- Querido... Deus escreve certo por linhas tortas.
Notas finais
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Bem, vou aproveitar e pedir para que vocês comentem - para me dizerem o que acham - de minha outra fic: MINHA DOCE CATIVA.
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https://www.fanfiction.com.br/historia/224508/Minha_Doce_Cativa.
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Sinopse: Era uma noite abafada de verão quando tudo o que Isabelle D'Antigny queria era fugir daquele navio que a levava para o seu noivo. No entanto, teve uma grande surpresa: Seu navio estava sendo atacado por piratas! E, pior, o líder deles odeia a aristocracia!
Devemos ter cuidado com o que tanto desejamos, certo?
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