Demons
1 Capítulo 1
Notas iniciais
Leiam as notas iniciais.
Acordou com o despertador ecoando pelo seu quarto. Gemeu em protesto por ser acordado de seu sono. Estava cansado e queria dormir por mais algum tempo. Mudara-se ontem para aquele local e a mudança ficou até tarde da noite. Mas claro que seu tutor não faria um gesto de caridade e lhe deixaria dormindo até tarde.
Havia também as sensações ruins que sentira de noite, coisa que não se lembrava de sentir faz cinco anos. Mas como voltou para aquela maldita cidade, ele tinha certeza que tudo, tudo completo, voltaria a ocorrer, como antes de partir.
Ele seguraria aquilo o máximo que poderia. Seu tutor lhe ensinara aquilo muito bem. Seu pai não tinha culpa, deles terem de voltar para cá. Não prejudicaria ele.
Saiu de seus devaneios ao sentir uma presença em seu quarto, continuou de olhos fechados, vendo se por algum milagre, seu tutor, sentisse pena de si.
– Acorde Dame-Tsuna – uma figura e terno chamou o menor por de baixo das cobertas, sobre protestos do mesmo, que se recusava a acordar – Se não acordar eu vou te eletrocutar – murmurou a pessoa de terno, enquanto um sorriso sádico se formava em seus lábios avermelhados.
– Já acordei! –exclamou em susto o menor se levantando da cama em um pulo, por pouco quase não caindo no chão, ao pisar em um de seus lençóis e quase perdera o equilíbrio, que no final das contas, nunca foi muito bom. Acalmou-se um pouco e olhou a figura do mais velho que aparentava ter seus vinte e cinco anos.
– Seus ataques de ‘Dame’ estão voltando Dame-Tsuna? – perguntou o maior, aumentando seu sorriso sádico em lábios, dando um terror aos olhos do menor, de mais ou menos, seus quatorze anos. – Preciso aumentar seu treinamento? – escondeu o divertimento de seu sorriso com a aba de seu chapéu, ao ver seu aluno se desesperar e começar a murmurar palavras sem nexo.
– N-Não... E-Eu estou b-bem! Reborn! – falou em desespero, mesmo que sua voz ainda fosse baixa, viu o maior sombrear seu rosto... O menor não gostava muito daquilo.
– Nos vemos no café-da-manhã Dame-Tsuna, já sabe onde suas coisas estão, se apresse para a escola, rápido. – e com a fala, o maior se retirou do quarto, dando privacidade ao seu aluno para mudar de roupa.
O menor suspirou, firme. Andou até seu guarda-roupa e pegou seu uniforme. Retirou o pijama e colocou as peças de roupas. Foi em direção ao espelho, terminar de ajeitar sua roupa. Fitou seus olhos grandes e expressivos ao reflexo, que tinha leves olheiras pela noite mal dormida de hoje. Seus lábios secos, um pouco roxos, poderia dizer que era de medo. Seu cabelo que desafiava a gravidade, um pouco mais bagunçado do que o de costume, de tanto se revirar durante a madrugada.
O uniforme estava maior em seu corpo, mesmo que este tenha sido comprado na semana passada e naquele dia de compra, estava perfeito em seu corpo. Mas que culpa ele tinha se emagrecera cinco quilos ao saber que retornaria para cá? Namimori?!
Teve uma respiração pesada, antes de colocar a gravata, a última coisa que faltava para seu uniforme ficar completo.
Depois de pronto, desceu as escadas e foi em direção à cozinha de sua casa, onde Reborn lhe esperava, com o café da manhã, pronto e impecável como sempre, tanto quanto sua roupa. Os olhos pretos do maior se miraram a figura do castanho, sem animo, chegando à cozinha.
Examinara completamente a figura descendo as escadas e suspirou fundo.
– Você emagreceu. De mais para uma semana. – falou firme. Olhando o pequeno se sentar sem animo em uma das mesas da cozinha. Viu o menor pegar os hashis sem animo e cutucar de leve a comida, sem fome.
– Estou sem fome – murmurou colocando novamente os hashis na mesa.
– Tsunayoshi – Reborn estava serio. O nome de Tsuna nunca era pronunciado sem um ‘Dame’ na frente. E quanto tal coisa ocorria, o maior não estava em seus melhores humores. – Você está sem comer desde ontem no almoço. Se você não pegar esses malditos hashis e comer essa comida maldita, eu enfio goela a baixo! – ameaçou o menor, com uma áurea a sua volta. Mas parecia que o castanho estava acostumado com aquilo. Não esboçara nenhuma reação.
– Certo – convencido, pegou os hashis e começou a comer em pequenas quantidades o pequeno café a sua frente.
– Seu pai ligou. – começou Reborn, depois de um tempo em silêncio, tendo por alguns segundos, a atenção dos olhos de Tsunayoshi voltados a si, antes do castanho voltar a olhar a comida, ainda em inicio, aquele ato, poderia dizer ao moreno maior continuar – Ele não vai conseguir chegar ao final-de-semana aqui, Nono teve um contratempo – falou a figura de terno, vendo o menor respirar fundo
– Já é normal de se ocorrer, papai se desdobra de mais para cuidar de mim – e com a fala, se levantou da mesa, com o café da manhã mal revirado, e foi em direção à saída, pegando seu casaco pendurado perto a porta – Nos vemos mais tarde – murmurou, encostando a mão na maçaneta, girando-a e a abrindo.
– Sabe o caminho para Namimori-Kouko, certo? – perguntou Reborn, preocupado com o moreno, mesmo que não deixasse tal coisa transparecer, seus olhos continuavam sem expressar nada. Mas Tsunayoshi conhecia Reborn muito bem. Bem até mais para o próprio Reborn.
– Sim – e depois de tal resposta, saiu de casa.
Tsunayoshi andou até ao seu novo colégio. Pode sentir alguns olhares em cima de sua pessoa. Alguns eram de meninas, cochichando algo sobre ele. Podia ver até alguns garotos também. Mas não deu muita importância para aquilo.
Chegou à escola, teve de andar até o comitê disciplinar para pegar seus horários e coisa do tipo, mas não havia ninguém no local. Respirou fundo, sentindo certa raiva pela irresponsabilidade de deixarem um comitê de suma importância sem alguém para cuidar. Teve de andar até sua sala. Ao menos, isso ele sabia onde era.
Chegou à turma 1-A. Bateu levemente na porta antes de abri-la. O inicio das aulas já havia começado. O professor e os alunos olharam para a figura do castanho, enquanto cochichavam alguma coisa, antes do sensei interromper a barulhada que a classe fazia, pedindo silêncio e dando permissão para Tsunayoshi entrar.
– Classe, temos um aluno novo hoje, foi transferido da Itália – começou o professor, fazendo sinal para que o castanho chegasse à frente. E tal ação logo foi feita. Tsuna encarou a turma com cara de tedio, o sono ainda lhe abordava e o que o menor mais queria fazer era dormir. Algumas garotas não puderam deixar de dar gritinhos de animação com o novo aluno – Poderia se apresentar, por favor? – pediu o sensei
– Sou Sawada Tsunayoshi – o moreno falou sorrindo brilhantemente por alguns segundos, antes de sua face voltar ao semblante de tedio.
– Esse nome... Me é familiar – comentou algum aluno aleatório na turma, tendo a afirmação confirmada por outras crianças.
– Não era... Dame-Tsuna? De oito anos atrás? – perguntou uma garota
– Me lembro vagamente... Mas nossa, acho que ele mudou — outra garota se pôs a falar, vendo a figura adorável do castanho, mas lindo ainda, quando sorria.
– Um Dame hoje, Dame amanhã – outro riu, da própria piada
– Silêncio – exigiu o professor – Quero que aceitem o aluno muito bem, mostre a hospitalidade de nossa classe – pediu o sensei, repreendendo os alunos. Mas o Sawada nem se mostrava interessado com as falas do aluno. Sonhava com sua cama. – Tsunayoshi, gostaria de falar mais alguma coisa? – perguntou educadamente
– Não, onde eu me sento? – perguntou o castanho, surpreendendo o sensei com a pergunta repentina, a resposta vaga, teve surpresa de alguns alunos também, e uns olhinhos em forma de coração em parte de algumas meninas.
– Atrás de Takeshi, por favor – falou o sensei, apontando para um moreno alto, cabelos pretos um tanto arrepiados, olhos de cores âmbar e um sorriso divertido em face. Nezu estava com raiva do aluno desinteressado. Não foi muito com a cara do novato. Como a maioria dos garotos. Os outros estavam apaixonado.
– Certo – e com isso o moreno foi ao seu lugar, largou a mochila no chão repousou a cabeça em sua mesa e a envolveu nos braços, afim de dormir.
O professor olhou atônito para o aluno por alguns segundos, junto a alguns alunos, enquanto Takeshi somente riu da ação do seu novo colega de classe. O sensei logo daria um jeito naquele aluno imprudente.
Depois de alguns minutos de aula. Tsunayoshi já havia pegado definitivamente no sono e o professor viu a oportunidade perfeita, pegou um giz em sua mão e lançou na direção do aluno dormindo, sobre alguns risinhos de alunos, esperando da à criança se ferrar.
Tsunayoshi sentiu sua cabeça estalar, em um ato inconsciente levantou a mão, pegando o vulto branco que vinha em sua direção, sobre o olhar apavorado de muitos. Levantou a cabeça da mesa, bocejando em protesto pelo sono, antes de fuzilar o professor com os olhos. Mas antes mesmo que o olhar assassino pudesse ser percebido por alguém, Tsuna sorriu brilhantemente.
– Precisa de alguma coisa Nezu-sensei? – perguntou sorrindo amigavelmente, tentando esconder o ódio e sua vontade de matar aquele maldito professor. Sorte de Nezu, que Reborn ensinou muito bem seu aluno a se controlar, ou o professor estaria em maus lençóis.
– Tch – estalou a língua no céu da boca, Nezu não desistiria de humilhar o aluno assim tão fácil – Responda a questão no quadro – a matéria era nova, a pergunta era complicada e conta mais ainda, não estava no nível de alguém do primeiro ano responder tal coisa. Quem sabe alguém do terceiro?
– X é igual quarenta e oito sobre cinquenta e quatro, ou se preferir, aproximadamente zero vírgula oito mil, oitocentos e oitenta e nove. – respondeu o castanho, sem animo. O professor e o resto da turma engoliram seco, pela resposta sem hesitação e que Nezu sabia que estava correta.
– C-Certo – murmurou, antes de dar continuação a aula. Tsuna suspirou e voltou a dormir. Suas ações foram atentamente prestadas atenções por Takeshi, que achou interessante o jeito do menor.
O sinal soou, acordando Tsuna, marcando a hora do intervalo.
– Hey, Sawada – Tsunayoshi pode ouvir alguém lhe chamando, levantou o rosto, para encontrar os olhos âmbar de Yamamoto Takeshi.
– Ano... Oi – murmurou timidamente o Sawada, tentando esconder o susto que levara com a aproximação repentina do Yamamoto.
– Sou Yamamoto Takeshi, a gente era colegas de classe antes de você sair daqui – exclamou feliz o Yamamoto, se apresentando para seu colega de classe
– E-Eu me l-lembro de você – balbuciou Tsunayoshi, se levantando da cadeira, seguido por Yamamoto.
– E serio? Que tal almoçarmos juntos hoje? Para conversamos? – Yamamoto colocou a mão atrás da cabeça, escondendo seu constrangimento pela pergunta.
– C-Certo – e com isso, os dois seguiram ao telhado da escola.
– Haha, eu tenho mania de almoçar com Hayato aqui, mas ele sumiu hoje, antes do sinal tocar... Haha, te apresento a ele mais tarde – comentou alegremente o Yamamoto, abrindo seu obento.
– A-Acho q-que v-vou gostar de c-conhece-lo – falou Tsunayoshi, abrindo também seu obento, pegou os hashis, e como de manhã, não tinha vontade de comer.
– Você é tímido Sawada – riu o Yamaoto, vendo a face de Tsunayoshi ganhar um vermelho, brincando nas bochechas do castanho.
– P-Pode me c-chamar de Tsuna, Yamamoto – Tsuna cutucou com hashis um bolhinho de arroz, o desmoronando um pouco, no local mexido.
– Então me chame de Takeshi – sorriu o maior
– O-Okay – continuou brincando com a comida, sem ter vontade de comer
– Tsuna, foi incrível como você pegou o giz hoje! Foi tão legal! – exclamou contente o Yamamoto, se lembrando da cena de hoje mais cedo e fazendo o Sawada corar pelo elogio repentino.
– Eto... N-Não foi para t-tanto... – desviou a face corada do outro, que somente riu da atitude
– Haha, Tsuna, você é realmente tímido – e tal fala, somente aumentou o rubou das bochechas do menor
– Não sou... – desviou o olha, novamente – T-Talvez um pouco – balbuciou baixinho, mas mesmo assim, o outro pode ouvir o resmungo
– Ou talvez até de mais – riu Takeshi – Sabe... Você tem a aparência frágil, mas já se pensou em se juntar ao clube de baseball como receptor? – perguntou o Takeshi
– Eu não me dou bem com esportes — respondeu olhando para o chão, ainda um pouco corado
– Haha, você poderia se dar bem, se bem Tsuna, eu tenho a leve impressão de que se eu tocar em você, você pode quebrar ao meio – brincou o maior, arrancando uma reclamação do menor
– E-Eu não sou t-tão magro a-assim... – murmurou corado, mais uma vez brincando com a comida
– Tsuna... Se eu não estudasse com você antes, eu diria que você avançou de serie, você parece ter dez anos – Takeshi riu, aquilo era verdade. Tsuna tinha o rosto infantil para sua idade, olhos grandes e expressivos, corpo pequeno e frágil. Takeshi viu o biquinho que se formou nos lábios do menor, mas que em questão de segundos, logo desapareceu, dando lugar a face sem animo do castanho. — Você parece triste Tsuna... Eu falei alguma coisa de errado? – percebeu Takeshi, o moreno sem animo e sem vontade de comer, com o olhar perdido enquanto brincava com os hashis... Será que o moreno estava constrangido pelas brincadeiras do maior?!
– Eu não gosto de Namimori – murmurou o menor, surpreendendo o outro, com a fala sem emoção.
– Serio? Por que? – perguntou curioso, mas antes que Tsunayoshi pudesse responder, o sinal tocou, dando o termino do intervalo – Já? Mas você nem comeu Tsuna – Yamamoto olhou para obento mau tocado do castanho
– Não estou com fome – fechou a caixinha com a comida e guardando os hashis
– ... Isso não é bom para a saúde Tsuna – Takeshi repreendeu o moreno, enquanto se levantavam do telhado da escola
– N-Não se preocupe, eu vou estar me-melhor logo, é que... N-Não gosto das lembranças que e-esse lugar me trás – sorriu melancolicamente ao deixar algumas coisas invadirem sua mente
– Fala de quando estudava aqui? E te chamavam de Dame-Tsuna? – perguntou preocupado ao recente amigo formado
– Antes fosse – respondeu vagamente a pergunta, deixando Takeshi confuso
– Tsuna... Quer se abrir? – perguntou o maior
– E-Estou bem, não quero te dar tr-trabalho – sorriu encantadoramente o menor, fazendo o maior corar
– Você é diferente do que eu imaginava – falou Yamamoto, no momento em que chegaram à classe, fazendo Tsunayoshi olhar curioso para ele, arqueando uma sobrancelha
– S-Serio? – Tsuna se sentou em seu lugar, acompanhado de Takeshi, que se sentou no dele e se virou para trás, para ver Tsunayoshi.
– É que quando éramos pequenos eu te imaginava medroso, desastrado... Mas seus olhos eram cheio de vida... – começou Takeshi, sobre o olhar atento do outro
– E-Eu r-realmente era a-assim – sorriu constrangido o menor
– Agora, quando você se apresentou, eu te imaginei meio prepotente... Desculpe-me, a impressão estava errada – murmurou Yamamoto encabulado, ganhando um sorriso em compreensão de Tsuna
– T-Talvez seja por que eu não g-goste d-daqui e acabei meio que r-rabugento – balbuciou o menor
– Não... Haha, você é divertido Tsuna, mas... Seus olhos não são tão cheios de vida quando antes – murmurou sem graça – Talvez seja somente impressão...– tentou se desculpar
– Ou não... – murmurou baixinho – Eu só não q-quero falar sobre i-isso Yamamoto... – falou o Sawada, com a voz fraca
– Hn... Certo, desculpe-me, estou entrando na sua vida pessoal – se desculpou sem graça
– N-Não tem importância – sorriu o Sawada
– Será que vocês dois poderiam conversar depois? – perguntou o professor visivelmente emburrado com os alunos que não prestavam atenção em si.
– Desculpe – afirmaram os dois juntos.
A aula não demorou muito a passar, Tsunayoshi resistiu à vontade enorme de dormir, enquanto Takeshi algumas vezes puxava alguns assuntos aleatórios com ele. Final sinal tocou, dando a divina liberdade às pessoas presa no inferno chamado escola.
– Eu fiquei de te apresentar Hayato... – começou Takeshi, conversando com Tsuna, enquanto olhava todos os lugares da sala, algum albino, especificamente, Gokudera Hayato – Mas eu não o acho! – exclamou o maior
– Não tem p-problemas – sorriu o castanho, fazendo o maior corar um pouco – Me apresente amanhã – sorriu sugestivamente
– Claro! Vamos para casa juntos Tsuna? – perguntou com o sorriso alegre de sempre
– Ano... T-Tenho que p-pegar algumas c-coisas no comitê disciplinar... Hoje de m-manhã não tinha ninguém... Fica para a p-proxima – sorriu encabulado
– Certo, nos vemos amanhã Tsuna – o maior sorriu, bagunçando os cabelos do menor, que somente deixou blush de suas bochechas aumentarem e saiu rindo da reação tímida do moreno.
O castanho depois de algum tempo balançou a cabeça e foi em direção ao comitê disciplinar, seus olhos ainda estavam perdidos em pensamentos, antes de parar na porta do comitê. Suspirou, antes de abri-la.
Viu um moreno sentado na cadeira do comitê, com pilhas de papeis ao seu lado. Assinando alguns, visivelmente irritado com aqueles malditos. Pode ver o moreno levantar seus olhos dos papes e lhe encarar, com olhos gélidos e frios. Tinha aparência de sues dezoito, dezessete anos.
– Precisa de algo? – grunhiu irritado e surpreso. Não se lembrava de nenhum aluno corajoso o suficiente para ir a sua sala.
– M-Meus horários, s-sou novo aqui – balbuciou timidamente o castanho, agora sabia como alguém tinha coragem de ir lá. O pequeno estava desprevenido sobre o status do moreno.
– He, me surpreenda que ninguém tenha lhe avisado – sorriu predatoriamente o mais velho, enquanto se levantava da mesa, com o horário de Tsuna em mãos. O castanho somente pode arquear uma sobrancelha, com a fala e aproximação do outro
– A-Avisar o que? – perguntou inocentemente ao pegar o horário da mão do outro
– Que aqui é a cova dos leões – e no exato momento em que pegara o papel, uma tonfa veio em sua direção, somente teve o reflexo de desviar daquela arma
– V-Você é m-maluco? – perguntou exaltado e afobado, pela arma em sua direção
– Hn... – e com a palavra monossilábica, que Tsunayoshi teve quase certeza que era a confirmação de sua pergunta, o moreno maior se sentou novamente em sua mesa
– ... A-Até mais Hibari Kyoya – o castanho ainda exaltado pelo ataque do outro, saiu da sala, com o olhar atordoado do mais velho. Como o menor sabia seu nome?
Arqueou a sobrancelha, até se lembrar de uma pequena plaquinha em sua mesa com seu nome. Quase sorriu, ao perceber que o castanho, não era tão herbívoro quanto aparentava ser.
Tsunayoshi ainda reclama mentalmente de como o chefe do comitê disciplinar era maluco. Suspirou, antes de continuar seu caminho. Ou era isso que pretendia fazer, mas ouviu uma explosão vinda de trás da escola, curioso, andou em direção ao local do som.
Se surpreendeu ao ver um albino, com dinamites em mão, lutando contra mais ou menos dez garotos. O albino estava em situação deplorável, ferido e ensanguentado. Percebeu que o mesmo tombava seus adversários, mas quando um caia, outro logo tratava de se levantar. A situação não era muito boa para o albino. Era questão de tempo para que o mesmo perdesse.
E aquilo não tardou a acontecer, logo o albino estava no chão, tentando estancar um ferimento em seu braço, um garoto iria partir para cima do albino com tudo, o mesmo fechou os olhos, esperando o ataque, mas tudo que ouviu foi um baque no chão. Seu agressor havia caído?
Abriu um de seus olhos verdes, para ver a figura de um pequeno moreno a sua frente, derrubando não somente um dos caras que lhe machucavam, mas sim dois, três, quatro, cinco e logo os dez garotos em questões de segundos estavam no chão.
O castanho ofegou um pouco, depois de tomba-los em uma fração de segundos muito rápida, arregalando os olhos do albino. O menor se virou em sua direção, sorrindo um pouco, antes de perguntar
– Es-Está tudo bem c-com você? – sua voz era calma, e preocupada ao mesmo tempo, mirando o machucado no braço do mais alto.
– Você... Me salvou... – o albino se assustara com a repentina ação do castanho, que se encabulou um pouco – Não tinha o porquê de você me salvar... Você não me conhece! – exclamou surpreso
– Ano... É que... Eles n-não foram m-muitos justos n-nessa luta... – murmurou ainda constrangido. De forma inocente e frágil. O albino ainda se perguntava como aquela criança pequena pudera lhe salvar de dez garotos do segundo ano!
– Mesmo assim... – ainda estava impressionado com o menor
– É que... E-Eu não podia d-deixar eles te b-bater – se constrangeu mais com a afirmação
– Jyuudaime! – gritou o albino surpreendendo o menor, batendo a cabeça no chão – Obrigado! Obrigado! Obrigado! – começou a exclamar
– Hiiiii! N-Não bat-ta sua c-cabeça no ch-chão! – tentou controlar o albino, que depois de um tempo parou de fazer tal coisa – A-Ano... Por que me c-chamou de Jyuudaime? – perguntou curioso
– É que você me salvou de dez garotos – fazia sentido... Na mente do maior.
– C-Certo... – tinha uma gota atrás de sua cabeça – Qu-Qual seu nome? – perguntou curioso ao maior
– Gokudera Hayato – exclamou sorrindo, o menino tinha seus cabelos prateados, olhos esverdeados, alto e estilo punk – Você é aluno novo de nossa sala hoje – se lembrou o Gokudera
– An... Sim... Você d-deve ser o H-Hayato que Yamamoto q-quer me a-apresentar, Gokudera-kun – sorriu o castanho, docemente, fazendo o albino levemente corar
– Aquele Yukuu Baka! – gritou, furioso Hayato, fazendo Tsunayoshi rir um pouco do apelido do outro, só não entendia a raiva que o outro sentia – Não se preocupe Jyuudaime! Não deixarei ele chegar perto de você! Serei seu fiel braço direito! – exclamou confiante
– Ano... N-Não é necessário – murmurou, novamente se encabulando – Pode me chamar de Tsuna – respondeu
– Nunca! Jyuudaime deve ser trato com respeito! – falou, levantando seu braço machucado e grunhindo de dor pelo ato na qual requisitou de seu esforço
– V-Vamos a um ho-hospital ver esse b-braço Gokudera-kun! – falou preocupado com o novo amigo
– Isso não é nada... Vai ficar melhor logo, é só usar bandagem – sorriu o albino para seu precioso Jyuudaime
– S-Se você diz... – murmurou, e logo depois do resmungo, ouviu um dos dez caras no chão resmungar algo, como se fosse acordar – Vamos sair d-daqui! Antes que al-algum deles acordam! – falou Tsuna saindo do local
– Não se preocupe Jyuudaime, eu posso acabar com eles! – exclamou o albino, pegando mais dinamites
– Eu não d–duvido... Mas... Eu q-quero c-chegar logo em casa... – inventou uma mentira qual quer, para saírem rápido do local
– Certo – e Hayato não tardou a seguir seu Jyuudaime
Os dois caminharam para a casa de Tsunayoshi, conversando mais a respeito de si. Chegaram ao local, onde Tsunayoshi convidou o albino para entrar, mas o mesmo gentilmente recusou, pedindo milhares de desculpa, já que tinha um outro algo para fazer e foi para casa. Tsunayoshi logo foi entrando em sua residência.
– Como foi à escola hoje Tsunayoshi? – Reborn estava na sala, tomando mais uma de suas xicaras de café.
– A-Agitada – murmurou sem muito animo – Reborn... Por que a gente teve que vir para essa casa mesmo? – perguntou Tsunayoshi, olhando o sobrado no qual morava antes de partir de Namimori e ir para a Italia.
– Por que seu pai se recusa a vende-la... É especial para ele Dame-Tsuna – respondeu Reborn
– ... M-Mas não trás más lembranças? – perguntou sem entender a logica
– As boas também estão nela... – respondeu o mais velho, afogando os cabelos castanhos de Tsunayoshi e fazendo corar levemente
– Pode ser... – murmurou e subiu para seu quarto, sobre o olhar preocupado de Reborn.
– Quando você amar Tsuna, talvez você entenda – murmurou o maior, para si mesmo, deixando o vento levar as palavras, para qual quer outro lugar.
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