Passou-se uma semana, com aquela mesma rotina, levantar, pegar o ônibus, ir pra escola, almoçar, pegar ônibus, voltar pra casa, tomar banho, dormir. Sempre pensava sobre mim, e o Henrique. E tudo que tinha acontecido naquela semana. Acho que eu já tinha uma resposta pro Henrique, mas estavamos de férias, era carnaval, então eu liguei pro Henrique, combinamos de nos encontrar em uma sorveteria que havia perto da minha casa. Quando cheguei lá o Henrique já estava.

- Você veio voando Henrique? Eu moro aqui do lado, você que mora mais longe chegou primeiro — disse eu rindo

- Você sabe o quanto essa resposta é importante pra mim Amel, vim o mais rápido que pude.

Me sentei, peguei em sua mão, olhei em seus olhos, me aproximei e dei um leve beijo em seus lábios. Olhei pra ele e sorri. Ele estava com uma cara de assustado super engraçada. Eu começei a rir da cara dele e ele me olhando com uma cara de quem não estava entendendo nada, eu ria cada vez mais, e ele sem entender nada.

- Do que você está rindo Amel?

- Da sua cara! — quase não consegui falar de tanto que ria

- Que cara?

- Essa! — disse eu rindo mais ainda

- Você ainda não me deu a resposta!

- Dei sim.

- Deu?

- Claro que dei, o beijo foi a minha resposta.

Ele ficou olhando pra mim, por vários minutos, sério. Acho que estava pensando em alguma coisa, nãao quis interromper seus pensamentos, fiquei ali, olhando pra ele também.

- Então.. Quer dizer, que você gosta de mim?

- Uhum — disse eu balançando a cabeça como quem diz "sim"

Ele sorriu, da forma mais linda e sincera que eu já vi alguém sorrir em toda minha vida, ele ficava lindo sorrindo, eu não hesitei e lhe dei um abraço bem forte. Ele retribuiu o abraço. Depois, olhei no relógio e ja era tarde, precisava ir pra casa, nos despedimos com um abraço. Ele parecia dizer alguma coisa, mas não disse. Fui pra casa, Arleth não parecia muito bem.

- Que foi Leti?

- Ah, nada Amel, só estou um pouco enjoa... — disse ela correndo pro banheiro, pra vomitar.

- O que foi que você comeu Leti?

- Eu não comi nada, eu estou tão enjoada que não comi nada desde ontem a noite.

- Isso é estranho... — disse eu, quando escutei um barulho vindo do banheiro — Menina! Você caiu? O que foi que aconteceu?

- Eu não sei... Eu me senti tonta e cai.

- Vamos, levanta. A gente vai pro hospital agora mesmo. — disse eu pegando na mão dela

- Mas Amel...

- Sem "mas", vamos agora.