Deixe-me Ir

3 Não Sei O Que Está Acontecendo...


Notas iniciais
2 Capítulo amores... Espero que gostem! Qualquer erro, é só avisar! Boa leitura! ♥

"Não Sei O Que Está Acontecendo..."

– Oi, Charles... – Disse, com sua doce voz.

Lá estava ela... Ellen, vestindo suas roupas pretas, como costume, e incrivelmente bela, com seus cabelos loiros, que, em certos momentos pareciam ser cinza, com seus olhos adoravelmente multicores, hora de um tom verde lagoa, hora um azul céu que Charles nunca avistara em outra pessoa...

A luz do luar entrara pela porta semi-aberta da sala, o vento da noite surpreendentemente frio batia em seus cabelos fazendo-os balançar levemente...

Mas... Como era possível ela estar ali? Charles viu-a morrer... De um ângulo não muito agradável. A partir desse dia não se perdoava do ele havia feito... Como ela poderia estar viva? Isso era impossível... Mas, então se lembrou do que Victor lhe dissera... “Tudo é possível Charles, tudo é possível...”.

– Não sei o que está acontecendo... – Disse Ellen. – Estava feliz, em algum lugar que não sei onde. E de repente algo me puxou fortemente, e quando percebi estava aqui. Mas não me lembro de como sai daqui...

– Como assim? – Perguntou bastante confuso.

– Só achei que você estivesse preocupado comigo. Afinal não sei por quanto tempo fiquei nesse local.

– Ellen... O que está acontecendo? – Disse Charles, um pouco mais confortável com a situação. – Por que está aqui?

– Como assim?... Eu moro aqui... – Disse Ellen surpresa. – E estou começando a achar que estive longe por um longo período de tempo. – Disse ela passando seu dedo indicador sobre o velho piano, deixando seu dedo completamente empoeirado. – Charles! – Disse ela com um tom de voz alterado. – Você não limpou nossa casa? Se não queria ter trabalho, bastava chamar Sarah, ela iria lhe ajudar nesta situação. Como consegue viver nesta sujeira? Que nojo! – Disse ela ao se deparar com as casas de aranhas no teto.

– Meu Deus, o que está acontecendo comigo? – Disse Charles elevando as mãos á cabeça.

– Nossa querido! Não era para ficar com raiva. Estava apenas fazendo uma simples reclamação.

– Você... Não é real, não é real... Não é real! – Disse para si mesmo.

– Que história é essa? Charles! Você esta começando a me assustar! – Disse ela segurando a mão de Charles.

– Você não se lembra?

– Lembrar? Lembrar de quê?...

Charles lentamente se virou para olhar uma foto do funeral de Ellen. Ele queria deixar aquela foto ali, naquele quadro, como um aviso de que ela estava morta e nunca mais iria voltar...

– Oh meu Deus!... – Disse Ellen, elevando suas mãos á cabeça. – Eu estou morta!... Morta!

– Calma querida! – Disse ele, sentando-a no velho banco do piano.

– Como estou aqui? Como é possível?

– Eu sei também estou me perguntando isso...

– Faz quanto tempo?

– Hoje, esta completando dois anos...

– Meu Deus... Dois anos... – Ellen estava pálida, mais do que de costume. – Deve ter sido horrível para você...

– Sim, foi... – Disse Charles, enxugando as lágrimas de Ellen. – Tudo bem, tudo bem... Vamos resolver isso.

– Tem alguma idéia de como, quem ou o que. Trouxe-me de volta?

– Não... – Disse Charles.

Mas então veio a lembrança de Victor, o cara que ele desejava não ter conhecido. Todas aquelas perguntas... Bem que Charles estava achando um pouco estranho.

Mas como uma pessoa poderia trazer um morto de volta a vida? Quem seria capaz de tal ato?

Será que Victor é uma espécie de bruxo? Só a um jeito de descobrir. Indo até ele... Mas como? Ele havia sumido do nada...

– Charles? Você está bem?

– Sim... Eu me lembrei de algo que pode nos ajudar...

– Estou ouvindo!

– Agora á pouco estava em um bar... Você sabe. Afogando as mágoas... E um sujeito, muito estranho, começou a puxar assusto comigo. Perguntar sobre você. Eu achei um pouco estranho, mas, respondi a todas as perguntas. Mas, o mais estranho não foi isso... – Charles parou um pouco para respirar. – Sua última pergunta, foi um tanto medonha... Ele me perguntou o que eu mais desejava na vida. E respondi que era você de volta. Logo em seguida senti uma forte tontura. Mas, por um tempo, eu desviei meu olhar dele, e quando voltei a olhá-lo ele simplesmente havia sumido!

– Isso está ficando cada vez mais esquisito!

– Mas ele me deu um endereço, caso precisasse falar com ele. – Disse Charles tirando um pequeno papel de seu bolso. – É próximo daqui! Eu vou conferir! – Disse, andando em direção á porta.

– O que? Eu vou também! – Disse Ellen.

– Não pode ser perigo! E outra alguém pode te ver!

– Nada disso! Eu vou! – Disse, com seu tom autoritário, impossível de se contrariar. – As pessoas não vão ficar olhando para nós. E mesmo se ficarem, vão achar que é apenas uma mulher parecida comigo. Não um fantasma de uma mulher morta! E outra, quero olhar bem nos olhos desse Victor e falar umas coisas para ele. Não se brinca com mortos!

– Tudo bem! – Disse Charles. – Pode ter voltado do mundo dos mortos, mas, continua a loira autoritária de sempre!

Ellen não conseguiu controlar sua risada!

Aquela risada... Dose e alegre. A mais espontânea que Charles já vira.

– Então vamos? – Disse abrindo a porta a casa para Ellen.

– E você, continua sendo o mesmo cavalheiro de sempre... – Disse olhando profundamente nos olhos de Charles. Eles ficaram alguns segundos naquela doce situação. – Vamos!...

Notas finais
E aí? Gostaram? Então COMENTEM!!!