Notas iniciais
Oi... toc toc, alguém aqui?
Bom gente estou aqui com o último capítulo de DDT, sim :'( tbm estou triste, mas eu tenho um motivo pela demora.
Para quem escreve fics sabe como é difícil escrever um final de sua primeira fic, sim DDT é meu 1° bb. Este capítulo foi escrito umas 3x e eu odiei cada um escrito, mas esse meu deu uma vontade enorme de escrevê-lo que digitei tudo hj.
Então, está ai o fim de DDT.
Obrigada a todas a recomendações que recebi a todos os reviews e antes que eu me esqueça.... teremos um epílogo. bj bj e
BORA LER CAMBADA!!!!!!!!

Quinze dias, já se passaram quinze dias desde que...

Desde que estou trancafiado aqui, nesta cela. Desde que fui brutalmente violentado e nenhuma autoridade fez nada. Eu me sentia injustiçado com tudo o que me aconteceu, mas não é hora de ficar me lamentando, o que passou, passou, agora é seguir em frente. Mesmo sendo violado todos os dias.

No meu interior não podia negar que acabei gostando de ser... violado... estuprado, diga a palavra que quiser, mas... Eu gostei.

Nem Gigante e nem Fininho sabem que gostei, se bem que no fundo acho que eles souberam logo de cara.

Eu estava com vergonha de mim mesmo, por tudo isso. o pior momento que passei aqui foi quando percebi que realmente estava me tornando um... Bem, nesses quinze dias que estou aqui foi somente uma única vez em que não violaram meu corpo, e foi nesse dia que eu senti mais falta... disso.

Por isso tomei uma decisão. Eu sei que não sairei daqui tão cedo, todas as coisas que fiz aos olhos da justiça, eu sou um criminoso e devo pagar pelos meus crimes, que seja assim então, mas não viverei aqui por muito mais tempo.

Era tarde da noite, aqui dentro nós não tínhamos a noção do tempo lá fora, víamos a claridade através de uma grade muito pequena e estreita que tínhamos no alto de nossa cela. Gigante e Fininho estavam dormindo, depois de tomarem meu corpo mais uma vez, e eu não poderia suportar mais essa dor... esse desejo que a cada dia começava a aumentar em mim, eu não queria isso pra mim. Chega.

Devagar, peguei uma corda que Gigante usava para me amarrar embaixo de seu colchão, peguei com muito cuidado para não acordá-lo. Nem a ele nem Fininho que estava babando. Assim que consegui pegar a corda, fui para perto da pequena grade, peguei um balde que tinha na cela, para caso de urgência no sanitário da cela. Virei o balde de boca para baixo e subi em cima ficando na ponta de meus pés para dar alcance a grade. Com um pouco mais de esforço, amarrei a corda na grade e fiz um laço na ponta, esses laços que peões fazem para laçar seus animais.

Parei pensando em tudo que fiz em toda minha vida até hoje. A morte de minha mãe, meu desprezo por meu pai, Isabella em minha vida, Leah e meu filho, e no amigo que pensei que era para sempre, na amizade que tínhamos até que Isabella entrasse na vida dele, Masen sempre foi um grande amigo, sempre me dando conselhos, mas, pau que nasce torto nunca se endireita, e eu não era exceção.

Coloquei a o laço da corda em meu pescoço me virando para frente da cela, onde todos dormiam, somente o corredor era clareado com poucas luzes, fechei meus olhos e chutei o baldo para o lado. Esse era o meu fim. Não poderia continuar vivendo isso.

(***)

POV BELLA

Um mês... um mês havia se passado desde que meus gêmeos nasceram, meus filhos.

Hoje Edward e eu levaríamos nossos filhos para casa, decidimos que viveríamos na casa dos pais dele, por enquanto. Eu ainda me encontro de resguardo, meu parto foi delicado, tive algumas complicações, mas nada agravante agora. Hoje eu me sinto muito bem.

- Edward, vamos levá-los hoje, eu nem consigo acreditar.

- Pequena, acredite, a partir de hoje, seremos realmente pais. Pais 24 hrs por dia.

Seu sorriso era enorme ao dizer aquilo. Sim, nós seríamos.

Renesmee e Anthony, estes são seu nomes, estavam indo para casa conosco daqui a pouquinho. Foi mágico quando Edward escolheu o nome de nossa menininha e como ele escolheu esse nome. Ele simplesmente disse que queria um nome diferente e único para ela assim como eu era única para ele, então ele fez a junção dos nomes de nossas mãe, e ficou assim. Renesmee.

Anthony foi escolha minha, Edward ficou muito surpreso por eu escolher seu segundo nome para por em nosso menino, eles eram as coisas mais perfeitas desse mundo. Renesmee era idêntica ao pai em tudo, na cor dos cabelos, formato da boca, a cor dos olhos, tudo. Já Anthony tinha um pouquinho de mim nele, na verdade era bem pouco mesmo, apenas a cor dos olhos eram iguais aos meus, nada mais.

Quando pegamos nossos filhos para irmos para casa, eu estava com Anthony no colo enquanto Edward levava nossa menininha e as bolsas deles, Edward começou a brincar com Renesmee que estava acordada em seus braços e ao ouvir a voz do pai, Anthony não fez diferente do que fazia dentro de mim, começou a se agitar em meus braços. Vendo que ele começou a sua resmungação sempre que ouvia o pai e sentia que não estava em seus braços, Edward parou e fez a troca comigo, mas não foi com os bebês, eu peguei as bolsas e ele Anthony e assim fomos para o estacionamento para irmos para casa, onde nossa família estava nos esperando, até a Isa estava lá a espera de conhecer os priminhos.

Ao chegarmos em casa, na verdade, na casa dos Cullens, Isa foi a primeira a nos receber com um abraço forte em minhas pernas pedindo baixinho para que mostrássemos os bebês a ela primeiro, e eu não poderia negar isso ha ela, jamais. Como agora eles estavam dormindo, entramos primeiro com os bebês, depois Edward pegaria suas coisas que estavam no carro. Antes de entrarmos fiz um pedido a Edward de que em hipótese alguma era para ele abrir a boca, assim eu poderia ter mais tempo com meus pequenos também, e ele concordou.

Abaixei-me com Anthony em meu colo para que Isa pudesse vê-lo.

- Que fofinho Tia Bella, pode apertar ele pra ver se é de verdade?

- Se você apertá-lo ele vai chorar e sim ele é de verdade, olha como ele respira! – disse sorrindo para sua pergunta.

- Tudo bem então, mas eu posso segurar ele? Só um pouquinho Tia Bella, prometo não deixar que ele caia, eu andei praticando como segurar os bebês com minhas bonecas.

Ela falou com uma naturalidade e com uma felicidade de ter conseguido algo, que foi impossível negar esse pedido dela. Encaminhei-me até a sala de estar onde todos nos aguardava, na verdade, Edward já estava lá com Renesmee e eu nem o vi passar por mim. Assim que me viram, Alice e Rose vieram até mim, que estava pondo Anthony no colo de Isa que já se encontrava sentada no sofá com uma almofada em seu colo.

- Eles são tão lindos Bella!

- Sim Rose eles são lindos, também, são a cara do pai!

- Devo confessar Bella, você trabalhou de bandida nessa sua gravidez!

- Confesso que se não fosse pela cor dos olhos de Anthony, diria a mesma coisa, mas pelo menos ele puxou algo de mim né, ele não fez igual a Renesmee que é todinha ao pai.

Assim que falei, as duas abriram bem seus olhos e foi onde percebi que eu tinha dito os nomes dos bebês, que até então, era segredo. Olhei para Edward pedindo mil desculpas pela gafe que cometi, era para dizermos juntos, mas agora... Já foi!

- Não tem problema Pequena, já estava mais do que na hora de dizermos seus nomes. – dizia ele vindo até mim, me beijando a testa.

Olhei para as meninas e vi que Rose estava com os olhos molhados, mas não chorava, fiquei preocupada.

- Rose algum problema? Você está ficando pálida!

Ao me ouvirem dizer isso, Emmett veio rápido em seu socorro, minha irmão começou a chora e Jasper veio junto de nós me abraçando pelo ombro.

- Edward, por curiosidade o nome da Renesmee é... – Jasper não conseguiu terminar a frase.

- Sim Jass, eu queria algo de especial e único para nossa filha – disse olhando para mim – e então eu fiz uma mistura dos nomes de duas mulheres guerreiras e fortes, nomes de duas fortalezas, duas pessoas amadas – ele direcionou seus olhos para sua mãe – duas mulheres sublimes e importantes na vida de cada um de nós aqui. Eu juntei os nomes de nossas mães.

Esme que segurava Renesmee nos braços estava com lágrimas de felicidades nos olhos e com cuidado Edward abaixou para que ela lhe beijasse sua face e ele fez o mesmo.

- Obrigada meu filho, o nome é lindo e único, como você mesmo disse. Parabéns aos dois.

Rose logo se recuperou e Isa me entregou Anthony, pois ele estava se mexendo muito e estava com medo dele rolar do colinho dela e acabar se machucando, mas eu sabia muito bem o que era aquilo, Anthony ouviu a voz de Edward, que mesmo falando baixo, não foi o suficiente para que Anthony não acordasse.

(***)

Os dias foram se passando rápidos demais, conseguimos fazer com que os bebês não ficassem tão agitados perto de Edward e agora é somente de vez em quando, que um deles se agita pedindo a atenção do pai.

Os bebês não nos davam muito trabalho, com uma ajuda de mamadeira somente a noite, com quinze dias que estavam em casa, já dormiam a noite toda. Não tiveram cólicas nem nada, o que é um milagre, nem todo bebê que nasce sente cólicas, só alguns e nós tivemos sorte nestes alguns.

Eu os amamentava durante o dia com a mesma ânsia em que eles eram esfomeados e Edward ria disso, porque era começar a dar de mamar para um, o outro já começava a chorar com fome também, ai eu ficava com os seios de fora segurando os gêmeos um em cada braço com seus corpinhos virados para minhas costas enquanto eu os apoiavam em uma almofada própria para amamentar.

(***)

Hoje minha vida quase esta de volta ao normal, sim, quase, porque depois que se tem filhos, nada, nunca volta ao normal.

Renesmee e Anthony estão completando quatro meses e Alice, resolveu dar uma “festinha” em casa para comemorar a idade deles, eu não queria, lógico, eles são muito pequenos para ficar no meio de agitação, mas como era Alice, não tivemos escapatória. Concordamos, desde que fosse somente para a família e os mais próximos. A única que não estaria aqui, seria a Lora que desde que os gêmeos nasceram, ela voltou para Londres, mas sabemos que ela e Irina ainda mantem contatos e as vezes ela vai até Londres para vê-la. Sinto falta dela.

Edward não falava comigo direito havia dois dias, só me respondia quando perguntava e me perguntava somente o necessário. Isso estava me deixando preocupada, será que estou ficando muito desleixada? Será que estou ficando gorda ou... Ou não estou tão boa como antes? Essas perguntas estão martelando em minha cabeça a esses exatos dois dias. Não transávamos mais com tanta frequência como antes, mas, mesmo assim, não conseguíamos ficar sem tocar no corpo um do outro por mais de dois dias e já faziam três dias que nós não nos tocávamos.

Os gêmeos estavam com Esme no quintal e junto dela Carlisle, que não parava de babar nos netos.

- Bella o que esta acontecendo? Estou sentindo você tão distante!

Encontrei com Alice no corredor do andar de cima.

- Alice, sinceramente nem eu sei o que está acontecendo, sei lá, acho que seu irmão está se afastando de mim aos poucos, já faz dois dias que ele mal conversa comigo, somente o necessário. – desabafei.

- Calma Bella, não deve ser nada, talvez são problemas no trabalho.

Alice poderia estar certa, mas algo em mim dizia que não era nada disso, que Edward estava me escondendo algo.

- Você pode estar certa Alice, mas ele nem me toca mais e isso é frustante para quem deu a luz a gêmeos a pouco tempo.

Eu estava bastante chateada com o comportamento de Edward. Ele não poderia estar fazendo isso comigo, ele deveria estar do meu lado sempre me ajudando... Certo, estou sendo injusta, ele sempre me ajuda em tudo com os bebês, ele é um pai exemplar, um pai amoroso e carinhoso com os filhos. Não tenho direito nenhum de reclamar dele sobre isso, mas como meu “marido” digamos assim, ele não quer saber de mim mais, essa é a realidade dos fatos. De cabeça baixa voltei para o quarto em que dividia com Edward.

- Bella, não fique assim. Olhe, você está linda, está com um corpo de fazer inveja a qualquer mulher que tenha tido filhos ou não. – Alice me disse aquilo, só para me animar, mas não estava funcionado. Quem eu queria que dissesse aquilo nem olhava pra mim direito.

- Obrigada Alice pelas palavras.

- Já sei, como hoje teremos uma festinha à fantasia aqui, vou te levar para um Spa onde você ficará, renovada e linda, e duvido que meu irmão vai resistir a mulher que tem.

Alice sempre seria Alice ela era... espere um pouco, como assim festa à fantasia?

- Alice! Festa à fantasia onde? Ficou louca?

- Ops... Acho que não te avisei né? Desculpe-me Bella, mas era tanta coisa que eu acabei de te falar. Mas todos já sabem que a festa será à fantasia. Ou pelo menos eu acho – sussurro – Bem, vou pedir para mamãe avisar a quem não sabe e vamos para o Spa. Ligue para Rose para ir conosco. – disse a tampinha e saiu em direção para o andar debaixo saltitante. Nem tive chance a réplica.

Quarenta minutos depois estávamos em frente ao Spa mais badalado de Nova York. Alice quando queria era impossível tirar dele seu desejo e foi o que aconteceu. Como ela e minha irmã já são conhecidas no mundo da moda, foi só dizer seu nome que abriram uma exceção rapidamente, uma não, três.

Em relação a festa, Alice e Rose me disseram que já estava tudo certo, o buffet, os garçons, as mesas, tudo já estava demarcado onde cada coisa deveria estar e que sua mãe garantiu que tudo estaria no lugar quando nós chegássemos, Alice só precisaria dar um toque final, caso houvesse necessidade disso.

No Spa, tomamos banho relaxante, massagens, manicure, pedicure, tivemos tudo o que tínhamos direito, até que me lembrei de algo que não deveria ter me esquecido. Minha fantasia.

- Alice, você me disse que a festa é a fantasia, só que eu não tenho nada para vestir, daqui teremos que passar em alguma loja e alugar ou comprar uma para mim!

- Bella não se preocupe, eu esqueci de te avisar sobre a festa ser à fantasia, mas não esqueci da sua fantasia que vou te adiantar, é fantástica, eu e Rose quem desenhamos ela pra você.

Com isso comecei a relaxar novamente, mas logo senti meus seios começarem a doer. Antes de sair retirei um pouco de leite materno para cada um dos bebês, mas já esta cheio novamente. Avisei as meninas e Rose logo se prontificou de ligar para Emmett vir até onde estávamos para busca meu leite. Eu disse que não precisava no entanto, Alice me interrompeu dizendo que Emmett deveria vir o mais rápido possível por que nós não iríamos para casa agora. Como sempre não disse nada, deixei que Emmett viesse até aqui com a bombinha e esperou pacientemente até eu “esvaziar” meus seios.

- Como está a arrumação Emmett?

- Calma baixinha, está tudo sobre controle, até o mané do Edward está ajudando!

Só a menção do nome dele, fazia meus pêlos se eriçarem. Eu sentia tanta falta dele.

- Edward não deveria estar no hospital? – perguntei

- Bem. – Emmett coçou a cabeça, sinal de que estava nervoso – Sim Bella, ele deveria, mas... hã, parece que, bom ele voltou cedo e esta nos ajudando e outra, hoje é sábado então ta normal.

Não entendi e nem fiz questão de entender mais nada. Meus olhos ardiam pedindo passagem para que as lágrimas presas pudessem passar, mas as reprimi. Entreguei o leite a Emmett que me olhou com um olhar de pena, um sentimento que não gosto que sintam por mim, ele se virou sem dizer nada, dando um leve e simples beijo em Rose e partiu.

Respirando fundo algumas vezes, tentando por minha pulsação em ordem, consegui afastar as lágrimas que estavam prestes a sair de meus olhos.

- Vamos logo acabar com tudo isso e vamos embora meninas, quero sentir meus pequenos junto a mim. – disse sem olhá-las nos olhos.

Fomos encaminhadas para uma sala enorme onde todos os espelhos estavam cobertos. Ali estavam nossas fantasias, assim disse Alice.

Primeiro fizemos nossos cabelos o da Rose ficou solto com um lado puxado para trás e preso com uma presilha cheia de pedrarias. Alice deixou o dela solto também, mas todo espetadinho nas pontar com uma tiara no formato de galhos de flores, com pedrarias também. E eu estava com meu cabelo, o que pude sentir, estava preso num rabo de cavalo, mas com cachos e enfeites entre eles. Assim que terminamos, eu gostaria ter ter olhado no espelho, mas a baixinha só faltou me bater quando tentei tirar um pano que cobria os espelhos do local.

- Nem pensar Bella. Será surpresa e para acompanhar você nós também não vamos nos ver no espelho. Mas agora, você terá que acreditar em mim Bella. E não poderá dizer não tudo bem? Você vai confiar em mim?

Aquele assunto estava bastante estranho, mesmo confiando em Alice, ela estava aprontando uma das suas.

- Alice, o que você está aprontando agora? – disse desconfiada dela.

- Não estamos aprontando nada Bella, agora vire-se a faça o que Alice mandar. Nossa, nunca vi Rose autoritária como agora. Virei-me sem dizer uma palavra e meus olhos foram vendados.

- Hey, por que vocês estão me vendando? Que brincadeira é essa?

- Não é nenhuma brincadeira Bella, nós só queremos que seja surpresa pra você. E tenho certeza que não irá se arrepender do que estamos fazendo. Agora você fique quieta aqui na cadeira que já já vamos vestir você.

Comecei a tremer dos pés a cabeça, não estava gostando nada daquilo. Já não bastava Edward esta fazendo o que faz agora vem essas duas malucas me vendando sem que eu possa me ver em um espelho, isso já estava ficando longe de minha sanidade, daqui a pouco a louca seria eu. E não elas duas. Eu só quero ir para casa e ficar com meus filhos, nada mais.

Passaram-se alguns minutos que eu particularmente não faço ideia de quanto tempo havia se passado, Rose me pediu para que me levantasse da cadeira, fiz tudo o que me pediram automaticamente. Meu espirito para festas estava dormindo, eu já não queria nada mais. A distância que Edward estava impondo sobre nós, estava me matando.

Ajudei no que pude as meninas me vestirem com um vestido que era longo e de um ombro só. Passei minhas mãos sobre ele e senti o tecido, frio e macio, algumas partes dele da cintura para cima era franzido com algumas pedrarias.

- Nossa. O vestido parece ser lindo, por favor, deixe-me ver garotas! – eu estava me sentindo muito bem, bonita, sem ainda ter me visto.

Comecei a chamar por Rose e Alice que não me responderam. Comecei a entrar em pânico, pois não sentia ninguém. Sentia que estava sozinha ali. Quando levei minhas mãos para retirar a venda de meus olhos, ela foram tiradas antes que minhas mãos fizessem o serviço. Pisquei os olhos várias vezes para acostumar com a claridade novamente, assim que foi feito, percebi que os espelhos não estavam mais cobertos e que eu estava em frente a um de corpo inteiro.

Eu me via refletida no espelho e não podia acreditar no que eu estava vendo. Meus nervos começaram a tremer, minha voz não saia, eu não conseguia me mexer, minha garganta estava queimando, meu peito ardia, não conseguia sentir o ar entrar em meus pulmões. Sinceramente. Eu estava linda neste vestido branco.

Meu vestido era lindo, todo branco e com pedrarias. No ombro era somente pedrarias sobre uma camada fina de tecido. Fiquei um bom tempo parada me admirando no espelho até que, ouvi um pigarro.

- Alice o vest... – minha frase foi cortada ao meio ao ver que não era Alice quem estava ali comigo, nem Rose, na verdade, não tinha ninguém ali, a não ser eu e Edward.

- Pequena. – sua voz saiu sussurrada.

Edward veio caminhando calmamente até mim, ele estava num perfeito smolking, na verdade ele estava lindo, perfeito, um verdadeiro pecado. Quando ele chegou perto de mim e começou a se ajoelhar em meus pés, minha mente foi longe. Ele não poderia esta... Oh meu Deus, ele estava.

Levei uma mão a boca para abafar o susto de surpresa e incredulidade que estava acontecendo, mas eu senti no momento em que olhei em seus olhos que tudo aquilo ali era a mais pura das verdades. Edward Cullen estava de joelhos me pedindo em casamento.

- Pequena, eu não sei o que dizer, eu tinha tudo escrito para esse momento, mas aqui, agora te vendo neste lindo vestido de noiva, eu... eu só posso implorar para que você se casa comigo minha Pequena!

Minha mente estava um pouco devagar agora, não conseguia juntar suas palavras como, vestido de noiva, festa à fantasia e ele aos meus pés me pedindo em casamento.

Aos poucos fui começando a me sentir tonta, minha pulsação se acelerou ao ver a verdade bem diante de meus olhos. Não havia festa a fantasia coisa nenhuma, era o MEU casamento que estava sendo montado!

- Edward... Me diz que... Oh meu Deus. – ele estava com uma caixinha na mão oferecendo-a a mim, assim que ela foi aberta revelando seu conteúdo eu não conseguia respirar direito, estava me sentindo sufocada. Era o anel mais lindo que eu já havia visto. Edward se levantou rapidamente e me segurou em seus braços para que eu não caísse no chão, seu cheiro bateu com força em minhas narinas – Edward, por favor me diz que tudo isso é armação daquela vaquinha de presépio da sua irmã. Me diz que não existe essa tal festa à fantasia? – eu praticamente implorava para que ele me dissesse que não tinha festa nenhuma.

- Não meu amor, não existe festa nenhuma, essa foi a forma de você não desconfiar de nada do que eu estava planejando. – minha cabeça estava um turbilhão de coisas passando por ela. Me afastei dele para olhar bem em seus olhos.

- Mas você se afastou de mim esses dois dias, e estava me sentindo um lixo Edward. Várias coisas se passaram pela minha cabeça, você... – as lágrimas que tanto segurei vieram a tona agora – Você me fez... Eu pensei que você não me queria mais, que eu estava, sei lá, desleixada, eu... – fui interrompida bruscamente por seus lábios.

Edward segurava meu rosto com suas mãos, o beijo que começou feroz, foi ficando calmo, quente, macio, delicioso. Meu amor estava renovado.

Aos poucos fui me acalmando a cada beijo que recebia dele, no final meu sorriso estava de ponta a ponta.

- Perdão se eu te fiz sofrer minha Pequena, mas eu precisava fazer tudo o que fiz para você acreditar em mim. E você não sabe como foi difícil ter que dormir a cada noite ao seu lado e não te tocar, eu morria a cada olhar triste que você direcionava a mim, a cada sorriso forçado seu, era uma apunhalada em meu peito. Mas tudo isso foi por uma boa causa. Quero que nossa Lua de Mel seja inesquecível. – olhei para seus olhos cheio de desejo e paixão – Aceita se casar comigo minha Pequena! – balancei afirmativamente com a cabeça e ele deslizou meu anel de noivado em meu dedo e beijou-o em seguida.

Edward me levou dali dizendo que as meninas já tinham ido e que agora eu teria mais surpresas.

Estávamos em uma limusine não muito grande, o caminho em que estávamos tomando eu conhecia muito bem. Estávamos indo para a casa dos Cullens.

- Edward. – estávamos sentados de mãos dadas – Uma perguntinha. Por que estamos indo para a casa de seus pais?

- Você ainda não adivinhou o por quê?

- Você está querendo me dizer que o nosso casamento será lá?

- Não. Nosso casamento não será lá, mas eu tenho uma surpresa para você.

Fiquei em silêncio, mesmo estando muito nervosa não fiz mais nenhuma pergunta.

Assim que a limusine parou, olhei para fora do carro e vi que não estávamos na casa dele, estávamos a algumas casas mais a frente.

-Venha conhecer o jardim de sua nova casa minha Pequena.

O quê? Como assim? Minha nova o quê? Não acredito.

- Edward isso é algum tipo de brincadeira, por que já aviso logo que se for isso não tem graça.

Seu sorriso me desmanchou toda, ele estava dizendo a verdade.

- Eu não brincaria com uma coisa dessas com você minha vida. Essa é a nossa casa e é aqui que quero começar com o pé direito. Com minha família, com você sendo minha mulher no papel. É aqui o nosso casamento.

Eu não poderia estar mais feliz do que estava. Edward foi me levando em direção aos fundos da casa onde estava todo decorado, estava lindo. Assim que Edward e eu entramos uma musica suave começou a tocar, ela era perfeita, olhei para ele que estava olhando para mim, com um amor que acho que nunca sentirei por mais ninguém. Edward é meu eterno amor, meu amigo, meu companheiro, meu amante, meu tudo.

Alice estava com um dos gêmeos e Rose com o outro bebê elas estavam lindas. Sorri para elas e apenas sibilei a palavra obrigada para elas, que entenderam perfeitamente. Chegamos ao altar onde um padre estava a nossa espera e então a cerimônia deu-se início.

As palavras que Edward dizia para mim em seus votos tocou-me lá no fundo da alma, ela saiam com tanta paixão e devoção que minha palavras saíram da mesma forma, aos tropeços de tanto que eu chorava. Na hora em que o padre pediu as alianças, foi Rose e Alice que se encaminharam para perto de nós, cada uma segurava um bebê e nossas alianças estavam amarradas nos bracinhos deles, eles estavam as coisas mais lindas.

(***)

Na festa estávamos todos juntos, muitos amigos de trabalho estavam ali, Kate e Irina também estavam presentes, mas minha surpresa maior foi ver Lora, ela estava linda e eu sentia tanta saudades dela.

- Bella meus parabéns você esta muito linda.

- Obrigada. Estou surpresa de você estar aqui, eu não sabia que você viria. Como estão as coisas em Londres?

- É, estou vendo que perdi minha mulher já. Vou buscar uma bebida pra você e já volto. – disse Edward – E você Lora, dois passos para longe da minha mulher ok?

Lora fez sinal de positivo dando os dois passos para trás, rimos quando ele se virou e saiu em busca de uma bebida, sem álcool, para mim.

- Ele não vai largar do meu pé nunca. Esse ciúmes que ele tem de você Bella, nunca vai acabar, mas eu entendo ele, você realmente é muito linda, e isso não é nenhuma cantada, é apenas a realidade.

Sorri para o que ela disse.

- E você mais Irina como estão? – ao perguntar ela fez uma carinha de que estava tudo bem.

- Sabe como é né? Nem tudo que queremos podemos ter. E eu e Irina, apesar de gostar muito dela, não ia dar certo esse romance a distância e eu não sou apenas de uma e sim de muitas.

Depois dessa caímos na gargalhada. Alguns minutos depois Edward voltou, sem a bebida, m puxando pela cintura.

- Alice está nos chamando Pequena.

Nos despedimos da Lora, que foi em direção onde as irmãs Denali estavam e segui caminho junto de Edward, ao encontrar com Alice, ela me arrastou para dentro de casa, onde eu ainda não tinha posto meus pés, passamos pelo hall de entrada e entramos em um corredor não muito comprido, entramos em uma porta a esquerda, onde era o escritório. Sei disso por que em cada cômodo que passamos já estava mobilhado.

- Alice, o que estamos fazendo aqui?

- Você vai trocar de roupa agora para sua dança com seu marida, Sra. Cullen.

Eu não poderia estar mais que feliz. Assim que troquei de roupa por um vestido branco também, mas com a saia todo de ondinhas de babados e bem soltos voltamos para o jardim onde Edward me encarou de cima a baixo sem nenhum pudor.

- Acho melhor não te soltar mais Sra. Cullen.

- Acho bom mesmo Sr. Cullen, não me largar mais.

A nossa música começou a tocar e eu fiquei bestificada com ela, como assim, será que foi Edward quem pediu ela? Olhando para ele, obtive minha resposta.

- A primeira vez que dançamos juntos. Essa é a nossa música pequena, e se me lembro bem, foi neste mesmo dia que encomendamos nossos bebês.

Ao ouvir isso dele, meu corpo começou a pegar fogo. Eu estava sedenta de paixão por este homem, meu desejo era tamanho que sentia minhas pernas ficarem moles só de lembrar daquela noite inesquecível que tivemos. E vi em seus olhos que ele estava sentindo o mesmo que eu, e sem perder tempo, começamos a dançar a nossa música, dançamos de forma nada recatados, fomos bem ousados em cada cruzada de pernas e puxadas para cima e rodadas. Não tínhamos vergonha de mostrar em nossa dança o que estávamos sentindo, a única coisa que queríamos era mostrar o quanto nos amávamos.

Minha vida foi um verdadeiro turbilhão de emoções depois da tempestade em que vivi, hoje, só quero a abonança.

Notas finais
Bem mundiças, chegamos ao final, mas não é o fim, sim, teremos epílogo ainda, e desejo que não demore muito a sair.
Será que mereço alguma recomendação? Acho que não né! eu fico por aqui, mas não sem antes deixar um recadinho a vocês.
#eu e a minha mundiça (Jaque Lokit) minha parceira em Proposta Indecente mais conhecida como Banqueiro FDP gostoso, estamos com uma nova parceria, Diário de um Anjo (DDUA), então sintam-se a vontade em dar uma passadela por lá ok.
bj bj e até o Epílogo.