Desabafos De Uma Adolescente Francesa
6 Confusões em minha mente.
Notas iniciais
Terminamos de almoçar e fomos pra biblioteca. Lá o Henrique contou tudo que tinha acontecido a Luisa. Ela ficou surpresa, olhando pra mim e pro Henrique com cara de assustada.
- Mas.. Mas.. Vocês? Eu não consigo acreditar, alguém me belisca por favor.
- É verdade Luisa, o pior é que é verdade. — disse o Henrique com cara de tristeza.
- E o que vocês vão fazer?
- Nada, não temos nada pra fazer. O que tu queria que a gente fizesse? — perguntei
- Não sei, mas, você gosta dele, Amel?
Fiquei calada, tentei falar, mas não consegui. Travei. Ele ficaram olhando pra mim com cara de interrogação. Eu estava muito confusa, eu sentia muito a falta do Wallace, mas não tinha a certeza se eu ainda gostava dele ou não. E o Henrique era especial pra mim, eu não podia responder essa pergunta nem com "sim" nem com "não". Eu ficava calada enquanto eles me olhavam. Pra minha salvação o Pedro estava achegar nesse exato momento, e iria me livrar de ter de responder a pergunta da Luisa.
- Então gente? Vocês sumiram depois do almoço, procurei vocês feito um maluco. Tenho chocolate vocês querem? — disse ele sentando-se ao meu lado — Gente, que caras são essas? Eu tô atrapalhando?
- Não! Claro que não! Magina! Me dá um pedaço de chocolate vai. — disse eu, pra evitar de responder a pergunta da Luisa.
Ficamos conversando até a hora da aula, na hora de sair eu e o Henrique ficamos por ultimos, a bibiloteca estava cheia de gente e a porta é minuscula, tinhamos que fazer fila pra conseguirmos sair. O Henrique estava atras de mim na fila, não me dirigiu a palavra em nenhum momento, apenas colocou suas mão sobre meus ombros. Depois da aula, fui pra casa com a Luisa, como faziz todos os dias. Entrei em casa, joguei a mochila na cama e fui tomar um banho. Enquanto tomava banho meu celular tocou, eu corri toda molhada, de toalha pra atender, ninguém nunca me ligava então com certeza era algo importante.
- Amel?
- Oi Herique!
- Você tá onde?
- Em casa, porque?
- Eu vou ai, chego em 10 minutos. Acho que a gente precisa conversar.
- É, eu também acho. Pode vir.
Desliguei o telefone, voltei pro banheiro pra terminar de tomar banho, não deu tempo nem de me trocar, ele chegou eu estava apenas com um short e sutiã.
- Espera Henrique, eu ainda não estou vestida.
- Pode abrir a porta assim mesmo — disse ele rindo
- ahaha, engraçadinho. — disse eu terminando de vestir a blusa e abrindo a porta — Entra.
Ele entrou, sentamos no sofá, eu ofereci comida e bebida, ele não aceitou. Disse que tava ali apenas pra falar comigo.
- Porque você não respondeu a pergunta da Luisa hoje na bibilioteca? — disse ele olhando fixamente nos meus olhos
- Bem... É que... Eu... É...
- Responde Amelie, você gosta de mim ou não?
- Eu não sei!
- Não sabe? Como assim?
- Eu sinto muita falta do meu ex sabe? Mas eu não sei se isso que eu sinto é amor ou apenas saudades dele sabe? E eu sinto alguma coisa por você Henrique, eu juro. Só não sei dizer o que é, você me despertas sensações que eu nunca senti em minha vida. Aquele beijo que você me deu foi diferente de qualquer beijo que eu ja recebi em toda minha vida, eu me senti nos teus braços, como se você fosse meu dono. Eu nunca me senti assim Henrique, eu namorei 2 anos com o Wallace e nunca me senti assim quando beijava ele. Eu tô confusa, tô muito confusa Henrique. Desculpa.
Nesse momento eu senti lágrimas rolarem pelo meu rosto. Ele enxugou minhas lágrimas e me abraçou. Eu não conseguia controlar meu choro, queria parar mas não conseguia, ele me consolava e enxugava minhas lágrimas.
- Desculpa Amel, eu não sabia disso...
- Você não precisa pedir desculpas. Só me dá um tempo, pra colocar meus sentimentos em ordem.
- Ok, eu dou o tempo que você precisar — disse ele sorrindo.
- Mas tem um problema Henrique...
- Problema? Qual?
- A Paula...
Ele deu um longo suspiro e olhou a hora, já era tarde e ele precisava ir pra casa. Levei-o até a porta, ele se despediu de mim com om leve beijo na testa e foi embora. Fui dormir, mas não consegui. Pensei em tudo que tinha acontecido naquele dia, e tentei organizar a bagunça que estava dentro de mim. Ainda não tenho a resposta que o Henrique quer. Mas estou menos confusa.
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