Demons
2 Capítulo 2
Notas iniciais
Seus lábios se juntavam, em um beijo feroz, as línguas se entrelaçavam em um beijo voraz, as bocas sentiam a necessidade de brincar na extensão de seus lábios. O beijo era faminto, como se quisessem consumir a saudade que lhes consumiam, cerca de longos anos de saudades.
Olhos gélidos e frios se encontravam presos a duas safiras, pegou o dono dos olhos azuis tão quentes e lançou na cama, que se encontrava no cômodo, reclamara pela brutalidade do choque que seu corpo fizera naquela extensão macia, mas mesmo assim, tal impacto era doloroso.
– Droga Shiryu! – bravejou se sentado na cama, massageando as costas – Você não sabe ser mais delicado não?! – perguntou visivelmente irritado, por que seu amante não poderia ser mais gentil?!
– Caldo Tenma – deitou brutalmente a figura sentada na cama, jogando seu corpo por cima, teve o auxilio de seu braço para não jogar totalmente, seu peso em cima do outro.
– Caldo você! Da última vez eu tinha quinze anos, e você trinta, tem noção do estrego que você fez?! Eu ainda sinto minhas costas doerem! – definitivamente gentileza não combinava com o todo poderoso Shiryu.
– Ninguém lhe mandou morrer quinze anos depois de mim – comentou, voltando a atacar os lábios rosados do outro, o mesmo ofegou durante o beijo, jogando a cabeça para trás, enquanto suas mãos iam em direção aos cabelos loiros do outro, um loiro tão claro, que poderia ser confundido com um prateado.
– Maldito – conseguiu murmurar, entre o beijo, a mão do outro desceu até entre suas pernas, acariciando lhe a virilha, enquanto a outra desabotoava botão por botão de sua camisa.
– Tenma- sussurrou o nome alheio, no ouvido do outro, o fazendo gemer prazerosamente um resmungo qual quer, a voz rouca e falha, parecia enlouquecer seu amante.
– Anw... S-Shi... P-Para... – tentou afastar as mãos do outro de seu corpo, mas o todo poderoso Shiryu, pessoa sem coração, amante de lutas e sangue, era mais forte que o doce Tenma, muito mais.
– Não – sussurrou novamente em seu ouvido, o fazendo gemer somente ao ouvir aquela voz sensual. Maldito Shiryu que lhe tirava a razão.
Sentiu seus cabelos em tom de ouro ser bagunçado pelas mãos do maior, antes de mais uma vez seus lábios serem tomados pelo o outro. Como resistir aquela pessoa a sua frente? Era impossível.
A mão de Shiryu deslizara sobre seu corpo, antes de brincar com um de seus mamilos, arqueou novamente suas costas em cama, sentindo o prazer tomando conta de seu corpo, os lábios grossos e vermelhos do maior, lhe marcavam no pescoço.
Sentiu a mão do loiro maior entrar em sua calça, lhe acariciando o membro, mordeu o lábio inferior, contendo o gemido, mas foi quase impossível, quando as estocadas em seus membro começaram, em ritmo rápido.
– Tão submisso – sussurrou no ouvido do outro, mordendo a extensão do pescoço do menor, pode ouvir o outro lhe xingando entre gemidos contidos e abafados, sorriu levemente de lado, antes de sentir seus dedos serem sujos, pelo gozo do menor.
– V-Você... – Tenma ofegou um pouco, antes de continuar sua fala — ... É um f-filho da p-puta – emburrou-se, sentando em cama e saindo de baixo do maior, claro que sabia que o ato foi deixado pelo outro, nunca teria forças para vencer a pessoa a sua frente, naquele estado ao menos.
– E você é filho de Satã – o que não era de total mentira, no momento, Tenma era um demônio. Um demônio lindo, adorável e que tirava Shiryu do serio.
– Foda-se – exclamou, se levantando da cama, sentiu seus joelhos cederem, mas não iria cair na frente daquele quase-albino
– Tenma – segurou o braço do menor, o fazendo engolir seco, o demônio fechou seus olhos azuis, ao ver o outro voltar a lhe puxar para cama – Olhe para mim – agarrou com uma mão, as bochechas do outro, as comprimindo, um biquinho nasceu dos lábios rosados do outro, ao ter suas bochechas comprimidas, foi um ato involuntário.
– Não – teve dificuldades para falar, mas conseguiu balbuciar, enquanto fechava seus olhos com mais força
– Infantil – soltou o menor, se levantando de cama, pronto para sair dali, mas sorriu minimamente ao ter seu braço levemente apertado pelo outro
– Shi – sussurrou o nome do outro, com desejo, e luxuria sombreando seus olhos
– Me peça – falou ainda sem se virar, mesmo tentado ao ato de ver aquela carinha submissa a seu corpo, aos seus desejos
– Me foda, rápido – pode sentir que o outro corou, mas logo deu de ombros, se virou para o menor, o jogando brutalmente em cama e arrancando as roupas do mesmo, sem nenhum escrúpulos, somente tomado ao desejo de se tornarem um.
Retirou rapidamente suas roupas também, antes de impiedosamente, em uma única estocada, colocar seu membro a seco, no interior apertado e virgem do menor. O urro de dor ecoou pelo cômodo.
Sem nem ao menos esperar o outro se acostumar, começou a estocar rápido e forte o menor, pode sentir seu membro ser aperado pelas paredes do canal do outro, o sangue saindo da entrado do menor, enquanto os olhos azuis tão vivos, saiam descontroladas lágrimas.
Doía e muito, seu amante não tinha muito cuidado ao lhe penetrar, somente queria saber saciar seus desejos carnais... Alguns poderiam dizer que Tenma era um brinquedo do poderoso e impiedoso Shiryu.
Mas... Se fosse somente aquilo, não teriam motivos de estarem juntos agora, com Shiryu mais um vez junto a ele quebrando novamente as regras, mais uma vez lhe penetrando sem pudor para mais uma primeira vez.
Arqueou suas costas ao sentir sua próstata ser acertada pelo membro do maior, jogara sua cabeça para trás, mesmo com a dor que sentia, o pudor que faltava... Tenma sentia prazer, Shiryu era o único capaz de lhe deixar assim.
– Agora me diz... Que não é submisso – sussurrou no ouvido do outro, lhe acertando cada vez mais forte, rápido... Extasiante. Colocou suas pernas na cintura do maior, tentando juntar mais ao seu corpo, querendo-o totalmente dentro de si.
– E-Eu s-sou... S-Shi-Shiryu – gemeu, e alto, para o delírio do maior, arqueou mais as costas, sua cabeça já delirava e o sorriso em seus lábios rosados enlouquecia o outro. – M-Mais r-rápido, Shiryu... – e o pedido não tardou a ser obedecido
– Tão masoquista... – acertou o menor mais uma vez, sem medo, sem temor – Uma puta – continuou estocando fortemente o outro, que somente sábia gemer entre os insultos – Geme meu nome, grite – mordeu o pescoço do outro, arranco sangue do loiro menor
– Shiryu... – gemeu, em um grito, ao ser mordido, estava perto do ápice, e com as estocadas fortes do outro, não iria demorar muito, arqueou mais suas costas, sentindo finalmente o membro do outro, totalmente dentro de si.
Dentro de mais alguns segundos, gozou, comprimindo sua entrada, apetando o membro do maior, que não demorou muito a gozar no outro, misturando seu gozo ao sangue do menor.
O loiro menor desabou na cama, já o maior somente pegou suas roupas e se vestiu, o deixando ali, jogado, se virou para trás somente uma vez, para ver Tenma dormindo, suspirou, colocou um lençol qual quer cobrindo a pele pálida do outro, antes de sair, com a roupa perfeitamente organizada.
Tenma depois de um tempo, tateou a cama, procurando algo, mas pareceu se contentar ao achar somente a ponta do lençol, com isso, cobriu seu corpo inteiro.
A noite chegou, e caiu no cômodo em que o loiro permanecia, seu corpo totalmente coberto, pode ouvir algo batendo em sua porta, e uma voz doce lhe chamando.
– Iey-kun, querido, o jantar está pronto, vamos – bateu mais uma vez, a dona da voz doce na porta do cômodo
– Mãe, já lhe disse para me chamar de Giotto, não gosto de Ieyasu – choramingou a figura debaixo dos lençóis.
– Ara, ara Iey-kun, eu escolhi seu nome com tanto amor~~ — murmurou a voz, se fingindo triste com aquilo, mesmo que o loiro soubesse que era brincadeira
– Manhê... – choramingou, mas pode ouvir os passos de sua mãe ecoando pelo corredor, como se avisasse que já estava longe do corredor.
O loiro descobriu o cobertor de si, se mostrando com mais ou menos seus 15 anos, sua roupa estava bagunçada, provavelmente pela movimentação em seu sono.
Suspirou e começou a descer as escadas de sua casa, dando de cara com a cozinha. Pode ver sua família totalmente reunida ali no cômodo, desde seu pai, a sua mãe e seu pequeno irmãozinho.
– Tsu-chan~~ — cantarolou o nome de seu irmão menor, indo em direção ao mesmo, que aparentava ter seus seis anos de idade. Afogou os cabelos castanhos do outro, que sorriu docemente com a ação do outro.
– Gio-nii – sorriu o menor, fazendo seu irmão mais velho se derreter por dentro.
– Tsu, tão fofo – abraçou impiedosamente o menor, em um abraço esmagador de ossos.
Colocou novamente seu irmão em na cadeira, que ainda choramingava pelo abraço, antes de comer com toda a sua família.
– Iey-kun, pode me passar o molho? – perguntou sua mãe, sorrindo docemente para o loiro
– Manhê... Me chame de Giotto – comentou o loiro, repetindo sua frase pela milésima vez no dia
– Mas Iey-kun~~ — choramingou a mulher, enquanto o loiro lhe entregava o molho
– Tsu-chan, você também tem que escolher um nome para você... Algo diferente, como seu irmão, eu escolhi meu nome na sua idade – comentou o loiro, olhando o pequeno castanho Tsu-chan, que somente virou sua cabeça de lado, adoravelmente.
– Iey-kun! Não ensine essas coisas para Tsu-kun! – repreendeu a mulher em mesa, arrancando o riso de seu marido – Assim eu vou ter dois filhos que renegam meus nomes – choramingou a doce mulher
– Gio-nii, eu ainda não sei um, mas vou pensar em um – falou o Tsu-chan, arrancando um sorriso vitorioso de sue irmão e mais um choramingo da mulher
– Iey-kun do mal – choramingou a mãe
Riram da mulher, que somente fez um bico, mas logo se rendeu as gargalhadas de todos na mesa. Riam como uma família feliz, antes de ouvirem disparos de armas, as balas, pegou no loiro e na mãe, Tsu-chan chorou, vendo o sangue de seus familiares escorrendo pela mesa de sua casa, gota por gota caindo no chão, formando uma poça, os olhos arregalados de seu pai foi a última coisa que viu, antes dele lhe pegar e correrem do local.
–------ x -------
Acordou em susto de seu sonho, se levantou da cama correndo, em direção ao banheiro de sua casa, seus passos ecoaram pelo corredor até a porta do banheiro, que não era muito longe, Reborn acordou com os passos de seu aluno, e foi até a porta do banheiro, preocupado com o mesmo.
Pode ver Tsuna abaixado, apoiado na pia, colocando para fora o que nem tinha em sua barriga, afinal, estava há um dia em meio sem comer qual quer coisa. Pode ver os joelhos de seu aluno cederem e o corpo do menor ir em encontro ao chão, arfando.
– Tsuna – chegou perto de seu aluno, o erguendo em pé novamente, com a ajuda das paredes, Tsuna o olhou por alguns segundos, antes de voltar a pia, e vomitar novamente. – O que ouve Tsuna? – perguntou ao ver que o menor tinha parado.
O castanho voltou a se lembrar de seu sonho, antes de vomitar novamente, seus joelhos mais uma vez iam ceder, mas teve o apoio de Reborn para ficar em pé. Voltou a colocar para fora tudo que ainda havia em seu estomago, Tsuna tinha certeza, que se seu estomago não estivesse totalmente vazio agora, ele continuaria a vomitar até estar.
Se sentou no chão do banheiro, com os movimentos ainda sendo acompanhado por Reborn, que estava preocupado consigo, deixou mais uma vez o sonho inteiro passar por sua mente, sentiu a ânsia de vomitar novamente, somente não sabia o porquê...
Era da primeira cena? Desse tal de Shiryu e Tenma juntos? Dois homens? Transando em seu sonho? Um estranhamente familiar a seu irmão.
Ou quando seus irmão e sua mãe foram mortos?
Talvez a mistura dos dois.
– O que ouve Tsunayoshi? – Reborn mais uma vez exigiu saber o por que do moreno estar assim, um pequeno blush tomou conta das bochechas de Tsuna, ao se lembrar da primeira parte de seu sonho.
– Um sonho ruim – murmurou ainda corado o menor, ganhando uma sobrancelha arqueada de seu tutor.
– Vou te levar ao hospital Tsuna – falou o tutor, cada vez mais preocupado com o Sawada
– Não é preciso... E-Estou bem – tentou se levantar para comprovar a teoria, mas tudo que conseguiu foi fazer seus joelhos cederem e voltar a cair no chão, mas antes que seu corpo pudesse ir de encontro com o mesmo, Reborn o segurou.
– Realmente está bem? – Tsuna só pode corar com aquilo, envergonhado, não queria dar trabalho ao seu tutor.
Sem falar nada, Reborn ajudou o castanho a tirar o pijama e colocar outra peça de roupa, coisa que deixou Tsunayoshi meio envergonhado. Enquanto Reborn mudava sua roupa, Tsuna aproveitou para ir no banheiro, fazer uma pequena higiene matinal. Com um pouco de dificuldade, conseguiu tal coisa.
Não demorou muito para que Reborn logo estivesse em perfeito estado, seguiram para o carro do mais velho, onde logo foram para o hospital de Namimori.
–---- Templo de Namimori -----
No templo de Namimori, era normal se ver algumas pessoas rondando o local, afinal, uma família morava no local. Era a família mais poderosa de Namimori. Tinha praticamente um império na pequena cidade do Japão.
Nesse momento de manhã, a família estava reunida para um café da manhã. Seus seis integrantes estavam sentados na mesa, com um banquete praticamente posto a suas frentes.
As pessoas ali presentes eram: Hibari Aya, mãe dos integrantes da família.
Hibari Renji, pai dos quatro outro integrantes e marido de Aya.
Hibari Alaude, irmão mais velho, 25 anos.
Hibari Kyouya, irmão do meio mais velho, 22 anos.
Hibari Fong, irmão do meio mais novo, 20 anos
Hibari Kyoya, irmão mais novo, 18 anos.
Estavam reunidos juntos, e cinco dos integrantes da família, estavam meio preocupados com irmão mais novo. O mesmo tinha um sorriso quase imperceptível nos lábios, desde ontem quando chegara da escola. E sinceramente, aquilo era MUITO anormal.
– Kyoya, por que você está sorrindo? – Fong tomou a coragem de perguntar ao seu irmão mais novo, o mesmo somente se virou para o outro, arqueando uma sobrancelha.
– Eu não estou sorrindo – respondeu, bufando para seu irmão. Definitivamente, Fong era ingênuo e idiota ao pensar que Kyoya estava sorrindo.
– Você está com cara de bobo apaixonado – Respondeu Kyouya, pegando um bolinho em cima da mesa do café da manhã.
– Se eu estivesse sorrindo, meu sorriso não seria tão grande assim – respondeu Kyoya, e se olhar matasse, Kyouya teria suas tripas espalhadas pela mesa do café.
– Você está sorrindo apaixonadamente para os padrões dos Hibari’s – respondeu Aya, animada por seu filho estar apaixonado – Quem é a pessoa de sorte? – perguntou a única mulher da casa, sorrindo alegremente, extasiada para o primeiro amor de seu filho mais novo
– Eu não estou apaixonado... Só chegou um onívoro na escola, estou excitado – respondeu sem dar importância aos delírios de sua mãe. A única que realmente não tinha sangue Hibari e era a única a ser tão sonhadora e alegre na casa. O sobrenome Hibari vinha de seu pai.
– Onívoro? Huhu, nosso irmão está apaixonado por um garoto – sorriu Fong, querendo saber mais sobre que garoto conseguiu conquistar o coração do frio Kyoya
– Não ligo para sexualidade de meus filhos – respondeu seco Renji, afinal o primeiro amor do homem, também havia sido um garoto. Seu melhor amigo para piorar as coisas.
– Já disse que não estou apaixonado pelo onívoro – respondeu o mais novo, começando a se irritar
– Igualzinho a Alaude e seu primeiro amor – Kyouya sorriu provocante para o loiro, que até agora não havia se metido na conversa – Qual era o nome mesmo do garoto? Giotto? – sorriu mais provocante ainda ao ver o olhar fuzilante do loiro
– Não toque no nome de Giotto, maldito – grunhiu o loiro, perdendo sua paciência escassa, Kyouya somete sorriu mais com aquilo
– Você estava igual à Kyoya, sorrindo de canto e às vezes suspirando... Deixou um herbívoro lhe conquistar o coração – Kyouya continuou a provocar, Alaude nunca foi muito bom com sua paciência
– Se falar novamente o nome de Giotto, eu juro que lhe faço em pedaços Kyouya – não era novidade para a casa aquilo, Alaude era violento e Kyouya adorava o perturbar... Os dois se odiavam em resposta.
– Calados! – rugiu Renji, sem paciência para as brigas infantis de seus filhos mais velhos
Kyouya se calou e Alaude sumiu da mesa, ainda com raiva.
– Estou indo – foi à única coisa que disse o loiro, antes de sumir da vista de todos
– Vou também – e Kyouya se levantou de seu lugar, sumindo da vista dos outros também
– Quem é Giotto? – Kyoya era o mais novo, e estava alheio a aquilo, não sabia muito sobre essa pessoa desconhecida, então perguntou a Fong, era o seu irmão mais próximo
– Um tabu para Alaude, seu primeiro amor – respondeu o irmão mais velho ainda em mesa
– Você está tão igual a ele em seu primeiro amor Kyoya~~ — cantarolou a mulher – Sorrindo de lado... Foi assim que eu descobri que seu pai estava apaixonado por mim~~ — sonhou a mulher, fazendo o todo poderoso senhor Hibari, corar.
– Eu já disse, não estou apaixonado pelo onívoro – grunhiu o mais novo, irritado por ninguém entender aquela sua fala
– Alaude de inicio também chamava Giotto de onívoro... Mas logo começou a chama-lo pelo nome – comentou Fong ao mais novo, fazendo o mesmo arregalar os olhos
– Alaude nunca chamou ninguém pelo seu nome – Kyoya ainda estava impressionado
– Por que ninguém chegava aos pés de Giotto em seus olhos – respondeu Renji, enquanto pegava um biscoito de chocolate
– O que aconteceu a esse garoto? – perguntou Kyoya, vendo a maioria de sua família ficar quieto
– Pergunte a Alaude, ele vai te responder – Aya disse, atiçando mais ainda a curiosidade de Kyoya, mas o mesmo preferiu se calar
– Bem mãe, vou indo, tenho trabalho mais cedo hoje – respondeu Fong se levantando da mesa
– Hn, vou também – e com isso, os dois mais novos sumiram da vista de sues pais
– Kyoya está crescendo – choramingou a mulher da casa
– Eu só acho que isso não vai ser muito bom – respondeu Renji, massageando suas têmporas
– Está falando por que ele se apaixonou por um homom? – perguntou a senhora, repreendendo o marido, estava zangada
– Não – negou verdadeiramente – É só que... Está muito igual a paixão de Alaude – respondeu Renji
– Do que você está dizendo? – perguntou a mulher, alheia
– Que talvez isso possa dar intriga na família – vagamente, respondeu o senhor.
–---- Hospital de Namimori -----
Tsunayoshi chegou junto a Reborn no hospital, não tardou muito para que os enfermeiros colocassem o garoto em uma sala, pediram para o menor esperar um pouco, que um médico já iria atende-los.
Não tardou muito para que a porta do quarto fosse aberta, mostrando um médico.
O mesmo trajava o jaleco branco costumeiro, tinha uma longa transa em seu cabelo negro, rosto na qual tinha olhos azuis gélidos, mas tão calorosos ao mesmo tempo e um pequeno sorriso doce, em seu crachá continha o nome Hibari Fong.
Quando Tsunayoshi viu aquele sobrenome, ficou tentado a bater a cabeça na parede ao seu lado...
– Bom dia – falou o médico, sorrindo docemente para os dois ali no cômodo.
– Fong – Reborn sorriu, coisa que fez o médico prestar atenção na figura de terno, o reconhecendo
– Reborn? – perguntou o médico, surpreso – Pensei que estava na Itália – respondeu honestamente
– Voltei a menos de dois dias para cá – respondeu Reborn – Tsunayoshi, esse é um amigo meu, antigo, Fong, Tsunayoshi meu aluno – apresentou os dois
– Prazer – Fong estendeu a mão para o menor, que a apertou, Fong se aproximou um pouco mais do castanho e sussurrou – Meus pêsames por ser aluno dele – aquilo arrancou um riso de Tsunayoshi e Fong não pode deixar sorriu com o som adorável que ouvia. Reborn não gostou de ficar fora daquele assunto, mas deixou aquilo de lado
– Obrigado Fong-san – sorriu o menor, ao sessar seu riso
– Vamos ver o que Tsunayoshi-kun tem – falou Fong, olhando sua prancheta de médico – Ora, Tsunayoshi-kun, você deveria se alimentar, vomitar de estomago vazio é ruim, poderia ter vomitado sangue, sorte sua que não correu – Fong estava preocupado com a criança – Qual sua idade? Dez, onze anos? – perguntou o médico
– Quatorze anos – definitivamente, aquilo assustou o médico, que só olhou para Reborn, e o maior jogou o chapéu em seus olhos, como se confirmasse aquilo
– Me surpreende – respondeu – Por que você não tem comido direito? Estava acostumado com a comida italiana? – perguntou
– Não... Eu morava aqui no Japão antes de ir para Italia e mesmo lá mantive a culinária... Eu só não gosto de Namimori – respondeu o mais novo, sombreando seus olhos castanhos com o cabelo
– Talvez essa parte possa ser com um piscologo – respondeu Fong – Posso recomendar um se quiser, mas por agora, acho melhor lhe colocar no soro – comentou o médico sorrindo
– Agulha não! – choramingou o menor
– Me desculpe Tsunayoshi-kun – e com isso o médico saiu da sala, chamando alguns enfermeiros
Não tardou para que voltasse com acompanhantes e o soro, colocara Tsuna no soro sobre o protesto do menor e um sorriso divertido de Reborn. Em poucos tempo Tsunayoshi estava deitado na cama em um sono profundo, e Reborn estava ao seu lado, acompanhando o menor.
A porta do quarto foi aberta, revelando o presidente do hospital. Era um homem de porte rígido, seus olhos eram frios e sem emoção, eram azuis acinzentados, seu cabelo era negro e desgrenhado, com alguns fios em cima de seus olhos. Seu crachá mostrava ‘Hibari Kyouya’.
– Meu irmão falou que você ficou interessado em um psicólogo – o homem nem se quer falou um bom dia, foi direto ao assunto
– Sim – Reborn respondeu olhando para a cama, onde seu aluno estava, Kyouya nem se que fez menção de retirar os olhos da figura de Reborn.
– Amanhã, vão ao meu escritório, conversarei com paciente e verei um psicólogo que possa ajudar a ele – respondeu frio
– Passaremos na parte da tarde, meu aluno estuda de manhã – Reborn realmente não havia gostado de Kyouya
– Você quem sabe – e com isso, Kyouya se virou para olhar a pessoa repousada na cama, seus cabelo sombreou seus olhos, enquanto um sorriso nascia em seus lábios, mas diferente dos sorrisos normais que costumava dar, era um macabro, na qual prometia dor.
Se virou e saiu do cômodo. Realmente, Reborn não havia gostado desse Hibari.
Já Tsunayoshi, não pode ver o terceiro Hibari que entrava em sua vida.
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