Desafios
27 I'll love you...Until the end
Notas iniciais
Rindo o casal sai do prédio. A noite alta, mentem um céu limpo e estrelado onde a lua é protagonista da cena.
—Agora é oficial! – falando alto o ruivo ergue a folha com a caneta, chamando atenção de alguns pedestres. —Mais um item da lista riscado! –
Contente a namorada comemora batendo palmas.
Depois de quase três horas dentro da sala, casal fizera as tatuagens.
Demoraram um século, até se decidirem por fazer uma frase que quando unidas se completassem.
E assim, escreveram no ante braço “I'll love you...Until the end.”.
Com os dedos entrelaçados os dois suportaram juntos a dor das agulhadas, até que acabaram resolvendo fazer mais uma.
A mesma tatuagem no braço esquerdo.
Esta por sua vez, se consiste em um diamante pequeno e simples com a palavra “Unbreakable” logo debaixo.
Segundo o ruivo, nada destrói a pedra valiosa, a tornando inquebrável. Assim como o amor dos dois.
Nada é capaz de afastá-los ou diminuir a intensidade do sentimento que ambos nutrem.
—Quantos faltam agora? – se aproximando do Cullen ela indaga.
—Seis. – murmura sorridente. —Vai me ajudar a cumprir os restantes? –
Enlaçando os braços no pescoço do namorado, a jovem sorri.
—Com certeza. – afirma mordendo os lábios.
—Hmm... – guardando a lista no bolso da calça jeans, ele a abraça pela cintura. —Sabe que um desses desafios, é ser pai... Não sabe? –
—Sei. – concorda acenando com a cabeça. —Deixarei Jerry te chamar de pai. – mordiscando o lábio inferior do ruivo, a moça se afasta.
Sentindo os pelos eriçarem Edward sorri. Tão sexy!
—Agradecido. – a puxando pela cintura, ele a abraça por trás. —Mas não quero ser pai daquele gato estranho. –
—Meu gato não é estranho. – olhando-o por cima do ombro, Bella chacoalha a mão acenando para o taxi.
—Porque está chamando o taxi? – sem entender ele a olha.
—Para voltarmos ao seu apartamento, ué. – responde, vendo o carro amarelo se aproximar.
—Mais já? – sentindo a decepção na voz do homem, a moça se vira arranhando levemente sua nuca.
—Achei que quisesse ser pai... Por isso estava pensando que seria bom se começássemos a produzir um bebê hoje. – lubrificando os lábios com a língua, ela o beija rapidamente antes de se enfiar no carro.
Rindo o moço a acompanha, fechando a porta num baque leve.
—Você adora me provocar, não é? – pondo o cabelo longo de lado, Edward deixa vários beijinhos na pele do pescoço desnudo.
—Amo. – sussurrando a morena confirma, correndo com a mão pela perna do ruivo.
Os dedos finos tocando de leve na virilha, apenas para provoca-lo.
—Acho bom parar... Ou vai me pagar mais tarde. –
—Eu vou adorar. – confessa mordendo e chupando o lóbulo da orelha do namorado.
Se arrepiando o homem aperta a coxa da morena, recebendo como resposta um sorriso sapeca.
Essa mulher provocante... Está na hora de castiga-la.
[...]
Ofegante o casal adentra no apartamento, e com os lábios ainda colados caem no sofá.
O desejo queimando mais forte dentro deles, a cada arranhão, a cada mordida, a cada toque, a cada beijo.
Por cima, a jovem se aperta cada vez mais no namorado, as mãos embrenhadas nos cabelos macios, deixando-o ainda mais excitado.
Sentando sobre as pernas do Cullen, a morena toma fôlego.
As mãos correm pelo peito forte e definido.
Como adora sentir os músculos do ruivo. Mordendo os lábios ela se abaixa, distribuindo vários beijos pelo pescoço dele.
—Vou ir cobrir as tatuagens. – se levantando Bella apenas pisca para Edward que ainda deitado, permanece sem entender.
—Cobrir as tatuagens? Para que? –
—Vou ir tomar um banho... Você não vem? – subindo as escadas lentamente, ela retira a blusa sorrindo marotamente a ele.
Levantando num pulo do sofá, o ruivo pragueja ao tropeçar no tapete de pelos.
Sem se importar, praticamente corre pelos degraus, chegando finalmente ao quarto onde a namorada enrola o plástico aderente receitado pelo tatuador.
Ainda de calça e sapatilha, a moça veste na parte de cima apenas um sutiã de renda preta.
Os cabelos longos caem pelas costas, parando na volta perfeita do quadril largo.
Sorrindo ele caminha até ela, agarrando-a pela cintura deixa seus corpos colados num puxão.
—E você sempre provocando... – cerrando os olhos para ela, observa hipnotizado a namorada morder os lábios.
Droga! Como ela consegue ser tão sexy, fazendo uma coisa tão simples?
—Não estou provocando você amor. – soando inocente a Swan infiltra as mãos por dentro da blusa de Edward. Os dedos percorrem todo os gominhos definidos do peitoral, até as costas largas.
Sentindo as unhas dela correrem soltas por suas costas, ele se arrepia, vendo-a sorrir de canto.
—Quer ajuda para cobrir as tatuagens? – se pondo nas pontas dos pés, ela deixa beijos demorados no maxilar quadrado do Cullen.
Incapaz de responder ele apenas assente com a cabeça.
Lubrificando os lábios com a ponta da língua, ela retira a camiseta dele, tacando-a sobre a King Size.
Passando o plástico sobre as tatuagens, a morena apenas reforça os curativos, cobrindo por fim com a fita adesiva branca.
—Prontinho. – com a voz rouca, ela anuncia, deixando o plástico e a fita, sobre a cama.
Segurando o rosto da morena entre as mãos, Edward a puxa, logo colando seus lábios.
O beijo calmo e lento, aos poucos aumentando a intensidade.
Arranhões, apertos, puxões de cabelo.
Mordendo o ombro nu da Swan, Edward a aperta mais em seus braços, colando ainda mais seus corpos.
Beliscando os lábios com os dentes, Isabella apoia uma mão no peito forte do namorado, apenas para se afastar dele.
—Vou tomar banho. – pontuando as palavras, ela abre com facilidade o fecho do sutiã.
Deixando o ruivo vidrado, a moça sorri de canto, se livrando da calça jeans.
As mãos se voltam para o cabelo, enrolando os fios longos num coque firme.
Somente de calcinha, caminha em direção ao banheiro, parando na porta.
—Você não vem, amor? – mordendo os lábios, solta uma piscadela para o Cullen antes de entrar no lavabo.
Esfregando a mão no rosto, o ruivo respira fundo.
Precisa se controlar, afinal, a namorada precisa de um castigo.
Abrindo os botões abaixa a calça jeans até os pés, saltando por cima do pano claro, em seguida. Apenas de cueca, se dirige para o banheiro. A excitação correndo em suas veias sanguíneas, o deixa queimando por dentro.
Parando na entrada do cômodo, observa a jovem de costas para ele. A cabeça lançada para trás, enquanto a água do chuveiro cai sobre seu colo.
Embrenhando os dedos no cabelo, Edward os bagunça ainda mais. Os passos são lentos até a namorada, que sorri devassa ao sentir as mãos do Cullen em sua cintura.
—Pensei que você não viria. – ouvindo as palavras baixas, porem provocantes de Bella, Edward a pressiona contra a parede.
Um gemido quase que inaudível sai da morena, ao sentir o azulejo frio contra seus seios.
—Você achou mesmo que eu fosse perder isso? – sussurra no ouvido dela, antes de prender o lóbulo da orelha pequena, entre seus dentes.
Sorri torto, sentindo o corpo da namorada se arrepiar.
—Sim. – com a voz falha ela responde, e lançando o quadril para trás arranca um gemido do ruivo.
Fechando os olhos, Edward desliza as mãos pelo quadril de Bella, deixando os dedos brincarem com as alças da calcinha.
—Zangadinha... Zangadinha... – ouvindo a voz rouca do ruivo praticamente sobre sua orelha, deixa a Swan ainda mais atiçada.
Apertando os dentes no lábio inferior, ela prende um gemido ao sentir uma das mãos de Edward adentrarem em sua peça intima.
Encostando a testa na parede fria, engole seco quando os dedos dele se infiltram no seu sexo.
Em uma carícia, deliciosamente torturante, Bella praticamente se contorce em busca de mais contato.
—Edward. – lamuria frustrada assim que os toques cessam.
Sem responder a ela, o Cullen a vira de frente tomando-a num beijo ardente.
Arranhando as costas largas, Bella se aperta cada vez mais em Edward. O desejo intenso, deixando seus coração frenético no peito.
Arqueando o corpo conta a parede, ela fecha os olhos sentindo a boca quente do namorado descer por seu pescoço.
Os beijos se intercalando com os chupões, a levam a loucura. A cada segundo querendo Edward, mais e mais.
Sentindo as mãos grandes lhe pressionarem ainda mais contra a parede, prende um gemido quando a língua do ruivo contorna o bico de seu seio esquerdo.
Os chupões fortes e lentos, extremamente acirrante fazem com que a morena embrenhe seus dedos nos cabelos do namorado.
Gemendo baixo, respira com dificuldade por causa da água do chuveiro, ficando ainda mais ofegante quando os lábios de Edward voltam a descer por seu corpo.
Os dedos longos voltando a tocá-la intimamente combinam perfeitamente com a calor da boca do Cullen, que a cada segundo se aproxima mais e mais do local desejado.
Com cuidado, ele coloca uma das pernas da namorada sobre seu ombro e sem esperar mais, abocanha de uma só vez o sexo da morena.
Ao sentir a língua de Edward raspar em seu clitóris, a Swan rola os olhos, puxando ainda mais os cabelos do ruivo.
Com dois dedos a penetrando, ele continua trabalhando com a língua, em mais um oral perfeito.
—Ai meu Deus, Edward! – sentindo o corpo da morena começar a tremer, ele sorri antes de afastar.
Hora de castigar!
Abaixando a perna dela com cuidado, se põe de pé. Mordendo os lábios ele prende o riso, ao ver a cara frustrada e incompreendida da jovem.
—Por que parou? – ofegante, ela retira o excesso de água do rosto, com as mãos.
—Bom, não sei se a senhorita se lembra mas fez o mesmo comigo, meses atrás. – responde acariciando a face corada. —Estava te devendo esse castigo. –
—Não está falando sério... Está? –
—Sim amor, eu estou sim. – se afastando da Swan, ele finge não se importar com a situação passando a esponja pelo corpo, despreocupadamente.
—Ok... – normalizando a respiração, Bella cruza os braços. —Se você quer jogar... Vamos jogar, amor. –
Olhando nos olhos da namorada, Edward pode perceber toda a irritação e frustração nos orbes escuros.
Engolindo seco, observa calado a morena se enrolar em um roupão e sair do banheiro.
Definitivamente, está começando a achar que se vingar da namorada, não fora boa escolha.
[...]
Descendo para o salão de jogos, Bella rola os olhos ao ver Emmet e Edward, sentados cada um em um puff, jogando vídeo game.
Ajustando a bolsa no ombro, coloca os óculos escuros em cima da cabeça, caminhando lentamente até o telão, onde uma corrida, muito realista, se passa.
—Edward. – chama sem obter resposta do namorado. —Edward. – aumentando a voz, bate o pé no chão começando a se irritar. —Edward, seu surdo. – parando ao lado do namorado, retira os fones enormes de ouvido dele.
Surpreso o ruivo a olha, tirando a concentração do jogo.
—Bella? –
—Não, Papai Noel. – rola os. —Pode parar isso, preciso falar com você. – quase grita, por causa da música estrondosa que sai dos fones.
—Tudo bem. – sorrindo de canto, ele aperta um botão no painel grande a frente.
—Edward seu bosta! Eu estava quase ganhando, por que... Ah, oi Bella! – sorrindo Emmet acena a ela, que ri.
—Olá, Emmet. – murmura, retirando a franja do rosto. —Alice está uma fera com você. – comenta rindo, olhando rapidamente para o namorado que carinhoso, a abraça.
—Por cauda do Brutus ainda? – o grandão bufa, quando a Swan confirma com a cabeça. —Já faz tanto tempo... –
—Tanto tempo, tipo umas trinta horas? – Edward pergunta rindo.
—Você me entende, irmão. –
—Entendo nada, estou do lado da Alice. – rolando os olhos, Emmet lança uma almofada no amigo.
—Esperem! – se afastando dos dois, que se preparam para uma ‘guerra de almofadas’, a Swan arqueia as mãos. —Preciso ir ver o Jerry no Pet Shop, e depois vou dar uma passada lá no hospital, então irei demorar. Pode ficar aqui com Edward, Emmet? –
—Qual é amor, eu não preciso de babás. –
—É claro que não. – concorda com o namorado rolando os olhos. —Disse para Emmet te fazer companhia, não cuidar de você. –
—Engraçadinha. – cerrando os olhos, o Cullen se aproxima deixando um selinho rápido em seus lábios.
—Eu fico com ele Bella, é só passar o horário da mamadeira, mas já aviso, não troco fraudas! – a morena não deixa de rir da fala do grandão.
—Deixe de ser besta, Emmet. – Edward sibila, dando um tapinha na cabeça do amigo. —Não gosto quando você vai ao centro sozinha... Aquele idiota do Jacob parece sentir seu cheiro de longe. – emburrado ele murmura.
—Hmmm, então a Belinha tem admiradores no Centro. –
Rindo a moça chacoalha a cabeça, abraçando ao ruivo pela cintura.
—Eu trabalho lá, amor. – fala beijando o maxilar quadrado. —E você sabe que eu não dou moral para ele. –
—Eu sei. – sorrindo torto, Edward cela os lábios na testa da jovem. —Quer que eu te leve? –
—Não precisa, o taxi já está me esperando. – deixando mais um selinho nos lábios do Cullen, ela se afasta. —Se cuide, está bem? E você Emmet... –
—Pode deixar, pode deixar... Eu sou uma ótima babá. – se pondo de pé, o homem bate continência.
—Não sei como a Alice te atura, Emmet. – olhando para o amigo, Edward diz.
—Qual é, eu sou adorável. –
—Demais. – irônico o ruivo afirma. —Tome cuidado, amor. – acariciando a face de Bella, ele pede.
—Vou tomar. – sorri em meio a um suspiro. —Até mais tarde meninos. – se despede, sem receber resposta dos dois que, continuam em uma discussão infantil.
Subindo as escadas, ouve as risadas altas se misturarem com as vozes.
Rola os olhos. Será que aqueles dois, nunca irão crescer?
Saindo do apartamento, sente o celular vibrar no bolso. Parando em frente ao elevador, leva o aparelho até o ouvido, antes de apertar os botões na parede.
—Alô. –
—Bella, já estou aqui em baixo. – ouve a voz da sogra, que até pelo celular, é elegante.
—Ok, já estou descendo. – avisa, entrando no elevador.
—Tudo bem, estou esperando. Até já. – Esme se despede.
—Até. – murmura, antes de desligar o celular, e volta-lo para o bolso.
Assim que as portas do elevador se abrem a moça sai na recepção do prédio. Troca um sorriso rápido com o porteiro, ignorando os vários seguranças presentes.
—Olá, meu bem. – trocando um rápido abraço com Esme, a morena sorri. —Vamos? –
—Vamos sim. – sorrindo a Swan segue com a sogra até o Land Rover Evoque branco.
O caminho até a lanchonete é rápido, e logo as duas se acomodam em uma mesa mais reservada.
—Quer beber algo, querida? –
—Não, Esme. Obrigada. – agradece, enquanto a ruiva permanece de olhos fixos no cardápio.
—Não, pelo menos um suquinho... Não vai me fazer essa desfeita, não é? –
Meio sem jeito a morena, se arruma na cadeira. Sorrindo de lado, respira profundamente.
—Ok, um suco de melão, então. – responde, olhando para o garçom, que prontamente anota o pedido.
—Eu quero um de morango, sem açúcar. – a mãe de Edward sibila, entregando a pasta negra, ao homem, que educadamente se retira. —Então querida, o que você queria falar comigo que é tão urgente assim? É algo com Edward? –
Pegando a bolsa no colo, Bella morde os lábio nervosa.
—Bom sim... Mas, não é nada grave. – retirando a folha branca e dobrada, ela a entrega para a ruiva.
—O que é isso? –
—Abra. – pede, lubrificando os lábios com a língua.
Curiosa a sogra desdobra com cuidado o papel, deixando os olhos correrem pelas letras conhecidas.
—Essa é a caligrafia de Edward. – comenta baixo. —Não entendo... Cumprir todos meus desafios. Antes de cumprir os planos de Deus. – quase sussurrando a mulher a olha. —O que é isso, Bella? –
—Achei isso no apartamento de Edward há três meses, e no momento mesmo eu não sabendo do Glioblastoma nem nada, eu fiquei assustada com essa última frase, no rodapé. –
—Entendo... Mas ainda não compreendo... Viajar em um trailer, fazer uma tatuagem... – olhando para a folha ela lista. —São desejos dele? –
—Ele os nomeia como desafios. – sorri de canto ao murmurar. —Essas são os últimos dez “desafios” que ele queria... Quer fazer. –
—Eu não sabia disso. – arrumando a postura na cadeira, Esme comenta.
—Peço que não comente com Edward sobre essa lista. Não quero que ele saiba que eu contei a você. –
—Claro, claro. – afirma.
—Há três dias eu tive uma ideia e bom... Como eu posso dizer? – infiltrando a mão no cabelo, Bella o taca para o lado. —Acho que seria legal se Edward fizesse tudo que está ai na lista. –
—Como viajar em um trailer, ou fazer uma tatuagem? –
Meio temerosa a morena morde os lábios.
—Bom... A tatuagem ele já fez. –
Surpresa Esme tosse, pigarreando forte em seguida.
—Edward fez uma tatuagem? –
—Sim... E, espero que não fique brava com ele porque... Fui eu quem o levou ao tatuador. –
Cortando por breves minutos a conversa das duas, o garçom serve a elas, os sucos pedidos.
—Não... Não estou brava, imagine. – suspirando a moça se tranquiliza ao ouvir as palavras da ruiva. —Só fiquei surpresa, ele sempre teve pânico de agulhas. –
—Ele ficou bem nervoso mesmo. – afirma rindo. —Então, não é conta tatuagens? –
—Claro que não querida. – Esme diz, antes de tomar um gole do suco. —Sou uma mulher moderna e até acho bonito. –
—Fiquei aliviada, agora. – a morena murmura, levando o copo aos lábios. —E quanto a ideia de ele fazer essas outras coisas escritas ai? –
Voltando a olhar para o papel, Esme suspira longamente.
—Se ele quer eu apoio, ainda mais diante de tal situação. – apoiando o queixo na mão, a mãe de Edward para por alguns segundos. —Mas acho mais prudente se conversarmos com Carlisle e depois com Brady. –
—Pensei nisso também. –
—Então, se Brady dizer que isso não fará mal a ele... Por que eu tenho medo que ele tenha uma crise, no meio disso tudo. Não gosto nem de imaginar. –
—Podemos ir... – mordendo os lábios a moça para de falar ao ver o celular da sogra vibrar sobre a mesa.
—Desculpe meu bem, se incomoda se eu atender? –
—De maneira alguma, Esme. – sorrindo leve a Swan limpa delicadamente os lábios com o guardanapo.
—Oi Carl. – a voz da ruiva sai ainda mais carinhosa. —O que houve? –
Erguendo o olhar, Bella observa os traços da sogra esbranquiçarem aos poucos.
—Mas ele está bem? Carlisle não me esconda nada. –
Prendendo a respiração, a morena sente um calafrio percorrer sua espinha. O coração dispara no peito, e tem certeza de que tem algo de errado com Edward.
—Tem alguma coisa errada com Edward? – com as pernas tremulas ela indaga, assim que a ruiva desliga o celular.
—Ele teve uma convulsão forte, Emmet o levou ao hospital mas parece que... Que ainda está desacordado. –
Sentindo como se lhe roubassem o ar, a jovem deixa as mãos caírem no colo.
Respirando com dificuldade, tudo que pode sentir é um medo extremo.
Medo de voltar a perder alguém, ou pior... Perder tudo novamente.
Perder, Edward.
[...]
Em pé ao lado da maca, a moça deixa os dedos correrem pelos cabelos do namorado que permanece adormecido.
No início se assustara com a demora para ele acordar, porém logo os médicos disseram que os remédios que foram aplicados nele, o deixariam inconsciente por toda a noite.
Suspirando a moça deixa um beijo demorado na testa do ruivo.
Não pode deixar de se sentir culpada por não estar com o namorado quando ele passara mal. Deveria estar lado dele, não que fosse muito útil, porém teria ajudado, segurado firme na mão dele, e dito que ficaria tudo bem.
Mordendo os lábios, entrelaça seus dedos nos dede, com cuidado para não prejudicar o curativo que, prende a agulha em sua veia.
Abrindo a porta com cuidado, Alice adentra no quarto levemente iluminado.
Emitindo um leve sorriso a amiga, a baixinha caminha até a maca.
—Bella, Carlisle e Esme querem falar com você um minutinho. – Alice a informa após beijar demoradamente a bochecha do ruivo.
—Agora? –
—Sim, estão ali na sala do Doutor Fuller. –
—Não posso sair daqui agora, e se Edward acordar? – falando baixo a morena é firme.
—Ele não vai... O médico disse que ele só vai despertar por volta das seis da manhã. – pondo o cabelo atrás da orelha, volta a murmurar. —Pode ir, eu fico com ele. –
—Eu não queria sair de perto dele. – suspirando a Swan contorce os lábios, em sinal claro de desgosto. —Não vai sair daqui, não é? Nem por m segundo... –
—Hey Bella... Eu vou ficar aqui, pode confiar. –
—Tudo bem. – suspira, beijando carinhosamente a testa do namorado. Com cuidado, solta sua mão da dele. —Já volto. –
Com passos rápidos, sai da sala se dirigindo até o consultório onde os sogros se encontram. Parada em frente a porta, dá duas batidinhas na madeira, ouvindo como resposta o comando para entrar.
Lentamente adentra na sala, recebendo os três pares de olhos sobre si.
—Querem falar comigo? –
—Sim, meu bem. Sente-se. – Esme sibila, apontando para a cadeira vaga ao seu lado. —Contei a Carlisle sobre a lista de Edward, e resolvemos vir conversar com Brady sobre isso. –
—E então? – mordendo os lábios, a jovem o olha.
—Acho que não há problemas se ele viajar e fazer o que lhe é de vontade. –
—Mas Brady, ele teve uma crise forte hoje... E se isso se repetir? – preocupado, Carlisle o questiona.
—Carlisle ele só teve a crise hoje, porque a dose do remédio é mais fraca. Eu disse que teríamos de aumentar ela, e o que houve hoje foi o sinal que eu esperava para fazer isso. –
—Então aumentando a dose, não haverá perigos? – se ajustando na cadeira, Bella pergunta.
—Vamos precisar fazer novos exames, diminuindo o intervalo de tempo entre eles, e então acompanhando o crescimento do tumor e dando a dosagem certa de remédio, não haverá perigos. – o homem diz, sério. —Durante mais algum tempo, pelo menos. –
—Como assim, durante mais algum tempo? – dessa vez é Esme quem indaga.
—Com o passar dos meses, e o avançar da doença, Edward vai ficar cada vez mais fraco e chagará uma hora que os remédios não surtirão efeitos. Ele terá de ser internado. –
Engolindo seco, a moça respira fundo.
—E acredita que isso acontecerá em quanto tempo? –
—Tudo depende da evolução do tumor, se continuar nessa expectativa... Três, talvez quatro meses. – pesaroso o doutor afirma.
—Então Edward tem apenas quatro meses para realizar as coisas na lista? – coma voz embargada a ruiva questiona.
—Receio que sim. –
Abaixando o olhar, Bella respira fundo sem querer acreditar nas palavras do médico.
[...]
Coçando os olhos a morena olha novamente para o relógio do celular. Quase sete da manhã.
É tão engraçado como a noite passa tão depressa quando estamos adormecidos, porém quando se está acordado, ela se arrasta pelas horas demorando o máximo que pode.
Mesmo já estando acostumada a passar madrugadas e mais madrugadas acordada, não fora nada fácil pernoitar no hospital.
O bom, fora ter a companhia de Esme, Carlisle e Alice, assim as horas ficaram menos tediosas.
Voltando sua atenção para o namorado, ela sorri ao vê-lo despertar. Vagaroso e preguiçoso, aos poucos Edward vai recobrando a consciência.
—Bella? – com a voz ainda mais arrastada, ele indaga. Os dedos coçando os olhos cerrados.
—Hey amor, como você está? –
—Mole. – responde a fazendo rir. —O que aconteceu? – olhando para a mão enfaixada, ele volta a perguntar.
—Não se lembra? – acariciando os cabelos desgrenhados, sorri de leve ao vê-lo negar com a cabeça. —Passou mal, então te trouxeram para cá. –
—Hmm. – fazendo um biquinho, ele fica pensativo. —Onde estão meus pais? –
—Eles foram tomar um café, passaram a noite toda aqui. Alie também. – murmura carinhosa.
—Onde ela está? –
—Foi ligar para Emmet, ele não pode ficar, tinha que ir trabalhar hoje cedo. – explica, retirando a franja dos olhos.
—Pela sua cara, posso afirmar que também passou a noite aqui. – pegando a mão da namorada, Edward sibila.
—Claro que passei. – acaricia a face máscula, sorrindo. —Você me assustou ontem, sabia? –
Fazendo uma careta, ele cera o maxilar.
—Mesmo não me lembrando, sei que aquilo não foi nada... Com o tempo só vai piorar. – com a voz amarga, Edward pronuncia.
—Não vamos pensar nisso. – corta o namorado soltando um suspiro. —Eu amo você. – declara beijando carinhosamente o rosto do Cullen.
—Eu também amo você, Bella. – conectando seu olhar com o da namorada, o ruivo murmura. —Só tenho medo que com o passar dos meses, você deixe de... –
—Pode parar. – arqueando a mão, ela o cala. —Não precisa nem completar isso, só esquece. – lubrificando os lábios com a ponta da língua, a Swan suspira. —Lembra da tatuagem que nós fizemos? I'll love you...Until the end? –
—Claro, elas ainda queimam. – brinca, fazendo a morena rir.
—Então, meu bobinho. – com cuidado pega o rosto dele, entre as mãos. —Eu vou amar você, até o fim... E não vou sair do seu lado, mesmo que me mande embora. –
Retirando o cabelo do rosto da namorada, Edward suspira.
—Mesmo que te mandar embora seja o mais certo a fazer, eu sou egoísta de mais para fazer isso. – as palavras dele, saem pesarosas.
—Então, você egoísta, eu teimosa... Par perfeito. – lançando uma piscadela para ele, a morena sorri.
Rindo, o ruivo deixa um rápido selinho nos lábios da namorada e mesmo estando mal por tudo que os rodeia, não deixa de se sentir feliz por ter Bella ao seu lado.
Com ela ali, sente que não necessita de absolutamente mais nada, a não ser é claro, de tempo.
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