Demons

3 A droga do amor


Notas iniciais
Oi gente! Tudo bem? Estamos aqui, de volta :3 Espero que estejam gostando da ideia nova, estou bem animada para escrever essa fic!

Fui atrás, e logo voltamos para o quarto. Sentei com as costas apoiadas no travesseiro, que por sua vez estava apoiado a parede. Puxei as pernas para próximo do corpo, segurando a caneca nas mãos, mas apoiando-a nos joelhos. Ele se sentou do outro lado da cama, com os pés no chão. Bebericou a caneca.

__ Está bom? – perguntei.

__ Nunca tomei um chocolate quente tão bom. Obrigado.

Sherlock falando obrigado – em que universo paralelo eu estou?

Respondi com um sorriso. Bebi um pouco. Estava uma delícia.

__ Então... Porque estariam te vigiando? – perguntei, de repente.

__ Um dos meus casos. Não vou te aborrecer com toda a história.

__ Por favor, me aborreça. Adoro ouvir sobre os seus casos – respondi.

__ Um dos mandantes das quadrilhas que eu descobri por trás de uma loja de joias. Quando eu finalmente o encontrei, acabei tendo que fugir. E agora ele está me perseguindo.

__ Meu Deus.

__ Ele não quer largar o esquema, prefere matar quem está no caminho entre ele e todo o dinheiro que ele pode conseguir.

Parou para beber mais um pouco do chocolate quente. Pelo visto, ele estava gostando.

Meu celular começou a tocar, vibrando sobre a penteadeira. Olhei para a tela, vendo a foto daquele cafajeste do Tom. Recusei a ligação, virando a tela novamente para baixo e voltando para a cama. Eu não quero mais nenhuma ligação com ele.

__ Molly... – Sherlock começou, enquanto eu bebia mais um gole. Virei os olhos para ele. – Obrigado. Por me ajudar.

__ Não é nada – respondi, olhando para baixo, para o conteúdo da caneca. – É bom poder ajudar. Mas... porque veio atrás de mim? – era uma pergunta que eu tinha que fazer. – Poderia ter pedido ajuda para o John e para a Mary. Porque vir até mim?

__ Você é a minha melhor chance. Eu sei que posso confiar completamente em você.

Eu provavelmente estava corando. Muito.

__ E você é... diferente – ele completou.

Eu era diferente. Como assim?

__ Diferente...? – incentivei. O que poderia significar “diferente” para ele?

__ Não tem explicação. Você é você, e eu sei que posso confiar.

Me calei. “Você é você, e eu sei que posso confiar”. Essas palavras ficariam para sempre marcadas em minha mente. Porque essas coisas acontecem comigo? Em um minuto, estou tentando desapegar desse sentimento; no outro, estou me agarrando mais a ele. O amor parece uma droga – mesmo que eu saiba que amar faz mal, continuo amando.

A droga do amor. Nada mais apropriado.

Soltei um bocejo. Virei os olhos para a parede, mirando o relógio. Meia noite e quarenta. Meu Deus, preciso acordar amanhã para trabalhar! Levantei, deixei a caneca sobre a penteadeira, voltando o rosto para a cama.

__ Sherlock, vou tomar um banho. Se quiser ir para o quarto... – não terminei. Ele me olhou atentamente, sem abrir a boca. Seus olhos cintilavam como pedras preciosas, como se visse um tesouro imensurável diante de si.

__ Vou ficar aqui mais um pouco.

__ Tudo bem – espremi os lábios. Entrei no banheiro, tranquei a porta e deixei a banheira encher até o máximo. Me mergulhei na água e no vapor, tentando não pensar em nada. Liguei o rádio baixinho, escolhendo uma música aleatória na lista.

Deixei as notas encherem minha mente completamente. Era uma espécie de relaxamento, um momento onde eu não precisava tomar conta de nada, trabalhar em nada, pensar em nada. Senti um arrepio subir pela espinha, arrepiando minha pele. Passei os próximos vinte minutos no mesmo estágio, sem me importar se a água estava esfriando, ou se as bolhas do sabonete estavam sumindo.

Quando terminei, meus olhos pesavam com o sono. Coloquei o pijama e sai do banheiro. A cena que encontrei diante de mim me fez abrir um sorriso de orelha a orelha.

Sherlock, deitado sobre as cobertas, dormia como uma criança. A carranca que ele costumava ter naturalmente desaparecera, junto com toda a sua majestade. Os cachos começavam a se formar, conforme o cabelo secava. Seu peitoral subia e descia, conforme a respiração. Ele estava indefeso, incapaz. Eu não poderia tirá-lo dali, não agora que ele estava em sono profundo. E a última coisa que eu queria era estragar aquela cena.

Ou eu deitava a seu lado, ou ia dormir no quarto do lado. Sem pensar muito, levantei as cobertas e deitei a cabeça no travesseiro. Cai no sono em poucos segundos.

–--

A manhã seguinte foi... peculiar.

Quando acordei, com o pescoço terrivelmente dolorido, senti algo entrelaçado em minha cintura. Abri os olhos devagar, olhando para baixo. No momento, não sabia se sentia a dor do meu pescoço ou o susto por ver os braços de alguém ali. De repente, as memórias da noite passada atingiram minha mente, e a constatação que as seguiram me fizeram respirar pausadamente, tentando me controlar.

Ele estava me abraçando enquanto dormia.

Notas finais
Gostaram? Espero que sim :D Até o próximo capítulo o/ Beijinhos da ruiva, Amelia.