Notas iniciais
https://youtu.be/u80seh4qWJQ-Hope se vinga dos seus bullys.

P.O.V. Hope.

É realmente hard-core. Ter que viver essa vida dupla.

Mas, o que realmente me ajudou foi a Escola Salvatore. Uma escola para o sobrenatural, estive matriculada lá desde a primeira série. Mas, agora estou formada e estou pronta para ir para o mundo. Talvez.

Quando somos jovens nos ensinam a diferença entre um herói e um vilão, bem e mal, o que pode ser salvo e uma causa perdida. Mas, na verdade, a única verdadeira diferença... é só quem está contando a história. Meu nome é Hope Volturi.

Eu venho de uma linhagem muito longa de vilões das suas histórias. Sou filha de um lobisomem e uma vampira, neta de uma bruxa malvada. Aqueles que sabem minha verdadeira identidade, me chamam de Tribrida. Sou a única da minha espécie.

Como muitos que vieram antes de nós, não somos todos bons, não somos todos maus, mas somos todos diferentes. E gostando ou não qualquer um de nós pode pirar, perder o controle e tornar-se o vilão da história de outra pessoa. E é por isso que temos as regras.

Regra número 1. Ninguém pode saber quem realmente somos ou o que podemos fazer.

Regra número 2. Não se aproxime dos moradores locais. Quando nos abrimos para estranhos temos o risco de expor nossos segredos.

Então, agora que já estou formada no colegial e na faculdade, escolhi a cidade de Los Angeles para viver. Pensei que uma cidade grande seria mais fácil de me misturar, me esconder. Mas, tenho uma casa no campo onde posso ir para... liberar o estresse.

P.O.V. MacGyver.

Meu nome é Angus MacGyver, sou um agente que trabalha para uma organização extra-oficial do Governo americano chamada Fênix. Há alguns meses se mudou para a casa ai ao lado uma garota. Ela é linda. Tipo, linda de um jeito impossível. Ninguém é lindo daquele jeito.

—O que foi Mac? Pensando na vizinha gata?

—Ninguém é tão lindo assim. Bozer ela parece uma boneca. Uma boneca de porcelana.

—Alguns são abençoados. Com o dom da beleza, como eu.

Todos rimos. Só o Bozer.

—Talvez você só esteja afim da vizinha bonitona e esteja com medo de dar a investida.

Ai, o Jack só fala besteira.

—Olha, sei que você ainda está chateado pelo o que aconteceu com a Nasha, mas nada te impede de seguir em frente. Só você mesmo.

Estudei a rotina dela, todo dia ás nove da manhã ela corre vinte quilômetros na mesma rota que eu. Tentei puxar papo com ela, mas ela simplesmente sorri, concorda e vai embora. Ás vezes ganho um aceno de cabeça.

—Ás vezes ela é tímida.

Ela trabalha de garçonete numa lanchonete no meio do quarteirão.

—Vamos lá na lanchonete. Quero conhecer essa garota.

—Sim vamos.

A Matty tinha um marido e agora o marido dela tem outra família, outra esposa, uma filha e portanto ela não era mais casada. O ex-marido dela era agente infiltrado numa organização criminosa e o disfarce dele ajudou a desmantelar a organização.

—A Matty precisa de um hambúrguer com milk-shake.

E fomos a equipe inteira para a lanchonete.

P.O.V. Bozer.

Cara, ela era gata. Realmente ninguém era tão lindo deste jeito. Estava usando um uniforme de garçonete, os cabelos que eram de um tom cobre presos num rabo de cavalo e tinha o crachá escrito seu nome: Hope.

—Oi loirinho. É o meu melhor cliente e ainda não sei seu nome.

—É Angus. Angus MacGyver.

Ela deu risada.

—Vou dar um jeito do meu chefe colocar esse seu nome num hambúrguer. Então, vão querer os cardápios?

—Sim por favor.

Ela trouxe os cardápios para nós. Eu pedi refrigerante com bata-frita e hambúrguer. Ela nem perguntou o que o Mac queria, só trouxe.

—Explosão de pasta de amendoim com chantily no fundo e um misto quente.

—Uau! Ela sabe o pedido de cor.

—Ele é o meu melhor cliente.

Então, a garota colocou a mão no pescoço e disse:

—Ai.

—Obrigado, você está bem?

—Estou. E quem são os meus novos clientes?

—Estes são o Jack, Riley, Matty, Lyanna e meu melhor amigo Bozer.

—É um prazer conhecê-los.

Então, uns idiotas começaram a jogar coisas nela. Gelo. Ela ignorou, mas na última vez... ela pegou o gelo na mão. Tipo, pegou no ar e olhou bem para eles.

P.O.V. Hope.

Posso sentir a minha magia negra dentro de mim. A natureza busca um equilíbrio, minha magia branca, de luz é estonteantemente poderosa e a magia negra é equivalente. Não posso matá-los, posso fazê-los se ferrar.

—Foi um prazer conhecê-los.

—Igualmente.

P.O.V. MacGyver.

Eu vi aquela coisa no pescoço dela, na base do pescoço veias negras. Algum tipo de toxina?

—Hope.

—Pois não?

—Você está doente?

—Não se preocupe comigo.

Ela foi tirar a mesa e os idiotas estavam lá.

—Ei, bela roupa. É realmente fofa.

Eles jogaram um Milk-Shake nela.

—Ops! Foi mal.

—Faltam sete pratas.

—Não. Isso são as suas gorjetas, sete pratas a menos pelo serviço porcaria que nós recebemos. Ok, caras vamos vazar.

Eles entraram no carro e foram embora.

—Você está bem?

—É só Milk-Shake. Eu vou colocar na máquina e isso vai sair. Mas, obrigado pela preocupação.

P.O.V. Hope.

Finalmente é chegada a hora. Esses idiotas vão me pagar.

Connor dirige um carro vermelho vintage, mas eu dirijo um Bentley. Estou transbordando de magia negra, dói como o inferno. Se eu não purgar eu morro. Mas, ás vezes eu acho que seja melhor eu morrer. Não sou suicida até porque eu sou imortal, mas acho que eu nem deveria ter existido pra começar.

Quando penso em todas as doideiras que me levaram a nascer. Meu avô é um vampiro que se apaixona por uma humana e então... Boom, bebê milagroso. Mamãe. Meu pai vive mais de mil anos, faz rituais estranhos para se tornar um híbrido e minha mãe é traída pelo namorado e acaba num bar bêbada onde papai estava caçando. E então... eles tem uma coisa de uma noite só e de novo... Boom! Brecha, bebê milagroso. Como alguém ser um milagre e um erro ao mesmo tempo? Me pergunto se minha mãe já se perguntou isso também.

Minha família lutou com unhas e dentes para me manter viva desde o momento em que souberam da minha existência, mas o universo está tentando me matar desde antes de eu nascer para restabelecer o equilíbrio da natureza. Sou grata que eles lutaram com tanto afinco, mas eu tenho tanto poder que pode me matar.

Ninguém deveria ter tanto Poder assim.

Eles estavam dando uma festa na escola, era tarde da noite. Connor e seus amigos idiotas do time de futebol estavam com as líderes de torcida. E estavam lavando aquele carro idiota dele.

—Glass uli da tour, Glass uli da tour...

Fiz a água congelar sob o vidro e então... todos os vidros se estilhaçaram. O para-brisas, as janelas.

—Meu carro! Meu carro! O que fez com o meu carro!?

Connor tava surtando.

—Isso é bom. Mas, vai ficar melhor.

Posso compelir. Compelir estes idiotas a fazerem tudo o que eu quiser, mas agora... eles são apenas bucha de canhão.

Desci do meu carro e quando eles me viram tiraram uma onda com a minha cara.

—Esta é uma festa particular e você não foi convidada, garçonete.

—Não se preocupe. Eu tenho uma aflição e vocês vão me ajudar com ela.

Respirei fundo e senti quando meus olhos mudaram de cor, eles recuaram e eu deixei tudo sair. Como uma onda, uma rajada de energia que os atingiu em cheio. E todos eles caíram...

—Mortos.

Menos o Connor.

—O que diabos...

—Estou com tanta fome Connor. Você nem imagina.

Ele tentou correr. Mas, eu era mais rápida.

—Não pode correr mais que eu mané!

Peguei o que sobrou do carro dele e joguei do outro lado do estacionamento.

—Não pode lutar contra mim. Você, vai... morrer.

Ele implorou, chorou como uma criança.

—Por favor, por favor.

—Não tá tão durão agora né, amor? Obrigado Connor por me prover o alivio e o alimento que eu precisava.

Afundei minhas presas no pescoço dele. Sem dó. E drenei-o até a morte.

Para acobertar enfiei agulhas e uma droga nova nas veias dele. E dos amiguinhos dele. Sabia o que a polícia ia procurar e dei a eles um caso encerrado. Um bando de adolescentes que se drogou, e alguns morreram de overdose, os outros se mataram uns aos outros. Peguei as sete pratas que aquele babaca me devia.

—Obrigado amor.

Dei um jeito nas câmeras de segurança da escola e fui embora.

—Pela primeira vez, não me sinto culpada depois de me purgar.

P.O.V. Matty.

É o vigésimo destes aqui em Los Angeles. Uma droga desconhecida que faz as pessoas se matarem. A polícia já não sabe mais o que fazer, então deram o caso para os federais que deram para nós.

—O que sabemos?

—Os olhos das vítimas não existem mais.

—Como assim?

—O relatório do legista diz que eles sofreram uma hemorragia no cérebro, mas isso é pouco para descrever. Os olhos destes garotos viraram uma pasta. Seus órgãos internos viraram líquido. Isso não é apenas uma droga. Isso é ácido. É como se esses jovens tivessem tomado um super-ácido.

—Tem como eu examinar algum dos cadáveres?

—Sim. Trouxeram um.

Assim que o Mac bateu o olho no corpo, o reconheceu.

—Meu Deus! Isso é horrível. Mas, é ele. O cara da lanchonete que agrediu a Hope.