Decode
5 Capitulo 4 - Domino
Notas iniciais
– Temos que trazê-los para interrogatório – dizia o capitão Vitor Tavares. Um homem de meia idade com feições fortes, sua pele era negra e seus olhos de um preto nebuloso. Ele sempre usava terno e sua voz era sempre rígida – eu quero uma viatura na porta da casa de cada um dos seis.
– Os endereços estão com que senhor? – Perguntou um dos policiais em pé de frente a mesa de madeira. Naquele dia a delegacia estava um caos.
– Estão comigo, acompanhem-me senhores – disse o capitão se levantando de sua enorme poltrona e indo a direção aos corredores lotados da delegacia.
Vários homens o acompanharam – eu os quero presos – reafirmou o homem, caminhando para a saída do lugar.
***
Nós entravamos correndo pela porta do apartamento e um misto de empolgação, medo e alegria me tomava. Aquela foi realmente à primeira vez que pude sentir o Greymon como Digimon que eu acreditava. Apesar de tudo que havia acontecido e a dor imensa de cabeça que havia me tomado, eu estava a mil.
– Vocês viram ele obedece ao Jonas – indagou Luiz pasmo, na verdade todos nos estávamos.
– O que eu vi foi que vocês são uns idiotas, não viram o tanto de destruição que o Digimon de vocês causou não? Alguém morreu lá hoje, podia ter sido um de vocês, inconsequentes – gritou Mayara. Ela parecia furiosa, á principio tudo que eu notei foi que ela ficava linda quando estava irritada, ela tinha leves covinhas, e um sorriso encantador.
Eu joguei o notebook sobre a mesa e comecei a analisar o algoritmo, Luan pulou do meu lado, ele parecia muito mais interessado no algoritmo agora, isso me irritou, bom na verdade não isso, havia algo no Luan que me irritava, eu preferia não pensar nisso.
– Meu Deus, mas ainda não acredito que o Greymon não comeu o Jonas – indagou Ludmila com as mãos no rosto se jogando no sofá, seus cabelos estavam extremamente desarrumados, ela mais parecia uma doente mental.
– Alguém esta me ouvindo? Eu acabei de falar que alguém morreu – gritou Mayara gesticulando muito enquanto falava e caminhava de um lado pra outro no apartamento enorme.
– A gente sabe May – respondeu Will, o garoto havia se sentado no sofá, ele veio o caminho todo de volta para o apartamento falando sem parar, ninguém mais do que ele havia ficado nervoso com tudo o que tinha acontecido – mas ele não morreu por nossa culpa.
– Mais gente podia ter morrido May – disse Luiz, tentando acalma-la. – Ele matou um, mas imagina o que teria acontecido se Greymon não tivesse matado ele?
Mayara se sentou de braços cruzados, não podia discutir, ela não havia parado pra pensar dessa forma. Ela percebeu o quando aqueles monstros podiam ser destruidores, todos nós, o rastro de destruição deixado por Gorimon havia sido enorme e ele era apenas um Kazentai imagina se ele fosse um Kyuukyokutai. Não estávamos preparados para um tão poderoso assim, o que faríamos se amanha um resolve surgir?
– Digimons não morrem, Luiz – corrigi o garoto, por simples impulso. – Dados se transformam, mas nunca desaparecem. Ele deve ter voltado para a cidade dos princípios.
– Cidade dos princípios? – Perguntou Luan.
– Sim, é onde a vida no Digimundo começa – respondi.
– Você não acredita mesmo nessa idiotice não é mesmo Jonas? – Perguntou Will com as sobrancelhas franzidas sob os óculos.
– Idiotice? Você esta de brincadeira não é Will? – Me irritei mais ainda, levantei da cadeira e caminhei até o Nerd. – Tem um Digimon dentro daquele computador, um cara morreu hoje por culpa de outro e você ainda acha que Digimons são brincadeira?
Luiz correu e me segurou pelo ombro – acalma-se garoto, pra que isso? – Se não fosse pela interferência de Luiz não sei o que eu teria feito, minha tontura voltou, minha vista ficou turva, o que estava acontecendo comigo? Apoiei-me na cadeira onde estava sentado antes que algum deles percebesse, não queria dar mais preocupações a ninguém.
A campainha tocou nesse momento, todos nós nos entreolharam assustados demais para falar alguma coisa. A campainha tocava de novo, desta vez Luan se levantou do notebook e andou até a cozinha, do lado do interfone havia uma pequena tela, todos fomos até lá. Luan apertou um botão e na tela apareceu um homem, que aparentava ter menos de trinta anos e se vestia muito bem, usava uma jaqueta de couro preto e tinha a cabeça raspada, seu rosto era meio quadrado, muito bem apessoado pra quem gostava do tipo Bad Boy. Ele olhou para a câmera e piscou me fazendo gelar.
– Como ele sabe – indagou May tremula, aquilo havia sido muito estranho, até mesmo pra nós.
– Não sabe, ele fez por impulso, é impossível que... – Luan não terminou a frase, ele não podia acreditar que ele sabia que estávamos olhando para ele – será que eu atendo?
– Ele sabe que estamos aqui, alguém conhece ele? – Perguntei, não sendo respondido por ninguém. Se ninguém o conhecia isso era um péssimo sinal – atende Luan e vamos ver o que dá.
Luan puxou o telefone do gancho e colocou no alto-falante para que todos pudéssemos ouvir. – Olá, posso ajudar? – Perguntou o garoto.
– Oi, meu nome é Pedro. Na verdade acho que sou eu quem pode ajudar vocês – disse o homem olhando novamente para a câmera. Seu rosto não demonstrava qualquer emoção, enquanto nós estávamos quase morrendo por dentro.
Mayara segurou forte minha mão, segurei de volta e por alguns segundos pude sentir a pulsação da garota. Não quis olhar para trás e ver o rosto de ninguém, eu já podia sentir a duvida e o medo batendo em todos. Para um grupo de remanejados estávamos indo muito bem.
– Vocês? Ajudar? Desculpe senhor você esta equivocado, tenha uma boa noite – mas antes que Luan desligasse o homem falou quase que no mesmo segundo.
– Greymon não vai ficar escondido por muito tempo – foi possível então notar nervosismo em sua voz.
Arregalei os olhos. Como esse maldito sabia do Greymon? O que mais faltava acontecer? Que noite mais desgraçada, não terminava de maneira alguma. Pulei então no interfone explodindo de raiva – como você sabe do Greymon?
– Olha, na verdade sei muita coisa e sei também que se vocês não confiarem em mim e me deixarem subir esse Digimon não dura mais uma semana – disse Pedro calmamente. Eu não podia acreditar no que estava ouvindo, quem era esse homem?
Luan destrancou o portão, o barulho típico da fechadura se abrindo pode ser ouvido, e então Pedro entrou no prédio. Isso não era justo com a gente, eu estava muito cansado, mas a raiva misturada com medo me deu forças para continuar e se esse cara vier com alguma gracinha, pode ter certeza que não vai se sair bem.
***
Se eu jogar errado agora vou preso ou no mínimo comido pelo grandão lá em cima. O que eu ando fazendo da minha vida viu? insubordinação – pensava Pedro.
Logo ele subiu o elevador e estava na porta do apartamento. Ajeitou a arma na sua cintura e confirmou se a havia escondido direito, a ultima coisa que ele queria era arriscar que algum de nós liberasse Greymon. Depois de checar o aparelho em sua mão, finalmente esmurrou a porta.
***
Eu mesmo abri a porta, tentei me manter firme. Ele então entrou e de perto ele parecia muito maior do que a câmera mostrava. Tenho certeza que Pedro reparou que esfregava o dedo indicador no polegar, eu sempre fazia isso quando estava nervoso e isso é o tipo de gesto que é fácil de ser analisado. Ele entrou no apartamento e olhou para todos, como ele conseguia parecer tão confiante? Quem era esse homem?
– Desculpem-me pela forma como os tratei lá em baixo, mas se eu não tivesse dito aquilo vocês não teriam me deixado entrar. Não vão se apresentar? – Perguntou o homem enquanto chegava perto de mim, estranhei quando ele tocou meu braço. Fiz um movimento brusco e sai de perto dele.
– Eu sou Jonas – disse enquanto caminhava até Mayara que estava claramente nervosa, já segurando o choro – adianta o assunto e seja claro por que se sabe do Greymon, sabe o estrazido que ele pode fazer em um homenzinho como você.
Fui sarcástico em relação ao homenzinho, Pedro era muito forte, fazia academia há anos e vários tipos de luta era bem alto e usava barba por fazer. Tinha vinte e cinco anos e era um homem treinado para ser calmo, viria a descobrir isso mais a frente.
– Meu nome é Pedro Monteiro e eu trabalho em uma organização que foi criada para Resolver acidentes digitais, “Rad”, nós Raders somos treinados e equipados para eliminar os seres como o que vocês estão mantendo naquele notebook – disse Pedro apontando para o PC sobre a mesa. Ele realmente sabia muito.
– Se você tentar não terá um fim bacana – afirmei caminhando até o notebook, Luiz veio até May e a abraçou, ela parecia uma menina que precisava ser protegida.
– Sei que não vai ser muito fácil de acreditar, mas eu não to aqui pra isso, pelo contrario, estou aqui pra ajudar vocês – respondeu Pedro, muito provavelmente se esforçando para manter o tom de voz calmo, porque ninguém em sã consciência nessa situação conseguiria se manter tão tranquilo, a menos que tenha sido treinado ou algo do tipo.
– Ajudar como? Não precisamos de ajuda – afirmou Luiz. Ele depois de Pedro era o maior naquela sala, pude imaginar os dois trocando socos por um segundo ou dois.
– O pessoal pra quem eu trabalho não brinca e não ta a fim de conversa. Eles podem te encontrar mais fácil do que vocês pensam, a muito mais coisa envolvida do que simplesmente Digimons aparecendo e gente morrendo – afirmou Pedro.
– Olha a ultima coisa que precisamos agora é de ameaças ca.. ca... cara... – disse Will gaguejando, a situação seria hilária se não estivéssemos passando aperto ali.
– Some daqui cara – disse com firmeza caminhando até a porta e a escancarando, não sei de onde tirei tanta coragem e raiva.
Pedro abaixou a cabeça e caminhou até a porta – eu sei que pensam que sou seu inimigo, eu pensaria, não os culpo – e saiu sem olhar para trás.
Fechei a porta logo, em seguida meus joelhos tremeram, não dei conta, fui ao chão ali mesmo, não cai, me joguei de forma que fiquei sentado. Era informação de mais, minha dor de cabeça estava começando a diminuir para meu alivio, mas a situação não permitia isso.
– Ele é um gato – indagou Mayara fazendo todos a encararem – o que foi gente, só comentei.
Luiz e Ludmila caíram na risada, Will se jogou no sofá sem fôlego e Luan mexia no código de Greymon, ele não parecia ter sentimentos de vez em quando.
– Quem era esse cara? – indagou Will indo até o interfone e conferindo se o cara realmente havia saído do prédio, mal ficou sentado dois segundo, ele estava apavorado.
– Não sei, mas com certeza vem merda, Raders não é? – indagou Luiz com uma cara horrível. Ele não parecia melhor que Will, mas era mais fácil pensar no nerd surtando do que no Luiz, ele sempre parecia tão zen, tão desligado do mundo.
– O que ele quis dizer com “Tem muito mais coisa em jogo do que batalhas e pessoas”? – perguntou Ludmila – isso parece piorar a cada segundo, eu to tonta com tanta informação, estão nos bombardeando, Digimons, mortes, Raders, o que mais ta faltando?
– Quando o negocio ficou serio em Digimon o equilíbrio entre os mundos foi abalado – disse tentando me levantar do chão.
– Não sabemos se existe outro mundo, como podemos afirmar que haverá um desequilíbrio entre eles? – indagou Will mais que depressa – acho muito pouco provável até – eu estava começando a pirar, e claro que eu ia tentar arrumar uma explicação para aquilo tudo que estava acontecendo.
– Ninguém acreditou em mim quando disse que era um Digimon até que o Greymon apareceu, vocês vão duvidar mais uma vez? – afirmei indo pra cozinha. Pra ser sincero nem eu tinha certeza do que estava dizendo, acreditar naquilo que eu tinha visto na TV parecia cada vez mais idiotice. Greymon não era nada como eu esperava, na verdade nada estava sendo, nada de digivice, nada de digiescolhidos, nem Genai pra orientar, nem o sonho mais perfeito se compara a realidade, essa era a única verdade.
Em seguida meu celular tocou, me baixei para olhar o aparelho. Quem poderia estar me ligando àquela hora? — Weverton? – indaguei logo antes de atender. Meu primo?
– Jonas?- perguntou o garoto.
– Eu. Aconteceu alguma coisa? – perguntei assustado.
– Eu tive que te ligar, eu to vendo o jornal noturno e acabou de passar uma reportagem sobre um atentado terrorista na Pampulha – disse o garoto quase gritando no telefone, mas não era de medo e sim de empolgação, eu o conhecia, a mera menção haver algo do tipo fazia o garoto viajar – você estava lá?
– Que historia é essa cara? Jornal noturno? Desde quando você assiste essas coisas? – perguntei confuso e curioso. Ele assistindo jornal era mesma coisa que esperar que o sol se apagasse.
– Eu tenho cultura, e estava assistindo anime até agora também – respondeu sorridente, reconheceria aquela voz de qualquer jeito – mas o jornal ta noticiando que houve um atentado. Explodiram um prédio e um carro, maluco achei que ia estar dormindo, ou que sei lá, poderia ter ido a alguma boate por ali, não sei, precisei te ligar.
Fiquei mudo por um certo tempo, não era segredo pra mais ninguém, haviam muitas pessoas no local, e se alguém tivesse nos visto? Bom, viram não é.
– Jonas? – chamou Weverton.
Desliguei o celular, já estava tudo na televisão, como repórteres conseguem descobrir essas coisas afinal de contas? Abutres, olhei para todos jogados no apartamento. Tomar alguma atitude, era isso que devíamos fazer – Galera temos que conversar.
***
Vários carros de policia se amontoavam e se misturavam as pessoas nas ruas assustadas e aos vários repórteres. Um casal de idosos morreu na explosão do prédio em que Gorimon havia acertado, a família já estava no local incrédula.
O capitão Tavares decidiu ir à cena do acontecimento, e interrogar algumas testemunhas. Agora ele pegava informações com uma mulher mais velha, ela vestia uma camisola amarela desbotada, chinelos e segurava um cachorro que não parava de latir por uma corrente.
– È isso mesmo senhor Tavares, um dinossauro azul e um gorila gigante lutaram aqui – dizia a mulher nervosa, ela imaginava que o capitão não fosse acreditar. Seus olhos estavam inchados, provavelmente estava morta de sono – havia também um grupo de jovens que pareciam não ter medo do dinossauro, eles não fugiram, enquanto eles brigavam, o dinossauro e o macaco, eles não se afastaram, eu estava escondida na janela do meu apartamento, aquilo foi inacreditável senhor.
– Dinossauro Azul – Capitão da policia não se admirou com o relato, ele serrou os punhos e naquele momento pegou o celular. Depois de chamar algumas vezes a ligação foi atendida – O que você conseguiu sobre o caso da faculdade?... Como assim eles não estão em casa, nenhum deles?... Quero todo o pessoal disponível atrás deles, mantenham a vigilância.
A mulher o olhava envergonhada, imaginara que ele nem houvesse prestado atenção ao que ela disse, quem prestaria, ela mesmo não acreditaria se alguém houvesse a contado, talvez tivesse sido burrice contar tudo para aquele policial.
Tavares tocou no ombro da mulher e a agradeceu, o homem olhava a cena em volta com curiosidade e um estranho pavor. Ele mesmo não acreditaria em tudo que estava acontecendo se ele mesmo não esteve vivenciando, seus instintos diziam que nos eram uma grande ameaça e ele faria de tudo para nos ver presos, terrorismo? Parecia maior que isso, bem maior até do que nos imaginávamos.
***
– Ataque terrorista na mesma noite em que um Digimon apareceu na faculdade, – Babel estava em pé na frente da televisão de cinquenta polegadas presa a parede de seu luxuoso apartamento. O velho segurava uma xícara de chá nas mãos, enquanto brincava com uma enorme pena preta na outra – eu realmente não acredito em boa sorte.
***
– Tudo instalado e funcionando – disse uma mulher terminando de encaixar o ultimo cabo em um dos vários computadores que estavam naquele lugar – agora é hora da sua magia Douglas – Disse Sofia Albuquerque à técnica do grupo.
Douglas estalou os dedos e se sentou na frente de um dos computadores. Assim que o micro iniciou ele digitou a senha e todos os computadores da sala se ligaram com o logo da RAD na tela – parece tudo tranquilo, só falta agora à parte do Sampaio – Indagou Douglas Campus, o analista do grupo, reconhecia qualquer código de trás para frente.
Os dois olharam pela porta e viram um homem de quase dois metros de altura seguram algum tipo de arma, ele era forte, usava a cabeça raspada e era o mais serio do grupo Mauro Sampaio “o homem das armas” como era chamado.
Agente Monteiro entrou pela porta – Senhores como vai o seu trabalho?
– Muito bem eu diria, já estamos com quase tudo rodando, estaremos online com o servidor em questão de doze horas – respondeu Sofia soltando seus longos cabelos pretos de um coque.
– Ótimos, vamos descansar, o dia amanhece em algumas horas e eu tenho certeza de o dia de amanha nos guarda grandes surpresas – previu Pedro enquanto colocava sua arma em cima de uma mesa. Ele se sentou na frente de um dos computadores, mas não tinha a intenção de mexer nele, só queria descansar um pouco antes de ir pro quarto de hotel que o RAD pagava, era um ótimo quarto pensou ele.
Ele não estava aceitando muito bem o fato da mancada que havia dado, porque ir até o apartamento? Ele sabia que não ia dar em nada, arriscando sua carreira por um grupo de jovens que não sabiam o que tinham nas mãos.
A outros grupos como aquele, pensou ele, será que eles estão mais bem preparados? A coisa grande acontecendo.
Sofia o olhava sem falar nada. Douglas então cochichou para que só a moça pudesse ouvir – eu ainda não entendo bem Monteiro, ele parece ser o mais comprometido de todo o regimento nacional, e olha que eu conhecia as outras quatro equipes que tem no pais, todos temos nossos motivos para estar aqui, mas não vejo onde o Monteiro se encaixa.
– Ele era do exercito acho – exclamou a moça – só acho que haviam pessoas mais capacitadas para comandar essa base.
– A general Lacerda o indicou pessoalmente, ela conversou com a presidente pessoalmente para que ele assumisse o comando – disse o loiro magricelo – eles devem se conhecer fora do regime se me entendi.
– Acho muito escrota sua indagação, até parece que não conhece a general, ela nunca teria envolvimento com Monteiro, na verdade ela não parece ser o tipo de mulher que se envolva com ninguém, ela comanda o Rad com pulso de ferro, se alguém odeia Digimons nessa vida é ela – afirmou Sofia.
– Estranho, o ultimo caso de Monteiro foi um escândalo dentro do Rad, ele se recusou a destruir uma dessas criaturas. A General escolhe-lo com tanto afinco, logo alguém que discorda do pensamento ríspido dela não lhe parece estranho? – perguntou, mas não houve resposta, apenas trocaram olhares.
Nada precisa ser dito quando se amigo de verdade, um simples olhar muitas vezes diz muito mais que palavras, pensou Sofia. Ela já havia estado com Douglas em varias ocasiões antes, mesmo dentro do Rad. Agora era esperar e ver onde aquilo tudo ia dar.
Fale com o autor