Demons

4 Roupas


Notas iniciais
Oi gente! Desculpa por não ter postado os dois prometidos para ontem, eu não estava conseguindo escrever nada que me agradasse ontem. Mas aqui vai! Espero que gostem :D

Olhei para trás, tentando ignorar a dor. Encontrei um belo par de olhos azuis, tão sonolentos quanto os meus.

__ Oh, bom dia – ele disse.

Sabe quando você descobre que algo está acontecendo, mas mesmo assim não acredita que aquilo seja, de fato, real? Essa era a minha sensação. Meu coração estava disparado. Levantei o tronco, e ele soltou minha cintura. Também parecia um pouco confuso com o modo como acordamos, mas também não estava incomodado com o contato físico, que ele tanto fugia.

__ Como eu... você... nós...

__ Eu não faço a mínima ideia.

Ok, isso foi estranho. Saltei para fora da cama, calçando os chinelos. Não fazia ideia de como reagir a aquilo. Tentei agir normalmente, indo em direção as escadas, deixando para trás um Sherlock que – pelo que vi, antes de finalmente sair do cômodo – estava tão confuso quanto eu. Coloquei as mãos nos bolsos. Como isso foi acontecer? Eu não me lembro de nada – estava dormindo, como lembraria?

Porque essas coisas só acontecem comigo?!

Estava a ponto de descer o último degrau da escada, quando senti o chinelo escorregar na pedra, ainda úmida e lisa por causa da água. Tirei as mãos dos bolsos, segurando no corrimão. Seria um belo tombo, com direito a roxo nas costas depois de alguns dias. Levantei devagar, recolocando um dos pés no chão. Me recompus, fingindo que nada havia acontecido, e que eu não havia feito nenhum barulho.

Porque essas coisas só acontecem comigo?!

Segui para a cozinha. Lavei o bule que usara para fazer chocolate quente, alguns pratos e talheres. Terminei a louça e comecei a preparar algo para comer. Haviam alguns pães na cesta, e leite suficiente para nós dois. Virei-me para pegar os pães e ouvi passos no andar de cima. Segui os sons com os ouvidos. Ele saíra do quarto e fora para o banheiro das visitas. Depois de alguns minutos, ouvi seus passos vindo escada abaixo.

__ Molly, posso coloca-las para secar em algum lugar? – ele perguntou. Estava com suas roupas molhadas em mãos. Virei os olhos para a lavanderia, indicando a entrada. Depois, voltei-me para ele.

__ Pode coloca-las na secadora.

Sherlock caminhou até a porta, sumindo atrás da parede. Voltei para os pães, e depois de alguns minutos, uma pergunta curiosa surgiu em minha mente. Será que Sherlock sabe lavar ou secar sua própria roupa? Bem, ele nunca tira aquele casaco, raramente o vejo com outra calça – ele só troca as camisas. Será que ele lava a própria roupa? Se bem conheço Sherlock Holmes, quem cuida de tudo isso deve ser a Sra. Hudson.

Como será que ele vai se virar tentando usar a secadora? Eu não perderia isso por nada.

Em silêncio para não alarmá-lo, andei até a porta da lavanderia. Observando escondida, o vi de frente para a máquina, mirando-a como uma adversária. Olhava cada canto. Ele estava tentando achar um sentido lógico para fazer com que ela funcionasse. A cena estava ficando cada vez mais hilária. Esse homem não tem preço. Soltei uma gargalhada baixinha, que o fez olhar para mim. Estava visivelmente irritado.

__ O que foi? – perguntou.

__ Nada – soltei mais um pequeno riso.

__ Então por que está rindo?

Não respondi. Ele não fazia ideia de como mexer na secadora. E provavelmente a máquina de lavar deveria ser um mistério completo para seu intelecto. Soltei mais uma risada, tapando a boca com a mão.

__ Você não faz ideia de como ligar a máquina, não é? – disse, parando de rir por um momento, mas ainda com um sorriso no rosto.

__ Claro que sei.

__ Então abra a tampa – disse, desafiando-o. Ele olhou mais um pouco, e passou mais alguns segundos parado diante da máquina.

__ Tudo bem, eu desisto. Não sei mexer nessa coisa.

Notas finais
Gostaram? Espero que sim! Até daqui a pouco, no próximo capítulo o/ Beijinhos da ruiva, Amelia.