Desafios

3 Doutora Zangadinha


Notas iniciais
Oie gente ^^ E ai estão curtindo a fic? Espero que siim heiin rsrs Jáa trouxe pra vocês o 2º capítulo :) Espero que gosteem viuu... Boa leitura :D

Parada no ponto de ônibus a moça se encolhe com frio. Em uma mão segura firmemente a sombrinha que a protege dos pingos grossos de chuva, enquanto a outra aperta a alça da bolsa com firmeza.

Os olhos fitam o transito na Van Cortlandt Park. Bate o pé no chão com impaciência. Odeia atrasos.

Odeia ainda mais ficar naquela maldita chuva. Suspira retirando com certa dificuldade a franja dos olhos.

Exala o ar, aliviada quando o ônibus coberto por propagandas, para a sua frente.

As portas se abrem automaticamente, e a morena caminha até as escadas. Com cuidado as sobe, fechando o pequeno guarda chuva molhado.

O motorista lhe lança um pequeno sorriso, que é totalmente ignorado pela moça.

Olhando somente para frente a Swan sente seu rosto queimar. Odeia chamar atenção. Morde o lábio com força, sentando-se no primeiro banco livre que encontra.

Coloca a bolsa ao seu lado, e a sombrinha no chão, que pinga veemente.

Prende o cinto em torno da cintura e se encosta-se ao estofado, observado a Avenida Broadway.

Cansada relaxa no assento macio. O sono já presente vence as pálpebras cansadas que se fecham sonolentas.

Durante as 26 paradas a morena se encontra inconsciente, caída literalmente no mundo dos sonhos.

[...]

Solta um bocejo levantando do banco. Retira suas coisas rapidamente, as ajeitando entre os braços.

O corpo cansado pede por cama, quando começa a caminhar até a saída do ônibus.

Desce as escadas ligeiramente, pulando uma poça de água gigantesca. Olha pra o céu escuro. Já não chove Henry Hudson, toda via o frio é intenso.

Aperta o casaco o deixando mais rente ao corpo, seguindo na direção sul da rua. Os passos se tornam mais apressados quando dobra a direita dando de cara com uma W 246th St vazia.

Temerosa sente um arrepio percorrer lhe a coluna. Respira quase sem ar, com algumas lembranças voltando à mente.

Mastiga o lábio apressando os passos. Finalmente dobra a esquerda, e suspira aliviada caminhando mais calma pela Avenida Arlington.

Os carros passam pelas ruas rapidamente. Todos apressados. Os pedestres ignorando uns aos outros, como se não houvesse ninguém ao redor.

Suspira um dos vários pontos positivos de morar em Nova York. Não importa o que aconteça você é ignoto, na maioria das vezes.

Olhando para os lados atravessa a rua, seguindo a direita até a Dodgewood Rd. Resfolga profundamente amainada vendo seu prédio a direita na Rua Riverdale.

Atravessa a porta giratória, e observa ao lado o porteiro de plantão babar sobre o braço, enquanto um jogo inútil passa na pequena TV.

A mulher rola os olhos, se direcionando até o velho elevador que já se encontra no térreo, o dedo frio aperta o botão até seu andar, e lentamente ele começa a agir.

As portas se fecham ruidosas e o elevador começa a subir vagarosamente dando leves chacoalhões.

Coloca a sombrinha no chão, onde o carpete já exibe as marcas do tempo, e caça as chaves dentro da bolsa.

Abaixa-se e captura a umbela assim que as portas voltam a se abrir. De cara fechada Isabela fita duas moças esperando pelo elevador.

As despreza com o olhar caminhando pelo corredor vazio. Parada diante sua porta, enfia a chave, destravando a fechadura.

–Jerry! — chama o bichano enquanto passa as travas na porta. Coloca a bolsa sob o sofá e pendura o pequeno guarda chuva no cabideiro. –Você está ai meu querido! — agacha pegando o gato peludo. –Sentiu saudades da mamãe? Sentiu?- indaga dando pequenos beijos no nariz rosado.

Com o animal ainda nos braços, caminha rumo à cozinha. Enche os potes do pet com leite e ração. Assim que o volta no chão Jerry começa a abocanhá-los.

Sorri levemente retirando seu casaco, se espreguiça esticando todo seu corpo. Observa seu bicho pela ultima vez antes de ir até o quarto.

Despe-se lentamente, e quando nua enrola-se no roupão. Aperta o laço felpudo em sua cintura arrastando seus passos até o banheiro.

Apenas encosta a porta antes de ligar o chuveiro.

Tentando esquecer o dia cansativo ela mergulha na sensação relaxante, produzida pelo banho quente.

Lava os cabelos, e escova os prendendo-os num coque firme. Termina de se ensaboar, e se enxagua. Desliga o chuveiro e enrola-se novamente no roupão, antes de sair do banheiro enfumaçado.

Boceja longamente encarando com preguiça as peças no closet. Retira um conjunto de moletom escuro, seguido de uma blusa térmica de manga comprida.

Senta-se na cama, pondo as roupas intimas primeiro e logo após completa seu vestuário. O sono aumenta quando corpo é aquecido, assim como a vontade de se jogar naquela cama.

Chacoalha a cabeça, saindo de perto da “tentação”. Antes de dormir precisa comer.

Comer aquela rotineira comida congelada.

Enquanto coloca o embrulho no micro ondas pensa em como sua vida é corriqueira. Acontecem as mesmas coisas, todos os dias, no mesmo horário.

Lubrifica os lábios com a ponta da língua se sentando em uma cadeira. Não deveria ser assim. Viver da casa para o trabalho. Do trabalho para casa.

Apoia a cabeça na mão suspirando. Até quando continuaria assim?

Até quando aguentaria ter dias tão igualitários e infelizes? Alguém já viveu sem felicidade?

O apito do micro ondas a sobressalta. Fecha os olhos e chacoalha a cabeça levemente, espantando os pensamentos idiotas.

Coloca a luva, e abre a portinha do eletrodoméstico retirando com cuidado o embrulho quente que se acomoda no prato de vidro.

Separa um garfo, uma faca e uma garrafinha de coca antes de ir para sala com o jantar.

Senta-se no sofá apoiando o refrigerante no chão. Com cuidado começa a desembrulhar o bolo de carne.

Liga a TV com o controle alternando o olhar do aparelho para o prato.

Começa a comer lentamente procurando algum programa dentre os vários canais. O olhar fica fixo na TV LED quando várias bailarinas aparecem dançando em perfeita sincronia.

Instantaneamente o ultimo paciente do dia retorna a sua cabeça. Ri de leve. De fato nunca vira alguém tão lindo.

Aqueles olhos, mais parecem esmeraldas, e aquele cabelo desgrenhado. Sorri, é deveras encantador.

Contudo a petulância dele, a irritara. Irritara muito.

Bufa levando o garfo à boca. Terá que aturá-lo por longos dez dias. Mentalmente torce para que estes passem o mais rápido possível.

[...]

Os olhos negros e frios permanecem fixos na pequena garotinha. Assustada a menina olha para os lados. Possas de sangue a cercam. Prende o choro, vendo o pai amordaçado a sua frente, enquanto os gritos da mãe queimam seus ouvidos.

Não pode ver o que acontece com ela, mais seus clamores são desesperados. Tão dolorosos que pode até sentir um pouco da tortura.

Fecha os olhos pedindo ao papai do céu que salve sua mamãe. Duas lágrimas caem de seus olhos e um soluço escapa da garganta.

–Você tem uma filha muito bonita. — a voz fria faz a criança se encolher ainda mais no chão. –Não acha meu amigo?- o homem com máscara marrom sorri.

Mesmo por baixo do véu, ela consegue ficar arrepiada com gestos. O medo deixando seus músculos paralisados.

–Claro... — ele desce os pés da mesa, e lentamente caminha até a garota. –Tire a mordaça dele. — manda sem desviar os olhos da pequena.

O mais moreno se levanta e gargalha. Com brutalidade arrança o pano que separa a boca do homem. A menina aperta as mãos e fecha os olhos ao ver o pai cuspir sangue vivo.

–Se afastem dela. — pede fracamente.

–Por quê? — o loiro indaga, o dedo indicador passa no rosto delicado da criança. –Podemos nos divertir muito com ela, não é meu amigo? — os dois se encaram rapidamente.

–É claro. — um grito ainda mais alto vem da salinha ao lado. A menina se sobressalta, e abre os olhos os arregalando.

–Parem com isso, por favor. — o senhor pede. –Peguem a mim, mas deixem minha mulher e minha filha fora disso. — a garota morde o lábio chorando em silêncio.

Num ímpeto o homem de sorriso macabro agarra a garotinha, que se debate em seus braços fortes.

–Papai! Papai! -desesperada chama pelo pai, que tenta se levantar.

–Soltem-na, por favor, não machuquem minha filha! — os olhos castanhos imploram inundados d’água.

–Não vamos machucá-la... Vamos apenas brincar com ela. — o moreno responde com uma falsa inocência.

A menina chora alto ainda se debatendo.

–Não, não, não! — ele começa a gritar, tentando se soltar das amarras.

Ainda com a menina no colo, o os dois homens se aproximam.

–Dê um jeito nele, e mande Vick silenciar a mulher. Não temos muito tempo. — o loiro diz baio para o moreno que acena simplesmente.

–E quanto a ela? Também quero me aproveitar. -

–Deixarei um pouco para você. Agora vá, temos que ser rápidos. — soluçando a menina fecha os olhos, clamando com mais veemência ao papai do céu.

O corpo todo trêmulo. Os gritos do pai e da mãe se misturam com os barulhos de passos na madeira velha.

Com brutalidade o loiro lança o pequeno corpo da menina contra o chão. Um barulho alto ecoa quando o impacto acontece.

O choro da pequena se torna mais forte, a dor agora se espalhando por todo o corpo.

Abre os olhos momentaneamente vendo o homem abaixar as calças sujas, encolhe o corpo, quase sem ar.

Ele dá dois passos na direção da garota, antes de três disparos ensurdecedores, domar a cabana antiga.

Num salto a Swan se senta na cama. O suor escorrendo por sua testa. Puxa o ar com firmeza, encarando o escuro assombroso do quarto.

Alvoroçada acende o abajur. Lágrimas escorrem dos olhos arregalados, e corpo ainda tremulo chacoalha pelo choro.

Encolhe-se na cama e agarra o travesseiro, soluçando alto. Aperta as unhas no objeto macio, tentando com toda sua força esquecer aquelas memórias apavorantes.

[...]

Sentada na lanchonete do Centro Hospitalar a morena meche a colherinha no café, incessantemente.

A cabeça apoiada na outra mão, ele se via ali, perdida em pensamentos. Os olhos cansados se fecham e um longo suspiro sai dos lábios apáticos.

Tudo que deseja é ser uma pessoa normal. Poder dormir uma noite toda. Ter boas lembranças da infância, ou poder esquecer tudo. Ter sua memória apagada, como a de um HD. Poder começar do zero e só preencher sua vida com coisas boas. No entanto sabe que as três alternativas são impossíveis.

Seu celular apita no bolso do jaleco a despertando. Solta a colher, sentindo a mão dolorida. Abre e fecha os dedos, retirando com a outra palma o celular.

O despertador apita avisando que o horário de café terminara. Exala o ar, e se coloca de pé, ajeitando o casaco branco em seu corpo.

Pega o cartão magnético e entrega no caixa. A mulher morena, da qual nem imagina o nome, o pega.

Diz seu nome a ela e sem esperar resposta, lhe da às costas caminhando de volta para sua sala.

Ângela organiza os prontuários sob a mesa distraidamente, e assim que ouve os passos fica ereta totalmente rígida.

Ignorando a secretária, Isabella se senta na poltrona macia. Os dedos apertam as pálpebras com força.

–Ângela, me consiga um energético e um remédio para enxaqueca também. — pede pegando as folhas do meio das pastas.

–Vai toma-los Srtª Swan? -

A mulher ri irônica da pergunta.

–Não Ângela, eu vou fazer uma experiência de química com eles. — a secretária cora ajustando os óculos no rosto. –Me traga os dois o mais rápido que conseguir. -

–Sim Srtª. — sussurra.

–Mande o primeiro paciente entrar. — pede bocejando.

–Ok. Com licença.- a auxiliar sai da sala, deixando a porta aberta.

A fisioterapeuta massageia com as pontas dos dedos as têmporas. Sua cabeça lateja exageradamente.

–Licença. — duas batidas na porta, fazem Bella se recompor na cadeira. –Ângela disse que podíamos entrar. — a mulher já conhecida murmura para a Swan que os chama com a mão.

Charlotte adentra a sala, e se senta com o filho no colo, após fechar a porta. O pequeno Matthew sorri para a médica, exibindo a janelinha entre os dentes da frente.

–E então, Matt, a mão melhorou? — indaga se pondo de pé.

–Melhorou sim doutora. — diz se ajeitando no colo da mãe. –Nem dói mais. — comenta arrancando um sorriso de ambas.

–Sente ele na maca pra mim. — pede para Charlotte, enquanto pega alguns objetos de fisioterapia. –Ele não reclama mais de dor mesmo?-

–Não, nem parece que fraturou a pouco tempo. — responde alisando os cabelos encaracolados do filho.

–Matt, eu quero que pegue essa bolinha a aperte bem forte, somente com essa mão, ok?- o menino a olha, atento.

­–Está bom. — a Swan lhe estende a bolinha de silicone.

–Eu vou contar até dez, quando chegar no dez eu quero que relaxe a mão. Entendeu?- explica mordendo o lábio de leve.

–Sim. — rindo o menino concorda.

–Então vamos começar. — anuncia. –Um, dois, três.. — começa a contar enquanto Matthew aperta a bolinha. Ele ri de um divertimento, que aos olhos da mulher não existe. –Pronto, pode relaxar a mão. — obediente ele o faz.

A fisioterapeuta suspira, pigarreando.

–Está doendo sua mão? -

–Não doutora. — o menino responde, lhe devolvendo a bola.

–Ótimo. Bom, Charlotte, a fratura foi bem curada, e ele não sente mais dor ao forçar o nervo e o osso. — começa a falar para a mãe que fica atenta as palavras da médica. –Acho que o Dr. Black já te explicou que ele tem que retornar á ele quando as sessões comigo acabarem não é?-

–Sim, o Doutor me avisou. — sorri. –Então Matt não vai mais precisar de fisioterapia?-

–Não, não. Ele está de alta. — responde mordendo os lábios.

–Ok, doutora muito obrigado. — as duas apertam as mãos. A mulher desce o filho da maca, segurando-o pela mão.

–Não precisa agradecer. — sorri de canto.

–Bom então, tchau. — se despede indo em direção à porta.

–Tchau. Tchau Matt. — a fisioterapeuta acena para o garoto que sorri lhe retribuindo.

Os dois saem da sala e Bella respira fundo. A cabeça doendo ainda mais.

–Senhorita Swan, seu remédio. — esbaforida Ângela adentra a sala segurando uma bandeja de inox.

A médica vai até a assistente, e pega o comprimido o engolindo a seco.

–Não vai beber o energético?-

–Deixe-o sob minha mesa, já eu o bebo. — responde. –Mande o próximo entrar. — ela se senta na poltrona fazendo anotações na fixa de Matthew.

A letra espaçosa percorre as linhas com tinta azul, traçando lentamente palavra por palavra. Distraída coloca o ponto final, voltando a colocar os papéis na pasta.

–Boa tarde. — a voz rouca invade os ouvidos de Bella, deixando-lhe levemente arrepiada. Ergue o olhar vendo o ruivo sedutor parado na porta. O sorriso torto nos lábios faz o coração da morena se derreter. A mulher pigarra, constrangida.

–Boa tarde. — responde seca. Ele ri e entra na sala com passos lentos. Os olhos castanhos giram e a fisioterapeuta se põe de pé. –Já pode se deitar. — avisa a Edward que segue em direção a maca.

–Vamos de vagar doutora porque eu não estou podendo fazer esforços. — ele brinca. Percebendo as segundas intensões nas palavras do homem, Isabela cora.

–Deixe de ser inconveniente Sr. Cullen. — pede sem olhá-lo.

–O que? Eu inconveniente? Eu só disse que... Oh não acredito doutora, que você levou minha frase para o mau caminho. — finge uma inocência que não existe.

–Deixe de ser idiota. — murmura entredentes, o fazendo gargalhar. Após a crise de riso ele se encolhe soltando um gemido de dor. Uma satisfação preenche Bella, que sorri. –Bem feito. -

–Que terrível uma médica gostando da dor de seu paciente?- a cara de perplexidade do ruivo é comovente.

–Tire a blusa de frio, e deixe de falar besteiras.- manda pegando os objetos para a fisioterapia.

–Você é mandona...- observa tirando a blusa de moletom. -E direta. — completa respirando fundo. O semblante endurecido pela dor. –Pobre do seu namorado. — brinca rindo.

–Não tenho namorado. — deixa escapar se arrependendo no segundo seguinte.

–Quer dizer que eu tenho chances?- as sobrancelhas ruivas se movimentam e um sorriso safado estampa os lábios bonitos.

–Como sua mãe te suporta? Sério, estou com você a menos de dez minutos e já estou com vontade de te laçar janela a baixo. — o homem ri alto.

–Seu senso de humor é magnifico. — comenta retirando a camiseta. Isabela morde o lábio tentando não olhar para o tronco definido. –Minha mãe é maravilhosa, simplesmente a melhor mãe do mundo. — apesar do tom de brincadeira ainda existir a morena identifica o orgulho nas palavras do Cullen.

–Vamos começar os exercícios. — murmura se aproximando dele. –Fique ereto. — pede mordendo o lábio.

–Se você continuar sensualizando com o lábio assim, te garanto que eu vou ficar ereto rapidamente. — a fisioterapeuta engasga ao ouvir a frase do ruivo. –Brincadeira doutora... — diz gargalhando. –Merda, dói de mais quando eu dou rizada. — reclama.

–Deveria é quebrar de novo. — exclama ainda vermelha. –Pare de falar essas coisas. — suspira. –Vamos faça o que eu pedi. -

Sem retrucar ele a obedece, um sorriso maroto na boca.

–Estique os braços para frente, dê o máximo deles. Conte mentalmente até quinze e relaxe. — Edward faz o mandado, sentindo os machucados latejarem.

–Porra dói de mais.- reclama, após cumprir o tempo decreto.

–Olhe a boca.- o repreende. -Faça mais duas vezes. -os olhos verdes rolam e ele ri, fazendo o exercício. –E então doutora, pensou no que eu te disse ontem?-

–Não. -

–Como não? Ainda não quer saltar de paraquedas? — a mulher nega com a cabeça.

–Dobre os cotovelos. — se põe atrás do Cullen, fitando as costas musculosas. Algumas pintinhas escuras chamam atenção de seus olhos. –Vou puxá-los para trás, e quando eu o fizer, eu quero que respire fundo e prenda a respiração até eu mandar você relaxar, ok?-

–Sim senhorita.-

O silencio doma a sala durante os exercícios.

–Pronto, já pode descansar. — o informa, após várias atividades dolorosas.

–Você acabou comigo. — a voz mansa sai cansada. -E olha que só usou as mãos.-

–Vou ignorar sua insinuação, Sr. Cullen.- a médica comenta o ajudando a por as blusas.

–Já disse que pode me chamar de Edward. — o ruivo faz uma pausa. –Eu te trouxe uma coisa. -

A fisioterapeuta o encara surpresa. Os olhos verdes encaram o nome da Swan bordado no jaleco.

–Tome Isabela. — retirando do bolso ele coloca um pen drive na mão da médica. –Você tem apelido? Isabela é muito formal. -

–Me chame de Srtª Swan.- sibila encarando o objeto em mãos. –O que é isso?- o homem se põe de pé em sua frente. A diferença de altura é notável.

–Um pen drive. — a morena bufa.

–Ainda bem que me informou, achei que fosse um pedaço de pizza, já ia até comer.- é cínica arrancando risos de Edward.

–Você é hilária Isa. — ele para. –Posso te chamar de Isa não é? Ou será que prefere Bella?-

–Srt. Swan. -

–Belinha talvez... Não Bella é melhor. — diz ignorando o pedido da médica. -Então Bella, eu quero que assista o pen drive, e amanha me diga o que achou. — a mulher fica sem reação, vendo o ruivo caminhar até a porta. –Ah já ia me esquecendo... — para diante a saída a encarando. –Nós não nos conhecemos mesmo. — ri passando as mãos nos fios desordeiros. –E eu me lembrei com quem você parece. É com o zangado, sabe dos sete anões?-

A Swan serra os dentes o fitando mortalmente.

–Edward...- sentindo a ameaça no tom da jovem, ele ri e se afasta.

–Não deixe de assistir hein. — a lembra apontando para o objeto. –Até amanha Doutora Zangadinha! — exclama antes de sumir da vista da fisioterapeuta.

Ainda perplexa a jovem fita o pen drive em mãos, rindo da cara de pau do ruivo.

Notas finais
E entãoo galera? Ficou bom? Oq estão achando desse casal totalmente oposto? kkk Gente eu quero avisar aqui que o EXTRA de A Bet não será postado agora. Minha prioridade é Desafios então quando sobrar um tempo eu vou escrever o extra. Não pensem que eu deixarei vocês sem o extra, pq eu não vou fazer isso, eu vou postar sim, só não vai ser agora :D Bom girls, espero que tenham gostado ^^ Logo logo estarei de voltaa... Beijõoes Nick :)