Notas iniciais
https://youtu.be/OlEt4uQ25kY-Thiago sequestra Ness. N.A. todos os nomes são sim inspirados no The Originals, mas eu estou colocando nomes italianos nos personagens.

P.O.V. Renesmee.

É. Ser atacada tá virando rotina. Eu acordei e estava num banco de trás/porta-malas. O veículo estava em movimento, alta velocidade. Minhas mãos estavam amarradas com um daqueles lacres de plástico duros e chatos de abrir. Senti o cheiro e não era agradável. Cheirava como o Alec. Mais ou menos. Na verdade, mais.

Acho que é um lobisomem. Dei uma rápida olhada para o banco da frente e com certeza era um lobisomem. Não parecia nada de nada com um vampiro.

Então, respirei fundo... má ideia. E chutei o para-brisas traseiro duas vezes até ele rachar. O motorista freou o carro e parou no acostamento.

O cara arrancou o vidro fora todo duma vez e eu o chutei, mas ele segurou meu pé.

—Sério?!

—Quem é você?

—Meu nome é Thiago. Sou o alfa da matilha dos Di Lupo. Ou que sobrou dela.

Disse amarrando meus pés. Com outro daqueles lacres.

—Ai! Me solta seu maluco filho da mãe...

—Cala a boca!

Ele me jogou encima do ombro e começou a me carregar. Por mais que eu chutasse, estava olhando em volta e procurando descobrir onde estava e um jeito de escapar. E apesar do escuro pude ver que estávamos na floresta e bem fundo na floresta.

P.O.V. Alec.

Mas que desgraçado. Matheus está esfregando seu Poder na minha cara.

—Sabe, Félix eu prefiro muito mais você naquele caixão. Mas, Alec, meu criador, á você eu devo o mundo.

Disse esfregando na minha cara que a cidade era dele.

—E eu sempre demonstro respeito aos mais velhos. Então, se sua amiga especial está desaparecida, vocês podem se beneficiar da ajuda de uma bruxa. E como eu controlo todas as bruxas de Volterra... te concedo um pequeno feitiço localizador. Já que o dom do Dimitre está meio avariado.

Matheus havia usado suas bruxas. Uma para dissecar Félix e colocá-lo num caixão e outra para... confundir o dom de rastreador do Dimitre. Os Volturi estavam desmoronando.

—Sabrina é a melhor guia de Volterra. Precisa achar alguém? Eu garanto que ela é sua garota.

—Então, veremos.

Ela fez o feitiço com um pouco do meu veneno.

—Ela está á uns três mil quilômetros ao norte. Bem fundo na floresta. Há rumores de uma matilha de lobisomens, alguns acampamentos ai neste lugar, se ela foi até lá as chances são que foi lá para encontrá-los.

—Ou foi levada por eles.

—Talvez.

P.O.V. Renesmee.

Ele me trouxe para o meio do nada, numa cabana.

—Essa é ela?

—Sim Davi, coloca ela pra dentro.

Me colocaram dentro da cabana, felizmente ele tirou o lacre dos meus pés.

—Thiago, há um lobo me vigiando ultimamente, me protegendo como se instintivamente soubesse que o bebê é uma parte da matilha. Era você?

—Não. O seu namorado deixou uma parte de fora. Só os híbridos como ele podem controlar quando mudam. Os lobisomens normais como eu são limitados pela lua cheia. E é por isso que estamos aqui. Seu namorado, tem uma marca de nascença especial, essa marca indica que além de ser um híbrido ele vem de uma família de manda chuvas dessa região e isso. Isso que está vendo, é só o que sobrou deles. Eles estão aqui, na floresta se escondendo porque os Mestres e a guarda estão caçando eles á gerações.

—O que quer que pense em fazer, saiba que toda aquela guarda fez algum tipo de pacto ou sei lá para manter a mim e ao bebê seguros, então se me ferir, eles te matam.

Estava enrolando-o procurando um jeito de fugir.

—O que te faz pensar que tenho medo de morrer?

Um outro entrou.

—Está pronto pra isso?

—Vamos fazer.

Thiago pegou uma faca e uma seringa.

—Thiago, o que está fazendo?

O cara me agarrou e o Thiago veio com a seringa.

—Thiago, por favor. Por favor a minha filha é inocente!

—Alec e os Volturi destruíram tudo de bom na minha vida! Eles mataram meus pais! Quando eu tinha sete! Então, vou tirar dele aquilo que ele mais quer.

—Não! Thiago, por favor, Thiago, por favor...

Senti a agulha ser espetada na minha barriga e as lágrimas rolando no meu rosto. Ele tinha tirado meu sangue.

Injetou o conteúdo no outro e... quebrou-lhe o pescoço.

—Meu Deus! Você o matou!

—Não me olhe com esses olhinhos julgadores. Davi sabia no que estava se metendo. Fui voluntário.

—Para você matá-lo?

—Davi é um lobisomem que morreu com o seu sangue no sistema dele! O mesmo sangue que você compartilha com o seu bebê híbrido.

Então, finalmente entendi o que ele tava tentando fazer.

—Está tentando transformá-lo num híbrido. Isso é impossível!

—É mesmo? Estive correndo com várias matilhas de lobisomens por todo esse país. Uma delas tinha uma bruxa e essa bruxa tinha visões em forma de pesadelo sobre Alec e como ele poderia usar o sangue do seu bebê para criar um exército de híbridos escravos.

—Eu to de saco cheio, dessas malditas bruxas e suas premonições sobre o meu bebê. É só um bebê!

—Talvez. Talvez não. É ai que o Davi entra. Sabe, ele ficou feliz em ser a cobaia. Caso não tenha notado, meu povo não tem muito pelo o que viver. Todos nós damos boas vindas á chance de nos tornarmos a espécie superior. Só que tem uma pegadinha. Todos os híbridos estão ligados ao seu namorado. Seguem cada movimento seu, cada comando. Se o Alec mandar eles morrerem, eles morrem.

Eu ainda estava amarrada á aquele negócio, parecia um fogão á lenha com o maldito lacre. Haviam algumas estacas ao meu redor. Erem pés de mesa quebrados na verdade.

E ele pegou aquela faca e colocou num banquinho perto de mim. Mas, não perto o suficiente.

—Como pode saber de tudo isso? Não existem outros híbridos iguais ao Alec.

—É o que você pensa?

Então existem outros?

—Como pode ter certeza de que o Alec sabe o que o sangue do bebê vai fazer?

—O que você acha? Que o Alec Volturi, assassino de homens, mulheres e criancinhas do nada quer ser papai? Ou ele tem outro interesse. Os híbridos podem sair ao sol sem brilhar, sua mordida é absolutamente letal para vampiros... eles vão tomar o controle de Volterra até o fim da semana! E sabe o que vai parar os Volturi depois? Nada. Eles vão escravizar o mundo vampiro.

O homem morto respirou.

—Puta merda!

—Vai ter que se alimentar dela.

—O que?! Não! Nem vem!

Ele passou a faca de prata no meu pescoço, fazendo um corte razoavelmente grande. E o lobisomem morto me mordeu.

O momento mais apavorante da minha vida. Eu vou morrer. Fui mordida. Sou uma vampira. Eu vou morrer.

—Thiago, ele me mordeu. Eu vou morrer.

—Aposto que não vai.

Os ossos dele começaram a quebrar e ele correu pra fora da cabana. De onde estava podia ouvir o barulho dos ossos quebrando. Os dois saíram, era minha chance. Tinha que agir rápido. Tentei chegar na faca, mas estava longe demais, mas consegui pegar uma das estacas.