Desafios
6 O Passeio
Notas iniciais
–Vamos Zangadinha, dê uma chance será legal. — Isabela rola os olhos segurando com mais firmeza a gaiola de Jerry quando o carro faz a curva na Riverdale Ave.
–Já disse umas quinze vezes que não Edward, você é surdo? — os dois se encaram rapidamente, o ruivo mantendo um sorriso torto nos lábios.
–Surdo não insistente. — reponde a fazendo bufar.
–Não adianta insistir, não irei saltar de asa delta com você. — decidida a voz da morena sai firme.
–E por que não? Tem medo de não resistir a sua vontade incontrolável de me ter? — ele a questiona parando o veículo no sinal fechado.
–Tenho medo é de não resistir e furar sua asa delta acidentalmente. Ou sei lá, tacar você de lá de cima. — supõe irônica arrancando risadas do Cullen.
–Já te disse que eu sempre gostei de mulher selvagem? Você deve fazer cada coisa dentro de um quarto... -
–Edward! — exclama corando.
–Ok, ok. Deixarei para descobrir na hora certa. — pisca sedutor a ela que pigarra sem jeito. –Voltando ao assunto, você não pode me fazer mal afinal, sou filho do seu chefe. -
–Eu não acreditava em ditados populares até você aparecer em minha vida, mas agora sei que eles são reais. -
–Como assim? -
A moça se alinha ao banco respirado profundamente.
–Dizem que uma desgraça sempre vem acompanha de outra, e isso é real. — o olha rapidamente pelo canto dos olhos. –Primeiro aparece você, a pessoa mais irritante que eu já conheci. Então eu tenho que deixar os planos de te lançar janela as baixo só nos papeis, por que você é filho de Carlisle. -
Bem humorado o ruivo se diverte com a fala da fisioterapeuta.
–Não adianta tentar desviar o assunto Zangadinha, eu vejo o desejo brilhar em seus olhos quando te encaro. -
–Você tem sérios problemas na visão então. Problema em você é o que não falta, não é? — cruza os braços, irônica.
A risada dele é alta, fazendo-a bufar.
–Meu único problema, ou meu maior problema é estar afim da mulher mais difícil que já conheci na vida. — mesmo com um sorriso no canto dos lábios Isabella consegue perceber a seriedade nas palavras do ruivo.
Ela permanece em silêncio observando o carro fazer a rotatória já próxima a sua casa.
–Consegui calar a minha Doutora? — Edward a questiona olhando-a pelo canto dos olhos.
Respira fundo se arrumando no banco, sentindo-se incômoda pelas peças de roupas molhadas e colocadas ao corpo.
–Você diz muitas besteiras, às vezes é melhor nem responder. — o Cullen ri enquanto Isabela gira os olhos.
–Você se faz de difícil, mas tenho certeza que me acha encantador. -
–Claro. — concorda irônica. –Acharia mais encantador se você permanecesse quieto, sem dizer tantas asneiras. -
–Sei que gosta de mim, Zangadinha. — lhe lança uma piscadela, voltando à atenção para a rua deserta.
–Com certeza Edward, casa comigo? — a pergunta cheia de cinismo faz o ruivo gargalhar.
–Vamos com calma Zangadinha, vai ter que pedir aos meus pais. Já lhe disse que sou um rapaz de família. — brinca sorrindo torto.
–Te garanto que você não volta vivo da lua de mel. — cruza os braços olhando pela janela, já reconhecendo a rua de casa.
–Acredito em você baby! — exclama parando o carro em frente ao prédio da morena. O olhar intenso dele, a faz corar.
Passa a mão no cabelo molhado, soltando um pigarro.
–Obrigada pela carona. — agradece soltando o cinto de segurança.
–Não precisa agradecer. — sorri levemente ao retirar a franja molhada dos olhos de Isabella.
A moça suspira profundamente, beliscando os lábios com as pontas dos dentes. Fecha os olhos sentindo os dedos de Edward, alisarem seu rosto.
Um arrepio percorre sua espinha e o corpo todo se aquece, quando a respiração do Cullen bate contra a face alva.
Abre os olhos se deparando com as esmeraldas brilhantes do ruivo, mais próximas do que imaginava.
–Você é linda Zangadinha. Com o cabelo molhado, sem nenhuma maquiagem... — ri ainda mais próximo dela. –Consegue ser incrivelmente linda. -
Abre os lábios para responder ao elogio, contudo se cala quando a boca macia de Edward roça na sua.
O contato é leve, porém concupiscente o bastante para provocar mil sensações na jovem.
Puxa o ar com firmeza ao sentir os lábios quentes de Edward deslizar por sua bochecha parando em suas orelhas.
–Minha Zangadinha... — distribui beijos pela região do rosto da Swan, que já se perdera em meio aos carinhos do ruivo.
Um relâmpago clareia toda a rua, deixando um estrondo exagerado por fim.
Assustados os dois se afastam ambos ainda sentindo os efeitos provocados, pela aproximação.
Sem jeito a Swan abaixa a cabeça, mantendo sua atenção na gaiola em seu colo, onde Jerry se mexe veemente.
–Eu vou... — a voz fraca a obriga limpar a garganta antes de continuar a frase. –Vou lavar sua blusa e... Amanhã eu te devolvo. — informa ao ruivo, evitando o encará-lo.
–Não precisa devolver não. — responde voltando a se aproximar. –Pode ficar pra você, uma lembrança. -
Os olhos castanhos se voltam para Edward, que mantém o típico sorriso torto nos lábios rosados.
–A blusa é sua, claro que eu vou... -
Pondo um dedo sob a boca da moça, o Cullen a cala.
–Já disse que não precisa, deixe de ser teimosa Zangadinha. — ainda com o olhar conectado ao dele, a jovem suspira.
–Ok. — segura firme a gaiola de seu gato. –Então já vou entrar... Até amanha. — se despede, enquanto Edward destrava o carro.
–Espera, eu ajudo você. — morde os lábios observando o ruivo sair do carro. Fica impossibilitada de vê-lo por causa da chuva que ainda cai na cidade.
Do lado de fora ele abre a porta, segurando o guarda chuva preto sob a cabeça.
–Venha. — estende a mão a ela, que meio hesitante aceita. Com a ajuda do homem sai do automóvel com a gaiola de Jerry nos braços. –Vai precisar tomar um banho bem quente, e deixar o aquecedor ligado por toda noite, para que não fique doente. -
Entorta os lábios ao ouvir a palavra, aquecedor. Chacoalha a cabeça caminhando com Edward até a entrada de seu prédio.
–Farei isso. — garante sem coragem de dizer que não possui o aparelho.
–Se cuide Zangadinha. — parada a Swan fecha os olhos quando recebe um beijo na bochecha.
Morde os lábios aflita, o ruivo mexe com ela. Mas do que queria.
–Tchau. — acena antes de se virar. Sente seu estômago gelado, e coração parece que a qualquer momento irá saltar do peito.
–Espera. — segurando-a pelo braço, ele a para. Pragueja baixinho se voltando para o Cullen.
–O que foi? — indaga se afastando um passo.
–Só quero te avisar que... — persistente ele volta a se aproximar, deixando os corpos quase colados. –Não vou desistir de você. — completa antes de surpreender a Swan com um selinho.
Embora rápido, o beijo a deixa boba. As pernas ficam bambas enquanto arrepios percorrem seus membros.
–Agora entre, vai minha Zangadinha, não quero que fique doente. -
–Você não manda em mim, Cullen. — empina o nariz, deixando ignoradas as sensações presentes.
Edward ri, retirando uma mexa dos cabelos molhados, do rosto de Isabella.
–É melhor entrar porque sua blusa está ficando transparente. — sussurra no ouvido da mulher, que cora instantaneamente.
Pondo a gaiola de Jerry no chão fecha rapidamente o zíper do moletom de Edward.
–Já estava ficando louco com aquela visão. — pisca para ela sorrindo pervertido.
–Idiota. — bufa dando as costas para ele, indo em direção a porta de seu prédio.
–Está esquecendo-se do seu gato estranho. — ao ouvir as palavras do Cullen, ela para cerrando os dentes. Com passos firmes vai até o ruivo.
–Você é estranho, meu gato é lindo. — se abaixa pegando a caixa de transporte do bichano. –Seu ridículo. -
–Também te amo Zangadinha. — Edward devolve divertido, antes de a morena entrar no prédio.
[...]
Parada em frente à janela, Isabella se perde observando a imensidão estrelada.
Cobrindo a madrugada, os tons do céu são um tanto quanto cômicos. Um rosa, meio alaranjado, se mistura com o azul profundo até ambos se tornarem preto.
A lua em meio as ralas nuvens permanece glamorosa com todo seu brilho, sendo ainda cercada por milhares de estrelas.
Suspira, chacoalhando a caneca de porcelana, fazendo seu café girar. Toma um gole do liquido morno se encolhendo dentro de seu roupão.
Um sentimento estranho dominando seu peito vem deixando-a aflita.
Antes era os terríveis pesadelos, que a fazia perder o sono. Agora além das terríveis lembranças, certo ruivo está lhe causando insônia.
É instigante o que ele lhe provoca. As sensações são perturbadoras, assim como os sentimentos.
É como se ele aflorasse seu pior e melhor lado.
Não pode negar que ele a irrita, e muito. Com todas aquelas piadinhas de duplo sentido, e o poder com que a faz corar é azucrinante.
Porém quando aquele sorriso torto estampa o rosto másculo, quando ele passa os dedos longos nos fios desordenados, ou quando simplesmente ri... Sente como se seu coração fosse sair pela garganta.
Esfrega os dedos nos olhos, mordendo os lábios.
Em seu intimo se vê dividida. Seu coração praticamente grita para que ela ceda a ele, que se entregue a aqueles sentimentos nunca florescidos antes. Contudo sua mente implora para que se afaste que não deixe Edward quebrar o muro que construíra ao seu redor, após a morte de seus pais.
Morde a ponta da unha puxando o ar com firmeza. O pior de tudo é que não sabe o que fazer deixar uma pessoa entrar em sua vida após tantos esforços para manter todos longe.
Não pode correr o risco de se machucar mais. Não pode se dar ao luxo de perder mais alguém.
Fecha os olhos, engolindo a seco.
Por mais que doa ser sozinha, ter a companhia apenas de um animal, prefere assim. Sabe que não vai conseguir se reconstruir novamente, não se voltar a enfrentar ela, se voltar a perder para a morte.
Coloca a caneca quase vazia sob a cômoda ao seu lado. Repara rapidamente no despertador.
Não se espanta com o horário alto, já se acostumara a ficar acordada pelas madrugadas, no entanto não deixa se surpreender com a data.
Um aperto doma seu coração ao perceber que há exatos quatro dias, não vê o ruivo.
Desde sua carona, não o vira mais.
Sexta-feira o esperara bobamente em seu consultório, porém ele não aparecera.
Seu fim de semana fora angustiante. Não que esperasse que ele viesse em sua casa, contudo uma pequena esperança a fez perguntar ao porteiro várias vezes se viera alguém atrás dela, e só se decepcionara com as respostas negativas.
Segunda-feira, fora outro dia tedioso. Chato, chuvoso... E sem ele.
As horas praticamente se arrastaram, como se até o tempo estivesse contra ela.
Vários pensamentos sob o porquê de ele ter sumido, passaram por sua cabeça.
Talvez estivesse doente. Ou com dores.
Poderia ser por alguma questão familiar, ou particular.
Por causa de alguém, ou por causa dela. Da tal Alice.
Não que seja de sua conta, porém o modo carinhoso com que se trataram, não deixa de ser instigante.
Cenas e mais cenas rodaram por seus pensamentos, até se convencer de que não era seu problema.
Os apitos do despertador, a traz de volta para a realidade. Deixaria tais pensamentos para mais tarde.
Com o corpo cansado retira uma toalha do armário após se espreguiçar longamente. Se dirige até o banheiro, e liga o chuveiro enquanto se despe.
É hora de começar, mais um dia.
[...]
–Mas a senhorita não conhece mesmo nenhum remédio para a minha enxaqueca? Dói de mais minha filha, tem dias que eu não consigo nem ficar em lugares claros. É uma tortura. — a senhora choraminga mais a uma vez a morena que morde os lábios com firmeza se controlando para não ser grosseira.
É impressionante, parece que as pessoas gostam de testar sua paciência. Há mais de meia hora vem sendo abordada pela Sra. Newton, questões sobre várias doenças.
–Senhora, eu sou fisioterapeuta. — informa tentando se controlar. –Sinto muito, porém não posso te ajudar. -
–Ah, eu entendo criança. — a velha responde sem esconder o desapontamento. –E quanto a dormência em meus dedos? Eu acordo e não os sinto, é perturbadora a sensação. -
–Meu Deus! — esfrega as mãos no cabelo contando mentalmente até mil. –Senhora Newton, eu sou fisioterapeuta. E apesar de usar jaleco, nem médica eu sou. — suspira profundamente. –Já está dispensada por hoje, e não se esqueça de fazer os exercícios hidráulicos para a perna. -
Sem responder a Swan, a senhora se levanta e sai da sala.
–Preciso de um calmante... — sussurra tomando um gole de seu café.
–Com licença senhorita Swan. — Ângela dá duas batidinhas na porta chamando a atenção da morena.
–Sim. -
–Não há mais pacientes hoje. — informa a chefe.
–Tem certeza? Não são nem duas da tarde ainda. — se põe de pé e vai até a assistente.
–Tenho sim senhorita, olhe. — aponta para a lista com os nomes dos pacientes.
Com atenção Isabella analisa um a um. Sua atenção se volta para o já conhecido, o filho de seu chefe.
Respira fundo, retirando a franja dos olhos.
–O senhor... — pigarra sem jeito. –O senhor Cullen, não veio novamente?-
–Não senhorita, ele ligou antes e desmarcou. -
–E porque não me avisou? — cruza os braços, irritada.
–Mas eu avisei senhorita. — a secretaria arruma os óculos no rosto. –Lembra-se, ainda lhe disse que o paciente das cinco avia desmarcado. -
–Hm, ok. — retorna a sua mesa, ignorando seu erro. –Já pode ir para casa então, também estou indo. -
–Sim, senhorita. — consente antes de sair da sala.
Mas uma consulta desmarcada.
Pensa enquanto arruma suas coisas.
Mas um dia sem vê-lo...
O desânimo a consome, enquanto retira o jaleco. Suspira enrolando os cabelos num coque frouxo. Pega a bolsa e o coloca sob o ombro, pegando seu casaco pendurado na cabideira na parede.
Sai da sala após apagar a luz, fecha a porta com cuidado, caminhando pelo corredor vazio.
–Até amanha senhorita Swan. -
–Até Ângela. — responde para a moça, entrando no elevador.
Martela o pé no chão carpetado, enquanto os números descem lentamente no painel digital.
A campainha soa baixo, assim que chega à recepção principal. Sai do elevador, passando pelo grande salão luxuosamente decorado com um conceito aberto.
Atravessa as portas giratórias saindo na rua movimentada. Suspira olhando de um lado para o outro em busca de um taxi vazio.
Ergue o braço sinalizando para o carro amarelo, que logo para a sua frente. Suspira aliviada, nem sempre é fácil encontrar um taxi livre em Nova York.
–Para onde senhorita? — o homem, de meia idade a questiona. O olha rapidamente pelo para brisas.
–Riverdale. — responde se arrumando no banco de trás.
O carro segue na direção leste na Dodgewood Rd até à Arlington Ave, o tempo parcialmente nublado.
Uma musica antiga toca no rádio enquanto o carro dobre a direita na avenida.
Fica parada por alguns instantes apenas ouvindo a musica. Suspira com lembranças de sua infância voltando a sua mente.
–O senhor sabe me informar qual o nome da musica que está tocando? — questiona ao taxista que sorri ao afirmar com a cabeça.
–Angel. — a voz do homem sai leve. –De Jon Secada. -
– Jon Secada. — murmura junto com o taxista se relembrando dos pais. De quando ajudava a mãe a preparar o jantar ouvindo a musica. E quando o pai, dizia que a canção era feita a ela, pois era seu anjo.
Suspira saudosa, com o coração doendo.
–Gosta de musicas antigas? -
–Sim, me trazem lembranças boas. — sibila baixo, encarando as mãos no colo.
–Também gosto, é difícil encontrar uma que não seja boa. — ela pega a 1ª à direita em direção a Henry Hudson Pkwy W.
–Verdade... — deixa a palavra no ar fungando. A saudade em sua opinião é o pior sentimento que existe.
Ela lhe faz lembrar e sentir saudades de coisas, momentos, pessoas que já se foram. Faz-lhe implorar para que o tempo regresse e que possa viver aquilo novamente.
Poder repetir aquele abraço, ou até mesmo dar. Rir da mesma piada. Se divertir com o mesmo assunto.
Reviver tudo, que já se fora.
Porém o pior de tudo é a dor que vem após concluirmos que não há como voltar, não há como repetir aqueles gestos, aquelas cenas... E chegar a conclusão de que só restam as lembranças, e a saudade por trás de tudo.
–Senhorita, já chegamos. — chacoalha a cabeça ao ouvir as palavras do taxista.
–Quanto lhe devo? — indaga retirando a carteira da bolsa.
–Com os pedágios dão 25 dólares. -
Sem retrucar a jovem retira o dinheiro e entrega ao homem que sorri agradecido.
–Tenha uma boa tarde. -
–Igualmente. — profere saindo do carro.
Guarda a carteira dentro da bolsa, e caminha até a porta do prédio. Rola os olhos praguejando ao ver Harry parado na portaria.
–Bella, ainda bem que chegou mais cedo. — a voz lenta a faz querer sumir. –Tem tanta louça suja em casa, que não consigo fazer um café. E, sabe eu tenho problema nas juntas então não consigo lavar, será que poderia me ajudar? -
Fecha os olhos enquanto palavras nada amigáveis passam por sua mente.
Velho chato. Velho folgado. Velho fingido. Velho preguiçoso.
–Sinto muito Harry, tenho muitas coisas para fazer agora. — tenta ir até o elevador, porém ele fica a sua frente. A cara de mosca morta do homem, a faz cerrar os dentes.
–Não levará muito tempo, te garanto. -
–Mesmo assim Harry, eu tenho uns assuntos para resolver. — tenta passar e novamente é impedida por ele.
–Não levará mais que meia hora Bella, e se não der tempo de lavar tudo quando se desocupar você termina. -
Bufa passando as mãos no cabelo. Abre a boca para responder , no entanto se cala quando a voz rouca pronuncia atrás de si.
–Sinto muito senhor, mas ela já esta de saída. — surpresa a morena se vira, vendo Edward parado ao lado da porta de vidro.
Sorri leve ao vê-lo. Como sempre vestido com moletom, jeans e tênis, com os cabelos desgrenhados brilhantes. Tão brilhantes como as esmeraldas de um verde profundo, que a encaram fixamente.
–Edward? — com passos lentos ele se aproxima da Swan.
–Hey minha Zangadinha, te procurei no hospital, mas me avisaram que já tinha vindo embora. — os dedos longos acariciam a face da moça.
–Vim mais cedo hoje, tenho a tarde livre. — o informa. O sorriso nos lábios do ruivo se alarga.
–Ótimo, venha vou te levar a um lugar. -
–Onde?- questiona sendo puxada por ele, pela mão.
–É surpresa. -
–Não gosto de surpresas. — para cruzando os braços. –Não irei. — feito uma criança bate o pé no chão.
–Bom você pode vir dar um passeio comigo, ou ficar aqui e lavar a louça do velho. -
A moça bufa, olhando para Harry sobre o ombro. Pondera por alguns segundos.
–Ok, eu vou com você. -
Sorrindo Edward se aproxima e deixa um beijo no alto da testa de Bella, que instantaneamente se arrepia. A mão grande do Cullen segura a dela, entrelaçando os dedos.
–Então vamos minha Doutora Zangadinha, dar o nosso passeio. -
Fale com o autor