Desafios

31 Deixando Para Trás


Notas iniciais
Oláa meninas :) Primeiro, lamento por não ter postado ontem, mas é que fiquei sem tempo e precisei estudar para uma prova. Me desculpem :) Segundo, Saga Crep, meu amoor S2 Obrigada pela recomendação lindona *---* Terceiro, as meninas que me ajudaram em algumas questões sobre a próxima fic, obrigadaa :) Não consegui responder a todas, mas saibam que a ajuda de vocês foi crucial ;) E por ultimo... Vamos ler? Simbooraa ;) Espero que gostem, boa leitura :D

A cabeça da morena dá voltas, e não é por causa de estar de volta no trailer em movimento, mas sim pelos acontecimentos do dia.

Fora certamente um dia exaustivo e tenso.

Corre as mãos pelos cabelos, sentando melhor na cama. De olhos fechados deixa o corpo cair contra o colchão macio. Os olhos se fecham, e mesmo com uma curiosidade enorme de abri-los, permanece quieta apenas ouvindo a porta se fechar.

Um peso se forma ao seu lado, e sem sentir ao menos um toque, sabe que é Edward.

A eletricidade entre seus corpos chega a ser palpável.

—Cansada? – acariciando a face bela, ele pergunta.

—Exausta. – murmura o fazendo rir. —Tivemos um longo domingo. –

—Sim, foi bem... Interessante. – ele diz, deixando um rápido silencio se instalar no quarto. —Então, não teremos um bebe? –

—Não. – nega abrindo os olhos, ofegando ao ver o namorado tão próximo.

Seus dedos contornam a face alva, e sorri leve.

—Está decepcionado? – com medo da resposta, sente o coração martelar no peito.

—É claro que não amor. – carinhoso, deixa um beijo casto nos lábios cheios. —Eu é preocupado. –

—Com o que? –

—Com que anda acontecendo com você, ué. – responde deixando uma trilha de beijos da testa aos lábios da Swan. —Não é normal o que está sentindo. –

—Eu sei. – abaixa os olhos, respirando fundo.

—O que foi, princesa? –

—Nada só que... – morde os lábios pensando em quais palavras usar. —Acho que sua mãe tinha razão. – deixando seus olhos se encontrarem com os orbes verdes, ela percebe a incompreensão neles. —No fundo, eu queria estar gravida. Só estava assustada. –

Quieto, Edward apenas acaricia os cabelos da namorada.

—E agora que eu sei que eu não estou, eu sinto um... Vazio. É estranho isso. –

—Perguntou se eu estou decepcionado, mas acho que é você quem está. – sorrindo amarga, ela confirma com a cabeça. —Hey, não fique assim, ok? – com os rostos próximos ele, beija a ponta do nariz dela.

Passando os braços pelo pescoço do ruivo, Bella o puxa para um abraço.

Os dois então se apertam um no outro, uma intensidade inexplicável no gesto. Ambos depositando tanto amor e carinho, como se fosse a última vez que se abrasassem.

—Amor. – a moça chama após longos minutos de silencio.

—Oi? – com a cabeça deitada no colo dela, Edward murmura baixo.

—Podemos tentar ter um bebe? – erguendo a cabeça, o ruivo a olha surpreso, mas logo um sorriso aparece nos lábios finos.

—Você quer um bebe? –

—Quero. – pela primeira vez a imagem de um bebe pequeninho e delicado aparece em sua cabeça. —Quero sim. –

—Vamos ter um bebe, então. –

Mordendo o lábio inferior a jovem mal consegue prender o riso.

—Vamos ter um bebe. – comenta suspirando.

Com facilidade, Edward os arruma na cama. As mãos grandes explorando o corpo da namorada como se fossem a primeira vez.

—Mas você sabe que antes de ter é preciso fazer não é? – ofega baixinho, quando o namorado pega seu lábio inferior entre os dentes.

Sorrindo, ela assente com a cabeça.

—Temos pressa, não temos? – se apertando no ruivo, ela pergunta roucamente.

—Muita. – trocando um rápido sorriso, logo o casal une suas bocas num beijo envolvente.

[...]

Adentrando na sala médica, Bella troca um rápido sorriso com a doutora Tanner, sentando-se em uma das cadeiras vagas. Edward logo se posta ao seu lado.

—Então vamos analisar seus exames. – abaixando os óculos, a mulher abre os envelopes. —Como eu suspeitava Bella, níveis elevados de TSH e baixo dos hormônios da tireoide. Comum de tem hipotireoidismo. –

Abaixando a cabeça a mulher brinca com o curativo em seu braço.

—Ela vai precisar de trocar o remédio, ou algo do tipo? – preocupado, Edward questiona a médica.

—Vou aumentar a dosagem, de 25mg para 50mg. O Puran T4 mesmo, ok? – escrevendo na receita, ela continua a falar.

—Sabe Doutora, o alarme falso que eu tive me fez pensar bem e eu... Bom, nós queremos ter um filho. – receosa a morena começa a murmurar. —Mas, não entendo como... – deixa a palavra no ar, olhando rapidamente para o namorado.

—Como vai engravidar tomando o remédio? – Bree suspira, deixando a caneta prateada sobre a mesa. —Como eu expliquei mais cedo a você, mulheres com hipotireoidismo tem certa dificuldade para engravidar. No seu caso, é preciso normalizar os níveis de TSH e os hormônios da tireoide também. – arrumando os óculos no rosto, a médica faz uma pausa. —Para que você volte a ovular normalmente. Assim que tudo estiver normalizado, vamos traçar um esquema para que você pare de tomar remédio apenas no seu período fértil, sem correr risco de desestabilizar seus hormônios novamente. –

—E isso demora quanto tempo? – Edward volta a perguntar, beijando carinhosamente a mão da Swan.

—Em torno de quinze dias. Anote a data de quando a sua menstruação chegar e no dia que ela terminar, venha ao consultório. Vamos ver seus dias de fertilidade e começar um planejamento para a gravidez. – a mulher sorri por fim.

—Mas, Bree... Acha que eu consigo engravidar, mesmo com o hipotireoidismo? –

—Claro que consegue. – a doutora afirma. —Só não pode deixar de tomar o remédio, de manhã, em jejum. Todos os dias, ok? –

—Ok. – assente com a cabeça, respirando fundo.

—Só depende de você, tudo bem? Tomar os remédio certinho, fazer um exercício físico, não precisa ser nada pesado. Uma simples caminhada já ajuda, certo? –

—Certinho. – pegando a receita, a morena se levanta junto do namorado. —Obrigada Doutora. –

—De nada. – sorri se pondo de pé.

—Foi um prazer, Doutora Tanner. – o ruivo estende a mão a ela, que o cumprimenta cordialmente.

—O prazer foi meu. – de mãos dadas, o casal sai da sala.

Aproveitando o corredor vazio, a moça para, guardando o papel na bolsa.

—Meu pai me mandou uma mensagem dizendo que eles já estão no restaurante. – mordendo os lábios a jovem se posta ao lado do ruivo.

—Qual restaurante? –

—Aquele italiano, perto de casa, lembra? – negando com a cabeça a Swan rola os olhos ao sentir a mão do Cullen entrar no bolso de sua calça.

—Para de graça, Edward. – puxa o braço dele, bufando.

—Não estou fazendo nada, amor. – fingindo-se de inocente ele a olha.

—Imagine. – cerra os olhos, entrelaçando seus dedos nos dele.

Os dois param em frente ao elevador, e tediosamente esperam-no descer.

—Alice e Emmet também vão almoçar conosco? – beijando o rosto do moço, a fisioterapeuta indaga.

—Não, a mãe de Alice está ai, então eles vão ficar com ela. – explica beijando o canto dos lábios rosados.

Trocando um sorriso, os dois se encaminham para dentro do elevador vazio. Um silencio cômodo entre eles.

Sem instalando no carro, Bella prende o cinto em seu corpo, e com a cabeça encostada no vidro fita as ruas movimentadas de Nova York.

—Hmm... Adoro a comida daqui. – abrindo a porta para ela, Edward sorri olhando para a namorada.

—É boa não é? – entregando as chaves do carro ao manobrista, ele a conduz para dentro de restaurante. —Meus pais são amigos do Sirio Maccioni, por isso não saem daqui. -

—Amigos do dono e fundador? Olha, seus pais são bem relacionados. –

—Começando pelo filho. – parando em frente a balconista, a morena rola os olhos ouvindo o namorado rir. —Acompanhantes do Doutor e senhora Cullen. – o ruivo informa, mais sério.

—Você é tão bobo. – murmura seguindo com ele, até a área indicada pela moça.

—Culpa sua. Você que me deixa assim. – trocando um rápido olhar com ele, a morena prende um sorriso.

Ok, ele é muito fofo!

Chegando na mesa redonda onde os sogros estão, Bella cumprimenta os dois, antes de se sentar ao lado de Edward.

—E então, como foi no médico, Bella? – servindo um vinho branco nas taças, Carlisle pergunta.

—Foi tudo bem, Carlisle, obrigada por perguntar. – sorri ao loiro.

—Mas está tudo bem com você? – dessa vez é a sogra que lhe questiona. —O que a médica disse sobre os sintomas que estava sentindo? –

—Sim está tudo bem... –

—Não está não, Bella tem hipotireoidismo e está desregulado. – a interrompendo, Edward sibila. —A médica até aumentou o remédio dela. –

—Não exagere Edward. – o fitando a Swan ralha. —Fiquei uns dias sem tomar remédio, por isso meu TSH desregulou e consequentemente, afetou os hormônios da minha tireoide. – explica, retirando a franja da testa. —E sobre os sintomas, tudo era reação disso. Os enjoos, o sono... Tudo. –

—A partir de agora tome os remédios certinho, Bella. Mesmo não tendo nada sério, é bom se medicar corretamente. – assentindo com a cabeça, ela sorri para a sogra tomando um gole do vinho.

—Esme me contou sobre a suspeita de gravides. – as palavras de Carlisle, lhe deixam envergonhada. —Fiquei desanimado pelo resultado negativo. A ideia de ser avó me pareceu ótima. –

Por que será que ninguém consegue guardar um segredo?

Pensa, pigarreando a Swan olha para o namorado que sorri grandiosamente.

—Pode se animar então pai, Bella e eu estamos vamos ter um filho. –

—Edward... – sem jeito a moça o repreende, tendo os olhares surpresos dos sogros sobre si.

—Não entendi... O resultado não deu negativo? Ou... –

—Não, Esme. O resultado deu negativo sim. Edward que se expressou mal. Ele quis dizer que nós vamos tentar ter um filho. Claro, depois que eu controlar a minha tireoide. – explica, respirando fundo.

—Aah... – compreendendo o patriarca Cullen sorri, tomando mais um pouco do vinho. —Bom, espero que controle rápido, quero e muito ser avô. –

—Eu já disse a Bella, eu e você seremos uns babões com o bebe. – rindo os dois sorriem para a nora.

—Se seremos! – animado ele exclama, arrancando risos do filho.

Se enturmando com os pais, Edward começa a participar dos planos dos dois sobre o possível-futuro bebê.

Sorrindo Bella suspira feliz, sabendo o quão bom é, ter uma família.

[...]

Se olhando no espelho a morena arruma o vestido preto no corpo. Não está anda mal. Ele realmente fizera jus ao seu corpo magro.

Respira fundo pegando os óculos escuros de cima da cama.

Ri amarga, pondo a bolsa sobre o ombro, ouvindo mais foguetes explodirem no céu.

O dia é de comemoração para todos os Estados Unidos. Dia quatro de Julho. Dia da independência.

Mordendo os lábios a moça prende as lágrimas. Dia também do aniversário de morte de seus pais.

Está vivendo tão bem com Edward que quase deixara passar a data fúnebre. Quase.

—Amor? – ouve a voz do namorado soar no quarto. Puxando o ar com firmeza, ela o olha por sobre o ombro. —Está pronta? –

—Sim. – afirma caminhando até o ruivo. —Vamos? –

—Você está bem? – acariciando o rosto da mulher, ele questiona.

—Vou ficar melhor assim que der meia noite. – a vista fica turva de lágrimas, e fazendo uma força enorme a morena engole as lágrimas.

—Não fique assim princesa. – a abraçando, Edward deixa beijinhos na cabeça da morena. —Tem certeza que quer ir? –

—Tenho Edward. – o olhando ela limpa o canto dos olhos. —Eu preciso disso. –

—Então vamos, quero te tirar de lá o mais rápido possível. – pegando o rosto dela entre as mão, o ruivo deixa um rápido beijo nos lábios rosados. —Eu te amo, Zangadinha. –

—Eu também te amo, Edward. – sorri suspirando.

Entrelaçando suas mãos, o casal sai do apartamento.

O trajeto do elevador até o carro, é extremamente silencioso. Na rua eles observam as pessoas passarem felizes, comemorando a data especial.

Encostando a cabeça no banco de couro a morena aproveita a viajem de quase uma hora para refletir.

Desde que os pais morreram, ela nunca foi no cemitério os visitar. Nem procurou saber o que aconteceu com aqueles três ordinários.

Então ela pensara, pensara muito e quase não dormira para tomar uma decisão importante.

Está na hora de ir visitar os pais, deixar uma flor, e orar por eles. Também quer saber o que aconteceu com James, Laurent e Victória.

Só assim, só depois de fazer tudo isso, conseguirá seguir em frente e deixar aquele passado terrível para trás.

—Bella... Ainda não acho uma boa ideia você vir aqui. – parando o carro no estacionamento da pequena prisão, Edward diz.

A voz rouca não esconde a preocupação do ruivo.

—Amor, eu preciso disso. – soltando o cinto, ela afaga a face bela. —Preciso deixar tudo para trás, mas só vou conseguir se fizer isso. –

Segurando uma das mãos da jovem, ele suspira.

—Tudo bem então, de qualquer jeito, eu vou estar do seu lado. – os dois sorriem juntos, unindo seus lábios em um beijo apaixonado.

Saltando do carro, ele abre a porta para a Swan, que com olhos cerrados, analisa o caminho escuro e frio até a sala do diretor da cadeia de Hamptons.

O homem baixo, gordinho e calvo os recebe sorrindo.

Com lembranças retornando a sua cabeça Bella relembra do homem. Vagamente, mas relembra.

Já o vira antes, quando viera acompanhar seu pai no trabalho.

—Isabella Swan. – sentando ao lado do namorado, a moça chacoalha a cabeça e sorri. —Está tão parecida com a sua mãe que parece que eu estou diante de Renée novamente. – ouve as palavras dele, prendendo as lágrimas com firmeza. —Desculpe. – o homem pede, ao vê-la abalada.

—Não, tudo bem. É bom saber que me pareço com ela. – sorri, sentindo a mão do namorado apertar a sua.

—Eu realmente sinto muito por eles e por você, filha. Nenhum de vocês mereciam o que aconteceu. –

Assentindo a Swan assente com a cabeça.

—O senhor disse que... Que poderia me informar o que aconteceu com os três... Envolvidos. – erguendo o olhar a moça o encara, lendo rapidamente o crachá em seu peito.

Royce King.

—Posso sim. – em sua voz, o diretor não esconde a compaixão pela morena. —Estas são as fichas deles. –

Com cuidado Bella pegas as pastas.

—Amor, é melhor não abrir. – o ruivo a para, segurando sua mão.

—Está tudo bem amor. – garante, mais firme. —Tudo bem. – repete, tentando sorrir.

Tirando o lacre da primeira pasta, ela abre a capa, se deparando com a foto de uma mulher de uns quarenta e tantos anos. Os cabelos curtos e mau pintados, a face enrugada e caída.

Não se parece nem um pouco com a mera lembrança que tinha dela.

Respirando fundo, lê seus dados.

—Essa é a mulher que torturou sua mãe? – abraçando o ombro da morena, Edward indaga.

—É. – com a voz fraca, afirma. —Ela ainda está presa? – fechando o primeiro caderno, ela o põe sobre a mesa de madeira velha.

—Não. – Royce responde sério. —Victória faleceu em dois mil e oito, num incêndio. –

Os olhos da Swan se arregalam e por segundos ela sente um prazer inexplicável.

É tão bom saber que aquela vadia morrera de um jeito trágico.

—Tivemos um problema na penitenciária feminina, o que acabou acarretando em um incêndio. Muitas presas conseguiram ser retiradas, mas ela acabou sofrendo graves queimaduras, até chegou viva no hospital contudo depois de quatro dias, ela morreu. –

—Meu Deus... – chacoalhando a cabeça, a jovem pensa na dor que ela não deve ter sofrido.

Abrindo a segunda pasta, observa os traços do negro na foto. Sabe que é Laurent. Ele ao contrário de Victória, não mudara muito.

Envelhecera de fato, mas na fotografia não está tão acabado.

—E ele? – ainda olhando para a foto, Bella ouve a pergunta do namorado.

Ergue os olhos, e derrubando algumas lágrimas vê o homem a sua frente suspirar.

—Laurent fugiu da cadeia, mas antes, ele havia se envolvido com traficantes e sabem... Ele foi assassinado. Teve o corpo mutilado em várias partes. –

Sem nem mesmo terminar de avaliar a fixa, Bella a põe sobre a mesa.

Sabe que é errado pensar assim, mais os assassinos dele fizeram um favor ao mundo. Menos um demônio entre eles.

Tomando fôlego a moça encara a última pasta em seu colo. Sabe quem é. Só não sabe se quer olhar a foto e relembrar daquela face obscura de James.

Por anos, ele a atormenta em seus pesadelos. Aqueles cruéis e frios olhos, lhe causando calafrio de horror.

Respira fundo, e morde os lábios.

—E James? O que aconteceu com ele? –

—James faleceu há dois meses. Não foi uma morte bonita se querem saber. Ele brigou com outro penitenciário, e acabou quebrando a perna, uma fratura exposta horrenda. – ainda com os papéis no colo, a moça ouve atenta. —Os médicos daqui tentaram de tudo para fechar a ferida, porém nada adiantava e com o passar do tempo, acabou que se formou uma bicheira no local. –

Fechando os olhos, Bella processa a informação.

—Fizeram tudo o que foi possível, mas aquilo não curava. Quanto mais bicho tirava, mais eles se espalhavam. O homem sofreu por quase um ano. Até que aquelas larvas o comeram por dentro. –

—Caramba. – impressionado o Cullen murmura.

Em silencio, ela coloca a pasta em cima da mesa.

—Não quer abrir essa? –

—Não. – nega a Royce, se pondo de pé. —Muito obrigada pelas informações Royce. – agradece exibindo um sorriso forçado. —Sei que meu pai gostava muito de você. –

—Não precisa agradecer, Isabella. E seu pai... Deus, era um grande homem. –

Ouve as palavras do diretor sorrindo, seu peito se enchendo de orgulho.

—Vamos amor? – tomando folego chama pelo namorado, que de ímpeto se coloca de pé.

—Vamos sim. – deixa um beijo na bochecha da jovem, se virando para Royce. —Obrigada por tudo, foi um prazer conhece-lo. –

Os dois sorriem, ao apertar as mãos.

—O prazer foi todo meu. –

Acenando, o casal se despede do homem.

—Você está bem amor? Droga, estou começando a achar que foi uma idiotice te trazer aqui. –

Suspirando a fisioterapeuta, abraça o namorado.

—Estou bem Edward, apenas não esperava ouvir o que eu ouvi. – lubrificando os lábios com a língua, ela faz uma pausa longa. —Eles tiveram um fim de vida tenebroso e por mais que os odeie, isso é triste. –

Passando os braços fortes pelo corpo da Swan, Edward beija o alto de sua cabeça.

—Eles pagaram pelo que fizeram, amor. Não adianta ter pena de pessoas tão cruéis. – assentindo, ela encosta o rosto no peito forte do ruivo.

Fecha os olhos e respira fundo.

Seu pesadelo finalmente, está acabando.

[...]

Com uma guirlanda de flores em mãos, Bella caminha pelo caminho de pedras com o namorado.

Um pouco mais a frente, vê as plaquinhas cinza reluzirem ao sol.

—Quer que eu vá até lá com você? – parando de caminhar, Edward pergunta. A voz carinhosa e calma, como sempre.

—Não, acho que eu preciso ficar um tempo sozinha. – responde puxando o ar com força.

—Vou te esperar aqui, ok? – pondo o cabelo da morena atrás da orelha, Edward murmura. —Vou estar bem aqui, caso precise de mim. –

Assentindo, a Swan se estica para colar seus lábios nos dele.

—Amo você. – declara, entre selinhos.

—Também amo você. – os dois se olham e sorriem, soltando as mãos.

Respirando fundo, ela se afasta e meio temerosa caminha até as placas no chão.

Olha para trás, apenas se certificando de que o namorado está ali. Recebendo um sorriso dele, ela ganha forças.

Com cuidado, Bella se abaixa deixando as flores brancas no meio dos túmulos.

Seus olhos passam rápidos nos nomes incrustrados nas pedras, antes de sua vista ficar embaçada.

—Mamãe, papai. – quase que num sussurro, diz. —Quanto tempo, não é? – morde os lábios, fechando os olhos. —Sinto muito não ter vindo aqui antes, mas é que... Que antes, eu estava sozinha. – cruzando as mãos em frente ao corpo, ela se abaixa até bater os joelhos no chão. —Eu sinto tanto a falta de vocês, que me... Me faltam até palavras para descrever a dor da ausência dos dois em minha vida. – passa os dedos na bochecha, fungando. —Aconteceu tanta coisa desde que vocês se foram. Eu cresci e muito. – ri sozinha. —Já sou uma mulher. – conclui.

—Estudei, fiz faculdade... Comprei um gato. O Jerry. Mãe, você ia amar ele. E você pai, aposto que ia detestá-lo. – vagamente se lembra da alergia de Charlie, com pelos de animais. —Durante esses vinte e um anos, eu fiz coisas horríveis. Não fui uma boa pessoa e peço que me perdoem por isso. – abaixando a cabeça, Bella não deixa de se sentir mal pelo modo que tratara Ângela.

—Mas eu estava tão deprimida e com tanto medo que eu descontava nas poucas pessoas que viviam ao meu redor. – explica derramando mais lágrimas. —Mas, foi uma dessas pessoas, que fez voltar a viver. Edward... – suspira ao pronunciar o nome. —Vocês iam amar ele. Bom, pai acho que o senhor não ia amá-lo tanto. – limpando as lágrimas ela ri com o pensamento. —Edward me fez ver que a vida é cheia de desafios, e eu já enfrentei vários. – orgulhosa ela sorri. —E hoje, eu vim aqui enfrentar mais um. -

Arrumando o corpo, ela se senta na grama.

—Eu preciso seguir em frente. Deixar tudo de ruim para trás, vocês me entendem? – um soluço baixo sai de sua garganta. —Eu sempre vou levar vocês comigo, sempre vou amar e me orgulhar de vocês. Queriam que estivessem aqui hoje, mas espero que estejam em um lugar melhor. – respirando fundo a mulher ergue a cabeça, fechando os olhos por breves segundos. —Eu juro que de agora em diante, vou vir aqui com frequência... Vou tentar me redimir. – sorri de canto se levantando. —Antes que eu me esqueça... Eles pagaram. Aqueles três, pagaram pelo o que fizeram a nós três. –

Passa os dedos no rosto, engolindo o choro.

—Finalmente posso deixar isso tudo para trás. Já me sinto até mais leve. – lubrificando os lábios com a língua suspira. —Eu amo vocês, e peço que continuem olhando por mim. De onde estiverem. – passando as mãos no vestido, ela se afasta uns passos fazendo uma rápida oração.

—Hey meu amor? – abraçando a namorada por trás, Edward beija carinhosamente seu pescoço. —Você está bem? –

Soltando a respiração pelos lábios, ela se vira para ele.

Passa as mãos no rosto, e exibe um sorriso fraco.

—Sim eu estou. – sentindo uma paz interior a Swan afirma. —Isso tudo me fez bem. Estou me sentindo bem. –

A abraçando, Edward sorri.

—Fico feliz por ouvir isso. – se afasta um pouco, beijando seus lábios ternamente. —Vamos? – pergunta sorrindo.

Soltando mais um suspiro a moça entrelaça seus dedos nos do ruivo. Em silencio, eles caminham para fora do pequeno cemitério.

Sentindo aquele peso que carregara por anos em seu coração, se dissipar, Bella sente que está deixando aquele passado trágico, para trás.

Notas finais
Gente, estava tudo pronto para eu postar o capítulo, quando eu resolvi ler os anteriores e foi ai que eu percebi um erro. A Bella e o Edward, começaram a namorar no início da primavera, ou seja lá nos Eua isso é em Março. Só que os pais da Bella morreram dia 4 de Julho, e como eles iam nesse capítulo, comemorar o aniversário e tal, eu vi que se isso acontecesse eu estaria pulando o aniversário de morte dos pais dela. Confuso, né? kkkkkk Essas datas idiotas. u.u Por isso, eu fiz esse capítulo meio que correndo, só para postar hoje. Espero, mesmo com a mudança, não ter decepcionado vocês. O próximo, será melhor :) Bom lindinhas, novamente agradeço as meninas que me ajudaram, e a Saga Crep pela recomendação. :D Nos vemos em breve, ok? Fiquem beem, se cuidem (: Beijõõões da Nick :* P.S.: DESAFIOS ESTÁ CHEGANDO AO FIM, MAAAS MINHA NOVA FIC JÁ ESTÁ A CAMINHO o/ HEHEHE SE PREPAREM PARA UMA HISTÓRIA QUENTE ;) Flw...Vlw...Fui!!