Desafios
32 Paraquedas
Notas iniciais
Com o pacote grande e pesado nos braços, Bella adentra no quarto onde o namorado ainda ressona tranquilo.
Sorrindo a jovem coloca com extremo cuidado a caixa sobre a cama, antes de subir no colchão macio.
Seus braços rodeiam o corpo de Edward que deitado de bruços, sorri ao sentir os vários beijos da namorada.
—Parabéns! Parabéns! Parabéns! – sorridente a morena cantarola, ainda distribuindo pelo rosto do ruivo.
Coçando os olhos, ele se senta, sendo pego em um abraço forte.
—Feliz aniversário Edward. – a Swan deseja, ainda apertada a ele.
—Obrigado, amor. – ainda sonolento, ele agradece.
Se afastando um pouco do Cullen, Bella segura o rosto entre as mãos, apenas para deixar um beijo casto nos lábios entreabertos.
—Que jeito bom de acordar! – puxando a morena para mais perto, ele brinca. —Porque não me acorda assim todos os dias? –
Rindo, ela puxa a caixa pesada para mais perto, atraindo a atenção do moço.
—Porque você não faz aniversário todos os dias. – responde, retirando risos dele. —Tome seu presente! Espero que você goste, porque sinceramente, eu quase fiquei louca para comprar isso. –
Sentando sobre as pernas, a morena sorri animada. Não vê a hora de Edward abrir a caixa!
—Bella, não precisava ter comprado um presente. – a mão grande cobre a sua, e as palavras do ruivo, a fazem bufar.
—Deixa de ser chato! – exclama, cruzando os braços. —Abre logo! – morde os lábios, se arrumando na cama.
—Uol... Que tamanho de caixa! – puxando o presente para mais perto, ele analisa o pacote que envolto por veludo azul escuro, tem uma bela fita de cetim branca com um laço. —Alguém aqui andou visitando o sexy shop? –
—Você não consegue ser nem um pouquinho menos bobo? –
—Só se você conseguir ser um pouquinho menos linda! – roubando um selinho dela, Edward pisca divertido. —Me deixe abrir meu presente, agora! – pede a fazendo bufar.
Respirando fundo, a morena o vê puxar a tampa da caixa com extremo cuidado e assim que os olhos verdes focalizam os objetos dentro do pacote, um sorriso gigantesco aparece nos lábios do ruivo.
—Não acredito que você fez isso! – ainda abobalhado, ele exclama.
—Essa ai é a coleção completa dos bonecos de chumbo da Marvel. São feitos a mão. São mais de vinte bonecos. – explica orgulhosa por ver o namorado feliz, como um garotinho.
Ele realmente é muito fã dos super-heróis.
—Bella, você... Nossa, olha... É perfeito... Deus! – sem conseguir proferir nada coerente, ele a puxa pela cintura.
Rindo a moça aproveita o abraço quente do Cullen.
—Obrigado amor. Muito obrigado. – agradece ainda colado a jovem.
—Você gostou? – tentando arrumar os cabelos ruivos, ela questiona.
—Se eu gostei? Cara, eu amei! Sério amor, você é a melhor! – deixa um beijo estalado no pescoço da Swan, antes de voltar para os bonecos. —Olha, o Thor! É perfeitinho. –
Suspirando a moça se sente nas nuvens. Só ela sabe como fora difícil comprar toda aquela coleção recém lançada.
Mas todos seus esforços valeram a pena no momento em que viu os olhos do namorado brilharem de felicidade.
—O Flash! – como se o boneco de seu personagem favorito fosse um objeto santificado, ele o levanta. —Caramba! Preciso arrumar um lugar para por ele... Emmet vai morrer de inveja ao ver a minha coleção. –
Rolando os olhos a moça vê a felicidade estampada na face bela. É, com certeza ela faria tudo de novo para vê-lo contente e sorridente, assim.
[...]
Tomando mais um gole da bebida fresca, Bella ouve animada as histórias mirabolantes da mãe de Alice.
As duas apesar de serem muito parecidas, também são muito diferentes.
Alice é eufórica, mas mesmo assim é elegante e extremamente educada. Ao contrário de Susan que, não tem reserva nenhuma.
—Ai Bella, quando eu descobri que o safado estava me traindo, eu não disse nada. Fingi que não sabia, me fiz de besta. Até que eu segui o filho da puta, e dei a maior surra nele e na biscate. –
Sem controlar a Swan explode em risos.
—E eles não fizeram nada para se defender? –
—Não, eu levei um facão comigo. Ai de quem bancasse o besta. – levando a taça de cristal aos lábios, ela murmura.
—Meu Deus. A senhora é uma comédia. – colocando a franja de lado, a Swan murmura.
—Com licença! – se aproximando das duas, Edward sorri, uma latinha de cerveja em mãos. Os olhos da morena cerram, e ela o olha acusadoramente.
Dando de ombros, o ruivo deixa um beijo casto em seus lábios.
—Tia, pode me emprestar Bella um minutinho? Quero apresenta-la a uns amigos. –
Um sorriso se abre nos lábios da mulher que afirma com a cabeça.
—À vontade querido. –
—Você não devia beber, seus remédios são fortes. – passando entre os convidados no jardim, Bella não deixa de reparar na grandiosa decoração festiva.
Tudo eletrônico e moderno. Pistas de dança, barzinhos com barman, luzes... Uma infinidade de coisas.
—Qual é Bella, hoje é meu aniversário. – rindo alegre, ele a abraça por trás. —E possivelmente o último, então... –
—Edward! – bate o pé ralhando com ele. —Não vai me falar que você é do tipo de que, quando bebe só fala besteiras, é? –
Mesmo estando zangada com o namorado a morena tem consciência da doença. Mesmo estando aproveitando cada minuto ao lado do namorado, o fantasma do câncer, está ali. Sempre os rodeando.
—Tudo bem amor, desculpe. – arqueando as mãos ele pede. —Não vou mais falar isso. –
—É bom que nem pense, ouviu? –
Abrindo um sorriso torto, ele passa o braço livre pela cintura da morena.
—Já disse que você brava é uma loucura, não disse? – soando sedutor, ele sussurra com os lábios colados na orelha dela.
—Edward... – se afastando, ela pigarra corada. —Não ia me apresentar a alguns amigos? –
—Ah é! – abrindo um sorriso, ele toma mais um gole da Budweiser gelada. —Vem. – com as mãos entrelaçadas, eles seguem até a área de bebidas.
Um grupo reunido, sorri ao ver os dois se aproximando.
Bella de cara reconhece Alice e Emmet.
—Pessoal, essa é a minha namorada. – com um sorriso grandioso, Edward apresenta. —Bella, estes são, Garrett, Lucy, Corin, Claire, Riley e o Benjamin. –
Sem decorar todos os nomes a Swan sorri.
—Oi gente. – acena tentando ser o mais simpática que consegue.
Um conversa animada surge no grupo e a moça logo descobre que, eles estudaram todos juntos na faculdade.
Todos os seis muito legais, aos olhos de Bella.
—Olá, olá! – entrando na roda de jovens, Esme sorri docemente. —Meninos, estão se divertindo? –
Uma avalanche de comentários satisfeitos sobre a festa, fazem a ruiva se encher de orgulho e satisfação.
—Podemos conversar, rapidinho? – olhando para a sogra, Bella assente quieta.
—Amor, já eu volto. – colocando a taça sobre o balcão, ela deixa um beijo rápido nos lábios do ruivo.
—Onde vai? –
—Falar com a sua mãe. – responde sorrindo, sem demonstrar sua preocupação. —Muito bom conhecer vocês, até mais. – se distanciando com a sogra, Bella arruma o top de renda preto, por dentro da saia Zig e Zag.
Adentrando na bela mansão, ela segue Esme em silencio, até ambas entrarem no que a morena julga, ser um escritório.
Surpresa, encara Carlisle sentado no sofá em L.
—Está acontecendo alguma coisa? – preocupada, ela pergunta. O olhar se intercalando do loiro, para a ruiva.
—Sente-se, querida. – sorrindo a sogra aponta para a poltrona ao lado da Swan.
Engolindo seco, ela cruza as pernas. Parece que o negócio é sério.
—Bella, Esme e eu queremos dar um presente ao Edward e achamos que você pode nos ajudar. – o sogro começa a falar.
—Eu? –
—Sim filha. – com um aceno, Esme confirma. —Lembra da lista, que Edward fez? Aquela com as vontades dele... –
—Lembro. – sabendo onde os dois querem chegar, a moça fica mais relaxada.
—Há algo que ele ainda não fez? – mordendo os lábios a Swan suspira perante a pergunta de Carlisle.
—Quatro coisas, se eu não me engano. – tentando relembrar, ela murmura.
—E entre elas, há algo que nós possamos dar a ele? – o sogro volta a questionar.
—Bom, as duas ele precisa viajar. Ele quer ver o sol da meia noite na Suécia e... A aurora boreal, enquanto acampa. Acho que é isso mesmo. –
—Podemos leva-lo, amor. – animada a ruiva sorri. —Vai ser fácil, é verão na Suécia, ou seja o fenômeno está acontecendo. –
—Eu andei pesquisando na internet, e vi que na Noruega durante o verão aparecem as luzes da aurora boreal. – apoiando as mãos no colo, a jovem completa.
Abrindo os lábios para responder, Carlisle é interrompido por batidas frenéticas na porta.
Cerrando os olhos, Esme se levanta caminhando até as placas de madeira polidas.
—Mais o que é isso! – repreendendo alguém, que a morena não consegue ver quem é, a sogra ainda tem a voz doce.
—Esme o Edward, ele... Ele está desmaiou lá no jardim. –
Sentindo o ar ficar escasso, a Swan aperta os olhos.
[...]
Cansada a jovem olha novamente para as horas em seu celular. Duas e pouco da manhã.
Suspirando, guarda o aparelho na bolsa. Já estão ali a um bom tempo.
Mordendo os lábios se arruma na poltrona macia, trocando um sorriso fraco com Alice.
Edward assustara a todos. Dessa vez não tivera convulsões, apenas desmaiara.
Mas mesmo assim, a jovem não deixa de se preocupar. Um mês já se foi.
E o tempo está passando, ele não para. Aflita, ela se lembra das palavras do namorado.
‘Eu te falo com toda a certeza do mundo que enquanto você estiver precisando de mim, enquanto você não me dizer que vai ficar bem sem mim, eu não vou morrer.’
Respirando fundo, se acalma. Ele prometeu e ela confia plenamente nele.
—Boa noite. – cumprimentando a todos, o médico já conhecido adentra na sala.
Esme e Carlisle, instantaneamente se sentam.
—O que aconteceu Doutor? – preocupada a mãe do ruivo pergunta.
—Edward já está bem? – volta seus olhos para o grandão, que permanece aflito.
—Ele ainda está dormindo, mas logo irá acordar. – abrindo os envelopes de exame, Brady garante.
—Eu não tenho boas notícias. – as palavras do homem, gelam o estomago da Swan. —Realizamos novos exames nele e o que eu suspeitei, infelizmente se confirmou. –
—Como assim, suspeitou? – nervoso, Carlisle o interrompe.
—Ter convulsões, espasmos no corpo, dores de cabeça é normal para quem tem um tumor na região do cérebro em que se encontra o do Edward. Mas desmaiar, não é um sintoma comum. –
Olhando para as folhas em mãos o médico se levanta colocando os resultados da ressonância magnética no quadro iluminado.
—Além de o tumor ter crescido e enraizado, outro tumor apareceu. – apontando com laser o médico explica.
—Meu Deus! – ouve o sussurro de Alice.
Prendendo o ar a morena engole em seco.
Ele prometeu a você.
Uma voz em sua cabeça a relembra, se misturando com o choro da sogra.
—Eu sinto muito, mas Edward não viver muito, ele está em fase terminal. –
Com as mãos tremulas, a jovem cobre o rosto.
—Acho aliás, que seria prudente se ele permanecesse no hospital. Aqui poderemos medicá-lo, a oncologista o acompanhará de perto. Mas cabe a vocês decidirem. –
Não, não, não! Edward lhe prometeu. Ele não vai deixa-la. Não vai!
—Quanto tempo você acha que... Que ele tem? – com a voz tremula, Emmet pergunta.
—Dois meses, dois meses e meio. – respirando fundo, o médico se senta. —Olhem, eu sei que é um momento delicado, por isso eu acho que seria prudente se retornassem a psicóloga. –
—Psicóloga, Brady? Acha que o que precisamos agora é de uma psicóloga? – em lágrimas a ruiva soluça.
Respirando fundo a jovem prende as lágrimas.
Não vai chorar, sabe o que Edward lhe disse e ele sempre cumpriu suas promessas.
Acredita no namorado, e não vai deixar de ter fé.
[...]
Saindo do carro a morena respira fundo, abrindo um grande sorriso ao namorado. Ainda não acredita que está prestes a fazer isso.
—Ok, Bella... Não seja covarde. – sussurra para si mesma, beijando a bochecha do ruivo antes de entrelaçar sua mão na dele.
—Amor, ainda não entendi... Porque estamos aqui? –
—Logo você vai descobrir amor. – animada, ela responde.
O estômago gelado, assim como as mãos.
Pensara muito sobre o assunto. Na verdade o que lhe dera motivação para fazer tal coisa, fora a fatídica noite de aniversário de Edward, há três dias.
Está na hora de ser mais aventureira. Viver mais a vida e aproveitar a cada segundo, como se fosse o último.
E nada melhor, começar com aquilo que fez os dois se conhecerem.
O avião parado a frente desperta a curiosidade de Edward, que aos poucos começa a entender a ideia da jovem.
Sorrindo ele a olha.
—Vai fazer o que eu estou pensando? –
—Não. – responde empinando o queixo. —Nós vamos fazer. – solta uma piscadela a ele, vendo o instrutor se aproximar.
—Olá, bom dia! – ofegante, o homem alto os cumprimenta. —Edward! Quanto tempo! –
—Cameron! – alegre, eles trocam um rápido abraço. —Como vai? –
—Vou bem, e você? Sumiu daqui cara! – batendo as mãos nas costas do ruivo, ele diz.
—Ah, andei meio ocupado, sabe? – sorri amarelo ao moço. —Essa é Bella, minha namorada. –
—Prazer, senhorita. – gentilmente, ele aperta sua mão.
—Amor, esse é um dos meus parceiros de aventura. – rindo, a moça acena com a cabeça.
—Por favor, me chame de Bella, e o prazer é meu. –
Os três sorriem, caminhando lado a lado.
—Não acredito que está namorando... Essa garota deve ser muito especial. –
—E ela é. – abraçando a jovem, ele deixa um beijo no alto de sua cabeça. —E o pessoal? Tem bons meses que não os vejo. –
—Estão sempre por aqui. – parando em frente ao pequeno jatinho, Cameron sibila. —Você que desapareceu. – acusa, parecendo realmente chateado.
—Depois do acidente, eu meio que dei uma parada. –
Deixando de prestar atenção na conversa do namorado, Bella olha os equipamentos dentro do avião.
Seu estômago da uma revirada, e se não estivesse segurando a mão de Edward, já teria saído correndo há tempos.
—Então? Vamos nos vestir? –
Animado o amigo de Edward chama, puxando as roupas especiais para fora.
—Como encontrou o Cameron? – abraçando a cintura da Swan, Edward indaga.
—Emmet. – mordendo as unhas ela responde. —Olha, eu não vou... Não vou mais. Você pode ir, ok? – tentando sair do abraço do ruivo, Bella engole seco.
—Que isso amor... Vai amarelar agora? – brinca beijando o rosto dela. —Não mesmo, você vai comigo. – piscando para a morena, ele se afasta uns passos pegando dois pacotes do chão. —Vem, eu vou vestir você. –
Perdida em pensamentos agoniantes sobre o que está prestes a fazer a moça deixa o namorado lhe enfiar em um macacão.
—Já estão vestidos? – coberto pelo equipamento, Cameron pergunta.
—Estamos, sim. – com os olhos brilhando, Edward confirma.
—Entrem, vamos decolar. –
Mordendo os lábios, a jovem sobe na aeronave, os membros do corpo tremulo.
—Edward... – geme se encolhendo no banco quando o avião decola.
—O que foi meu amor? – deixando um beijo na mão dela, ele entrelaça seus dedos.
—Não quero mais fazer isso. – como uma criança assustada, ela sussurra.
—Hey amor, não precisa ter medo, eu vou estar com você. Vamos juntos. – sorrindo, ele a beija demoradamente.
Coma a adrenalina correndo por seu corpo, os pensamentos negativos surgem como uma bomba na cabeça da jovem.
—Vem, eu vou precisar te prender a mim. – levantando, Edward a puxa.
Quieta ela tenta concentrar sua atenção na paisagem.
Vai dar tudo certo Bella... Tudo certinho!
—Estão prontos? – ouvindo a voz de Cameron a mulher volta a se desesperar.
—Quem está pilotando o avião? –
—O piloto. – estranhando, o homem responde. —É sua primeira vez? –
—É. – assente, em meio ao sussurro.
—Não precisa ficar nervosa, vai amar. –
Uma buzina soa longamente dentro do avião, e a primeira coisa que vem a mente da fisioterapeuta é que estão caindo.
Jesus Cristo!
Só não grita por falta de fôlego. Maldita hora que resolvera trazes Edward aqui.
Ela não precisa de coisas radicais para viver. Pode muito bem viver intensamente, assistindo um balé clássico pela TV.
Um vento forte toma conta do avião, e os olhos marrons se arregalam ao ver a porta aberta.
—Eu vou na frente, ok?- gritando Cameron avisa e num estalo de dedo, ele desaparece.
—Meu senhor... Não vou pular, não vou... – se desesperando a morena ouve as risadas do namorado.
—Não dá para desistir agora, Zangadinha. – a levantando com os braços, ele os leva até a porta.
—Edward me põe no chão. Edward para... Edward... – o choro se aproxima da Swan, que sente todo o corpo tremer.
—Você vai me agradecer por isso amor... –
—Edward, nãaa.. – fechando os olhos, ela começa a gritar, porém sua voz some em meio ao vento forte que bate em seu rosto.
Sentindo a velocidade aumentar, o frio em sua barriga se espalha por todo o corpo.
O medo a impede de abrir os olhos, e de sua boca saem gritos escandalosos. Mas porque ela não os ouve?
A sensação de queda livre é atormentadora. E só piora com o fato de não conseguir respirar direito.
Abrindo um olha, a moça gela ao ver a altura.
Como os passarinhos conseguem voar?
Engole seco, e tomando coragem solta o corpo.
Os orbes marrons focalizam as nuvens, e o solo verde ele se aproxima gradativamente.
Com a respiração normalizada ela aproveita a sensação prazerosa de estar “voando”.
Aproveitando a paisagem, ela estranha sentindo como que seu corpo estivesse sendo puxado para cima. Uma impressão de que vai subir de repente.
Olhando para cima, ela vê o paraquedas aberto. A adrenalina foi tanta que ela até se esquecera de que ele ia abrir.
Sorri, ao sentir o beijo de Edward em sua bochecha. Rapidamente os dois se olham.
Com um suspiro ela volta a aproveitar sua descida, sabendo agora, o motivo do canto dos pássaros.
[...]
Ainda eufórica pelo salto de paraquedas, a morena sente as pernas tremulas.
Retirando o macacão, ela mais parece uma criança em uma loja de brinquedos.
—Você venceu o desafio garota! – o moreno exclama a deixando orgulhosa. —Mais uma façanha para sua história, hein! –
—Ainda estou sentindo a adrenalina correr pelas minhas veias. — se abana com a mão, após prender os cabelos num rabo de cavalo.
—Eu te disse que era bom amor. – olhando para o namorado, ela sorri beijando com carinho seu rosto.
—Aposto que você vai querer repetir. – Cameron pisca a ela, que ri.
Não tem certeza se vai.
—Edward, se me dá licença eu preciso ir dobrar os paraquedas, logo virão mais pessoas para saltarem. –
—Claro cara, muito bom te rever. – os dois se abraçam novamente.
—Bella, foi um prazer te conhecer garota. –
—O prazer foi meu, Cameron. – os dois trocam um aperto de mão amigável.
—Vê não some de novo hein. – se afastando o moreno acena.
—Ainda não acredito que eu fiz isso! – cobre o rosto com as mãos cantarolando. —A maior loucura! –
—Foi mesmo, fiquei orgulhoso de você. – sorrindo, ela o olha. —Quem diria que aquela doutora toda Zangadinha e séria, estaria aqui comigo hoje. –
—A culpa é sua... Me levou para o mal caminho. – cerra os olhos brincando. —Mas o paraquedas ele é especial. Se não fosse esses saltos malucos, você não tinha entrado na minha vida. –
Sorrindo torto, Edward retira a franja dos olhos da namorada.
—Te amo, Zangadinha. – encosta sua testa na dela, os olhares inseparáveis.
—Também te amo. Muito. – as mãos pequenas seguram o rosto quadrado e o puxam para mais perto, até sua boca se unir a dele.
O beijo calmo e doce, aquece o coração da Swan, que amargamente se pergunta até quando teria isso.
Seu tempo havia encurtado. As coisas se complicaram. E o medo, já não pode mais ser ignorado.
Mesmo assim, não deixa de acreditar nas palavras do namorado.
—Amor, seu celular... – ainda com os lábios encostados nos dele, Bella murmura. —Edward.. – ralha, ao sentir as mãos fortes em sua bunda.
—A culpa é sua. Quem mandou ser tão gostosa? – pisca retirando o celular do bolso. —Pai. – atende, a puxando novamente para si. —O que? –
Erguendo os olhos a morena estranha a feição do ruivo.
—Não entendi... Porque? – a pergunta é seguida de um silêncio longo. —Não estamos em casa, mas... Está bem. Nós iremos. Sim... Até mais. –
—Seu pai? – beijando a mandíbula quadrada a Swan pergunta.
—Isso. – cerrando os olhos ele confirma. —Acho que ele endoidou de vez. –
—Por que? – Bella não esconde o divertimento na voz.
—Por que ele disse para irmos embora e fazer as malas rapidamente. – olhando no fundo dos olhos da namorada, ele suspira. —Estamos indo para a Suécia. -
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