Decode

8 Capitulo 7 - Reitor


Notas iniciais
Como eu disse essa fic foi baseado tambem no manga de Digimon Tamers lançado em 1984, cujas informaçoes foram usadas como base para este capitulo. Esse capitulo é responsabilidade do Jon, ele fez enquanto eu opinava entao, os creditos positivos e negativos sao dele... haha jogo mesmo a resposabilida, espero que gostem

Ele corria pelo apartamento de um lado para o outro com papeis voando e uma xícara de chá na mão – Onde será que eu coloquei isso meu Deus – disse ele agora se sentando em uma poltrona de couro, suas feições mostravam um misto de angustia e ansiedade.

Bebericou um pouco, e ficou com o olhar fixo no nada, depois ele fechou os olhos calmamente e então deu um leve sorriso. O velinho simpático caminhou ate a enorme estante de livros e puxou um exemplar das Crônicas de Nárnia que estava no meio de vários de livros de computação e administração.

_È claro que ia guardar isso aqui – disse ele em meio a um suspiro.

Era algo que não se vê mais hoje em dia, um disquete. Ele o balançou pensativo, se levantou, colocou um casaco e saiu do apartamento, Babel não estava muito convicto do que ia fazer, mas achou que seria a melhor atitude a se tomar devido a situação.

Ele entrou em seu carro e meia hora depois estava na frente do prédio do meu primo, o prédio não tinha porteiro, e ele não tinha ideia do apartamento que nos poderíamos estar.

Depois de apertar alguns interfones e só haver tido respostas negativas, ele se sentou na calçada e colocou as mãos nos bolsos – Foi uma ideia de girico a minha, eu nem tenho certeza se eles estão aqui – resmungou o velhinho.

Assim que ele se levantou decidido a ir embora, um carro vindo pela rua o chamou atenção, um Golf preto, foi quando nos saímos do carro falando muito que ele finalmente notou quem éramos.

Assim que me dei conta de que o velho na porta do prédio era o reitor da universidade minhas pernas tremeram.

_Babel? – indagou May no susto.

_Ola meus jovens, eu tenho que ter uma conversa com vocês – disse o homem.

_Olha eu não sei como nos encontrou... – começou a dizer Luiz.

_Eu usei um programa que rastreou o ID do notebook do Jonas, ele conectou o notebook dele no Wifi da faculdade e não foi difícil rastrear quando ele voltou a acessar a internet hoje – o interrompeu Babel – não se preocupem, ninguém sabe que estou aqui. Preciso lhes falar sobre o Greymon.

_Quem usou meu notebook? Eu não acessei a internet desde que saímos da faculdade aquele dia – disse nervoso.

_Fui eu – respondeu Luiz – foi por impulso, eu queria jogar Dota.

_Mas eu acho que isso não vem ao caso agora – disse Luan – vamos entrar ou esperar os Raders ou a policia chegar?

Entramos no apartamento e nos reunimos na sala, Babel se sentou no sofá de dois lugares sozinho e nós nos alojamos no de três lugares, eu fiquei sentado no braço do sofá, e meu primo de pe do meu lado.

_Porque veio atrás de nos afinal de contas, e o mais importante, como sabe do Greymon? – Perguntei curioso.

_Eu sei da existência dos digimons porque já tive contato com eles antes – disse Babel.

_Contato? – perguntou meu primo, todos o olharam – ué gente, agora já estou envolvido, quero saber da historia.

_Eu herdei o nome de meu pai, Babel, em 1957 meu pai e uma equipe de outros cientistas e pesquisadores que se denominavam “Os criadores de criaturas” começaram a projetar um novo mundo, o que diferenciava esse projeto, era que essa nova ideia de mundo seria criado na rede. E as criaturas que eles estavam tentando dar vida eram inteligentes e reais.

As primeiras tentativas obviamente foram falhas pelo tanto de informação que eles tinham na época, mas em meio a essas tentativas e pesquisas eles encontraram algo na rede.

Era algo diferente de tudo que eles haviam visto antes, não conseguiam definir sua forma, não dispunham ainda de interface gráfica, eram como dados extraordinariamente alocados formando algo que parecia vivo, eles não sabiam como, ou de onde havia vindo, a principio aparecia apenas como cadeias de códigos mutantes, coisa que ate então não existia, mas ao decorrer desses estudos eles descobriram certas características que aquela criatura apresentava.

Um mês se passou, e como mágica apareceram outras criaturas, similares nos códigos aquela, mas com características totalmente diferentes e atitudes bem distintas das outras – contava Babel, o homem começara a suar, em seu rosto as manchas pretas em volta dos olhos mostrava o quando ele parecia cansado.

_Mas espera um pouco, você esta nos dizendo então que seu pai e essa equipe não criaram os digimons, simplesmente enquanto eles tentavam criar um mundo novo eles tropeçaram com uma nova forma de vida digital? – perguntou Ludmila visivelmente confusa, não era algo extraordinário – e você veio aqui para bondosamente nos contar isso? Tem alguém brincando comigo, só pode.

_Exatamente isso... – o homem fez uma pausa e então prosseguiu – eu tenho meus motivos, deixa eu continuar, vou explicar tudo – disse ele, após um suspiro longo ele continuou — percebendo essas diferenças eles agruparam essas criaturas de acordo com seus atributos, designando níveis numéricos as suas habilidades e força.

Ao decorrer do estudo, eles perceberam que essas criaturas evoluíam, lutando entre si ou mesmo sozinhas de acordo com o tanto de dados que absorviam, isso foi denominado como Shinka, por um dos pesquisadores chamado Shibumi, a expressão significava evolução – continuou Babel.

_A digievolução – exclamei, todos me olharam como se eu fosse um idiota.

_Agora se tratava de uma interface gráfica, eles queriam conseguir alcançar essas criaturas, algo que pudesse ao menos passar a impressão de que se estavam dentro da rede, o projeto ganhou o nome de D-Ark, onde as informações sobre todas essas criaturas seriam guardadas, habilidades, nível evolutivo e outras coisas uteis a pesquisa. Logo após isso eles reconheceram o núcleo dessas criaturas, que foi chamado de digicore.

Foi então que as coisas começaram a ficar estranhas, o filho de um dos criadores havia ido ao laboratório aquele dia, seu pai tinha lhe mostrado todos os scans feitos e contou-lhe tudo sobre as criaturas que agora eles chamavam de digimons, abreviatura de monstros digitais.

Naquele dia os digimons estavam agindo de forma incomum, mais alvoroçados do que o normal, o D-Ark não conseguia analisar os dados de um digimon que havia feito Shinka depois que absorveu os dados de um Machinedramon, ele era o mais evoluído do espaço virtual, e isso fez com que todos os pesquisadores ficassem preocupados com o equilíbrio que existia entre os digimons. Mas algo maior aconteceu, esse digimon em questão se afastou de todos os outros, se encaminhando para camadas da rede que outros digimons nunca foram antes.

Todos os computadores da sala começaram a falhar, o digimon estava parado e absorvendo toda a informação que se aproximava dele. Shibumi se desesperou, se ele continuasse a absorver dados ele traria um desequilíbrio não só entre os digimons, mas também em toda a rede.

Meu pai teve a ideia de mandar outros digimons atrás dele, eles selecionaram os cinco digimons mais evoluídos e os mandou para a camada onde esse especifico fazia desordem. Uma batalha começou, os cinco digimons lutaram bravamente ate se destruírem junto com esse que foi chamado de Milleniummon, seus dados nunca voltaram para a camada da rede onde os digimons se mantinham, eles se perderam pela internet juntamente com os dados dos outros digimons.

Depois que eles conseguiram concertar os estragos feitos à rede, eles decidiram por si próprios desistir do monitoramento dos digimons e usar um algoritmo de criptografia, um dos mais poderosos da época para trancar os digimons e todas as informações relacionadas pra sempre no fundo da internet, na camada mais profunda que existia.

Toda essa historia havia sido esquecida ate que dez anos atrás quando o primeiro digimon atravessou a barreira do mundo digital para o real, então países de todo o mundo se juntaram e criaram o Rad. que ficaria responsável por esses acidentes digitais – terminou Babel.

_Isso explica muita coisa – exclamou Luiz.

_Mas obviamente não tudo – afirmou Luan, sua voz era firme, sempre mostrando tanta confiança – você não veio aqui simplesmente pra nos dizer isso veio?

_Eu não concordo com o Rad., eu não faço parte da organização – disse Babel nervoso – assim que o Rad. foi criado, meu nome foi um dos primeiros a ser cogitado para se tornar líder de pesquisa, mas assim que descobri seus propósitos eu recusei, eles querem transformar digimons em armas, eu não consigo vê-los desta forma.

_Serio? Os canhões, as armas que eles carregam e o poder de destruição que eles tem são simplesmente de festim, nada que machuque alguém de verdade – exclamou Luan.

_Eu tenho em um disquete com uma copia do protótipo D-Ark, e acho que ele será muito útil a vocês – disse Babel tirando o pequeno objeto do bolso da camisa branca.

Abri um sorriso na mesma hora, aquele velho tinha caído do céu só podia, ele me entregou com a mão tremula, isso me deixou um pouco nervoso mas minha ansiedade era muito maior. Assim que coloquei o disquete começou o processo de instalação, um ícone em forma de um Digivice apareceu na minha tela.

_Um digivice? – exclamei assustado.

_O nome original é D-Ark, depois que o projeto foi fechado e escondido pessoas envolvidas com o projeto acabaram soltando uma noticia ou outra, alguns bons anos depois, uma rede de televisão criou um anime baseado nessas historias que se espalharam sobre o projeto, um dos pesquisadores muito provavelmente querendo ganhar um dinheiro em cima deve ter dado mais informações a esse povo – disse Babel se levantando e desamarrotando a borda da camisa.

Abri o programa, a principio apenas uma tela preta e um espaço para digitar.

_A senha é soul shinka – disse Babel – isso se refere a super evolução.

Digitei e dei Enter, e então só havia a opção de scan.

_Isso agora é responsabilidade de vocês, façam o melhor que puderem, sei que os digimons não parecem amigáveis, nem mesmo que tem algum sentimento qualquer – disse o homem, suas mãos não paravam de tremer enquanto falava – mas eles tem, façam a revolução garotos – exclamou Babel indo em direção a porta – meu telefone esta grampeado, então não entrem em contato, eu estarei la quando vocês precisarem.

_Nós precisamos agora – disse May, os olhos dela brilhavam, nunca havia reparado o quanto seus lábios eram bonitos, carnudos e mesmo assim tão suaves, seu batom era um rosa bebe que deixava sua pele morena realçada, pude ouvir meu coração batendo enquanto a olhava, foi quando me deparei comigo mesmo com um sorriso bobo no rosto. O que isso significava? Eu não estaria me apaixonando por ela, estaria? Alias, porque estou pensando nisso?

***

Will estava em um quarto iluminado por luzes fluorescentes que vinham de uma extensão do teto, o lugar era totalmente branco e fazia com que os olhos do garoto doessem por baixo dos óculos, não havia nada alem de uma cama presa a parede que lembrava muito uma maca e um vazo sanitário no canto esquerdo do quarto, Will havia se perguntado se alguém realmente teria coragem de usar aquilo sabendo que câmeras o espreitavam do teto, ele se lembrara então porque decidira virar programador, do concurso que ele ganhou de programação anos antes e que já garantia sua bolsa integral para a faculdade, ele então teve certeza de onde estudaria e o que faria da vida e agora tudo parecia apenas um sonho, um daqueles que você não se lembra os detalhes, mas sabe que foi algo bom.

Suas costas doíam e uma linha avermelhada ainda restava nos pulsos do garoto no lugar em que as algemas o prenderam no que ele achava ser o dia anterior, não tinha mais noção de horas. Ele havia acordado com o barulho de gritos e de batidas, depois de analisar durante algum tempo percebeu que vinham muito provavelmente da cela ao lado, se realmente existisse.

Monteiro havia lhe feito fingir que tomou um remédio mais cedo, ele não conseguia entender as ações dele, o combinado era para que ele se deitasse e ficasse quieto por algum tempo, o remédio deveria o fazer dormir por cerca de doze horas mais ou menos.

_Que droga – xingou Will – o que ele pretendia?

O zumbido da iluminação acima e os urros vindos da cela ao lado não ajudavam quanto ao seu nervosismo. Foi quando ele escutou algo diferente, um tic seguindo de um jato de ar, assim que ele levantou a cabeça percebeu que a porta da cela havia se aberto.

O garoto ajeitou os óculos e se levantou com calma, deu três passos nas pontas dos pés e então disparou-se a porta, assim que ele a empurrou se viu em um corredor que muito lembrava ao de um hospital, branco e bem extenso, com portas de metal alojadas ao seu decorrer.

Ele pensou em que direção ele deveria ir, não sabia, estava fingindo estar desmaiado quando foi levado a cela. Outro urro e então Will finalmente decidiu averiguar a cela do seu companheiro barulhento, chegou perto da porta e então colocou a mão sobre ela.

Uma fechadura eletrônica fazia a segurança.

_Ola... – todo o barulho la dentro se cessou – esta tudo bem ai?

Não houve resposta, apenas silencio, Will chegou perto da fechadura, era um painel simples, se ele tivesse seu celular ali muito provavelmente conseguiria descobrir qual seria a senha facilmente sem deixar rastros, mas depois de passar as mãos nos bolsos percebeu que os Raders não eram tão ingênuos assim.

Mas nem tudo estava perdido, não sabia porque, mas ele queria abrir a cela e tirar quem quer que fosse que estivesse la dentro de la. Depois de resmungar ele tirou os óculos do rosto, segurou pela armação e o cravou no painel que se soltou quase que instantaneamente.

Haviam câmeras no corredor, ele tinha que fazer isso rápido, uma caixa com fios de varias cores e uma placa ficaram expostos, ele sabia o que fazer, arrebentou um dos fios, e depois os uniu, faíscas se soltaram e então ele ouviu novamente o Tic.

A porta se abriu, mas ninguém correu ate ela, Will sorriu e parou de frente a porta que estava simplesmente serrada – pode sair, temos que fugir enquanto ainda não nos viram – parecia loucura, ele não sabia com quem estava falando, ao empurrar a porta com o braço uma criatura vermelha pulou sobre ele o jogando no chão.

Ele tentou gritar mas para sua sorte sua voz falhou, não parecia humano o que quer que fosse aquilo, vermelho, com uma calda da mesma tonalidade, algo que se parecia com fones de ouvido na cabeça e chifres? Mas não foi como uma foto para ser observada, a criatura não parou, correu ate o final do corredor e então com o giro de um bastão a porta a frente explodiu.

Will arregalou os olhos, varias explosões agora ocorriam, vozes e vozes começaram a ser ouvidas – o que eu fiz – indagou o menino. Mas não era tempo de ficar pensando nisso, ele não conhecia outra saída, correu na mesma direção da criatura, assim que conseguiu sair do corredor ele se deparou com uma sala cheia de computadores com o logotipo do rads, parecia ser uma grande instalação mas agora estava se tornando uma zona de guerra, a criatura explodiu alguns computadores, fumaça começava a subir, gritos eram ouvidos e agora também tiros.

Ele seguiu ate uma porta também aos pedaços , subiu um lance de escadas e se deu conta de que estava em algo parecido com um almoxarifado de armas de vários tamanhos e dimensões , ele saiu correndo, os tiros agora estava bem a sua frente, logo atrás de mais uma porta arrebentada.

_Ele vai escapar – disse uma voz feminina.

Não era como estar jogando call of dutty, mas Will decidiu que para sua segurança ele precisaria de uma daquelas, o garoto agarrou uma de porte médio que muito o lembrava uma submetralhadora a não ser pela caixa de energia que havia no final de seu cabo.

Seguir em frente? Se perguntou o menino, antes que uma bola de fogo passasse pela porta quase o atingindo. Ele caiu no chão e saiu engatinhando, ele queria se levantar mas suas pernas falharam como nunca, quando deu por si estava novamente na sala dos computadores, os splinclers foram acionados pela fumaça. A água estava gelada, suas roupas começaram a colar em seu corpo magricelo, ele desejou ser mais corajoso naquele momento, como ele poderia escapar?

Vozes, eles estavam voltando, o garoto ainda engatinhando se jogou debaixo de uma das mesas, viu apenas as pernas de um homem bem grande, e a de uma mulher.

_Como o digimon escapou, o cela deveria conte-lo facilmente, Chromo Digizoide – disse o homem.

_Eu não sei, realmente não entendo, e o outro garoto? – disse a mulher antes de correr para a área das celas sendo seguida pelo homem.

Will se levantou o mais depressa que pode, suas pernas começaram a funcionar, seu coração estava a mil, passou pela sala dos armamentos e saiu em corredor iluminado pela luz do dia, janelas quebradas a sua frente, ao chegar perto percebeu que estava no quarto andar de um prédio.

A saída estava atrás dele, escadas de emergência, ele se jogou pela porta, desceu comendo degraus e escorregando, ainda estava muito molhado, quando conseguiu finalmente chegar a rua quase foi atropelado por uma moto e desapareceu no meio do transito.

Notas finais
De sua opinião malandro, esse fic esta em 1/4 entao seu opiniao pode muito bem nos ajudar a mudar o rumo dos personagens.