Desafios
7 Poder de Sedução
Notas iniciais
Alinhada ao banco de couro, Isabella deixa seus olhos passarem pelas grandiosas ruas de Manhattam.
Observando os prédios, é difícil indicar o mais belo. Cada um com seu charme e elegância, sendo em estilo antigo, ou os mais modernos.
–Apreciando a vista Zangadinha?- a voz rouca do ruivo a retira de seus pensamentos. Suspira voltando o olhar para ele.
–É digamos que sim. — concorda pensativa.
–Manhattam é incrível, mas se olhar para sua direita poderá ver algo ainda melhor e com certeza mais belo. -
Os olhos castanhos da Swan encaram o rosto branco do homem que sorri levemente.
–E o que seria isso? — cruza os braços beliscando os lábios com os dentes.
–Ora Zangadinha, eu é claro. — sem se conter Bella ri relaxada.
É estranho o modo de como se sente bem ao lado de Edward. Ele a faz rir, a deixa de bom humor, e a faz se sentir bem, muito bem.
–Você é um convencido Edward. — rola os olhos. –Prefiro olhar as ruas que sua cara amaçada de bebê. — brinca.
–Qual é, eu sou lindo Zangadinha. — alisa o maxilar sorrindo para o retrovisor. –E pra que humildade, se estou sendo verdadeiro? -
–Claro, cem por cento verdadeiro. — concorda cinicamente. –Pra onde está me levando?- indaga apoiando o cotovelo na janela.
–Para o meu apartamento. — com os olhos estalados ela volta a encará-lo. –Calma Zangadinha, não pense besteiras. Já lhe disse que sou um cara de família e antes de me possuir terá de pedir aos meus pais. -
–Ai Edward será que você não consegue ficar, dois minutos sem falar uma besteira? -
–Bella não é besteira ser um rapaz de família. E se o seu desejo por mim está tão grande assim, me peça em casamento logo. -
–Se você prometer que se suicida na lua de mel, e que vai deixar um bom seguro de vida para mim, eu até penso no caso. — a ironia da jovem faz o ruivo gargalhar.
–Duvido que você iria deixar eu me suicidar justo na lua de mel. — murmura. –Tem uma cara de tarada... Não ia me dar sossego a madrugada inteira. -
–Edward você está vendo este celular? — chacoalha o aparelho preto.
–Sim, é seu? Bem ultrapassado hein Zangadinha. -
–Ultrapassado ou não, na próxima vez em que fazer piadinhas sexuais ao meu respeito, ele vai descer pela sua goela. — diz séria, o encarando fixamente.
Por alguns segundos os dois trocam olhares.
–Já lhe disse que você fica ainda mais sexy quando está brava?- rola os olhos bufando.
–Ninguém te merece. — exclama virando o rosto para a rua movimentada.
–Minha mulher é tão selvagem e brava, meu Deus... Tenho que me segurar para não agarrá-la. — a luxuria envolvente na voz do Cullen, faz a morena encará-lo incrédula.
–Não sou sua mulher. — rebate.
–O que?- se fazendo de desentendido, ele a encara. –Não acredito Zangadinha, achou que estava falando de você?- envergonhada Isabella sente as bochechas corarem, fecha os olhos por segundos acariciando suas pálpebras.
–Bem eu... É claro que não. — empina o queixo, enquanto Edward rindo mantém a concentração na rua.
–Relaxa minha Zangadinha, é claro que eu estava falando de você. -
–Besta. — dá um soco de leve no ombro do ruivo. –Não sou sua mulher. — reafirma bufando.
–Tão selvagem... Fico imaginando na cama. — as palavras saem baixas, porém altas o suficiente para fazê-la corar novamente.
–Edward dá para calar a boca? — passa as mãos nos cabelos, disfarçando a vergonha.
–Quer calar ela com um beijo? — indaga parando o carro em frente à portaria de um prédio.
–Vou calar com um soco. — solta o cinto girando os olhos. –Já chegamos? -
–Sim, Doutora ranzinza. -ri da própria piada, abrindo a janela do automóvel. Parada observa o observa esticar o braço até o painel digital na parede. –Hey Amun! — acena para a placa preta. –libera ai para mim. — pede descontraído.
–Sim, Senhor. — a voz do empregado sai do alto-falante vindo até a Swan.
O portão de ferro então desliza para o lado sem nenhuma resistência. Com o olhar atento Bella analisa todos os detalhes do grande jardim em frente ao prédio gigante.
O espaço teve ter mais de 300 metros, todo amplo com grama rasteira cobrindo os lados do caminho de pedras claras por onde os carros passam.
Ao lado a portaria, com três seguranças de cada lado. Os seis mantendo uma postura firmemente ereta.
–Por que me trouxe aqui?- questiona observando o túnel subterrâneo por onde entraram.
–Quero te mostrar umas coisas. — responde simplesmente sorrindo de leve.
–Tenho até medo de saber o que é então nem vou perguntar. -
–Está vendo, depois o safado sou eu. — o ruivo diz sorrindo sorrateiramente. –Leva tudo para o mau caminho. -
–Vindo de você, só pode vir de lá mesmo. — cruza os braços, o olhando por baixo dos cílios.
–Bom então eu terei que te provar que eu não sou assim, tão pervertido quanto você imagina. -
Sem dar resposta ao Cullen, a moça se prepara para abrir a porta assim, que o automóvel é estacionado.
–Espere não saia ainda. — Edward pede, saindo do carro rapidamente. Sem entender as palavras do homem, ela apenas o fita caminhar apressado até o lado oposto de onde estava.
Educadamente, ele destrava a porta a abrindo. A mão livre se estende para a morena, que a fita atentamente.
–O que está fazendo? — questiona pondo sua mão sob a do ruivo.
–Te mostrando que eu posso ser um cavalheiro. — os dedos longos de Edward acariciam a face alva de Isabella que sente seu interior dar voltas.
–Está tentando me impressionar. — murmura afetada pelo olhar intenso dele. –Mas eu não caio nessa. -
–Para conquistar uma mulher, temos que impressioná-la. — ainda o encarando, a moça sente quando o Cullen entrelaça seus dedos aos dele. –Sei que você é difícil minha Zangadinha, mas como eu já lhe disse, eu amo um desafio. Quanto mais difícil melhor. -
–Está blefando. — sussurra sentindo Edward se aproximar cada vez mais.
–Não estou não amor. — fecha os olhos quando ele deposita um longo beijo em sua bochecha. –Mas discutiremos isso depois, agora vem, vamos subir. — com carinho ele a puxa, soltando a mão da dela e a abraçando pelos ombros.
Bella respira profundamente, sentindo o perfume de Edward invadir seu olfato. Morde os lábios se arrepiando pouco a pouco, com o calor emitido pelo ruivo.
Observa ele retirar um cartão magnético do bolso e passar na maquina presa na parede clara, instantaneamente as portas se abrem e juntos adentram no elevador, o silêncio envolvendo o casal.
Mantendo o olhar baixo, pragueja mentalmente sobre o fato de estar cada vez mais envolvida por ele.
Mas é como se não tivesse forças o suficiente, para manter-se longe dele. Na verdade bem no seu fundo, sabe que não quer isso, que não quer se afastar dele. Nem por alguns segundos.
Em segundos a famosa campainha soa, antes das portas se abrirem rapidamente. Isabella ergue os olhos, encarando uma grandiosa porta branca a sua frente.
Junto de Edward se aproxima, observando seu reflexo no espelho redondo embutido na madeira nevada.
Emite um leve sorriso ao perceber o quão bem os dois ficam juntos.
Suspira longamente entrando no apartamento de Edward. Os olhos curiosos procuram os detalhes, enquanto a curiosidade queima em suas veias.
–Se estiver bagunçado a culpa não é minha. — brinca a puxando mais para dentro. Prende a respiração, e sente o queixo cair ao ver o espaço.
Dá mais uns passos analisando cada peça da sofisticada integração sala, cozinha e varanda, criando um ambiente simplesmente perfeito.
A sintonia com o conforto, o bom gosto, com um projeto criativo e um acabamento de primeira linha, chega a ser palpável.
Parece que cada objeto presente ali fora fabricado com exclusividade.
–Ual! — exclama incapaz de dizer algo coerente. Edward ri, se aproximando dela.
–Gostou? -
–Eu... Nossa, é perfeito!- suspira ainda vidrada no cômodo.
–O melhor de tudo é a vista. — o Cullen fala acariciando os cabelos da fisioterapeuta. –Venha ver. -
Com cuidado ele a guia pela sala, passando sob o tapete de barbantes bege. Analisa rapidamente o sofá cinza escuro, as almofadas arrumadas sob ele de modo assimétrico.
Suspira, é tudo tão magnífico.
Aproximam-se da varanda, e a morena imagina os milhares de dólares que foram gastos apenas para decorar aquele ambiente.
Chacoalha a cabeça, e deixa seus olhos se maravilharem com a esplendorosa vista.
–Nossa! — a palavra sai baixa.
–É linda não é? — Edward a questiona se pondo atrás da jovem. Ainda compenetrada com magnífico cenário de Central Park.
–Maravilhoso. — responde suspirando. O parque consegue ser lindo se visto até de cima.
–Olhe, mais a frente a Times Square. — com o corpo colado no dela, o homem diz baixo. Falando na altura de seu ouvido, a voz mansa de Edward faz calafrios percorrem todo seu corpo.
Suspira longamente antes de fechar os olhos. De repente observar o Central Park, já não é tão glorioso. Não quando o ruivo está colado a ela, fazendo-a arder com seus toques leves.
Com delicadeza, a Swan sente quando ele retira seus cabelos dos ombros os pondo de lado. Ofega baixinho quando a respiração compassada do ruivo bate contra seu pescoço.
As mãos grandes dele se postam em sua cintura, a puxando para mais perto.
–Tão cheirosa minha Zangadinha... — murmura contra a pele de Bella que a cada minuto se entrega mais aos toques de Edward.
Vagarosamente ele a vira deixando-os cara a cara. Os olhos como imãs se atraem instantaneamente.
Belisca o canto interno na bochecha, quando Edward a abraça pela cintura acabando de vez com a mínima distancia que existia entre os dois.
Os lábios anseiam pelo contato ficando cada vez mais próximos.
Com roçar leve o ruivo se afasta minimamente da moça, que sente correntes elétricas percorrerem suas veias sanguíneas.
–Você me enlouquece, doutora. — diz com a voz ainda mais rouca. Isabella fecha os olhos por instantes, respirando profundamente.
A sensação de estar tão próxima a Edward é embriagadora.
–Mas venha, quero te mostrar umas coisas. — deslizando as mãos da cintura fina da Swan, o Cullen entrelaça seus dedos, segurando firmemente a pequena mão da jovem.
Passando pela sala clean, os dois se encaminham até a escada suspensa. O mármore envolto nos degraus reflete o casal com perfeição.
Bella morde os lábios analisando os quadros presos na parede. Não são obras de arte famosas, nem pinturas de alguma vanguarda.
São apenas símbolos de heróis, de desenhos animados. Sorri levemente. Mesmo um pouco infantil, não deixa de elegante e diferente.
Assim que chegam ao segundo andar, a boca da Swan se abre em um perfeito O. Os olhos castanhos passam por todo o cômodo grande.
A sala de estar centralizada passa uma sensação tão aconchegante que a faz até suspirar. A lareira revestida por pedrinhas brancas, o sofá, cinza escuro, em L, o grande tapete cobrindo quase todo o piso de madeira natural... Suspira novamente. Não sabe o que mais chama atenção ali.
–Seu apartamento é muito lindo. — elogia perada por alguns segundos. Edward sorri torto, acariciando as costas de sua mão.
–Obrigado. — seus olhares de encontram rapidamente, fazendo o estômago da morena, gelar.
É sempre assim. Pensa mordendo os lábios. A cada toque, a cada olhar, a cada aproximação que tem com o ruivo, sente algo diferente.
Parece estar descobrindo sensações que nunca imaginara sentir.
Com leveza ele a puxa em direção ao corredor do lado esquerdo da sala. Cerrando os olhos analisa as fotos presas na parede cinza clara.
A maioria é de viagens, com desconhecidos aos olhos de Bella. Algumas com ele praticando esportes radicais.
Desvia a atenção dos porta-retratos, quando adentram por uma porta branca.
Bella gira a cabeça perplexa. Os olhos se alargam para poderem observar com mais precisão o escritório/biblioteca de Edward.
–Meu Deus, você é pobre. — exclama se sentando no sofá negro de dois lugares ao canto da sala.
O homem ri, empurrando a porta. Bella se encolhe esperando o barulho da batida, porém antes de se colidir a placa de madeira branca reduz a velocidade até se encostar lentamente no batente.
Gira os olhos, voltando sua atenção para a grande estante de livros que preenche duas, das quatro paredes do grande local.
–Gostou daqui? — ele a olha sorrindo, enfiando as mãos nos bolsos da calça jeans.
–Sim. — a voz da Swan sai baixa. –Nunca pensei que você tivesse um escritório em casa. — arqueia as sobrancelhas. –Você parece ser mais do tipo que tem uma sala de jogos, com sinuca e vídeo game. -
–Tenho isso também. — anuncia se sentando ao lado da fisioterapeuta. –Mas sabe ter um escritório em casa é bem útil. -
–Sei... — deixa a palavra no ar. –Você tem tantos livros, posso ver? -
–Claro. — responde se levantando, a mão se estica até ela. Naturalmente Isabella aceita o gesto segurando a mão de Edward.
–Aposto que não leu nem metade disso tudo. — o ruivo ri sob a conclusão da jovem.
–Que isso Zangadinha... — passa os dedos pelos cabelos. –Se li dez livros é muito. — brinca a fazendo rir.
–Bobo. — solta fitando livro por livro na prateleira. –Deveria ler, é muito bom. -
–Nunca gostei muito de ler. — confessa calmamente. –Me lembro das aulas tediosas de literatura Inglesa que era obrigado a assistir. — a face dele se contorce com a lembrança. –Era um tédio. -
Bella se vira para ele rindo.
–Eu gostava estudar Willian Shakespeare era fantástico. -
–Bom, não posso negar que tirei proveito com o estudo sobre suas obras. -
–Que proveito? — a fisioterapeuta questiona, se virando novamente para os livros. Dá dois passos para a esquerda concentrada nos títulos.
–Ser mais romântico com as meninas. — diz fazendo um sentimento estranho dominar a Swan. –Nenhuma resistia quando eu dizia ao pé do ouvido, um poema dele. — se gaba com os olhos verdes ainda mais brilhantes.
Cruzando os braços ela volta a ficar de frente a ele.
–Umas tolas. — empina o nariz. –Só sendo uma para se deixar levar por você. -
Rindo Edward se aproxima da Swan que se mantem firme.
–Está duvidando do meu poder de sedução Zangadinha? — o homem murmura ficando próximo a ela.
Mentalmente se controla para não fazer besteiras. É claro que não duvida. Pensa mordendo os lábios. Porém tem de parecer inabalável.
–Sim. — soa confiante.
–Ok. — ele sorri torto, antes de segurar o rosto fino entre as mãos. Engolindo em seco a morena o sente praticamente colado ao seu corpo. A face formiga diante do toque quente de Edward, que mantem os olhos fixos nos seus. –Quando penso em você me sinto flutuar, me sinto alcançar as nuvens, tocar as estrelas, morar no céu... — começa a dizer baixo, contudo é o suficiente para fazer Bella se arrepiar. –Tento apenas superar a imensa saudade que me arrasa o coração, mas, que vem junto com as doces lembranças do teu ser. – vidrada a moça permanece em silêncio apreciando as belas palavras. –Lembrando dos momentos
em que juntos nosso amor se conjugava em uma só pessoa, nós ...-
Respira profundamente mordendo a ponta do lábio inferior.
–Edward... — sussurra perdida na imensidão esverdeada.
–Shii, ainda não terminei. — a interrompe se colando mais a ela. –É através desse tal sentimento, a saudade, que sobrevivo quando estou longe de você. Ela é o alimento do amor que encontra-se distante... — ainda mais próximos o casal quase sente seus lábios se tocarem. –A delicadeza de tuas palavras contrasta com a imensidão do teu sentimento. Meu ciúme se abranda com tuas juras e promessas de amor eterno. A longa distância apenas serve para unir o nosso amor. A saudade serve para me dar a absoluta certeza de que ficaremos para sempre unidos... -
As palavras ecoam na mente da morena que a cada segundo se encontra mais emocionada.
–E nesse momento de saudade, quando penso em você, quando tudo está machucando o meu coração e acho que não tenho mais forças para continuar; eis que surge tua doce presença, com o esplendor de um anjo; e me envolvendo como uma suave brisa aconchegante... — lubrificando os lábios com a ponta da língua, Edward faz uma pausa dolorosa. –Tudo isso acontece porque amo e penso em você... — profere o ultimo verso, intensamente.
Rompendo a quase nula distancia que separa seus lábios, Edward os junta e modo suave. Um longo e lento arrepio percorre membro por membro do corpo de Bella, que sem esperar sobe os braços enlaçando o pescoço do ruivo.
Seus toques são afetuosos, e extremamente sedutores. Assim que sente a língua do Cullen se encontrar com a sua, não compreende mais nada.
O gosto dele é viciante. Os lábios macios e quentes se movem em sincronia com os seus, fazendo com que seu coração martele em seu peito.
As mãos de Edward escorrem do rosto de Bella, se postando uma na nuca, e a outra apertando a cintura fina, fazendo-a ficar ainda mais próxima dele.
Permanecem assim por minutos, apenas se beijando, sentindo o calor emanar de seus corpos.
Com relutância se saparam, ambos sem fôlego. Os olhos se abrem rapidamente, se buscando com necessidade.
Um sorriso é trocado pelo casal. Tímido da parte da morena, e extremamente galanteador da parte do ruivo.
Com as testas unidas, e os corpos ainda colados Isabella sabe que, nunca mais duvidará do poder de sedução de Edward.
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