Notas iniciais
Oiiie gentêe!! Olhaa eu aqui de fic nova!! Huruuuul / Mesmo com muitas saudades do nosso grego :'(, cheguei com o primeiro capítulo do nosso mais novo Edward ;) kkkkk Esperoo que gosteem ^^ Boaa leituraa :D

À noite não fora fácil.

Durante boa parte da madrugada sofrera com os terríveis pesadelos e, agora se agonia com as lembranças.

As imagens ainda são vividas na consciência da jovem. Os gritos da mulher. O choro desesperado da garotinha, e as implorações do homem.

Circula a boca da caneca com o dedo indicador, a vista turva observa o liquido negro fumegar.

Exala o ar exasperadamente, ouvindo ao fundo o barulho da chuva.

Como queria apagar aquelas cenas horripilantes de sua mente. Poder esquecer tudo. Ou simplesmente sumir.

Um miado preguiçoso a faz olhar para baixo, onde Jerry se esfrega lentamente em sua perna. Isabela ri, secando o rosto com as mangas da blusa comprida. Debruça-se nas próprias pernas e pega o pequeno gato persa o ajeitando no colo.

–O que foi meu querido?- indaga a voz meio congestionada. –Está com fome?- os olhos negros e redondos feitos botões ficam fixos na Swan que sorri ao ouvir o bichano emitir um miado. –Okay, vou lhe servir um pote generoso de petiscos. — sibila voltando o animal para o chão, antes de pôr-se de pé.

Em silêncio retira o comedouro de Jerry do armário, e o enche com ração. Seus passos são lentos até o animal, onde novamente se abaixa o serve.

O celular vibra no bolso da calça de flanela. Com uma careta desliga o alarme.

–Hora de ir trabalhar, que legal!- resmunga apagando a luz da cozinha. Passa pelo corredor observando pela janela o tempo terrível de New York.

Chuva. Chuva. E mais um pouco de chuva.

Bufa emburrada abrindo a porta do banheiro.

Não quer ir trabalhar. Na verdade não suporta aquele emprego. Não suporta aqueles “colegas de emprego”. Não suporta nem seus pacientes.

Fecha os olhos retirando sua blusa quente. Os pelos de seus braços e colo ficam eriçados por conta do frio.

Morde o lábio considerando a hipótese de instalar um aquecedor.

–Na época do frio é bem útil. — murmura para si mesma, abaixando a calça com as mãos. Os dedos gélidos lhe causam calafrios ao encostarem-se às pernas aquecidas.

–Se bem que no calor, é inútil. — pondera pensando. Puxa os cabelos para trás os prendo num coque frouxo.

Liga o chuveiro, ainda dividida sob a ideia de comprar o aparelho.

Espera um tempo até a agua estar na temperatura adequada para adentrar de baixo dela.

Os pingos ardentes caem por sob seu corpo lhe relaxando por completa.

Sem pressa a mulher se banha, passando a esponja com suavidade sob a pele. Uma espuma se forma sob o corpo níveo.

Enxagua-se e curte por mais alguns minutos o banho quente, antes de desligar o chuveiro.

Arrepia-se devido à mudança de clima. Rapidamente veste o roupão, e se direciona para seu quarto.

Acende a luz e encara a cama bagunçada. Bufa sempre odiou falta de organização.

Mesmo com frio arruma os lençóis sob o colchão, acomodando as almofadas retilineamente.

Sorri diante a organização indo até o pequeno closet. Os olhos fixam-se nas peças escuras.

Mentalmente pensando em como se vestir. Não que se importe, no entanto não pode ir com qualquer roupa trabalhar.

Pega os cabides com os trajes devidamente pendurados e os acomoda sob a cama, agacha e retira um lingerie da gaveta.

Arrepiada a morena se veste o mais ligeiro que consegue. As peças frias a faz se encolher. Respira profundamente indo até o espelho.

O cabelo cai liso pelas costas da mulher quando ela o solta. Passa o pente o ajeitando de lado, como sempre faz. A franja cai sob a testa e tranquilamente penteia os fios mais curtos para a lateral.

O estojo de maquiagem é ignorado sob a penteadeira. E por fim apenas calça os tênis brancos.

Mastiga os lábios vendo as horas. Pragueja baixinho vendo que já tem de ir.

Suspira e sai do quarto indo para a sala. Pega a bolsa e o celular se direcionando até a porta, dá uma ultima olhada no cômodo antes de sair.

Observa o andar vazio. Um suspiro de alívio sai de sua boca. É raro o dia em que não encontra com seu vizinho resmungão e pidonho.

Harry é idoso, deve ter mais de oitenta anos, e só sabe reclamar. Quando faz sol ele reclama da claridade, quando o sol não aparece ele reclama da falta de claridade. Na primavera ele reclama dos pássaros, e no inverno reclama da neve.

Bella nuca o vira agradecer ou sorrir por nada. E o pior de tudo, ele a irrita. Irrita profundamente com aquela voz lenta, lenta até de mais. E o andado, mais vagaroso que uma lesma.

Aperta o botão, chamando o velho elevador para seu andar. Bate os pés no carpete impaciente.

As portas de ferro se abrem aos poucos fazendo um ruído terrível.

Fecha os olhos tentando ignorar a provável chance de aquele trambolho emperrar com ela.

Coloca-se dentro do ascensor e clica várias vezes no botão que demora a acender. O ruído das portas a faz cerrar os dentes.

Certamente irá conversar com o sindico sobre esse mausoléu.

Finalmente na portaria, a morena rola os olhos ao avistar Harry.

–Ótimo. — sussurra irônica, tentando passar despercebida pelo velho.

–Isabela achei que já tivesse ido. — a voz baixa dele, a faz bufar. Com cinismo se volta com um sorriso a ele.

–Já estou. — suas palavras são interrompidas quando uma crise de tosse abate Harry. O pobre se equilibra na bengala, tentando não cair. –Indo. — completa assim que cessada as segregas.

–Será que você poderia me ajudar. — pigarra lentamente. –Me ajudar a aspirar o pó do meu tapete?- A Swan prende a respiração. Mentalmente conta até dez.

–Sinto muito Harry, mas já estou atrasada. Não posso perder o ônibus. — responde ao velho que se aproxima, arrastando as chinelas.

–Pode ser quando chegar. – as mãos da mulher apertam as alças da bolsa. –Sabe o que é esse tempo atacou minha bronquite e o tapete está só piorando. — inquieta a jovem ouve o velho narrar todo seu descontentamento pelo tapete.

–Eu sinto muito, mas já tenho compromisso. — se desculpa indo até a porta giratória. –Peça para Emile limpar para o senhor. Ou então, ligue em uma empresa, elas limpam em sua casa mesmo. – puxa o ar, retirando uma pequena sombrinha da bolsa. –Agora eu preciso ir. Até mais. — sem esperar por uma resposta sai do prédio.

Só o que faltava! Pensa mordendo o lábio. O velho recebe uma ajuda excelente do governo e quer que ela limpe o tapete centenário? Nunca.

Bufa irritada. Os pingos grossos caem do céu escuro, molhando parte de seu tênis.

A chuva permanece leve, porém o vento é cortante.

Abrindo o guarda chuva florido, ela caminha até o Henry Hudson Pky, ainda irritada com a petulância do vizinho.

[...]

Arregaça as mangas do jaleco branco, antes de lavar as mãos.

Os gels usados para as sessões de fisioterapia tem um cheiro fortíssimo. São ótimos para atacarem a enxaqueca da Swan.

Puxa o papel toalha secando as mãos. Seus olhos vão de encontro ao relógio na parede. Quase cinco. Suspira aliviada sabendo que logo poderá ir para casa.

Indo até a mesa, organiza os prontuários nas fichas dos pacientes, prontos para serem entregues ao Ortopedista.

–Srtª Swan. — a mulher levanta a cabeça encarando Ângela, parada diante a porta. O dedo magro da moça arruma os óculos sob a face.

–O que foi? — indaga sem se importar com o tom ríspido.

–Um paciente está esperando. — diz baixo. –Posso manda-lo entrar?-

–Está com a ficha dele ai?- caminha lentamente até Ângela que não esconde o semblante assustado.

–S-sim. — gagueja, estendo a pasta branca para a Swan. Os olhos castanhos giram e sem nenhuma delicadeza puxa o objeto das mãos da moça.

–Mande-o entrar. — ordena se virando de costas.

–S-sim senhora. – a ajudante de Bella responde tremula. Suspira. Ângela é uma tola. Sempre deixou bem claro o medo que sente pela Swan.

Como se tivesse motivos. Chacoalha a cabeça abrindo o caderno branco. Observa atentamente a fixa do paciente.

Edward Anthony Masen Cullen.

Morde o lábio. O nome não lhe é estranho. Para pensando por alguns segundos, onde foi que ouvira aquele sobrenome.

–Com licença. – uma voz adentra a sala de Bella seguida de três batidas. Um arrepio eriça os pelos da nuca da Swan, que se impressiona ao tom da voz. Rouca e suave.

Curiosa a jovem se vira.

Os olhos ficam vidrados no homem parado a sua frente. O olha atentamente reparando em cada traço.

A começar pelo rosto, o maxilar quadrado coberto por uma barba rala, onde nos lábios finos um sorriso torto, faz as pernas de Isabela tremer.

Os olhos verdes brilham de um jeito único, como se pudessem enxergar por dentro.

E os cabelos parecem artificiais. São de um tom cobre profundo e totalmente desgrenhado, de um modo sedutor.

Pigarra desviando o olhar do homem, se sentindo constrangida.

–Entre, Senhor... — analisa rapidamente a ficha. –Cullen. -

Ele solta uma rizada e adentra a sala despreocupadamente.

–Sente-se. – gesticula com a mão, vendo que o ruivo permanece de pé.

–Não obrigada. Ultimamente não fico muito sentado. — a voz volta a causar sensações na fisioterapeuta. Chacoalhando a cabeça, a moça as ignora.

–Fraturou algumas costelas, não é?- murmura observando o relatório médico.

–Exatamente. — responde simplesmente pondo as mãos no bolso da calça jeans. Mesmo sem entender o porquê Bella acha o gesto encantador.

–Ok, tire a jaqueta e a camiseta também. – pede indo até a porta.

–Sim senhorita. – prontamente ele a obedece, soltando leves gemidos de dor.

–Ainda dói?-

–Nem imagina o quanto. — sorri de lado a ela, que prende a respiração por alguns segundos.

Com a mão retira a franja dos olhos e volta a encarar o prontuário.

–Fraturou cinco costelas. — sibila assustada.

–Acredite em mim, achei que tivesse fraturado todas. — brinca terminando de puxar a camiseta branca.

Isabela fica estática encarando o físico atraente do ruivo. O peitoral bem definido.

Lubrifica os lábios com a ponta da língua, ralhando consigo mesma mentalmente.

–Teve sorte, alguma delas poderia ter perfurado seu pulmão. — morde a boca exalando o ar exasperadamente. –Sente-se na maca. -

–Tudo culpa de um paraquedas que não abriu. — explica brincalhão. Com cuidado o homem se senta sob a maca praguejando baixinho. –Já pulou de paraquedas?-

–Não. — a resposta seca da morena o faz rir. –Estique os braços para frente. — manda totalmente séria.

–Deveria pular... — ele cerra os olhos com o semblante contraído. –É emocionante. — completa respirando fundo.

–Não aprecio essas coisas. — comenta analisando os lugares com hematomas.

–Ora porque não? São radicais. -

–Acho que o fato de serem radicais de mais me faz ficar longe deles. — Bella respira fundo. –Pode abaixar. -

Edward os abaixa, o olhar preso na fisioterapeuta.

–Que tipos de esportes gosta então?- o Cullen volta a questionar.

Isabella anota algumas coisas no papel, antes de dizer baixo.

–Balé clássico. — o ruivo ri alto. Surpresa a mulher o encara. –O que foi?-

–Você é engraçada. — comenta ainda rindo. –Adorei a brincadeira. -

–Não estava brincando. — cruza os braços.

–É serio? Você gosta de balé clássico?- já irritada a Swan concorda com a cabeça.

–Qual o problema com balé?-

–Nenhum. — arqueia as mãos em rendição, soltando um leve gemido. –Fora o fato de ser chato para caralho, e te fazer dormir nos primeiros dois minutos, não há nada de errado. -

A morena bufa e rola os olhos.

–Já ouviu falar em gostos, Sr. Cullen?-

–Claro, pode me chamar de Edward. -

–Pois bem, Sr. Cullen. — frisa as duas ultimas palavras. –Cada um tem o seu. -

–Sim, eu concordo. — ele murmura. –No entanto alguns são horríveis. -

Bella o olha por sob o ombro.

–Horríveis ao ponto de quase tirar a vida de quem os pratica. — por alguns instantes o ruivo se cala. Solta uma risada, e passa a mãos pelos cabelos bagunçados.

–Ok venceu essa. — afirma divertido.

–Não estava competindo. — o corta, voltando a fazer anotações no registro. –Pode se vestir. -

–Poderia me ajudar? Meus movimentos estão limitados. — Isabela suspira carrancuda.

–Claro. — a resposta sai baixa, enquanto desvira a branca de Edward. Não pode negar que o perfume que exala da peça é inebriante.

Com cuidado, veste a camiseta no homem. Seus dedos raspando de leve na pele quente.

–Sabe, acho que já nos vimos antes. — ele profere a analisando.

–Tenho certeza que não. — tenta esconder o constrangimento diante o olhar fixo dele.

–Então você é parecida com alguém que eu conheço, mas que?- fica pensativo, enquanto Bella o veste na jaqueta bege.

–Creio que terá que deixar para lembrar-se na próxima vez que nos virmos. — amarga, ela pronuncia.

–Está me convidando para um encontro?- a insinuação de Edward a faz corar.

–Ora, mais é claro que não. — pigarreia sem jeito.

–Então está me dispensando?- volta a questionar. Sem saber o que responder a moça cora ainda mais, arrancando uma gargalhada do Cullen. –Relaxa doutora, estava brincando. -

Irritada ela cerra os dentes com uma vontade enorme de quebrar as costelas dele novamente.

–Remarque com Ângela. — muda de assunto emburrada. –Fará sessões diárias, por duas semanas. — o avisa séria.

–Sim senhora, capitã. — bate continência, e geme de dor pelo movimento brusco.

–Já pode ir. — é ríspida, os olhos verdes a encaram alegres.

–Ora, não me expulse doutora, já estou de saída. — ele se põe de pé todo sorridente. –Até amanha, doutora. — se despede indo até a porta.

–Até. — responde simplesmente.

–Pensa direito sob a ideia de pular de paraquedas, e me diga amanhã. — a moça bufa e o encara impaciente.

–Obrigada Sr. Cullen, mas mantenho minha resposta. — é firme.

–Não custa nada pensar vai... — insiste. –Aposto que irá gostar. -

–Aposto exatamente, o contrario. -

–Ah vai doutora, apenas um salto. — Isabela fecha os olhos contando até dez. –Diz que irá ao menos considerar a ideia. -

–Não. — nega mais uma vez.

–Ainda irei te convencer. — lhe lança uma piscadela.

–Duvido. — o encara.

–Nunca duvide de mim, doutora. Eu adoro um desafio, e pelo que vejo você é um dos bons. — ri descontraído. –Nos vemos amanhã. — ele pisca novamente, antes de desaparecer da frente da porta.

Ainda parada, Bella morde a boca. Com certeza este é o paciente mais chato que já examinara. Estonteantemente lindo. Mas ainda sim um chato inconveniente.

Notas finais
E aii gente? Ficou bom? Ficou ruim? O que acharam da Bella? E do Edward? Só falo uma coisa... Essas sessões de fisioterapia vão render e muuitoo kkkk Voltarei em breve ^^ Beijõoes, Nick