Depois do amanhecer
17 Shattered-Despedaçado
P.O.V. Diana.
Enquanto a Hope vai crescendo fica mais claro que precisa da mãe. Apesar de meu irmão Alec ser um pai esforçado, ele não parece interessado em procurar a cura para a maldição de Renesmee. Estou me esforçando muito, porém ainda não faço ideia de como desfazer o encantamento para libertar os lobisomens crescentes. Ou Renesmee e sendo assim, a mãe continua sofrendo com a ausência da filha e vice-versa.
A única oportunidade que tem de ver a criança é uma vez por mês durante a noite de lua cheia. E simplesmente não podemos pedir ajuda externa. Nossos inimigos são muitos e aumentam a cada hora.
E para tornar tudo ainda pior, os lobos estão sendo caçados.
P.O.V. Félix.
Eu cheguei e encontrei o caçador.
—Você vai me fornecer a exata localização de cada uma destas armadilhas!
Tentei avançar, mas ela chegou primeiro.
—Renesmee.
Toquei nela, porém quando se virou...
—Perdoe-me pensei que fosse outra pessoa.
—Sei bem quem eu pensei que eu fosse.
—Sabe onde ela está?
A mulher olhou nos meus olhos e falou algo que eu temia ouvir.
—Vendo o que os caçadores fizeram, as armadilhas, o sangue, se ela não está com a filha... então, amor ela está morta.
P.O.V. Renesmee.
Quando acordei estava numa tumba. No maldito cemitério! De volta á Volterra. Presa num círculo de sal. Então, vi aquele pessoa.
—Me diga porque estou aqui e porque estou presa?!
Ela jogou o lençol encima de mim.
—Usei a magia para te trazer até aqui e me ajudar.
—Delilah, eu preciso ver a minha filha.
—Você vai, mas vai fazer algo pra mim antes.
Eu continuava batendo naquela coisa tentando quebrar a barreira, mas não funcionava.
—Delilah, me deixa sair daqui agora ou eu juro por Deus que eu te mato!
—Você pode tentar ou podemos conversar civilizadamente.
Disse me jogando uma muda de roupas e uma bolsa de sangue.
—Você magicamente me sequestrou na única noite em que posso ver a minha filha! Não me fale de ser civilizada!
—Te trouxe aqui para te ajudar.
—Jane te pediu á meses para quebrar esta maldição e você negou!
—A bruxa regente não pode ser vista fazendo favores para os Volturi. Ou podemos nos ajudar.
Eu estava bebendo a bolsa de sangue então não dava pra responder.
—Olha, eu tenho acesso ao Poder dos Ancestrais. Posso canalizar o poder da bruxa que criou esta maldição e quebrá-la. Você pode ficar livre, Renesmee.
—Com uma condição, eu presumo. Desembucha.
—Tem uma bruxa de Florença que odeia que sou regente, ela tentou me assassinar. Se eu retaliar estarei começando uma guerra civil entre as bruxas e não quero fazer isso.
—Florença?
—Não é a cidade, é um bairro.
—Então, me diga quem você quer morta.
Dei a ela um chumaço do meu cabelo.
—Você está completamente oculta, nenhuma magia vai conseguir te rastrear. O nome da bruxa é Karen Wen. Ela tem um café em Florença, ela estará lá até a noite. Enquanto a vela queimar sua maldição não estará ativa.
—E quando bater um vento forte?
—Minha magia protegerá a chama. Mas, terá de trabalhar comigo.
Ela me soltou e eu avancei.
—Muito bem, mas se eu virar um lobo esta noite antes de ver a minha filha... virei atrás de você, Delilah e vou te estraçalhar.
—Quando o sol nascer amanhã e você ainda for você. Vai me dever um pedido de desculpas.
—Você tem duas horas. Faça logo.
Fui atrás da bruxa, eu a matei com muita facilidade, mas para escapar do Coven tive que estraçalhá-los por inteiro. Matar o Coven todo, comecei a sentir meus ossos quebrando, estava me transformando. Não!
Mas, de repente, parou.
—Acabou.
Amanheceu e eu ainda era bípede.
P.O.V. Matheus.
Onze cadáveres e muita gente irritada.
—Eles acham que foram os vampiros, mas todos os meus homens estavam no bar ontem á noite. Alguma ideia de como isso é possível?
P.O.V. Renesmee.
Cheguei e nocauteei a Diana. Jack estava acorrentado.
—Me fala, cadê o cretino do meu marido?
—Renesmee! Veio se desculpar por suas transgressões?
—Faz alguma ideia do que tirou de mim?!
Avancei encima dele. Ele torceu meu braço, mas eu chutei a cara dele.
—O mesmo que tentou tirar de mim. A chance de criar a nossa filha, sua punição é cabível ao seu crime.
—Meu crime? Sua família estava destruindo a vida dela!
—Minha família salvou a vida dela enquanto você estava brincando de esconde-esconde na floresta!
Ele tava me enforcando, mas eu dei uma cabeçada nele.
—Tem uma pequena lista de pessoas que tentaram tirar a Hope de mim e você é a única que ainda respira!
—Você é tão iludido assim, Alec?! Acorda! Você é pior que o Aro! Você amaldiçoou a todos nós! Seu povo, sua matilha, sua esposa! Cada lobo, lobisomem que se levantou pela nossa filha, você os traiu! Você os tirou a todos de suas famílias!
Ele foi pra cima, pulou para o balcão e eu fui atrás dele.
—Meus pais quase morreram! Os seus te largaram! Tentaram te matar! Ela merece algo melhor do que o que nós tivemos! É tudo o que eu sempre quis pra ela! Algo melhor!
Berrei agarrando-o pela gola da camisa, empurrando-o, socando a cara dele.
—Revida! Revida seu cretino!
Então ele encarou um ponto fixo atrás de mim e eu vi.
—Ela tá andando. Quando começou a andar?
Perguntei chorando. Caminhei até ela, peguei-a no colo.
—Eu perdi. Eu perdi tudo.
Dei um beijinho na sua cabecinha. Abracei-a tão apertado que fiquei com medo dela quebrar.
—A minha filha, a minha filhinha. Senti tanto a sua falta.
Desci com ela ainda no colo pela escada. Eles soltaram o Jack.
—O que houve? A maldição acabou?
Perguntou ele me beijando a testa.
—Explico depois. Por enquanto está tudo bem.
—Que coisa linda. Vou preparar o quarto de vocês.
—O único jeito que eu vou ficar sob o mesmo teto que você é se eu tiver num caixão!
—Se acha que vou permitir que Hope fique sem minha proteção por um segundo...
—O que vai permitir ou não, pouco me importa Alec! Isso é uma briga judicial por custódia! As mães ganham elas agora. Bem vindo ao século vinte e um!
Félix interferiu.
—Os apartamentos do outro lado da rua foram recentemente renovados. Eu posso fazer uma visita ao gerente. O fato de Hope estar por perto vai amenizar sua crescente e incessante paranoia.
—Coloca no nome do Jack. Como ele é lobisomem todo vampiro ou híbrido de vampiro vai precisar de convite. E Alec não vai ser bem vindo. Ou convidado, á propósito. Chame o advogado. Eu quero o divórcio.
P.O.V. Dimitre.
Ai! Essa doeu. Quando Alec pensou que ela tava morta, entrou em pânico.
Sei que ele ainda a ama. Só não sabe como lidar com isso e também não escuta. Mas, quando ela ameaçou ir na justiça pela guarda da menina e ainda por cima pediu o divórcio... Alec até deu um passo quase imperceptível para trás.
Encontrei-a no quarto, já de banho tomado, mas estava perdida nos próprios pensamentos.
—Você está bem?
—Acabo de chacinar um Coven inteiro de bruxas sendo que nunca tinha matado nem uma barata. Acha mesmo que estou bem, Dimitre?
—Não. Presumo que não, mas estamos felizes que está de volta.
—Dimitre eu nunca pensei que pudesse ter filhos. E quando eu finalmente tenho uma... perco tudo. A primeira vez que engatinhou, seus primeiros passinhos e eu odeio o Alec profundamente por tirar isso de mim.
—Isso é seu. Peguei quando se transformou.
—O meu colar. É uma esmeralda, sabia?
—Sabia.
—Obrigado.
P.O.V. Renesmee.
Eu sai daquela casa dos diabos, depois de me despedir dos meus amigos.
—Não é tão luxuoso quanto o seu trailer, mas vai servir.
Tinha a sala de estar, dois quartos com banheiro e a pequena cozinha. O berço que o Jack fez em madeira já estava montado. O resto tava tudo encaixotado.
Coloquei a Hope no bercinho e ela fez um barulhinho de bebê.
—O que?
—Senti sua falta, Jack. Aqui, acharam isso na floresta.
—Você quer dizer o Félix.
—Dimitre.
Contei tudo a ele.
—A Delilah não vai esquecer que devemos isso a ela. Nossa liberdade tem um preço.
—Ah, Renesmee, por aqui tudo tem um preço.
Nos beijamos e falei sério sobre o divórcio.
O problema é que nossa, quanto barulho.
—Ei, parem com essa arruaça! Alguns de nós tem filhos pequenos que precisam dormir!
Disse batendo a porta.
—Merda. Eu queria tanto estar com ela e agora que estou eu me sinto tão... mal.
—Bota isso pra fora. Se conversar não está ajudando tenho outra ideia.
Ele começou a discar o número.
—O que está fazendo?
—Botando a Diana de babá. Desfaça as malas depois, vamos passar o dia juntos.
Ele me levou a um ringue de lutas. E me ensinou alguns truques.
—Você tem a força, mas não tem a técnica. A técnica, supera a força.
Estávamos lutando com bastões e eu tomei uma puta surra!
—Toda lua cheia, toda vez que voltava a ser humana eu olhava pra você, para o grupo e só conseguia pensar em...
—Sangue. Eu entendo.
—Não! Não entende! Alec me deixou pra morrer de fome, sabendo que eu sou imortal! Eu poderia ter matado vocês! Tinham crianças lá. E não era só o sangue era... o Alec, a raiva... tudo.
Bati nele com o bastão e isso abriu um corte no rosto dele.
—Sai daqui.
—Não vou a lugar nenhum.
Eu lambi a bochecha dele e ele me deixou me alimentar dele. Foi... sexo, sangue e rock and roll pra dizer o mínimo. Logo, Alec será meu ex-marido.

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