Delirious

25 25. Você perdeu parceiro!


Notas iniciais
Atualização!!! Penúltimo capítulo *feliz saltitante* Como havia mencionado a história está na reta final. Quero deixar meus beijos carinhosos a todos aqueles que comentaram o capítulo anterior e dizer que chorei de felicidade com os reviews lindos. Muito obrigada gente por continuarem aqui firmes e fortes com o Mi e Nat (MiTan). Vocês são super fofos. Vou respondendo aos poucos, fiquem no aguardo e não deixem de comentar, ok? Conto com vocês. Aviso1: REVISÃO DA LOTHUS. Sim, o meu Gaara revisou este capítulo pra gente e vai revisar o último também (que já está prontinho), porque eu estou com a mente atribulada de coisas sem importância e não consigo me concentrar na revisão (grande novidade) então agradeçam a ela pela revisão do capítulo. Aviso 2: MUDEI DE IDEIA. No meio do capítulo vocês vão entender o que isto quer dizer. Alguns ficarão decepcionados, outros nem tanto... : Enfim, sem mais. Bora lá, boa leitura.

Capítulo 25. Você perdeu parceiro!

Narrado por Miguel:

Tudo havia voltado a ser como antes.

Tudo estava em seu devido lugar, arrumadinho, bonitinho, gostosinho, ou seja, tudo “inho”. 'Tá, vamos falar sério, nada estava cem por cento bem, eu estava desempregado, sem um tostão no bolso e a ponto de rodar no colégio. Mas aquelas alturas já tinha me conformado e no fundo, no fundo eu já nem me preocupava mais, pois o que realmente importava era que o anão estava de volta. Foi uma tortura os dias sem aquele pedaço de gente... Contudo passou, confesso que me sinto envergonhado de estar falando com vocês depois da última vez que me viram. Podem falar eu estava virando num lixo!

Que vergonha, mano.

Mas se foda se você pensa que sou deplorável, que nesse tempo todo desde que tudo começou eu mudei, vocês só precisam enteder e engolir que as pessoas mudam! Eu mudei e MUITO.

Quais são as minhas justificativas para a minha mudança? Não sei, o que vocês acham?

Não sabem também? Hum... Legal.

Tenho diversos fatores em mente, um deles é a maldita convivência com aquele anão de sangue (e corpo) quente, ele me influenciou muito, mas também eu amadureci com a vida. Descobri que ser sincero comigo mesmo e com os outros é fundamental para o meu crescimento. Portanto, se conformem com a minha mudança, sério amigos, aceitem que doerá bem menos.

Beleza, agora chega de papo e vamos recapitular essa bugeda...

— Nat... Agora falando sério — eu falei depois de dar AQUELE beijo nele, sim não era um simples beijinho era “o beijo”, aquele tipo que te arranca o oxigênio e vasculha sua boca, que causa uma ereção em menos de um minuto do tamanho da Torre Eiffel — Vamos começar tudo de novo? Mas dessa vez sem ameaças, sem mentiras e sem Marcela.

Ele me olhou com aqueles olhos pequenos e negros, com aquela carinha fofa cheia de sardas, senti vontade de arrancar suas roupas e fazer coisas nada inocentes. Mas me contive e acrescentei:

Lembre-se: mesmo você não me aceitando não vou embora, não vou simplesmente desistir depois de tudo. Pablo me abriu os olhos, me mostrou que cheguei longe demais para deixar que tudo termine assim. Então você querendo ou não, eu vou te perseguir até me aceitar. Ou seja, vai ter que me aturar muito.

O anão engoliu seco e respondeu num fio de voz:

— Tudo bem... — OK! STOP!! Ele disse tudo bem? Eu ouvi direito? ELE REALMENTE DISSE: TUDO BEM? Alguém aí, por favor, me belisca, aquele anão impossível FINALMENTE havia me aceitado e de bom grado? Só podia ser sonho. — Mas com uma condição.

Sim, claro sempre tem que haver uma pedrinha no caminho. Bem que suspeitei que estava tudo “bom demais”.

— E o que seria? — perguntei.

— Você vai ter que resolver o seu problema com a-aquele cara primeiro.

— Que cara? — do que ele estava falando?

— Aquele que você b-be-beijou aquela vez na escola...

Rodei os olhos e rebati imediatamente.

— Não temos nada.

— Você não vai mesmo se resolver com ele?

— Mas resolver o que exatamente, não temos nada pra resolver, ele vai rir da minha cara isso sim.

— Nada feito então!! — Ele determinou me interrompeu e me empurrando 'pra longe dele.

Fiquei estático!

— Ok, espera! — ele parou no meio do quarto e girou o pescoço para me olhar. — Certo, vou resolver isso.

— Porém, vai ter que fazer isso na minha frente. — engoli seco, aquilo não me cheirava bem.

— C-Combinado então! — sorri amarelo.

E assim... Aqui estamos, batendo palmas no portão do Daniel e esperando alguém vir nos atender. Chegamos há uns cinco minutos mais ou menos e ninguém veio nos atender.

Estava desistindo quando senti duas mãos grandes cobrirem meus olhos. Sim, aquela era a famosa e patética brincadeira do “adivinha quem é?” nem precisava adivinhar, pois eu já sabia.

— Daniel. — falei sem ânimo. Ouvi sua risadinha sonsa e em seguida ele se afastou.

— O que você ‘tá fazendo aqui? — perguntou sorrindo abertamente.

Encarei-o sério. O que dizer de Daniel? Ele é sonso, mentiroso, malicioso (pervertido combina mais), inteligente, gay, bonito... Muito bonito por sinal, mas é um crápula, possessivo que só.

Conheci Daniel três anos atrás, ele é amigo do Pablo e do Vini. Não curti o cara desde o início, na verdade o sentimento de repulsa era recíproco até o dia que ele viu nossa banda tocar. A partir daí ele não mais desgrudou os olhos de mim, ficamos algumas vezes, transamos várias outras vezes, contudo nada mais sério que isso. Somos apenas amigos de sexo, temos uma linda amizade... Com benefícios, claro.

Digo, tínhamos!

Ele disse que a primeira vez que me viu tocando sentiu um tesão filho da puta por mim, e diante deste fato me vi louco de tesão por ele também e o resultado? Sexo no banheiro do ninho!

Foi fantástico!

Bons tempos.

Porém, nunca levei nossa relação a sério e podia jurar que esse sentimento também era recíproco, só que as coisas mudaram quando me apaixonei pelo anão. Ele imediatamente percebeu que algo incomum acontecia comigo, mas não sabia o que era de fato. Em consequência disso passou a me perseguir em todos os lugares, ficou louco.

Ele não aparecia antes porque estava viajando e porque evitava falar dele, por isso ocultei este fato, mas enfim... Daniel é um cara difícil, ele se faz de sonso e gentil, mas é o demônio em pessoa.

— Eu vim aqui para conversar. — falei após um enorme intervalo de silêncio.

— Quem é este? — perguntou encarando o anão com cara de assassino ao meu lado.

— Se quer saber quem sou, me pergunte diretamente, não fale como se eu não estivesse aqui. — disse um Natan furioso.

— Miguel? — Daniel se dirigiu a mim, ignorando-o completamente.

Vish! Prevejo confusão... E das grandes.

— É o meu namorado. — respondi sem rodeios. O queixo do anão foi lá no chão.

— Então é essa pessoa que você queria tanto que eu não conhecesse?

— É. Diga oi, Natan.

Olhei para ele, mas o anão estava tão chocado com a minha resposta que demorou séculos para se recuperar. Rodei os olhos e o cutuquei.

— O-Oi! — disse.

Daniel olhou-o da cabeça aos pés, Natan imediatamente reagiu. Típico, se ele não fizesse nada, não seria ele.

— Porque 'tá me olhando assim? — perguntou hostil, mas Daniel novamente ignorou-o, voltando a me encarar.

— O que você veio fazer aqui? — Daniel questionou.

— Ei, não me ignore imbecil! — exclamou Natan fechando a mão em punho e dando um passo a frente, imediatamente o detive com um braço.

Algo em Daniel estava me incomodando, não sei se era o modo como encarava Natan ou a voz desprovida de emoção em conjunto do olhar apático que se revelou depois de eu ter revelado minha ligação com o anão. Antes ele estava sorrindo daquele jeito gentil e agora estava completamente diferente.

— Vim conversar com você. — respondi.

— E precisava trazer o seu bichinho junto?

— B-BICHINHO? — Natan repetiu ofendido. — Punk se você não der um jeito eu mesmo vou dar!! — ele falou estalando todos os dedos de sua mão, tipo simulando que estava pronto para dar porrada.

Franzi a testa encarando Daniel. Porque ele estava agindo daquele jeito? O que aquilo significava? Respirei fundo a fim de dar um basta naquilo tudo, antes que terminasse em briga, porque o anão ao meu lado estava sedento por uma boa porrada.

— Então... Eu o trouxe aqui pessoalmente para te apresentar, dizer que estamos juntos e dizer (pedir) para que nunca mais me procurar. — Falei o que veio a mente, Daniel franziu a testa, mas permaneceu em silêncio. — O que vivemos foi incrível, foram momentos inesquecíveis.

— Bota inesquecíveis nisso. — ele disse sorrindo, ignorei e prossegui para dar um basta logo.

— Mas eu quero ficar de boa com este cara aqui, portanto não fique me seguindo mais, falou? — projetei minha mão no ombro do anão que imediatamente se esquivou furioso. — Então... Acho que é isso.

O silêncio se instalou na nossa roda e se estendeu por um longo tempo. Era visível no rosto de Daniel que ele não havia gostado nada daquilo, lógico que não, afinal ele era obcecado por mim. Teve tempos que sentia arrepios só de pensar nele, vai parecer engraçado o que vou dizer, mas sentia náuseas por causa de sua obsessão por mim, proibia os rapazes até de mencionarem seu nome na nossa roda, tanto que eles passaram a usar a expressão: “Aquela pessoa” ao se referirem a ele.

Enfim...

— Então é isso? — ele perguntou me olhando com aqueles olhos tão intensos que pareciam ver minha alma. — Você tem certeza que sabe o que está fazendo?

Suspirei.

— Sim ele tem! — Para a minha surpresa não fui eu quem respondeu.

— Vou te dar um tempo para esfriar a cabeça, está agindo impulsivamente. — Daniel falou me encarando.

Eu cheguei a abrir a boca para me defender, mas Natan se atravessou novamente.

— Não, ele não está!!

— Miguel! — A voz de Daniel se elevou, ele não tirava os olhos de mim, mas eu me encontrava chocado demais para assimilar tudo aquilo e também o anão não me deixava falar.

— Vem cá você é surdo? Não o ouviu dizer que não quer mais nada contigo?! Se manca, conforme-se com isso, seu doido de pedra!

— Você vai se arrepender, Miguel. — avisou Daniel.

— Não ele não vai, fique tranquilo.

— Esse... Aí não combina contigo, olhe pra ele e olhe pra você, são completamente diferentes. Não sei o que ele fez, como conseguiu essa façanha, mas você é muita areia para o caminhãozinho dele.

— Mas tem gente que não se conforma mesmo!! — Natan gritou. — Escuta aqui, ô bonitinho!— Natan fez algo que eu em toda a minha vida nunca cogitei que um dia ele faria, nem nos meus sonhos.

O anão me puxou pela gola da camisa numa ousadia impressionante, me fazendo ficar a altura de seu rosto e assim encostando nossas maçãs faciais.

— Este cara aqui está caidinho por mim e eu por ele, então você querendo ou não, não vai mudar nada. Agora estamos juntos, conforme-se. Você perdeu parceiro!

(#)

— M-Miguel?

— Depois anão, agora estou ocupado...

— M-Mas...

— Nada de mas.

— Eu não consigo me mexer.

— Foi você que pediu por isso.

— Eu? Mas o que eu fiz?

Ri.

— Me provocou.

— Eu... Eu só-! — seja lá quais eram os seus argumentos não foram dito, pois morreram com o beijo que lhe roubei.

Depois de resolver minha situação com o Daniel, arrastei o anão para a minha casa, pois fazia umas horas que ele estava enchendo o saco dizendo que queria conhecer a minha casa e blá, blá, blá. A casa estava sozinha diferente da sua que tinha a Priscila lá para atrapalhar meus planos diabólicos.

Agora estávamos no meu quarto. Numa situação bastante... Comprometedora. Sentados na minha cama que se encontrava toda amarrotada de roupas, meu quarto, diferente do dele (sempre tão organizado) se encontrava uma verdadeira zona, mas que se foda, não tenho vergonha da minha bagunça e que isso fique bem claro.

Natan estava sendo pressionado contra a parede, sentado no colchão com as pernas entrelaçadas na minha cintura, seus pulsos estavam presos no alto da cabeça com apenas uma mão minha, já que a outra estava ocupada demais apalpando algumas partes de seu corpo. Não pensem que foi assim tão simples fazê-lo se render as minhas jogadas de sedução, pelo contrário, foi o inferno.

Ele relutou, gritou e até me bateu, mas como sou masoquista gostei tanto que fiquei cheio de tesão e o joguei na cama caindo em cima dele. Depois de arrancar longos e molhados beijos dele (com muito protesto) consegui fazê-lo se entregar. Quer dizer... Quase isso.

Sexo? Ainda é muito cedo para sexo, mas sou paciente quanto a isso, vou esperar o tempo que for.

—...

Okay, mentira! Minha vontade agora é de arrancar as roupas que ele veste e provar lentamente cada pedacinho de seu rico corpinho com a minha boca.

Aquele rosto sempre pálido e cheio de sardas agora se encontrava todo enrubescido, me levando a beira da loucura e aqueles os olhinhos pequenos dilatados pelo prazer. Prazer proporcionado por mim...

Aquilo era maldade. Esse anão estupravél do caramba estava provocando.

O beijo teve que acabar porque ele precisava respirar, mas por mim podia ter continuado, eu estava insaciável, tanto que não perdi tempo e mergulhei meu rosto na curva de seu pescoço, aspirei com força sentindo seu cheiro natural. Ele estremeceu com aquilo.

— Amo seu cheiro... — confessei impensadamente, mas foda-se, esse é o momento certo para fazer revelações. Mordisquei levemente assistindo com gosto os pelos de seus braços se arrepiarem com aquele ato tão simples.

— Miguel... — arfou. — Por favor...

Por favor, digo eu! Por favor, não diga ”por favor” numa hora como essa e com essa voz monstruosamente sexy, caralho. Isso é o mesmo que pedir para ser estuprado.

— S-Solta meus pulsos... ‘Tá doendo. — Não dei ouvidos, pois estava ocupado demais mordendo, beijando e lambendo seu pescoço indo em direção ao queixo. — Porra... Maldito ouça quando as pessoas f-

E novamente minha língua resvalava para dentro de sua boca tão falante, mas aos poucos fui diminuindo a força usada para prender seus pulsos e até soltá-los completamente.

Natan timidamente postou suas mãos tremulas nos meus ombros.

Levei minha mão a sua nuca e afaguei os poucos cabelos do moicano e assim aprofundando mais o beijo. Por instinto deite-o na cama subindo em cima dele.

Aquilo estava ficando realmente bom.

Sinto que é hoje que vou tirar o atraso, ele parece bastante entregue, portanto vou aproveitar essa oportunidade. Ergui um pouco meu tronco para poder me despir da minha camisa e da sua ao mesmo tempo.

Diante de sua imagem quase nua, me vi mais tentado ainda, mordi o lábio inferior com um puta desejo. Natan tinha o corpo pequeno, porém musculoso. Sabe aquela famosa barriga de tanquinho? Pois é, quase isso.

Os bíceps eram deliciosamente fartos. Meu anão era gostoso demais. Me enfurece imaginar aquele traveco loiro se passando com ele num abraço entre amigos.

Aham, amigos sei.

— Que? Por que tá me olhando assim? — ele perguntou com as sobrancelhas franzidas.

— Estou te admirando, não posso?

— N-Não acha que estamos indo longe demais? — ele perguntou se abraçando a fim de se esconder, morrendo de vergonha.

— Não. — menti — Porque, você acha?

— Sim, eu... Eu não sou como você. — ele disse engolindo seco. — Digo... Nunca transei com ninguém, nem mesmo com nenhuma garota.

— A gente se gosta, não precisa ter tempo pra esse tipo de coisa. Já somos bem grandinhos, portanto vamos apenas deixar acontecer. E eu prometo que vou ser gentil. Por enquanto apenas relaxe e aproveite o momento. — propus me inclinando sobre ele novamente, deitando por cima de seus braços cruzados sobre o peito que estavam querendo esconder aquela beleza toda de mim.

Novamente mergulhei meu rosto na curva de seu pescoço aspirando o cheiro com calma. Ele suspirou involuntariamente.

— Eu ainda não sei... — disse. — Eu tenho vergonha, isso é estranho.

— Não tenha, somos homens...

— Por isso mesmo imbecil. Eu nem sei o que fazer.

— Você não precisa fazer nada, deixa que eu faço tudo.

— Mas-! — Coloquei o dedo indicador nos seus lábios.

— Vamos tentar, se for demais pra você suportar, eu paro.

De vermelho seu rosto ficou roxo, tamanha era vergonha que ele sentia. Diante de seu silêncio entendi aquilo como afirmativa dei alguns selinhos demorados em sua boca, bochecha e queixo e depois voltei a explorar seu corpo lenta e deliciosamente.

Primeiro distribui beijinhos suaves nos ombros, fazendo trilhas de beijos até o peitoral farto. Minhas mãos acariciavam seus cabelos, ele suspirava excitado, mas silenciava os gemidos mordendo os próprios lábios. Eu não conseguia tirar meus olhos de seu rosto... Ele estava tão bonito! Droga. Engoli seco sentindo minha ereção pulsar diante daquele rosto contorcido.

Deslizei minhas mãos pelo seu rosto imaginando minha cara de patético apaixonado enquanto olhava-o. Passamos por tantas coisas difíceis, eu principalmente, pensava que nunca conseguiria conquistar seu coração resistente.

E agora... Olha só pra nós.

Obedeci ao impulso de erguer meu tronco e beijá-lo profundamente, eu queria fazer com ele tudo aquilo que sempre desejei, mas nunca tive a oportunidade de fazer. Queria ouvi-lo gritar meu nome até deixa-lo completamente murcho, exausto e caído nos meus braços. Merda... Eu amo tanto esse anão maldito.

Durante o beijo senti que ele também não estava diferente de mim, havia uma ereção bastante generosa cutucando minha barriga. Fui obrigado a deixar um riso soprado escapar durante o beijo e levei minhas mãos suavemente até lá embaixo, passei os dedos por cima da calça, sentindo suas pernas se abrirem por instinto. Propositalmente apertei por cima do pano, bem de leve e o mordi seu lábio inferior ouvindo finalmente um gemido. Sorri abertamente vitorioso e fechei os olhos como se estivesse apreciando a minha música favorita.

Daí suspirei excitado e novamente fui parar no meu lugar favorito: seu pescoço. Beijei, mordi, lambi, beijei de novo, chupei furiosamente a fim de deixar minha marca, imaginando no futuro mais próximo aquele loiro filho da puta enfurecido de ver aquilo.

E fiquei daquele jeito ouvindo novos e deliciosos gemidos do meu anão preencherem as paredes do meu quarto. Me afastei um pouco para olhar seu rosto novamente, ele virou a cara envergonhado e aborrecido.

— Porque você tem fazer isso numa hora como essa? — perguntou Natan se referindo ao modo com o olhava.

— Porque eu gosto.

— Mas eu odeio.

— Azar é o seu.

Ele ficou tão puto com a resposta que já estava querendo levantar-se, ignorando completamente sua ereção, mas o fiz voltar a relaxar novamente enfiando minhas mãos para dentro da calça e por cima da cueca fechei meus dedos na sua intimidade. Natan sobressaltou e estremeceu tampando a boca com a mão na mesma hora.

Ri e beijei aquela mão incomoda que impedia seus maravilhosos gemidos de serem ouvidos. O beijo se estendeu descendo até chegar nos mamilos endurecidos, lambi-os, me deliciei com sua textura, deixando-os encharcados, assoprei cada um assistindo o corpo inteiro se arrepiar.

Depois desci até o meio de suas pernas, flexionando-as. Rapidamente retirei a calça deixando-o apenas de cueca. Distribuir mordidas nas coxas, lambi lentamente sua virilha e depois comecei a brincar com o sexo desperto há tempos, mas ainda coberto pelo tecido da cueca.

Puxei a cueca com os dentes, deixando amostra pedaços do membro, impaciente retirei a peça intima jogando-a longe. Iniciei uma punheta lenta ouvindo novos gemidos descontrolados.

Quando a impaciência atingiu meu limite mergulhei minha cabeça no meio de suas pernas e enfiei todo seu falo na minha boca, amando sentir sua textura e seu gosto único. Natan foi a loucura e eu também, tanto que me vi obrigado a aliviar a minha própria tensão.

Ficamos naquele ato até sentir que ele estava quase atingindo seu limite, depois comecei a prepará-lo para me receber. No início o desconforto foi imediato, ele relutou e se negou a continuar disse que não queria ser a menina da relação, que eu havia passado dos limites... Foi o inferno, quase brochei! Mas depois de muito insistir consegui convencê-lo dizendo que o prazer que ele sentiria seria o triplo daquele que havia sentido a pouco e no fim (depois de tanto lutar) consegui convencê-lo de que aquele desconforto era temporário e que logo ficaria bom.

Mesmo hesitando Natan cedeu com a condição de que caso ele não gostasse eu deveria parar imediatamente. Concordei mesmo sabendo que aquilo não aconteceria, porque eu não ia parar uma vez que estivesse dentro daquele corpo. IMPOSSÍVEL.

E foi realmente maravilhoso. Eu amei cada momento, cada gemido, cada reação nova, tudo. Depois do amor, ele adormeceu no meu braço, cansado demais pelo orgasmo intenso. Acabei dormindo também, acordando uma hora depois com alguém batendo na porta da frente e gritando meu nome.

Natan também acordou meio desnorteado e quando se deu conta do que acontecia, levantou da cama feito louco a procura de suas roupas que foram jogadas no meio da minha bagunça.

Sonolento, vesti uma calça qualquer que encontrei no chão e sai do quarto fechando a porta.

(#)

— Pablo? Como chegou aqui? — perguntei ao abrir a porta, encarando a figura apática do meu amigo. Ele não estava... Bem fisicamente para ter vindo de tão longe até a minha casa.

— O Vini me trouxe de carro.

— Cadê ele? — perguntei não encontrando nenhum vestígio do carro do Vinicius na rua.

— Se foi. Disse que recebeu uma mensagem estranha do Daniel... Não sei ao certo, mas parece que o cara estava chorando.

Engoli seco. Não acredito que o Daniel chorou depois daquilo.

— A-Ah, é mesmo? Nossa, que será que aconteceu, né? — me fiz de desentendido.

— Pois é eu também não sei, se quer imagino. — disse ele casualmente, me olhando com os olhos fixos e tão entendedores do comportamento alheio. — ‘Tá sabendo de alguma coisa?

— E-EU??

— Não precisa se exaltar, amigo. Só fiz uma pergunta. Relaxa. — Odeio isso no Pablo sua esperteza, aposto que em algum lugar dentro de sua mente ele já deve ter cogitado o que aconteceu.

— Mas porque eu saberia? — perguntei como quem não queria nada.

— Oras! Vocês não tinham um caso?

— M-Mas isso faz um tempão...

— Hum... — ele resmungou com os olhos grudados em mim. — Seja como for se cuida porque o Vinicius tá puto da cara; vai ser fazer um inferno. Você sabe como ele é em relação ao Daniel.

E como sei!!

— Nossa! — exclamou Natan aparecendo na porta, um pouco mais ajeitável e olhando Pablo da cabeça aos pés. — O que aconteceu com você, cara? — perguntou se referindo aquela nossa conversinha antes de eu ir pra casa do anão.

— Pergunte ao seu amante. — Disse Pablo entrando em casa e indo diretamente pra cozinha.

Natan me mandou um olhar questionando. Esbocei um sorriso amarelo e dei de ombros. Aos poucos o anão foi assimilando tudo e conforme suas ideias clareavam os olhos se arregalavam chocados.

— V-VO-VOCÊS DOIS??

Suspirei derrotado.

— Sim, mas foi por uma boa causa, tá?

O anão não desmanchava aquela expressão chocada do rosto. Fechei a porta e entrei em casa com ele no meu encalço.

— Ah, sim imagino... — comentou sarcástico e voltou para dentro do quarto quando ouviu seu telefone tocando.

Observei-o entrar no quarto e todo atrapalhando procurar seu telefone no meio da minha bagunça.

— Pablo! — chamei indo para a cozinha.

— Fale!

— Olha só... E-Eu queria te agradecer... — Falei parando na divisa da cozinha com a sala. Pablo parou na frente da geladeira aberta e me olhou de canto desconfiado, mas esperando o desfecho. — Pelo o que você fez...

O rosto do meu amigo sempre calmo se contorceu numa careta de repulsa.

— Pare aí mesmo. — ele disse. Pisquei confuso.

— Por quê?

— Quer me fazer vomitar, Miguel?

Fiquei boquiaberto e enfurecido.

— Seu grandíssimo filho da puta, eu só estava sendo educado com você.

— Meu corpo tá todo fudido por sua causa, desgraçado, esqueceu o que você fez comigo? — desviei os olhos envergonhado. — Ah lembrou! Então não me venha com esse papinho de boiola pra cima de mim.

Eu ia falar alguma coisa bem desaforada, mas Natan apareceu na cozinha com uma cara de quem estava apavorado.

— Eu tenho que ir. — anunciou de repente, procurando alguma coisa perto da porta.

— Mas por quê? — perguntei imediatamente, alterado e visivelmente chateado, queria passar mais tempo com ele.

— Miguel... — Pablo me chamou num murmúrio.

— Onde vai? — ignorei e voltei a encarar o anão.

— Na praça do ninho...

— Vou junto. — disse prontamente preparado para voltar pro quarto e pegar uma camisa.

— Não precisa ir. — disse o anão.

— Mas eu vou. — rebati.

— Miguel dá um tempo pro cara respirar. — disse Pablo me olhando com tédio e acendendo um cigarro.

— O que aconteceu? — perguntei, ouvindo-o praguejar irritado por não conseguir encontrar o que tanto procurava. — O que tá procurando?

— Meus tênis!!

— Tá no quarto.

— PORQUE NÃO DISSE ANTES? ME VIU PROCURANDO FEITO LOUCO.

— Vish, vai começar... — resmungou Pablo rodando os olhos e pegando uma latinha de cerveja do meu velho, não dando a mínima para a nossa discussão.

— Porque não sabia que estava procurando por ele. — me defendi. — Porque essa pressa toda?

— O Edu me ligou agora dizendo que Matheus tá brigando na praça. — não sei ao certo porque Pablo cuspiu toda sua cerveja. Olhamos pra ele com olhos indagadores não entendo melecadas do que estava acontecendo consigo.

Mas Natan ignorou porque estava preocupado demais com o loiro traveco.

— Por isso estou indo.

— Eu vou junto, Franguinho.

Nós dois voltamos a encarar Pablo.

— VOCÊ?

(#)

Rumamos a tal da praça, durante o caminho deixei bem claro que não queria me envolver naquela confusão toda, pelo simples fato de achar que o loiro maldito merecia levar uns petelecos pra aprender a respeitar as pessoas. Pablo nada dizia, apenas expressava em seu rosto uma fúria incomum o que deixou Natan completamente apreensivo, pois tinha medo que ele tentasse puxar briga com o loiro.

Quando, enfim, chegamos na praça nos deparamos com uma multidão de pessoas fazendo uma imensa roda em volta da briga.

A praça estava lotada de punks, o negócio foi muito louco. Quando ouvi os gritos do idiota de pelego, Natan se viu impulsionado a invadir aquela roda e socorrer o loiro. Tentei o impedir, mas ele me ignorou completamente se esquivando de minhas mãos.

Quanto ao Pablo... O Pablo... Pablo?

— Cadê o Pablo? – Perguntei indo atrás do anão.

— Serve aquele lá empurrando as pessoas para ter acesso ao interior da roda?! — entrei em estado de choque quando vi que Pablo (todo ferrado) conseguiu ser mais rápido que o anão!

Natan aproveitou minha distração e correu para a multidão fazendo o mesmo que Pablo rodei os olhos e me vi obrigado a fazer o mesmo. Não queria que ele se machucasse, empurrei os loucos sem muita paciência, quando enfim tive acesso ao centro da roda tive uma nova surpresa quando vi Pablo chutar o cara que estava em cima do loiro, fazendo-o cair deitado no chão.

Daí ele começou seu show de horror, distribuiu diversos chutes nele, atingindo face, barriga, braço e perna, onde podia chutar e ferir ele o fez. Quase matou o cara. Até pisou nele.

As pessoas na roda se afastaram com medo daquele louco desvairado que havia surgido do nada. Eu não sabia o que estava rolando, não sei o que deu nele e nem espero por uma explicação, pois sei que não me dará mesmo que eu implore.

Não perdi mais tempo matutando naquilo, meu foco era o anão, rapidamente fui atrás dele que estava ajoelhado ao lado do corpo caído e ensanguentado do loiro, o outro idiota estava lá também tentando reanimá-lo.

Entrei em choque e perdi a noção do tempo só consegui voltar para a realidade quando o loiro abriu os olhos e a primeira palavra que deixou os lábios foi o nome do anão. O idiota do pelego estava com o telefone no ouvido ligando para a emergência.

Toda hora Natan dizia ao amigo para aguentar firme, mas o cara parecia estar muito mal. Quando o tal Edu concluiu a ligação, o loiro voltou a fechar os olhos deixando os dois completamente desorientados e assim caíram no choro na mesma hora.

Pablo surgiu de repente, despois de espancar o cara até não querer mais e começou a dar tapas no rosto do loiro para tentar reanimá-lo enquanto eu me ocupava de buscar o meu telefone e ligar para o Vini.

Os dois imbecis ainda choravam sem parar.

— Será que as duas bixonas conseguem parar de chorar um minuto?! — Pablo exclamou irritado com o choro deles. — Miguel ligue para o Vini e diga pra ele vi-!

— Já liguei. — respondi encerrando a ligação. — Ele tá vindo.

Pouco tempo depois o Vini chegou. Ajudei Pablo a colocar o loiro dentro do carro, depois entrou Natan e o tal do Edu e assim fomos para o pronto socorro sem maiores enrolações.

Notas finais
Aproveitando este espacinho aqui para vender o meu peixinho ^^' Peço a colaboração de vocês (hahaha) Eu postei hoje de manhã uma one-shot do fandom de Saint Seiya com o shipper Máscara da Morte e Shura (http://fanfiction.com.br/historia/578288/Per_Amore/) Convido a vocês a darem uma passadinha lá e conferir este romance cheio de conflitos, ardente e apaixonado. (LEMON, LEMON, LEMON)