Demolition Lovers
5 Capítulo 5
Notas iniciais
Depois que ele entrou na minha vida, nada mais tomava conta dos meus pensamentos. Era ele o tempo todo. Cada hora, minuto, segundo. Só ele.
Lembranças daquele dia invadiam minha cabeça. A voz dele me falando que iria cuidar de mim, eu ainda escutava.
~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~
–Hm, Frank Iero... Frank Iero... – procurava pelo seu número na minha agenda de contatos. Talvez eu tivesse coragem para ligar. Ou talvez eu apenas mandasse uma mensagem. Não queria o incomodar.
–Frank, aonde se meteu? – joguei minha agenda longe, não achando o que eu queria.
Era sábado, e eu realmente não tinha nada pra fazer. Meus pais não iriam voltar de viagem tão cedo, então eu tinha a casa pelo resto dos dois meses. Talvez meu irmão fosse voltar na próxima semana, mas não confirmaram nada.
Estava um dia agradável. Não tão frio, nem tão quente. Decidi sair. Não queria passar o dia em casa.
Peguei meu celular, os fones, minha jaqueta, as chaves de casa, minha carteira, meus óculos e fui embora.
Saí sem rumo. Liguei para Bob e Ray, mas nenhum dos dois me atendeu. Provavelmente estavam dormindo, ou estavam na casa do Ray jogando vídeo game.
–Porra Frank! Me liga, sei lá! Não me deixa sozinho... – reclamei um tanto alto levando as mãos à cabeça. Uns vizinhos que estavam ali na rua me olharam torto, mas não me importei muito. Acho que pensaram que eu estava meio alterado.
Eu não tinha o número do maldito Frank, e nem sabia onde morava. Só podia ficar esperando ele me ligar. Enquanto isso teria que arrumar um lugar pra ir.
~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~
16h40min.
Onde estaria você Frank? Não me liga. Não me manda mensagem. Não me manda cartas, nem rosas; OPA! Rosas e cartas? Qual é Gerard, até parece àqueles namorados grudentos, eca.
Sim, eu estava parecendo um namorado irritado. Estava num bar qualquer, brigando comigo mesmo, e pra variar, bebendo.
Pobre Frank. Agora que virou meu ‘amigo’, teria que me aguentar para o resto da vida. Nem sei como o Bob e o Ray me aguenta até hoje! Somos amigos dês da segunda série.
–Bota mais um copo aí! – pedi um tanto alterado. Eu não queria beber muito, mas era tudo o que tinha pra hoje. O bar nem se importava de vender bebida para menor de idade, então, estava tudo ótimo.
~*~*~*~*~*~*~*~*~*~
18h12min.
Coloquei uma nota de cinquenta e uma de vinte e fui embora. Estava totalmente louco. Ficava olhando o celular de cinco em cinco segundos. Nenhuma ligação e nenhuma mensagem.
–Gerard, qual é! Ele não é praticamente nada seu. Ele é só o teu amigo! Tu nunca ficaste assim com o Ray e nem com o Bob! Ele é teu amigo! AMIGO! – fiquei falando comigo mesmo até chegar em casa.
Ao parar em frente ao meu jardim, vi a silhueta de uma pessoa sentada à minha porta. Fiquei parado olhando para ela. As luzes da rua estavam iluminando muito pouco. O céu ainda estava meio claro, mas mesmo assim eu não conseguia ver quem é que estava ali.
–Gerard! Onde estava até agora? Tentei te ligar, mas estava sem rede! Nenhum de seus amigos sabia por onde você andava... Estou aqui faz duas horas te esperando. – reconheci essa voz imediatamente. Corri até o garoto que se levantará rapidamente e o abracei forte. – Estava bebendo? Você tá com um puta cheiro de álcool... – eu o apertei mais do que podia, inconsequentemente, sem me importar com o que dizia. Afundei minha cara na dobra de seu pescoço e comecei a chorar. Eu estava com medo de perdê-lo, e me senti muito sozinho sem ele. Sei lá, apenas precisava dele comigo a todo o momento, mesmo que isso soe um pouco egoísta.
Ficamos ali abraçados por algum tempo, até ele separar nossos corpos e me puxar para dentro de casa. Eu estava tão bêbado que não consegui dizer nada, e não consegui perceber quando ele tirou a chave do meu bolso para abrir a porta.
Subimos para o meu quarto em silêncio. Sentei-me à cama, e ele foi para o banheiro. Ouvi o som da torneira da banheira, e logo o vi tirando minha roupa. Primeiro meu casaco, depois minha blusa e minha calça.
–Tira o tênis Gee... – me pediu com calma, apontando para meu all star. Tirei-os e após, as meias.
Percebi que estava só de boxe, e que ele tentava desviar o olhar. Corei no exato momento em que nossos olhos se cruzaram.
–Você consegue tomar banho sozinho, ou precisa de uma ajuda? – me olhou um tanto corado também.
–Eu acho que consigo... – pronunciei com um espaço entre as palavras, calmamente.
–Eu vou ficar aqui. Qualquer coisa me chama. – sorriu.
–OK. – me retirei e fui para o banheiro.
~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~
19h54min.
Consegui tomar banho sozinho. Já estava mais calmo, e o efeito do álcool já tinha passado.
Enrolei a toalha na barriga, e parei de frente ao espelho. Passei a mão sobre ele pra sair o embaço.
–Gerard seu idiota... – sussurrei para mim, apoiando o corpo sobre a pia, com a cabeça baixa. –
–Gee? Tá tudo bem aí? – ouvi a voz de Frank, e acabei lembrando que ele estava ali. Sai do banheiro imediatamente, encontrando um Frank corado me olhando de cima a baixo. – Er... Então, está tudo bem?
–Sim. Estou ótimo... – sorri
Fui ao guarda-roupa, peguei uma cueca, e uma blusa e calça qualquer. Troquei-me na frente dele, um tanto envergonhado. Olhei para ele, e o mesmo tentava se mantiver distraído. Ficou olhando as coisas que estavam em cima da minha escrivaninha.
–Que desenhos incríveis! – ao o ouvir pronunciar a palavra ‘desenho’. Corri pra cima dele, e peguei todos os desenhos. Lembrei-me dos desenhos que fiz do Frank, e não sei o que ele faria se visse. – GERARD! – quando percebi, ele estava no chão, gritando meu nome. – O QUE DEU EM VOCÊ? – gritou pela primeira vez comigo, e eu fiquei em choque.
–Me desculpe Frankie! Não foi... Por mal... – estendi a mão para ele, e o puxei para cima. – Me desculpe mesmo... – olhei-o com culpa. Estava me sentindo muito mal.
–Não... Eu que devo te pedir perdão... Não deveria mexer nas suas coisas sem você me permitir. Então, desculpa! E também, desculpa por gritar com você. Mesmo. – pegou na minha mão enquanto me pedia desculpas, e eu me senti mais culpado ainda.
–Quer ver? É que... Sinto vergonha dos meus desenhos... E... Fiz um desenho... – não consegui terminar a frase, e já estava todo vermelho.
–Um desenho... – estava praticamente pedindo para eu completar.
–Um desenho com... O teu rosto. – olhei para o lado, totalmente corado. Mal completei a frase e já estava fechando os olhos para receber uma bronca, ou algo assim.
Ficamos uns segundos em silêncio, e eu com os olhos fechados, com a cabeça para o lado, totalmente vermelho.
–Gee... – olhei para ele.
Acho que foi a melhor coisa que fiz.
Senti sua mão gelada no meu rosto, e logo seus lábios se colidiram com os meus. Meu rosto ficou completamente vermelho. Até mais do que já estava. Arregalei os olhos por causa do choque, mas depois os fechei. Era muito constrangedor beijar de olho aberto.
Pude sentir sua língua mover-se com a minha, e seus braços abraçarem meu pescoço. Abracei sua cintura em seguida, e deixei meus pensamentos de lado. Apenas curti o momento, como se fosse único e último.
Notas finais
Enfim, foi isso!
Review's ?? :DDDD HDAIJSAOKDOAJSAIHD ~nada chata~
Beijinhos ;* ♥
Fale com o autor