Desafios

4 O Filho Do Chefe


Notas iniciais
Oláa girls!!! Não me mateeem... Pooor favooor!! Darei explicações láa em baixoo....rs Primeiramente, eu quero agradecer a Elisandra Cullen.. My Cat, muuuito obrigada pela recomendação, ou melhor pelas recomendações!! Capitulo dedicado pra você ;) Segundoo... Fiz um cap gigaaaante, pra recuperar o tempo perdido.. E terçeiro... Vamos ao capitulo!!! Boaa leituraa :D

A cesta de ferro já pesa no braço fino da morena. Incomodada, a muda de posição, colocando mais alguns enlatados dentro do recipiente.

Suspira caminhando pelo longo corredor de comidas em conserva. Os olhos negros analisando as prateleiras atentamente.

Mastiga o lábio, sentindo a cabeça latejar. Maldita enxaqueca.

Fecha os olhos momentaneamente, antes de por um fim as compras. Vai até o caixa, onde a atendente passa item por item na registradora.

A Swan retira o dinheiro da bolsa e entrega a ruiva de cabelos armados, que masca chiclete de um jeito um tanto nojento.

Pega o troco e o enfia no bolso, antes de sair do mercado com as sacolas.

O frio nas ruas é realmente congelante. Sentindo a brisa no rosto Bella se arrepende de não ter ido direto para casa.

Segue na direção noroeste na E 204th St, logo saindo na Bainbridge Ave. Os passos continuam firmes e rápidos pela avenida, enquanto o débil sereno cai do céu escuro.

Os fios ébanos libertos, dançam brilhantemente junto com a brisa frígida.

Já nem sente o nariz, assim como as pontas dos dedos, que agarram as alças dos bornais de lona clara.

Os carros deslizam pelo asfalto respingado, enquanto a moça dobra a esquerda na E 206th St.

Os olhos castanhos param por alguns segundos no casal saindo pelas portas transparentes de Capital One Bank. Suspira chacoalhando a cabeça, ao ver o moço praticamente arrastar a garota até o carro.

Nova-iorquinos, sempre com pressa. Solta o ar pela boca, ao mesmo instante de carros com ligeireza passar por ela. Observa pelo canto dos olhos, várias pessoas se abrigarem de baixo do toldo verde de uma loja de conveniências.

Apressura os passos, quase correndo pelo passeio de placas acinzentadas. Finalmente na esquina, observa o semáforo. Um suspiro aliviado sai dos lábios secos ao ver a luzinha vermelha.

Um ônibus cruza a rua deixando um vento absurdamente frio para trás. Tosse se arrepiando ainda mais.

Lubrifica os lábios com a ponta da língua, já vendo a área verde do park rua abaixo. Caminha agilmente em frente de um prédio velho com janelas retas e baixas.

Termina de descer a rua seguindo a direita na E Mosholu Pkwy N. Se mantém no mesmo passeio onde os prédios de tom nude prevalece, Isabella não deixa de admirar por alguns segundos Mosholu Parkway a sua esquerda.

O longo gramado rasteiro, com várias árvores, a maioria de troncos finos e copas largas, juntamente com bancos de madeira espalhados pelo espaço verde.

Passando na faixa de pedestres a Swan contorna a rua seguindo na direção destra na Mosholu Pkwy/New York State Reference Route 908F.

O lugar deserto lhe causa calafrios. Temerosa olha para trás, somente garantindo que não há ninguém a seguindo.

O chuvisco de antes fora totalmente cessado, porém o frio só aumentara, dificultando até a respiração da mulher.

A enxaqueca dá sinais de vista, fazendo sua fronte latejar.

Quase cinco minutos passados, Bella solta o ar aliviada ao chegar à Sedgwick Ave, onde o movimento de pedestres é presente.

Para por alguns minutos no ponto de ônibus, acomodando as sacolas no banco de concreto. Os dedos vermelhos latejam levemente. Procurando calor para as mãos, a moça as agita uma na outra.

Mentalmente calcula o tempo restante até seu prédio. Pragueja baixinho chegando à conclusão que ainda tem um bom caminho pela frente.

Após arrumar a blusa de moletom no corpo, volta a caminhar com as sacolas de compra de em mãos.

Passa pela Van Cortlandt Ave W seguindo para Bailey Ave, onde os carros quase passam por cima uns dos outros.

Sobe as escadas, calcorreando por uma passarela logo depois de orientar-se para direita na W 238th St.

Abranda-se na Riverdale Ave, os passos rápidos a levam até a rotatória, a qual pega a 1ª saída para a Henry Hudson Parkway East.

Os galhos secos das arvores lhe trás uma sensação assombrosa. Chacoalha a cabeça, sempre detestou filmes de terror.

O olhar se desvia rapidamente para as placas presas no poste cinza, ignorando os caminhos vira a esquerda na W 246th St.

Percorre a longa rua movimentada percebendo que a noite já fizera presente no céu. O tom escuro e sombrio, sem lua, sem estrelas.

Suspira contornado à direita na Arlington Ave. Sorri de canto, já reconhecendo a paisagem de seu bairro. Os postes altos iluminam o caminho de asfalto molhado.

Faz a rotatória até as escadas de tijolos os quais sobe agilmente. Exala o ar vendo seu prédio logo à frente, logo depois de dobrar à esquerda na Dodgewood Rd.

Com dificuldade pega todas as sacolas somente com uma das mãos, levando a outra para abrir a porta da edificação.

–Oopa. — um timbre conhecido soa, quando Isabella tromba com um corpo forte em frente à entrada de seu prédio. –Me desculpe, eu não te vi. — a moça suspira, arqueando a cabeça.

–Dr. Black? — surpresa solta as palavras, fitando seu colega de trabalho.

–Srtª Swan? — os dois se encaram por alguns segundos. –Me perdoe se eu te machuquei, está escuro e eu... -

–Tudo bem, eu também não o vi. — exclama sorrindo fraco.

–Vai entrar? — o homem pergunta gesticulando com as mãos.

–Vou sim. — responde rápido. Os olhos negros do rapaz passam pela morena parando instantaneamente nas sacolas em mãos.

–Como sou mal criado, deixe-me ajuda-la com suas sacolas. — estica os braços em direção a mulher que se afasta sem jeito.

–Não é preciso, nem estão muito pesadas. -mente dando de ombros.

–Ora, deixe-me ajuda-la seus dedos estão vermelhos. — sem esperar por uma resposta da moça o jovem médico pega as sacolas das mãos magras.

–Obrigada então. -

Com apenas um sorriso o homem a responde. Suspirando Isabella puxa a porta o ajudando a entrar no lobby.

–Sei que não é educado perguntar isso, mas oque faz aqui?- curiosa à morena indaga, caminhado ao lado do ortopedista até o elevador.

–Meu pai mora aqui. — responde soltando um risinho. –Na verdade boa parte da minha família reside nesse prédio. -

–Háa sim desculpe a intromissão.- o casal se posta dentro do elevador.

–Sem problemas Srtª Swan. -

–Apenas Bella, Dr. Black. — pede sem deixar de relembrar do ruivo. Chacoalha a cabeça, mordendo o lábio enquanto o dedo ainda frio pressiona o botão para seu andar.

–Ok Bella, apenas Jacob então. — os dois trocam um sorriso rápido. –Esse elevador deixa e desejar... -

–Nem me fale. — a morena bufa. –Qualquer um perde a paciência. -

Jacob ri diante ao semblante emburrado de Bella, que gira os olhos.

É incrível como algumas pessoas acham graça em coisas banais. Suspira profundamente, quando mais um estrépito soa das ferragens do velho elevador.

–Mora no 7º andar? — tentando cessar o silencio constrangedor o médico questiona a ela.

“Não, apertei o numero sete apenas por gostar do algarismo.”

Morde o lábio prendendo a frase irônica. Por mais que tenha tolerância zero a perguntas idiotas, ela se vê obrigada ser educada.

–Sim, moro no 7º andar. — as palavras saem entrecortadas pela respiração.

–Você deve ser vizinha do meu tio. — comenta animoso. –Ele é um senhor muito bom. Realmente um doce de velhinho! -

–Seei...- sibila sem esconder o tédio. –Qual o nome do seu tio?-

­–Harry. O conhece?-

Isabella ri zombeteira. Só pode ser piada, desde quando Harry é bom? E pior ainda, desde quando aquele idoso chato é doce?

–Conheço sim. — concorda. –Realmente Harry é muito... — adjetivos passam pela mente da moça, porém antes de pronunciar o restante da sentença o mausoléu de aço, abre as portas no 7º andar. –Muito obrigada por segurar as sacolas, Jacob. — agradece tomando os embrulhos das mãos grandes. –Tenha uma boa noite. — sem esperar por resposta, ela sai do cubículo cinza, caminhando apressadamente para seu apartamento.

Já dentro de casa, se encontra rindo enquanto passa as trancas na porta.

Se o tio de Jacob é uma mala, o pai deve ser um bagageiro inteiro. Pensa rindo ainda mais. As mãos puxam a echarpe do pescoço, juntando o pano em uma bola.

–Oi meu querido! — exclama sorridente, vendo seu gatinho se aproximar. –Também estava com saudades! — aperta o bichano entre os braços, fechando os olhos. –Mamãe vai tomar banho, e logo volta pra te dar comida. -

Abaixa-se e deixa o animal no chão, que se espreguiça. A Swan morde o lábio, enrolando o cabelo num coque frouxo, antes de seguir para o quarto.

Prendendo a respiração a mulher se despe, sentindo cada pelinho de seu corpo se eriçar por conta do frio.

Rápida se enrola no roupão, agarrando-se ao pano quente e felpudo. Suspira, é realmente terá de comprar um aquecedor.

[...]

Entediada, muda de canal mais uma vez. O corpo revira no sofá, embolando o edredom, que o cobre.

De lampejo observa o relógio preso na parede amarela. Quase três e meia da manhã. Resmunga, e fecha os olhos.

Como queria dormir. Pelo menos por mais uma hora... Mas aqueles terríveis pesadelos, não lhe deixam ter nenhuma noite de sono.

É frustrante. Não consegue descansar, e a cada dia fica mais indisposta e fraca. Boceja cobrindo a boca com a mão.

Se pelo menos passasse alguma coisa boa na TV. Mas não, não há nenhum programa que prenda sua atenção, ou que seja legalzinho.

Joga a coberta acolchoada para o lado e se põe de pé. O corpo se arrepia lentamente, quando os pés entram em contato com a madeira fria.

Suspira, arrumando as meias nos pés. Precisa urgentemente de um aquecedor.

Coloca uma almofada, sob o tapete de frente a estante branca. O olhar se perde na fileira de fitas, organizadas alfabeticamente.

Os dentes nevados beliscam fracamente os lábios polpudos, enquanto pensa em algum filme para assistir.

Solta um suspiro frustrado, infiltrando os dedos nos cabelos. Já vira todos os filmes várias vezes, não há nada de novo.

Olha de soslaio Jerry se aproximar lentamente, soltando miados finos e baixos.

–Perdeu o sono também?- debilmente pergunta ao bichano, enquanto acaricia a cabeça peluda. Como se concordasse o gato solta mais um miado, saindo de perto da dona e pulando na poltrona.

Sorri de lado ao ver seu animal de estimar se espreguiçando, empurrando com as patinhas a sua bolsa preta.

–Jerry! Olha oque você fez, derrubou minha bolsa! — ralhando com o felino, a moça se põe de pé pegando os objetos espalhados pelo tapete. –Seu danadinho! Merece um castigo! — bua ao ver que o animal já se encontra adormecido.

Chacoalhando a cabeça continua a pegar os itens. Observa então, um objeto amarelo. Rapidamente o pega, tendo sua mente invadida por imagens de certo ruivo chato.

Sorri de canto mordendo de leve sua boca.

–O que é isso?- sua fala ecoa em sua cabeça.

–Um pen drive. - relembra a resposta óbvia do Cullen.

–Ainda bem que me informou, achei que fosse um pedaço de pizza, já ia até comer. —

–Você é hilária Isa. Posso te chamar de Isa não é? Ou será que prefere Bella?- rola os olhos, memorizando os apelidos.

–Srt. Swan. —

–Belinha talvez... Não Bella é melhor. Então Bella, eu quero que assista o pen drive, e amanha me diga o que achou. - morde o lábio olhando novamente para o pen drive.

–O que será que tem armazenado aqui?- fica pensativa por longos segundos. A curiosidade fervendo em suas veias.

Decidida vai até o aparelho televisor, procurando nas laterais finas a entrada USB. Ligeira conecta o armazenador na TV, e com os olhos brilhantes encara a tela grande.

Um silêncio deplorável inunda a pequena sala, enquanto os arquivos são carregados.

Cerra os olhos vendo apenas uma pastinha clarear a TV, tendo como legenda Para Doutora Zangadinha.

–Aff! — exclama puxando o objeto da entrada USB. –Doutora Zangadinha, é o escambau!- bufa irada.

É impressionante como alguém pode ser chato. Coloca o pen drive sob a estante.

–Chato não, insuportável. — rola os olhos caminhando com passos arrastados para o sofá.

Senta de modo despojado sobre o edredom grosso. Os braços se cruzam em frente ao peito.

Aquele ruivo estúpido ia se ver com ela, a se ia.

[...]

A quarta-feira já viera chuvosa em Nova York. A névoa cobrindo a maioria das ruas da grande metrópole, deixando o ar ainda mais frio.

Cansada a fisioterapeuta suspira passando a mão no vidro embaçado da janela.

Os dedos deixam marcas retas no vidral, que em segundos voltam a ficar baços.

Fecha os olhos por alguns segundos. Como queria poder deitar e dormir. Dormir uns três meses seguidos. Ou simplesmente dormir para sempre, sem nenhum pesadelo lhe assombrando.

Com lentidão trás a xicara de porcelanato escuro até os lábios. O café invade sua boca, cauterizando sua língua.

Lambe os lábios engolindo o liquido. Mentalmente pede para que a cafeína a desperte um pouco.

Funga sentindo o nariz entupido. Rola os orbes avelas, puxando a corda da persiana.

Só o que faltava era ficar gripada. Pensa irônica, indo até a mesa em L branca. Gira a cadeira negra de couro e logo se senta relaxando no estofado.

Deixa a caneca sob a madeira branca, antes de esfregar o rosto com as mãos.

Não consegue dormir a mais de uma semana. Se juntar as poucas horas de sono aposta que não dará mais de 12h.

–Srt. Swan? — a voz de Ângela a sobressalta. Solta o ar pela boca, deixando os braços caírem sem delicadeza sob a mesa. A assistente engole em seco, ajustando os óculos no rosto.

–Você não sabe bater Ângela? — indaga sem esconder a ira em sua voz.

–Bom, eu... — a moça gagueja. –Eu... Vi a porta aberta e pensei que... Que...-

–O que foi?- interrompendo a explicação falha da secretária Isabella arruma sua postura na cadeira.

–Vim avisar que Edward Cullen já está aqui. — murmura tremulamente.

Edward Cullen. O nome ressoa em sua mente. Aquele ruivo idiota.

Bufa tamborilando os dedos na mesa.

–Mande-o entrar. — diz por fim, antes de tomar o restante do café. –E Ângela, me traga mais café. -

Obediente Ângela se aproxima.

–Quer na xicara mesmo? — questiona se esticando para alcançar a de cima da mesa.

Bella ri cinicamente.

–Não Ângela, eu quero que você taque o café no chão e venha puxando com o rodo. — um rubor cobre a face cor de amendoim e um pigarro escapa de sua garganta.

–Com licença. — pede antes de sair da sala.

A morena agita a cabeça, pegando a pasta no canto da mesa. Rapidamente procura pela fixa do paciente.

Ajeita as folhas a sua frente e faz algumas anotações rápidas.

–Olá doutora! — a voz rouca adentra sua sala, fazendo alguns fios de sua nuca se eriçarem. –Como vai a minha doutora predileta? -

A Swan morde os lábios, antes de elevar o rosto. Seus olhos se pairam no homem a sua frente. Controla um sorriso ao ver o quão desordenado está seus cabelos.

Respira pela boca enquanto Edward se aproxima. O caminhar desleixado, com as mãos nos bolsos da calça jeans surrada, a camiseta, bom ao ver da médica um dia já fora preta, e por cima um moletom cinza deixa o ruivo com um ar de criança.

Se fossem pelos seus quase dois metros de altura e a evidente barba for fazer... Entorta a cabeça analisando.

Com certeza seria um menino. Conclui apertando os dentes nos lábios.

–Sério Zangadinha, eu sei que eu sou lindo, mas não encare muito, pois sou tímido. — brinca a fazendo despertar de seus pensamentos.

Cerra os olhos, envergonhada força a garganta num pigarro tentando disfarçar o constrangimento.

–Deixe de ser idiota. — exclama se pondo de pé. – Tire as blusas. -

O Cullen ri indo até a maca.

–Vamos com calma doutora, se esqueceu que eu sou puro e inocente? — a morena o olha por sob o ombro, os olhos marrons o fuzilam.

–Deixe de gracinhas Edward. — pega os objetos no armário, fechando a porta num baque.

–Sabia que quanto mais brava a mulher é, mais selvagem ela fica na cama? Eu fico imaginando você... Deve ser a versão feminina do Christian Grey! — as palavras do homem a fazem engasgar.

Sente seu rosto se aquecer enquanto tosse veemente. As risadas altas do Cullen a deixam ainda mais irada.

–Sério mais uma piadinha dessa e eu arranco costela por costela sua, com as minhas unhas. — diz pausadamente enquanto se aproxima a passos lentos.

–Tão bravinha... E tão sexy!- o ruivo responde sem se importar com a ameaça.

–Arg! -exclama respirando fundo. –Só pode ser praga! — coloca os objetos terapêuticos na maca, fechando os olhos Isabella aperta as pálpebras enquanto tenta se acalmar.

Começa a contar mentalmente sempre se lembrando dos motivos pelo qual não pode matar Edward.

–Seu pescoço é tão atraente... — o ruivo volta a pronunciar enquanto passa de modo lento e fraco, os dedos na pele alva.

Isabella se surpreende com um arrepio. Ofega baixinho antes de liberar os olhos. A boca fica entreaberta, ao ver aquelas esmeraldas tão intensas.

São lindas. Realmente nunca vira olhos tão expressivos e brilhantes.

Por longos minutos se prende naquele olhar, enquanto Edward ainda alisa seu pescoço com toques viciantes.

–Na verdade você toda é atraente. — sussurra sorrindo torto. Bella então retribui de leve, se encantando com aquele gesto tão simples e perfeito. –E fica ainda mais quando sorri. -

–Oh meu Deus! — Ângela exclama, fazendo a Swan se afastar do ruivo. –Me perdoe eu não.. Não queria... -

Edward solta risinhos coçando o queixo, enquanto um sorriso maroto enfeita os lábios finos.

A fisioterapeuta exala o ar com firmeza se voltando para a secretária.

–Você não aprendeu a bater na porta antes de entrar? — cruza os braços, estressada.

–A porta estava aberta eu não... Sinto muito. — abaixa a cabeça. A Swan morde a boca suspirando.

–Escute Ângela eu não sei o porquê mais você ama testar a minha paciência, não é?-

–Não eu...-

­–Calada. — arqueia a mão, fazendo a jovem cessar sua fala. –Que isso não volte a se repetir, entendeu?-

–Sim, senhorita. — funga prendendo o choro. –Trouxe seu café. -

–Deixe sob a mesa e pode sair. — ordena ainda fria.

A assistente então obedece a chefe e com passos rápidos abandona a sala.

–Coitada da moça. Não precisava ter falado daquele jeito com ela. — o Cullen a repreende tirando a camiseta. Por instantes Bella se deixa admirar o físico bem moldado.

–Você não tem nada a ver com isso. Além do mais ela estava errada. — responde bicuda, sentindo um leve incomodo por ele defender Ângela.

–Ok, ok... — ele divaga observando a fisioterapeuta vestir as luvas cirúrgicas. –Não vai me oferecer um café?-

Bella o fita por baixo dos cílios. Como pode ser tão folgado?

–Claro, te ofereço a opção de ir à lanchonete e comprar um pra você. — responde pegando a pomada de cima da bandeja.

Edward ri divertido com o mau humor da Swan.

–Ok, doutora Zangadinha. — usa o apelido para provocá-la. –Você viu o que tinha no pen drive?-

–Achou mesmo que eu ia perder meu tempo com aquilo Edward?- os dois se encaram. –Estique os braços para frente. — pede a ele que prontamente atende.

–Que pena... Tirei fotos pelado para nada!- finge se decepcionar.

–O que?- espantada a jovem o encara. Os olhos arregalados fazem o homem cair na risada.

–Estou brincando Zangadinha...- fala ainda entre risos.

–Aff! — respira aliviada. –Você é um idiota. -

–Eu sei que você adoraria me ver nu, mas eu sou um moço de família então... Só depois do casamento. — a morena tenta ignorar as palavras do paciente enquanto espalha o gel na pele ainda arroxeada. –Está doendo. — ele reclama com um careta.

Pela primeira vez e Swan ri.

–Ótimo, é pra doer mesmo. — responde orgulhosa.

–Já disse que você é linda quando ri?- os olhos verdes se encontram os dela, deixando-a envergonhada.

–Cala a boca!- manda sem demonstrar a satisfação pelo elogio. -Dobre os cotovelos. — manda arrumando a postura do ruivo. –Vou puxar seus cotovelos para baixo, e durante dez segundos você se mantém ereto ok?-

–Se você fizesse um strip-tease para mim seria bem mais fácil de ficar ereto. — solta as palavras. –E eu te garanto que seria por mais de dez segundos. — lhe lança uma piscadela.

Isabella chacoalha a cabeça, apoiando as mãos nos braços fortes.

–Deixe de ser piadista. Vou começar... — avisa puxando os membros com força. Edward solta um gemido baixo de dor.

–Porra, isso dói! — exclama após três sessões de exercícios.

–Gosto de saber disso. — Bella murmura enquanto lava as mãos.

–Você é má doutora. — Edward fala enquanto veste as blusas.

–Eu sei. — concorda sorrindo falsamente se sentando na cadeira giratória.

–Sorte sua eu sempre ter gostado mais das vilãs. — completa se aproximando. –Elas quem tonam tudo mais interessantes. -

–Você não consegue ficar cinco minutos em silêncio? — pergunta interrompendo a escrita no prontuário.

–Nunca tentei... Filho único, meus pais sempre gostaram de me ouvir falar... — sibila pegando a xicara de café de cima da mesa.

–Você é filho único? — indaga olhando para o Cullen que toma despreocupadamente a bebida fumegante.

–Sou sim. — sorri.

–Tenho pena dos seus pais... — profere. –Tiveram um filho só e ainda vem assim como você. — arruma os papéis e os coloca novamente na pasta branca.

–Ora sempre fui um ótimo filho. — bebe mais um pouco do café. –Não que eu esteja reclamando mais... Esse café está sem açúcar. — faz uma careta voltando a por a caneca sob a mesa.

–O que? — sem entender olha para o Cullen que sorri apontando para o objeto escuro ao lado. –Não acredito que você tomou meu café!- exclama o fuzilando.

–Dá próxima vez pede pra por mais açúcar viu? — ri da cara fechada de Isabella. –Já vou indo doutora, nos vemos amanhã. — antes que pudesse responder, o Cullen sai da sala deixando-a ainda mais irritada.

[...]

Cansada a jovem pega sua bolsa e seu casaco antes de apagar a luz e sair de sua sala. Olha para a mesa de Ângela já vazia. Suspira notando que já passara do horário de ir para casa.

Também de tão esgotada acabara dormindo longas duas horas em sua sala. Boceja, entrando no enorme elevador espelhado.

Aquelas horinhas foram de certo modo abençoadas, mesmo a fazendo perder os ônibus para casa, elas vieram em boa hora.

Arruma o cabelo se olhando em seu reflexo na parede. Seu semblante ainda permanece cansado, no entanto se sente mais disposta.

Seus olhos param no relógio em seu pulso. Quase oito da noite. Constata com um suspiro. Tomara que ache logo um taxi, se não estará perdida.

Morde os lábios vestindo o casaco bege de couro, com preguiça começa a fechá-lo, botão por botão.

As portas do elevador se abrem, sem o menor esforço ou ruído. Bem diferente daquele que têm em seu prédio.

Ainda concentrada na missão de abotoar seu sobretudo dá dois passos, antes de sentir seu corpo se chocar contra alguém.

–Me descul...- a mulher se cala ao ver em quem acabara de trombar. –Só pode ser praga. — rola os olhos, ao mesmo tempo em que o Edward ri divertido.

–Está desculpada doutora. — pisca para ela, divertido. –Seu expediente acaba tão tarde assim?-

–Não é da sua conta. — diz, terminando de abotoar o casaco. –Aliás, o que você faz aqui uma hora dessas?-

–Minha doutora sempre Zangadinha.. — pronuncia baixinho se aproximando mais dela, os dedos longos alcançam o rosto branco fazendo leves carinhos.

–Você é um palhaço...- diz afetada.

–Você é uma linda. — sorri chegando mais perto de Isabella que se encontra hipnotizada por aqueles orbes verdes.

–Srt. Swan? — assustada, Bella se afasta de Edward. O ruivo solta a respiração com força demonstrando frustração.

–Doutor Carlisle..- engole em seco ao ver o chefe parado a poucos metros de distancia. Passa as mãos nos cabelos sem esconder sua vergonha.

–Ainda aqui? — os olhos verdes de seu superior se intercalam entre ela e Edward. Curiosamente os olhos do chefe são intensos como os do ruivo chato.

–Sim eu... Tive alguns probleminhas aqui e..- pigarra. –Já estou indo. -

–Há sim. — Carlisle sorri torto. –Pelo visto já conhece Edward. -

–Sim ele é meu paciente. — responde ao loiro, apertando os dedos nas alças da bolsa.

–Então é sobre Isabella a quem você se referia?- os dois homens se encaram e Edward confirma com um aceno, deixando a moça por fora. Cerra os olhos sem entender ao ver Carlisle abraçar o ruivo pelos ombros. –Srtª. Swan não sei como aguenta esse rapaz. — a mulher morde a língua prendendo as palavras irônicas.

–Vocês se conhecem? — gagueja ao perguntar.

O ruivo sorri de canto, colocando as mãos nos bolsos da calça.

–Achei que já tivesse percebido pelo sobrenome doutora. — ri levemente. –Carlisle é meu pai. -

Estática a Swan os encara, enquanto a palavra pai gira por sua cabeça. Realmente, só pode ser praga.

Notas finais
Genteeeee, eu estava morrendo de saudades de vocês