Desafios
5 A Carona
Notas iniciais
Pressurizada a morena aperta o papel alumínio por toda a volta da tigela, com cuidado a coloca dentro do forno elétrico. Suspira fechando a porta de inox com força.
–Dá para acreditar que aquele estorvo é filho do meu chefe? — indaga ainda incrédula. –Eu também fui muito tola, devia ter notado os sobrenomes... — esfrega a mão na testa exalando o ar, afronta. –O que eu vou fazer agora? Jogá-lo pela janela não é mais uma opção. — os olhos cinza permanecem fixos na morena enquanto murmura.
Ainda estressada começa a lavar a pouca louça que sujara na preparação de seu jantar. Sente a cabeça quente dar mil voltas.
–Edward filho de Carlisle. — volta a sibilar, encarando seu gato, que sentado na janela mantém a atenção fixa na dona. Bufa secando as mãos. Agora deu para conversar dividir seus problemas com o bichano. Só pode estar endoidecendo.
Pendura o pano branco num gancho no backsplash de granito. Morde a boca encostando-se ao balcão gelado. Os dedos se debatem vagarosamente na pedra causando leves barulhinhos.
Prende a respiração por alguns segundos. Mentalmente a moça visualiza os dois juntos. Realmente há certas semelhanças.
Os olhos são praticamente idênticos. Verdes, vibrantes de intensos do mesmo modo. Assim como o maxilar, ambos quadrados e másculos. Sem falar do sorriso torto. Suspira. Aquele sorriso capaz de deixar qualquer mulher encantada.
Qualquer mulher menos ela, é claro. Na verdade acha o gesto um tanto quanto típico de homens safados.
Não que seu chefe seja um, jamais pensara isso de Carlisle, porém Edward...
Cruza os braços. Aposta que o ruivo é um dos piores tipos. Lindo, galanteador... O número de corações que se partira por causa dele deve ser incontável.
Para por um tempo ponderando. Será que ele namora? A questão ecoa em sua mente. Apesar das piadas depravadas, Edward pode ter alguém.
Belisca o interior da bochecha com os dentes. Ele é lindo, na opinião da jovem o homem mais lindo que já vira.
Imagina então o ruivo com outra mulher. Provocando da maneira que a provoca, inventando apelidinhos, sendo galanteador ao exibir aquele sorriso torto.
Bufa agitando a cabeça. E dai? O que ela tem a ver com isso? Desde quando se importara com a vida pessoal de seus pacientes?
Nunca. Conclui empinando o queixo. E não vai ser agora, que irá se importar. Ainda mais tratando de um ser tão irritante e chato.
[...]
O tempo ainda permanece fechado na cidade norte-americana. Sem chuva, o nevoeiro denso se espalha pela grandiosa 5th Avenida.
O vento bate cortante na face pálida da morena, que se segura para não gemer de frio. As mãos, mesmo cobertas com luvas de lã permanecem geladas, assim como o nariz delicado.
Os dedos seguram firmemente a gaiola de transporte de Jerry, onde o bichano observa com olhos esbugalhados o grande número de pessoas iminentes pela rua.
Cansada a Swan para na esquina, esperando o sinal liberar sua travessia. Suspira vendo um grande numero de mulheres saírem da loja a sua frente. Cerra os olhos observando o jacaré de boca aberta enfeitar o prédio da Lacoste.
Esteve lá apenas uma vez, quando foi obrigada a ir trabalhar por uma semana de bicicleta. Obviamente teve de comprar alguns artigos esportivos, tais como caneleiras, capacetes, cotoveleiras...
Chacoalha a cabeça tentando esquecer-se do grande tombo que levara em público. Apressada atravessa a rua na faixa, cercada de vários desconhecidos.
Segue na direção sudoesta da avenida, até dobrar a esquerda na E 48th St. Arruma o cachecol em volta do pescoço, quando o mesmo se desarruma com a aragem forte. Seus cabelos salteiam pelo ar livres.
Começa a pensar que não fora uma boa ideia levar Jerry ao Pet Shop. Devia ter aproveitado a manha livre para descansar.
Desvia dos vários pedestres, tentando não esbarrar em ninguém. Finalmente vira a esquerda chegando à Madison Ave.
Passa em frente ao banco HSBC, que já começa a abrir suas portas. Seus pés queimam dentro da bota de cano curto, implorando por uma pausa.
Porém se mantem firme andando rapidamente. Ofegante se alivia ao chegar à E 78th St, a rua com pouco movimento é longa, onde as várias árvores respingam na Swan.
–Estamos chegando Jerry. — anuncia com a voz seguindo a direita na Lexington Ave. A sua esquerda encara o pequeno Pet Shop de placa preta com letras amarelas.
Cansada empurra a porta de vidro adentrando na veterinária.
–Srtª Swan. — a atendente se aproxima sorrindo. Bella passa rapidamente os olhos, no crachá da moça identificando seu nome.
–Olá, Tia. — diz meio sem jeito, ainda ofegante pela longa caminhada.
–Olá. — responde simpática, a atenção voltada para o gato peludo dentro da gaiola. –Trouxe Jerry para tomar um banho? -
Rola os olhos.
Não o trouxe para tomar chá. Morde a boca contendo as palavras irônicas.
–Sim, quero que aparem o pelo dele também. — murmura. –Deixem a cabeça e a calda mais peluda, como o de costume. — entrega a gaiola para a moça, que assente.
–Sim Srtª. — confirma, pegando o felino no colo. –Quer que apare as unhas dele também? Já estão grandes. -
–Ah, sim obrigada. — pega a bolsa a pondo sobre o ombro.
–A Srtª vem busca-lo? -indaga acariciando o gato
–Sim, venho depois que sair do trabalho. — solta o ar se aproximando de seu gatinho. Passa os dedos de leve na cabecinha felpudo. –Até mais tarde meu querido. — sorri quando o gato emite um miado. –Tchau Tia. — acena ates de sair pela porta.
[...]
Olha no relógio em seu pulso mais uma vez. Morde os lábios, nervosa, vendo que está mais de uma hora atrasada.
Realmente voltar em casa para comer não fora uma boa ideia. Deveria ter parado em algum restaurante, ou até em uma barraquinha de Hot Dog.
Passa as mãos no cabelo, enquanto os números vermelhos aumentam no painel do elevador. Bate o pé no carpete vermelho aflita. Odeia atrasos, odeia ainda mais estar atrasada.
As portas de aço finalmente se abrem, e com pressa a moça se põe para fora do ascensor.
Os saltos da bota martelam no mármore branco. Cumprimenta rapidamente alguns colegas de trabalho, passando agilmente pelo corredor comprido.
De soslaio observa a chuva cair espessa, batendo contra a longa parede de vidro, a qual cobre todas as laterais do prédio.
Praticamente corre até a escada com cerca de dez degraus. Apoia a mão no corrimão, fazendo a curva na série de degraus.
Empurra a porta de vidro fumê, sentindo uma leve pressão.
–Senhorita Swan graças a Deus que chegou. — Ângela diz alarmada, tendo nos braços finos várias pastas azuis.
Bella vai até sua mesa, deixando a bolsa de lado. Com rapidez retira o cachecol juntamente das luvas.
–Aconteceu alguma coisa? — pergunta a olhando rapidamente.
–Não... Só me preocupei afinal a Senhorita nunca se atrasa. — responde ajeitando os óculos com os dedos. A Swan bufa, vestindo o jaleco. Retira os cabelos de dentro do casaco branco, o enrolando em um coque despojado.
–Sempre há uma primeira vez. — retira um lápis do porta-lápis, o colocando no meio de seus cabelos. –Peça para o primeiro paciente entrar. — manda se sentando na cadeira preta.
–Sim, senhorita. — vai até sua superior pondo as pastas sob a mesa, antes de se retirar.
Beliscando o canto da bochecha com os dentes, a jovem organiza sua mesa. Pega a lista de pacientes, passando os olhos de nome em nome.
Deixa a lista de lado, assim que o primeiro paciente adentra na sala.
[...]
Andando de um lado para o outro a Swan já se vê impaciente. A mais de cinco minutos que mandara Ângela chamar o próximo paciente, e até no momento nada.
Irritada sai da sala, caminha duramente pelo corredor. Antes mesmo de chegar à sala de espera já pode ouvir risadas e vozes altas.
–Ele é o meu amorzinho. -escuta uma voz fina, agradável de escutar. Cerra os olhos, se aproximando mais um passo.
–Você que é o meu, baixinha. — a moça se intriga ao reconhecer a voz de Edward.
–Muito lindo ver isso em vocês. — é a vez de Ângela proferir. –Ainda mais hoje em dia, onde laços assim estão cada vez mais raros. -
Cruza os braços, entrando na sala de espera. Seus olhos focalizam o ruivo parado um pouco a frente, de costas para ela. Aperta os dentes, ao ver ao lado dele uma garota.
De costas, não pode observar muito dela, apenas que é magra, baixinha e o tom mel dos cabelos ondulados que caem pelas costas.
–Senhorita Swan. — a voz de Ângela a pega de surpresa. Sem jeito desvia os olhos da moça, empinando o queixo.
O casal se vira ambos encarando a morena. Isabella pigarra baixinho, meio constrangida.
Olha para mulher ainda abraçada ao Cullen, mesmo sem demorar muito analisa os traços no delicado rosto fino.
Os olhos meio puxados, com um castanho intenso enfeitando os orbes. A sobrancelha bem delineada sob eles fazem a face da jovem parecer pintada. O nariz fino dá certa elegância à boca rosada onde em um sorriso, ela exibe belos dentes.
–Olá doutora. — a voz rouca de Edward a tira de seu transe. Chacoalha a cabeça, fingindo um sorriso.
–Olá Sr. Cullen. — não se importa em exibir o cinismo na voz.
O ruivo ri, passando os dedos nos fios acobreados.
–Alie, esta é Isabella, minha fisioterapeuta. -murmura tendo a atenção da moça. –E Zangadinha esta é Alice. -
Bufa rolando os olhos. Ruivo imbecil.
Estica a mão para Alice, que a aperta sorrindo.
–É um prazer Isabella. — diz firme, porém ainda delicada.
–O prazer é meu, Alice. — se afasta um passo.
–Ed, eu tenho que ir meu lindo. Te ligo mais tarde, ok? -
As palavras meu lindo, repercutem na mente da Swan, que se mexe desconfortável.
–Tudo bem baixinha. Nos falamos então. — sorri. -Dê uma passada na sala do meu pai, ele vai amar te ver. — Alice se afasta arrumando o casaco verde folha.
–Vou dar uma passadinha por lá sim. — pisca para o ruivo, e ambos riem deixando Bella sem entender. –Tchau Ângela, tchau Isabella. -
–Ângela, eu mandei você chamar o próximo paciente há quase dez minutos. — diz passando pelo ruivo. –Sabe que eu odeio que me deixem esperando. -
–Eu... Eu... — a secretária gagueja intimidada.
–Ângela não teve culpa Bella. — Edward se pronuncia em defesa de Ângela. –Na verdade eu quem sou culpado. -
Isabella se vira para o ruivo.
–Com licença que eu estou falando com Ângela. — empina o queixo enquanto o Cullen ri. –Que isso não volte a se repetir, ok? -
–Ok, senhorita. — responde de cabeça baixa.
–Só falta este estorvo? — indaga apontando para Edward.
Ângela prende a risada ao afirmar com a cabeça.
Passa as mãos no cabelo e se vira. Encara o ruivo apaticamente, não demonstrando sua irritação por vê-lo com Alice.
–Vai ficar ai parado? — questiona carrancuda.
–Sabe que você fica uma gracinha quando faz esse biquinho? — ignorando a pergunta da moça o Cullen se aproxima. –Dá vontade de morder. — fala mais baixo, acariciando a face branca.
Isabella morde os lábios, deixando seu olhar se encontrar com o dele. Ofega baixinho, esquecendo por alguns segundos de tudo a sua volta.
–Minha Zangadinha, tão linda! — o ruivo se aproxima um pouco mais, liberando aquele perfume inebriante para a moça, que suspira aproveitando a fragrância.
–Runrum. — o pigarro de Ângela, faz a fisioterapeuta se afastar. A face completamente corada.
Morde os lábios, aspirando acanhada.
–Ângela ligue para... — pigarra recompondo a voz. –Pets On Lex, e diga que irei me atrasar um pouco, mais irei buscar Jerry. -
–Claro. — a secretária da volta no balcão, alcançando o telefone preto.
–Vamos. — chama Edward caminhando à frente.
Tenta reorganizar seus pensamentos, ainda hipnotizada por aquelas esmeraldas. Puxa o ar com firmeza se relembrando do perfume extasiante do ruivo.
–Você tem um animal de estimação? — sem olhá-lo continua andando no corredor vazio.
–Sim, como sabe? — indaga, abrindo a porta de sua sala.
–Você disse Pets On Lex...- os orbes verdes param na moça por alguns instantes. –Pesquisei no google. — sorri torto charmosamente, exibindo o celular preto.
–Moderninho você. — observa, entrando no cômodo.
–Você tem oque? Um hamster, uma tartaruga, um passarinho?- a morena fecha a porta, ouvindo a fala mansa do homem.
–Um gato. — é direta. As risadas de Edward preenchem toda a sala. –Qual a graça?-
–Você, tem um gato que chama Jerry? -
–Sim. — cruza os braços ainda sem entender o motivo dos risos.
–Deveria ser Tom, não Jerry. — para de rir ao ver o semblante sério da Swan. –Lembra-se do desenho, Tom e Jerry? O gato que corre atrás do rato... -
–Aff, você é tão idiota! — exclama pondo as luvas.
–Você me adora doutora. — se aproxima por trás até colar o corpo no dela. Isabella fica estática, sentindo as mãos quentes de Edward se apoiar em sua cintura.
Engole em seco, quando a respiração dele bate contra seu pescoço.
–Ainda vou fazer você retirar todos esses adjetivos nada agradáveis que coloca em mim. — murmura passando os lábios de leve na pele exposta de Bella.
Lentamente sente seu pescoço se arrepiar. Fecha os olhos prendendo a respiração.
Seus pensamentos rodeiam até chegarem à cena de minutos atrás. Cerra o maxilar, e abre os olhos ao relembrar dele com Alice. O modo intimo como se olharam, como estavam abraçados.
Afasta-se de Edward se recompondo rapidamente.
–O que foi? — o Cullen pergunta mordendo o lábio inferior, tentando novamente se aproximar.
–Não faça mais isso. — pede firmemente.
–Por que não? Tem medo de não resistir?- um sorriso safado enfeita os lábios rosados.
A morena bufa cruzando os braços. Encosta-se ao balcão de pedra o fitando de modo indiferente.
–Até parece. — rola os olhos. –Além de não querer nada com você, você é filho do meu chefe, e eu não quero problemas com Alice. -
–Alice?- por alguns segundos Edward para, até cair na risada novamente. –Você não quer problemas com Alice por quê? Acha que eu e ela temos alguma coisa?-
–Sei que vocês têm. — afirma. –Percebi como se tratam, abraçinhos, apelidinhos... — faz uma voz desdenhosa ao murmurar as duas ultimas palavras.
–Está com ciúmes doutora? — o ruivo cruza os braços fortes encarando a moça, que tenta esconder tal sentimento.
–Aff!- bufa. –Mais é claro que não!- nega sem emitir nenhuma convicção. –Já disse e repito, não quero nada com você. -
–Sei... — dá dois passos na direção da moça, que tenta se manter firme. –Não precisa ter ciúmes minha Zangadinha, Alice não passa de uma amiga. E outra coisa... No momento eu só tenho olhos para certa fisioterapeuta mal humorada. — acaricia o rosto da jovem que cora sem graça.
No fundo as palavras do Cullen a enchem de prazer, prende um sorriso e volta a se afastar.
–Deixa de falar besteiras, tire suas blusas e sente na maca. — manda o fazendo rir de leve.
–Sempre direta... — profere. –Espero que seja assim na cama também. -
–Edward!- exclama se voltando para ele.
–Ok, ok, não precisa contar... Sempre gostei de surpresas! — pisca sorrindo torto. Isabella se vira pegando a bandeja prata do armário, deixando finalmente um sorriso estampar seus lábios.
[...]
Atravessa as portas giratórias do Centro médico saindo na calçada molhada. Abre sua sombrinha, tentando encontrar um taxi livre.
Morde os lábios, aflita, sem conseguir enxergar pela chuva forte. O vento faz pingos respingarem no rosto fino deixando-a ainda mais com frio.
–Merda! — pragueja, olhando as horas em seu relógio. Logo o Pet Shop irá fechar, e Jerry, pobrezinho ficará preso e sozinho.
Chega à beirada do passeio acenando com a mão. Um carro passa a sua frente derrapando na poça d’água a qual espirra na morena.
Puxa a respiração com força sentindo o corpo encharcado. Observa a veículo correr rua a baixo.
–Ai meu Deus! — choraminga. –Pessoa maldita. — fecha os olhos com raiva, seu corpo todo gelado começando a tremer.
–Hey doutora! — abre os olhos ao reconhecer a voz rouca. Seus olhos param em Edward que debruçado na janela do carro preto de luxo a encara. –Entra aqui Zangadinha, te dou uma carona. -
–Só o que me faltava! — fala baixinho. –Obrigada mais eu dispenso. -
–Deixe de ser orgulhosa Bella, vem eu levo você. Olha já esta toda molhada vai pegar um resfriado. -
–Isso é problema meu Edward. — responde antes de começar a andar.
–Não me faça descer e te pegar a força. — ameaça a seguindo de perto com o carro.
–Você não tem nada melhor para fazer não? Tipo contar os pingos da chuva? As células do seu corpo, algo que demore bastante. -
O ruivo ri, enquanto a moça caminha em direção à Saint Nicholas Ave.
–Você é o meu passatempo preferido. — responde andando lentamente com o veiculo. –Entra logo Bella, antes que eu leve uma multa por dirigir assim. -
–Que você vá preso então. -
–Só se você for a policial e me algemar. — ela para ao ouvir as palavras do Cullen. Antes de poder responder uma ventania atravessa a rua, levando sua sombrinha.
Edward não controla o riso, enquanto a moça encara estática, seu guarda chuva saltear pelo caminho agitado.
–Hoje não é meu dia... — sussurra mordendo os lábios.
–Vem Bella... — com um guarda chuva preto o cobrindo, o ruivo sai do carro indo até a Swan. –Vêm Zangadinha, seus cabelos já estão pingando. — segurando delicadamente na mão da morena ele a puxa até o carro.
Cavalheiro, abre a porta para ela ajudando-a a se instalar dentro do veículo altamente luxuoso.
–Você deve estar morrendo de frio. — comenta ligando o aquecedor. –Toma, pode por minha blusa. — abrindo o zíper frontal ele a tira estendendo a peça vermelha para Isabella.
–Não precisa, estou bem. — sibila sem jeito.
–Você é tão difícil. — comenta risonho. –Mas eu já te falei que eu adoro um desafio, pra mim quanto mais difícil melhor. -
Bella ri baixinho, vestindo a blusa de moletom. Fecha os olhos momentaneamente aproveitando aquele perfume magnifico.
–Isso foi uma risada?- questiona pondo o cinto de segurança. –Não acredito que eu consegui fazer a Doutora Mau Humor rir. -
–Não se gabe Cullen. — cruza os braços se fazendo de difícil. –E não era Zangadinha?-
O ruivo ri acelerando o carro.
–Bom, andei pensando e visto sua vasta opção de adjetivos para a minha pessoa, não seria justo eu me apegar somente a um. — responde dobrando a primeira direita para Saint Nicholas Ave.
–Rum. — arqueia as sobrancelhas mordendo a boca.
–Mas você tem razão, não vou me gabar. Até porque essa foi só primeira vez, e virão muitas outras. — pisca exibindo aquele sorriso torto. –Não quero perder minha humildade. -
A fisioterapeuta abaixa a cabeça, o olhando por baixo dos cílios. Belisca os lábios com os dentes apurando as palavras de Edward em sua cabeça.
–Besta. — solta sem se segurar.
–E lá vem mais um adjetivo carinhoso para nossa lista. — Isabella prende a risada encostando a cabeça no vidro fumê, solta um suspiro longo aproveitando sua carona.
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