Notas iniciais
Lindezas tô de voltaa o/ Como vocês estão? Ansiosas pelo capítulo?? Boom se siim, fico feliz em anunciar que.... ELE JÁ ESTÁ DISPONÍVEL! kkkkkkkk Deixarei vocês lerem, conversamos lá em baixo... Boa lietura :D

Pelas frestas da cortina, o sol entra acanhadamente no quarto escuro. Bolos de roupas se misturam no piso de madeira, em uma bagunça total.

Na cama, o casal ressona tranquilo, tendo aos seus pés o preguiçoso Jerry.

Se virando lentamente, a morena arruma sua cabeça no travesseiro confortável. Solta um bocejo longo, voltado calmamente para o mundo dos sonhos, até que, uma música alta a desperta.

Assustada ela coça os olhos, sentando na cama inda grogue. Corre uma das mãos pelos cabelos bagunçados, enquanto tateia a outra pelo criado mudo.

—O que foi? – ainda de olhos fechados o ruivo a questiona. Soltando mais um bocejo, nega com um aceno de cabeça antes de atender o celular.

—Alô. – a voz sair fraca e extremamente rouca, sinais claros de uma pessoa que acabara de despertar.

—Não acredito que você estava dormindo, Isabella! – cerra os olhos ao ouvir a voz alta de Alice. —Tem noção de que horas são? –

—Alice, eu já estou acordada a muito tempo. – diz interrompendo a baixinha. Voltando a deitar na cama, ouve o bufar da moça.

—Muito tempo, tipo cinco minutos? –

—Lógi... – interrompe sua fala para bocejar novamente. —Lógico que não. – completa coçando os olhos com os dedos.

—Aham... Acho que você se esqueceu de que hoje é o meu casamento, e a senhorita é a minha dama de honra! –

Fecha o rosto em uma careta, praguejando baixinho.

Claro que esquecera do casamento. Esquecera completamente.

Levantando da cama num pulo, acerta com o travesseiro no namorado.

—Alie eu não esqueci, apenas... Perdi a hora e... Olha eu vou me arrumar e ligo para você em uma hora... – olhando no relógio digital percebe o quão atrasada está. —Não uma hora não. Te ligo em vinte minutos ok? –

—Isabella se você se atrasar... –

—Eu não vou. Vinte minutos, tchau. – sem dar chances para a amiga responder, a Swan desliga o celular o tacando para a cama. —Edward, acorda! – chama vestindo uma calcinha e uma blusa. —Desculpe, meu querido! Desculpe! – segurando Jerry entre os braços, enche a carinha do bichano de beijos, após sentar sobre sua calda.

Ouvido o miado baixo do gato, a morena o põe no chão, antes de se voltar para Edward que, permanece adormecido.

—Edward, acorda! – o chacoalha de leve. —Edward! – falando o nome um pouco mais alto, o empurra com força.

Rola os olhos ouvindo os protestos do namorado.

—Edward, você tem cinco minutos para levantar daí e trocar de roupa... Anda! – pegando uma toalha no armário, Bella corre em direção ao banheiro.

Ligando o chuveiro ela retira com agilidade as poucas peças de roupas que vestira recentemente.

—Por que me acordou tão cedo? – se enfiando de baixo do chuveiro, a moça passa as mãos pelos cabelos deixando seus olhos livre para vagarem pelo corpo do namorado.

Morde os lábios, se arrepiando ao vê-lo todo nu.

Encostado no batente da porta, a face do ruivo permanece amaçada, assim como os cabelos revoltos.

Seria até meio infantil, se ele não tivesse um membro deliciosamente grande e grosso entre as pernas.

Pigarreando baixinho, a Swan chacoalha a cabeça passando o shampoo pelos fios longos.

—Estamos atrasados Edward. – enxaguando os cabelos, ela murmura.

—Atrasados para que? – começando a se esfregar, Bella volta sua atenção para Edward que não esconde nem um pouco o desejo em seus olhos.

—Casamento. Alice e Emmet. – arregalando os orbes ele a encara.

—Merda, é verdade... – rindo a moça retira a espuma de seu corpo.

—Fiquei de ligar para a Alice em vinte minutos e dizer que já estou indo encontra-la, e você tem que ir buscar seu terno e os meus vestidos, na Kleinfeld. –

—Isso... – um bocejo interrompe a frase do Cullen que, com passos lentos adentra no banheiro. —Isso é moleza, faço isso em meia hora no máximo. –

—Claro... Você deve ter se esquecido que moramos em Nova York, e o transito daqui é um verdadeiro caos. – esfrega a mão no rosto, retirando o excesso de água. —E que eu preciso estar com esses vestido antes do meio dia, senão eu não irei ver o anoitecer. –

—Bom ainda temos... – dando dois passos para a direita ele se estica para poder ver as horas no relógio digital sobre o criado mudo. —Uma hora e meia. – dá de ombros parando em frente a namorada. —Tempo suficiente para uma rapidinha. – pondo as mãos nas cinturas dela, ele a pressiona na parede.

Um gemido de surpresa sai dos lábios da morena. O contato de suas costas com o azulejo gelado a faz ofegar.

—Edward me solta, já estamos atrasados. – o empurrando ela se desvencilha dos braços fortes. Rapidamente se enrola na toalha. —É bom andar logo ai e ir trocar de roupa, temos menos de dez minutos. –

Fechando a porta a moça corre pelo quarto. Não pode negar que a proposta do ruivo, é tentadora. Nada mais animador do que uma rapidinha de manhã, contudo se tratando do namorado, aquela transa não seria nem de perto uma “rapidinha”, e ficariam ainda mais atrasados, o que seria pior ainda, se tratando de Alice.

[...]

Rodando na cadeira macia Bella fita o enorme teto de gesso. É incrível como a massa branca parece absurdamente cara.

Tamborila os dedos nos braços da cadeira, suspirando profundamente. O estomago fundo de fome a faz se ajustar no acento.

Devido seu atraso de manhã, não comera nada, apenas tomara um copo de suco de maçã, dado por Edward.

Na realidade o que ela queria era tomar um bom copo com café puro e forte, contudo o namorado não fizera vista grossa.

—Ai Bella, estou tão nervosa! – girando o rosto a moça olha para Alice, que como ela, tem a face coberta por uma máscara verde clara.

—Alice ficar ansiosa é normal... É uma grande data para vocês e depois de anos de noivado, bom... Apenas relaxe! – sorri tentando lhe passar confiança.

—Não Bella, não é ansiedade. – cerrado os olhos encara a baixinha. —Quero dizer, um pouco é sim, mas... Estou nervosa de um jeito diferente, entende? –

—Não. – responde cruzando as pernas. —Tente ser mais clara. –

—Estou com medo! – afirma mordendo as unhas.

—Alice, vai estragar suas unhas. – ralha puxando a mão da amiga. —Medo do que exatamente? –

—Medo da mudança. – exclama aflita. —Emmet e eu nos damos tão bem morando cada um em seu apartamento, somos felizes, nos completamos, nos amamos... Eu quero dizer, e se o casamento mudar tudo? –

—Alie, é claro que o casamento vai mudar tudo. – rola os olhos, fazendo uma breve pausa. —Vocês vão passar a conviver mais, dividir uma casa, muita coisa vai mudar. –

—Você não está ajudando. – lamuria arrumando a touca elétrica na cabeça. —Eu tenho medo de ter uma... “Overdose” de companhia, não sentir mais aquela saudade... Brigas e o sexo, droga... Vai ficar fácil demais. –

Ouvindo a voz chorosa de Alice, a fisioterapeuta suspira. Se esticando, acaricia o ombro da amiga.

—Olha, é fato que vocês vão passar mais tempo juntos, e por isso as brigas vão acontecer sim, mas Alice, você sabe que ter a companhia de quem a gente gosta é a melhor coisa não é? Ou vai me dizer que quando você está com Emmet, você não sente que não precisa de mais nada ou ninguém? – em silêncio a baixinha a encara. —Brigas vão acontecer sim, mas o sexo “fácil demais”. – faz aspas com os dedos, antes de continuar. —Vai servir para deixar a reconciliação mais fácil, e mais divertida até... Porque vocês vão ter mais locais para se conciliar de vez. –

Piscando para a moça, a vê sorrir mais relaxada.

—Dá para ver o quanto vocês se gostam, e eu duvido que vocês irão cair na rotina. O casamento pode mudar muitas coisas, ou simplesmente mudar tudo, mas eu duvido que ele vai mudar esse sentimento que une vocês. –

—Ai, tem razão! – deixando as mãos caírem no colo, a baixinha suspira. —Tem toda razão... Acho que conversei de mais com a minha mãe nesse mês que ela passou aqui. – brinca fazendo a Swan rir.

—Está melhor? –

—Sim amiga, obrigada. – agradece sincera. —Fui tola por me preocupar com isso. – arrumando o corpo na cadeira Alice pigarra. —Só eu sei como esperei por hoje. Quanto eu sonhei com isso... –

—Pois então, pare de se preocupar com bobagens, e curta! Hoje o dia é seu! – trocando um rápido sorriso, o toque do celular de Alice, põe um ponto final na conversa.

Respirando fundo a moça, leva o aparelho até o ouvido.

—Alô. – a voz sai doce, contudo um pouco impaciente. —Oi mamãe... Não, o que? – cerrando os olhos a baixinha fica quieta por alguns segundo. —Não acredito! – exclama fazendo uma careta. —Bom, mande a Shira jogar fora ou doar, eu sei lá... Não o quero. – mais um silencio longo preenche o quarto. —Tudo bem mãe, só se livre dele, ok? Tudo bem, até mais. –

Apertando o laço do roupão a Swan vê a expressão de Alice ficar séria novamente.

—Algum problema? –

—Te contei sobre Rosalie Hale? – negando com um aceno de cabeça a fisioterapeuta, permanece quieta. —Pois bem, a conheci na faculdade e nos tornamos amigas. Assim que conheci Emmet na casa de Edward eu contei para ela. Disse que tinha achado ele lindo, fofo e tal... Ela muito cínica, sabendo que eu já estava afim dele, se aproximou de Edward apenas para conhecer o Emmet, e então veio me contar na maior cara de pau que havia se apaixonado, e que sentia muito por mim. –

—Ual! – exclama podendo sentir a raiva de Alice a cada palavra dita.

—Mais isso não foi o pior não... Ela teve a coragem de dizer ao Emmet que eu estava o usando apenas para fazer ciúmes em Edward, e que eu só estava interessada em dinheiro. – bufando ela cruza os braços. —Enfim, depois de meses eu consegui me explicar e deixar bem claro que era tudo invenção daquela cobra, claro que antes disso nós saímos nos tapas umas três vezes... –

—Caramba... – Bella solta rindo. —Então era a essa traição a que você se referia? –

—Quando? – sem se lembrar a baixinha indaga.

—Quando fomos para Lake Placid, se lembra... Até que você me convidou para ser sua dama de honra... –

—Ah é... Sim, era a isso mesmo. – afirma pegando a garrafinha de água de cima da aparador de cristal. Levando-a aos lábios, Alice toma goles rápidos. —Agora minha mãe ligou e disse que o último item da minha lista de presentes, foi entregue para as cerimonialistas e que o cartão estava assinado elegantemente pelo Sr. e Sra. Hale e sua queridíssima filha, Rosalie. –

—E você mandou jogar fora? –

—Claro. Vou aceitar um presente daquela... Arg! Não quero nem ver aquilo na minha frente! –

—Bom, entendo sua reação contudo eu agiria de outra forma. –

—Como assim? – sem saber onde a amiga quer chegar, Alice a questiona.

—Bom, eu aceitaria o presente e depois mandaria um cartão agradecendo. – dá a ideia para a baixinha. —Te garanto que isso vai te fazer sair por cima, e ainda irá deixar a tal Rosalie cuspindo fogo. –

—É uma boa ideia! – batendo palminhas a moça sorri. —Mas eu não quero nada que venha dela. –

—Você pode doar, conheço várias instituições de caridade que iriam ficar agradecidas com o gesto. –

—É Bella... Você está certa! – se levantando da cadeira Alice abraça rapidamente a amiga. —Obrigada por mais um concelho sábios! – agradece sorridente.

—Imagine... Não foi nada. –

—Bom, eu vou ligar para Shira antes que ela se livre do presente. – rindo animada a baixinha se afasta.

Suspirando Bella se acomoda no acento, feliz por poder ajudar a amiga.

[...]

Durante meses, vira a correria de Alice, as ligações recorrentes para as cerimonialistas. Os vários detalhes na decoração, as tantas provas no misterioso vestido de noiva, a escolha do local para a recepção, cerimônia e festa, e por várias veze se perguntara se tudo aquilo era realmente necessário.

Contudo, parada no meio do salão reservado para a recepção do casamento, percebe o quanto valera a pena todo o esforço.

Mesmo com os vários convidados já presentes a moça, pode observar o luxo e requinte na decoração toda branca, dourado e vermelha.

As orquídeas vermelhas, as toalhas de mesa de seda francesa com belos bordados, as colunas de cristais com iluminação fluorescente... Tudo, cada detalhe da recepção se unindo a mais bela arquitetura do salão do The Plaza.

Levando a taça de champanhe francês aos lábios, se relembra da conversa que tivera com o sogro, onde ele lhe contara o grande esforço que fizera para poder reservar os salões para os noivos.

“Disse as cerimonialistas que eu pagaria o dobro dos aluguéis, mas mesmo assim, recusaram. Tive de ligar pessoalmente para o gerente e só assim, conseguimos as reservas.”

—Finalmente eu te encontrei! – sorri ao reconhecer a voz rouca de Edward, lentamente se vira até deixar seus olhos caírem pelo namorado.

Suspira encantada com o traje formal. Acostumada a vê-lo sempre despojado, não deixa de ser um pouco estranho, ver aquele corpo esbelto coberto por um smoking preto e elegante.

Se aproximando dele, apoia a mão livre nos ombros apenas para alcançar os lábios finos em um beijo rápido.

—Acabei de descer, estava me arrumando até agora. – informa, sentindo o braço forte enlaçar sua cintura.

—Devo dizer que toda essa demora valeu muito apena. – infiltrando o rosto no vão do pescoço da Swan, Edward diz deixando rápidos beijinhos pela pele perfumada.

Sorrindo a moça se controla para não infiltrar as mãos pelos cabelos do namorado, estes que pela primeira vez, se encontram arrumados.

—Você está linda amor. – elogia a namorada, correndo os olhos mais uma vez pelo corpo da fisioterapeuta.

Num vestido de cetim Vermelho Scarlet, tomara que caia e de comprimento longuete a moça ficara realmente deslumbrante.

Os cabelos soltos e ondulados, jogados de lado com um ar despojado e ao mesmo tempo, elegante, combinaram perfeitamente com a maquiagem leve na face nevada.

—Bom, ainda terei mais duas paradas no salão. – informa fazendo uma careta.

Rindo, o ruivo ajusta com carinho a pulseira de ouro no pulso fino da jovem.

—Aposto que irá ficar ainda mais linda. – deixando um selinho nos lábios da Swan, ele elogia.

—Obrigada amor. – passando as mãos na face do Cullen, cerra os olhos desconfiada. —Você está gelado, e suando... Está passando mal? –

—Não princesa, só uma leve dor de cabeça, coisa normal... –

Chegando por trás, Esme interrompe as palavras do filho.

—Quem está com dor de cabeça? Você Edward? – pondo uma das mãos na testa do ruivo, a mãe não esconde sua preocupação. —O que você tem? –

De fora do assunto, Bella percebe uma troca de olhares entre os dois. Cerra os olhos, sabendo que, há algo de errado.

—Mãe, não é nada, ok? Eu estou bem e... –

—Bella meu amor, se incomoda se eu roubar Edward um instantinho de você? –

Absorvendo as palavras da sogra, a moça não deixa de reparar no quão linda a ruiva se encontra. Os cabelos presos num coque elegante, o rosto maquiado realçando ainda mais os olhos claros, e o vestido de renda azul petróleo, mostrando com seu corte sereia o belo corpo de Esme.

—Não, tudo bem. – se afastando um passo, ela sorri forçada.

—Logo eu volto, meu amor. – segurando o rosto delicado entre as mãos ele a beija castamente.

—Prometo não demorar para devolvê-lo. – a mulher brinca, antes de puxar o filho para longe.

Desconfiada a morena, volta a tomar mais um pouco do champanhe.

Obviamente há algo acontecendo. E é claro que irá fazer o namorado lhe contar tudo.

—Realmente fantástica a decoração, não é? – passando a língua pelos lábios, a morena observa por soslaio, Tânya se aproximar.

O ar petulante da jovem, é quase palpável.

—Como vai Isabella? –

—Muito bem, e você? – com um rápido aperto de mãos as duas se cumprimentam. Mordendo os lábios a Swan, não deixa passar despercebido a beleza única da loira que se encontra em um belo vestido preto. —E sim, está perfeito a decoração. –

—Ótima. – um sorriso desdenhoso se abre na boca desenhada. —Não posso negar está um pouco... Enfeitada de mais, contudo conheço o gosto peculiar de Alice. –

Chacoalhando a cabeça a Swan, toma mais um gole da bebida.

—Pelo que vejo, você é a dama de honra dela. –

—Sou sim. – deixando a voz seca a morena concorda.

—Se tornaram muito amigas, pelo visto. – passando as mãos nos cabelo dourados, a médica volta a falar. Lenta e elegante a voz da moça, é fria como uma pedra de gelo.

—Sim, Alice é incrível. – sorri forçada.

—No tempo em que Edward e eu namoramos, ela foi uma bela pedra no meu sapato. Acho que nunca gostou de mim. – faz uma pausa ainda de olhos fixos na Swan. —Porque quando terminei com Edward, ela me disse coisas horríveis e foi absurdamente grosseira. –

Respirando fundo, a moça sente as palavras de Tânya lhe afetar lentamente.

“Quando terminei com Edward”

Então fora ela quem terminara o noivado?

—Aquela baixinha... Tsc. Tsc. Tsc. – estala a língua, suspirando por fim. —Bom, acho que eu já vou... Detesto casamentos, vim aqui apenas para cumprimentar Carlisle e Esme, porque pelo o que me parece eles tem um grande apreço pelo filho do jardineiro. – um riso rouco é emitido pela loira. —Quero dizer, o Emmet. –

Cerrando os dentes a Bella se aproxima um passo de Tânya.

—Tenho a mais absoluta certeza de que os noivos sentirão uma imensa falta sua... Não vá, fique. – deixa a ironia domar sua voz, sente a mulher lhe lançar um olhar superior.

—Ora... –

—Senhorita Swan? – respirando fundo, a morena se vira deparando-se com uma das cerimonialistas de Alice.

—Sim? –

—A equipe de beleza está a sua espera, precisa refazer a maquiagem, moldar o cabelo para o penteado e pôr o vestido para a cerimônia. – educadamente a mulher a avisa.

—Claro, irei subir em um instante. – informa sorrindo. —Foi muito bom revê-la, Tânya. Agora se me dá licença preciso me retirar. – não esconde o cinismo em nenhuma sílaba dita.

—Tem toda, Isabella. –

Dando as costas para a médica a Swan caminha entra os convidados com a cabeça borbulhando.

Precisa ter uma longa e esclarecedora conversa com Edward.

[...]

Com o buque de Alice em mãos, Bella deixa seus olhos correrem pelas orquídeas vermelhas. Naturais as flores tiveram pouco de brilho dourado incrustrados em suas pétalas delicadas.

Tão lindas e únicas!

Pensa suspirando. Erguendo a cabeça, encontra seu reflexo mais uma vez no espelho. O vestido longuete Scarlet fora trocado por um longo, sereia de cor Venetian Red.

Os cabelos devidamente presos de lado, com belos cachos nas partes soltas.

Mas na verdade está pouco se importando com sua aparência. Tudo o que quer é que todo aquele espetáculo acabe logo para que possa confrontar o namorado.

—Está na hora! Está na hora! Está na hora! Está na hora! – ouvindo o cantarolar animado de Alice, levanta a cabeça deparando-se com a amiga completamente pronta para o altar.

Abre os lábios, observando os detalhes do belo vestido de organza e cetim. A silhueta de sereia e o decote de ombro a ombro, a deixara com belas curvas.

A cauda longa com cristais pequenos e delicados que sobem pela saia e corpete, o deixara mais romântico.

Realmente os quarenta mil dólares investidos foram bem gastos.

—Alie, seu vestido é lindo! – exclama a encarando.

—Você achou? Não está muito apagado, ou sem graça? –

—De jeito nenhum, é perfeito e... Meu Deus! Você está linda! – elogia a baixinha, ao mesmo tempo em a mãe da mulher adentra na sala.

—Ai meu Deus! – tapando os lábios com as mãos a mulher vibra. —Filha, como você está linda... Tão perfeita! –

Não deixa de sorrir ao notar o carinho nas palavras de Susan que é realmente a versão mais velha da filha.

Alta, magra e elegante, a mulher tem os fios no mesmo tom de mel, assim como os olhos que são escuros, moldados por belos cílios longos.

—Obrigada mãe! Estou tão ansiosa! – comemora saltitante.

—Vou confirmar com a equipe presente na cerimônia para ver se está tudo certo. – Shira, a líder da equipe de cerimonialistas avisa a Alice antes de se afastar, falando no rádio pequeno.

—Alice eu estava doida para te ver querida! E esse vestido? Não me lembrava que ele fosse tão perfeito! –

—É um modelo exclusivo da Pnina Tornai! – vê a baixinha dizer orgulhosa.

—Ele valeu cada dólar... É magnífico! –

Mexendo na pulseirinha em seu pulso, não deixa de sentir uma leve inveja ao ver Alice com a mãe.

Poder disfrutar de um momento tão mágico como seu casamento, e dividi-lo com sua mãe é algo inexplicável. E algo que, ela nunca poderá desfrutar.

[...]

Desde que se encontrara com Edward no altar, não trocaram uma só palavra. Sério, quieto e tenso, ele ficara absurdamente diferente depois da conversa com a mãe, o que só aumentara a curiosidade da morena.

Durante toda a cerimônia, ele se manteve quieto, assim como nos cumprimento aos noivos, e na subida até o salão reservado, voltando a falar apenas em seu discurso para o brinde.

Sentada na mesa a moça vira a festa se arrastar por entre as horas. Como manda a tradição Alice tacara buque, o qual caíra direto em um bolo de mulheres histéricas, que pareciam depender das flores para viver.

Resultado: Acabaram destruindo as belas orquídeas.

Logo após o feito, o casal se despediu seguindo para a suíte do hotel, onde segundo Alice eles ficariam até o horário do voo para Paris.

Suspirando abre a porta do carro de Edward, vendo o namorado se despedir dos pais mais à frente.

Se apoiando no automóvel a morena retira os sapatos altos, sentindo os pés protestarem.

Com cuidado adentra no veículo, fechando a porta com cuidado antes de passar o cinto por seu corpo.

Cansada tenta relaxar o corpo. O dia não fora nada fácil.

Morde os lábios, ouvindo a porta do passageiro ser aberta e em um baque ser fechada.

Por longos minutos os dois permanecem em silencio. Um silencio nunca presenciado antes entre eles.

—Nós precisamos conversar. – a moça diz, tomando folego e coragem.

—Bella agora não é o momento... –

—Edward não me venha com essa, ok? – se virando para ele, ela o corta. —Você está estranho, está acontecendo alguma coisa que eu sei, e você não quer me contar. – cruza os braços o encarando.

—Não está acontecendo nada Bella. – com o maxilar cerrado, o ruivo responde.

—Está sim, e eu quero saber o que é. –

—Já disse que não é nada! – frisando bem as palavras ele a encara pelo retrovisor. Os orbes verdes que sempre calorosos permanecem frios, sombrios, opacos.

Engolindo em seco, a moça se encosta no banco, soltando um longo suspiro.

—Ok. –

Passando na rotatória da Broadway, logo o carro adentra na Henry Hudson Pkwy, onde ainda em silêncio o ruivo paga o pedágio seguindo para a Arlington Ave e Dodgewood Rd, chegando por fim em Riverdale.

Assim que o carro é estacionado em frente ao prédio já conhecido, Bella solta seu cinto rapidamente.

Os dedos alcançam a bolsa no banco de trás, e calçando os sapatos a moça se prepara para descer do carro.

—Bella... –

—Não Edward! – empurrando a mão do rapaz ela o afasta. —Não me venha com ‘Bella’. – coloca a franja atrás da orelha para poder encará-lo melhor. —Eu sei que tem alguma coisa acontecendo, não sou idiota ok? – arqueia as mãos suspirando. —Mas eu não vou te pressionar, se não quer me contar... Tudo bem, é direito seu. – engolindo em seco, sente a garganta se prender e um nó. —Mas eu fui sincera com você, te contei tudo, absolutamente tudo sobre mim, mesmo isso me doendo a alma, eu o fiz. – morde os lábios fazendo uma breve pausa antes de continuar. —E a única coisa que eu esperava, é que você agisse do mesmo modo comigo. –

Tomando fôlego a jovem destrava a porta do carro luxuoso.

—Mas eu estou vendo que não, então... Não me venha com ‘Bella’, porque eu já cansei disso. – a voz embargada pontua palavra por palavra, e sem esperar uma resposta do namorado, a fisioterapeuta sai do carro, fechando a porta com uma batida forte.

Notas finais
Eeeeh finalmente eles casaraam *---* Emmet e Alice S2 Queria ter feito tudo mais detalhado e tal, mais se eu fizesse o cap ia ficar grande de mais e noop! rs Meninas, já estamos no capítulo 23 e está na hora das coisas engrossarem... Bom e elas vão!! kkkkkkkk Espero que tenham curtido, e capitado as coisinhas no ar...kkk Nick já vai... Fiquem beeem :3 Beijõõões da Nick :*