Desafios
38 Pesadelo
Notas iniciais
Descendo as escadas suspensa, Bella sente o cheiro de manteiga derretida rondar pela casa. Instantaneamente lambe os lábios, está com uma fome.
Jerry que deitado no sofá quadrado mia preguiçosamente a ela. A morena não deixa de rir, ele está chamando por atenção.
—Hey meu querido! – com carinho ela o pega no colo, seus braços o envolvem num abraço apertado.
—Bom dia, Bella! – a voz de Gianna lhe chama atenção. Colocando o bichano de volta no sofá, ela sorri indo até a empregada que bate a massa de cookie na batedeira.
—Bom dia, Gianna. – os braços apoiam na madeira fria da mesa, um calafrio passando por seu corpo. —Está friozinho, né? – faz uma careta, servindo um pouco de café na xicara.
Desde que começara a namorar com Edward, mal toma café.
—Ah está sim. – a mulher concorda jogando a massa homogênea na tigela. —Edward não vai descer para tomar café? –
Um suspiro longo sai dos lábios de Bella.
—Está indisposto hoje, com enjoos e dor de cabeça. – explica engolindo o café com dificuldade.
O semblante da mulher fica triste.
—De manhã sempre é pior, não é? –
Suspirando a morena concorda com a cabeça.
—É, os médicos já disseram que entramos em uma fase complicada. – sentindo um nó prender sua garganta ela começa a murmurar. —Mas eu tenho fé que ele vai melhorar, Edward fez um milagre em mim e sei que com ele também vai acontecer um. –
Terminando de beber o café, ela recebe um sorriso doce de Gianna.
—Estamos todos torcendo por ele. Edward é uma ótima pessoa. –
Sorrindo a morena se afasta.
—Ele é maravilhoso. – suspira ao falar. —Vou subir para ver se ele quer comer alguma coisa que já, já eu tenho médico. –
Enquanto passa pelos cômodos vazios a jovem sente uma leve queimação no estômago. Talvez, tomar café sem ter comido nada antes, não tenha sido uma boa ideia.
Entrando no quarto a moça olha pelo cômodo escuro, o ruivo deitado na cama. Não deixa de se agoniar com a visão.
Ver Edward tão abatido, lhe causa arrepios.
—Amor... – sentando ao lado dele, ela corre a mão pelas costas largas deixando beijo em sua cabeça. —Está melhor? –
—Melhorando. – ainda deitado de bruços ele murmura, a voz fraca e cansada.
—Quer comer alguma coisa? Um iogurte? Gianna está fazendo cookie, que tal um? –
Preguiçosamente ele se vira, um sorriso torto decorando os lábios finos.
Bella afaga o rosto pálido, tentando não se preocupar com a aparência doentia dele.
—Mais tarde. – entrelaçando suas mãos, Edward responde.
Se abaixando, ela deixa um beijo estalado nos lábios do ruivo.
—Tenho que ir, não posso chegar atrasada na consulta. – fazendo um biquinho a moça recosta a testa na do marido.
Fechando os olhos sente como ele está frio e suado.
—Eu quero ir com você. – tentando se levantar, ele diz, porém Bella o impede.
—De jeito nenhum, pode ficar deitado aqui e tratar de melhorar. – firme ela sibila. —Já liguei para sua mãe e ela já está vindo para cá, ficar com você. –
Rolando os olhos, Edward cruza os braços.
—Eu posso muito bem te acompanhar. – teimoso ele curva os lábios em um biquinho.
—Edward, deixe de ser manhoso. – rindo, Bella o beija novamente. —Você vai ficar bem? – alisando o rosto forte, ela o olha.
Um aperto em seu coração lhe deixa aflita. Não quer se afastar dele. Sente que não é boa ideia se afastar dele.
—Vou. – ainda contrariado ele responde. —E você, vai ficar bem? –
Sorrindo, ela tenta arrumar os fios cobres dele, obviamente sem sucesso.
—Vou amor. – garante beijando o maxilar quadrado. —Tente comer alguma coisa, tudo bem? – se afastando, ela o olha. As esmeraldas verdes brilhando intensamente.
—Vou tentar. – voltando a deitar ele sorri fraco. —Não vai demorar, não é? – segurando na mão da esposa, Edward pergunta.
Engolindo seco, Bella o abraça.
—Não, eu vou voltar o mais rápido possível. – sibila baixo, distribuindo beijo por todo o rosto do Cullen. —Amo você. –
—Também amo você. – os dois se olham e trocam mais um beijo antes da moça levantar da cama.
Um gosto amargo em sua boca, se mistura com o aperto no coração. Uma sensação tão estranha... Não quer se afastar dele!
Os olhos ardem e um nó se forma em sua garganta. Engole o choro e tenta sorrir ao lançar a Edward, um beijo.
Pegando a bolsa, sai do quarto com uma vontade louca de ficar de não sair.
Corre as mãos pelos cabelos, respirando fundo. Ele vai ficar bem. Garante mentalmente tentando sorrir, Edward vai ficar bem.
Na sala, a primeira coisa que percebe é a presença elegante da sogra. Esme acaricia Jerry sorridente que manhosamente, ronrona a ela.
—Esme! – salda caminhando até a ruiva que se vira para ela.
As duas trocam um sorriso antes de se abraçarem.
—Seu gato é uma graça! – a mulher murmura de olhos no felino.
—Só não é mais manhoso que Edward. – brinca fazendo a sogra rir. —Como você está? –
—Bem, meu amor e você? – retirando os óculos escuros de cima da cabeça, Esme o guarda dentro da bolsa.
—Bem, também. – suspira após falar. —Edward está lá em cima, não quis comer nada hoje. –
Os olhos da ruiva se voltam para ela.
—Está passando mal? – com pesar a jovem afirma com a cabeça. —Ai meu Deus! – preocupada, Esme lamuria.
—Não queria deixa-lo hoje, mas... –
—Não, você precisa ir ao médico e ver o que anda acontecendo com você. – afagando os ombros da morena, Esme murmura. —E eu irei cuidar dele, o farei comer... Pode ficar tranquila, filha. –
Com um longo suspiro Bella chacoalha a cabeça ao concordar.
—É. – mordendo os lábios, se afasta da sogra. —Bom, voltarei o mais rápido que eu puder, qualquer coisa me ligue, ok? –
Olhando para Esme, ela arruma a bolsa no ombro. Os dedos retiram a franja dos olhos, está realmente precisando cortá-la.
—Pode deixar querida. – docemente a ruiva responde. —Dirija com cuidado. –
—Pode deixar. – acena para a sogra antes de sair do apartamento.
Nervosa espera o elevador descer até o térreo. Uma vontade enorme de chorar apossa em seu peito.
Mas que droga! Pragueja mentalmente, adentrando no carro do marido. Engolindo as lágrimas deita a cabeça nas mão apoiadas no volante.
Seus dedos apertam o couro escuro. Puxa o ar pela boca e tenta se acalmar.
Edward vai ficar bem e não vai demorar no médico, logo estará novamente ao lado dele.
Tenta sorrir com o pensamento enquanto sai com o carro do estacionamento, não deixa de cumprimentar os homens da segurança ao sair do condomínio.
As ruas de Nova York, como sempre estão um alvoroço só. Parada em um sinal vermelho, a morena liga o som da Mercedes.
Prende a respiração, quando os acordes da música conhecida invadem seus tímpanos.
Heaven.
Sorrindo, ela é arrebatada por lembranças enquanto o refrão da música toca alto.
You're all that I want
You're all that I need
Realmente, Edward é tudo que ela quer e precisa!
[...]
Com um sorriso a jovem entra na sala da médica. Bree lhe recebe com um sorriso doce, enquanto gentilmente lhe manda sentar.
—Como você está, Bella? – a olhando a doutora indaga. —A vida de casada é boa mesmo? -
Rindo a jovem prende melhor os cabelos. Entende e bem a pergunta de Bree, afinal ela é uma solteirona convicta.
—É maravilhosa. – sorri grandiosamente ao falar. —E eu estou com um pouquinho de medo desses resultados de exame. – a voz da jovem soa aflita e em meio a um suspiro ela se arruma na cadeira macia.
—Seria uma boba se não tivesse. – pegando a caneta prateada a mulher sorri. —Mas me conte, sua menstruação ainda não veio? –
—Não. – responde nervosa. —Tive um corrimento e até achei que fosse menstruação, mas não durou mais de um dia. –
—Hm.. – abaixando a cabeça, a médica abre o primeiro envelope a sua frente. —Está tomando os remédios certinhos, não está? –
—Sim, desde que estive aqui pela última vez, não fiquei um só dia sem tomar. – sibila, vendo Bree analisar atenta as folhas brancas.
—Sentiu alguma coisa diferente? –
Mordendo os lábios, Bella pensa por longos segundos antes de voltar sua atenção para a doutora, que permanece concentrada nos exames.
—Azia. Na verdade, sinto muita azia. –
—Vômitos? – olhando-a por debaixo dos olhos, Bree indaga.
—Não. – nega com a cabeça, colocando a franja atrás da olha. —Apenas uma queimação no estômago... – chacoalha a cabeça ao explicar. —Também sinto meu ventre pesado, sabe? Não chega a ser uma cólica, mas incomoda. –
—Algum problema para se alimentar ou dormir? – deixando a folha de lado, Bree abre o segundo envelope.
—Alimentar não, na verdade ando comendo muito bem... Mas já fazem uns dez dias que venho acordando de madrugada, lá pelas três da manhã e só consigo dormir por volta das seis. –
Um silencio longo preenche a sala clara, o que deixa a morena preocupada. Engolindo seco, ela tenta se acalmar... Não vai ser nada grave, nada preocupante!
—Você engordou dois quilos em seis semanas. – erguendo o rosto, a médica a olha.
Não deixa de se assustar com as palavras. Está certo que andou comendo demais e que suas roupas pareciam mais justas, agora... Engordar dois quilos em tão pouco tempo?!
—Sua pressão está baixa, os hormônios descontrolados... E seu ultrassom acusou algo em seu útero. –
A espinha da moça fica gelada e mesmo sentada sente as pernas trêmulas. Os olhos turvos e as mãos suando frio.
—Ai meu Deus! – sua voz sai fina e fraca. —O que... O que tem no meu útero? – quase engasga ao questionar.
Inclinando a cabeça, Bree lhe entrega a pasta amarelada.
—Olhe você mesma. – suas palavras só deixam a jovem mais nervosa.
Tremendo ela abre a pasta, olhando as fotos borradas nas folhas. Cerra os olhos tentando observar algo de incomum nas imagens preto e branco.
Até que seus orbes localizam uma manchinha escura em meio aos borrões nevados. Engolindo seco, quase grita ao ver a palavra ‘feto’ circulada de caneta.
—Bree, o que... O que isso..? – atordoada ela não consegue pronunciar nada coerente.
—Parabéns, mamãe! – sorrindo a médica segura sua mão.
Mamãe.
A palavra ecoa em sua cabeça, enquanto a jovem sente o mundo parar a sua volta.
—Eu estou gravida? – quase não consegue formular a frase de tanto gaguejar entre as silabas.
—está sim, de seis semanas e dois dias mais ou menos. – a morena abaixa o olhar, observando novamente o exame em suas mãos. —Da última vez que esteve aqui já estava grávida, mas como era de poucos dias o exame não acusou. –
Antônia, a morena cobre o rosto com as mãos.
Não pode acreditar! Está gravida! Vai ser mãe!
—Ai meu Deus, isso... – respirando fundo, sente-se profundamente emocionada. —Isso... Tem certeza? – incrédula ela indaga.
Bree ri alto, se levanta e caminha até o bebedouro de água.
—Tome isso, Bella. – trêmula a moça pega o copo de plástico o levando até os lábios. A água gelada desce por sua garganta com facilidade. —E sim, tenho absoluta certeza. –
—Ai meu Deus! – solta sorrindo bobamente. —Não sei nem o que falar. – solta respirando fundo. —Olha, eu estou... Estou tremendo. – erguendo a mão ela mostra a doutora.
—Tente se acalmar, ficar nervosa não vai fazer bem ao bebe. –
Bebe! Oh Deus! Ela e Edward terão um bebê!
Mal se aguenta de felicidade. Mal pode acreditar nisso!
—Pare de tomar o remédio, tudo bem? O corrimento que teve não foi um bom sinal. – as palavras de Bree lhe preocupam.
—Mas, meu bebe está bem, não está? –
—Sim, ele está bem. Só pare de tomar o remédio, ok? – cobrindo o ventre com a mão, Bella assente. —Se quiser já pode escutar o coração. –
Um sorriso imenso se abre nos lábios da jovem, seus olhos ficam marejados.
—Já posso? – morde os lábios, limpando o canto dos olhos.
—Pode, ele já bate alto ai dentro. –
—Eu quero! – exclama sorridente, cobrindo o rosto com as mãos.
Edward vai ficar tão feliz! Edward! Edward...
O nome repete em sua cabeça.
Não pode escutar o coração do bebe sem ele. De jeito nenhum.
—Não, não... Não! – gesticulando com a mão, ela impede que a médica se levante. —Vou esperar o Edward, não quero ouvir sem ele. –
—É claro. – Bree sorri. —Ele vai ficar radiante. –
—Vai! – afirma feliz. —Já posso ir? Não vejo a hora de contar isso a ele... –
—Está em condições de dirigir? –
Mordendo os lábios a morena assente.
—Tudo bem, só espere um instaste vou lhe prescrever umas vitaminas e quero também que fique longe de doces e gorduras, ok? Engordar dois quilos no primeiro mês de gestação não é normal. –
Ainda sorrindo a moça concorda. Não vê a hora de contar a Edward! Ele estava tão desanimado, tão abatido... Saber que vai ser pai, irá deixa-lo mais animado!
—Aqui. – pega a receita da mão de Bree se pondo de pé. —Se cuide, ok? Nos vemos em breve, mamãe. –
Sorridente a moça acena para a médica antes de sair da sala.
No corredor, olha novamente para os exames. Sua risada sai alta ao ver seu bebezinho. Como queria gritar!
O barulho do celular a desperta e quase perde o fôlego ao ver o nome do marido piscar na tela.
—Amor, você não vai acreditar no que... –
—Bella... – a voz chorosa de Alice a cala. —Bella... Sou eu. – os soluços da moça fazem sua espinha gelar.
Seu coração se aperta e tem até medo de falar.
—Alice? – sussurra apoiando o corpo na parede.
—Bella, precisa subir para a ala de internação... Edward... Ele... Ele passou mal, Esme o trouxe para cá. Bella, sobe agora, ele não está bem! –
Ainda parada, a jovem sente o celular escorregar de sua mão e num baque alto se chocar com o chão.
Não, isso não pode estar acontecendo!
[...]
Sentindo como se estivesse sem gravidade a morena finalmente chega a sala de espera. Engole seco ao ver os amigos e os sogros ali, sentados.
—Pelo amor de Deus... Me falem que ele está bem. – se aproximando, ela pede. As pernas tremem tanto, que mal consegue parar em pé.
Esme prontamente a ampara num abraço forte. Recosta a cabeça no ombro da sogra, derramando duas lágrimas pesadas.
—Esme... O que aconteceu? – gagueja ao perguntar, a dor dilacerante em seu peito lhe deixando sem ar.
—Venha meu bem... sente-se. – tentando engolir o choro a morena se deixa ser guiada até a cadeira. Sentando ao lado de Alice, ela sente os braços da amiga passarem por seu ombro.
—O que aconteceu, Esme? – volta a indagar, seu timbre é tão baixo quando o de uma criança com medo de chuva.
—Ele teve várias convulsões, filha... – derramando lágrimas silenciosas, ela ouve as palavras da sogra. —Até que desmaiou... O trouxemos para cá... Mas até agora, ele não acordou! –
—Porque não me ligou? – com a voz falhando, a moça pergunta quase sem ar. —Esme... Eu devia estar com ele... -
Seus soluços são altos, as lágrimas saem livres por seus olhos. Um misto de sentimentos a deixam perdida.
O medo é o mais forte deles.
—Isso não pode estar acontecendo! – sendo abraçada por Alice, ela diz. O corpo chacoalhando por conta dos soluços. —Não pode... Meu Deus! – infiltrando as mãos nos cabelos, ela se põe de pé. Seus passos são vagos pela sala de estar.
O desespero é tão grande, tão perturbador.
—Bella... – tentando se aproximar, Alice tenta segurar em sua mão.
—Não! Não me toca! – atordoada, a moça praticamente grita. —Não me toca... Não me toca... – repete meio incoerente. —Eu quero ver ele... Eu preciso ver ele... – receosa, Esme se aproxima. —Esme... Eu preciso contar a ele... Esme... –
Abatida ela deixa a sogra lhe abraçar. A dor em seu peito é tão grande, tão sufocante.
Nunca tinha sentindo nada parecido.
O medo de não vê-lo mais se apodera da morena. Não ver mais aqueles olhos verdes, não ver mais aquele sorriso torto. Ouvir aquela voz rouca e mansa....
Não, não!
[...]
Sentada na cadeira a moça, apoia os braços nas pernas enquanto as mãos cobrem seu rosto.
—Bella, você está bem? – acariciando as costas da amiga, Alice a encara preocupada.
—Não, Alie... – erguendo o corpo ela responde. —Não estou nada bem... – sussurra, mordendo os lábios enquanto mais lágrimas caem de seus olhos.
—Você não pode ficar assim... Vai fazer mal para o bebe. –
—Eu sei. – murmura quase sem voz. —Mas não tem outro jeito para ficar. – puxa o ar, sentindo a garganta arder. —Eu não devia ter saído hoje... Eu estava sentindo, sabe? – esfregando a mão no rosto, ela faz uma breve pausa. —Ele estava tão abatido... Não quis comer, nem me provocou... Pediu para eu não demorar... Alice, essa pode ter sido a última vez que eu ouvi a voz dele... – mais lágrimas caem dos olhos escuros. —A última vez que eu ouvi ele dizendo que me amava... Voltar para aquela casa e não ver ele, ver aquelas roupas no closet e sentir aos poucos o perfume dele indo embora delas... – chacoalha a cabeça respirando fundo.
—Ligar a TV e ver os desenhos idiotas, ver aqueles super-heróis que ele idolatrava... Meu gato... Até me olhar no espelho, vai ser insuportável. – lubrificando os lábios com a língua a morena funga. —Saber que eu nunca mais o verei, nunca mais ouvirei sua voz... Ouvirei ele me chamar de Zangadinha e dizer que eu fico linda brava... Isso me deixa transtornada.... – sua voz falha em meio a um suspiro. —Então como eu não vou ficar assim? –
Derramando lágrimas silenciosas, Alice a abraça apertado.
Barulhos de passos, fazem as duas se soltarem e todos ficarem em alerta.
Doutor Fuller é o primeiro a passar pelas portas duplas, seguido de Tanya e mais dois médicos, desconhecidos a vista de Bella.
Aflitos todos tentam falar de uma vez. Carlisle nervoso. Emmet aflito. Esme desesperada. Alice impaciente...
Sentada, Bella apenas fita os médicos a sua frente. Os semblantes deles não são nada animadores.
—Eu sinto muito. – Brady começa a falar. —Fizemos o possível e impossível. – as palavras dele, ecoam na cabeça de Bella.
—Edward entrou em coma. – Tanya completa, visivelmente triste. —Vamos transferi-lo para um quarto, assim poderão ficar com ele até... –
—Não! Não! – os gritos de Esme lhe causam calafrios e logo se misturam com as pancadas que Emmet defere contra a mesa de madeira no canto.
Sem reação a morena apenas cobre o rosto com as mãos.
Só pode ser um pesado... Só pode ser um pesadelo!
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