Desafios

25 Glioblastoma Multiforme


Notas iniciais
Estou até com medo de dizer que voltei u.u Vocês tem sido terríveis com a minha pessoa e... Mereciam um castigo u.u Maaas como eu sou muito legaal.... Resolvi postar hoje :P KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK Depois de um capítulo trágico como o anterior, vocês estão prontas para lerem? kkkk Preparem os coraçõezinhos heein... hehe Espero que gostem... Boa leitura :D

Estacionando o carro na vaga, Edward suspira fundo. Se soltando do cinto, se vira olhando para a namorada.

—Diga. – gesticula com a mão, pegando a bolsa no banco de trás.

—Durante os nossos quase três meses de namoro tudo o que eu mais quis foi que você faltasse do trabalho e quando você finalmente falta, nós voltamos para cá. – cruzando os braços, ele curva os lábios em um leve biquinho.

—Aii meu Deus, como você é manhoso. – se debruçando, Bella deixa um rápido selinho nos lábios finos. —Depois que sairmos daqui, vamos para onde você quiser tudo bem? –

—Dependendo dos resultados... –

—Independente de tudo. – acariciando-o na face ela o corta. —Nada vai mudar entra a gente, já disse que estamos juntos nessa. –

—Te amo. – entrelaçando suas mãos, ele declara fazendo um sorriso bobo aparecer nos lábios da morena.

—Também te amo amor, agora vamos descer... Estamos em cima da hora. – saindo do carro o casal caminha abraçado até o elevador.

—Estou nervoso. – apoiando a cabeça no ombro de Bella, Edward confessa.

—Vai dar tudo certo amor, fique calmo. – o abraçando, a moça fecha os olhos suspirando. —Será que a sua mãe já está aqui? –

—Certeza... Aquela hora que falamos com ela, ela me disse viria com meu pai. -

—Tem sorte por ter eles com você. –

—Tenho mais sorte ainda por ter você comigo. – a prensando na parede do elevador, Edward une seus lábios aos da namorada.

—Se comporta... – o empurrando a fisioterapeuta toma fôlego, ao mesmo tempo em que as portas se abrem. —Estamos em um hospital. – fala baixo, arrumando a blusa que ele erguera.

Rindo, o ruivo entrelaça seus dedos, deixando vários beijinhos na mão da morena.

—Vamos para a sala do seu pai? – pergunta reconhecendo de imediato a cobertura do prédio.

Estivera ali duas vezes apenas, mas mesmo assim nunca se esquecera do luxo presente no andar.

—Sim amor. – ouvindo as palavras do namorado, a Swan assente passando os olhos por cada detalhe do longo e largo corredor acarpetado.

O teto branco parece refletir, o que deixa as paredes de vidro escuro ainda mais belas.

A frente um balcão de madeira com acabamento redondo chama a atenção da moça.

—Boa tarde Sarah. – sorrindo Edward cumprimenta a mulher elegantemente uniformizada.

Os cabelos negros presos num firme e bem feito coque, deixam os olhos da morena ainda mais puxados.

—Boa tarde Edward, boa tarde senhorita Swan. –

Dando um meio sorriso, Bella devolve o cumprimento em silêncio apoiando a cabeça no braço forte do ruivo.

—Um segundo, irei avisar ao seu pai que já está aqui. – concordando com a cabeça, o Cullen se volta para a namorada.

Os braços contornando o corpo pequeno num abraço apertado.

—Sr. Cullen Edward acabou de chegar. – aproveitando a sensação aconchegante de estar abraçada ao namorado, Bella ouve atentamente as palavras da secretária. —Pois não senhor. – afirmando ela volta a depositar o telefone no gancho. —Vocês podem entrar. –

—Obrigado Sarah. – voltando a entrelaçar seus dedos aos de Edward, a Swan permanece quieta vendo o namorado empurrar a porta grande.

Tendo uma visão completa da sala do sogro, ela se encanta.

A decoração, o grande espaço bem harmonizado, contudo o mais impressionante é o fato de as quatro paredes serem de vidro.

—Como você está meu amor? – correndo para abraça-lo, Esme indaga. O amor presente em cada sílaba proferida por ela.

—Ansioso mãe, mais de resto estou bem. – após um longo beijo na bochecha, ele se solta da mãe se direcionando até o pai.

—Bella, como vai? – se aproximando de Esme, a morena suspira profundamente.

—Nervosa. – confessa baixo. —E você? –

Abraçando a nora, a mulher exala o ar pelos lábios.

—Uma pilha de nervos. – ainda abraçada a nora, a ruiva se afasta um pouco apenas para olhá-la nos olhos. —Obrigada por ter vindo, meu bem. –

Antes de poder responder a Esme, Carlisle as interrompe.

—Bella. – deixando um afago em seu ombro, o sogro murmura sorrindo torto. Já sabe de onde Edward herdara aquele sorriso tão encantador.

—Tudo bem, Carlisle? –

—Sim e você querida? –

—Também. – sorrindo ao loiro, é guiada pelo namorado até o belo sofá de veludo branco.

—Já podemos ir? Quero que essa aflição acabe logo. – resmungando Edward, acomoda a cabeça no ombro de Bella.

—Doutor Fuller, está analisando seus exames filho. – Carlisle explica, engolindo a seco.

—Não fique nervoso meu amor, isso não vai ajudar em nada. – docemente, Esme murmura.

—Diante tal situação é difícil não ficar. –

Acariciando os cabelos do namorado, a morena troca um rápido olhar com os sogros, percebendo o temos nos orbes claros.

[...]

Em silencio, os quatro se acomodam nas cadeiras de couro preto.

Mordendo os lábios, Bella sente o coração bater disparado no estômago. Está tão nervosa, que as mãos se encontram gélidas e suadas.

A frente o médico de meia idade deixa os conhecidos envelopes brancos sobre a mesa reta e comprida, e ainda quieto abaixa o telão o ligando com o controle.

Proferindo palavras curtas, o médico começa a apresentar as imagens da ressonância magnética.

Sentindo a espinha gelar, a moça engole dolorido ao perceber que de fato há algo errado no cérebro do ruivo.

O hemisfério cerebral direito apresenta uma mancha e a linha média entre os dois lados está convexa, demonstrando uma invasão do esquerdo pelo direito.

—Como vocês podem observar aqui. – usando um laser vermelho Dr. Fuller rodeia a parte inchada do cérebro de Edward. —Está claro que existe um tumor. –

Soltando o ar pela boca, Bella sente todo o corpo tremer.

—Edward já teve Astrocitoma antes, e como sabem o grau dois geralmente retorna. – se virando para eles, o médico torna a falar. —Pela ressonância, está bem claro que o que você tem Edward, é realmente o Glioblastoma Multiforme. –

—Meu Deus! – cobrindo o rosto, Esme lamúria sendo rapidamente amparada por Carlisle.

—Bom, então... Marque a cirurgia... Tirem isso dele... –

—Receio que não seja tão simples assim, Carlisle. – ainda em silencio, Bella captura a mão do namorado, entrelaçando seus dedos aos dele rapidamente.

—A área em que o tumor está profundo, localizado em uma área sensível do cérebro. O local de acesso é difícil, se mexermos podemos deixar sequelas terríveis e eu lamento dizer que o rico de morte é alto. –

—Então... – apertando os dedos da namorada, o Cullen gagueja. —Se não dá para retirar... Como... O que eu vou fazer? –

—Seu tumor é maligno, de alta agressividade, ou seja ele cresce rápido. – sentando-se o médico abre os envelopes, retirando o restante dos exames feitos. —Como você pode ver aqui. – apontando para a folha de papel o homem volta a falar. —Seu tumor mostrou um crescimento de 35% em noventa e oito dias. –

—E isso significa o que? – nervoso Carlisle pergunta.

—Considerando os números, a profundidade, o tamanho do tumor... Acredito que em meses a massa tumoral alcance os 100%. –

—Então eu só tenho alguns meses até o tumor crescer e me... Matar? – descrente ele solta as palavras.

—Isso. –

—Como assim? Meu filho só tem vinte e cinco anos, como pode dar apenas alguns meses de vida para ele? As coisas evoluíram Brady, sei que existem vários tratamentos como a quimioterapia, a radioterapia... –

—Mãe fique calma. – com a voz baixa, o ruivo pede.

—Não! Como eu posso ficar calma após escutar que você tem um tumor que cresce absurdamente rápido e não podem fazer nada? – esfregando as mãos no rosto, a mulher tem os olhos inundados. —Meu Deus... Tem que haver um jeito, algum remédio... Não sei... –

—Querida, deixe o doutor explicar. – tentando acalmar a esposa, Carlisle a abraça.

—Esme, podemos tentar a radioterapia localizada mas será em vão. A única coisa que ela vai conseguir é deixar Edward com mau estar. Irá sim atrasar o crescimento do tumor, mas se muito em 2%. –

—Então não há mais nada para fazer? –

Suspirando, o médico cruza as mãos olhando fixamente para Edward.

—Você acredita em Deus? –

—Sim. – afirma pigarreando.

—Então reze, porque infelizmente não podemos fazer nada. –

[...]

Caindo sentado no sofá, Edward cobre o rosto com as mãos.

Realmente não estava confiante, tinha em mente as palavras de Tânya e sabia que a chance de estar com câncer novamente era grande.

Contudo, não esperava que fosse algo tão sério.

Já ouvira falar de Glioblastoma. Várias vezes.

Ainda mais depois do que passara a mais de um ano.

Porém mesmo não querendo, tinha esperança de que de um jeito ou de outro as coisas iriam se resolver.

Ter consciência da morte, é natural. Contudo, ter consciência de que se está morrendo é assombroso.

—Hey amor, tudo bem? – sentindo a mão de Bella em seu ombro, a olha. Solta o ar pelos lábios, acenando com a cabeça.

—Filho ficamos sabendo de um especialista de Glioblastoma Multiforme no Japão, e nós iremos contatá-lo. –

—Para que mãe? –

—Às vezes Brady se equivocou, podemos tentar a cirurgia ou algum remédio. – esperançosa Esme murmura

—Sua mãe tem razão filho, quem sabe lá no Japão não há... –

—Pai, o senhor sabe tanto quanto eu que o Brady não comete equívocos. Duvido que se ele se enganasse tão fácil depois de décadas trabalhando com isso, o senhor o manteria no Centro. – suspirando ele se levanta.

—Podemos tentar a radioterapia localizada... Ele disse que atrasa o crescimento. – a ruiva volta a dar a ideia, fazendo o filho bufar.

—Mãe, isso só vai me abater... Não adianta ok? É melhor vocês aceitarem, dói menos e é mais fácil. –

Ainda sentada no sofá, Bella mantém os olhos fixos no namorado.

—Eu vou tomar banho e... Se vocês não se importam eu prefiro ficar um tempo sozinho. –

—Meu Deus! – com a voz embargada, Esme senta em uma poltrona. —Não podemos aceitar isso Carlisle... Não posso acreditar que o meu filho está morrendo e eu... Não posso fazer nada. –

Olhando para o teto, Bella respira fundo prendendo as lágrimas.

—Vou me contatar com o especialista no Japão, lá as coisas são bem mais evoluídas do que aqui. Vamos dar um jeito amor. –

Se pondo de pé, a morena arruma a blusa no corpo.

—Se vocês me dão licença, eu vou subir para ficar com ele. – pede sem demonstrar animo algum.

—Tem toda, filha. –

—Bella. – chamando a Swan, a sogra se levanta indo até ela. —Obrigada por estar ao lado dele em um momento tão difícil. –

—Não precisa agradecer, Esme. – sorri em meio ao afago da ruiva.

Lentamente a moça sobe a escada suspensa no canto da sala. Passando pelos cômodos vazios, logo a morena chega no quarto do namorado.

Parando alguns segundo na porta, ela logo o encontra.

—Sabe... Eu já estou com saudades das suas provocações. – caminhando até a cama, Bella deixa seus olhos se encontrarem com os dele.

Sorrindo leve, ele permanece quieto, voltando a ficar a almofada em mãos.

—Você está muito quieto. – murmura se sentando ao lado dele.

—Tenho que te pedir desculpas. – se virando na cama, Edward a olha.

—Hãn? Desculpas porque meu amor? – acariciando a face dele, se abaixa para beijar carinhosamente sua cabeça.

—Por não poder cumprir o que eu te prometi. – responde baixo. —Disse que iria estar com você para sempre, e que não deixaria você perder mais ninguém. – abaixando o olhar ele ri irônico.

—Edward... –

—É melhor você ir embora, Bella. – cerrando o maxilar, o Cullen murmura. —É melhor se afastar agora. Não quero que presencie isso. Nem que me veja morrer aos poucos. –

—Pode parar de falar besteiras ok? – tapando a boca dele com a mão, a moça diz firme. —Não adianta você me falar essas coisas. Não vou a lugar algum sem você. Já disse uma vez, e vou dizer sempre, estou com você nessa e dessa agora é a minha vez de cuidar de você. –

—Você não vai querer presenciar tudo, ok? Logo virão as convulsões, os enjoos, as dores insuportáveis de cabeça... –

—Não me importo e garanto a você que vou estar sempre do seu lado para te ajudar, seja em qualquer situação. Sempre vou estar aqui. –

Suspirando profundamente, Edward deita a cabeça no colo da namorada.

—Amo você, Zangadinha. – com os lábios colados no pescoço dela, Edward murmura.

Abraçando-o, a moça cela seus lábios por todo o rosto do namorado.

—Também amo você. – fecha os olhos correndo as unhas pelo couro cabeludo do Cullen. —Amo demais. – completa, voltando a deixar o quarto no mais absoluto silencio.

[...]

Antes quando pareciam ter todo o tempo do mundo, nem se importavam com o correr das horas, dos dias.

Até agradeciam por passarem tão rápidos, assim mais tempo o casal acumulava juntos.

Contudo, após as revelações perturbadoras de quinze dias atrás, tudo o que Bella mais queria era poder atrasar o tempo, apertar o botão de pause e ficar ali, junto de Edward.

De certa forma, a doença do ruivo desestabilizara tudo. Carlisle parara de ir todos os dias para o Centro, Esme recusara trabalhar na construção de um edifício na Escócia, Emmet e Alice retornaram mais cedo da lua de mel, e por fim Bella que decidira tirar uns dias de férias.

Depois de muitas ligações, e até uma breve viajem ao Japão, Carlisle e Esme conseguiram trazer o tal especialista para Nova York.

Toshirō Okuda chegara a cidade a pouco mais de três de dias, e começara a estudar o caso de Edward pedindo que ele fizesse uma nova bateria de exames.

A psicóloga especializada em tratar das famílias dos pacientes com câncer, também pedira para que eles se reunissem com ela, sem o saber de Edward.

Então aproveitando que o ruivo passaria a manhã toda fazendo exames, Bella, seguida dos pais e dos casal de amigos do Cullen foram até ela.

—Bom dia a todos. – se sentando em uma cadeira a mulher os cumprimenta.

—Bom dia. – ouvindo sua voz se misturar com as dos de mais, Bella puxa uma das cadeiras sentando-se no círculo.

—Conversei com o Dr. Fuller e fiquei a par do diagnóstico de Edward, e em primeiro lugar quero dizer que sinto muito. Sei como é difícil lhe dar com algo tão sério, ainda mais em um rapaz tão jovem como Edward. –

Vendo todos permanecerem em silencio, a mulher logo volta a falar.

—Os chamei aqui, exatamente para isso. Pacientes com câncer tendem a ficarem ansiosos de mais, ou até entrarem em depressão, por isso o auxílio de vocês será crucial. –

—Como assim? – Esme pergunta baixo, o timbre triste.

Olhando rapidamente para a sogra Bella pode ver que ela se abatera e muito.

—Geralmente as famílias e os amigos, mudam suas rotinas, trocando ou cancelando planos por conta do paciente. Isso é péssimo. – arrumando os óculos na face a mulher faz uma breve pausa. —Desde que souberam da notícia, fizeram alguma mudança na vida de vocês? –

—Claro, isso mudou tudo! – Alice exclama retirando a franja dos olhos. —Eu e meu marido voltamos antecipadamente da nossa lua de mel. –

—Tirei férias. – séria a Swan informa.

—Coloquei uma pausa nos meus projetos. –

—E eu ando trabalhando menos. – Carlisle admite depois da esposa.

—Mais o que isso tem a ver, doutora? – cruzando as mãos, Emmet volta a questionar.

—Tem a ver que, como eu percebi Edward passou a ser prioridade na vida de vocês. –

Rolando os olhos, a morena bufa. Ah vá... Ninguém sabe disso!

—E é isso que acabam fazendo com que ele se sinta mal. –

—Mal? Por que? – preocupada a mãe do ruivo indaga.

—Por que ele vai se sentir como um estorvo na vida de vocês, como se por causa dele, vocês estivessem deixado suas vidas de lado para cuidar dele. –

—Mas é exatamente isso que vamos fazer! – interrompendo a psicóloga Alice volta falar. —Edward precisa de nós mais do que nunca. –

—Concordo com a senhorita. – calma volta a pronunciar. —Edward precisa de vocês, sobretudo da força. – se arrumando na cadeira, faz uma pausa. —Esse negócio de ‘deixar a vida vocês em segundo plano’ é o maio erro que podem cometer. –

—O que a senhora sugere então? – segurando na mão da esposa, Carlisle pergunta.

—Considerando os resultados dos exames e da expectativa de vida que Dr. Fuller deu a ele, sugiro que vocês ajam normalmente sem deixar que a doença atrapalhe os momentos que tiverem com ele. Não o façam lembrar a cada segundo que ele está doente, não chorem perto dele, nem falem de morte. Precisam agir como se nada estivesse acontecendo, ao menos na frente dele. –

—E isso vai ajudar no tratamento? – arrumando a bolsa no colo, Bella pergunta.

—No tratamento... Talvez. Mais vai evitar que ele se deprima. – a mulher responde olhando para a Swan. —Outro ponto importante, é vocês não mudarem suas vidas por causa disso. Eu entendo, sei que isso os deixou abalados, e querem estar ao lado dele a todo instante, contudo além de sufoca-lo, farão a culpa se apossar dele. –

—Mas nós não podemos deixa-lo sozinho, ele precisa de uma companhia... Não sou psicólogo mais sei que se todos nós nos afastarmos ele vai se abater também. – Emmet comenta, recebendo a concordância de todos.

—É verdade, ele vai se sentir solitário e vai acabar entrando em depressão. – aflita Esme sibila.

—Escutem bem, em momento algum eu disse para vocês se afastarem dele. Por favor, estou apenas aconselhando-os para que ele não se sinta sufocado, nem culpado. –

—Como devemos agir então? Voltarmos a trabalhar, a viajar como se o câncer dele não fosse mais importante? – Carlisle encara a psicóloga visivelmente nervoso. —Não tenho a mínima cabeça para trabalhar tendo consciência do que está acontecendo com meu filho. –

—Eu o entendo Carlisle, entendo a dor que cada um está sentindo aqui. Estão perdendo o filho, o amigo, o namorado, mas não são apenas vocês que estão perdendo algo. Edward também está. Por isso volto a repetir: Se agirem com pena, tristeza, na frente dele isso só irá piorar. Se ficarem muito no pé dele irão sufoca-lo. –

—Eu compreendo. Também não iria gostar se todos vocês deixassem de viver para cuidar de mim. – pesarosa Esme afirma.

—Então, é claro que vocês tem que demonstrar preocupação, mas não exagerem. Lembrem-se, fazer com que ele se distraia sem se lembrar da doença é essencial. –

—Podemos passar mais tempo com ele, nos unirmos mais, sem sufoca-lo é claro. – Alice dá a ideia mediante a um suspiro.

—Isso, tenham mais momento juntos, demonstrem a ele todo seu amor. Deixem-no viver o máximo possível. –

—Carlisle e eu estávamos querendo que ele fosse morar conosco... Isso seria sufoca-lo? –

—Se for do desejo dele não, mas se ele não quiser... Não o forcem, deixem que ele escolha o que é melhor. –

—Mais doutora, com o tumor crescendo ele vai começar a ter convulsões e desmaios... Querendo ou não ele vai precisar de alguém com ele. – Emmet murmura entrelaçando sua mão na da esposa.

—Sim, alguém que fique com ele sem fazer parecer que é pela doença. –

—Eu posso ficar. – quebrando o breve silencio Bella diz. —Tirei férias, posso dar uma explicação qualquer... Nós passamos a maioria do tempo juntos, posso dar um jeito de me manter ainda mais próxima, sem invadir o espaço dele. –

—Você faria isso, meu bem? Sério? – emocionada Esme a indaga.

—Claro, eu o amo e não pretendo sair do lado dele um segundo se quer. – declara, sentindo o rosto se aquecer.

—Que lindo amiga! – contenta Alice afaga seu ombro, sorrindo.

—É preciso ter em mente o que a doutora disse: Ser forte na frente dele. – Carlisle a lembra.

—Eu tenho Carlisle, já pesquisei sobre a doença, sei sobre as convulsões, as dores e sei que não é algo bonito de se ver. Mas eu vou ficar com ele, e ajudar no que for preciso. –

—Ótimo, é bom terem sempre a consciência de que ninguém vence o câncer sozinho e que vocês se mantenham firmes e unidos, mesmo que toda a estrutura de vocês esteja abalada. –

Ouvindo as palavras da mulher, os cinco se olham intercaladamente, um passando força para o outro.

Notas finais
Enfim, a partir dos próximos capítulos vocês vão começar a entender o nome da fic ^^ hehe Acontecimentos estão para chegar... Mais dramas... O tempo passando... Coisas da fic... u.u kkkkkkkk Suas lindas, Nick jáa vaai.. Espero que tenham gostado do capítulo :) Nos vemoss em breve, ok? Beijõõões da Nick :*