Descobrindo O Verdadeiro Amor.

15 EXTRA 15 – Um Final Feliz.


Notas iniciais
UM CAPÍTULO EXTRA.
Só não gostei do fim, mas enfim, lutei muito para completá-lo e espero que agrade.
Beijos,
EUQOPÉ-ELLE3
...
Agradeço aos reviews de:
> allison
> Rê Lovegood
> Gaabii
> BelleCat
> Haruka Lina
> Sweet Potter
> Lady_Layla
> Kah Correia
> Rafaelli
...

EXTRA 15 – Um Final Feliz.

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- Está tudo aqui, vossa graça – a criada disse.

A duquesa olhou para as bagagens e baús trazidas Às pressas de Knightley para Bristol e depois para a empregada que arrumava tudo em seu quarto. Como mais nada lhe interessou, voltou a olhar para o odioso ducado de seu falecido marido.

Tinha perdido tudo por culpa de sua prima!

Havia perdido o amor de Alexander, perdido o pai, perdido o prestígio que tinha na sociedade e seus amantes!, já que agora ninguém mais iria querer saber dela.

“Eu te odeio, Isabelle Knight” pensou com raiva. Levou-a mão ao ventre saliente, ao filho bastardo que carregava. “Eu os odeio. Tanto você quanto este indesejável apêndice que deforma a minha beleza. Argh, como eu queria matá-los!”.

---*---

- Se continuar assim, eu creio que o duque irá perceber o que “há de errado” em vossa graça – Clarinda comentara enquanto reformava os vestidos de sua patroa.

Isabelle estava deitada na sua larga cama e já trocara de roupa para uma camisola. Estava um pouco contrariada por estar presa ali quando noite passada estivera valsando com Alexander no Palácio de Buckingham. No entanto, naquela manhã deixaram Londres e sua família, que passou a morar lá.

Mas a francesa sorriu ao perceber do quê a empregada falava. Já conversara com a mãe sobre isso e ela foi a primeira a perceber.

- Você já contou a ele? – perguntara Lady Mary Rêveur, enquanto tomava chá com a filha no jardim.

Isabelle gostava de quando a família vinha lhe visitar com frequência, pois havia algumas semanas que eles haviam se mudado para uma casa grande e confortável em Londres.

- O quê? – Isabelle perguntou confusa.

- Ora querida... – sua mãe disse desconfortável. – Eu já lhe expliquei essas coisas. Um homem, uma mulher, quando se amam e se casam...

- Mãe, eu não estou grávida – a jovem duquesa respondeu ficando constrangida.

- Querida, não precisa mentir. Eu mesma já percebi. Você tem andado muito cansada, está muito emotiva e frágil, come como se o mundo fosse acabar e você me disse que sua regra atrasou...

- Pode ser causado pelo estresse que eu passei no último mês – respondeu Isabelle.

- Sim, é justificável. Mas você está comendo mais do que costumava – ela respondeu. – Sinceramente, acho que você está grávida, querida.

Isabelle podia pensar em vários motivos para que aquelas coisas estivessem acontecendo. O estresse, seus traumas, a falta de sono durante a noite... Mas realmente, ela vinha sentindo isso desde um pouco antes de Otella aparecer em sua casa e naquele tempo ela era muito feliz...

Será que ela estava, enfim, grávida de Alexander?

Então algo preocupante lhe veio à mente.

- E você acha que ele vai aceitar esse filho como sendo dele?

Lady Mary não entendeu o que a filha havia perguntado.

- Como assim?

- Você acha que ele não vai pensar que esse filho possa ser do tio Leopold?

A mulher engoliu em seco e depositou a xícara sobre a mesa.

- E por que você acha que ele pensaria isso? – perguntou.

- Bem, por que eu... E o meu tio...

Isabelle não conseguiu falar. Um tremor percorreu por seu corpo e sua garganta ficara seca. Ela lembrava-se perfeitamente do atrito ardente – de um mau modo – do corpo dele no dela; de sentir aquele calor desconfortável e doloroso passar por seu corpo e se concentrar na única parte que deveria pertencer a Alexander.

- Eu sei, Isabelle. Eu sei. Não precisa falar – sua mãe disse de modo compreensivo, afagando a mão da filha. – Mas quem pode ter mais chances de ser o pai: seu marido com quem você deve ter dormido inúmeras vezes, ou o seu tio?

Isabelle se sentiu mais calma após de ouvir essas palavras, e acabou sorrindo e concordando com a cabeça. Sua mãe lhe abraçou e acalentou. Sua filha realmente estava fragilizada, mas aos poucos ela melhorava e ia se esquecendo do que acontecia.

- Você prefere menino ou menina? – questionou para aliviar o assunto.

- Menina... Mas sei que Alexander está ansiando por um herdeiro. Acho que ele quer alguém para ensinar tudo o que sabe e que possa brincar com ele – respondeu Isabelle. – Por isso eu me sentiria feliz com qualquer um dos dois.

Ambas sorriram.

De repente, a ideia de ter um filho não era tão aterrorizante quanto antes, afinal, tudo o que Alexander mais queria era ter uma família. Ele pode não ficar feliz com a ideia de ter uma garota, mas a duquesa sabia que ele ainda iria se tornar um pai superprotetor. Ele tinha um ar dominador e não aceitaria que sua filha se casasse com qualquer um.

E o mesmo poderia ser com o garoto. Iria ser difícil desgrudar os dois quando ele começasse a andar. Alexander iria querer passar longos tempos ensinando-o a amar Knightley tanto quanto ele mesmo ama, sem contar que ele também iria querer instruí-lo sobre os mais diversos assuntos do mundo.

“Ele vai ser um bom pai” ela pensou sorrindo.

- No quê você está pensando? – perguntou Lady Mary, vendo o sorriso terno que se esgueirou pelo rosto da filha.

- Que Alexander vai ser um ótimo pai – ela respondeu.

A francesa quase sorriu ao se lembrar de que Aloysia entrara no jardim nessa hora e, ao saber da suspeita, quase teve uma crise respiratória por culpa do espartilho apertado e foi Thimoty – que acabara de chegar também – quem lhe salvara a vida. Como acontecera inúmeras vezes com a irmã e a mãe.

Mas ele não estava ali para uma visita social.

- Algum problema Thim? – a francesa perguntou ao perceber que estava nervoso.

- Sim. – Ele jogara alguns exemplares de jornais sobre a mesa. – Tomaram a bastilha. O que papai previa aconteceu e a revolução começou. A França está mergulhada no caos. Muitas mortes, revoltas populares e pobres saqueando e matando nobres.

- Parece que fugimos bem a tempo, não é? – sua mãe comentara, mas Isabelle percebeu a nota de tristeza na voz dela. Ela só o falara para Isabelle não se preocupar.

Mas a francesa não pôde ficar despreocupada. Ainda era a sua Paris e sua França. Ainda podia se lembrar de quando a deixou e subiu no barco que a levou para Dover. A última vez que viu Calais e que viu a França.

- Você parece preocupada.

Isabelle se sentou na cama ao ver o marido entrando em seu quarto. Com o seu péssimo costume de não bater na porta antes de entrar.

- Como você sabia que eu não estava dormindo? – ela mudou de assunto.

- Uma mulher não dorme desde que tenha com quem conversar. – Ele sorriu para Isabelle, e olhou de relance para Clarinda. – Poderia nos dar licença?

- Naturalmente, vossa graça. Mais tarde eu traço os vestidos – Clarinda disse apressadamente e saiu.

Isabelle quis rir, mas Alexander se aproximou da cama e se sentou na beira.

- Algum problema com os seus vestidos? – perguntou pegando suas mãos.

- Não é nada muito importante – ela respondeu desviando o olhar.

- Nesse caso, deveria ter me dito. Poderíamos ter encomendado novos em Londres – ele respondeu.

- Eu ficaria envergonhada. Ainda ontem você me deu um colar de brilhantes para o eu ir “reluzente” Para o palácio de Buckingham – respondeu ficando vermelha.

Isabelle achou desnecessário comentar que o colar fora extremamente invejado e elogiado. Tão invejado, que Lady Longstone disse que era para a francesa ficar atenta, pois quando o marido dava uma joia tão cara e elaborada, provavelmente era por um motivo especial, ou porque se sentia culpado por ser infiel.

“Alexander jamais me trairia” era a resposta que Isabelle deu sem hesitar. Ele deveria se lembrar, muito bem, de como ela agia quando ficava irritada ou encurralada.

Alexander sorriu com a doçura dela e beijou as costas de sua mão. Então se sentou na cama passando um braço sobre os ombros dela. Isabelle sorriu e deitou a cabeça no ombro dele, enquanto o homem lhe acariciou os cabelos negros. Era bom ver o como Alexander estava compreensivo e carinhoso com ela. Parecia que o “ato entre quatro paredes” não significava tudo na relação deles e isso a deixava feliz.

Fazia tempo que ambos não tinham um contato mais íntimo e, mesmo que Alexander o quisesse, ele estava mostrando uma força de vontade incrível. Não a forçava e nem fazia com que Isabelle se sentisse mal por não desempenhar o seu papel como esposa. Mesmo se passando dois meses e suas feridas estivessem cicatrizadas, era difícil – quase um tabu – para a francesa pensar em fazer amor de novo.

“Ele realmente deve me amar” ela pensou fechando os olhos e sorrindo.

- Alexander, eu te amo – ela murmurou olhando para ele.

Quando ele virou seu rosto para ela também, viu Isabelle corar e ele sorriu. Alexander gostava da doçura que emanava da sua esposa, mas também gostava de quando ela demonstrava força e coragem em uma situação de perigo ou de medo. E perguntou-se se ela teria reagido ao ataque do tio.

“Pensei que você quisesse se livrar de mim!” ela havia lhe dito naquele mesmo dia em que despertara. “Por isso eu... Nem resisti quando Will me amarrou e me levou para a casa de meu tio”.

Ele sabia que a culpa havia sido dele. E também sabia que nem que a tratasse como uma rainha, lhe desse todos os vestidos e joias caras que ela quisesse por anos... Isso poderia apagar essa parte sombria do passado dela. Ela não comentava, mas a cada vez que ela acordava gritando de um pesadelo, ou que ele lhe pegava chorando... Era como um lembrete constante de que ele havia falhado.

Por isso sempre a abraçava com ternura e a levava para pequenas festas importantes para que o barulho de risos e vozes que preenchiam o ambiente luxuoso a fizesse entrar em um mundo mágico. Um conto de fadas onde ela pode ser como uma princesa em um baile ao lado de seu príncipe.

E isso parecia dar certo.

Ela ficou encantada quando ele a levou para um baile no Palácio De Buckingham, e ficou bem desconcertada quando Alexander a apresentou ao Rei George III, o louco. Mas ela gostou de ver as mulheres elegantes – como ela mesma – e de dançar a noite toda com Alexander. Era como se tudo pudesse realmente ficar para trás.

— Eu te amo muito, Isabelle – ele sussurrou contra seus cabelos negros. Acariciando seu braço de modo que ela achou reconfortante. – Você é a única família que eu tenho e a única de quem eu preciso.

Ela corou ao ouvir a intensidade daquelas palavras e quis chorar, no entanto, ela respirou profundamente e conteve as lágrimas. Aninhou-se contra o casaco grosso e macio dele e sorriu com felicidade, passando seus braços pela cintura estreita dele.

- Você ainda me ama... Mesmo que eu nunca mais tenha me deitado com você?

Alexander percebeu que havia uma nota de vergonha em sua voz e sorriu com isso.

- E você ainda me ama, sabendo que eu cometi vários erros com você? – retrucou.

Isabelle ficou calada e esfregou seu rosto no casaco dele para fitá-lo. Daquele ângulo ele ainda parecia incrivelmente autoritário e imponente. Ela conseguia ver direito o maxilar quadrado e o queixo prepotente, que combinavam com a maçã elevada de seu rosto. “Ele é lindo” ela pensou “como as antigas estatuas gregas”.

- Meu amor por você é tão forte que eu seria capaz de sair do caminho para que você ficasse com minha prima. Por mais víbora que ela seja – respondeu-lhe Isabelle.

- Por favor, nem pense nisso – ele pediu. – Gosto de você como minha esposa e não quero pensar em Otella nunca mais.

Isabelle abaixou o olhar.

- Mesmo assim, sinto que eu devo perguntar se você acha que ela ainda pode vir atrás de mim para me fazer algum mal – ela perguntou se afastando um pouco e ficando de frente para o seu marido. – É por isso que nunca mais me deixaste sozinha em casa? Sempre havia minha mãe, meu pai ou meu irmão para ficar comigo... E agora tem todos esses criados a quem eu sei que você deu armas.

- Isabelle, eu não quero falar sobre isso. É mais para mim mesmo que eu não gosto de te deixar sozinha em casa. Não suportaria que algo acontecesse a você. – Acariciou-lhe o rosto.

Ela sorriu dócil.

Nem percebeu que era para o bem dela que ele não dissera que tinha medo, sim, de que Otella fizesse algum mal para o bem mais precioso de sua vida. Os nervos de Isabelle estavam dilacerados. Não podia contar coisas muito pesadas ou que a preocupasse de mais, se não, ela acabava desmaiando ou passando mal.

- Como você está? – ele perguntou de repente.

A francesa sabia o porquê de sua pergunta. Ontem, quando chegara da festa, se sentira mal e vomitou. Não foi na frente dele, mas Emily deve ter lhe contado.

- Estou bem... Mas com muitas saudades de você. – Ela corou ao dizer.

- Mas como se eu estou bem aqui? – perguntou rindo.

- Sim. De fato você está aqui. Mas sinto saudades de... Você e do seu... Amor. – Pelo tom desconsertado dela, ele percebeu do que se tratava. Ao invés de amor ela queria dizer: “corpo”.

Alexander ficou surpreso com o tom carente e constrangido que Isabelle usou para, subliminarmente, pedir pelos carinhos dele. Estava certo que se passaram dois – longos – meses que o duque não dormia com a esposa, mas acreditava que seria melhor para ela assim.

- Pensei que depois do que o seu tio fez, você não iria querer ser tocada por qualquer homem – ele respondeu sinceramente.

Isabelle sorriu ao ver que ele pensava nela.

- Mas você não é “qualquer homem”. Você é o meu amado marido. – Ela sorriu lhe acariciando o rosto anguloso. – Meu amado e tolo marido.

Quando ela sorriu para ele. Alexander não resistiu, beijou-a como há tempos queria ter beijado. Isabelle percebeu sua fome, sua sede, suas saudades... Ele beijava desesperado. Seus lábios eram quentes e ansiosos pelos dela. Pareciam querer sugá-los, mordê-los. Prová-los a todo custo. Enquanto a língua ávida e louca insistia em investir contra a dela e incendiava-a com uma paixão sem medida.

Ao se separarem e ele lhe deitar na cama, ela percebeu uma mudança.

Ele acariciou seus cabelos com uma sutil delicadeza e observou cada traço de seu rosto. Qualquer coisa que fosse desde seus olhos azuis inflamados pelo desejo e os lábios vermelhos como uma maçã lhe tentando.

- Eu te amo – ele murmurou. – Eu te amo tanto... Que acho que lhe amo mais do que a mim mesmo.

Isabelle sorriu e lhe enlaçou o pescoço com os braços finos e delicados. Uma de suas pernas subiu pela dele, a fim de que ele entendesse o que ela queria dizer: eu te amo também, mas agora, eu quero atos ao invés de palavras.

Ele sorriu compreendendo.

Alexander se despiu o mais rápido que pôde e livrou Isabelle da fina camisola diáfana. Tendo um bom motivo para encostar as pontas dos dedos em sua pele acetinada enquanto removia a peça de roupa. Ao vê-la nua em sua frente, como há tempos não via, Alexander teve certeza de que iria morrer. Ela iria matá-lo!

Sem pressa. Mergulhou o rosto no pescoço dela e lhe beijou toda a pele alva e macia. Descendo para aqueles seios. Firmes e róseos, mas algo havia mudado. Eles estavam mais sensíveis, Isabelle percebeu, enquanto Alexander lhe acariciava ali. Um simples toque, uma simples carícia com a língua, parecia estar no paraíso para a jovem.

- Tatoue-moi sur tes seins

Fais-le du bout mes lèvres – ele murmurou em um francês que surpreendeu Isabelle e fez um sorriso involuntário se esgueirar em seus lábios.

Sentiu que uma de suas mãos descia para “aquele ponto” e lhe acariciaram ali. Fazendo-a gemer e se contorcer debaixo dele.

- Je baiserai tes mains,

Je ferai que ça te plaise – ele continuou a murmurar dando-lhe um beijo perto de seu ouvido. Ela estremeceu suavemente, ele percebeu e sorriu.

- Je veux graver toutes mes luxures

Sur tes dorures – Isabelle gemeu por antecipação quando o sentiu afastar suas pernas para mergulhar naquele corpo quente e pequeno de sua esposa.

E quando ele mergulhou. Ela gemeu tão alto que pensou que todos os empregados teriam ouvido. Seu corpo tremia pelo dele. Ao acariciar cada músculo coberto por sua pele suave e – dependendo do lugar — por pelos. Ela lhe arranhou as costas como uma gata manhosa.

Ela beijou-lhe o maxilar e ele estremeceu com seus lábios macios e róseos em sua pele. Ao investir contra o corpo dela e se afundar ainda mais, ela lhe envolveu o quadril estreito com as pernas e beijou-lhe os lábios. Ele correspondeu intensa e exigentemente, penetrando-lhe com avidez. Não tivera paciência para preliminares e nem ela.

Ambos se queriam naquele instante.

Ambos não tinham tempo para esperar um pouco mais. Eles queriam se unir em um só depois de longos tempos sem isso!

- Seu francês é muito arranhado – Isabelle disse entre gemidos. E Alexander se investiu contra o corpo dela com uma força que a fez vibrar. – Seria a minha vez de recitar algo para você?

Alexander sorriu e lhe beijou o pescoço, investiu mais uma vez. Sentiu que ela vibrou novamente em seus braços.

“Que sensação boa!” pensava ele, glorificado. “Que sensação boa era aquela de ter cativa a minha mulher em seus braços. Estremecendo de amores por mim”.

Laisse-toi tomber dans mes bras

Glisse-moi sous tes draps

Dérivons jusqu’à l’outrance

Chantons pour les bienséants

Les délices de l’indécence.

Isabelle agarrou-o como se tivesse medo que aquilo fosse um delírio de sua consciência. Depois de tanto tempo, ter o poderoso Alexander em seus braços. Gemendo de amores por ela, tanto quanto ela gemia por ele.

Mesmo que estivessem chegando quase lá. Isabelle gostaria de tê-lo sempre em seus braços. E Alexander também. Com o peso apoiado em seus formidáveis braços, ele lhe penetrava, tendo a plena consciência das pernas envoltas em seus quadris. Era uma visão bela ver Isabelle estremecer com o contato de seus corpos e ouvi-la gemer seu nome inúmeras vezes.

Alexander gostaria de ter Isabelle sempre em seus braços. Vê-la acordar e sorrir sonolenta, seria como iluminar o seu dia. Observá-la pentear os longos e cacheados cabelos negros, seria como uma realização pessoal dentro de si. Seria transformá-la de Deusa, a uma ninfa. Alguém que de fato estava ao seu alcance.

Ele sentiu que ela estava chegando ao seu ápice. Assim como ele próprio.

- Você vem comigo? – ele perguntou ao seu ouvido, com um gemido rouco. – Vem comigo meu amor? Vamos juntos conhecer o paraíso?

Como ela poderia negar aquele convite para conhecer o céu?

Isabelle concordou com a cabeça.

E ele a puxou para se sentar sobre o seu colo. Beijou-a suavemente, acariciando seu fino e branco pescoço delicado com a mão. E a penetrou profundamente. Fazendo-a conhecer todos os sentimentos mais esplêndidos que poderiam ser experimentado pelo homem. Foi uma explosão que fez seu mundo ao redor ruir e tornar tudo mais colorido e suave.

Foi realmente, como conhecer o paraíso.

A exaustão tomou conta de seu corpo, e do dele também, ao fim de tudo. Foi como se fosse uma lembrança de que eles não passavam de meros mortais. Pessoas que só passariam um pequeno tempo sentindo o mais vívido e intenso sentimento.

Ambos caíram sobre a cama de um modo quase desacordado. Isabelle até se surpreendera por tê-lo ouvido murmurar:

- O que você acha de dividirmos o quarto?

Isabelle fitou-lhe atônita por um tempo. E a imagem de Alexander, suado e ofegante em cima dela, era sedutora demais. Mesmo que houvessem acabado de terem se entregado de corpo e alma... Ele era o homem mais irresistível que ela conhecera. E agora, com a cabeça sobre o seu peito – ouvindo seu coração desregulado -, ele lhe fazia aquela pergunta surpreendente.

- Dividirmos o quarto? – murmurou surpresa.

- É... Você sabe. É normal que um casal durma em quartos separados... – Ele ergueu o rosto para fitá-la e lhe disse: — Mas eu não quero. Gostaria de dormir aqui. De despertar e te ver sorrindo ao meu lado. De vê-la pentear seus cabelos e se arrumar para mim...

Isabelle corou.

- Bem, por mim tudo bem, mas, Alexander, há algo que eu quero lhe dizer – ela se sentou de frente para ele e viu apreensão em seus olhos cinzentos.

- O que foi? Está passando mal de novo? Eu acho que não deveria ter...

Ele deve ter ficado desconsertado. Como poderá ser tão egoísta a ponto de exigir mais do corpo de Isabelle sabendo que ela está doente. Levantou-se da cama e começou a se vestir. Chamando-se a si mesmo de “bastardo egoísta”. No entanto, foi surpreendido quando ela disse:

- Alexander, eu estou grávida.

Ele se virou para ela, deixando o colete desabotoado. Pensando não ter ouvido direito.

- E-eu estou grávida – ela murmurou emocionada. – Já tem algum tempo que eu percebi que tinha mudado de hábitos. Comia mais do que geralmente como, tenho dormido muito e minha regra atrasou. Tenho certeza de que fazem três ou dois meses que espero um filho seu...

Alexander não achou que era necessário ela continuar a falar. Abraçou-a tão emocionado quanto ela própria, que chorava por tê-lo dito em voz alta. Abraçou-lhe e lhe beijou as faces.

- Oh, meu amor! Grávida, seria mesmo?! De um filho meu! – ele murmurava incoerentemente. – Oh, querida. Não há notícia mais esperada e feliz do que esta!

Ela ergueu o rosto e ele lhe beijou os lábios.

- Obrigado – murmurou enfim, muito feliz. – Obrigado por me dar uma família. Obrigado por me dar aquilo que eu tanto procurei e precisei! Obrigado por me dar... o seu amor verdadeiro e obrigado por me ensinar o verdadeiro amor!

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... Cinco meses depois.

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- O que você acha de Madelyne se fosse menina? Eu gosto de Madelyne – tagarelava Isabelle, sentada à frente de Alexander em seu escritório. – Madelyne Rêveur-Kinght.

- E o que você acha de Marcus se fosse um menino? – provocou-lhe Alexander.

Ao notar o tom de sarcasmo em sua voz, deu-lhe língua. Ele riu e disse:

- Madelyne é um belo nome, mas acho que deveríamos escolher somente quando nascesse – ele respondeu sorrindo e pegando na mão de sua esposa. Beijou-lhe as costas. – E como você está prestes a dar a luz, que tal irmos para Londres? Lá tem melhores médicos e...

- Vossa graça tem visitas – interrompeu Clarinda quando abriu a porta do escritório e deixou dois homens grandes entrarem.

Alexander ergueu o olhar de sua esposa para os dois rapazes e os reconheceu levemente. Tratava-se de dois delegados que, pelo aspecto de seus trajes de montaria, deveriam ter cavalgado durante horas.

- Posso ajudá-los cavalheiros? – perguntou, levantando-se em um gesto de cortesia.

- Desculpe-nos por virmos sem avisar e por aborrecê-lo, sua excelência. – pediu um deles. – No entanto, gostaríamos de falar com a sua esposa.

Isabelle ficou surpresa.

- Comigo?

- Sim, sua graça. Como à senhora deve saber, toda a família da sua prima está morta. – À menção de Otella, fez com que Isabelle ficasse desconfortável e estremecesse.

- A mãe dela morreu ao cair de um cavalo e ela não tem nem tios e nem avôs ou avós. Eu sei – comentou Isabelle tentando manter-se firme. — O que houve? Aconteceu algo?

Os dois trocaram os olhares e, depois de muito pensar, disseram em tom hesitante:

- Sua prima morreu ao dar à luz.

Isabelle ficou tão chocada quanto Alexander, que sentiu a xícara de chá em sua mão falsear e quase cair. Quando ele falou que gostaria que ela morresse sentindo as terríveis dores do parto, falara somente porque estava com raiva e queria deixar claro que nunca mais gostaria de vê-la na sua frente.

Não era de verdade, mas já que aconteceu... O que ele poderia fazer?

- Oh, nossa... Que... Estranho – Isabelle murmurou.

- Sua graça, nós sabemos de tudo o que ela e seu tio lhe fizeram, no entanto, esse é um assunto muito sério. A criança não tem culpa de nada...

- A criança nasceu viva, então? – perguntou Alexander surpresa.

- Sim. Uma menina. Primeiro a levamos para a sua família e perguntamos se eles poderiam aceitariam tomar conta dela, no entanto, acho que eles ficarem com medo de fazer com que sua graça se sinta traída e acharam melhor não aceitar. Não há ninguém que possa cuidar dela e seria uma pena mandá-la para um orfanato...

Isabelle ficou com pena e olhou para Alexander, viu que ele pensava muito no que ia fazer, pois um vinco se encontrava em sua testa. Bem, já que “o herdeiro de Birdwell” sequer veio ao mundo... Era provável que a garotinha acabasse sem herdar nada do pai, talvez somente ganhasse uma mesada e um dinheiro para o seu dote, mas não herdaria suas terras ou os seus títulos.

Ambos trocaram um olhar em silêncio.

Isabelle sabia que Alexander odiava a Otella – pelo menos, ele não gostaria de ter nada que lembrasse à ela por perto – e tinha medo que ter a filha dela por aqui acabasse irritando a duquesa. No entanto, Alexander sabia que Isabelle era boa demais para deixar uma criança dessa sozinha pelo mundo ou em um orfanato.

- Ela não tem culpa de nada... – Isabelle murmurou para ele, fazendo-o compreender sua resposta. – Muito menos culpa da mãe que teve...

- Só por ela ter matado Otella ao nascer já me faz criar uma simpatia por ela... – Alexander murmurou com a voz amarga. – Desde que ela não lhe traga aborrecimentos, querida, acho que ela poderia fazer companhia à Marcus.

- Justus.

- Robert.

- Jason...

E começaram a discutir escolhendo o nome do filho.

- Darius – concluíram enfim, com um sorriso nos lábios.

- Darius – Alexander concordou.

Notas finais
traduções:
tatue-me em seus seios
faço-o com a ponta de meus lábios
-
Eu beijarei suas mãos
eu o farei para te agradar
-
Eu vou cravar todas minhas luxúrias
Nos seus valores
-
Deixe-se cair nos meus braços
Deslizarei-me nos teus lençóis
Delirando até ao limite
Cantaremos para os corteses
As delicias da indecência.
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!