Demons

5 Anel de Noivado


Notas iniciais
Voltei! Did u miss me? Vamos lá, mais um capítulo :D

(Molly)

Soltei um riso alto. Aquela manhã estava ficando ótima. Andei em direção a secadora, abri a tampa, joguei a roupa dentro e apertei o botão para ligar. Ele ficou observando por cima do meu ombro e, ao fim, quando perguntei a ele se era tão misterioso assim o funcionamento de uma secadora de roupas, ele deu as costas e voltou para a cozinha.

Segui seus passos, voltando para o meu posto, com a barriga colada no balcão. Antes, peguei o leite na geladeira, colocando uma boa porção para esquentar no micro-ondas. Sherlock me observava do outro lado do balcão, como se contasse os meus passos pela cozinha. Enquanto esperava os bips da máquina, sequei a louça e guardei o que faltava.

__ Molly – ele me chamou.

__ Sim? – respondi. Ouvi o micro-ondas apitar, e andei em sua direção.

__ Porque estava chorando ontem?

Não respondi. Claro que ele notara que eu estava chorando. O que eu deveria dizer? Que tinha terminado com o Tom? Ou deveria dizer que só estava chorando com o filme que estava assistindo na televisão? Não sabia se queria que ele soubesse que não estava mais noiva. Mas porque? Uma hora ou outra ele notaria que eu não estava mais usando a aliança, ou que eu não levava mais o Tom para as festas.

__ Eu... Eu...

__ Se não quiser me contar, tudo bem – ele disse.

__ Não, não faz mal. Eu e o Tom, nós... nós terminamos, ontem a noite.

*

(Sherlock)

__ Não, não faz mal. Eu e o Tom, nós... nós terminamos, ontem a noite – ela respondeu.

Foi isso mesmo que eu ouvi? Meu Deus, deve ser meu aniversário! Eu podia soltar fogos de artifício nesse momento. Para que ela não notasse a minha felicidade, não esbocei nenhuma reação aparente, apenas me aproximei mais da bancada e comecei a observá-la. Queria que ela falasse mais, mas não iria pedir. Ela iria falar, eu sabia que iria.

__ Ele não era para mim. Não sabia me respeitar. Então eu coloquei ele para fora de casa, joguei a aliança no meio-fio e disse para ele nunca mais voltar a aparecer na minha frente – continuou, enquanto voltava com o leite em mãos.

Minha felicidade estava cada vez maior. Até que enfim! Até que enfim ela percebeu que ele não deveria ficar por perto!

__ Hm – respondi, tentando não parecer indiferente. – Espero que tenha feito a escolha certa.

__ Eu fiz. Tenho certeza que fiz – ela respondeu. — Mas não quero mais falar dele. Se os Deuses quiserem, ele não vai mais me atormentar. Vai querer comer o que? – ela desviou do assunto.

__ O que tiver – respondi.

Sentamos na mesa da cozinha e tomamos o café da manhã em silêncio, ouvindo só o barulho da secadora funcionando. Quando terminamos, ajudei a levar os pratos e canecas para a pia, e depois fui atrás das minhas roupas. Abri a tampa da secadora e tirei meu casaco, minhas calças, o outro casaco e a camisa roxa. Subi as escadas, vesti minha roupa de trabalho e desci novamente.

Ela não estava mais na cozinha. Havia sentado na sala, agarrada a um de seus gatos, com as cobertas sobre as costas, assistindo televisão. De costas, a luz fraca que entrava pela janela deixava bem à vista as madeixas ruivas, agora cheias de pequenos cachos redondos.

__ Está na minha hora – disse, quando cheguei a porta da sala. Ela me olhou, assustada, como sempre.

Ela se levantou, soltando o gato siamês. Me aproximei, envolvendo-a em um abraço. Seu corpo estremeceu – ela não estava esperando por isso. Segurei-a bem próxima a mim por alguns instantes e, antes de soltá-la, sussurrei em seu ouvido um “Obrigado, Molly Hooper” e deixei um beijo em sua testa.

Quando a soltei, ela estava mesmerizada. Não parecia acreditar que eu, de fato, fizera aquilo. Tentou murmurar alguma coisa, mas não conseguiu. Disse algo como “Não há de quê”, porém um pouco mais confuso. Sai da casa em completo silêncio. Eu não fazia ideia do que porque fiz aquilo, mas algo me dizia para fazê-lo.

Quando fui atravessar a rua, em meio a chuva fina que caía, vi algo brilhando no meio-fio, a aproximadamente um metro e meio da casa da patologista.

Era um anel de noivado.

Notas finais
Gostaram? Se sim, não esqueçam que comentários são sempre bem-vindos! Vejo vocês amanhã, nos próximos capítulos o/ Beijinhos da ruiva, Amelia.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.