Desafios

30 Four Corners


Notas iniciais
Heeey lindezas da minha vida, que eu tanto amo!!! u.u Voooltei rapidão, postando em uma hora meio... Atípica, eu sei, mas é que mais tarde tenho aula :X Enfim... A todas vocês que me perguntaram se a Bella ia ter um bebe, se ela esta grávida, agradeçoo.... Me inspiraram a escrever esse capítulo! kkkk Ficaram curiosas? ;) há há há u.u Booa Leitura :D

Os dez mil dólares pagos pelo aluguel do Motorhome, realmente valem a pena.

As fotos pela da internet, não deixam claro o charme e elegância do veículo. Ele é realmente bem divido e planejado em cinco cômodos, fora a área do motorista.

Sentada em um dos pufes na sala de estar, a morena vira o sol se despedir lentamente num maravilhoso crepúsculo.

Fechando a persiana da janela, a moça engole seco. Um leve enjoo abatendo seu estômago. Não fora uma boa ideia ficar olhando as paisagens.

Ouvindo os risos altos de Emmet e Edward a morena os olha por cima do ombro. Intercalando na direção, é a vez do ruivo controlar o volante.

Sorrindo de leve a moça pode notar e até sentir, como os dois são próximos e cumplices. É incrível como eles mantem uma amizade tão forte, há tanto tempo.

Ouvindo a porta de pressão se abrir, a Swan se arruma no estofado, voltando seus olhos para uma Alice abatida.

—Acho que eu vou morrer de cólica. – se jogando no sofá pequeno ela lamuria. A feição contraída e pálida.

—Os comprimidos ainda não fizeram efeito? –

—Nenhum. – a baixinha cobre o rosto com as mãos. —Sério Bella, as vezes eu odeio ser mulher. –

Ouvindo as palavras manhosa dela, Bella não deixa de rir.

—Você não tem cólicas? –

—Às vezes, mas geralmente minha cabeça dói e minhas pernas ficam pesadas. – sentando no sofá, Alice pressiona uma almofada no ventre.

—Dor de cabeça é pior. – com um aceno a morena concorda e mesmo sem querer acaba pensando na dor que o namorado passa.

Puxando o ar com força, ignora os pensamentos.

—Sofro bastante em todo final de mês. –

—Pelo menos já está livre desse tormento. – Alice murmura, trançando os cabelos com extrema facilidade.

—Quem dera... – suspira pesarosa. —Ainda não recebi minha tortura mensal. – aperta os lábios.

—Então seu período começa no início do mês? –

—Não, no final mesmo. – cruza as pernas se alinhando mais ao pufe macio. —Lá para o dia vinte e dois, vinte e três... Por ai. – sorri levemente a baixinha que cerra os olhos.

—Você sabe que dia é hoje? – vendo a cabeça da morena chacoalhar em negação, Alice cruza os braços. —Dia trinta e um. –

Prando por um tempo a Swan reflete as palavras da baixinha.

Ok, dia trinta e um. O dia vinte e dois já passou e sua menstruação não veio.

Contando mentalmente sente a espinha gelar, ao perceber que está atrasada a nove dias.

Merda, merda, merda!

—Sua menstruação costuma atrasar assim? – desconfiada a baixinha pergunta a amiga.

Engolindo seco, Isabella respira fundo.

—Não. Ela... – pigarra ainda afetada. —Eu sou bem regulada nisso e... Ai meu Deus! – para de falar ao se lembrar das palavras de Edward.

“...É impressão minha ou os seus seios estão maiores?”

—O que? – saltando do pufe, Bella praticamente arrasta Alice para o quarto.

—Alice... Ai meu Deus! – sentindo o mundo praticamente rodar a sua volta, ela se encontra quase sem ar. —Meu Deus, meu Deus, meu Deus, meu Deus... –

—Bellaaaa! – batendo o pé, a amiga a cala. —Pare de falar ‘meu Deus’, e diga logo! –

—Minha menstruação está atrasada. – conclui com os olhos turvos. —E... Edward disse que os meus seios estão maiores e... Eu engordei sabe... Sinto as minhas calças mais apertadas... Ai meu Deus! – volta a ofegar, caindo sentada na cama. —Acho que... Que eu estou grávida, Alice! –

—Aaaaaaah! – soltando um grito a baixinha agarra a Swan. —Bellaaaa, não acredito! –

Ainda perdida a jovem mau ouve as palavras de Alice, sem conseguir se concentrar na amiga.

Na verdade a única coisa que passa por sua cabeça é a possibilidade de estar gravida.

[...]

Rolando na cama a morena arruma o travesseiro de baixo da cabeça.

Ainda está inconformada. Irritada na verdade.

Não pode estar gravida. Não mesmo.

Como ela vai cuidar de um bebe? Ainda mais depois que Edward....

Fecha os olhos se recriminando pelo pensamento. Os olhos ardem, mas ela prende as lágrimas.

Tem que parar de chorar e ser forte. Está entrando em mais um momento delicado e se derramar em lágrimas não adiantará em nada.

Gira o corpo novamente pelo colchão, cobrindo o rosto com as mãos.

Deus!

Isso não pode estar acontecendo... Não pode!

Olhando para o teto do Trailer, ela tenta se acalmar.

Ainda há uma possibilidade de não estar gravida. Na verdade uma boa possibilidade, considerando os anticoncepcionais que toma há anos por conta da tireoide.

Suspirando, fecha os olhos sentindo o corpo chacoalhar.

Por que Edward não colocou na lista uma viajem de avião ao invés do trailer?

É bem menos enjoativo do que Motorhome.

Sentando na cama, dobra os joelhos. As mãos se infiltram nos cabelos soltos e uma vontade de gritar a abate.

Ter um filho nunca foi um sonho para ela. Na verdade, nunca esteve apta para a maternidade.

Para começar ou irá deixar a pobre criança louca ou deprimida.

Igual a ela.

Ainda mais se não tiver Edward ao seu lado.

—Droga! – exclama socando o travesseiro com raiva.

Porque não consegue evitar esses pensamentos idiotas? Porque?

Respirando fundo, tenta se controlar ouvindo uma voz baixa soar em seu subconsciente.

‘Talvez porque seja a realidade’

Pelo canto dos olhos a morena observa as horas no relógio digital, que já se aproxima da meia noite e meia.

Lembrando da conversa que teve com Emmet a moça conclui que já estão próximos do destino. Segundo o grandão, chegariam no estacionamento em torno da uma da manhã.

A porta ao canto se abre e a assim que a figura de Edward aparece no quarto escuro, a Swan paralisa.

Ótimo! O que vai falar para Edward agora?

A verdade, talvez?

Rapidamente se lembra das palavras de Alice.

“Edward vai amar saber disso Bella. Ele sempre quis ser pai!”

Engolindo em seco a morena tenta sorrir para ele, que a olhando retira a roupa ficando somente de cueca.

Que visão! Morde os lábios, antes de aceitar o beijo dele.

Por incrível que pareça, nem o beijo quente e envolvente de Edward conseguem acalmá-la.

—O que foi Bella? – pondo a franja dela atrás da orelha, ele indaga.

—Nada. – murmura de imediato, o fazendo rir.

—Ok, o que houve? – cruzando os braços o ruivo a encara.

Suspirando a moça encara o peitoral forte. Os braços delineados em músculos perfeitos, e só o borrão das tatuagem em meio a penumbra da noite.

Uma luz forte invade o quarto pela janela aberta. Um farol de carro certamente.

—Nada amor. – deixando a voz mais tranquila que consegue, a morena murmura. —Só estou com... Cólica?! – a palavra sai mais como uma pergunta.

—Hm... – com o olhar analítico ele fica alguns segundos em silencio. —É só isso mesmo? –

Quem dera se fosse!

Pensa abrindo um sorriso leve nos lábios.

—Sim, só isso. –

Suspirando, recebe um doce beijo na testa.

—Só vou acreditar em você porque não quero discutir. – rolando os olhos ao namorado, ela se deita junto dele.

A cabeça se apoiando no ombro forte enquanto as mãos correm pelas linhas do tórax definido.

Aspirando fundo sente o perfume inebriante da pele do Cullen, deixando um rápido beijinho no local.

—Edward? – mais calma, ela o chama.

—Hm? – mantendo uma caricia rítmica nos cabelos ébanos, o ruivo responde.

—Nós... Nós nunca usamos camisinha. – alega temerosa. —Isso, não... Não preocupa você. – praticamente soluçando entre as palavras ela questiona.

—Que pergunta é essa agora? – rindo, ele os vira na cama deitando por cima da jovem.

—Só estava pensando e... – fingindo indiferença, dá de ombros.

—Sei. – sem acreditar, Edward a observa. —Não, nunca me preocupou. Nem o fato de você ter alguma doença ou de você engravidar. – deixa claro, a fazendo assentir com a cabeça.

—Certo. – solta a palavra vagarosamente. —Até porque eu tomo remédio, não é? – nervosa ela ri alto. —Ai meu Deus, Edward. Acho que eu estou grávida. – o empurrando, ela senta na cama. A voz embargada.

—Você... O que? — deixando algumas lágrimas caírem de seus olhos, ouve a pergunta dele.

Coça a cabeça se pondo de pé. De onde vieram essas lágrimas?

Ai Deus! Nem sabe se está gravida e já está sofrendo com os hormônios...

—Acho. Que. Eu. Estou. Gravida. – pontua palavra por palavra, de costas para ele.

Uma chacoalhada forte, obriga a morena a segurar na parede fria.

—Ual... – parecendo surpreso, o ruivo solta. —Mas... Você toma anticoncepcional e... –

—Eu sei, Edward. – falando alto, ela o corta. —Teve uns dias que eu não tomei... Eu esqueci... Não lembro... Ai meu Deus! – nervosa infiltra as mãos no cabelos. —Isso só pode ser um pesadelo. Só pode. –

Levantando da cama, ele caminha até ela.

Os braços fortes deslizam pelo corpo da morena e as mãos grande se instalam na barriga, ainda normal, da moça.

—Não fale isso amor. – carinhoso deixa um beijinho no rosto delicado. —Não é um pesadelo... É um sonho, isso sim. –

Soltando o ar pela boca, ela fecha os olhos.

—Edward, eu mal consigo cuidar do Jerry... Imagina... Imagina de um bebe. – morde os lábios com força. —Essa criança coitada... Olha para mim, eu sou problemática e perturbada por lembranças horríveis e você também não é lá muito normal... Jesus Cristo! – seu tom é aflito. —Pare de rir, droga! – cerra os dentes o empurrando.

—Bella eu não tenho dúvidas de que você será uma excelente mãe. –

Sentando na cama, a moça o olha irônica.

—Ah mais é claro que eu serei! Até porque eu tive uma ótima influencia não é? – apoia a mão na testa inalando o ar pela boca. —Será que os seus pais aceitariam ficar o bebe? –

—Bella, por favor! – parecendo zangado, ele a repreende. —Tem noção da idiotice que está falando? –

—Idiotice, Edward? Você tem noção da nossa realidade, não tem? –

—Realidade que eu estou morrendo e vou deixar você sozinha com um possível bebe? –

—Eu não quis dizer isso. – fala mais baixo, recuando a postura.

—Mas eu sei que é isso que você pensa. – ouve o ruivo suspirar. —Eu acho que você deve ter percebido que ser pai, é um dos itens da lista, não é? – quieta, ela assente com a cabeça. —Eu sempre achei incrível a ideia, sempre quis ter um filho. E acho ainda mais incrível saber que você pode estar gravida. –

Erguendo os olhos a morena o olha rapidamente.

Ele parece chateado. Conclui pesarosa.

—Você tem ideia do quanto eu amo você? –

—Não estamos falando disso... –

—Estamos sim. – parando a frente da jovem, ele a corta. —Eu amo você Bella, e sabendo de tudo que você passou, eu te falo com toda a certeza do mundo que enquanto você estiver precisando de mim, enquanto você não me dizer que vai ficar bem sem mim, eu não vou morrer. –

Duas lágrimas pesadas saltam dos olhos castanhos.

—Ainda mais agora sabendo que você pode estar esperando um bebe. Pouco me importa o que os médicos dizem, pouco me importa que eu tenha um tumor na cabeça. Eu vou ficar do seu lado, vou estar com você e com o nosso possível-futuro filho. –

Fungando, Bella passa a mão no rosto.

—Acontece Edward que... Eu vou sempre precisar de você. Eu não sei ficar bem sem você. E só o pensamento de... De que você está morrendo, me mata. Me desespera. – no escuro ela procura os olhos verdes, com os seus. —Acha que se algo de ruim acontecer a você, eu vou conseguir seguir em frente? Acha que eu poderei ser uma boa mãe? –

Limpando a garganta num pigarro, ela rapidamente continua.

—Porque eu te garanto que no minuto seguinte que você parar de respirar, eu paro também. –

—Escute bem, Isabella. – abaixando, Edward pega as mãos pequenas entre as suas. —Você nunca, nunca mais vai repetir isso. Ou se quer pensar isso. Nunca, entendeu? – frisando bem a palavra nunca, ele é firme. —Você entendeu, Isabella? –

—Sim. – engolindo em seco, ela morde os lábios. Está começando a sentir falta do ‘Zangadinha’. Odeia quando Edward a chama de Isabella.

—Ótimo, agora me escute bem: Se você estiver grávida, eu tenho certeza que será a melhor mãe do mundo. Você é a melhor pessoa que eu conheço. Você enfrenta diariamente os seus monstros para ficar ao meu lado, e eu sei mesmo que você não fale, o quanto isso te dói. –

—Não.. –

—Xiiu. – rápido, ele a cala. —Você me colocou a frente da sua vida, mudando tudo por mim. – um sorriso torto aparece nos lábios finos. —Você me ama? –

—Tem dúvidas? –

—Só para ter certeza. – pisca brincalhão. —Acha que não consegue amar, cuidar e proteger um filho nosso? Uma parte minha e sua? –

—É claro que eu vou amar... Só não vou conseguir ficar sem você. – derrubando mais lágrimas ela assume. —Acha justo deixar um bebe sem mãe e sem pai? –

—Hey... Hey...Olha aqui para mim. – pede levantando o rosto da namorada. —Confia em mim? – muda, ela confirma com a cabeça. —Que bom, porque você tem a minha palavra. Eu vou estar com você até que não precise mais de mim. –

—Sempre vou precisar de você. – garante acariciando a face do ruivo.

Com um sorriso, ele a abraça apertado.

—Então eu vou estar com você sempre. Eu prometo. – acariciando os cabelos da morena, ele afirma ainda encantado com a possibilidade de ser pai.

[...]

O local remoto e meio isolado, é banhado por um forte sol do meio dia.

Mesmo com uma localização meio atípica, a uma boa concentração de pessoas no local. Saltando do trailer, Bella arruma os óculos escuros no rosto sorrindo para o namorado que logo se posta ao seu lado.

A abraçando, ele beija carinhosamente toda sua face.

—Já disse como você fica sexy de óculos de sol? –

Rindo, ela deixa um selinho demorado nos lábios finos.

—Você é suspeito para falar. Me acha sexy até quando eu acordo. – rindo ele afirma com a cabeça.

—É que você é sexy de todo o jeito. –

—Bobo. – murmura. —Amo você. –

—Não mais do que eu amo você. – brinca, deixando uma mordida na bochecha alva.

—Se vocês dois quiserem voltar para o quarto, eu e Emmet não vamos atrapalhar. – ouvindo as palavras de Alice, Bella cobra a face corando.

—Só não façam tanto barulho como fizeram de madrugada ok? – se postando do lado da esposa, o grandão sorri sapeca. —Deve ter crianças por aqui. –

—Vocês são tão bestas. – começando a caminhar com Bella, Edward rola os olhos.

Andando pela estrada que circula o monumento os quatro conversam animadamente.

Ao redor do monumento, artesãos locais Navajo e Ute vendem lembranças e alimentos, ao lado de umas barraquinhas com prêmios.

Alguns turistas tiram fotos, enquanto outros ouvem histórias do local de guias, ao lado estão os cobradores da taxa para ver e fotografar o monumento.

Emmet e Edward se afastam, indo juntos até os homens.

—E ai? Conversou com Edward? –

—Sim. – mordendo os lábios a moça responde. —Não consegui esconder isso dele. –

—Nem deveria. – a baixinha a abraça pelo ombro. — O que acha de comprarmos um teste em uma farmácia? –

Apertando a presilha que prende seus longos cabelos em um rabo de cavalo, a jovem suspira.

—Não sei... Vou ver com ele... Ainda estou meio perdida. – confessa ao rir fraco.

—Vai dar tudo certo querida. Vai ver. – a amiga garante, vendo Edward e Emmet retornarem. —E ai? Já podemos tirar fotos? – animada ela bate palminhas.

—Sim, podemos. – abraçando a Swan, Edward responde.

Saltitante Alice puxa Emmet, subindo na frente.

—O que acha de comprarmos um teste em uma farmácia? – repete as palavras de Alice, ao namorado.

—Se você quiser meu amor. – pegando o rosto da Swan entre as mãos, ele beija carinhosamente os lábios rosados.

—Acho que eu preciso de uma certeza. – sibila rindo nervosa. —Esse “talvez”, está me matando. – os dedos fazem aspas no ar.

—Não vou negar, também estou aflito. – beijando a testa da jovem, ele a abraça. —Mas independentemente do resultado, segunda-feira a senhorita irá ao médico. –

—Por...? –

—Suponhamos que não esteja gravida, acha normal sua menstruação atrasar, ou ganhar peso e enjoar? – abaixando os olhos a moça respira fundo.

—Tem razão. – chacoalha a cabeça. —Vamos deixar esse assunto de lado? Está na hora de conhecer o monumento. –

Rindo, o ruivo afirma e juntos eles se encaminham até a marca.

O monumento consiste em um disco de granito incorporado com um disco menor bronze ao redor do ponto, cercado por menores, focas e bandeiras do estado apropriadamente localizados representando tanto os estados e nações tribais da área.

Com a mão entrelaçada a do namorado, Bella se abaixa vendo que circundado ao ponto, a partir do norte, o disco lê com duas palavras em cada estado "Aqui se encontram em liberdade sob Deus quatro estados".

—Não acredito que viajamos a noite toda apenas para isso. – Emmet reclama recebendo um tapa de Edward, na cabeça.

—Estive em quatro estados americanos de uma vez. Quem consegue fazer isso? – o ruivo se gaba ao amigo.

—Qualquer um que suba naquela coisa desnecessária, ali. – Bella não controla o riso ao ouvir as palavras de Emmet.

A frente os dois, feito duas crianças, começam a dar trombas.

—Ai.. As fotos ficaram tão lindas. – parando ao lado da baixinha, Bella sorri. —Olhe. – a amiga começa a mostrar as fotografias para a morena, porém o barulho de um helicóptero chama a atenção.

Parando poucos metros à frente, as hélices criam um vento forte, porém gostoso, naquele calor intenso.

Abrindo um sorriso nos lábios, Bella vê os sogros descerem do helicóptero.

Isso sim que é chegar com estilo.

Com a atenção da maioria das pessoas, os dois caminham até eles. Esme num impecável vestido branco e preto, e Carlisle com uma calça jeans escura, e uma camisa bege, tendo os punhos casualmente arregaçados até os cotovelos.

Um casal perfeito.

Carinhosos, os dois cumprimentam a todos.

—Não acredito que vieram também. – contente, Edward diz.

—Achou mesmo que iriamos perder isso? – o pai indaga, bagunçando os cabelos do filho.

—Não sabia que vinham. – repondo socando de leve o ombro do loiro.

—Bom, já estamos velhos para viajar de trailer. Mas de helicóptero, não há mal nenhum. –

—Vão querer conhecer o monumento? – Alice pergunta, e mentalmente a morena torce que não.

Está morrendo de fome.

—Eu já estive aqui antes. – Carlisle sibila, se voltando para a mulher. —Vai querer ir até lá amor? –

—Ah, já que estou aqui. – sorrindo a ruiva dá de ombros. —Prometo não demorar, ok? Já volto para irmos almoçar. – garante, se afastando com o marido.

—Amor, vamos ao trailer comigo? Preciso trocar de roupa. – quieta Bella ouve Alice pedir ao marido.

—Vamos princesa. – os dois se olham por segundos, trocando um rápido beijo. —Vocês vão? –

—Quer ir amor? –

—Não, mas se quiser... –

—Esperamos vocês aqui. – deitando a cabeça no ombro do namorado Bella vê os dois amigos caminharem para longe. —Vamos para uma sombra? –

Com poucos passos eles logo se instalam ao lado de uma barraquinha de prêmios, que forma uma boa e refrescante sombra para eles.

Ainda abraçada ao namorado, a jovem deixa seus olhos correrem pelos ursinhos pendurados na banca.

—Ai meu Deus! – exclama sorrindo.

—O que foi? –

—Olha ali Edward. – contente ela aponta. —É a boneca daquela menininha fofa do filme... Aquele que a gente estava assistindo ontem. –

Seguindo o olhar na direção apontada pela namorada, o ruivo sorri.

—A Vanellope. –

—Isso. – a Swan concorda sorridente. —Vamos jogar? Quem sabe eu não ganho ela. –

Vendo os olhos da namorada brilhar, ele a leva até a barraca, logo pagando pela tentativa de derrubar três patinhos.

Uma musiquinha chata e repetitiva soara longas cinco vezes, e bem narrara os erros do Cullen.

—Edward, desista. Você é péssimo. – rindo a moça diz, o fazendo bufar.

—Nunca fui bom de mira. – faz uma careta ao afirmar. —Mas eu queria ganhar a boneca para você. –

—Tudo bem, amor. Não me importo com isso. – pisca, dando vários selinhos no namorado que sorri.

—Te amo. – declara em meio a um suspiro.

—Te amo, também. – os dois então trocam mais um beijo, permanecendo em uma bolha particular.

[...]

Encostando no mármore frio da pia, Bella encara o palito de plástico como se fosse uma terrível cascavel.

Na verdade, acha aquele objeto bem mais assustador que uma cobra.

Chacoalhando a cabeça, marca os minutos no relógio, engolindo em seco.

Porque Edward não estava ali com ela?

Ah, é claro. Está no banheiro feminino em um restaurante terrivelmente pequeno. Se fosse um pouquinho maior talvez desse para enganar os funcionários e....

Três batidas na porta gelam sua espinha.

Merda, será que é outra mulher querendo usar o banheiro?

Respira fundo, tentando se acalmar.

Se for, terá que esperar porque não pode simplesmente voltar para a mesa, onde irão almoçar com um teste de gravides em mãos!

—Bella, querida, sou eu Esme. – congelando a Swan, fala baixinho todo palavrão que conhece.

Certamente prefere que fosse alguém querendo usar o banheiro.

—Hm, sim Esme? – gaguejando ela fala, querendo se socar. Por que, não consegue agir com naturalidade?

—Alice me contou o que está havendo. Deixe-me entrar, quero conversar com você. –

Alice. Ah, aquela baixinha fofoqueira. Irá se ver com ela.

—Esme... – chorosa ela começa falar.

—Abra, Bella. Vamos apenas conversar. –

Suspirando, a moça corre as mãos pelo cabelo, antes de destrancar a porta.

Entrando no cômodo apertado, Esme sorri para ela.

—Já fez o teste? – quieta, ela concorda com a cabeça. —Está nervosa? –

—Sim. – afirma, suspirando. —Estou com medo, Esme. – assume, recebendo um abraço carinhoso da ruiva

—Seria uma boba, se não estive. – sibila a ela, se afastando um pouco. —Ter um filho é o maior presente que uma mulher pode ter. –

—Não sei se eu quero esse filho. – temerosa, a jovem é sincera.

Rindo, Esme segura suas mãos.

—Mas é claro que você quer, filha. – os olhos verdes são ternos. —Você só está assustada, mas no fundo do seu coração... Bem lá no fundinho, você quer esse bebe. –

Mordendo os lábios, ela pondera. É, talvez.

—E se... Se eu não souber ser mãe? E se eu não tiver o Edward para me ajudar? – com olhos turvos, ela engole o choro doloridamente.

—Isso você vai aprender, querida. – a mão elegante, com unhas perfeitamente pintadas, retira a franja do rosto da Swan. —Lembra da nossa conversinha, sobre acreditar em Edward? – fechando rapidamente os olhos, Bella afirma com a cabeça. Lágrimas silenciosas caem de seus olhos. —Lembre-se dela, ok? E você terá a mim, ao Carlisle. Seremos os avós mais babões do mundo. – fala a fazendo rir. —E não preciso nem falar da Alice com o Emmet, não é? –

Um silêncio rápido preenche o banheiro.

—Todos nós vamos ajudar você. E Edward... Se estiver grávida, isso só vai ser mais uma motivação para ele. – com os dedos a mulher limpa o rosto da morena. —Agora pare de chorar, vamos meu bem, tem os olhos lindos e é uma pena ocultá-los com lágrimas. –

Respirando fundo, Isabella abraça a ruiva.

—Obrigada, Esme. Obrigada mesmo. –

—Não precisa me agradecer, filha. – as duas se afastam, trocando um rápido sorriso. —Mas agora, olhe já deu o tempo esperado? –

Olhando para o celular, engole em seco.

—Sim. Já deu. –

—Então acabe com a minha ansiedade, e olhe logo o resultado. – animada, Esme pede.

Erguendo o olhar, a morena guarda o aparelho no bolso. Abre um sorriso forçado para a sogra, que a abraçando pelos ombros, lhe passa força.

Fechando os olhos, Bella suspira profundamente e com dedos nervosos, pega o teste de farmácia, encarando-o fixamente.

Notas finais
Se Lua Nova pode terminar com um pedido de casamento, Cinquenta Tons de Cinza pode terminar em um elevador... Eu posso terminar um capítulo desse jeito!! u.u Também amo vocês, antes de mais nada :* ha ha Gostaram do capítulo? Escrevi ele em duas horas o/ E já vou correr para adiantar o próximo e ver se dá pra eu postar amanhã... Quem sabe, se forem boazinhas com a Nick u.u Sem ameaçar, please! kkkkk Nos vemos em breve gentee. Tenham um bom dia, e... Beijõõões da Nick :*