Descobrindo O Verdadeiro Amor.

13 Capítulo 13 - Como Um Detetive.


Notas iniciais
Pessoal, não consegui me segurar e vou soltar mais um capítulo neste domingo. Então, vocês vão ter que esperar até o domingo que vem para saber o que vai acontecer - lamento informar que, talvez, esses possam ser os últimos capítulos *snif snif*. Se minha criatividade funcionar, talvez dure um pouco mais... Mas não levem muita fé nisso. Estou uma completa montanha-russa!
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Agradeço aos reviews das adoráveis musas inspiradoras:
> AC
> allison
> Hina
> Rê Lovegood
> theshadowhunter (li sua PM e vou respondê-la)
> Isabelle (OH DEAR! AMEI A CAPA *-*!)
> KaoriChan
> Sweet Potter
...
Beijos,
EUQOPÉ-ELLE3

Capítulo Treze – Como Um Detetive.

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O duque caminhou pelo vestóbulo, seguido por Edgar – o tratador de seus cavalos — e Bobley, seu homem de confiança. Ambos pareciam cansados ao ponto de parecerem exaustos. Alexander se virou para Elizabeth e mandou:

- Traga imediatamente algo para eu comer. – E mandou à Edgar: — E providencie para que novos cavalos estejam prontos em meia hora!

- Sim, senhor – concordou Elizabeth, indo para a cozinha enquanto Edgar foi providênciar os cavalos.

– Deseja beber algo na biblioteca? – pergutnou Bobley.

- Uísque! – dissera sem titubear.

Bobley abriu a porta e o homem entrou na sala se jogando em uma das cadeiras perto da estante de livros. Estante que, se Isabelle conhecesse, certamente devoraria cada livro até não sobrar um só que não tinha sentido o calor de suas mãos.

Não passou despercebido pelo homem que o servia, que seu patrão estava pensativo. Olhando para a estante com uma profunda expressão de "madalena arrependida". Percebia o desespero de seu patrão, mas nada podia fazer para ajudá-lo a não ser obedecer tudo o que lhe era ordenado. Foi-lhe servido o uísque e ele o pegou, tomando um gole grande que o fez tossir.

- O Senhor deseja trocar de roupa, milorde? – ofereceu Bobley.

- Não, jantarei como estou – respondeu ainda pensativo. — Onde mais podemos procurar? Acho que hoje nós cobrimos toda a propriedade...

- Você ainda não acredita que ela tenha fugido?

- Não, não acho. Afinal, ela disse para Edgar que voltaria...

- Talvez quisesse somente se livrar da sua companhia, Vossa Excelência.

- Por que ela fugiria?

O criado não quis ser inconveniente, mas todos os empregados já haviam percebido que aqueles últimos dias não foram os mais felizes para o Duque e a Duquesa.

- Se me permite senhor, certamente ela não estava feliz com a presença de Lady Otella por aqui... E acho que eu não fui o único ao ouvi-la gritar que ou Lady Otella ia embora, ou ela iria.

Alexander olhou repreenssivo para o seu criado.

- Sei que vai parecer loucura, mas tenho a impressão de que ela não fugiu... Sinto que algo de ruim possa ter acontecido com ela e isso me preocupa. Não consigo explicar porque, mas eu só sinto... Preciso encontrá-la... Ela pode estar em perigo. Assim que eu jantar, voltaremos a procurar.

Bobley fez um pequeno e discreto gesto de desespero. Durante o dia e a tarde toda eles cavalgaram e procuravam por Isabelle em toda Knightley. Procuraram em todos os lugares, através dos bosques, visitando cada fazenda, cada chalé de toda a região.

Os moradores procuravam também, a partir do momento em que o Duque resolveu anunciar o desaparecimento de sua mulher, a Duquesa.

Mais cedo, quando houvera aquele mal entendido com Otella, ele fora atrás dela nos estábulos — depois de ter brigado com a prima de sua mulher. Mas Isabelle já havia acabado de partir em um dos cavalos que Edgar lhe arrumara, restou ao duque pedir um cavalo para ele próprio e ir atrás dela. Mas, por não saber que caminho ela havia traçado, ele a procurou durante um bom tempo e não a encontrou.

Esperou que ela já houvesse voltado para casa enquanto ele estivesse fora, mas ela não havia. E foi quando ele teve a impressão de que algo ruim pode ter acontecido, e resolvera pedir ajuda à Edgar e a alguns homens de Knightley para procurar por ela. Se ele não estivesse morto de fome e cançasso, não teria parado.

E o que reforçava a sua teoria de que ela não havia fugido, foi Clarinda que disse:

- Suas roupas e coisas ainda estão aqui, e tenho certeza que ela não iria embora sem me falar nada!

E ele teve que concordar. Isabelle se ligara muito à sua criada de quarto.

Já escurecia e ela fugira de tarde, depois do almoço. Já se faziam horas que ela havia sumido e parecia que Kinghtley a engolira inteira. Alexander conhecia suas terras como a palma de sua mão, não tinha como ele não saber onde ela estava!

Será que ela foi para Londres? Impossível! Ela não tem ninguém lá, só o seu tio!

- Onde diabos ela pode estar? — perguntava-se, agora, em voz alta. – Ela não sabe nadar, mas ela não estava em nenhum dos lagos ou poços de Knightley... Parece que ela foi engolida pela terra!

- Então, o que... – começou Bobley com a voz cansada quando a porta se abriu e um empregado veio até o duque.

- Desculpe-me, sua graça – pediu Hawks. – Mas Daisy Smith deseja falar com o senhor.

- Daisy? — perguntou ele.

- É uma das criadas que veio com Lady Birdwell. É a dama de companhia de milady. – Explicou Hawks. – Disse que tem algo importante a dizer para o senhor pesoalmente, e acredito que tenha algo haver com o desaparecimento da sua duquesa!

Alexander levantou-se da poltrona e mandou:

- O que está esperando?! Um convite formal?! Mande-a entrar imediatamente!

- Sim senhor.

Hawks saiu e Bobley resolveu apressar a arrumação dos cavalos. Sentia que ele precisaria deles o mais rápido possível. Hawks voltou e anunciou Daisy.

O Duque observou enquanto ela entrava. Era uma jovem com expressão temerosa e alerta. Parecia estar amedrontada e ficou ainda mais quando olhou para o Duque. “Com certeza ela sabe de algo” percebeu enquanto ela fazia uma rápida e desesperada reverência.

- Parece que você tem algo a me dizer, Daisy – ele disse com o tom duro.

- Sim, sua excelência. Eu não contei nada antes porque eu estava com muito medo... Mas eu não posso mais ficar calada – ela disse.

- Eu serei muito agradecido por qualquer coisa que possa me ajudar a encontrar a duquesa. Como todos nós sabemos, ela desapareceu hoje depois de sair para cavalgar e não posso deixar de pensar que talvez ela esteja envolvida em um acidente.

- Sim, é o que milady esperava – ela soltou.

- Milady?! – exclamou surpreso.

A moça corou nervosa e resolveu soltar tudo o que sabia de uma única vez.

- Sim! Quando Sua Excelência Birdwell morreu, e a Duquesa de Bristol voltou a morar com o seu pai, ela soube que sua “odiada” prima se casou com o homem que ela achava ser dela. Com ciúmes e raiva ela resolveu terminar com isso. Na visão dela, a duquesa era o único empencilho que lhe impedia de se casar com o senhor.

“Minha patroa então arquitetou um plano que ela achou ser convincente para se aproximar do senhor e roubá-lo de sua esposa. Pediu até para que eu lhe socasse no queixo para ter alguma marca bem visível de violência... Mas, obviamente, sua excelência conhecia Otella bem de mais para cair em seu teatrinho, mas o senhor caiu”

“Otella sabia que seria apenas uma questão de tempo para que vocês começassem a se desentender. Para o senhor ela agia feito um anjo arrependido de seus pecados, para sua esposa, ela era o demônio que a perturbava. Provocava-lhe dizendo que a mataria somente para poder se casar com o senhor assim que tivesse a absoluta certeza que o senhor voltou a amá-la.”

“Como se fez dois dias de brigas constantes e desentendimento, ela achou que o senhor nunca gostou da prima dela, que nunca a esquecera, e poderia conseguir o que viera buscar. Por isso ela lhe beijou e, mesmo não tendo armado para que sua esposa estivesse ali naquele momento, nada poderia ter sido mais perfeito.”

“Ela conhecia sua prima Rêveur, e sabia que ela iria querer sair para cavalgar – coisa que ela sempre amou. Então chegou à um de seus cavalariços, o mesmo que conduzira sua carruagem até aqui em Knightley, e pediu para que ele fizesse o que eles haviam combinado.”

Alexander sentiu raiva.

- E o que ela havia combinado? — perguntou nervoso.

- Senhor... O único motivo pelo qual o pai de Otella deixou-a vir atrás de sua graça... Era porque ela poderia lhe conseguir o que ele também queria: a sua esposa, Isabelle Marie Rêveur-Knight.

Alexander demorou um tempo para absorver aquilo. Então, como se um choque o percorrece, ele percebeu o que ela fava: Isabelle estava com o tio!

Sem dizer mais nada, Alexander deixou seu escritório, passou por Elizabeth que trazia o seu jantar e foi para fora, onde Edgar e Bobley o esperavam com os cavalos. Montou em um deles e cavalgou feito um louco até Londres enquanto pensava nos absurdos que Otella vinha fazendo sem que ele percebesse.

O único motivo pelo qual Alexander não se importara de ter a ex-noiva ali era porque, quando ele voltou a vê-la, percebeu que já não sentia mais nada por ela. Não havia mais raiva, não havia mais mágoa, não havia mais qualquer espécie de sentimentos. E, quando ela o abraçou, ele percebeu que não sentira nem metade das coisas que antes ele sentia.

Ele sentiu como se fosse ninguém.

Ele ficou indiferente com ela!

Mas ele não esperava que Isabelle fosse agir daquele modo. Talvez por orgulho e para provocá-la, ele não mandou Otella embora, mas deveria tê-lo feito. Sem contar que ele jamais deixaria uma mulher ficar sozinha em uma casa com um homem louco, como o pai de Otella, querendo matá-la. E foi por isso que ele não se importou.

Mas ele deveria. Foi por isso que Isabelle ficou tão brava, tão magoada, e tão ferida.

Ele precisava trazê-la de volta! Ele precisava dela! Ele precisava de sua conversa; ele precisava de sua compreensão; ele precisava do companheirismo dela; ele precisava do fogo dela. Ele precisava tê-la ao seu lado, sempre!

Era o rosto dela que ele não cansava de esboçar em seu caderno de desenhos! Era o rosto dela que ele não se cansava de admirar e de desenhar sem que ela sequer percebesse. Era a sua figura esguia e perfeita – completamente proporcional – que preenchia o seu caderno de esboço e que enfeitava sua sala de desenhos.

Ao adentrar correndo na periferia de Londres, ele teve quase certeza de que seus cavalos estavam quase mortos.

- Talvez seja melhor irmos para Knight House, sua excelência. Podemos trocar os cavalos, e continuar até a casa de Lorde Webber – sugeriu Bobley, e o cavalariço concordou.

Ele teve que concordar e assim o fez.

Não importava se ele estivesse morto de fome. Não interessava se ele estava com a mesma roupa durante o dia inteiro. Ele só descansaria quando Isabelle, a sua Isabelle, estivesse de volta em seus braços frios e vazios.

- Você já pensou no que faremos quando chegarmos lá? – Bobley perguntou.

- Não. Só sei que eu vou matar aquele homem – Alexander respondeu montando no outro cavalo. – Eu não queria informar à polícia. Não gosto da ideia de ter meu nome em um escândalo.

- Sinceramente senhor, eu acho que seria melhor informar à polícia – respondeu o criado, montando em outro cavalo também. – Pode ser um escândalo, mas talvez fosse pior se descobrissem que o senhor matou com suas próprias mãos o pai de sua ex-noiva.

Depois de ter percebido ser verdade, Alexander ficou apreensivo.

- Vamos à frente. Edgar avisará à polícia – decretou enfim.

Bobley não teve como negar e concordou.

Ambos, então, cavalgaram até a pomposa casa de Lorde Webber. Todos os empregados o temiam pelo seu temperamento violento, então não foi difícil conseguir entrar em silêncio na casa dele depois de prometer a morte daquele homem. Sem contar o revólver intimidante que Alexander e Bobley empunhavam.

Como Alexander já serviu ao exército uma vez, não foi difícil conseguir uma arma para si. Ele sempre as guardava e as levava para quase todo o lugar.

Ao chegarem na casa de Lorde Webber, Bobley sugeriu que entrassem por uma entrada lateral, para serem menos vistos — e havia algo mais chamativo do que duas pessoas correndo à cavalo em Londres?

Entraram pela porta de trás, dando na cozinha. Ao perceber o grande número de criados que tinham lá, os dois apontaram suas armas para os empregados que olharam assustados e atemorizaram-se.

- Onde está Lorde Webber? – perguntou Alexander com frieza.

- N-no quarto, senhor! – gaguejou o cozinheiro corpulento.

- Ele está sozinho? – perguntou só para confirmar.

- Não senhor! Hoje a tarde Will trouxe a garota francesa e ainda pouco mais duas pessoas estavam atrás dele.

Alexander trocou olhares para Bobley e ambos exigiram silêncio. Esgueiraram-se pelos corredores vazios e tentaram encontrar o quarto dele. Alexander não ia à Webber Hause com frequência. Não sabia onde ficava o quarto dele e nem onde ficava os quartos.

Ouviu então um homem gritar:

- Vou te matar! Vou te matar! Você vai morrer hoje!

Perdendo a paciência, a discrição que Bobley recomendara foi por água a baixo. Sem paciência, começou a procurar Isabelle em todos os quartos.

Os pedidos de Isabelle para que o tio parasse, e o som arrepiante de algo sendo rasgado e os choros e soluços da francesa atingiram o coração de Alexander como uma adaga afiada.

Assustados com os gritos, Alexander parou em uma última porta rezando para ser a do quarto de Leopold, mas se surpreendeu ao ver que à sua frente tinham dois homens com armas também e parecendo tão alarmados e assustados quanto eles.

- Sua puta! Já tive o que eu queria de você! Você não me serve mais para nada!

Sem chances para os dois se estranharem, ambos entraram no quarto e os dois estranhos dispararam em Leopold sem hesitar! Como se esperassem acertá-lo sem ao menos mirar nele.

Por isso Alexander se surpreendeu ao constatar que eles acertaram!

Ao entrar, viu Isabelle deitada no chão. Tão indefesa que parecia estar inconsciente. Ele não sabia se ela estava vestida, mas seu corpo estava enrolado em um lençol amassado, repicado e sujo se sangue. Seu sangue.

Não muito longe de seu corpo, jazia o do seu tio. Haviam sido dois disparos: um em sua mão, e outro... Bem... Fora abaixo de seu abdômen. “Certamente ele não irá mais pensar em violentar a sobrinha” pensou Alexander. O chicote com que ele lhe batera não estava muito longe, mas ele ainda parecia estar vivo, com outra arma em sua mão. Sem força para puxar o gatilho.

Os que haviam atirado eram dois homens. Um mais velho deveria ter em volta de quarenta anos, e o mais jovem deveria ter uns vinte e um. Suas pistolas ainda fumegavam e eles pareciam estar paralisados. Como se esperassem uma reação do homem atingido.

Tudo pareceu distante e confuso. O tempo parecia se arrastar, mas eram apenas questão de segundos.

- Isabelle!

Alexander sobressaltou os dois à sua frente e de costa para ele ao passar por eles e pegar o corpo pequeno e quente de sua esposa em seus braços. Ela murmurou alguma coisa que ele não entendeu.

- O quê? Eu não entendi, meu amor – ele murmurou se curvando para chegar mais perto do calor dela.

Ela murmurou algo de novo que saiu enrolado e encostou o rosto no ombro dele.

Seu rosto estava vermelho como se tivesse recebido uma bofetada na face, havia um sangramento em sua testa e o rosto estava sujo com um pouco de terra, mas ela ainda continuava incrivelmente bela.

- Eu disse... Que senti muito... Medo – ela gemeu de dor.

- Está tudo bem... Ele não vai mais machucá-la – Alexander prometeu, apertando-a junto a seu corpo e beijou sua testa. – Desculpe-me por ser tão insensível e tolo...

- É melhor levá-la a sua casa antes de começar com lamentações, senhor – o mais jovem disse. – Ela precisa ser atendida por um médico.

Só então Alexander se lembrou deles e lhes fitou.

O menor era o mais jovem. Seus cabelos eram loiros reluzentes como ouro, sua pele era branca como a da garota nos braços do duque, seus olhos eram verdes como algas marinhas. Seu rosto era jovial, mas agora estava muito sério.

O outro era mais alto e mais velho. Seus cabelos eram negros e os olhos eram azuis claros. Seu rosto era como o do garoto, mas de rosto ainda mais anguloso.

- Sim, têm razão... – concordou Alexander pegando-a em seus braços. – Mas quem são vocês?

O mais velho deu um meio sorriso sarcástico.

Naquele momento, ninguém percebeu que Lorde Webber, com a arma em punho, fez um último esforço. Aquele homem havia estragado tudo em sua vida. Ele ia matá-lo agora. Apontou a arma para Alexander e apertou o gatilho.

- Alexander! – exclamou Bobley ao perceber.

A bala atingiu o alvo errado enquanto os três cavalheiros se viram paralisados diante da cena repentina. Como se um não houvesse morrido, o mais velho disparou mais uma vez contra o visconde que morreu logo.

Isabelle abriu os olhos em susto e olhou para o corpo alvejado de Bobley, quando ele corajosamente se meteu entre Alexander e a arma de Lorde Webber. Ela sentiu os braços que lhe seguravam, fraquejarem por um instante, quando ele murmurou com pesar:

- Pai...

Notas finais
Desculpem! Eu não sou boa em ação >
Mas bem... Descobrimos quem é o pai de Alexander, certo?!