Notas iniciais
Olá pessoas lindas, desculpe-me mais uma vez a demora mas acho que aqui ninguém tinha cabeça pra mais nada a não ser a contagem regressiva que estava cada vez mais próxima para a estréia de "Amanhecer pt 2"... Bem eu fui na pré e na estreia e nem lamento kkkkk.
Bom sem mais conversa dedico esse cap para a Renata Cibelle pela belíssima recomendação... #Obrigada amore ♥
agora ... BORA LER CAMBADA !!!!

POV BELLA


Não sabia dizer o que estava acontecendo mas comecei a ficar sem ar e a imagem de Edward me veio a mente.

– Carlisle. – sussurrei apoiando-me em seu braço esquerdo.

– Calma Bella.

Senti na voz de Carlisle que ele também estava sentindo algo. Os enfermeiros retiraram a vítima de dentro da ambulância e vinham correndo em nossa direção, estávamos no meio do corredor. Um dos paramédicos veio as pressas falar com Carlisle.

– Dr Cullen eu sinto muito.

– EDWARD? CARLISLE É ELE, É EDWARD.

Oh Deus o que será que aconteceu com ele?

Eu sabia que algo de ruim iria acontecer. Droga. Eu senti isso hoje pela manhã quando pedi para não virmos no Volvo.

Meu Deus. Edward. Meu Edward estava muito ferido. Ele estava com vários cortes. Seu rosto lindo e perfeito estava coberto por seu sangue. Suas mãos estavam feridas também.

Ele estava com a aparencia muito abatida. Também não era pra menos. Ele acabara de sofrer um acidente grave pelo que perece.

Eu estava com medo. Muito medo.

– Vamos levá-lo para a sala de exames urgentemente. – disse Carlisle – Bella, por favor, sei que é difícil mas se concentre nos bebês.

Disse-me ele e saiu em desperada para a sala de exames. Fiquei parada no mesmo lugar não sei quanto tempo, até que, me lembrei de avisar a família. Não sabia se alguém já tinha sido avisados. Atenderam no segundo toque. Era Jasper.

– Bella o que houve. Por que você esta chorando?

– Jazz... Edward...

Eu não conseguia falar nada coerente. Só conseguia ver a imagem de Edward desacordado e todo ensanguentado. Ferido.

– Bella você está no hospital ainda?

– Sim. – respirei fundo para conseguir falar – Ele sofreu um grave acidente e... Carlisle está com ele agora fazendo os exames necessários... Por favor Jazz avise a todos.

Vinte minutos depois todos eles chegaram, eu continuava na mesma posição. Em pé.

Quando Esme me viu, veio correndo até mim e eu não aguentei mais e desabei. Chorei muito. Meu choro era compulsivo assim como o de Esme. Todos nos abraçaram fazendo uma roda em torno de nós duas.

– Eu não sei o que fazer se ele...

– Querida...

– Ele está muito machucado... Eu estou com medo.

– Calma. Vamos nos acalmar esta bem? – dizia ela acariciando meus cabelos.

Afirmei com a cabeça. Não conseguiria falar sem derramar mais lágrimas.

– Emmett, Jazz, por favor, vão buscar notícias de meu filho enquanto levamos Bella para se acalmar.

– Certo mãe. Bellinha, Edward é forte ele vai sair dessa. Ele é duro na queda você vai ver.

Olhei para Emmett, seus olhos estavam marejados mas vi confiança em sua palavras. Coisa que até então não percebi que nas minhas não tinha.

– Obrigada Emmett.

Emmett e Jasper se foram e agora eu pude olhar para os rostos das meninas e principalmente nos olhos de sme.

Ela sofria talvez até mais que eu e não queria demonstrar fraqueza.

Enxuguei minhas lágrimas que teimavam em cair. Eu também deveria ser forte. Por eles. Por Edward e principalmente para os meus filhos.

Alice, Rose e Esme me levaram para a lanchonete que estava praticamente vazia, só tinha duas mesas ocupadas por acompanhantes de algum interno. Eu acho.

– Bella eu sei que deve ser difícil você falar mas...

– Alice, agora não.

– Não. Tudo bem Esme. Eu estou bem. – mesmo que por dentro eu esteja destroçada. Pensei.

– Você quem sabe querida.

Comecei a contar a elas desde a hora em que saimos de casa, o que eu senti quando entramos no Volvo dele até a hora em que a ambulância chegou com ele todo machucado, ferido, ensanguentado.

– Pelo que vi, seu estado é grave. Ele estava com o rosto, braços, mãos... ele estava coberto de sangue. Seu rosto estava com alguns cortes um pouco mais profundo. Eu...

– Calma mana. Você precisa acreditar que ele vai ficar bem. Ele vai ficar bem, Bella.


– Eu sei mas... É que... Já perdemos nossos pais em um acidente de carros, eu não quero que isso aconteça de novo, não posso perdê-lo. Não vou sobreviver sem ele.

– Bella querida. Olhe pra mim por favor. – olhei para Esme – Ele vai ficar bem. Sei do seu medo em perdê-lo. Imagino sua dor ao se lembrar da forma em que você perdeu seus pais de forma tão violenta como é um acidente de carro. Vamos rezar. Vamos pedir a Deus que meu filho saia logo dessa e que nada de grava tenha acontecido com ele. É meu filho que esta sendo examinado neste exato momento. Não vou mentir para você minha querida mas eu também estou com medo. – Esme começou a chorar também – Muito medo de perdê-lo também. Mas vamos ter pensamentos pasitivos ok? Ele vai sair dessa.

As palavras de Esme foram um acalento para mim. Ela estava mais do que certa. Pensar positivo. É isso que devo fazer.

– Ele vai sair dessa.

– Isso minha querida. Ele vai sair dessa.

Repetia para mim mesma essas palavras como um mantra. Ele vai sair dessa.

Alguns minutos depois, Emmett e Jazz apareceram nos trazendo notícias de que Carlisle estava examinando Edward e que talvez ele tenha que ser operado.

– Com licença mas Dr Swan, tem uns policias na recepção do hospital e eles estão querendo falar com a familia do Dr Masen.

Disse a Corrimão, quer dizer, Solange aparecendo não sei de onde para nos dar essa informação.

– Obrigada Solange. Avise-os por favor que já estamos indo.

Ela se virou e partiu indo dar o recado.

– Vamos logo ver o que eles querem. – disse Emmett já se pondo de pé.

Fomos todos em direção a recepção do hospital onde encontramos dois policiais.

– Pois não o que desejam? – disse Esme assim que os policias chegaram perto de nós.

– A senhora é parente do Sr Edward Anthony Masen Cullen? – disse um dos policiais.

– Sim. Todos nós somos parentes dele. Ele é meu filho.

– Ok senhora. Podemos nos falar em um lugar mais tranquilo?

– Por favor. Podemos conversar em minha sala. Não tem ninguém lá nesse horário. – falei e eles concordaram.

Levei-os em direção ao meu consultório e assim que entramos eles começaram a falar.

– Bem Sra...

– Cullen. Mas por favor, me chame de Esme.

– Tudo bem, Esme. Bem, assim que chegamos ao local do acidente...

– Como vocês ficaram sabendo do acidente? – perguntei.

– Recebemos uma denúncia anonima Sra. Como eu estava dizendo. Quando chegamos ao local, precisavamos cortar a lataria do carro do Sr Cullen para tirá-lo de lá de dentro. A sorte, se é que posso dizer assim, era que ele estava de cinto de segurança e seu airbag se abriu, mas uma fresta não sabemos dizer como, se foi da madeira da árvore ou um caco do vidro do parabrisa, que acabou furando, então ele não estava totalmente protegido. O carro teve perda total. E um de nossos peritos que estava no local do acidente constatou que o Sr Cullen estava em alta velocidade e na hora da curva ele perdeu o controle. No asfalto tinha marcas de pneus mas não eram do carro dele e sim de outra pessoa. E o nosso perito achou isso estranho, então no próprio local foi constatado de que os freios do carro do Sr Cullen foram cortados. E fopi cortados por alguém que sabia muito bem o que estava fazendo.

– O quê?

– Oh meu Deus!

– Não pode ser.

Falavámos todos ao mesmo tempo. Não podia ser. Só podia ser...

– Seu polícia com todo o respeito, mas meu irmão cuidava daquele carro como se fosse um bebê!

– Senhor! O carro de seu irmão foi avaliado no próprio local e temos certeza do que estou comunicando a vocês. Mesmo com a perda total do carro, essa parte dos freios estava intacta. Quando chegamos no local, tinha um pedaço de tronco da árvore a qual houve a colisão, dentro do carro. Além da pancada do acidente, houve também a do choque contra a árvore que o vidro frontal.

Ninguém conseguia dizer uma palavra sequer.

– Por favor. Essa história dos freios serem cortados. Vocês acham que... Acham que...

– Sim senhora. Suspeitamos que alguém o queria morto.

– Oh meu Deus. Meu filho!

Fechei meus olhos respirando profundamente. Ainda bem que me encontrava sentada. Minha cabeça começou a dar voltas e mais voltas.

Abri meus olhos e minha visão estava turva, então voltei a fechá-los novamente tentando respirar.

Alguém queria ver meu Edward... morto?

Eu não conseguia pensar direito, não poderia acreditar que isso estava acontecendo. Isso tem que ser um pesadelo. Um pesadelo horrível. A voz do policial me fez voltar a realidade.

– E é isso que estamos fazendo aqui. Além de é claro dar as devidas explicações sobre o acidente, mas principalmente para saber se o Sr Cullen tem algum inimigo que poderia o querer morto.

Não sei como e nem de onde consegui forças para falar.

– Eu sei policial... – olhei para seu nome em seu uniforme – Steven. – todos olharam para mim – Jacob Black.

– A senhora tem certeza? – perguntou-me ele.

– Sim. Certeza absoluta. Alguns anos atrás eu namorei esse Jacob Black e acabei engravidando e quando ele descobriu a gravidez, na verdade eu contei a ele. Jacob me espancou quase até a morte, anos mais tarde nos encontramos novamente na casa de Esme. Na época eu e Edward ainda não estávamos juntos e os dois eram grandes amigos e assim que Edward soube que seu amigo era o mesmo cara do meu passado, o mesmo que tinha quase me matado junto com o bebê que esperava na época, ele se voltou contra o amigo. E desde então Jacob jurou se vingar de nós dois e a pouco tempo ele voltou de Londres para os EUA.

Resumi toda a história, atropelando algumas palavras mas acho que ele entendeu.

O policial Steven, tomou nota de tudo o que eu dizia e entregou todos os documentos de Edward para Esme.

– Bem. Por enquanto isso é tudo. Mas uma coisa, estamos com o carro e o celular do Sr Cullen. Como já dissemos antes, suspeitamos que esse acidente tenha sido premeditado por alguém. Agora nós vamos. Precisamos dar continuidade as investigações, vamos atras desse Jacob Black e qualquer coisa nós avisaremos a família.

Agradecemos aos policiais e Alice e Jazz os levaram até a saída do hospital. Minha tonteira estava ficando pior.

– Pessoal. Eu não estou me sentindo bem. – disse.

– O que você tem Bella? – perguntou Esme preocupada.

– Uma tonteira muito forte.

– Querida. Tente respirar devagar e não fique nervosa. Sei que neste momento deve ser impossível mas tente pelo menos. Emmett, Rose. Fiquem aqui com ela enquanto eu vou atras de um médico para que possa olhá-la.

Fiquei sentada de olhos fechados enquanto Esme saiu a procura de algum médico que estava de plantão.

Emmett e Rose, ficaram comigo, cada um em sua bolha particular. Tenho certeza de que Emmett estava pensando em um jeito de pegar Jacob. Eles estavam em silêncio e Rose estava sentada do meu lado segurando minha mão esquerda.

Não sei quanto tempo havia se passado quando Esme apareceu de volta junto dela veio Alice, Jasper e Rendrix. O Clinico geral mais cobiçado desse hospital. Ele era alto, muito alto, pele morena não muito escura e nem clara era meio termo, de cavanhaque negro, forte, ombros largos. Ele era uma pessoa maravilhosa, um excelente amigo de trabalho e muito bonito.

– Então Dona Isabella o que você esta sentindo?

Rendrix se abaixou a minha frente junto com sua maleta.

– Só estou um pouco tonta só isso. – minha tonteira tinha diminuido bastante já.

– Tem tempo que você esta se sentindo assim?

– Sim. Tem um tempinho sim que estou sentindo essa vertigem, mas já esta passando.

– Sabe me dizer a quanto tempo?

– Acho que uns vinte a trinta minutos.

Rendrix mediu minha pressão e constatou que ela tinha baixado um pouco. Ele me receitou para que fosse para casa e tentasse dormir um pouco. Coisa que eu não aceitei.

– Eu sinto muito ao que aconteceu com Edward, mas você tem que pensar em seus filhos.

– Eu sei Rendrix, mas eu não saio daqui sem uma notícia sobre o estado em que Edward se encontra.

Sabia que eu deveria pensar nos bebês, mas era muito difícil ir para casa sabendo que o homem que amo corre risco de vida.

– Tudo bem. Mas você vai repousar agora. Sua pressão se alterou um pouco e se você continuar aqui, isso pode complicar sua gravidez trazendo seus filhos antes da hora. É isso que você quer? Tenho certeza que Edward não vai aprovar essa sua atitude.

E não aprovaria mesmo. Os bebês eram nossa prioridade e até agora desde o acidente do pai eles não se mexeram. Acho que estão de acordo comigo. Estão esperando notícias do papai também.

– Tudo bem, mas antes de ir para casa, preciso falar com Carlisle. – só sairia daqui deste hospital depois d falar com ele.

– Bella... É que... Na volta pra... Quando estávamos voltando encontramos com meu pai e ele...

Alice estava nervosa, mexia e remexia as mãos e não olhava diretamente em meus olhos. Parecia até que estava com medo do poderia nos dizer. Mas minha paciência não é tão longa assim!

– Despeja de uma vez Alice. Por favor.

– Bem. Talvez seja melhor mesmo já que o Dr Rendrix está aqui. Bella... Edward esta sendo operado neste exato momento.

– O quê? – sussurrei.

Meu Deus. Até quando vou aguentar isso? Até quando esse inferno vai continuar? Quando que essa tortura vai acabar?

Para Edward estar sendo operado, alguma coisa de muito grave estava acontecendo. Tenho que ter pensamentos positivos. Ele vai sair dessa. Ele TEM que sair dessa.

“Por favor Pai. Não permita que nada de ruim aconteça com meu Edward. Por favor, não o tire de mim. Não o tire de nossos filhos. Não tire minha vida”.

Fiz esta pequena prece antes de tudo se escurecer.



*** DUAS SEMANAS DEPOIS ***



Há duas semanas, Edward havia sofrido um acidente grave. Por sorte ou obra divina, ele não quebrou nada, mas o pedaço de tronco da árvore que quebrou o vidro do parabrisa o atingiu na cabeça o que lhe rendeu um coagulo no cérebro. Por isso ele teve que ser operado com urgência.

O inchaço em seu cérebro estava muito grande e se Carlisle não tivesse optado pela cirurgia rapidamente, ele poderia ficar com alguma seqüela.

Depois disso ele foi submetido ao coma induzido. Carlisle achou melhor. Disse ele que assim Edward se recuperaria mais rápido e não sentiria dor.

Eu como médica, sabia muito bem que isso era necessário para sua recuperação, mas só que vive isso sabe do desepero que sofremos ao ver a pessoa que mamamos neste estado.

Carlisle suspendeu os remédios que o induzia ao coma ha dois dias, o liberando assim para que ele acordasse sozinho.

Hoje estamos todos no quarto, junto dele, esperando que ele abra os olhos. Os machucados de seu rosto e de suas mãos já estavam quase todos imperceptíveis.

Durante essas duas semanas fomos informados de que encontraram as digitais de Jacob no carro de Edward. Só que o que mais nos assustou foi a conversa que a policia recuperou em seu celular. A conversa entre Jacob e Edward minutos antes do acidente.

Jacob achava que eu estava junto de Edward no carro. Ele queria me matar também. A mim e a meus filhos. Senti um arrepio perpassar por minha espinha ao ouvir isso. Na conversa recuperada pela polícia, Jacob também afirmava que ele tinha mexido nos freios de Volvo, e deixou claro que seu desejo era nos matar realmente.

Depois de todas as provas na mão, a polícia foi em busca de Jacob, e o pegou indo para o aeroporto. O desgraçado ainda oferceu resistência diante sua prisão. Jacob aguardaria sua centença em regime fechado.

Leah foi avisada de sua prisão e me ligou pedindo desculpas por tudo que estava acontecendo. Eu lhe disse que não tinha culpa de nada. Ela não tinha culpa de Jacob ser do jeito que era. Me disse também para ter forças que tudo ia ficar bem.

Carlisle me afastou de minha função no hospital, ele sabia que eu não conseguiria trabalhar sabendo da situação de Edward, mesmo estando fora de perigo. Ele estava tão perto de mim mas ao mesmo tempo tão longe.

Estávamos todos no quarto de Edward. Até mesmo Carlisle, colocou outro em sua função, para poder ficar perto dele quando acordasse. Na verdade, todos nós estamos suspensos de nossos afazeres. Jasper pediu um afastamento de uma semana do escritório de advocacia em que trabalha. Rose e Alice, como são donas de uma marca de roupa, não tinham problemas em se ausentar por alguns dias, ou até mesmo senamas, mas sempre uma ou outra estavam indo no ateliê para ver o andamento das peças que elas estavam confeccionado. Emmett também pediu dispença de alguns dias.

Estávamos sentadas eu, Esme a minha diretia e Rose e Alice a minha esquerda, no sofá-cama, enquanto os homens estavam de pé no canto do quarto conversando sobre futebol, quando ouvimos uns gemidos baixos. Todos nós olhamos em direção há Edward.

Meu coração parecia que iria parar de bater, começou a dar pulos de felicidades ao vê-lo mexer os olhos e contrariando os lábios. Meu peito doia de tanta felicidade.

Deus, ele estava acordando.

Edward começou a abrir lentamente seus olhos e aquele mar verde, intenso, foi aparecendo cada vez mais. Esme e Rose me ajudaram a levantar já que estava no sétimo mês e os bebês estavam mexendo bem pouco.

Ele piscou algumas vezes e quando eles se acostumaram com a claridade, olhou em volta do quarto e parecia assustado.

– Pai? – diz com a voz rouca.

Meu coração parecia que iria sair pela boca. Lágrimas desciam por meu rosto mais uma vez.

– Filho, que bom que você acordou. Como você se sente?

– Não... Sei... O que... Aconteceu comigo e quem...

Não aguentava mais ficar longe dele, então fui o mais rápido que minha barriga permitia em sua direção e o abraçando.

– Edward, amor.

Abracei-o ms, ele não se moveu. Olhei em seus olhos e eles estavam... confusos?

– Sentimos tanto a sua falta! – não sei como mas consegui ver seus olhos perfeitamente em meio as lágrimas.

– Por que, hum... – coçou a garganta – Por que você está chorando?

Chorei mais ainda ouvindo-o falar comigo. Como era bom poder ouvi-lo novamente. Parecia um sonho estar ouvindo sua voz. Mas algumas pessoinhas muito especiais me trouxeram de volta chamando minha atenção. Meu Edward estava de volta. Sorria entre lágrimas.

– Estou chorando de felicidade. Pensei que nunca mais veria seus olhos ou ouviria sua voz. Eu senti tanto medo Edward... Nossos filhos mal se mexeram durante os dias em que você... O que foi? Edward o que esta acontecendo? Carlisle?

Chamei-o assustada ao ver Edward abrindo cada vez mais seus olhos. Ele não me respondeu nada, nem Carlisle nem Edward. Ele parecia muito assustado mas com o quê?

– Pai? Mãe?

– Meu filho estamos aqui o que houve? – perguntou Esme.

Os olhos de Edward foram de sua mãe à procura de seu pai que se encontrava ao seu lado. Nesse momento meu coração se apertou. Senti meu mundo cair aos poucos. Não poderia ser. Ele não.



http://www.youtube.com/watch?v=v0AOg4YUT1E (Adele- Don't You Remember)



– Calma Edward. Tudo vai ficar bem. Nós vamos te ajudar. – disse Carlisle e eu na mesma hora tive a certeza do que estava acontecendo. Me afastei do leito de Edward, não queria ouvir. Não queria.

– Pai o que está acontecendo? – perguntou Alice.

Eu não poderia acreditar. Não queria acreditar, mas. Eu quero acordar deste pesadelo, por favor alguém me acorde.

Edward não disse nada. Os minutos foram passando e ninguém dizia uma palavra sequer. Nem Esme. Nem Carlisle. Acho que nem eles gostariam de ter a certeza do que estava acontecendo com o próprio filho.

Mas Jasper como um ótimo observador que é...

– Edward! Você... você sabe quem somos?

E a resposta dele foi como uma faca sendo cravada em meu peito aos poucos.

– Eu... Perdão mas só conheço minha família. Vocês... sinto muito mas não me lembro de vocês.

– AAHHH.

Não consegui segurar o grito que estava preso em minha garganta. Meu medo se concretizou. Não o perdi para a morte, mas sim para a vida.

Não, não não. Ele tinha que se lembrar de mim. Dos nossos filhos.

Emmett correu para o meu lado me segurando no exato momento em que minhas pernas fraquejaram.

– Calma Bellinha. Calma. Pense nos bebês.

– Não. Não. – me soltei de seus braços me firmando indo em direção a Edward segurando seu rosto entre minhas mão. – Edward, olhe pra mim. Você tem que se lembrar de mim. Sou eu. A Bella. Por favor não nos esqueça. Você não pode ter me esquecido.

Eu chorava. Esme chora. Alice chora. Rose chorava. Eu estava desesperada. Não poderia aceitar que ele tenho nos esquecido assim não. Uma lágrima desceu por sua face.

– Perdão mas... Eu não os conheço... Mãe!!!

NÃO. ISSO NÃO ESTAVA ACONTECENDO.

Encostei minha cabeça em seu peito chorando pedi.

– Edward. Amor. Por favor. Sou eu a Bella , sua Pequena. – levantei minha cabeça e olhei bem nos olhos dele – Você tem que se lembrar de mim, dos nosso filhos que estão em meu ventre. DROGA EDWARD NÃO FAZ ISSO COMIGO!!!!

Meu desepero era tanto que eu gritava, chorava, compulsivamente até que... senti.

– Não – sussurrei – Não, não não.

– A bolsa da Bella estourou – gritou Alice.

Senti minha bolsa estourar e o líquido descer por minhas pernas. Eu sabia que isso poderia acontecer a qualquer momento, mas não poderia ser numa hora pior para trazer meus filhos ao mundo. Era para Edward fazer o parto. E agora? Gravidez de gêmeos é raro os bebês nascerem de nove meses.

– Ai!

Gemi. Emmett me segurou evitando mais uma vez minha queda. A dor era tão forte que minhas pernas cederam e eu não consegui me firmar sobre elas. Olhei mais uma vez para Edward e implorei a ele.

– Edward... Por favor, faça um esforço. Por favor meu amor. Sou eu. Sua Pequena. Sua Pequena.

Minha voz estava cada vez mais franca e não conseguia dizer mais nada. Comecei a ficar tonta e minha visão foi se escurecendo até que perdi meus sentidos sendo aparado por Emmett.



Notas finais
E aí mereço reviews?... CAPS LOCK?... #assassinamodeon?...
Recomendações? bom fica a critério de vcs mundiças kkkkkk...
Agora é sério quem já foi ver BD2 nos cinemas? eu quase morri e matei alguém por causa da morte do meu amante Carlisle. Ódio da paquita mortal kkkkkk
bj bj fui-me ♥
Aviso: estou com uma fic nova, se chama MADNESS dêem uma passadinha lá para quem ainda não viu!! bj bj