Demons Inside

5 Não Devo Contar a Ninguém - Parte III


Notas iniciais
SALUT*, HUNTERS! Tudo bem com vocês? Espero que sim. Demorou mas tá aí o capítulo. Meu celular pifou e não quer ligar, agora tenho que ficar usando um velho que tinha aqui, que não tem nada nele; devo me acostumar até comprar outro ;-; só aceito. Estou pensando em voltar a escrever uma fanfic que eu tinha começado - mas não postei - espero que eu consiga u.u Uma balde de frango frito pra criminally vulgar, por favoritar a fanfic :3 Temos gente nova acompanhando a fic! Yeeey! Sejam bem-vindos espero que gostem e que comentem, se não serei obrigada a morder a bunda de vocês. (Não to brincando e.e) Bom, vamos ao que interessa: ler o capítulo! BOA LEITURA! Vejo vocês lá em baixo /Evil Queen. *Salut: "Olá" em francês.

Salt Lake City, Utah

– Parece que acharam o culpado. – Candice já esperava por eles no quarto de motel.

– É, você estava certa. – Sam suspirou, largando o terno do disfarce na cama – Não é Will Langton. É Noah Handerson, filho do delegado que morreu há seis meses atrás.

– Mas tem uma coisa estranha. – Dean se pronunciou, pegando o envelope que havia conseguido na casa do antigo professor de Educação Física – Encontrei isso na casa do Langton, e aqui dentro tem boletins de ocorrência no nome de todos esses professores que morreram, mas não foram entregues á polícia. E também não estão completamente preenchidos, mas os mais antigos são de agosto do ano passado.

Sam pegou os papéis das mãos do irmão e leu alguns deles, surpreso. Aquilo não fazia sentido. Todas as pistas levavam a crer que o culpado era Will, então como poderia ser um garoto que morrera antes de completar quinze anos?

– Eu não entendo… — Sam encarava os papéis, confuso – Então qual dos dois está fazendo isso tudo?

– Vamos ver… — Candy franziu as sobrancelhas, pensativa – O que os professores podem ter em comum além de trabalhar na mesma escola?

– Você pegou a fichas deles, não é, Sam? – Dean perguntou, um pouco distraído com seus próprios pensamentos.

– Peguei, mas não há nada em comum entre eles. Nem nada de incomum. A maioria nasceu em outras cidades, todos formados em boas faculdades, cada um deles entrou na escola em datas diferentes… E é isso. Nada a mais.

– Já falaram com o delegado sobre o Noah? – a fantasma perguntou, olhando de um Winchester para o outro.

– Vamos falar sobre isso amanhã. Não dava para conversar com o Handerson hoje, estava tudo uma bagunça. – o mais novo fez careta, lembrando da “cena do crime” completamente ensanguentada.

Os três ficaram em silêncio por um momento, cada um com seus pensamentos sobre o caso e tentando encontrar soluções.

– Podemos só ir queimar os ossos do garoto e acabar com isso. Esperamos um tempo para ver se acontece alguma coisa estranha na escola e se não acontecer, voltamos pra estrada. – Dean deu a ideia, convicto de que era a coisa cera a fazer.

– Mas porque um aluno mataria os professores da escola? – Sam perguntou voltando a olhar os boletins de ocorrência que continuavam em suas mãos.

– Que aluno nunca teve vontade de matar algum professor? – Candy fez careta.

– Nisso eu concordo. – Dean deu uma risadinha, como se lembrasse de algo.

Eles ficaram calados novamente, apenas o farfalhar das folhas de papel preenchia o silêncio.

– Espera um pouco. – Sam remexeu as folhas procurando por algo – Quem é Edgar Shrwezerman? Ele não está entre os professores que morreram…

– Aposto que é a próxima vítima. Outro professor da escola. – a mulher comentou mais para si mesma que para os outros dois caçadores – Posso ficar de olho nele, para o caso de algo acontecer.

Os irmãos se entreolharam numa conversa interna que já era natural por passarem tanto tempo juntos. E, em poucos minutos, o plano já estava pronto.

°°°

As portas da escola pública de Salt Lake City não se abriram novamente naquela manhã. O delegado havia chegado ali logo que o sol nascera com alguns policiais e peritos para verificar o caso mais uma vez. Na mente de Handerson, quem quer que fosse o assassino, era muito engenhoso, sem deixar pista alguma e ainda conseguia que suas vítimas ficassem em um estranho transe.

– Dave! – uma voz o chamou, e quando se virou encontrou Edgar Shrwezerman acenando para ele da porta da sala dos professores.

– Há quanto tempo, Edgar. – o delegado foi até o homem, trocando um aperto de mão.

– Uns cinco meses, não é? Desde… — o professor parou no meio da frase – Ah, me desculpe, não devera tocar nesse assunto.

Forçando um sorriso, Dave Handerson balançou a cabeça e deu um tapinha no ombro de Edgar.

– Está tudo bem, sei que não fez por mal. Puxa, já fazem seis meses desde aquele acidente.

– Sim… E me sinto culpado por isso, você sabe. Sempre fui muito próximo do garoto, deveria ter visto, reparado, que ele não estava bem. – o professor suspirou, pesaroso.

– Tudo bem, Edgar. Agora já passou. E tenho certeza de que ele está em um bom lugar, era um bom garoto.

– Sim, ele era… Bem, vou deixar que continue com seu trabalho, não vou mais te interromper. Não suma novamente, Dave. – ele voltou para dentro da sala e fechou a porta.

Respondendo com um sorriso, o delegado se virou, assustando-se quando deu de cara com outra pessoa.

– Agente Carter! – ele colocou a mão sobre o coração acelerado, mas ainda sim riu – Quase pensei que fosse o assassino!

– Devo pedir perdão por isso, senhor Handerson. – Dean riu, ajeitando o terno – Aquele homem com quem estava conversando… Ele é professor daqui, certo?

– Sim. Edgar Shrwezerman, professor de história. Mas porque a pergunta? – o delegado estranhou a curiosidade do “agente”.

– Bem, eu e meu paceiro estamos pegando o depoimento de todos os funcionários da escola, principalmente os outros professores.

– Ah, claro. Se precisar de algo, estarei com os peritos no corredor da biblioteca.

Dean assistiu o homem ir embora enquanto, do outro lado do corredor, Sam chegava.

– Consegui. – mostrou as duas pastas que carregava nas mãos – E já dei uma olhada também. Nada de estranho, nem na ficha do Edgar e nem na do Noah. A única coisa em comum é que esse professor deu aula para o garoto desde que ele entrou na escola e, um mês depois que o garoto entrou para essa, Edgar conseguiu uma vaga para dar aula aqui também. Pode não ser nada, mas… Para mim isso está parecendo um pouco de perseguição.

– Perseguição? – Dean bufou – Parece que esse professor é um pervertido, isso sim.

Os dois foram á procura do delegado Handerson onde ele tinha dito que estaria. Precisavam fazer algumas perguntas. O encontraram conversando com um outro homem uniformizado, e o corredor ainda estava coberto de manchas de sangue e a frase escrita várias vezes na parede.

– Podemos falar com o senhor? – Pediu Sam ao delegado, interrompendo a conversa – Gostaríamos de tirar uma dúvida.

– Claro, já estava terminando por aqui. Vou pegar um café ali do outro lado da rua, se não se importarem em me acompanhar…

Os três homens entraram no café e se sentaram numa mesa afastada do resto dos clientes, na janela que tinha vista para a escola. Fizeram seus pedidos quando a garçonete os atendeu e se passou um tempo num agradável silêncio, enquanto as bebidas não chegavam.

– Então… Podem falar. – Handerson quebrou o gelo, assim que a garçonete voltou com os três copos e deu um gole em seu café com creme.

– Estávamos revirando os arquivos da escola e achamos o arquivo do seu filho. – Sam começou cautelosamente e observando a reação do homem, que franziu os lábios finos em desagrado – Pensamos se o que aconteceu com ele, a morte dele, pode ter algo a ver com a dos professores. Digo, se pode ser o mesmo culpado.

– Sinto muito, senhores, mas com certeza não. – ele foi direto, querendo acabar o assunto – Acredito que saibam que esse não é um assunto que eu goste, então vamos acabar logo com isso. Noah se matou. Não foi culpa de ninguém.

Os irmãos se entreolharam. Os dois Winchester sabiam disso. Mas às vezes era necessário jogar verde para colher maduro.

– Nós entendemos, senhor Handerson. – Dean se pronunciou – Não queríamos tocar nesse assunto mas achamos importante. Só por curiosidade, se não quiser responder não precisa, mas… Percebeu algo estranho com seu filho antes do… Incidente?

– O que? – o homem estava confuso – Não, claro que não… Ele sempre foi uma criança normal. Muito tímido, mas normal. Nos últimos tempos ele estava muito calado, mas tirando isso, nada fora do comum.

– Ele não tinha amigos na escola? – Sam fingiu surpresa.

– Como eu disse, muito tímido. Ele conversava com algumas pessoas, mas não acho que fossem amigos. A única pessoa mais próxima dele era o professor de história.

– Ah, sim, Edgar Shrwezerman. O professor com quem conversava mais cedo. – Dean comentou.

– Sim, esse mesmo. Deu aula para o Noah desde que entrou na escola e sempre foi muito bom com ele, sempre atencioso. – o delegado deu um longo suspiro – Então, era só isso? Tenho que voltar á delegacia, preencher mais papeladas.

– Só mais uma pergunta… Onde Noah foi enterrado? – Sam perguntou, enquanto o homem já se levantava.

– Que tipo de pergunta é essa? – ele fez careta, ajeitandor o casaco – Noah foi cremado.

– Ah, que ótimo. – o Winchester mais velho reclamou assim que o homem se foi – Agora teremos que arranjar outra maneira para acabar com isso.

– O garoto tem uma motivação… — o outro comentou pensativo, colocando as pastas com as fichas dos professores e o envelope de Will Langton sobre a mesa, com a folha onde estava escrito o nome do professor de história por cima – E já sabemos quem é a próxima vítima.

°°°

A noite chegou e, assim que veio, todos foram embora da escola. Ninguém aguentava mais ficar de plantão naquele lugar, e já corria boatos de que a escola seria transferida para outro prédio público e aquele seria convertido em algo que não lembrasse as tragédias que aqueles corredores guardavam. Eram cinco mortes num único lugar em seis meses, as histórias estranhas já estavam se espalhando.

Mas, apesar de todos aqueles boatos que eram assustadores para a maioria das pessoas, alguém continuava ali, andando pelas salas como se procurasse por algo. Edgar não conseguia parar de pensar no que vira no dia anterior, era maluco demais para ser verdade. Ver uma pessoa que já morreu era a coisa mais longe do normal que poderia acontecer a alguém.

Sua caminhada parou na frente do banheiro masculino do segundo andar.

– Você se lembra desse lugar, não é? – uma voz falou, vinda de trás do homem.

– Noah… — a voz do homem vacilou por um momento – Você sabe que a culpa foi sua… Foi você quem quis contar. Eu não queria nada disso. A culpa foi sua.

Com a fúria estampada no rosto, o garoto olhou no fundo dos olhos de Edgar, sua imagem tremendo no ar com a força que colocava na ação. No instante seguinte, no braço direito do professor um corte profundo se abriu, se estendendo do pulso á dobra do antebraço, derramando uma grande quantidade de sangue que ecorria por sua mão e seus dedos. Antes que ele pudesse reagir á dor, seu corpo começou a reagir sem sua permissão; os dedos pegavam o sangue do corte e escreviam na parede a frase “não devo contar a ninguém”. Conhecia aquela frase muito bem, ele mesmo a dissera muitas vezes e a cada segundo a dor aumentava junto com o medo.

Enquanto isso, na porta lateral da escola, os irmãos Winchester entravam com as armas munidas com balas de sal e andavam o mais silenciosamente possível. Apesar de estarem preparados com lanternas, algumas das lâmpadas dos corredores estavam ligadas, formando uma trilha que indicava por onde quem quer que estivesse ali passara. Poderia não ser nada, o zelador ou qualquer outra pessoa, mas essa era a única pista que tinham.

Assim que chegaram no andar superior, todas as luzes começaram a piscar e a temperatura abaixou bruscamente.

– Merda… — Dean resmungou, e ele e Sam apertaram o passo.

Numa das paredes do corredor, Edgar continuava a escrever a frase em sangue e, na outra parede, o fantasma observava a cena com satisfação.

– Hey, garoto! – o mais velho chamou a atenção de Noah, que despertou do momento parecendo nenhum pouco perturbado com a chegada dos caçadores e nem com as armas apontadas para ele.

– Se quiserem acabar com isso, precisam saber o porque ele continua aqui. – Candy apareceu ao lado deles, completamente calma como se um homem não estivesse morrendo bem no corredor – Não atirem.

– Não temos tempo para conversas, Candy. – Sam continuou com a arma apontada, assim como o irmão – O homem está morrendo!

– Noah? – ela o ignorou – Porque está fazendo isso?

– Candice. – Dean a chamou entredentes, num tom que avisava que era melhor se afastar.

– Eu posso te ajudar. – continuou ignorando, estendendo a mão.

O garoto encarou os três caçadores e caminhou e desapareceu no ar, reaparecendo na frente de Candice. Num movimento rápido, o fantasma de Noah colocou uma mão pálida no rosto da mulher, que ficou paralisada por alguns segundos, olhando para o nada, até despertar atordoada olhando para os lados, como se não entendesse onde estava.

– Meu Deus… — ela estava incrédula, encarando Noah com os olhos arregalados.

– Está tudo bem? – Sam perguntou, preocupado.

– Faremos isso com uma condição. Deixe o homem. – apontou para o professor, sem escutar Sam – Não vai conseguir nada se ele estiver morto.

Como efeito de suas palavras, Edgar caiu no chão desmaiado com o sangue formando uma poça em volta de seu braço e Noah sumiu fazendo as luzes e a temperatura voltarem ao normal.

– Obrigada. – Candice agradeceu para o nada, se virando para Dean e Sam – Precisam ligar para o delegado. Agora.

– Como assim? O que foi isso? – o mais velho estava irritado, enquanto o outro ia ao homem machucado verificando seu pulso.

– Ele só vai parar quando o pai descobrir tudo. – ela falou, e explicou o que tinha acontecido.

– Eu vou ligar para ele. – Dean pegou o celular, dessa vez sério e, em sua expressão, havia uma tristeza contida.

°°°

Dave Handerson estacionou ocarro na frente da escola e, de lá, podia ver as luzes do segundo andar acesas. O agente tinha dito na ligação que era um assunto urgente, então imaginava que fosse outra morte mas, como o outro não quis dizer o que era por telefone, preferiu não criar confusão chamando outras viaturas.

Por isso seguiu sozinho pela escada que levava ao andar seguinte, sentindo que estava sendo observado. Assim que terminou o último degrau, aquelas frases em sangue chamou sua atenção, e logo á sua frente o professor estava caído.

– Edgar! – ele exclamou, assustado, e foi até o homem que já estava pálido com a perda de sangue – Céus, quem fez isso com…

O delegado parou no meio da frase, sua mente girando em torno de uma possibilidade. Quem o havia chamado ali era o agente do FBI, mas… E se ele não fosse um agente de verdade?

– Delegado Handerson.

Com a ideia já se enraizando, ele se levantou já com sua arma em mãos, encarando os tais “agentes”, que vestiam roupas normais. Camisetas, calças jeans, jaquetas… Não pareciam tão profissionais mais. Aos olhos de Handerson, já tinham o perfil perfeito para serem criminosos.

– São vocês, não é? Que estão fazendo isso tudo? – o homem praticamente gritou, furioso.

– Hey, se acalma. Não fomos nós. – Sam levantou as mãos, em sinal de rendição e mostrando que não estava armado.

– Ah é? – ele foi irônico – Então quem foi? Vocês me chamaram aqui e não tem mais ninguém além de vocês!

Dean e Sam trocaram um olhar e, como o mais novo era o mais indicado para as “revelações bombásticas”, foi ele quem explicou a situação.

– Não fomos nós, senhor Handerson. Foi o seu filho.

Handerson encarou os dois irmãos parados, incrédulo imaginando que aquilo só podia ser uma brincadeira de muito mal gosto.

– Meu filho está morto! – gritou com todas as suas forças – Ele se matou, bem nesse corredor, naquele banheiro! – apontou para a porta ao lado do corpo caído de Edgar.

– Ele não se matou. Noah foi morto. – Dean falou com calma.

– Desgraçados! Não tentem mexer com a memória do meu filho!

Nesse momento, ele destravou a arma e suas mãos e já estava puxando o gatilho, quando Noah, juntamente com Candice, apareceu em sua frente. O homem abriu a boca, espantado, mas nada saiu dela. Parecia que todo o ar tinha fugido de seus pulmões.

– Seu filho matou todas essas pessoas. – o fantasma da mulher olhou com nojo para o professor desacordado – Esse homem abusou do garoto durante a vida dele inteira, ameaçando-o. Por isso as frases na parede. Era o que o Shrwezerman fazia ele escrever a cada vez que… — suspirou, sentindo a raiva e a tristeza revendo as imagens repulsivas que o garoto colocara em sua mente quando lhe tocara – E os outros que morreram sabiam o que acontecia mas não fizeram nada. E foi esse mesmo que matou Noah. Ele fez tudo isso tentando chamar sua atenção, para que percebesse o que tinha realmente acontecido.

Encarando o filho que o encarava de volta, o delegado caiu de joelhos no chão. Andando tranquilamente, Noah foi até o pai e se ajoalhou á sua frente, sorrindo.

– Agora você sabe. Não fique triste, pai. Eu não estou. Não mais.

– Porque não me contou?

– O senhor Shrwezerman disse que mataria você e a mamãe se contasse.

– Ah, Noah… Nunca deixaria nada acontecer com nossa família! Devia ter contado, nós cuidaríamos de você melhor, fui muito negligente. Me perdoe, filho.

– Amo você pai. E amo a mamãe também.

– Também amamos você. – Handerson tentou abraçar o garoto, mas suas mãos passaram direto pelo corpo dele.

– Bem, acho que é hora de ir. Adeus. – Noah sorriu e se virou para os caçadores – Muito obrigado.

Essas foram suas últimas palavras antes de desaparecer.

– Nem sei como agradecer a vocês. – o delegado se levantou, limpando as lágrimas que escorriam por seu rosto.

– Não é necessário. – Sam sorriu e deu um tapinha no ombro do homem – Sinto muito por seu filho.

– Nós todos sentimos. – Dean completou.

– E se quiser provas para colocar esse professor imbecil na cadeia, olhe o computador dele. Tem tudo o que vai precisar para ele pegar uma pena bem longa. – Candy sorriu.

– Como sabe? – Handerson estava confuso, assim como os Winchester.

– Um amigo me contou. – seu sorriso aumentou, e os três homens continuaram confusos, fazendo-a revirar os olhos – O Noah!

– Espero que meu menino esteja em um lugar melhor.

– Ele vai estar, tenho certeza. – Sam garantiu – Um lugar bem melhor.

°°°

No dia seguinte, os dois irmãos já tinham arrumado suas coisas no motel onde estavam e o plano era passar em uma lanchonete para tomar o café da manhã e colocar o pé na estrada, procurar por mais casos e descobrir porque as criaturas estavam se comportand de maneira estranha e se reunindo.

– Saiu no jornal a prisão preventiva do professor. – Dean estendeu o jornal para Sam por cima da mesa – Assim que ele sair do hospital, vai direto para a delegacia.

– Dá pra acreditar nisso? Ele já abusou de três outras crianças! – Sam falou revoltado, lendo a matéria.

– Que cara idiota. – Dean bufou, mordendo seu hamburguer – E por falar nisso, onde estava noite passada?

– O que? – o mais novo arregalou os olhos.

– Eu acordei no meio da noite e você não estava lá… — o outro encarou o irmão, sério, e então deu um sorriso malicioso — Por acaso estava com a ruiva da secretaria, Sammy?

– Ahn… Não… — Sam contradisse, sem jeito.

– Ah, qual é Sammy… Pode contar pro seu irmão aqui. Ela era bem gostosa. Se tivesse avisado antes, não precisaria ficar preocupado em voltar tão cedo para eu não saber. – Dean riu.

– Cala a boca. – Sam revirou os olhos, tomando um gole de café – E o nome dela é Lydia, não “ruiva gostosa da secretaria”.

– Já ta defendendo a namorada? – o irmão brincou, rindo mais ainda.

Eles saíram da lanchonete depois de terminarem de comer e seguiram pelo estacionamento para chegar ao Impala, mas algo os deteve.

– Demônios. – a voz assustada de Candy informou aos dois e ela apontou para três pessoas diferentes, todas seguindo para a mesma direção.

– Como sabe? – Sam perguntou.

– Posso vê-los por baixo da casca. E tem mais dois vindo atrás.

– Uma reunião. – Dean murmurou para si mesmo, observando as pessoas que aparentemente estavam possuídas – Vamos seguir os filhos da mãe.

Os três seguiram os cinco demônios – pelo menos eram os que a Hart tinha visto até o momento – por alguns minutos. Em pouco tempo, e com muita discrição, já estavam fora do centro da cidade e indo para uma parte isolada, a estrada cercada apenas por capim e algumas árvores, até que chegaram a um lugar com uma grande quantidade de árvores e, no meio delas, ficava um galpão antigo, a estrutura de ferro já enferrujada e uma parte do telhado tinha desabado. Apesar de várias criaturas passarem por perto deles – até porque nem todos ali deviam ser demônios -, nenhum parecia reparar nos três caçadores que os assistiam.

– É, com certeza anjos não entram aqui. – Sam constatou, observando as escritas enoquianas pintadas em tinta vermelha por todo o galpão.

– E nem vocês. – a voz soou ao lado deles, onde um homem observava. Seus olhos ficaram completamente negros e ele sorriu – Não deveriam estar aqui.

– Você não deveria estar aqui. – Castiel apareceu atrás do demônio e colocou a mão em sua cabeça, fazendo-o cair no chão desacordado – Ótimo, agora podemos ter algumas respostas.

Notas finais
Muito obrigada por lerem até aqui! Queria lembrar a vocês comentarem e contarem para nós o que esperam da história! Podem dizer o que quiserem, casais, cenas que gostariam que acontecessem... Anything. Quero agradecer a Aleksander Viktorovich, por falar de Demons Inside na sua história. Muito obrigada, significou muito para nós duas. E vou deixar aqui o link de Universidade Noskort (a melhor fic interativa que já li!) -----> http://fanfiction.com.br/historia/571801/Universidade_Noskort_-_Interativa/ E esses três capítulos são dedicados ao meu primo, Gustavo, pela ideia desse caso! Além disso, todos os créditos da capa, das fotos de capitulo e do tumblr para a Evil Queen. Palmas muito dignas pra ela, por favor! u.u Obrigada a todos que acompanham e que favoritaram a história. Beijos e até a próxima! /BailarinaDePorcelana