Desafios

24 Estamos Juntos Nessa


Notas iniciais
Meninaas do meu Core S2 Nick vooltou ^^ Avisando desde já que o capítulo a seguir está... Interessante. u.u kkkkk Vamos ler? Vamos ler? Vamos ler? Nos vemos lá em baixo entããão... o/ Booa leituraa :D

Olhando para o celular novamente a moça bufa. Nada. Nem uma ligação perdida, ou uma mensagem se quer.

Há exatos cinco dias que não fala, nem vê o namorado. Desde o casamento de Alice e Emmet, perdera o contato com o ruivo. Este que não a procurara nenhuma vez, e obviamente ela também não o faria.

Rolando os olhos coloca o aparelho no bolso do jaleco, antes de tomar um grande gole de café.

Sentindo o corpo se arrepiar, Bella fecha a cara em uma careta ao engolir o líquido frio.

Ângela. Soltando o ar pela boca se põe de pé, caminhando duramente até a porta.

—Ângela querida. – a voz da Swan sai puro cinismo, chamando a atenção da secretária que acanhada a olha rapidamente. —Acho que eu pedi um café, não um milk shake. –

—Por... Por que? – arrumando os óculos com o dedo, ela se encolhe na cadeira.

—Porque será hein? Acho que é o copo, não sei me lembra com aqueles que a sorveteria ali da esquina usa... –

—Tem sorveteria aqui perto? –

—Ângela acorda! – estalando os dedos a fisioterapeuta aumenta o tom de voz. —O café está frio, você parece que é meio desligada do mundo. –

—Me desculpe, senhorita Swan. – de cabeça baixa a moça pede. —Se quiser, vou buscar outro agora mesmo. –

Suspirando Bella corre as mãos pelos cabelos, os pondo de lado.

—Não, tudo bem. – mais calma, responde. —Eu mesmo irei buscar. – começando a se distanciar a morena olha para a secretária por cima do ombro. —Se chegar alguém peça para esperar e avise que eu não demoro. –

—Sim, senhorita. – com um aceno de cabeça, Ângela concorda. —Esse alguém, você se refere a quem? –

Pronta para dobrar o corredor a jovem volta com passos lentos, parando em frente ao balcão alto.

—Me refiro as criaturinhas mágicas que fiaram de me visitar... É claro que é aos pacientes não é? – bate o pé impaciente, saindo da sala. —Vou começar a me comunicar com ela por meio de desenhos, quem sabe não tenho mais sucesso. – resmungando baixo aperta o botão do elevador.

Assim que as portas se abrem a jovem rolas os olhos, abrindo um sorriso forçado.

—Olá Isabella! –

Se pondo dentro do elevador, pragueja mentalmente.

Ótimo! Tudo o que precisava agora, era encontrar com o mala do Jacob.

—Oi, Doutor Black. – cumprimentando de volta, ela faz questão de frisar bem as duas ultimas palavras.

—Qual é, me chame apenas de Jacob... Somos amigos já! – cerrando os olhos, ela se afasta um passo, ao sentir a mão dele em suas costas.

—Claro. – sibila sínica.

—Então, como esteve o casamento de Emmet e Alice? Queria ter ido mas tive de ficar com Ryan e criança em casamentos, já sabe. – rindo da própria piada, ele se vira para a Swan. —Ouvi Edward comentar que você foi a dama de honra. –

—Foi lindo, e sim eu... – parando de falar a moça sente um estalo em sua mente.

“Ouvi Edward comentar”

—Ouviu Edward comentar? Quando? –

As portas pesadas se abrem para um corredor silencioso e vazio.

—Há uma meia hora... Fui entregar uns exames a Doutora Denali e ele lá. – o moreno comenta saindo do elevador. —Bom, vou ficando por aqui... Até mais. –

Acenando para Jacob, Isabella vê turvamente as portas se fecharem. Os olhos se enchem de lágrimas e o peito se contrai.

—Aff, merda! – exclama engolindo o choro. —Aquele ruivo idiota! – bate o pé saindo do elevador, assim que as portas são abertas.

Doutora Denali. Bufa caminhando com raiva até a lanchonete. Então era com ela, que ele estava.

Apertando os dentes, a jovem segue direto para o balcão. Precisa de um café bem forte, ou irá acabar explodindo de raiva.

[...]

Prendendo os cabelos em um coque frouxo, Isabella coloca a bolsa sobre o ombro antes de sair da sala.

Olhando novamente para o celular, se decepciona novamente ao perceber que Edward não deixara nenhum recado.

Cansada boceja longamente. Anda tendo péssimas noites de sono, para variar.

—Até mais senhorita Swan. – passando pela sala de espera, ouve as palavras de Ângela.

—Até, Ângela. – sorri de canto ao se despedir da assistente.

Com os passos arrastados ela se enfia no elevador, sentindo os olhos cada vez mais pesados.

É estranho como anda se sentindo tão cansada e sonolenta.

Antes, conseguia driblar as noites mal dormidas se entupindo de café e energéticos, contudo agora, não anda surtindo muito efeito.

Passando pela grandiosa recepção a moça cumprimenta alguns conhecidos, logo saindo no passeio.

A rua movimentada a desanima ainda mais ao relembrar que ainda tem de caminhar até o ponto de ônibus.

Passando na faixa de perdeste, segue na direção noroeste na W 185th St até a Wadsworth Ave.

Coçando os olhos, desvia de uma mulher que apressada, empurra um carrinho de bebe neutro. Rola os olhos.

Em Nova York, todo mundo tem pressa.

Virando a direita na Broadway, avista a plaquinha da condução a frente.

—Hey! – ouve o chamado seguido de um assovio.

Virando o rosto a morena, se depara com Jacob que sorrindo estaciona o belo carona vaga.

—Aceita uma carona? – saindo do carro, ele permanece parado em frente a porta entre aberta do motorista.

Mordendo os lábios, a jovem se sente tentada.

Está cansada de mais para esperar o ônibus, porém da última vez que aceitara a carona do moreno, ela tivera vários problemas com Edward...

Edward! Bufa rolando os olhos.

Ele que se exploda, junto com aquela loira arrogante.

—Bom eu... – cessando os passos, a jovem para de falar ao ver o conhecido automóvel preto e brilhante parar ao lado esquerdo de Jacob.

Com os lábios entreabertos a jovem quase não acredita ao ver o namorado sair do carro.

Parece que ela não o vê há anos. Suspira, contendo um suspiro sabendo que o culpado é ele.

—Obrigado por oferecer Jacob, mas pode deixar que eu me encarregarei de levar a minha namorada para casa. –

Pigarreando a jovem, retira a franja dos olhos desviando sua atenção do ruivo.

—Bella? – como se pedisse uma confirmação da mulher, o médico a chama.

—Tudo bem Jacob, nos vemos amanhã. – se despede, sentindo um longo calafrio correr por sua coluna quando o braço de Edward passa por sua cintura.

—Até amanhã, então. – acenando o ortopedista adentra no veículo novamente, dando partida antes de correr pela rua.

—Ia mesmo aceitar a carona dele? – a voz rouca do moço, faz com que todos os pelos da Swan fiquem eriçados.

Merda de corpo fraco.

Pragueja mentalmente, se afastando do Cullen.

—Ia. – a resposta curta e seca, arranca um longo suspiro do homem.

—Nós precisamos conversar. –

—Jura? – cruzando os braços, Bella bate o pé.

Não sabe se sente mais raiva, ou saudade daquele infeliz.

—Bella por favor... Não vamos brigar, tudo bem? – olhando-o de soslaio a moça percebe o quão abatido ele se encontra.

Engolindo em seco, sente o peito se apertar.

Não sabe o porquê mas, uma palidez aguda tomara conta dele, banindo aquela brancura natural e saldável da face do Cullen.

—O que você tem? – sem esconder a preocupação, dá dois passos na direção dele.

—Podemos ir para seu apartamento? Aqui não é um bom lugar para conversar. – ignorando a pergunta da fisioterapeuta, ele a questiona.

Respirando pela boca, ela concorda muda, entrando no mais absoluto silêncio no carro do namorado.

[...]

Abrindo a porta do apartamento, Bella logo acende as luzes. Deixa as chaves sobre o aparador de madeira, sorrindo ao ver Jerry adormecido em sua almofada.

—Quer beber alguma coisa? Ou comer? – sem jeito ela indaga, deixando os cabelos caírem por suas costas.

—Só uma água. – com as mãos enfiadas no bolso, o ruivo mantém seus olhos presos na morena.

Não consegue nem descrever como foi terrível os dias que ficara longe dela, sem nem menos ouvir sua voz.

Pegando um copo no armário a moça o enche com agua gelada.

—Fui ao hospital hoje. –

—Sim, eu... Fiquei sabendo. – responde baixo, entregando a ele o copo.

—Quem rompeu o noivado há um ano atrás, foi Tânya. – tomando um gole do líquido ele murmura, se sentando de frente para Bella.

—Tânya me contou isso. – apoiando as mãos no balcão, abaixa os olhos. —Só não entendo porque está dizendo isso agora, depois de dois meses de namoro e... –

—Por favor me deixe terminar. – pede em meio a um suspiro.

—A vontade. – arqueando as mãos, Bella coloca os cabelos sobre o ombro.

—Tânya rompeu comigo porque eu estava doente. –

—Hãn? Doente? – gaga ela indaga, sentindo o corpo gelar.

—Sim. – com o maxilar cerrado ele confirma.

Mantendo os olhos fixos no namorado, a morena engole em seco várias vezes, tomando coragem para perguntar.

—O que... O que você tinha? –

—No início eram só dores de cabeça, logo comecei a ficar fraco e quando vieram as convulsões... Meu pai me levou para fazer um checape e... – fazendo uma longa e dolorosa pausa, ele respira profundamente. —A ressonância magnética acusou um tumor no meu cérebro. –

Sentindo o ar ficar escasso, a morena abre os lábios várias vezes. As palavras ecoando em sua cabeça a deixam perdida.

Não. Não. Ele só pode estar brincando.

—Astrocitoma para ser mais exato. – exibindo um sorriso amarelo, ele continua.

—Qual... Qual o grau? – sentindo os membros trêmulos, a Swan questiona.

—Grau Dois. –

—Você não pode estar falando sério... – sussurra com os olhos turvos.

—Fiz a cirurgia para retirada do tumor, seguindo de radioterapia e quimioterapia... E então eu estava “curado”. – fazendo aspas com os dedos, ele tenta brincar.

—Por que não disse isso antes? – batendo as mãos na pedra do balcão a moça, sobe a voz uma oitava. —Eu te conheço a três meses e você nunca... – parando de falar Bella fica estática, recebendo um choque por todo o corpo.

“No início eram só dores de cabeça” “No início eram só dores de cabeça” “No início eram só dores de cabeça” “No início eram só dores de cabeça” “No início eram só dores de cabeça”

—Meus Deus! – exclama deixando as lágrimas caírem de seus olhos. —Meu Deus você... As dores de cabeça frequentes que.... –

—Eu sei... – a interrompendo ele afirma. —Depois do acidente que eu tive com o paraquedas, elas voltaram. Mais fortes, mais intensas... Mas eu nem imaginava que fosse algo relacionado a isso. – parando de falar por alguns segundos os únicos barulhos são emitidos por Bella, que soluça alto.

—Até que minha mãe escutou nossa conversa e me obrigou a refazer os exames. – cerrando as mãos, ele a olha. —O resultado da ressonância ainda não saiu mais Tânya disse que eu posso me preparar porquê... Astrocitoma costuma voltar e... Geralmente no Grau Quatro. –

—Isso seria... Seria... Glioblastoma... Edward, isso... Meu Deus, não! – desesperada infiltra as mãos no cabelo, caminhando sem rumo pelo apartamento. —Não, não, não... – repetindo as palavras de negação a jovem chora alto, o corpo chacoalhando por causa dos soluços.

—Bella se acalme... – segurando-a pelo braço, Edward tenta abraça-la.

—Me solta! – grita o empurrando. —Você não tinha o direito de fazer isso... Não tinha Edward! – cobre o rosto com as mãos, num pranto compulsivo. —Você sabia de tudo... Eu te contei tudo... –

—Me escuta... – tentando se aproximar, logo é impedido.

—Para! – secando o rosto, grita novamente. —Você não podia fazer isso comigo, Edward! – olhando-o nos olhos, ela diz. —Sabia do medo que eu tinha.... Sabia que eu... Eu não queria perder mais ninguém... E agora... Agora... Eu vou perder você! –

Caindo sentada no sofá, ela cobre o rosto com as mãos chorando cada vez mais alto, cada vez mais desesperada.

Apertando os lábios, o ruivo sente o coração se apertar.

Piscando demoradamente sente os olhos arderem. Engole doido, por causa do nó formado em sua garganta.

Com passos lentos, ele caminha até o sofá, sentando ao lado da Swan.

—Amor... –

—Não encosta em mim! – fecha os olhos ao ouvir o grito choroso dela. —Sai daqui Edward... Eu não quero te ver aqui... Sai! –

—Bella vamos con... –

—Sai daqui agora! – levantando o olhar ela o encara.

Por segundos os dois se olham fixamente, um podendo ver a dor dentro dos olhos do outro.

Quieto o ruivo levanta, e ainda ouvindo os soluços da namorada, sai do apartamento.

[...]

Quase cinco da manhã. Bella conclui, coçando os olhos que permanecem inchado e vermelhos.

Também, não parara de chorar desde... Engole em seco tentando banir tais pensamentos de sua cabeça.

Pegara no sono durante várias vezes no sofá, ficando adormecida por no máximo cinco minutos, e toda vez que despertava corria para procurar algum detalhe, alguma coisa que lhe mostrasse que tudo aquilo, fora só mais um de seus terríveis pesadelos.

Segurando a xícara de chá entre as mãos, toma um gole do líquido quente.

Lágrimas solitárias caem de seus olhos.

Suspirando percebe que, o fato de ter esgotado todas suas lágrimas, fora um pensamento errado.

Sempre tem mais. Sempre irá ter mais.

—Oi querido. – acariciando Jerry, a morena murmura. A voz fraca, fina e rouca.

Sinais visíveis de quem ficou um bom tempo sem falar.

—Está sem sono também? – embargando entre as sílabas a moça olha para o bichano, esperando uma resposta. —Aii Jerry... Está doendo tanto. – ainda alisando o gato, murmura. —E o pior é não ter ninguém para abraçar, ninguém pra me dizer que vai ficar tudo bem... – um soluço fundo escapa de seus lábios. —Tudo o que eu tenho é ele... Ele é a minha vida. – passando a mão no rosto, fica algum tempo em silencio. —Eu amo ele. Amo de um jeito tão forte, mais tão forte que chega a me assustar... Você entende? –

Miando duas vezes, o gato se esfrega na Swan que sorri de canto.

—É claro que intende... – se abaixando com cuidado, deixa um beijinho na cabeça do bichano antes de se levantar do sofá.

Os pés se arrastando no carpete, a levam até a estante onde ela deixa a caneca de chá ainda cheia.

Porém antes de dar as costas, e voltar para o lado de seu gato, um objeto amarelo chama sua atenção.

Curiosa ela se abaixa, pegando entre as mãos o pen drive que instantaneamente faz com que lembranças retornem a sua cabeça.

–O que é isso? – o homem se põe de pé em sua frente. A diferença de altura é notável.

–Um pen drive. – a morena bufa.

–Ainda bem que me informou, achei que fosse um pedaço de pizza, já ia até comer. – é cínica arrancando risos de Edward.

–Você é hilária Isa. — ele para. –Posso te chamar de Isa não é? Ou será que prefere Bella? –

–Srt. Swan. –

–Belinha talvez... Não Bella é melhor. — diz ignorando o pedido da médica. -Então Bella, eu quero que assista o pen drive, e amanhã me diga o que achou. —

Um sorriso se forma nos lábios da jovem, que sem pensar duas vezes conecta o pen drive na TV.

Voltando a se sentar ao lado de Jerry a moça ri ao ver a pasta designada –Doutora Zangadinha-. Fora exatamente ela, que a impedira de ver o conteúdo antes.

Suspirando se ajeita no sofá, encolhendo os pés antes de dar player no vídeo.

Vidrada na telinha, a moça observa toda a preparação no avião, a ansiedade de Edward, e logo em seguida o salto de paraquedas.

Mordendo a ponta das unhas, não deixa de notar como o ruivo está feliz nas imagens. Sorridente, alegre e excepcionalmente lindo.

É incrível como a vida é irônica e algumas pessoas tem um destino cruel.

—E ai cara o que achou? – uma voz estranha e desconhecida preenche a sala de Bella.

—Ótimo! – sorrindo feliz como uma criança em noite de natal, Edward responde já em terra firme. —Da próxima vez vai ser mais alto. –

—Sempre desafiando... –

—Claro... O mundo pertence a quem se atreve, e a vida é muito curta para ser insignificante então... Vamos viver intensamente! –

Ouvindo as últimas palavras do Cullen, a moça sente os olhos lacrimejarem.

O peito volta a se apertar, dessa vez o arrependimento misturado com o medo da perda.

Não deveria ter agido daquela forma com ele. Não deveria ter gritado. Nem o expulsado.

A dor que ele sente é bem maior que a dela.

É tão egoísta por seus medos a frente da doença... Da vida dele.

Limpando o rosto com as mãos se levanta do sofá correndo para o quarto.

Apressada veste uma calça jeans e uma regata vermelha de malha solta. Os cabelos são presos num rabo de cavalo alto, e sem se importar com meias, calça os vans pretos.

Retirando a blusa de frio que o namorado lhe dera a quase quatro meses atrás, do guarda roupas, ela sai de casa.

Não irá deixar Edward sozinho em um momento tão difícil. De maneira alguma.

E mesmo que isso lhe custe a vista, irá ficar ao lado dele em toda e qualquer situação.

[...]

Roendo as unhas Bella bate o pé impaciente. O elevador nunca demorara tanto para chegar a cobertura de Edward.

E depois do esforço que fizera para arrumar um taxi, e conseguir entrar no prédio sem ser anunciada, o que mais quer é estar perto do ruivo.

Sem nem mesmo esperar as portas se abrirem totalmente, ela se lança para fora do elevador. As mãos nervosas apertam veemente o botão do interfone, enquanto a fisioterapeuta pragueja baixinho a demora para atender a porta.

Do lado de dentro do apartamento, um Edward absurdamente sonolento praticamente se arrasta até o andar de baixo.

Coçando a cabeça, ele tenta pensar em alguém provável para a visita em tal hora.

Dando as já costumeiras palmadinhas, ele aperta os dedos nos olhos sentindo a claridade das luzes queimarem seus olhos.

—Merda! – exclama em meio a um bocejo. Parando em frente a porta, ele digita calmamente os três pares de números.

Um leve apito o avisa que a porta fora destrancada. Esfregando a mão na face, ele a abre.

—Bella? – a surpresa em sua voz é quase palpável. Sem responder a Swan se lança contra ele, o abraçando fortemente.

Dando dois passos para trás em busca de apoio, ele demora a perceber o que está havendo.

—Bella... O que...? –

—Me desculpa, por favor Edward... Me desculpe. – ainda agarrada a ele, ela pede chorando. —Eu não deveria ter reagido daquele jeito... Eu fui egoísta e grosa.... Me perdoa amor, por favor. –

Suspirando profundamente, o ruivo abraça a cintura da mulher com força. O rosto se embrenhando na volta do pescoço delicado.

Quase enlouquecera quando saíra do apartamento dela. Nunca tinha sentido uma dor tão forte como aquela, que surgira quando ele acreditara que era o fim dos dois.

—Não chora minha princesa. – segurando o rosto pequeno entre as mãos, Edward o enche de beijos. —Você não foi egoísta... Você tem razão... –

—Não Edward, não! – negando com a cabeça ela soluça. —Eu fui egoísta sim, só pensei em mim... Mas é que... Que... Só de pensar que eu posso perder você... Dói de mais... – puxando o ar com a boca a morena suspira entre o choro.

—Hey, eu estou aqui com você meu amor. – deixa um beijo em sua testa, ele a abraça. —Estou aqui. – repete a apertando ainda mais entre seus braços.

[...]

Deitada de frente para o ruivo, Bella sorri contornando com o dedo cada detalhe da face máscula.

Estavam ali a horas. Um deitado de frente para o outro, após bons momentos de prazer e amor.

Chegando um pouco mais perto do Cullen, a morena o beija. As mãos se enfiando nos cabelos macios, e os corpos nus voltando a ficar colados.

—Achei que você não fosse mais querer me ver... – com a testa colada na dela, Edward diz. Tão baixo como se aquelas palavras fossem um segredo absurdo.

—Me desculpe por aquilo. – acomodando a cabeça do Cullen sobre seus peitos, ela deixa vários beijinhos na cabeça.

—Não precisa se desculpar amor. –

Suspirando profundamente, ela sente os braços fortes envolverem seu corpo.

Como é bom ficar assim com Edward!

—Quando saem os resultados de seus exames? –

—Amanha. – pesaroso ele responde, após um tempo de silencio.

—Vou com você, é só me dizer a hora. –

—Bella... – se desvencilhando da namorada, Edward se apoia no cotovelo para poder encará-la. —Sei de tudo o que você já passou, sei o que isso resultou em sua vida então... Não quero que veja isso, ok? –

Mesmo no escuro, a Swan percebe as lágrimas nos olhos verdes. Engole doido, permanecendo em silencio.

—Não quero que perca mais ninguém, e por mais que isso me rasgue por dentro... Vai ser melhor para você se... –

—Xi... – podo um dedo sobre os lábios do ruivo, ela o cala. O polegar retirando carinhosamente a lágrima solitária que caíra das lindas esmeraldas. —Eu sei onde você quer chegar, mas não. Minha resposta é não. – lubrifica os lábios com a ponta da língua pegando o rosto de Edward entre as mãos. —Eu sei o que é melhor para mim, e vou te contar. O melhor para mim, é ficar do seu lado. – diz convicta. —Não vou desistir de você, assim como você não desistiu de mim, lembra? –

Sorrindo torto, o ruivo assente ainda emocionado.

—Conheço as consequências dessa escolha, mas eu não vou pensar no futuro quando meu presente é você. – com cuidado o puxa para deixar um selinho nos lábios finos. —Eu amo você, e não vou sair do seu lado. Estamos juntos nessa, ok? –

Fungando baixinho, Edward a beija calmamente, de um jeito ainda mais apaixonado.

—Eu também te amo. – sussurra deixando mais lágrimas caírem de seus olhos. —Amo muito, Bella. E só de saber que você está aqui comigo... –

—Vou estar sempre amor... – volta a limpar o rosto másculo com as pontas dos dedos, e com carinho deitar a cabeça dele em seus peitos. —Vou estar sempre. – volta a afirmar, o apertando mais entre os braços.

Notas finais
Quando minha amiga leu esse capítulo ela chegou perto de mim soluçando, e queria me dar uns tapas u.u Espero que vocês não reajam como ela (NA PARTE DOS TAPAS É CLARO)...u.u kkkk :P:P Vocês queriam tanto saber oq ele tem... Ta aíi!! Tenso... u.u kkkk Minhas lindas, eu ia bater um papinho com vocês maas decidi que é melhor falar tudo depois que encerrar a fic. Não vai adiantar eu explicar porque eu sei que algumas não irão entender, como já está acontecendo kkkkk Peço por favor que não me matem u.u kkkk Estamos a 16 capítulos do fim, e mesmo estando perto da reta final, muita coisa ainda vai acontecer e espero que assim, vocês consigam finalmente entender minhas ideias para fic. kkkkkkk Nos vemos ok? Fiquem bem :) Beijõõões da Nick :*