Desafios
26 Tatuagem
Notas iniciais
Exausta Bella se senta no sofá quadrado de Edward. Tapa o rosto com as mãos, suspirando profundamente.
O dia nnte. —Olha Esme, eu não sei mais o que fazer... Edward não conversa, não brinca, não quer sair da cama... Nós precisamos dar um jeito de animá-lo... Tenho até medo de lembrar no que a psicóloga disse sobre a depressão dos pacientes, porque se ele continuar assim, não duvido que ele entre em estado depressivo. –
—O pior é que nós também estamos de mãos atadas filha... Ele não mostra interesse em nada. – quase chorando a Cullen alega.
—Talvez ele se anima amanhã... Às vezes os resultados dos novos exames sejam mais otimistas, e ele... –
—Toshiro conversou com Carlisle hoje Bella. Disse que queria nos alertar antes de dizer a Edward. — respirando profundamente Esme faz uma breve pausa. —Não queria te contar assim por telefone mais... – sentindo a espinha gelar, ouve a sogra soluçar. —O caso de Edward não tem solução... O que nos resta é esperar. Talvez ele dure oito meses, mas... O Toshiro acredita que... Que ele não passe dos seis. –
—Droga! – ofega, passando a mão livre pelo rosto. Os olhos ardem profundamente e a garganta se fecha, naquele já conhecido nó. —Esme isso não pode... –
—Pode Bella, infelizmente não há mais nada a ser feito. –
Fincando as unhas na almofada ao lado, a moça cerra os dentes prendendo um frito.
Agora, mesmo sem dormir a única coisa que lhe rodeia são pesadelos. Um mais terr&iaão fora fácil.
Para começar Edward amanhecera com um humor insuportável. Nunca o vira assim. Dando maus respostas, ele estava visivelmente desanimado.
Ficara a manhã toda deitado no quarto assistindo aos seus desenhos favoritos da Marvel.
Se recusara a comer, e não se importara nem em atender as ligações dos amigos.
Manter uma conversa com ele, fora algo impossível.
Contudo as coisas só pioram quando ele fora tomar banho, mandando um e-mail para o pet shop onde deixara Jerry a moça se assustara ao ouvir um barulho alto vindo do banheiro e assim que chegara ao cômodo, entrara em choque.
Edward estava tendo sua primeira convulsão. Os médicos disseram que isso seria normal, até mesmo com os remédios que ele passara a tomar, porém a jovem não esperava que fosse passar por aquilo tão... Repentinamente.
Com a ajuda de Gianna, conseguira controlar as repulsões do ruivo, que levara vários minutos para se recuperar.
A palidez em sua face apenas aumentou quando os vômitos vieram. E foram horas e horas de náuseas intermináveis.
Mais abatido e fraco, Edward se fechara ainda mais. Não comera nem um terço da sopa feita por Gianna, e ainda calado, pegara no sono.
—Bella, os remédio de Edward estão separados na bandeja, e o jantar já está pronto. – já sem uniforme, Gianna a avisa.
Se arrumando no sofá, a morena cruza as pernas assentindo com um aceno de cabeça.
—Tudo bem Gianna, obrigada. – sorri sem humor para a empregada que suspira, dando poucos passos até a porta. —Já está indo embora? –
—Sim, a senhorita precisa de mais alguma coisa? –
—Não, não. – nega enrolando os cabelos. —Já pode ir. Boa Gianna, até amanhã. – se depede pegando o aparelho de telefone de cima do aparador de madeira.
—Boa noite Bella, até amanhã. – ouve as palavras da mulher, já discando os números conhecidos de Esme e Carlisle.
Os sons rítmicos do telefone se misturam com os da sua respiração, se formando em eco pela sala grande.
—Residência do Doutor e Senhora Cullen, boa noite, com que eu falo? –
—Boa noite, Mary. Sou eu Bella. –
—Como vai senhorita? Deseja falar com os patrões? – retirando a franja dos olhos, Bella boceja longamente.
“Não, liguei apenas para perguntar como vai o clima por ai.”
Pensa irônica rolando os olhos.
—Vou bem, sim por favor. Quero falar com Esme. – é direta. Mesmo se relacionando bem com Carlisle, não tem tanta intimidade com o loiro.
Nem com Esme na verdade, contudo o fato de ele ser seu patrão, só torna as coisas mais... Constrangedoras.
—Um minuto, por favor. –
Coçando os olhos com as mãos, a morena volta a bocejar. O sono a rondando de perto.
—Bella? Tudo bem? – a voz doce da sogra ecoa em seu ouvido, e mesmo sendo extremamente educada a Swan não tem certeza se a pergunta de “estar tudo bem” se refere a ela.
—Cansada, mas... Bem. – lubrifica os lábios com a ponta da língua antes de continuar. —E você e Carlisle? –
—Bom, estamos ansiosos pelos resultados de amanhã e preocupados por essa ligação. – rindo sem humor a ruiva, troca rápidas palavras com quem, a morena julga, ser o marido. —Está tudo bem por ai? Edward, como está? –
—Dormiu a pouco, mas tivemos uma tarde difícil. – murmura fechando os olhos.
—Tarde difícil, como assim? –
—Você percebeu o quanto ele está desanimado não é? Não conversa, quase não come... E depois que vocês conversaram pelo celular... – tomando folego, ela faz uma breve pausa. —Ele teve uma convulsão, e vomitou praticamente tudo que tinha no estômago. –
—Meu Deus... – a sogra ofega alto. —Bella, porque não nos ligou na hora? Quanto tempo faz isso? –
—Ele não deixou que eu ligasse... Tem uma hora e meia mais ou menos. –
—Deus! – exclama gemendo. —Carlisle está perguntando se ele voltou a ter dores de cabeça. –
—Depois do telefonema de você não. – suspira longamecute;vel que o outro.
[...]
Em uma estranheza total, o dia amanhecera nublado, frio e chuvoso.
Nada normal para tal época do ano, quando faltam poucos dias para o verão.
Saindo do carro, Edward fecha a porta com força, uma força quase desnecessária.
—Hey seu chato, me espera. – apressando os passos, Bella se põe ao lado dele, a mão pequena se infiltrando entre a grande.
—Desculpe, estou ansioso. – pede beijando carinhosamente a testa da namorada.
—Tudo bem, amor. – sorri se encostando mais nele, quando uma brisa fria ronda pelo pátio.
Caminhando em silêncio até o elevador, o ruivo rola os olhos ao ver Jacob entrando na caixa de ferro.
—Não gosto do jeito que ele te olha. – diz baixo, contraindo o maxilar.
—Nem eu. – afirma, passando o braço do namorado por sua cintura. —Ande mais devagar, deixe ele subir e nós... –
—Bella, Edward! – interrompendo a frase da Swan, o Black acena para o casal. —Vão subir? –
—Não vamos descer para o inferno Jacob. – cínica ela responde, arrancando risadas do namorado.
—Não entendi. – cerrando os olhos Jacob sibila.
Bufando a moça retira a franja dos olhos.
—Foi uma piada, Jacob. – explica impaciente. —Estamos no térreo... Você perguntou se vamos subir... –
—Ah sim... – ri meio forçado. —Sou meio lerdo com essas coisas. –
—Claro, claro. –
—Então vamos? –
—Pode ir subindo, estamos esperando nossos amigos. – tentando ser educada a moça responde, abraçando Edward carinhosamente.
—Ok. Um bom dia para vocês. – meio contrariado o moreno responde, antes de fechar as portas do elevador.
—Aff, ele consegue ser chato. – rolando os olhos ela sibila.
—E pensar que você deu trela para esse otário. –
—Eu não dei trela para ele. – encarando o ruivo, Bella responde.
—Claro que não. Apenas saiu para lanchar e tomou gosto pelas caronas inconvenientes dele. –
—Ai Edward, você de mau humor é insuportável. – arrumando a bolsa no ombro a morena se afasta do Cullen.
—Você também não é lá muito legal. – rolando os olhos, a Swan cruza os braços.
Paciência. Paciência. Paciência.
O doutor os avisara sobre as mudanças de humor.
—Tudo bem, me desculpe ok? – voltando a abraçar a namorada, Edward pede. —Estou descontando nas pessoas erradas e sei que isso não é certo. –
Soltando um longo suspiro, Bella acaricia a face abatida, beijando castamente os lábios finos.
—Está desculpado. – afirma sorrido de canto.
—Eu te amo. – sentindo a testa do ruivo pressionar a sua, a morena solta o ar pelos lábios.
—Também te amo. – enlaçando os braços em volta do pescoço do Cullen, a moça cola seus lábios nos dele.
As mãos fortes de Edward se colam na cintura fina, puxando a namorada para mais perto.
Por minutos os dois se beijam apaixonadamente.
Ofegantes, eles se olham trocando um sorriso.
Abraçando a namorada, Edward deixa um beijo na cabeça da Swan.
Tudo o que precisa para se sentir melhor, é tê-la por perto.
[...]
Sentados na sala de espera, a aflição é quase palpável entre os cinco.
Alice caminhando de um lado para outro, Emmet roendo as unhas, Carlisle olhando as horas no celular a cada segundo, Esme desinquieta na cadeira e Bella que, se reservara a permanecer em silêncio.
Estavam sentados ali a quase uma hora, talvez até mais. Tudo porque, Toshiro decidiu que seria melhor se ele conversasse a sós com Edward.
Suspirando Bella arruma a postura no sofá macio.
Mesmo diante dos novos resultados, mesmo já tendo presenciado uma crise de Edward... A ideia de que ele está morrendo parece tão... Distante!
Ainda não consegue acreditar que ele tem os dias contados.
Na verdade a moça até prefere não pensar assim, porque somente imaginando a dor em seu peito é dilacerante.
—Que demora... O que será que está acontecendo, hein? – se pondo de pé, Esme contorce os dedos.
—Já tem tempo que eles estão ali dentro. – Emmet sibila nervoso, esfregando as mãos no rosto.
—Mais de uma hora. – num suspiro, Bella pronuncia. —Acho que seria melhor se nós estivéssemos com ele. –
—Também acho. Receber uma notícia assim já é duro... Ainda mais sozinho! – parando encostada na parede, Alice bufa.
—Toshiro disse que é melhor. Assim ele pode conversar com Edward e deixar que ele assimile os fatos, no tempo dele. – tamborilando os dedos, Carlisle murmura.
—Não dá para assimilar algo assim, Carlisle. Ainda mais quando se é tão jovem... – apertando os dedos nos olhos. —Isso só pode ser um pesadelo. – embargando a voz, Esme lamuria.
Passando o braço pelo ombro da ruiva, Alice a abraça tentando lhe passar força.
—Nós precisamos ser fortes, Tia. – com o timbre tremulo, Emmet diz.
Correndo as mãos pelos cabelos, Bella engole o choro, prendendo as lágrimas nos olhos.
Não vai chorar. Edward não precisa de suas lágrimas, precisa de sua força.
—Emmet tem razão, amor. – Carlisle caminha até a mulher lentamente. —Se Edward sair e te ver assim, como acha que ele vai ficar? –
Respirando fundo a mulher concorda com a cabeça, as mãos limpando o rosto.
—Tem razão... – ela pigarra fungando. —Vou ao banheiro limpar o rosto e retocar a maquiagem, logo eu volto. –
Trocando um selinho com Carlisle, logo Esme sai da sala.
O silencio novamente volta a reinar na sala enquanto mais minutos correm no relógio.
Já recomposta Esme retorna se sentando ao lado da nora.
—Já não tenho palavras para te agradecer, meu bem. –
Lubrificando os lábios com a ponta da língua, a morena sorri fraco.
—Já disse que não precisa, Esme. – retira a franja dos olhos, abaixando o olhar.
—Claro que precisa... Não é qualquer uma que enfrenta uma coisa dessa. Outras em seu lugar já teria deixado Edward. –
Superando a Swan sabe a quem a sogra se refere.
—Não vou deixa-lo. Não importa a situação, eu vou ficar com ele. – afirma, recebendo um abraço da ruiva.
Fechando os olhos, a jovem retribui apreciando aquele ato maternal de Esme.
Assim que as duas se afastam, a porta grande de madeira se abre.
Sério, Toshiro se põe para fora.
—Vocês podem entrar. –
Ansiosos, os cinco se encaminham até a porta, entrando um por vez.
O cômodo claro, com mobília escura é bem desenhada, como todo o Centro Medical.
Com poucos passos a morena se posta ao lado do namorado que sentado, mantém uma expressão leve no rosto.
Calma até. Como se nada de ruim estivesse acontecendo.
—Você está bem? – pondo a palma da mão no rosto dele, a morena pergunta atraindo os olhos verdes para o seu.
Um sorriso torto aparece nos lábios finos, provocando alterações nos batimentos da Swan.
Há quanto tempo não vê aquele sorriso? Há dias talvez...
—Estou amor. – entrelaçando sua mão na dela, Edward deixa um beijo carinhosos sobre os dedos finos.
Assentindo com a cabeça Bella observa o médico se sentar, a frente de todos.
Quietos, eles esperam ansiosamente pelas palavras do japonês.
—Edward e eu tivemos uma longa conversa. – cruzando as mãos sobre a mesa, ele começa. —Acho que tudo que um paciente espera, é que o médico seja verdadeiro com ele. E eu sempre fui, e sempre serei. – travando um pouco por causa do sotaque, Toshiro faz uma breve pausa. —Em vinte anos estudando sobre o Glioblastoma Multiforme poucas vezes eu vi um tão agressivo como o de Edward. –
Apertando a mão do namorado, Bella sente o corpo gelar.
—Para começar a área que ele está, é uma das mais sensíveis do cérebro. Ele cresce rápido, e por estar enraizado, vamos colocar assim, tratamentos quimioterápicos, radioterápicos, não tem serventia. –
Mordendo os lábios a fisioterapeuta ouve as lamurias baixas da sogra, sem conseguir de fato compreender as palavras.
—Não há, outro jeito, não há outra forma. Por isso, só me restou aconselhá-lo, durante quase uma hora. Sei que não há palavras no mundo que conforte a dor de vocês, ou que os console. Por isso sugiro que vocês aproveitem cada segundo ao lado dele, vivam felizes, sem serem rodeados pelo fantasma do câncer. –
A falta de palavras do médico, deixa a sala novamente num silêncio total.
—Ok, eu quero falar agora. – com os olhos baixos, Edward murmura. —Quero falar tudo aqui, porque assim que saímos desse hospital, não vou tocar mais no assunto. –
Se pondo de pé, ele caminha até poder ficar de frente aos outros.
—Não vou mentir para vocês, eu estou com medo. Não é medo de morrer, mas sim do que vai acontecer daqui para frente. Medo dessa doença ridícula, que eu espero que em anos seja lembrada apenas como signo. – passando os dedos pelos cabelos, ele para por alguns segundos.
—Fiquei triste e revoltado, no começo. Acabei descontando em vocês, e quero que me desculpem por isso. Mas, pensando na vida, eu acabei vendo que eu não tenho motivos para me sentir triste, muito menos revoltados porque... Tudo tem um fim, tudo acaba. As pessoas são finitas. Do que me adiantaria entrar em negação, ou em estado depressivo? Vocês me conhecem, sabem que eu sempre fui feliz, alegre... E o mais lógico, é que eu termine meus dias aqui, do mesmo modo. –
Pigarreando, Edward coloca as mãos no bolso. A boca se entorta em um leve biquinho, antes de ele voltar a falar.
—Não quero que vocês chorem, nem que fiquem deprimidos, sabem porquê? Por que nesses vinte e cinco anos que eu vivi, eu fui extremamente feliz. – sorrindo, corre seus olhos para seus pais. —Vocês dois me deram uma vida maravilhosa e eu não me refiro somente aos luxos e presentes que me proporcionaram, mas sim por me amarem de um jeito tão incondicional, por serem os meus maiores exemplos, por me educarem e me mostrarem que mesmo no mundo maluco de hoje, o amor entre duas pessoas é possível, pode acontecer. –
Tomando fôlego, ele engole demoradamente trocando um rápido olhar com pais.
—Você sua mala grande... – apontando para Emmet, sorri. —Só Deus sabe o quanto nós aprontamos juntos. As artes na escola, as pegadinhas com os professores... A faculdade e sobretudo aquela viajem inesquecível para Vegas! – rindo o moço sente as lembranças retornarem a sua cabeça.
—Você é mais que um amigo, é meu irmão. Você realmente me mostrou como é bom ter um amigo, como eles são valiosos e raros. –
Parando novamente de falar, volta sua atenção para a baixinha chorosa.
—Alie, depois de tantos anos juntos com você eu realmente não consigo ficar sem esse seu jeitinho elétrico. Sempre animada, sempre feliz, sempre empolgada... Para tudo. Mesmo você sempre me atormentando e implicando com meu cabelo, você sabe que eu amo você e mesmo depois de casados, se o Emmet aprontar, pode ter certeza que eu irei darei uma lição nele, com o jeito mais doloroso possível. – ri juntamente com o casal. —Porque você é a imã caçula que eu sempre quis, e eu sempre, sempre irei proteger você. –
Se virando finalmente para Bella, Edward conecta seus olhos nos dela, abrindo instantaneamente um sorriso.
—Minha Doutora Zangadinha. – murmura sorrindo. —Você é pessoa mais forte que eu conheço. Não sabe como eu me orgulho de você. A coragem que teve, a determinação... Poucos teriam isso. Acho que essas coisas só fazem o meu amor por você aumentar, cada dia mais. Vendo um amor como os dos meus pais, tudo o que eu sempre quis foi poder viver algo assim um dia, e você... Com seu jeito marrento e gênio difícil, me proporcionou isso. Eu amo você. –
Respirando fundo, observa a morena suspirar longamente.
—Com pais tão incríveis, amigos que são como meus irmãos, e o com o amor da vida ao meu lado, como eu poderia ficar triste? Como eu poderia ficar revoltado? Tive e tenho uma vida maravilhosa, cercado de pessoas maravilhosas. Fui e sou muito feliz, realizado. Por isso eu peço a vocês. – intercalando o olhar entre eles, Edward volta a falar. —Não fiquem tristes, nem tenham pena de mim. Não há motivos para isso. Pena temos que ter de pessoas cruéis e amarguradas, e eu não fui, nem sou e duvido que serei assim. –
—E parem de chorar! – pede autoritário. —Isso não é uma despedida, somente quis deixar claro como eu estou feliz por ter vocês comigo. Ainda terão que me aturar por... – volta sua atenção para Toshirō. —Seis meses, doutor? –
—Isso. – sorrindo o japonês concorda.
—Terão que me aturar por seis meses, estes que serão vividos iguais aos outros já passados. Vamos ser felizes. Vocês prometem que irão ser felizes? Prometem que vão deixar toda a tristeza e lágrimas aqui nesse consultório? Porque se não for para ser assim... Eu não vou querer nem sair desse hospital. –
Um silêncio toma conta da sala por minutos.
Se levantado da cadeira, Bella caminha até o namorado o pegando em um abraço.
—Eu prometo. – sussurra no ouvido dele, deixando as últimas lágrimas caírem de seus olhos.
[...]
Deitada no sofá a morena continua a fazer o cafuné no namorado, os dedos se embrenhando nos fios ruivos e macios.
—Não sei como você consegue dar risadas disso. – murmura desviando os olhos da TV, onde aquela estúpida família amarela, a deixa mais entediada.
—É engraçado! – beijando o colo desnudo da namorada, ele murmura.
—Onde? Até Dora A Aventureira é mais engraçado que isso... –
—Estou sentindo que tem uma fã de Dora A Aventureira nessa sala. – Edward brinca, a fazendo bufar.
—Fã número um... – rola os olhos. —Estava pensando até em fazer uma tatto... –
—Olha amor, eu sei que você me ama agora não precisa tatuar o meu rosto na sua testa, sério mesmo. – se sentado o ruivo provoca.
—Edward! – exclama se fazendo de surpresa. —Como é que você adivinhou que eu iria fazer isso? Sério, estragou a surpresa! – cruza os braços, sem esconder a ironia em suas palavras.
—Adoro te ver bravinha... Sabia? Fica tão sexy! – voltando a deitar sobre a namorada, ele mordisca o pescoço alvo.
—Bobo! – exclama arrepiada.
Segurando o rosto dela entre as mãos, Edward a puxa para um beijo.
—Sabia que eu sempre quis fazer uma tatuagem? – ainda ofegante, ele deita a cabeça sobre o colo da Swan.
—E por que nunca fez? – beijando o alto da cabeça do Cullen, ela pergunta.
—Falta de coragem. – assume, ouvindo os risos altos dela.
—Não acredito... Um homem desse tamanho, com medo de fazer uma tatuagem? –
—Dizem que dói muito, ué. – explica dando de ombros.
—Ai meu Deus... – rolando os olhos, a morena ri.
—Mais é sério amor, eu sempre quis... Era o primeiro item daquela lista que você achou, não lembra? –
—Nem cheguei a ler ela. – sibila baixo.
A lista! É claro, a lista de desafios!
—Ah sim... Bom, mas vamos deixar esse assunto de lado por que... — infiltrando as mãos por dentro da blusa da moça, Edward logo as aloja sobre os seios.
Arrancando um gemido abafado da morena, ele os aperta.
—Temos coisas mais interessantes pata fazer. – piscando para a jovem, ele se abaixa para beijá-la.
[...]
Deitando a cabeça no ombro do namorado, a morena sorri animada.
Fora difícil encontrar novamente aquela lista, a procurara por horas enquanto Edward dormia na sala, contudo com a ajuda de Gianna, conseguira encontrar o papel.
1º Fazer uma tatuagem.
2º Divertir crianças em um hospital.
3º Cruzar os EUA de carro (NY para L.A).
4º Acampar e ver a aurora boreal.
5º Viajar em um trailer.
6º Estar em 4 estados americanos de uma só vez.
7º Ver o sol da meia noite na Suécia.
8º Fazer um passeio em um balão de ar quente.
9º Casar.
10º Ser pai.
Lendo então os dez itens a moça tivera a brilhante ideia de ajudá-lo a cumprir com os sete desejos restantes.
—Bella, isso não tem graça... Onde estamos indo? – ajustando levemente a fita de cetim nos olhos do namorado, ela ri baixo.
—É uma surpresa, amor. – deixa um beijo na face dele, ao mesmo tempo em que o taxi para rente ao meio fio. —Já chegamos! – anuncia olhando rapidamente pela janela enquanto retira o dinheiro da bolsa. —Vem eu ajudo você a descer! – guardando o troco, a Swan sai do veículo.
Meio desorientado, Edward se coloca para fora do carro também, ouvindo apenas os barulhos dos carros passando.
—Vem amor, com cuidado. – guiando o namorado com cuidado, a Swan o ajuda a adentrar no prédio. —Olá, nós temos um horário marcado no nome de Isabella Swan. – fala para a atendente que de início estranhara ao ver um homem vendado.
—Ok. –
—Horário? Horário para que? – desconfiado o homem pergunta, sendo ignorado pela jovem fisioterapeuta.
—Tudo bem, já podem subir. Estão à espera de vocês, quinto andar sala três. –
—Bella eu vou tirar essa venda, se você não me contar onde estamos. – ameaça adentrando no elevador com a namorada.
—Deixe de ser chato, e se você fizer isso vai ficar um mês sem sexo. – ouvindo as palavras da moça, ele se cala cruzando os braços emburrado. —Vem é por aqui. – com o braço enlaçado no dele, ela volta a guia-lo.
Parando em frente a sala, a moça sorri para o homem careca e forte.
—Olá como vai? – animada ela o cumprimenta.
—Muito bem e a senhorita? –
Ouvindo a voz rouca e grossa, Edward estranha.
—Ansiosa. – murmura rindo.
—Vocês dois que irão fazer? –
—Fazer? Fazer o que? – assustado o Cullen indaga. —Bella... –
—Sim, somos nós mesmo. – cortando o namorado, ela assente ao homem a frente.
—Ok, vou arrumar as coisas aqui, logo volto para chama-los. –
—Já posso tirar essa venda? –
—Pode, Edward. Pode. – responde, retirando o papel dobrado do bolso, juntamente de uma caneta.
Coçando os olhos, o ruivo demora a perceber onde está.
—Bella, oque.. –
—Xi.. – se pondo nas pontas dos pés, ela o cala com um selinho. —Toma. – se afastando um passo, ela entrega a lista para ele.
—Não estou entendendo, Bella. – arqueando as sobrancelhas ele sibila.
—Vai poder riscar mais um item da sua lista, amor. – sorri em meio as palavras. —Para ser mais exata o item de número um. – aponta na folha. —Te trouxe aqui porque vamos fazer uma tatuagem! –
Anuncia alegre, vendo a surpresa correr pelos olhos claros, enquanto um sorriso se abre nos lábios finos.
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