Notas iniciais
Amoores, volteei :) Depois de um capítulo polêmico, eu estou de volta para acalmar os ânimos kkk Não vou enrolar aqui, só peço que leiam as notas finas, ok? Então, boa leitura :)

Os pés saltam pelos degraus com rapidez, enquanto a mão livre corre pelo corredor a procura de algum apoio.

O peito sobe e desce ofegante os olhos da jovem ardem. Não sabe o porquê mas tivera uma péssima impressão ao ver aquela lista de ‘Desafios’, seguida pela frase mórbida no rodapé.

Parando por alguns segundo em frente a varanda, a jovem fecha os olhos quando uma brisa adentra no apartamento pela janela aberta.

Engole em seco, sentindo a garganta fechada num nó e com passos firmes vai em direção ao ruivo.

Pegando os pratos caros dos armários de madeira, o Cullen só nota a presença da namorada quando se vira de frente.

Os orbes verdes passam pela Swan, demorando nos olhos avermelhados, antes de seguirem até a folha presa na mão pequena.

—O que é isso? – com a voz fraca ela indaga.

—Uma folha. – responde pondo os pratos de porcelana sobre a mesa.

—Deixe de piadinhas Edward. – bate o pé engolindo o choro. —O que você quer dizer com: Cumprir meus desafios, antes de cumprir os planos de Deus? –

—Bella, o que... –

—Edward responde! – grita deixando enfim as lágrimas caírem. —Se for alguma brincadeira fala, porque não tem a menor graça! – se apoia no balcão da cozinha soluçando fundo.

—Amor isso é uma bobagem... – tenta se aproximar da Swan porém ela o para com a mão.

—Não é não! – limpa o rosto com as costas da mãos, voltando a olhá-lo. —O que é isso, Edward? – repete a pergunta, tendo a voz entrecortada pelos soluços.

—Hey, eu vou te contar, ok? – quebrando a distância entre eles, o ruivo segura o pequeno rosto, entre as mãos. —Só quero que pare de chorar, tudo bem? –

Mordendo os lábios ela afirma com um aceno de cabeça, sendo por fim guiada até o sofá pelo namorado.

Sentando-a no estofado, Edward se acomoda na mesinha de centro ficando à frente da morena.

—Amor, isso aqui eu fiz a uns dois anos atrás... – começa a dizer calmamente. —Eu sempre gostei de viajar e curtir a vida, você pode ver que quase tudo que está escrito ai é sobre conhecer lugares e fazer loucuras... –

—Por que fez isso? – pergunta num fio de voz.

—Não tive um motivo exato princesa. – murmura limpando a face dela com os dedos.

—E por que essa frase mórbida? Cumprir seus desafios, antes de cumprir os planos de Deus? –

—Não é uma frase mórbida amor é só uma... –

—Claro que é Edward! – levantando a moça sente um desespero terrível invadir seu peito. —Isso é coisa de quem está morrendo! – deixa a voz subir uma oitava enquanto mais lágrimas caem de seu rosto. —Você está morrendo? –

—Claro que não amor, eu estou bem... – ignorando todas as tentativas dela de se manter afastada, ele a pega num abraço. —Essa frase foi... Bobagem minha, eu sei lá... Fiz essa lista somente para realizar as coisas que eu mais queria... – beijando a testa dela tentando acalmá-la. —Não precisa ficar assim, isso é só uma bobagem. –

—Tem certeza que eu não preciso me preocupar? – ainda chorosa ela pergunta, vendo um sorriso torto aparecer no canto dos lábios finos.

—Certeza absoluta, meu amor. – segurando o rosto húmido entre as mãos, Edward o cobre de beijos. —Não chora, não gosto de ver você chorar. –

Afirmando com a cabeça, a Swan se lança contra o ruivo, abraçando-o o mais apertado que consegue.

Não pode nem se quer imaginar a hipótese de ficar sem ele. Dói demais somente ao pensar na possibilidade de... Chacoalha a cabeça, tentando espantar os pensamentos ruins.

Ele está bem. Está ao seu lado, e está bem.

Pensa infiltrando o rosto no pescoço de Edward, quando ele a pega no colo.

Ainda temerosa, se aconchega nos braços fortes, sem conseguir imaginar um lugar melhor para se estar.

[...]

Outono. Ah, o outono!

Realmente é a estação que mais favorece os parques. Em especial o Central Park, que por si só já é romântico, porém no outono ele fica irresistivelmente apaixonante.

As folhas secas caídas pelo chão, o sol leve iluminando o fim de tarde... Tudo contribuindo para que um casal apaixonado, tenha o cenário mais belo do mundo.

Suspira profundamente aconchegando a cabeça no ombro de Edward.

Olhando-a, ele sorri, exibindo aqueles lindos dentes.

Se pondo nas pontas dos pés, ela o beija. Longamente e intensamente, como sempre.

De mãos dadas, voltam a caminhar. Pessoas desconhecidas as suas voltas conversam despreocupadas, enquanto várias crianças correm pelos pátios entre as árvores.

—Hey Zangadinha! – ouve a voz do ruivo num eco, distante e fraca, contudo ainda permanece linda e sensual. Ergue a cabeça o olhando, as esmeraldas cada vez mais brilhosas. —Eu te amo. – as palavras dele, fazem seu coração disparar no peito e um sorriso imenso aparecer em sua boca.

Parando de frente para o namorado, se estica para enlaçar os braços em seu pescoço, e ainda sorrindo, murmura:

—Eu também te amo, Edward. – as testas se colam por segundos, e os sorrisos se tornam ainda maiores.

—Ama? – parecendo surpreso ele pergunta, a voz cada vez mais distante.

—Amo, amo muito! – sorrindo ele os rodopia, o sol refletindo na faces de ambos. Lançando a cabeça para trás a jovem ri. Ria alto, se perdendo na felicidade em seu peito.

Contudo como se escapara dos braços do namorado, sente o corpo voar metros para trás ates de se colidir com algo duro. A cabe se choca fortemente, causando um barulho alto.

Os risos das crianças, as falas dos desconhecidos e a voz de Edward foram trocados pelos gritos agoniados de uma mulher, e súplicas chorosas de um homem.

O cheiro do ar livre, da natureza sumira, deixando o espaço para o odor forte de sangue.

A luminosidade do sol, já não adentra por suas pálpebras fechadas.

Tudo que percebe ao seu redor, é sombrio. Obscuro. Arrepiante.

Sente o medo apertar seu coração, ao ouvir um grito alto. A dor quase palpável.

Barulhos altos rodeiam seu corpo.

Temerosa se encolhe ainda mais, e tomando coragem abre de uma vez os olhos deparando-se com aqueles orbes negros e frios fixos em seu rosto.

Um sorriso macabro enfeita o rosto do loiro, que dá se aproxima mais. A mão encardida com unhas extremamente sujas se estica para tocá-la, ao mesmo tempo em que um grito forte e alto sai de sua garganta.

—Não, não, não! – continua falando sentando-se na cama. Os olhos encontram o cômodo desconhecido e escuro, o que a deixa ainda mais assustada.

O peito se comprime de dor, e os olhos lacrimejam de imediato, sem se controlar a jovem encolhe o corpo deixando o choro a dominá-la.

—Bella? – ouve um leve ranger, porem permanece quieta, com os braços agarrados nos joelhos. —Amor, o que aconteceu? – ainda de olhos fechados, sente o ambiente ficar claro, contundo não abre os olhos.

Pode ser ele. Ser mais um truque.

—Bella... – sente mãos quente lhe tocarem, e instantaneamente reconhece o toque. Edward. Abrindo os orbes, vê turvamente o namorado a sua frente olhando-a com extrema preocupação.

—Edward! – exclama aliviada se lançando contra o Cullen. Seu choro se torna ainda mais desesperado, enquanto aperta o ruivo com seus braços.

—Amor, por que está chorando? Está me deixando preocupado Bella... –

—Era ele Edward... – diz soluçando. —Ele queria me pegar... Ele quer me pegar! – passando as mãos nos cabelos ela fica ainda mais desesperada.

—Amor, eu estou aqui com você. Ninguém vai pegar você, minha princesa... – pegando-a no colo, ele a envolve com seus braços. —Estou aqui meu amor, se acalme. – deixa beijos no alto da cabeça da morena, que ainda chora alto.

[...]

Com a caneca de chá de mãos a jovem permanece com o olhar perdido no liquido. Vira ele fumegar, e aos poucos esfriar, sem desviar a atenção um segundo se quer.

Volta a suspirar. Esse fora o único som que produzira a horas. Nada de falar, ou se quer chorar mais.

Apenas suspirar.

—Amor, você está me deixando preocupado. – retirando o cabelos do rosto da jovem, Edward murmura beijando carinhosamente sua bochecha.

—Estou bem. – fala quase sem voz.

—Não está não. – passando as mãos pelas costas da fisioterapeuta, ele respira profundamente. —Hey minha vida, olha aqui para mim. – pede, a voz doce e carinhosa.

Suspirando novamente, Bella devia enfim seus olhos da caneca branca antes de olhá-lo.

—Eu quero ajudar você, meu amor. – fala acariciando o rosto com as mãos. —Mas isso só é possível, se você me contar o que atormenta tanto seu sono... Que lembranças são essas que fazem você acordar aos gritos, hein? –

—Edward, eu não gosto de... –

—Eu sei amor, sei que não gosta de falar sobre isso, e entendo que deve doer, mas... Acho que o que você precisa é desabafar, por isso para fora e como nunca contou para ninguém, seus sentimentos buscam um alívio através dos sonhos. –

Em silencio, a morena apenas o escuta.

—Olha, eu não vou pressionar você ok? – deixa um beijo na cabeça dela. —Mas saiba que eu estou aqui com você e quando quiser me contar, eu vou... –

—Meu pai era policial, minha mãe professora de um maternal... – começa a falar o interrompendo. —Morávamos em Hamptons. – funga demoradamente. —Vivíamos bem, éramos felizes. – sorri com algumas lembranças lhe voltando a mente. —Até que meu pai foi transferido para cá... Não sei se você lembra mais, tinha uns surtos de gangue, que aterrorizavam toda a cidade. – rodeando a boca da caneca com polegar faz uma pausa. —Como a polícia local não estava dando conta, começaram a pegar os policiais chefes da região e meu pai teve de vir. –

Concentrado na história da namorada, ele continua a acariciando nas costas, tentando reconforta-la de algum modo.

—Não demorou muito para que eles conseguissem dominar a criminalidade por aqui, mas meu pai ele... Ele acabou prendendo um dos chefes, de uma das gangues e obviamente ele jurou que quando saísse da cadeia ia se vingar. – limpa o rosto com a mão, antes de inalar o ar pelos lábios. —Era quatro de julho de 1993. – volta a falar pigarreando. —Vi na TV que Nova York estava em festa com várias atrações no Central Park e praticamente arrastei meus pais para cá. – sorri fraco se relembrando com flashes rápidos. —Tivemos uma tarde incrível, e quando me chamaram para ir embora eu teimei dizendo que queria ficar até os fogos de artifícios. – retira a franja dos olhos, pondo-a atrás da orelha. —Pra me agradar eles acabaram aceitando, e depois de ver o show de luzes no céu, resolvemos ir embora, mas o que nós não sabíamos era que estávamos sendo seguidos. –

Ouve a voz de Bella embargar, sentindo seu coração se apertar. Não gosta de vê-la sofrendo.

—Como estava a noite e todo mundo festejando o dia da independência, eles conseguiram nos parar na estrada e nos sequestrar. Eu fiquei um bom tempo desacordada, me fizera cheirar um pano e acabei desmaiando... Só lembro de acordar com os gritos da minha mãe. – mais lágrimas caem de seus olhos, um aperto se faz em seu coração podendo ainda ouvir as suplicas de Renée. —Ao meu lado estava meu pai, amordaçado. Quando.. – soluça. – Quando retiraram a mordaça da boca dele, o sangue escorreu. – volta a soluçar sentindo como se estivesse novamente ali, presenciando tudo.

—Eles eram em três. – fala cerrando os dentes, ao se relembrar dos dois homens, um negro e alto, o outro loiro e mais baixo, enquanto a mulher de cabelos avermelhados era exageradamente magra. —A tal de Vick, torturou minha mãe por horas com um pequeno canivete, Laurent espancou Charlie da maneira mais baixa possível, usando pedaços de pau e até pedras, e o... O James... – fecha os olhos tomando folego. —Ele ficou responsável por mim... –

—Ele violentou você? –

—Não. – nega quase sem voz. —Eu ainda sinto o toque nojento dele a cada maldito pesadelo... – sua voz fica tremula devido ao choro presente. —Ainda ouço aquela voz fria, e vejo os olhos sombrios me fitando... – chacoalha a cabeça evitando tais pensamentos. —Antes dele me estuprar os policiais invadiram a cabana, parece que uns pescadores ouviram os gritos da minha mãe, enfim... Mas já era tarde para o meu pai, Laurent deu dois tiros na cabeça dele e ele não... – lubrifica os lábios com a língua, deixando mais lágrimas caírem de seus olhos. —Quanto a minha mãe... A levaram para o hospital, mas ela já tinha perdido muito sangue e os cortes, haviam uns profundos... Sei que ela durou duas semanas. – solta o ar pelos lábios. —Quanto a mim, fui para o abrigo e bom... O resto você já sabe. –

Tomando a morena nos braços, ele a abraça o mais apertado que consegue. Coloca a caneca no criado ao lado, beijando todo o rosto da namorada.

—Sinto muito minha princesa, sinto muito por tudo isso que teve de passar. – entrelaçando suas mãos, ele deixa um beijo em cada dedo da fisioterapeuta. —Eu queria poder entrar nessa sua cabecinha e fazer você esquecer cada uma dessas lembranças ruins, mas eu prometo que eu vou cuidar de você... Não vou deixar nada de mal te acontecer, eu prometo. –

Ainda chorosa, ela deixa um beijinho no maxilar do ruivo, antes de deitar a cabeça em seu peito desnudo.

—Está se sentindo melhor? – ele indaga após um longo tempo de silencio.

—Não. – responde com a voz fraca. —Está doendo. Lembrar dói menos que falar. – o jeito manhoso no timbre da Swan, parece com o de uma criancinha.

—Vou ajudar você, vai ver meu amor, logo essa dor vai sumir... Te garanto! – beijando-a na testa, ele faz questão de mantê-la juntinho a ele, querendo a qualquer custo retirar aquela dor dela.

[...]

Um mês! Suspira pondo uma mexa do cabelo para trás, onde ajusta a presilha brilhosa.

Não consegue esconder o sorriso de seu rosto, ou se quer diminuí-lo, pois somente ao lembrar dos dias maravilhosos que anda tendo com o namorado, seus lábios se abrem.

É impressionante como tudo se torna cada vez mais perfeito e mágico ao lado do ruivo. E mais impressionante ainda, é a forma que seu coração se rendera, sem rodeios, para ele.

Nunca imaginou amar mais ninguém, após os pais. Até que ele aparecera em sua vida, e virara seu mundo de cabeça para baixo.

Sendo chato, irritante, e odiosamente bem humorado, Edward conseguira a conquistar.

Cobrindo os lábios com um batom rosado, espirra o doce perfume de avelã em seus pulsos e pescoço.

Deixa o vidro redondo sobre a cômoda, seguindo até o espelho.

O vestido tomara que caia vermelho lhe acentuando bem as curvas, juntamente com as sandálias pretas que fazem um belo papel, ao alongar as pernas nevadas.

A maquiagem leve, combina com os cabelos simples. Os fios chocolates, presos de lado, deixam a face mais comprida e jovial.

Morde os lábios dando os últimos retoques em sua produção antes de sair de seu quarto.

Caminhando no corredor, a morena ouve os risos baixos do namorado virem da sala.

Parando na entrada no cômodo cerra os olhos ao ver o ruivo, lançando a bolinha de lã para Jerry que atento, bete as patinhas rapidamente pelo novelo.

—Olha só... Quem diria, você e Jerry juntos ainda por cima, brincando? – murmura vendo as esmeraldas do Cullen se voltarem para ela.

Os orbes claros passeiam por seu corpo, e imediatamente ele sorri. Aquele sorriso torto que faz qualquer coração bater mais rápido.

Ignorando o bichano e a bola de lã, ele se levanta. As mãos arrumam a camisa polo verde clara no copo, enquanto que com passos lentos Edward se aproxima.

—Seu gato estranho até que é divertido, Zangadinha. – dá de ombros recebendo um empurrão de leve da namorada.

—Meu gato não é estranho, idiota. – cruza os braços empinando o queixo. —Meu gato é lindo! –

—Não tão lindo como a dona. – a abraçando pela cintura, deixa seu nariz correr pelo pescoço perfumado. —Você está linda amor. – elogia beijando-a demoradamente na bochecha.

—Você também. – sorri acariciando a face de Edward que logo junta seus lábios em um beijo casto.

Com as testas coladas eles se encaram trocando carinhos apaixonadamente íntimos.

Não pode negar que desde que contara ao namorado a parte mais nebulosa de seu passado, os dois passaram a ficar ainda mais próximos, cada vez mais cumplices.

—Vamos? Temos uma ótima noite pela frente. – chamando a Swan, ele entrelaça suas mãos.

—Claro. – concorda com um aceno de cabeça. —Onde vamos? – não deixa de perguntar enquanto esperam abraçados, a chegada do elevador barulhento.

—Comemorar nosso primeiro mês de namoro. – responde óbvio a fazendo bufar.

—Isso eu sei, seu bobo. – rola os olhos. —Quero saber o lugar, não o que vamos fazer. –

Os risos do moço se misturam com os rangidos da caixa de aço, que logo alcança chega ao térreo.

—É uma surpresa amor. – murmura a abraçando pelos ombros.

Respirando profundamente, sorri acenando para Paul que mesmo tentando disfarçar, não tira os olhos do casal.

—Boa noite, Paul. – o Cullen cumprimenta saindo com Bella pela porta de vidro.

Ainda de mãos dadas ele a guia até o carro preto, retirando do bolso um pequeno pedaço de cetim.

—O que é isso? – curiosa ela indaga, preparando-se para abrir a porta do veículo.

—Uma faixa, quero vendar você. –

—Ah, vai sonhando! – exclama fazendo movimentos negatórios com a cabeça.

—Amor, deixe de ser estraga prazeres vai... Faz parte da surpresa, não estrague. – pede beijando-a por todo o rosto.

Como pode dizer não a ele, ouvindo aquela voz rouca toda manhosa? Ou pior ainda, quando está sendo coberta por beijos arrepiantes?

—Tudo bem. – concorda por fim em meio a um suspiro. —Mas olha lá hein... – a virando de costas, ele deixa uma rápida mordida no ombro nu calando-a prontamente.

—Pode confiar em mim, minha linda! – com cuidado ele passa a venda pelos olhos da namorada, tomando extremo cuidado para não bagunçar os cabelos penteados.

Em pleno silencio a ajuda entrar no carro, pondo em seguida o cinto na moça.

Beija rapidamente a testa coberta pela franja, antes de ir se alojar no banco do passageiro.

—É longe? – ansiosa morde os lábios, inalando o ar pela boca.

—Logo você descobre. – pegando uma mão da jovem, ele a leva até os lábios onde deixa um beijo carinhoso.

Se arrumando no banco, da partida no carro, ansioso pela noite que os espera.

[...]

Sendo guiada pelo namorado Bella contorce seus dedos de ansiedade. Durante o percurso de carro, o ruivo não dera pista alguma sobre onde iriam, o que a deixou-a ainda mais aflita.

O braço do ruivo preso em sua cintura, a faz parar com os passos.

Respira fundo, levando os dedos a faixa que cobre seus olhos.

—Posso tirar a venda? –

Sem obter respostas da parte do moço, sente quando os lábios finos se encostam em seu pescoço. Lentamente sente todo o corpo se arrepiar.

Belisca o lábio inferior com as pontas dos dentes, quando aos poucos o Cullen retira o pano que cobre sua visão.

Esfregando os dedos levemente por cima das pálpebras, pisca demoradamente ao ver o cenário a sua frente.

Um deque comprido de madeira tem um caminho guiado por pequenas velas, quadradas que dentro de pequenas taças de vidro, fazem as pétalas de rosas vermelhas brilharem ainda mais sob a luz da lua.

A frente, o mar se move com tranquilidade tendo os reflexos das estrelas em sua água escura, onde um pequeno iate, está estacionado.

—Edward... Isso é incrível.. – sussurra emocionada, caminhando com o namorado em direção ao barco.

Com o auxílio do Cullen, ela sobe os três degraus parando do lado de fora do iate.

Sorri rapidamente para o ruivo, seguindo para as acomodações.

Ofega ao ver tudo decorado, com velas, rosas e ao fundo uma música romântica.

Corre seus dedos pela cama redonda coberta por pétalas vermelhas. Suspira quando o namorado apaga a luz, deixando o quarto iluminado apenas pelas velas.

—Não acredito que você fez tudo isso... – se vira para ele, que com uma garrafa de champanhe nas mãos, sorri orgulhoso.

—Amor, isso é só o começo de tudo o que eu vou fazer para você. – ouve as palavras carinhosas, segurando o rosto dele entre as mãos para beijá-lo.

Afastando-se o vê abrir facilmente a garrafa escura, e por segundos a espuma da bebida alcóolica escorre.

Pegando as taças de cima da mesa, ela o ajuda a servi-las.

—Você pode não ter tido a melhor infância e adolescência do mundo... – começa a falar deixando caricias pelo rosto feminino. —Mas eu prometo amor, que de agora em diante você só terá motivos para sorrir. –

Beijando o maxilar quadrado, ela o abraça.

Seus olhos unidos aos dele.

—Eu já tenho Edward... Você me deu o melhor mês de toda a minha vida. –

—O primeiro de muito, e muitos, e muitos, e muitos... – pisca para ela beijando-a castamente.

Rindo o casal brinda as palavras, saboreando um pouco da bebida, antes de começarem a comemorar verdadeiramente seu primeiro mês de namoro.

Notas finais
Passado da Belinha finalmente veio a tona... Tenso!! kk Galera é o seguinte, Desafios surgiu em minha cabeça do nada... Na verdade eu ainda estava escrevendo A Bet, quando me surgiu a ideia de fazer uma nova fic, e eu tinha duas opções: Fazer uma erótica. Fazer uma dramática. Depois que eu optei pela 2ª opção, eu fui fazer o planejamento da Fic. Tenho marcado em cada capítulo as coisas de importantes que eu preciso por nele, e eu garanto a vocês que TODOS, absolutamente TODOS assuntos, mistérios, passados, SERÃO INCLUÍDOS NESSES 19 CAPÍTULOS RESTANTES. Tenho todos eles planejados, e não pretendo mudar o rumo que eu dei a história, há quase um ano atrás. Posso garantir a vocês que eu não vou largar o jantar só porque a sobremesa é melhor.... Ou seja, tudo será explicado e resolvido. Fiz isso com A Bet, estou fazendo isso com Desafios e farei também com Sedução (minha próxima fic o/ ) kkkkk Gatitas da Nick, já falei de maais, agora me vou kkk Não sei quando volto porque estou de mudança o/ kkkk Mas tentarei voltar o mais breve possivel, ok? Nos vemos lindonas do meu S2 Beijõões da Nick :*