Depois do amanhecer
19 Que crime é esse?
P.O.V. MacGyver.
O cadáver estava mumificado. Não tinha um pingo de sangue.
O corpo do Connor não como os dos outros estudantes havia sido drenado. Havia um ferimento feito por algo pontudo no pescoço.
—Um vampiro matou o Connor.
—Vampiros não existem Jack. Além do mais os buracos no pescoço indicam duas incisões com dois objetos diferentes. Se fosse um vampiro seriam dois buracos, nós temos quatro.
Estudamos os outros cadáveres, mas apenas o de Connor havia sido drenado.
—Riley, o que temos?
—Deu muito trabalho para recuperar o vídeo. Estou nisso á meses, quem quer que tenha danificado o hardwere sabia o que estava fazendo, mas eu consegui recuperar as imagens da câmera de segurança da escola.
—Então coloca pra passar.
P.O.V. Riley.
Quando eu apertei o play...
—Caramba! Não... isso não é possível. Vou analisar o vídeo para ver onde se editaram alguma coisa.
Era a garçonete. Hope. Aquela luz azul saiu de dentro dela e matou todos os adolescentes na festa, ela jogou um carro longe com as mãos! E ela sumia num lugar e aparecia no outro, mas ela definitivamente matou o Connor.
—Descobre onde ela mora e vamos fazer algumas perguntas.
—Aqui. Tenho o endereço.
Quando Hope abriu a porta estava de pijama.
—Angus. Você está na minha casa.
—Sim, precisamos ter uma conversinha.
Disse Matty.
—Algum problema minha senhora?
—Na verdade tenho algumas perguntas.
Matty entrou sem pedir licença.
—Ei! Você não pode simplesmente invadir a minha casa! Já ouvir falar em pedir licença? Educação mandou lembrança.
Nós entramos e a casa era uma coisa... era um apartamento enorme cheio de velas e livros velhos pra caramba.
—Como você sabe onde eu moro?
—Nós fazemos as perguntas.
—Eu não sou criminosa!
E nós não fomos os únicos a aparecermos. Outro cara apareceu.
—Eita, hoje é dia. Vladmir. O que foi?
—Não vai me convidar pra entrar? Quem são seus amigos?
—Não acho que sejam meus amigos. O que você quer?
—Não vai me convidar a entrar?
—Ahm.
Ele olhou pra ela, mas não passou da porta.
—Sabe o que eu sou certo?
—Sei.
—Então, eu preciso que diga em voz alta.
—Meu pai disse pra não te deixar entrar.
O homem era pálido, cabelo era loiro, bem loiro, platinado ele era tão belo quanto a Hope.
—Sim. A rixa, mas isso são águas passadas.
—Eu sei que o Stefan está aqui.
O clima entre eles era tenso.
—Me pegou.
—Ele não vai passar e nem você vai.
—Você é esperta. Eu soube que um amigo seu morreu, se matou. Henry. Minhas mais sinceras condolências.
—Henry está bem.
—Não. Isso não é possível. Alguém como ele não sobreviveria a uma queda daquelas.
—Eu disse que ele tá bem.
Havia algo subentendido, algo nas entrelinhas.
—Oh, sua garota levada. O seu pai sabe sobre isso?
—Agora ele sabe. E minha mãe. Ela não ficou muito feliz, mas Henry estava encrencado e eu fiz para ajudá-lo.
P.O.V. Matty.
Tá, já chega desta lenga lenga.
—Eu tenho perguntas e quero respostas.
—Não é problema meu Dona. Agora, se vocês me derem licença, eu tenho que me vestir, tenho que trabalhar.
—Você não vai pra lugar nenhum.
Coloquei o computador na mesa e apertei o play, ela ficou chocada, mas disfarçou.
—A senhora nunca ouviu falar em edição de vídeo? Como aqueles memes da internet. Sim, eu sei do massacre, sim, eu estava na festa, mas fui embora assim que vi que estavam usando drogas.
—Este vídeo foi escaneado e examinado mil vezes pelos melhores entre os melhores e eles constataram que não foi adulterado.
Ela respirou fundo.
—Então os seus melhores dos melhores, precisam de aprimoramento. Isso ai é claramente falso. Tanto quanto os dragões do Game of Thrones.
—E o que houve com o garoto que se matou? O tal Henry.
—Ele não se matou. Ele tentou, mas fracassou, graças á Deus. Vou até ali trocar de roupa.
P.O.V. Hope.
Isso não é bom. Realmente quem quer que seja essa mulher ela tem os melhores dos melhores, para conseguir recuperar o vídeo.
—Quero uma explicação.
—Eu não acho que esteja preparada pra isso. Não sei se qualquer um de vocês está.
O que eu faço? Não vou conseguir mentir e eu sei como os humanos funcionam.
—Tente.
Respirei fundo e falei mais pra mim do que pra eles.
—O que eles não entendem, eles temem e o que eles temem, eles tentam destruir.
—Eles quem?
—Vocês. Apenas pergunte.
—O que diabos foi que aconteceu neste vídeo?
—Eu. Mas, não é algo que eu goste de fazer. É algo que eu preciso fazer. Então, vamos começar do começo. Vocês vão achar isso difícil de acreditar.
—Tente.
P.O.V. Riley.
Ela tava muito nervosa. Andando em volta, passando a mão na testa, entrelaçando os dedos.
—Todas as histórias que já ouviram, tem uma parte da verdade. Então, meu nome é Hope Amara Cullen Volturi. Minha vó paterna praticamente inventou a magia negra. Ou seja ela era uma bruxa. Minha mãe é uma híbrida meio humana, meio vampira e ela vem duma família influente e poderosa. Meu avô paterno era neto do primeiro lobisomem do mundo. E meu pai é... Alecssandro Volturi. O primeiro híbrido de vampiro e lobisomem do mundo.
—Espera ai. Está me dizendo que vampiros existem?
—É.
—Se seu pai é lobisomem, sua mãe é vampira e sua vó é bruxa... isso te torna o que?
—Um mítico show de horrores Tribrido.
—Tribrido?
—É. É o que eu sou. Sou filha de um lobisomem e uma vampira, neta de uma bruxa. E todas essas três coisas passaram adiante fazendo de mim uma híbrida de três criaturas diferentes. Tribrida.
—E o garoto que morreu?
—Ele não simplesmente morreu. É uma parte do processo.
Ela explicou tudo.
—Então, deixa eu ver se eu entendo... seu sangue transforma lobisomens em híbridos de vampiro?
—E meu beijo transforma Príncipes em sapos. Talvez. A teoria ainda não foi testada. Mas, sim. Meu sangue transforma lobisomens em híbridos.
Ela começou a chorar. Era choro de desespero.
—Não adianta chorar agora. Devia ter pensado nisso antes de matar todos aqueles inocentes.
—Inocentes?! Você não sabe nada! Eles me fizeram passar pelo inferno! Além do mais, seu povo se mata aos milhares por nenhuma razão, eu fiz aquilo pra me purgar, porque eu preciso. Mas, admito desta vez... eu realmente gostei de ver o Connor e seus amigos sofrerem.
P.O.V. MacGyver.
Ela jogou o cabelo para o lado e eu vi que a infecção subcutânea tinha sumido.
—Sim. Como eu disse, eu precisava. Minha magia negra é tão poderosa que é tóxica, até pra mim. Se eu não coloco pra fora, ela me mata. A infecção subcutânea, como chamou é o primeiro sinal de que é hora de purgar.
—E precisa matar pessoas inocentes pra isso?
—Eles não são inocentes. Quem não tem teto de vidro que atire a primeira pedra minha senhora. Bom, senhorita. Agora que deu ruim com o seu ex-marido. Sinto muito.
Ela parecia realmente sentir muito.
—É porque eu sinto.
—Espera, está lendo a minha mente?
—Estou. Eu gosto de ficar perto de você. Gosto de ler a sua mente, você é... a pessoa mais fascinante que eu já conheci. E olha que eu conheço uma galara ein?
—Me diz o que eu to pensando agora.
Falou o Jack.
—Picles. Você deve ter sofrido algum tipo de trauma na cabeça. Você tem a mentalidade e o processamento cognitivo de uma criança de dois anos.
P.O.V. Matty.
Seres sobrenaturais. Vampiros, bruxas e lobisomens? Tenho que chamar uma equipe tática.
—Como eu disse, o que vocês não entendem, vocês tentam destruir. Façam o que quiserem comigo, mas deixem a minha família em paz.
A equipe veio e ela veio sem apresentar resistência.

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