Desafios

13 De Volta Para Casa


Notas iniciais
Oi, oi, ooi galeraa :) Voltando com mais um capitulosinho, fresquinho, novinho, para as minhas lindonaas *-* kkkkkkkk Deu nem tempo de sentir saudade nee?? Eu sei u.u kkkk Prontas pro Cap? Boraa? Então, vamos laa... Boaa leituraa :D

Deslizando no banco acolchoado, Bella leva a caneca de alumínio pesada, até os lábios. O líquido morno desce queimando por sua garganta. Fecha os olhos por breves segundos, apreciando o gosto do forte Whisky.

Solta o ar pelos lábios, emitindo um breve sorriso para Alice, que assim como ela, se vê incrivelmente entediada.

—Belinha, é sério, nunca mais dou a ideia de virmos para cá. – vendo a baixinha arquear as mãos, a morena ri baixo.

—Você não tem culpa... – dá de ombros, mastigando alguns amendoins. —Quem iria imaginar que aqueles dois iam ser atraídos pela mesa de sinuca? – com sincronia as duas garotas olham em direção aos amigos, que parecem se divertirem extremamente ao lado de vários desconhecidos.

—Edward e Emmet parecem duas crianças! – exclama rolando os olhos. —Tem dias que dá vontade de enfiar os dois em um saco e despachar para o polo norte. –

Se divertindo com as palavras de Alice, Isabella solta uma breve risada.

—São amigos a muito tempo? – beliscando o canto da bochecha com os dentes, indaga. Na verdade já vem querendo saber do relacionamento dos três a um bom tempo.

—Conheci Edward na faculdade. – murmura abrindo os lábios em um sorriso. —Há uns oito, nove anos atrás... – volta a dizer, pensativa. —E Emmet, bom... Ele morava na casa de Edward, e o conheci quando fui fazer um trabalho lá. – os olhos escuros brilham saudosos. —É... Os conheço a um tempão. – conclui abaixando o semblante num suspiro.

—Vocês parecem bem unidos e cumplices. –

—Nós somos. – afirma contente. —Edward é como se fosse meu irmão caçula. Às vezes me irrita a ponto de querer estrangulá-lo. – sibila fazendo gestos comas pequenas mãos. —Mas eu dou minha vida por ele, sem pensar um vez. –

Tomando mais um gole da bebida alcoólica, Bella pode sentir o quão sincero é o amor que a baixinha nutre pelo ruivo. Chega a ser visível o laço afetivo.

—Quanto ao Emmet... – suspira passando os dedos pelos cabelos mel. —Somos completamente opostos. Eu gosto de filmes e ele de desenho animado. Amo a correria de Nova York, ele já prefere a tranquilidade daqui. Gosto do inverno, ele do verão. – cita os exemplos, deixando o dedo deslizar pela boca da caneca sobre a mesa. —Acho que são todas essas diferenças que me fazem ser tão maluca por ele. – ri bobamente. —Ele me mostra o lado bom de tudo, até das coisas que eu não gosto. Perto dele tudo fica interessante, até aqueles desenhos bobos que ele assiste... –

Uma rápida risada escapa da garganta da Swan, que permanece de olhos fixos em Alice.

—E eu sei lá, Bella, mas mesmo com gostos, jeitos e manias totalmente diferentes das minhas, Emmet me completa. Me faz ver além, consegue me tornar uma pessoa melhor e totalmente diferente do que eu era. Minha vida ao lado dele, é completamente diferente. É real, é intensa... É perfeita! –

—Nossa! – mordendo os lábios Bella se arruma no banco de couro. —Nunca ouvi alguém falar assim de outra pessoa. –

—Me desculpe por te encher com isso Bella! – pede meio sem jeito.

—Imagine... – puxa o ar firme. —Achei lindo o que disse dele. Dá para ver que você realmente o ama. Isso é lindo. – sorri docemente a baixinha, que prontamente a corresponde.

—É eu sou doida por aquele crianção. – toma fôlego se pondo de pé. —Se importa de ficar sozinha por alguns minutinhos? Preciso ir ao banheiro, sabe como é fim de mês... –

Gesticulando com a mão, a morena nega.

—Claro que não, pode ir. – lubrifica os lábios rapidamente. —Sei bem como é terrível. –

—Nem fale. –faz um rápido biquinho. —Não demoro. – sorri afagando o ombro da fisioterapeuta, antes de se afastar da mesa.

Pesarosamente exala o ar de seus pulmões. Não pode deixar de se abalar com as palavras de Alice. O tom intenso e verdadeiro por trás da voz de sinos, é comovente.

O brilho que doma os olhos escuros, quando o nome do noivo sai dos lábios da baixinha, e até mesmo o modo como ele conseguira expressar o sentimento com meras frases, deixara a Swan pensativa.

No fundo, intendo um pouco as reflexões de Alice.

Em partes se sente como a garota, em relação a Edward. Ainda mais quanto as diferenças. Mesmo tendo o conhecido a poucos dias, já sente algo pelo ruivo.

Suspira sentindo o estomago gelar, tendo a consciência de que esse sentimento a deixa vulnerável. Incapaz de pensar coerentemente quando está frente a frente com aqueles lindos olhos verdes.

Morde as unhas nervosa. Está se deixando ser guiada por um caminho desconhecido. Um caminho que, por muito tempo, deixara de fazer parte de sua caminhada.

Não que esteja arrependida pela escolha de recomeçar, contudo a nova e desconhecida vida chega a ser assustadora. O desconhecido é assustador, ainda mais para alguém que já se acostumara com o comodismo, com a solidão.

Agora ali, sentada em uma mesa no pequeno bar de uma mulher indígena, o medo, aquele terrível e doloroso medo de perder alguém volta a rondá-la.

A vida gosta de pregar peças. Dar e depois tirar.

Esfrega as mãos no rosto, tentando não ser tão realista, ou até mesmo negativa. Chacoalha a cabeça tomando um gole exagerado da bebida.

Não irá estragar seu fim de semana com pensamentos angustiantes. Estava se divertindo, e irá continuar se divertindo.

Sabia muito bem dos riscos quando aceitara ter uma nova vida, por isso não irá se martirizar por estar se apaixonando, se apegando novamente.

—Com licença? – dispersa de seus pensamentos, ergue a cabeça. Cerra os olhos ao ver um homem, desconhecido a encarando.

Passa o olhar rapidamente pela face morena, analisando o semblante jovial com traços indígenas presentes.

Morde a boca, se arrumando no banco. Meio sem jeito, retira a franja dos olhos, pigarreando.

—Sim? – a voz sai baixa, meio falha.

—Notei que está sozinha aqui... Parece entediada, achei que quisesse uma companhia. –

Surpresa com as palavras diretas do moço, abre os lábios sem saber o que responder.

—Hm, eu... – puxa o ar pela boca. —Na verdade não estou sozinha. Minha amiga foi ao banheiro, logo ela volta. – sorri sem humor, voltando sua atenção para o pote de amendoins sobre a mesa.

—Uh, mas acredito que enquanto ela não volta eu poço ficar aqui, para que não te deixar sozinha. Coreto? –

—Errado. – refuta batendo as unhas na madeira escura. —Obrigada pela atenção, mas dispenso sua companhia. – exibindo um sorriso sarcástico, rola os olhos.

—Qual é gata, não seja difícil... –

—Não seja idiota e faça o favor de sair daqui. – murmura já impaciente, apertando as mãos quando o homem se senta à sua frente.

—Vou ficar. – afirma com sorriso escarnio.

—Ok. – suspira rendida. —Você fica, eu saio. – se levanta, recolhendo rapidamente os três casacos. —Bye! – acena cinicamente, dando as costas para o moreno.

Bufa, ao sentir uma mão pesada segurar em seu braço. Lentamente se vira, encarando mortalmente o cara a sua frente.

—Ok, eu vou te dar dois segundos para soltar meu braço. –

—Ou... – zombeteiro ele se aproxima da Swan, que ao encará-lo nos olhos sente a frieza por trás dos orbes.

Engole em seco, tendo rápidos flashes em sua cabeça. A espinha fica gelada, e o corpo tremulo. Por instantes sente o mesmo mal estar que sentira a vinte anos atrás.

—Ou eu vou ensinar você a perturbar a minha mulher. – ainda paralisada Bella ouve as palavras de Edward.

Sente o corpo relaxar assim que o ruivo a abraça pela cintura. Instantaneamente o homem solta seu braço.

Pelo canto dos olhos vê Emmet se aproximar, o semblante cerrado e duro se voltando para o mesmo cara.

—Não tinha ouvido as palavras dela, cara? – deixando o taco de sinuca sobre a mesa o grandão cruza os braços peitando o moreno.

—Foi mal, foi mal... – falsamente se desculpa elevando as mãos. —Não sabia que a gatinha estava acompanhada... Aliás, ela é gostosa de mais para ficar sozinha em um bar. – lança uma piscadela para a Swan que morde os olhos, mais relaxada.

Num ímpeto, Edward se afasta dela, agarrando o desconhecido pelo colarinho da blusa.

Um tumulto se forma no pequeno estabelecimento.

—Vou te deixar ciente de uma coisa, volte a olha para ela ou simplesmente pensar nela que eu farei a questão de quebrar todos os dentes da sua boca. – pela primeira vez Bella ouvira a voz rouca do Cullen expressar raiva.

Sendo sempre amorosa, ou brincalhona chega a ser estranho vê-lo falar com tanto ódio.

—Hey, Ed, ele já entendeu o recado. – puxando o amigo pelo ombro Emmet o tranquiliza. —Não vamos arrumar confusão aqui por causa de um estúpido. –

—Olha lá como fala de mim... –

—Cala a porra da boca! – o amigo do ruivo esbraveja, fazendo o homem se calar instantaneamente.

—Acho bom ter entendido o recado, caso o contrário as coisas não vão ficar boas para você. – Edward volta a dizer entre dentes, antes de se afastar.

—Relaxa... – solta desdenhoso. —Já estava de saída mesmo. – sorri provocador, caminhando lentamente até a saída.

Rapidamente o ruivo se volta para a morena, as mãos grandes embalam o rosto com carinho. Os olhos verdes procuram os delas, demonstrando tamanho zelo.

—Você está bem, aquele idiota te machucou? – a voz rouca, volta a ficar carinhosa e doce. Soltando um suspiro, a jovem sorri, afagando com leveza o rosto de Edward.

—Estou bem, Edward. – garante. —Não se preocupe. – ainda meio contrariado, ela a braça. Sentindo os braços fortes a envolve-la, a morena se aconchega suspirando profundamente.

Com prazer se aconchega nele, sem conseguir imaginar lugar melhor para se estar.

[...]

Arrumando o cobertor de pelos sobre as pernas, Bella descansa a cabeça no sofá macio. Os olhos observam distraídos, o fogo queimar aos poucos as toras de madeira na lareira.

Solta um longo e demorado suspiro, ao ouvir o locutor na rádio anunciar com tamanha animação as duas da madrugada.

Fecha os olhos e relaxa o corpo, na tentativa de dormir. Passam-se minutos e nada. Nada do sono chegar.

Frustrada esfrega a mão no rosto, levando-a em seguida para os cabelos.

Ótimo, tudo o que precisa é de mais uma noite mal dormida.

Bufa cruzando os braços.

—Não precisa ficar zangada Bella mia, já voltei. – lançando uma piscadela para ela, Edward se aproxima do sofá com uma caneca de porcelana em mãos.

Sem conter o riso, Bella se ajeita no estofado.

—Qual a graça? – o ruivo indaga lhe estendendo o chocolate quente.

—Seu cabelo. – afirma, pegando com cuidado a xícara. —E sua cara. – completa esticando as pernas no colo dele, que gira os olhos.

—Não precisa dizer que ambos estão lindos, por que eu já sei disso. – coça o queixo jogando charme.

—Eu ia dizer que estão amassados, mas se prefere lindos... – brinca dando de ombros. Assopra o líquido quente, vendo-o soltar fumaça.

—Engraçadinha. – responde sorrindo torto. —Há quanto tempo tem problemas com o sono? – mudando de assunto, ele a questiona afagando o joelho da Swan por cima da coberta.

—Há um bom tempo. – suspira pesarosa. —Eles vem e vão. – assume cautelosa. —Voltaram a quase dois meses. – solta o ar pelos lábios. —Dessa vez está pior. – sorri sem achar graça.

Toma um pequeno gole do chocolate quente, se deliciando com o gosto.

—Você tem o que, pesadelos ou algo do tipo? –

Morde os lábios, já se sentindo desconfortável. Seus problemas com o sono, é um terreno ainda instável para se pisar.

—Sim. – sussurra. —São lembranças que voltam para me atormentar... – chacoalha a cabeça respirando fundo.

—Lembranças? – encarando as esmeraldas de Edward, solta um suspiro.

—Sim, lembranças da morte dos meus pais. – confessa com uma careta.

—Lembranças? Então... Você estava junto quando eles...? – com a pergunta de Edward no ar, a Swan abaixa a cabeça.

—Estava. – afirma num fio de voz. —Podemos não... Falar disso agora? Meu passado não é algo que eu goste de ficar lembrando. – engole em seco, evitando as lágrimas.

—Tudo bem, princesa. – sorri para ela, que esfrega a mão nos olhos. Virando no sofá deixa a caneca sob a mesa de centro, se acolhendo rapidamente no abraço de Edward.

—Desculpe por acordar você. – pede sentindo o perfume do ruivo a embriaga-la.

Fecha os olhos, relembrando de quando acordara a quase uma hora atrás, com mais um de seus terríveis pesadelos. A dor em seu peito era tanta, que nem chorar conseguia.

Se sentia perdida no escuro, com o desespero cada vez maior no peito. Até que tomara coragem e correra para o quarto de Edward, que em minutos a acalmara.

Palavras doces, afagos no cabelo, leves beijos na face húmida, selinhos carinhosos.

Uma combinação perfeita do mais perfeito tranquilizante.

—Bella, aquele dia na lanchonete eu disse que ia cuidar de você, lembra? – o Cullen diz baixo, próximo ao ouvido da jovem.

—Disse. – concorda apertando suas mãos na blusa dele. Mesmo Edward estando vestido com uma camisa de flanela, a morena sente toda a quentura que o peito dele emana.

Não consegue pensar em palavras coerente para descrever a sensação que isso lhe passa.

—Então amor. Eu vou cuidar de você, ainda mais quando estiver precisando de mim. Eu vou estar com você Zangadinha. – garante deixando um beijo na testa da fisioterapeuta. —Você pisou em um chiclete bem grudento quando me conheceu viu... É quase impossível, me tirar do seu pé agora. – a risada dela não é alta, contudo Edward já a sente mais relaxada.

—Eu não quero tirar mesmo. – dá de ombros, subindo com a mão até a nuca do ruivo que sorri torto.

—Gosto de você, Zangadinha. – declara com os olhos conectados com dela. Carinhosamente deixa um beijo na ponta do nariz da Swan, que sorri bobamente.

—Também gosto de você, Edward. – sua fala não passa de um sussurro. Embrenhando os dedos nos cabelos macios dele Bella o puxa para unir seus lábios em um beijo rápido e intenso.

Com uma música baixa e de toque lento preenchendo a sala, iluminada apenas pela lareira, Edward arruma a coberta por cima da Swan, abraçando-a ainda mais.

Encosta seus lábios nos dela mais algumas vezes, sentindo pela primeira vez o medo de não poder proteger sua Zangadinha, para sempre.

[...]

Dobra a última peça de roupa e a ajusta na mala, antes de fechar o zíper barulhento. Deixa o corpo cair sentado na cama, e meio triste olha rapidamente pelo quarto.

Não quer ir embora. Queria ficar ali, naquela cabana. Com Emmet, Alice. E ele. Edward.

Suspira, com o coração acelerado ao pensar no ruivo. Aquele ruivo, chato, metido, lindo e galanteador que fizera do seu fim semana um sonho.

Solta um risinho bobo, se lembrando da manhã divertida que tivera jogando cartas com Emmet, Alice e Edward.

Ficaram horas num jogo, que rendera vários “apelidos” trocados entre Edward e Emmet, que como a baixinha dissera parecem duas crianças quando juntas.

Não pode negar que rira, rira muito na verdade a ponto de ficar com dores na barriga.

Depois de Alice vencer os três com uma grande vantagem, tomaram café da manhã na sala, assistindo ao desenho animado, favorito dos garotos.

Liga da Justiça.

Rola os olhos se relembrando da briguinha entre Edward e Emmet, que se formara assim que o ruivo decretara a preferência pelo herói Flash, enquanto o amigo se indignara defendendo com fervor o Batman.

Alice postas no meio dos dois, mandava a cada segundo um calar a boca obviamente sem sucesso, até que acertando uma almofadada na cara de cada um, conseguira o silêncio.

De fora, Isabella se divertirá horrores. Fora a primeira vez em anos que passara uma manhã tão gostosa.

Manhã, que não fora diferente da tarde. Logo após almoçarem os quatro saíram em busca de trenós ou patins, para curtirem o domingo.

Mas, visitaram as três lojas de alugueis de equipamentos e em nenhuma encontraram os objetos disponíveis.

Obviamente voltaram para o chalé sem nenhuma ideia do que fazer, até que Edward a entrada da cabana acertara uma bola de neve no ombro da Swan.

Logo, estavam os quatro novamente, fazendo uma longa guerra com bolinhas de neve. E novamente em anos, pode sentir como é bom se divertir na neve.

Diversão essa, que terminara deixando todos encharcados, que após tomarem banho, voltaram a se reunir na sala.

Onde Edward e Alice logo caíram no sono, o que resultou em uma longa e divertida conversa entre a morena e Emmet.

Pode perceber ai, o quão legal o grandão é. E até se comovera com a história de Emmet que contara a ela sobre o abandono da mãe quando era criança.

Ficara morando só com o pai, que era jardineiro na mansão do Dr. e Sra. Cullen, que o acolheram prontamente quando ficara órfão, perdendo o pai para a bebida.

No fundo, se identificara com Emmet, por ele também ter ficado sem os pais sendo tão novo. A diferença é que não tivera pessoas boas como os pais de Edward, para ajudá-la.

Exala o ar pelos lábios, coçando a testa. Num impulso se põe de pé, puxado o casaco preto de cima da cama.

Lentamente o veste, abotoando-o preguiçosamente.

—Toc. Toc. – sorri de lado, ao ouvi a voz de Edward soar no quarto.

Gira nos calcanhares deixando seus olhos se guiarem até ele. Juntos, trocam um rápido sorriso.

—Você deveria perguntar “Quem é?” – brinca caminhando em direção a Swan.

—Por que? – questiona segurando o cachecol de lã.

—Ora, por que... – os orbes esverdeados rolam, e um sorriso estampa os lábios finos do Cullen. —Não conhece a brincadeira do “Toc, Toc”? –

—Ai, Edward! – exclama se preparando para enrolar a tira fofa no pescoço. —Você é meio perturbado. –

—Sabe o que me deixa perturbado? – mudando de assunto, ele a puxa pela cintura. —Seu pescoço... Meu Deus, seu pescoço é uma tentação. – fala distribuindo beijinhos pela pele quente e perfumada.

—Aii, faz cócegas! – rindo a fisioterapeuta o empurra. —E deixe de ser tarado. – empina o queixo, ajustando o cachecol em seu pescoço.

—Bella nós sabemos que a tarada aqui é você. – cruza os braços. —Até assumiu que anda tendo sonhos calientes comigo. –

Bufa rolando os olhos.

—Eu não assumi nada! – bate o pé, o encarando.

—Então quer dizer que é verdade? – o Cullen ri safado, piscando para ela.

—Não! – exclama corando. —Aff, você é tão besta! –

—Sabe que quando você cora, fica ainda mais sexy! –

Cobrindo o rosto com as mãos, Bella se controla para não rir. Sabe que tudo não passa de uma brincadeira, no entanto, gosta de se fazer de difícil.

—Depois a tarada sou eu! – morde os lábios dando as costas para Edward que ri alto.

—Você tenta esconder que está caidinha por mim... – ainda parada ouve os passos dele na madeira. —Mas não consegue! – pousando as mãos na cintura da jovem, o ruivo sussurra no ouvido dela, deixando-a arrepiada.

—Pare de falar bobagem, e faça algo útil! – se vira para ele, espalmando as mãos no ombro forte.

—Algo útil, tipo tirar sua roupa e te tacar na cama? – questiona luxurioso. Mesmo sentindo a brincadeira, a Swan consegue capitar uma certa vontade no timbre.

—Não Edward, algo útil tipo levar a minha mala para o carro! – corrige rolando os olhos.

Uma risada alta é emitida pelo ruivo.

—Tudo bem... Mas a proposta ainda está de pé! – murmura pegando com extrema facilidade a mala de cima da cama.

—A minha também. – afirma sentindo seus dedos serem entrelaçados pelos dele.

—A do casamento, a dos sonhos calientes... –

—A de arrancar sua língua e te jogar do teleférico. – o interrompe, saindo com um Cullen risonho do quarto.

—Você não teria coragem, Zangadinha. –

—Rá, rá... – finge um riso. —Não duvide. – empina o nariz.

—Tão sexy e selvagem essa minha doutora... Oh Deus! – ouvindo a frase de Edward, não consegue segurar o riso.

—Você é tão bobo... O que eu faço com você hein? – esfrega a mão livre nos cabelos revoltos do homem, que sorri largamente.

—Tenho algumas ideias em mente, se quiser posso te contar, ou melhor mostrar! – lançando uma picadela, ele deixa um breve selinho nos lábios da Swan.

—Tonto! –

—Linda! – replica para a fisioterapeuta, ajudando-a descer os degraus da varanda.

Um sorriso bobo, estampa os lábios do casal que vai em direção ao carro grande estacionado em frente a cabana.

—Vou por sua mala, no porta malas, já volto. – assentindo com a cabeça, Bella sente o corpo se aquecer com o beijo deixando por Edward em seus lábios.

Suspira feliz. Imensamente feliz na verdade.

Ainda parada ao lado do carro, vê Emmet e Alice saírem do chalé. A baixinha segue andando elegantemente até se postar ao lado da Swan. Enquanto Emmet, tranca a porta frontal.

—Então, tudo pronto? –

—Tudo sim. – colocando as mãos no bolso do casaco, reponde a Alice que sorri abrindo a porta do carro.

Emmet e Edward, logo se juntam as duas.

—Não estão esquecendo nada, não é? – Edward indaga revezando o olhar entre os três. —Emmet, pegou sua mantinha? – brinca recebendo um empurrão do amigo.

—Sim, estava junto com a sua, não lembra? – o ruivo ri, devolvendo o empurrão.

—Só não derrubo você aqui e te enterro na neve porque estou com frio! – o grandão sibila dando a volta no carro, para se postar no banco do motorista.

Com a ajuda de Edward, Bella logo se instala no veículo quente. Passa o cinto de segurança pelo corpo, ouvindo a discussão infantil dos amigos.

Ainda replicando ao Cullen, Emmet sai com o carro da vaga. Olha rapidamente para o chalé, já saudosa do fim de semana que passaram ali.

Suspira profundamente se acomodando no banco confortável.

É, hora de voltar para casa!

Notas finais
ÉE agora estamos voltando para Nova York... Coisas novas virão... Bella se abrindo mais... Descobrindo coisas do passado do Ed... Mais aventuras.... Mais Emmet e Alice... e o Jerry!!!! o/ kkkkkkk Meninaaas do meu S2, nos vemos em breve, espero que tenham gostaado do capítuloo :) Se cuideeem, e tenham um bom fim de semana! Beijõõões da Nick :*