Delirious
26 26. Que dure enquanto o sexo for bom
Notas iniciais
Capítulo 26. Que dure enquanto o sexo for bom.
Narrado por Natan:
Faziam exatos dois dias que Matheus ainda estava no hospital e meu traseiro ainda doía também. Mas Matheus estava bem, o médico sugeriu que ficasse em observação por uns dias. Havia feito diversos exames e tirou raios-X de algumas partes de seu corpo que foram bastante atingidas. Graças a Deus tinha sido só um susto.
Estava em pé na janela do quarto do hospital, ouvindo obrigatoriamente a conversa dentro do quarto.
— Por que tá chateado?
— Porque olhar pra essa sua cara me dá náuseas.
— Queria que eu te trouxesse flores?
— NEM FODENDO.
— Que bom porque eu não traria nem se me implorasse.
Quem são esses? Se você chutou Natan e Miguel errou feio. Um pouco parecidos confesso, mas bem pouco. Quem chutou Matheus e Pablo, acertou em cheio.
Pablo não sai mais do lado de Matheus. Nem preciso comentar o tamanho do meu choque com a relação dos dois, né? Não me perguntem o que tá rolando, porque nem eu sei. Até cheguei a perguntar ao Pablo, mas sua resposta não me convenceu.
— Temos algumas coisas em comum. — ele disse ontem quando perguntei. Só que eu não engoli aquela mentira deslavada, óbvio que não engoliria, pois não vejo nada em comum entre eles. Matheus podia ser bastante estourado na maioria das vezes, mas ele é um cara gentil e Pablo é totalmente o contrário dele, mal encarado e apático. Enfim...
Matheus comprimiu os lábios ficando vermelho de raiva.
— Franguinho... — olhei por cima do ombro atendendo ao chamado do Pablo desinteressado. — O Miguel me mandou uma mensagem dizendo que era pra você ir pra casa.
— Desde quando ele manda em mim? — perguntei.
— Estou apenas passando o recado...
— Sei... — respondi sabendo que na verdade ele queria que eu sumisse dali pra fica sozinho com o Matheus, não queria nem imaginar o motivo disso. E outra, se o punk quisesse realmente isso de mim, teria mandado a mensagem para o meu telefone não para o dele. — Bom, eu vou indo Matheus, vou aproveitar que o punk tá aqui e-!
— Não faz isso comigo, Nat...
— Eu tenho treino. Esqueceu que essa semana começa o torneio da escola? Não posso faltar. — Não podia mesmo, havia feito uma promessa com Miguel. Eu tinha que fazer um gol pra ele, pois no mesmo dia do torneio era o seu aniversário.
— Falta hoje oras, um dia não vai fazer diferença.
— Ele é sua mãe, agora? — perguntou Pablo com cara de tédio.
— Cala a boca! Não se mete.
— Não vou te deixar sozinho se é isso que você tem medo. — provocou Pablo novamente.
Rodei os olhos prevendo que outra discussão estava para começar. Aquilo me fez lembrar de mim e do Miguel há uns tempos atrás.
— Ok, estou indo, amanhã volto.
— N-NAT-!
— Até mais tarde Franguinho, mande lembranças pro Miguel.
Assenti sem muita empolgação saindo do quarto.
(#)
Após deixar o hospital fui direto para o colégio. Edu tinha me mandado uma mensagem dizendo que estava na cantina me esperando. Antes de ir até ele fui Ao meu armário pegar o livro de matemática, pois a primeira aula era daquela matéria que eu tanto odeio.
Tive o desprazer de me esbarrar com a Marcela no corredor. Assim que me viu, veio em minha direção toda sorridente.
— Oi. — cumprimentou com aquele sorriso irradiante nos lábios, mas não sorri de volta, pois já me sentia completamente imune ao seu charme. — Ainda está chateado comigo?
— Não... — murmurei.
— Ele apenas prefere não ter que olhar pra essa sua cara de pau. — Era Miguel. Passou o braço em volta do meu ombro. — Fique longe dele.
— Como sempre gentil. — ironizou Marcela suspirando. — Só queria me desculpar por tudo e te desejar boa sorte no torneio.
— Obrigado. — agradeci. Depois de todo aquele evento, não tivemos mais contanto, por causa da perseguição infinita do punk.
— Vai dar tudo certo, vou estar lá torcendo por você. — piscou.
— Vai ficar dando muito em cima do meu homem na minha frente? — reclamou Miguel.
Marcela desviou os olhos de mim e mostrou a língua pra ele.
— Boa sorte Natan. — ela disse antes de afastar. Assenti com a mão erguida para o alto.
— Será que ela e sua irmã estão se dando bem? — perguntou Miguel de repente e na mesma hora capitei sua intenção ao citar o nome da minha irmã.
— Não sei, mas ouvi parte de uma conversa das duas no telefone ontem. — respondi sem tirar meus olhos das costas da garota e mostrando pra ele que já não me importava com aquilo. — Até que ela não é tão ruim assim...
Ele me encarou pasmo e de boca aberta, sorri internamente querendo provocá-lo um pouco mais. Miguel fechou a boca e contestou:
— Não se deixe enganar por aquele rostinho bonitinho e sorrisinho gentil, ela é uma cascavel.
— Impressão minha ou você ainda tem ciúme da Marcela?
— Impressão sua, anão. — ele disse girando os calcanhares preguiçosamente se afastando, indo em direção à cantina.
— Aham, sei... — ri baixinho.
— E você? Morre de ciúme do Daniel que eu sei. — alfinetou e no mesmo instante senti minhas orelhas queimarem.
Que ódio.
— Q-Quem eu?
— Não, minha vovozinha.
— E-E-EU não!!
— Tá, sei...
— Tá querendo morrer Punk?
— Então me mata se tiver coragem. Suas ameaças já não surtem efeitos sobre mim.
— Você não acha que suas unhas andam bem grandinhas, não? — perguntei me referindo a sua autoconfiança.
— Na verdade não é isso, apenas acredito que nossa relação amadureceu. A insegurança que eu sentia antes passou.
— É? — perguntei e ele concordou. — O que te faz ficar tão seguro assim com relação a mim?
— Seu eu começar a enumerar todas as razões essa conversa não terá fim. Mas se te deixa menos curioso vou dizer apenas uma razão, a mais importante. Quer saber?
— Lógico.
— Lembra o que disse ao Danie-!
— Ah, olha lá o Edu! Ô, EDU-! — Desconversei! Porra eu só queria esquecer aquele infeliz evento com aquele cara...
Não acredito que disse aquelas merdas. Alguém aí me mate, por favor?!
— Não mude de assunto.
— Vish quem é aquele lá com ele? — Miguel olhou também.
—...?
—...!
— PIETRO??? — indagamos juntos, chocados.
— Mas o que eles fazem... juntos? — perguntou Miguel abismado.
— E eu vou saber? — respondi mais chocado ainda. — Nem sabia que eles se falavam.
— Será que eles?!
Pisquei confuso sobre o que ele queria dizer com aquilo. Agora começávamos a caminhar em direção aos dois. Quando minha mente assimilou o que Miguel queria dizer, fitei os dois dando mais atenção, percebi que Edu parecia um tanto desconfortável na presença de Pietro. Olhei para o Pietro... E... Ele estava vermelho? Por quê?
— Será? — respondi a sua pergunta descrente.
— Não sei... — Miguel murmurou encarando-os desconfiado também. — Pablo vai matar seu amigo se descobrir...
Ri alto.
— Só o que me falta né? — Miguel me encarou não entendendo o que eu queria dizer. — Se ele ousar encostar no Edu, eu mato ele, entende?
— E você lá tem chances?
— Eu me garanto não me leve a mal. — falei me mostrando imune ao seu sorriso debochado. Miguel rodou os olhos e voltou a encarar os dois.
— Se bem que o Pablo não parece mais... Tão grudado no Pietro como antigamente. Apesar do Pê ter sido abandonado pelo moleque que foi o pivô da separação deles... — comentou casualmente.
— A propósito, hoje fui ao hospital ver o Matheus.
— E aí? — perguntou desinteressado. — Como ele tá?
— Tá bem. Mas não é sobre isso que quero falar com você.
— Sobre o que então?
— Pablo estava lá de novo.
— Vish... Sério?
— Aham! Ele não sai mais de lá. O que será que tá rolando entre eles? Sabe, eu pensei muito sobre isso e não cheguei a nenhuma resposta convincente, Pablo não diz coisa com coisa. Você sabe de alguma coisa?
— Não sei também.
— Acho que estão juntos... — fiz uma careta de nojo diante das minhas próprias ideias.
— E se estiverem? — perguntou Miguel parando no meio do caminho.
— Não sei... Não dá pra imaginar...
— Você seria contra?
— Você seria? — fiz a mesma pergunta.
— Por mim... — deu de ombros. — Pablo pode comer quem ele quiser.
Agora foi a minha vez de parar no meio do caminho.
— Que foi? — ele perguntou me olhando com estranheza.
— Ridículo. — ralhei.
— O que?
— O jeito como você fala. — apontei.
— O que foi que eu disse demais?
— Fala como se Matheus fosse uma puta, ou o lanchinho da madrugada do Pablo. — torci o nariz e ele rodou os olhos. Miguel ia falar alguma coisa, mas me atravessei interrompendo-o. — Aposto que pensa assim dos seus casinhos gays do passado. Ah e claro porque não de mim também!!!
O queixo do punk foi lá no chão.
— Claro que não!!
— Mesmo? — ergui uma sobrancelha.
— Claro que não, está me ofendendo.
— Você que começou.
— Desculpa, me expressei mal. — pediu colocando as duas mãos no meu ombro. — Mas enfim, pouco me importo com eles.
— Tem algo acontecendo entre eles. — falei.
— Se tem ou não, é problema deles.
Concordei, mas em meu íntimo ainda pensava naquilo, quer dizer que o mundo inteiro resolveu se assumir da noite para o dia? Todo mundo virou gay? Que merda era aquela?
Suspirei. Voltei a encarar a dupla, assistindo o ruivo se despedir com um aceno e o meu amigo responder de leve com a cabeça.
— Oi Edu. — cumprimentei parando em frente a ele. — O que tá fazendo aí?
— O que você acha que estou fazendo aqui? Te esperando, oras. — ele franziu a testa e olhou Miguel acenando de leve. — Vai no treino hoje depois da aula?
— Claro que vou. — afirmei e sem mais conter minha curiosidade acabei perguntando. — Sobre o que falavam?
— Quem? — ele perguntou. Não sei se estava se fazendo de idiota ou se realmente não sabia.
— Você e o Pietro, oras.
— Ah, n-nós estávamos conversando...
— Sobre? — quis saber. Miguel me cutucou.
— Sobre coisas sem importância. — ele disse.
— Natan, isso não é da sua conta. Deixa de ser intrometido... — sussurrou Miguel.
— Só fiz uma pergunta...
— E-Eu vou... Ali no meu armário pegar m-meu livro. — ele disse praticamente fugindo de nós.
Fiquei observando-o se safar e se afastar pensando no quanto tudo aquilo era suspeito demais.
(#)
O dia do jogo enfim chegou. Treinei a semana inteira, mesmo fora da escola, pois queria fazer bonito na quadra naquele dia, afinal muitas pessoas estariam lá me assistindo.
A quadra se encontrava lotada naquele dia, como era previsto, tinha muita gritaria vindo das arquibancadas. Todo mundo muito excitado com o torneio. Havia muitas pessoas de outras escolhas, professores, diretores, alunos e pais.
Na semana que estive treinando vi Miguel poucas vezes e pouco nos falamos. Só conversamos por telefone. Ele também estava ocupado com os estudos, não queria repetir o ano, mas embora continuasse se esforçando tinha medo de não conseguir passar.
Hoje (dia do jogo) seria o dia de sua última prova, portanto, infelizmente ele não poderia assistir ao jogo. Quando me contou a respeito disso fiquei bastante chateado, pois queria que ele estivesse presente neste dia muito importante pra mim. Pablo estaria lá, Vinícius estaria lá assim como Matheus também. Mas não fiquei o incomodando com aquilo, afinal ele precisa se concentrar nos estudos.
Sobre nossa relação... Nos últimos tempos ela havia amadurecido bastante, já não brigávamos com frequência, obviamente que de vez em quando rolava umas tretas, ataques de ciúmes e daí eu ou ele desligávamos os telefones... E assim ficávamos dois ou três dias sem nos falar, mas fora isso... Estava tudo tranquilo entre nós.
O que?
Não me digam que estão esperando uma declaração de amor? Pelo amor de Deus, né? Sonhem! Apenas sonhem. Nunca vou fazer algo do tipo. Vejam bem, eu, euzinho fazendo declaração ao Miguel Dorneles? Never!
Sobre o restante do pessoal... Edu estava andando demais na companhia do primo do Pablo, Matheus e Pablo... Nada mudou. Não sei qual é a deles, nenhum dos dois fala nada com nada.
O odioso Daniel... Ouvi dizer que ele e o Vini... Estão numa relação estranha. Não me perguntem mais detalhes porque nem eu sei direito, Miguel se recusa a falar da vida alheia, diz que sou um fofoqueiro e que tenho que parar de cuidar da vida dos outros e blá, blá, blá...
A minha irmã está saindo com o Marcelão sapatão, cara de cuzão! Elas vivem disfarçando, esforçando-se para manter isso escondido de mim, mas eu não sou idiota. Contudo deixo que sofram um pouco.
Enfim, neste momento eu me encontrava dentro do vestiário junto com todo o meu time, ouvindo o nosso professor e treinador dar as últimas instruções antes do jogo começar.
— ENTÃO VOCÊS VÃO ENTRAR LÁ E DAR O MELHOR DE VOCÊS! — Ele berrava com toda força como forma de nos incentivar. — EU SÓ TENHO UM DESEJO! SABEM QUAL É?
— NÃO, TREINADOR! — parecíamos sérios, não? Pois é, mas quase nos deitávamos de tanto rir.
— É VER VOCÊS FAZENDO BONITO NA QUADRA, PORTANTO SE ESFORCEM, MESMO QUE PERCAM. ENTENDERAM?
— SIM TREINADOR. — depois de dizermos isso... só deu neguinho rindo.
— BELEZA, AGORA REÚNAM-SE. — fizemos uma rodinha. — DEEM AS MÃOS!
Após gritarmos e desejarmos boa sorte a cada membro do time, partimos para o jogo. O campeonato seria realizado na quadra do colégio Albertino, diversas escolas se reuniram para decidir onde seria e no fim decidiram que seria naquela quadra, pois era a maior de toda a cidade.
Eu só tinha um desejo em mente: ganhar e levar a taça para a escola, dar a medalha para o Miguel e fazer o gol que fecharia o jogo com uma vitória. E seria o mesmo gol que havia prometido pra ele de aniversário.
Na verdade eram três desejos.
Assim que pisamos na quadra a gritaria foi geral, a excitação tomou conta do meu ser, me sentia uma celebridade. Foi simplesmente magnifico, a sensação era indescritível. Parei no meio do caminho para ter melhor visão da galera animada nas arquibancadas com esperança de que ele estivesse lá, corri meus olhos em busca de sua figura, mas não encontrei nada.
Que patético você, Natan... Lógico que ele não está aqui...
O outro time entrou em quadra, era o time do colégio Maria Estela, assim como nós eles estavam bastante excitados com a torcida.
Após saldarmos as torcidas os dois times se reuniram no meio da quadra para um cumprimento formal, em seguida cantamos o hino nacional, após isso finalmente começou a partida.
Eu era o centroavante do time, portanto tinha uma responsabilidade enorme nas mãos. No começo do jogo tudo estava na mais perfeita sincronia, ninguém havia cagado fora do pinico, se é que me entendem, mas bastou a bola cair no meu pé que a coisa desandou de vez. Não sabia o que estava acontecendo comigo, Edu no gol me encarava abismado com a minha falta de atenção.
— Natan seu animal!!! Qual é o teu problema, seu trouxa, retardado, filho da puta?! — Essa era a voz enfurecida do Matheus berrando nas arquibancadas. Tentei ignorar, juro que fiz o máximo que pude, mas ele me provocou mais: — Vai entregar a porra do jogo pra esse bando de retardado, perna de pau... Hein, desgraçado?!
— Vai se fuder Matheus, porque você não desce daí e vem jogar se sabe tanto, vem e faz melhor caralho!!!
— Eu descer sim maldito, mas vai ser pra enfiar minha mão na sua cara-! Me solta punk, não me segura caralho!!! — agora ele gritava com Pablo que estava ao lado dele escondendo o rosto, morrendo de vergonha da atenção que a torcida estava dando.
— Natan... — fitei quem me chamava, era o Diego o outro atacante. — Se concentre no jogo, ignore o Castanheli, precisamos do seu talento moleque. — ele sorriu e afagou meu moicano.
Preciso dizer que aquilo me animou?
— Diego, que merda de intimidade é essa, hein?!! — Matheus estava com acorda toda. — Não encosta muito.
Verdade, eu não podia ferrar com o jogo por causa da minha falta de atenção, Diego tinha razão. Embora me visse novamente excitado com o jogo e com os pensamentos positivos, não estava dando certo, ao menos minha habilidade estava adormecida naquele momento.
O primeiro tempo estava no fim quando o time adversário fez um gol, e assim a aflição misturada com a decepção se misturavam dentro de mim, afetando minha habilidade.
O primeiro tempo terminou enfim.
Nos sentamos no bancos para recuperar a energia, recebemos massagens e água para hidratar. O treinador gritou comigo, pedindo mais atenção; ouvi todas suas palavras com atenção, porém me sentia cada vez pior. Argumentei pedindo que me deixasse no banco.
— Como? — indagou o treinador. — O que você disse?
— Nat!!! — Edu exclamou ao meu lado chocado com as minhas palavras.
— Ficou louco?— riu o treinador ajoelhado a minha frente. —Vai mesmo jogar tudo para o alto, quer dizer que você treinou a semana toda para chegar aqui e pedir para ficar no banco?!
— Se esse for o único jeito do nosso time ganhar...
— Vou fingir que não ouvi isso. — comentou o técnico.
O inicio do segundo tempo também não foi bom. Quase fiz um gol contra. Tudo estava dando errado, nunca tinha vivido tamanho pesadelo.
Parecia que tudo estava perdido.
Não tinha mais jeito.
Era o fim.
— Ô, anão!!
Ouvi aquele grito que vinha de longe, corri imediatamente meus olhos por toda a arquibancada em busca de sua presença. Não pode ser... Miguel... Mas e a prova?
— AQUI IDIOTA!
Era ele mesmo, estava no último degrau das arquibancadas atraindo a atenção de todos, balançado os braços para o alto.
— E O MEU GOL? LEMBRA QUE VOCÊ PROMETEU?
Respirei fundo sentindo o coração bater mais forte, os olhos arderem e o nariz formigar.
Mordi meu lábio inferior contendo o sorriso.
— E A PROVA??! — gritei.
— QUE SE FODA, CAGUEI PRA ELA. QUERO MEU GOL, VOCÊ VAI FAZER, NÉ?
— EU NUNCA DESCUMPRO UMA PROMESSA!!!
— MENTIROSO... — ele abriu um sorriso grande e irradiante. Opa!!! Que isso, Natan??? Tá me estranhando???
Acenei e voltei a dar atenção ao jogo. Acredito que faltava algo a mais para me motivar... Ou seja, a porra do punk!
Conseguimos um gol, mas ele foi marcado pelo Diego, nesse momento a torcida inteira vibrou. Engoli seco, sentindo a adrenalina no corpo, eu queria fazer um gol também e eu ia fazer um ou não me chamava Natan!!!
O outro time jogava muito e estava nos dando um sufoco filho da puta, mas minha determinação não tinha limite, eu corria feito um condenado atrás da bola. Do outro lado da quadra ouvia os berros do Miguel em conjunto dos gritos furiosos de Matheus.
Faltando dois minutos para o final do jogo Diego dominava a bola levando até o meio da quadra, segui seus passos indo na mesma direção ele passou pra mim, dominei. O zagueiro do outro time veio com tudo pra cima de mim, mas consegui driblar com êxito, chegando à área chutei em direção ao gol e deixei nas mãos de Deus. Fechei os olhos com força.
— É... GOOOOL!! — gritou Matheus.
A torcida foi à loucura.
Véi, nós ganhamos!! Nós ganhamos e o gol decisivo havia sido marcado por mim. Corri em volta da quadra de braços abertos, com o time todo atrás de mim, me sentia uma cadela no cio, cheguei em frente a arquibancada onde Miguel estava e apontei pra ele.
— EU NÃO DISSE? PUNK! NÃO FALEI QUE FARIA O GOL DECISIVO?!! HAHAHA
Ele praticamente pulava em todos os degraus se desviando das pessoas em pé, quando chegou no último ele saltou pra dentro da quadra, me pegando no colo.
Junto comigo ele comemorou aos berros. Naquele momento senti algo que nunca antes havia sentido, me senti completo, insano, feliz, livre... Eu era um idiota que se achava o jogador profissional e ao meu lado estava ele, o punk mais barra pesada da escola, o meu namorado retardado.
Não sei ao certo quanto tempo essa relação irá durar, mas desejo que dure enquanto o sexo for bom.
Mentirinha.
A propósito, estou puto com vocês, cagaram pra minha pergunta no último capítulo que narrei.
The End
Notas finais aqui porque o Nyah bugou minhas notas no outro quadrinho:
Então... É isso. :) A lição que fica... Não fica haha Não tem lição nenhuma.
Espero que tenham gostado, se não gostaram... Paciência. (♥) Mas saibam que me esforcei para manter a história intacta sem que os personagens sofressem e perdessem sua essência. Não mudei os casais... Acho que conseguir manter tudo do jeito que queria. Infelizmente não pude estendê-la mais que isso, pois ela estava ativa desde 2012 e nesse meio tempo a história passou por diversas fases desde exclusão definitiva e um longo hiatu ficando meses sem ser atualizada.
As vezes manter uma história por tanto tempo cansa tanto ao autor como para quem está acompanhando. Quando a fic chega nesse ponto fica complicado e eu não queria que isso acontecesse, por isso decidi finalizar. E como muitos sabem eu estive passando por uma fase complicada nos últimos tempos e quase deixei vocês na mão. Delirous entraria 2015 sem atualização... Imagina só mais um longo ano cheio de idas e vindas?
Enfim...
Agradecimentos sinceros a todo mundo que acompanhou desde o início até o final, que sofreram com a falta de atualização, com a exclusão da fic e todo o resto. Agradeço também a quem chegou a pouco tempo recomendou (a quem ainda vai recomendar *olhos brilhando*hahaha), comentou, acompanhou, favoritou, reclamou e cobrou através de MP’s.
Sem vocês Delirous não teria chegado tão longe, então MUITO OBRIGADA PELO CARINHOS. VOCÊS SÃO DEMAIS!!!! ♥
Sobre especiais e one-shots... Por enquanto... Não tenho planos, pois ando sem inspiração, o já lemon saiu na fic mesmo. ^^’ Mas quem sabe futuramente escreva algo, não descarto a possibilidade de forma alguma, pelo contrário, me sinto muito motivada.
E por último a minha divosa, Lothus que me ajudou com a revisão desses últimos capítulos e aturou minhas reclamações sobre a história e todo o resto. Amiga você me ajudou muito. Te amo de todo o coração. Sem você eu não sei o que teria sido de mim.
Obrigada.
Estou respondendo aos comentários ainda... Aos poucos respondo a todos desde o começo da fic, portanto, deixem seus comentários.
Feliz final de ano a todos!!! Boas festas, muitos porres que 2015 seja repleto de fics e coisas boas para vocês.
Até a próxima.
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