P.O.V. Dean.

Essa menina é pior que o diabo. Ela é como uma serpente, dá medo mas, ao mesmo tempo é tão atraente.

—O que você quer de mim?

—Eu quero você. Como eu sou algo que elas não conhecem elas não conseguem ver o meu futuro, mas eu não aguento mais.

—Não aguenta mais o que?

—Ficar tão longe de você. Acho que você é a única criação do meu irmão traíra que eu gosto.

Ela me agarrou e me beijou.

—Talvez eu esteja me iludindo e você não esteja nem ai.

De repente ela tava cantando. E na música ela dizia que tinha se apaixonado por mim.

—Então você pode amar?

—Parece surpreso. Eu amo a minha mãe e a minha família.

—Seu irmão?

—Nem me fale naquele traste! Quando acabar a aula, vou quebrar os vitrais e artefatos da igreja aqui do lado.

—Vai quebrar uma igreja?

—Vou quebrar todas. Todas mesmo.

—Até a última delas.

—Porque?

—Vou destruir o que o meu irmão criou. Vou destruir tudo o que ele criou e vou fazer um mundo novo encima desse lixo.

—E quanto a sua família?

—Todos os vampiros foram criados por mim. Como pode ver, o meu irmão fraco e besta não conseguiu fazer nada que realmente prestasse, meu irmão criou seres fracos, cheios de dúvidas, mortais e eu criei seres fortes, poderosos que tem tudo para governar o mundo. Cuidei deles, eu os aperfeiçoei, os fiz evoluir.

—É mesmo?

—Chegou a um ponto em que apenas um pode matar o outro. Os novos vampiros são muito superiores aos originais. Quase como os primeiros imortais.

—Onde você vai?

—Nadar.

Amara foi até as piscinas e tirou as roupas, todas elas e deu um salto do trampolim mais alto, parecia coisa de profissional.

Depois que ela nadou, saiu pela escada e começou a fumegar.

—Secagem a vapor.

Amara recolocou seu vestido negro, ela estava saindo quando pareceu se lembrar de alguma coisa.

—Ah! É, destruir a obra prima do meu irmão.

Ela fez um movimento de mão e a água virou sangue.

—Muito melhor. Agora eu vou até a Igreja.

O povo começou a berrar. Aparentemente Amara não tinha transformado só a água da piscina em sangue, ela tinha transformado a água da cidade toda em sangue.

—Gritem criaturinhas inferiores. Gritem.

Ela saiu cantando, dançando e rebolando.