Depois de um sonho

6 Reação - Parte II


Notas iniciais
Olá, gente! *.* Tudo certo com vocês? Agradeço mais uma vez aos novos leitores que favoritam a fic e aos comentários! =D Este capítulo está pronto desde o dia 18/05, mas não consegui postar antes por causa da manutenção do site. Fico feliz que a manutenção tenha acabado e tudo terminado ok pra galera do Nyah! Devo confessar que fiquei muito insegura com este cap. =S Fiquei lendo, relendo, apagando e reescrevendo! ...Então, voilà: meu primeiro lemon! Esta é minha primeira vez (rs!) então tenham paciência comigo! =D "Mas Max, um capítulo só de lemon?! Que saco!" É, então... é um capítulo todo girando em torno de lemon. Então, a quem não curte muito, só tenho a pedir desculpa e paciência. Hahahhaha... gostaria de dizer que quem não curte pode pular e nem ler, mas é uma parte importante pra história. Então, gente que não curte, paciência pra limonada feita com todo amor pela Maxizinha... =S Prometo que ela não está azeda! Espero que gostem!!!! Max *.*

Izaya sabia que precisava agir rápido, o choque que causara em Shizuo com sua proximidade não duraria muito tempo. Sabia que o seu braço não seria o suficiente para manter distância entre o guarda-costas e a porta. Sabia que se ia agir, aquele devia ser o momento. Shizuo estava acuado. Mesmo que o informante fosse inferior a ele em altura, naquele momento, as posições deles estavam totalmente invertidas e Izaya se sentia maravilhoso com a sensação de poder. Izaya sabia, entretanto, que o guarda-costas era mais forte e que ele não poderia mantê-lo preso pela força.

Antes que pudesse fazer qualquer coisa para iniciar sua “nova brincadeira”, porém, Shizuo puxou com força seu braço outrora encostado na parede e o torceu de forma a imobilizar Izaya, invertendo novamente os papeis: Izaya estava de costas para Shizuo, com ambos os braços presos e o corpo inclinado para frente.

– Não me interesso por nenhuma brincadeira, seja ela nova ou não. E, absolutamente, não quero fazer nada com você. Agora, saia do meu apartamento, antes que eu te tire dele a força. E te garanto que não será pela porta.

Izaya riu o mais alto que pôde, uma risada carregada de deboche.

– Uau, Shizu-chan sabe formular frases completas e ameaçar alguém sem usar os punhos. Você sempre me surpreende, Shizu-chan...

Sentiu Shizuo apertar seus punhos com mais força, o que o obrigou a se inclinar ainda mais.

“Realmente não posso competir com você em força bruta, Shizu-chan. Mas, diferente de você, eu não sou um bárbaro. Minha melhor arma não são meus punhos.” – pensou enquanto ria baixinho.

– Mas, de todas as surpresas, Shizu-chan, devo confessar que a da última noite foi a mais incrível.

O informante levantou um pouco o corpo ao sentir que o aperto de Shizuo, ainda que sutilmente, havia afrouxado. “Retornando ao controle! Agora é minha vez, Shizu-chan”, comemorou em pensamento.

– Agora é a hora que você fala, Shizu-chan... – provocou Izaya.

– Não devo explicação nenhuma a você, pulga maldita. Só não senti vontade de te matar ontem à noite.

Izaya riu novamente.

– Tsc tsc... Não me refiro a perseguição, Shizu-chan bobinho. Percebi que não “teve vontade” de me matar ontem. – ironizou Izaya – Estou falando do que aconteceu depois da perseguição.

Shizuo soltou as mãos de Izaya e recuou alguns passos, visivelmente abalado.

– Nada aconteceu depois da perseguição. – disse recompondo-se e assumindo uma postura ameaçadora, esfregando os punhos – De onde gostaria de ser jogado, Izaya-kun? Janela do quarto ou cozinha?

– Na verdade, Shizu-chan. Gostaria de ser jogado na sua cama. – Shizuo o encarou como não se entendesse o que ele havia dito – E, pelos gemidos que escutei na última noite, você também gostaria.

– No meu apartamento... Ontem... – Shizuo começou a sussurrar enquanto seu rosto ia, aos poucos, perdendo a cor.

– Hum... Ah... Izaya... Ah... – Izaya imitou a voz de Shizuo, para, logo depois, voltar a rir descontroladamente.

– Por isso... seu cheiro estava...

– Você é mesmo um animal, Shizu-chan! Sentiu meu cheiro de manhã? Sentiu algo a mais também, Shizu-chan? – perguntou debochado – Algo, sei lá, na sua cueca, por exemplo?

Izaya sentia em si os olhos incrédulos de Shizuo. Se pudesse chutar, diria que Shizuo havia perdido a pouca da massa encefálica que tinha naqueles últimos minutos: ele o encarava com o olhar vago, como perdesse algo ou não entendesse o que Izaya dizia.

Izaya retribuiu o olhar de Shizuo, e seus lábios abriram em um sorriso maldoso. “Hora do bote! Se prepare, Shizu-chan!”.

– Nee, Shizu-chan – disse se aproximando e dizendo com uma voz falsamente melosa – com o que sonhou?

Izaya alargou o sorriso quando viu que Shizuo havia voltado a sua posição inicial: acuado na parede olhando-o confuso. “Realmente, uma fera a ser adestrada. Pena que não tenho um chicote, Shizu-chan.”.

Izaya parou a menos de um passo de distância de Shizuo, olhou-o intensamente, sorriu e aproximou seus lábios do ouvido do guarda-costas.

– Hein, Shizu-chan? Sonhou com o que? – sentiu o corpo de Shizuo ficar tenso e se retrair, o que o causava uma satisfação imensa. “Tão sincero, Shizu-chan!”, pensava. – Sonhou que eu te tocava? Sonhou que me fodia? — aproximou-se ainda mais, de forma que seus lábios quase roçavam a pele de Shizuo.

Afastou-se lentamente para olhar o guarda-costas e soltou uma gargalhada com o que viu: Shizuo estava de olhos fechados, com os lábios entreabertos e os pelos arrepiados.

– Eu achei que era mentira! Mas é sério, Shizu-chan? Você realmente me quer? Não sei qual foi a associação muito louca que você fez para chegar a este estado... Mas, definitivamente, você é o melhor, Shizu-chan! O mais surpreendente... – aproximou-se de novo, roçando, desta vez, os lábios no pescoço de Shizuo — Merece uma recompensa por ser tão interessante, Shizu-chan.

Izaya riu contra o pescoço de Shizuo, tocando-o e arranhando-o de leve com os dentes.

– Se não quiser, pode me jogar pela janela agora. – terminou, mordendo-o.

Izaya estava divertindo-se como nunca. Tinha que admitir, por mais que não quisesse, que essa era uma brincadeira ainda mais divertida que provocar Shizuo pelas ruas de Ikebukuro com suas lâminas. Shizuo estava tão dócil, respondendo a cada uma de suas palavras ou ações tão sinceramente quanto quando estava bravo. Era uma maneira de manipular Shizuo sem colocar em risco sua pele.

“Shizuo é mesmo um animal: só segue seus instintos, sejam eles de proteção, com raiva, ou sexuais.”, pensava animado.

Soltou a pele de Shizuo que prendia entre os dentes e afastou-se novamente para olhá-lo. Não conseguia resistir ao impulso de olhá-lo, sentia uma vontade esmagadora de ver cada uma das expressões de Shizuo.

A expressão de Shizuo, porém, estava completamente diferente da anterior. Diferente de lábios entreabertos e olhos fechados, o loiro agora o encarava predatoriamente, com os olhos bem abertos, e com os lábios presos entre os próprios dentes. Ele o olhava como se encarasse algo saboroso que pretendia devorar.

Izaya se incomodou com esta reação de Shizuo, a ele parecia que o guarda-costas ia mudar a direção da brincadeira e tira-lo do poder. Isso não podia admitir! Aquela era, sim, a noite de novas brincadeiras, mas, antes de tudo, era a noite de se vingar da humilhação sofrida algumas horas antes. Izaya não permitiria a Shizuo controle algum.

– Uau, não é só para ficar bravo e descontrolado que seu corpo age rápido, Shizu-chan... – disse enquanto acariciava sem nenhuma delicadeza o membro de Shizuo – Esta parte em especial já está bem animada.

Shizuo havia se encolhido novamente ao ter suas calças subitamente invadidas pela mão de Izaya. O ar de quem queria assumir a dianteira havia reagido de forma inversamente proporcional à sua ereção: quanto mais Izaya o estimulava, menos Shizuo se movia.

“Isso mesmo, Shizu-chan. Quietinho...”, Izaya pensava com um sorriso vitorioso enquanto movia sua mão em lentos movimentos de vai-e-vem.

– Nee, Shizu-chan, – a voz melosa falsa de Izaya havia voltado – não acha que sua calça está atrapalhando um pouco? Você já está assim todo animadinho, mas eu ainda nem vi nada...

A única resposta que obteve foi um suspiro profundo de Shizuo, o que o fez rir enquanto abria as calças do loiro, preparando-se para livrar-se delas.

– Última chance, Shizu-chan, o que eu fazia no seu sonho? — diante do silêncio do outro, continuou, com a voz carregada de malícia – Então vou fazer do meu jeito.

Izaya parou, porém, ao ter seu braço subitamente agarrado por Shizuo, impedindo-o de continuar a despi-lo. Surpreendeu-se ao sentir seu rosto sendo puxado na direção do rosto do guarda-costas e seus olhos arregalaram-se ao sentir a respiração de Shizuo bater contra a sua. Involuntariamente, arrepiou-se ao sentir as pontas dos dedos de Shizuo contornarem seus lábios, que se encontravam a poucos centímetros dos do guarda-costas.

Quando deu por si, estava a fechar seus olhos e a esquecer de qualquer motivo que o empurrasse adiante. Não sabia por quanto tempo permaneceu naquele transe, mas obrigou-se a sair dele, mais por orgulho que por vontade.

– Entendo, Shizu-chan... – começou a dizer, de forma que os lábios quase se encostaram – você é bem ousado, considerando que este é nosso primeiro encontro. – disse rindo e se afastando novamente. Ambas as mãos de Shizuo, porém, continuavam a prendê-lo. – Não vou correr agora, pode me soltar, já entendi o que quer. – disse desvencilhando-se do aperto de Shizuo e sentindo a relutância de Shizuo em larga-lo. A relutância se esvaiu, porém, quando Izaya voltou a massagear lentamente o pênis de Shizuo.

Livre das mãos de Shizuo, Izaya voltou ao que estava fazendo antes da interrupção. Voltou ao seu plano de provocar Shizuo, tentando firmemente ignorar sua reação ao toque de Shizuo.

– Então, Shizu-chan... – disse enquanto descia a calça de Shizuo – a sua preferência inicial é pela minha boca. Devo dizer que é uma ótima pedida pra uma sexta à noite. Talvez você não seja tão burro quanto parece. – provocou, ajoelhado no chão, ao terminar de abaixar a calça do outro, agora presa aos tornozelos.

Terminando sua empreitada, Izaya olhou atentamente para Shizuo, observando o resultado final. Encarou despudoradamente um Shizuo nu da cintura para baixo, detendo seus olhos especialmente em uma parte que parecia ansiosa para receber atenção.

Desviou seus olhos para o rosto de Shizuo, queria ver qual seria a reação dele quando começasse sua performance. Encontrou olhos famintos encarando-o.

Sem tirar seus olhos dos de Shizuo, Izaya segurou firmemente o pênis do guarda-costas e o lambeu, da base até a ponta.

Shizuo curvou as costas contra a parede e fechou os olhos, deixando de encarar Izaya.

– Muito bem, Shizu-chan... – Izaya disse satisfeito, roçando seus lábios na ponta do pênis de Shizuo e depois a circulando lentamente com a língua.

Izaya estava disposto a testar o limite de Shizuo, queria vê-lo totalmente entregue e implorando por mais. Havia traçado um plano em sua mente: provocaria-o até que perdesse o controle e depois, quando Shizuo finalmente resolvesse agir e impor-se, Izaya sairia e o deixaria, literalmente, na mão. Essa era uma vingança boa o suficiente para ele: ter Shizuo a sua mercê.

Colocando seu plano em ação, Izaya começou a massagear suavemente o pênis de Shizuo. Seus movimentos com a boca se limitavam a leves e esporádicas lambidas. Isso faria Shizuo enlouquecer em expectativa. E ele sabia disso. Sabia por que ele próprio já se sentia expectante. Queria saber quanto tempo Shizuo aguentaria um sexo oral calmo e sutil.

Izaya não imaginava, porém, que Shizuo já estava no seu limite: Shizuo queria agarrá-lo e impor ele mesmo um ritmo, que seria, definitivamente, mais intenso que aquele. O guarda-costas, porém, tinha medo que de que alguma reação sua fosse afastar Izaya. Tinha receio de se mover um mero centímetro e o informante cessar completamente aquela proximidade, que, ainda que diferente do que esperava, era o que seu corpo mais queria.

Sem se dar conta, porém, o próprio Izaya passou a intensificar os movimentos, seu anseio por ver mais de Shizuo vencia sua vontade de vingar-se. Então, antes de conseguir se parar ou ao menos refletir sobre isso, inseriu o pênis de Shizuo na boca por completo. Os movimentos de vai-e-vem lentos que outrora eram feitos com a mão foram substituídos por sugadas intensas intercaladas a movimentos circulares com a língua, massageando toda a extensão do pênis de Shizuo. A mão que antes segurava a base do pênis agora acariciava os testículos de Shizuo, fazendo com que o guarda-costas fosse completamente estimulado e estivesse à mercê do informante.

Ou, pelo menos, era isso que Izaya pensava.

“Isso, Shizu-chan... agora você é totalmente meu!”, pensou divertido quando sentiu a mão de Shizuo pousar em seu rosto. Izaya pensava que, finalmente, havia conseguido fazer com que Shizuo se descontrolasse totalmente e o agarrasse com a violência característica.

Qual não foi sua surpresa, portanto, ao sentir que a mão que deveria estar se entrelaçando em seus cabelos e o forçando a aprofundar o contato, estava na verdade, acarinhando-o.

Shizuo havia, sim, entrelaçado os dedos aos cabelos de Izaya, ao mesmo tempo, porém, havia deixado seu polegar livre e, com ele, acariciava gentilmente as bochechas do informante.

A expressão de Shizuo, longe de mostrar descontrole, mostrava satisfação. Profunda satisfação. Profunda satisfação que fez com que Izaya se sentisse profundamente irritado.

“Shizu-chan é um desgraçado que nunca age como deve!”, pensou o informante irritado. “Que ousadia imensa achar que tem o direito de me fazer a porra de um carinho.” Izaya mal podia organizar as palavras em sua mente. Nunca pensou em juntar a palavra “Shizu-chan” com a palavra “carinho”. De repente, “carinho” lhe pareceu a palavra mais estranha do mundo.

A mão que outrora massageava os testículos de Shizuo fechou-se, esmagando seu, até então, alvo de carícias. Ao mesmo tempo, a outra mão de Izaya afastava bruscamente a mão de Shizuo de seu rosto.

Shizuo olhou para baixo na direção de Izaya, num misto de surpresa, dor e raiva.

– Izaya maldito, o que pensa que está fazendo? – perguntou entredentes, fazendo menção de vestir-se.

– Essa pergunta é minha Shizu-chan! O que diabos pensa que está fazendo? – disse sério, mas logo em seguida começou a rir e apontar para Shizuo – Hahaha! Parece que esta parte sua é bem sensível, Shizu-chan. Achei que um monstro como você não sentiria nada, mas, olha! o amiguinho aqui ficou bem desapontado.

Shizuo franziu as sobrancelhas e cerrou os punhos.

– Mas, sabe, — começou Izaya, ignorando a clara irritação de Shizuo – a brincadeira não acabou.

A irritação de Shizuo cedeu diante de uma nova investida de Izaya. E o guarda-costas viu-se obrigado a segurar um gemido quando sentiu a língua de Izaya traçando caminho das suas coxas até sua virilha.

“Sério, Shizu-chan?! Coxas? Por essa eu não esperava” – pensou o informante enquanto acariciava as coxas e Shizuo e o ouvia gemer baixinho. “Então, já que esse é seu ponto fraco, vamos um pouquinho mais longe, Shizu-chan!”, pensou ao morder com força a coxa direita do guarda-costas e o ouvindo soltar um gemido profundo e alto, quase gutural.

Curioso com esta reação intensa, Izaya resolveu checar a “animação” de Shizuo.

– Sempre pronto, certo, Shizu-chan?!




****

Shizuo sentia-se prestes a explodir. Seu corpo e sua mente estavam em fogo. Sentia que ia derreter. Sentia que ia surtar. Sentia que podia ser o dono do mundo e sentia que tudo, absolutamente tudo no mundo, gerava ao redor de si.

Porém, apesar de tudo o que sentia, não movia um músculo. Não ousaria se mexer nem um centímetro.

Queria mover-se, mas não conseguia. Mas, ainda que pudesse mover-se, não saberia o que fazer. Não queria quebrar aquele contato, queria, com todo o seu corpo, intensifica-lo ainda mais. Mas, apesar de não estar em sã consciência naquele momento devido à boca de Izaya, havia entendido claramente a mensagem que aquele tapa trazia:

Não me toque

Shizuo queria tocá-lo. Sentia cada milímetro de sua pele ansiar por tocá-lo, ansiar por sentir a pele de Izaya.

Ao mesmo tempo, também, achava que aquele toque já era perfeito o suficiente.

Izaya estava tocando-o.

Podia sentir as mãos do informante acariciando e apertando de leve suas coxas, e podia sentir seu hálito, sua saliva, sua língua. Sentia perfeitamente como a boca de Izaya era quente.

Tentou, inutilmente, reprimir mais um gemido.

Não podia negar: Izaya era, definitivamente, quente. Quente como nunca achou que alguém pudesse ser.

Sentiu uma das mãos de Izaya deixar suas coxas e se juntar à sua boca. Shizuo sabia que aquilo significaria o seu fim: não resistiria à intensificação dos movimentos que sabia que viria a seguir.

E veio. Com o auxílio da mão, Izaya tirava de Shizuo qualquer rastro de sanidade.

Palavras como “quente” e “bom” rodavam soltas na cabeça de Shizuo, que se encontra incapaz de construir sequer uma sentença.

O golpe final veio quando os dentes de Izaya roçaram suavemente seu pênis, para depois abocanhá-lo novamente e chupar com força. Antes mesmo que pudesse terminar de construir em sua mente a frase “Ainda não, pulga”, Shizuo se desfez na boca de Izaya.

Apoiou as costas na parede. Seus sentimentos eram um furacão. Sentia-se satisfeito e completo, mas também se sentia frustrado e vazio.

“Ainda não, Izaya! Ainda não” – era só o que conseguia pensar – “Eu quero mais.”, “Eu quero te tocar mais.”.

Antes que pudesse perceber, correu até Izaya, que já estava perto da porta de seu apartamento, e o segurou.


****

Izaya sentiu o gozo de Shizuo invadir sua boca. Se não estivesse tão empolgado com aquela situação, isso provavelmente o teria deixado possesso. A única coisa que conseguiu pensar naquele momento foi, entretanto: “É doce, Shizu-chan! Por que é doce? Que estranho!”.

Subiu as calças de Shizuo com um sorriso malicioso, pronto para debochar de Shizuo, da submissão de Shizuo, da sinceridade do corpo de Shizuo, mas parou ao ver a expressão no rosto do loiro. Encostado à parede, o guarda-costas tinha a expressão mais indecifrável de todas: suas sobrancelhas estavam franzidas, mas seus lábios entreabertos revelavam um sorriso sutil, seus olhos estavam perdidos e seu peito levantava freneticamente por causa da respiração pesada.

Confusão: apenas esta palavra definia o que Izaya sentia.

Ele esperava por tudo, esperava raiva, esperava um olhar malicioso, esperava um sorriso vencedor de deboche, esperava uma expressão de “Sim! Gozei em você, maldito!”, esperava uma simples expressão de satisfação sexual. Esperava absolutamente tudo e estava preparado para tudo. Só não estava preparado para aquela expressão que Shizuo tinha no rosto agora.

“O que diabos esta expressão significa, Shizu-chan?!” – perguntava-se enquanto olhava para Shizuo.

Só percebeu que havia se movido em direção à porta quando sentiu seu corpo sendo puxado de volta e jogado contra a parede. Antes que pudesse reclamar do puxão repentino e da força com que suas costas haviam batido contra a parede, sentiu o corpo de Shizuo colar-se ao seu e as mãos dele segurarem as laterais de seu rosto.

O informante estava duplamente preso. Primeiro, pelo corpo enorme do guarda-costas que o prensava na parede. Segundo, por aqueles olhos a poucos centímetros dos seus, que o encaravam com aquela expressão enigmática.

Sentiu uma das mãos deixar a lateral de seu rosto e fechou os olhos firmemente, esperando institivamente por um golpe. Surpreendeu-se quando sentiu um toque diferente, mas não voltou a abrir os olhos. Sentia as pontas dos dedos de Shizuo traçar a linha de seus lábios, sentia a respiração de Shizuo acelerada bem próxima ao seu rosto, sentia o calor do corpo de Shizuo, sentia a outra mão dele agarrar seus cabelos.

Arrepiou-se ao sentir os lábios de Shizuo no seu pescoço e sua língua áspera tocar-lhe: o guarda-costas estava provando-o.

Os lábios de Shizuo deixaram seu pescoço. E, pelo recente calor que sentia no rosto, percebeu que se aproximavam de sua boca.

“Ele vai me beijar?!”

De repente o calor havia sumido. Não sentia mais a proximidade do rosto de Shizuo, não sentia mais a respiração dele batendo contra seu rosto, já não sentia suas mãos em seu corpo.

Abriu os olhos, surpreso, e encontrou Shizuo com ambas as mãos fechadas em punho apoiadas na parede alguns centímetros acima da cabeça do informante.

Izaya sentiu um pouco de pó caindo em seu ombro e se surpreendeu quando notou que ele vinha da parede, que se desfazia perante a força que os punhos de Shizuo aplicavam nela.

– Izaya – Shizuo chamou com a voz rouca – melhor sair daqui, agora! – disse a última palavra em um tom mais alto, no que poderia ser considerado uma ordem ou uma súplica.

Izaya encarou Shizuo, que agora estava com os olhos fechados, e afastou-se dele, desviando de seu corpo.

Antes de sair do apartamento, lançou um último olhar a Shizuo e notou que parte da parede havia cedido ao redor de seus punhos.



****

Nas escadas, apoiado na parede, um homem acariciava os próprios lábios com as sobrancelhas franzidas.

Dentro do apartamento, um homem encarava buracos na parede enquanto balançava freneticamente a cabeça.

Notas finais
Oi, gente! *.* obrigada por lerem! a limonada estava doce o suficiente? deixe reply e faça uma autoria insegura feliz! =D ps. por causa da manutenção do site, escrevi bastante e o próximo cap já está quase pronto, acho que o posto entre hoje e amanhã. =)